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eloisacanedo

Conexão longa em Amsterdam (8h - Schiphol) Imigração e Roteiro básico para conhecer a cidade

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Olá pessoal!

 

Estou indo para londres e farei uma conexão longa em Amsterdam (8h) pela KLM e gostaria de conhecer rapidamente a cidade (somente os principais pontos, sem entrar em nenhum museu). Chego 12:30 e meu vôo para londres sai às 20:30. Sei que passarei pela imigração tanto em amsterdam como em londres, mas no desembarque em amsterdam eu vou sentido "conexão" ou vou para saída normal, como se estivesse já no meu destino? terei que pegar as malas despachadas ou elas irão direto para londres? Como devo responder na imigração? Digo que estou em conexão mas gostaria de deixar o aeroporto para conhecer a cidade? quais documentos vocês consideram importantes p/ apresentar?

Sei que são muitas dúvidas mas to mega perdida (e com medo de ficar perdida lá tbm kkkkkk) Consigo sair do aeroporto de metrô?

Alguém tem dicas de roteiro nos pontos principais da cidade? Pensei em fazer tudo de bike, mas nem sei como funciona pra alugar e nem se é um meio rápido de se locomover.

 

VALEU GALERIS❤️

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Cara, mandou muito!! 

Vi que consigo reservar uma bike online, vou seguir a rota que vc sugeriu! 3h sem entrar em nenhum museu e de bike acho que vai rolar ❤️ muito obrigada!!!

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    • Por Weise Aguiar
      Fala mochileiros, meu nome é Weise (tipo o GPS Waze sim kkk) tenho 23 anos, e vou contar como foi minha primeira viagem a Europa, que aconteceu em Maio de 2019.
      Em Dezembro de 2018 estava decidido a realizar esta viagem, e a espera de passagens na promoção, porém não tinha nenhum dinheiro guardado, apenas o salário de Dezembro e dos próximos messes até a viagem (que não era muito). O instagram do Passagens Imperdíveis anunciou uma promoção para Roma nos mês Maio, era por volta de R$ 1.600,00, porém eu não tinha esse dinheiro, corri na CVC e fiz o agente colocar a mesma data que eu já sabia que estava promocional, o valor encontrado foi de R$ 1.800,00, não liguei para a diferença de preço, pois lá dividiram em 8x sem juros no famoso carnê. Perfeito! Minha mãe e tia também aproveitaram o achado e compraram também.
      Era Janeiro e eu tinha a responsabilidade de montar o roteiro, achar hotéis e fazer tudo que era necessário inclusive assessorar a confecção do passaporte das senhoras. Planejar viagens era um hobbie meu, não faze-las também kkkk, estava empolgado com os preparativos da primeira grande viagem e por estar responsável por pessoas que sempre foram responsáveis pro mim. Seriam 14 dias na Europa, inicialmente queria colocar a Europa toda no roteiro, porém percebi que 3 países seria o máximo que conseguiria conhecer neste tempo, foi difícil, tive que deixar a cara Suiça, mas em um comum acordo escolhemos conhecer as cidades de Paris, Londres, Milão, Veneza, Pisa e Roma. Utilizei todo meu conhecimento e sites mágicos para achar a melhor rota entre estes países (melhor no caso era a mais barata), a unica certeza e que chegávamos por Roma e por ali também sairíamos. O itinerário foi:
      - Escolhi conhecer Roma por ultimo, pois o risco de perder o voo de volta para o Brasil era menor, já que eu estaria na cidade. Sendo assim compramos passagens de Roma para Paris;
      Paris: Minhas pesquisas por custo x benefício me levaram ao Hotel Ibis Porte de Montreuil, eles tem uma categoria chamada budget que seria mais econômica, pagamos cerca de R$ 320,00 no quarto para 3 com café da manhã incluso. Sim! Ficou quase R$ 100,00 pra cada pessoa por diária em um hotel em Paris. O hotel ficava um pouco distante do centro da cidade mas a estação de trem era a 4 minutos de caminhada, e 40 minutos de viagem até a Torre Eiffel, nem sentíamos o trajeto. Também havia um Carrefour como vizinho no hotel, que tinha preços muito bons! Na cidade utilizamos o metrô (1,70€) para ir a qualquer lugar com exceção de Montmartre que utilizamos o uber (mesmo app do BR). Em Paris visitamos além da famosa Montmartre, a Champs Elysees, Arco do Triunfo, quase todas as pontes famosas, Village Royal (lugar onde tem o corredor cheio de guarda-chuvas), Galerie Lafayette, o Museu do Louvre, La Vallée Village (a outlet mais chique que já vi, comprei ate uma blusa da Levi´s por 13€), a Primark (mãe da C&A, Renner e afins) e claro a Torre Eiffel todos os dias a noite.  
      Londres: Escolhi fazer o trajeto com o trem da EuroStar, ele passa por baixo do mar e se pode ter uma vista muito bonita do trajeto na superfície, não me lembro o preço exato mas foi algo em torno de R$ 200,00. Chegamos em Londres na famosa estação King's Cross (Harry Potter), tentamos pegar um ônibus porém não aceitavam dinheiro e eu ainda não sabia comprar o cartão (destaque para o primeiro contato com inglês britânico, foi muito estranho não entender nada que o senhor no ponto de ônibus falou), pegamos uber e chegamos ao hotel bem rápido. Em Londres eu também escolhi um hotel budget da Ibis (Whitechapel), este porém era mais moderno, a moça que nos recebeu foi muito prestativa e me ajudou muito com informações importantes, custou algo entorno de R$ 120,00 a diária para cada pessoa no quarto triplo. Fui conhecer Londres logo que cheguei e ao sair do hotel percebi que o bairro era meio .... diferente, varias mulheres de burca e alguns homens com cara de indianos, mesquitas e muitas placas em árabe (ou seja lá o que era aquilo) mais tarde descobri que o bairro era multicultural e acabei adorando ver toda aquela cultura! E 20 minutos de caminhada e estávamos na Tower Bridge um dos maiores símbolos de Londres, foi impactante (foi o lugar que mais gostei na cidade), durante 4 dias conhecemos lugares como o Saint James Park, o Palácio de Buckingham, o Borough Market, a loja gigantesca da M&M (não deixe de conhecer, é a maior do mundo), China Town, Leicester, Tottenham, compras na Primark de Londres (que era melhor que a de Paris), Camden Town (é meio longe, mas iria 10x mais longe vale muito), um destaque para o Camden Market, tem vários outros lugares, mas assim como em Paris não vou citar para não ficar exaustivo. Em falar em exaustivo, primeiro perrengue da viagem, eu havia comprado passagens pela Ryan Air, o aeroporto em que eles atendiam era super longe, e de uber gastamos cerca de R$ 500,00 pela viagem para nos 3, essa foi a primeira facada, a segunda veio quando a atendente me disse que o embarque já havia sido encerrado 1h30 antes do voo, brigas depois minha tia passou o cartão e compramos outra passagem (55 libras cada).  
      Milão: Ok, passamos o perrengue e foi hora de engordar, do aero até a cidade pegamos um ônibus (7€). Os hotéis da Itália foram escolhidos na CVC, novamente pela facilidade do parcelamento sem comprometer limites dos cartões, as fotos do site não condiziam muito com a realidade, e isso foi uma coisa boa em Milão o iH Hotels Milano Gioia foi um achado, era muito confortável, digno de um 3 estrelas,  perto de supermercados, restaurantes (bons e baratos, onde comi a melhor pasta da viagem), além de ser relativamente parto do centro da cidade, aqui não utilizamos o transporte publico para nada, fizemos tudo caminhando e foi ótimo. A cidade sem duvidas e uma das mais bonitas da Europa, o antigo se misturava com o moderno, e realmente era a cidade da moda, marcas de luxo como LV, Gucci, Versace e outras enfeitavam as ruas. Aqui conhecemos a Pinacoteca de Brera, cujo qual eu nem sabia da existência e literalmente esbarrei na rua, o Duomo Di Milano, a Galeria Vittorio Emanuele II e o Castello Sforzesco. Foi tudo perfeito por aqui, boa comida e lugares impressionantes.  
      Veneza: Embarcados no trem seguimos para Veneza, estávamos com a expectativa alta para o Hotel Ca' Gottardi, pois foi o mais caro da viagem (R$ 1.300,00 por diária, só ficamos uma kkkk), era luxuoso, mas nada extravagante. A cidade realmente é tudo o que dizem, chegamos de manhã e partimos no outro dia de noite. Foi mais que suficiente para conhecer cada canal, as coisas eram um pouco caras, mas valeu cada euro.  
      Pisa: Pisa me surpreendeu muito, já era noite quando chegamos, mas não nos impediu de ir ver a famosa torre inclinada, estava deserta. A primeira surpresa foi com a cidade em si, ela parecia cidade universitária de interior (e era). O hotel foi o Royal Victoria, de frente para o rio que corta a cidade muito charmoso, inicialmente achamos o hotel velho demais, pesquisas depois me fizeram mudar de ideia, é um hotel histórico, a diária no quarto triplo custou R$ 400,00. A outra surpresa foi com o conjunto histórico, eu sempre achei que a torre era sozinha, porém descobri que ela faz parte de um conjunto que inclui um batistério e uma catedral. Não tem muito para conhecer na cidade, os 2 dias por lá foram suficientes.  
      Roma: Já um pouco cansados partimos de trem, é claro, para a nossa primeira e ultima cidade Europeia Roma. E mais um perrengue era previsto, o "hotel" Cesar Palace, era HORRÍVEL, até hoje não entendi o que era aquilo, mas parece que era um prédio residencial antigo, onde funcionava o "hotel" em dois dos diversos andares, não havia recepção, apenas uma sala de bagunça onde tinha um cara. Meio assustado fiz nosso check in e um segundo cara meio estranho apareceu do nada e nos levou ate o quarto, quando questionei sobre o café da manhã que tinha pago (5€) ele saiu e voltou com uma fixa "vale 1,50€ no bar da esquina" literalmente era isso, parecia uma grande piada, minha mãe se revoltou e queria fazer barraco kkkkk mas achamos melhor tentar curtir a cidade e ir para o hotel apenas para dormir, já que todas as nossas coisas ficavam lá sozinhas não fizemos nenhuma reclamação. A cidade era bem diferente das outras, encontramos com alguns brasileiras e elas haviam sido furtadas na Fontana de Trevi, a cidade era um pouco suja demais, mas nada que não estivéssemos acostumados. Aproveitamos muito e apesar das atrações serem longes, fizemos todos os trajetos a pé, andamos MUITO, mas já sabia chegar a qualquer lugar, já estava me sentindo um romano, entre as atrações visitamos o Coliseu, o bairro de Trastevere, o Vaticano, o Monumento a Vittorio Emanuele II, a Fontana de Trevi, o Panteão, Piazza di Spagna entre vários outros lugares. No check out não havia ninguém na sala de bagunça e uma placa dizia que o atendimento iria se iniciar em 2h, então tiramos tudo do quarto e saímos deixando a chave pendurada na maçaneta da porta. Este foi um resumo de cada cidade, creio que no futuro escrevo sobre detalhes sobre cidade. Foi um enorme aprendizado viajar desta forma, e apesar de ter pesquisado muito antes, algumas coisas ainda passaram despercebidas, cada cidade tinha seu próprio estilo e foi impossível escolher uma favorita (Londres), temos vontade de fazer tudo de novo, tenho certeza que teremos uma experiencia diferente. Me deixo a disposição para ajudar tirando duvidas ou de outras formas se tiver no meu alcance! 
      Depois que voltei ao Brasil contabilizei cerca de R$ 8.900,00 com tudo que tinha gasto na viagem, incluindo hospedagem, comida, compras, passagens, tudo mesmo. 
      Segue algumas fotos do ocorrido, no meu instagram @weiseaguiar também tem vários histories legais de cada lugar. Um grande abraço mochileiros!
       






    • Por Birovisky
      Dando uma "zapeada" por alguns vídeos que ainda não foram publicados no canal, me deparei com este, um erro amador da minha parte, ao tentar ir acampar em um local que há tempos não íamos e que praticamente ninguém conhece. Pagamos o pato por confiar em nossos instintos, sequer ligamos ao proprietário para perguntar como estavam as condições do lugar. Confiram como estava... É DE ARREPIAR!

      Confiram o vídeo NÃO COMETA ESSE MESMO ERRO se você vai acampar!
      Bem que desconfiamos do valor da diária estar muito abaixo do que imaginávamos!
      Sempre dê um jeito de descobrir as reais condições do lugar antes de ir beleza galera? Fica a dica!
    • Por Mario Medeiros
      Em Brasília, 15 horas.
      No caminho do desembarque do avião, precisávamos encontrar a Nara e o Nelson, pois viemos em voos diferentes, nem precisamos nos telefonar, e já nos encontramos de cara!
      Pegamos a van para a Localiza, ganhamos o up grade do carro e pelas 16 horas saímos de Argo em direção a Chapada dos Veadeiros.
      Todos com fome, logo que saímos da cidade e paramos no supermercado Oba, achamos que ali certamente teria opção de comida. A melhor opção encontrada: pães de queijo, bananas e pão francês – não compramos cacetinhos ok!?
      Bora comer na estrada, acho que juntou a fome, a ansiedade de chegar logo em Alto Paraíso com não tínhamos pesquisado onde iriamos almoçar 😃 Poucos metros pra frente tinha um super restaurante na beira da estrada, mas nossos sanduiches estavam ótimos.
      Estrada aos poucos vamos reconhecendo novas paisagens, começam aos poucos os primeiros morros, vales, buiritis e logo que escureceu passamos pela espaço nave, pórtico de entrada da cidade Alto Paraíso. Pelo maps, indicava sair da estrada logo após o pórtico, mas como estava distraído passando por uma possível abdução o Mario passou reto. Recalculando rota entramos pela rua principal da cidade e já vimos várias lojinhas, restaurantes, achamos de cara a cidade muito astral.
      Alugamos pelo airbnb as casas da Dana, ela super querida fez um grupo mandou endereço, explicações e localização, mesmo assim o maps nos mandou para rua de trás do portão de entrada, mas como ela havia enviado fotos do portão conseguimos reconhecer.
      Dentro do portão um super pátio e duas casa lindas. Mario e Kaka no chalé, com um banheiro muito legal, o quarto em cima com um deck que iriamos olhar as Araras Canindé se alimentar toda manhã pelos próximos 3 dias. Nara e Nelson ficaram na casa ao lado, com nossa cozinha e varanda que comemos todos os dias em Alto.
      Saimos a pé de casa, subindo a rua principal em busca da janta. Escolhemos o restaurante 22, um prato executivo por 30 reais, tipo um ala minuta que podia escolher a carne e a Kaka comeu omelete como opção veggie. Um som ao vivo bem bom rolando, e pegamos as primeiras dicas com a garçonete, a Dani (@danirootsistah – não lembro de onde ela é – Bahia? ela tem um projeto de reggae meditation e toca pela chapada).  
      Volta pra casa, mais umas risadas e bora dormir que o próximo dia é Santa Barbara.
       
      CUSTOS DIA 1
      R$ 632,16 Passagem Porto Alegre – Brasília
      R$ 9,20 Uber Aeroporto Porto Alegre
      R$ 12,00 Pão de Queijo Aeroporto (para 2 pessoas)
      R$ 349,44 Seguro Carro (para 2 pessoas)
      R$ 46,64 Mercado Oba (Lanche para 4 pessoas)
      R$ 59,00 Jantar + Bebidas no Restaurante 22 (para uma pessoa)
       
      Nossa casa no AIRBNB : https://www.airbnb.com.br/rooms/24552222?source_impression_id=p3_1572817066_drJ7OYPVGFta7mhs
       
      DIA 02 – QUILOMBO KALUNGA \ SANTA BARBARA \ CAPIVARA
       
      Acordamos com a gritaria das araras e cedinho e fomos em busca do Mercado e da padaria que a Dani Roots Sistah tinha passado as direções na noite anterior. Facilmente achamos os 2, afinal Alto Paraíso não é nenhuma metrópole. Compramos o café da manhã, pão vegano vários grãos, mangas, bananas e mais as refeições dos próximos dias, ovos, arroz, massa e vários vegetais.
      Após o café na varanda, saímos pelas 9h em direção de Cavalcante e Cachoeira de Santa Barbara. Cerca de 120km de estrada seguindo pela BR 010 até a cidade, nem precisa entrar em Cavalcante, o GPS já manda seguir por algumas ruas paralelas até começar a estrada de chão. Ok, tínhamos lidos em vários blogs sobre a dúvida de alugar 4x4 ou não, mas estávamos de up grade no Arguinho que em toda a viagem não nos decepcionou! Sobe vários morros, passa por vários buracos e até por dentro de um rio tivemos que passar. A ponte estava interditada e o desvio era por dentro d’agua, não era nenhum rio profundo então foi divertido passar pela agua, mas já dizia o Nelson: Não pode molhar as velas e cuidado para não entortar o eixo em todos esses buracos!
      Ok vela secas ou não seguimos em frente, paramos no mirante Nova Aurora e lomba acima até chegarmos as primeiras casas da Comunidade Kalunga. Por ali um amigo do Ibama nos fez sinal de dentro de sua camionete e avisou que a placa do nosso carro estava quase caindo! Paramos e com a chave do airbnb apertamos melhor, realmente ela estava na diagonal, presa somente por 1 dos 2 parafusos que seguram a placa... Estávamos salvos pois perder a placa sairia caríssimo na locadora por causa de muitos buracos e alguns saltos que o Mario deu dirigindo. 
      Logo à frente a estrada estava obstruída, levando todos os carros para dentro do estacionamento do CAT do Quilombo Kalunga. Lá descobrimos que é obrigatório ter guia para ter acesso a Cachoeira Santa Barbara, o guia custa R$100,00 para até 6 pessoas, havia um casal no CAT que já nos convidou para fechar em 6 a Guia Marli (ou a Rita, nome que o Nelson chamou ela durante todo o passeio)
      Bom, são 20 reais por pessoa para ir até a Santa Barbara, logo após o CAT tem o estacionamento onde paramos o carro, outros 5 reais para andarmos por 5km em um 4x4 com a caçamba adaptada para levar os turistas. E ainda temos outros 1,8km em um trilha super tranquila andando pelo campo até chegarmos nas cachoeiras. Sim são 2, logo que entramos em um pequeno mato chegamos na Cachoeira Barbarinha, uma queda de agua linda com aguas transparentes e um poço onde não é permitido tomar banho. Passando pelas pedras, sobe uma escadinha e caminha alguns metros para ai sim, chegar em um dos pontos altos da Chapada: Cachoeira de Santa Barbara, um poço azul transparente lindo com uma queda d’agua de 15 metros. Simplesmente sensacional a primeira vista e só melhora após o primeiro mergulho. Ficamos por volta de 1 hora curtindo a cachoeira. Voltamos pela trilha, esperamos o próximo transporte de volta ao estacionamento, pegamos outros 5 reais e de carro fomos até o CAT. Como o tempo estava bom, pagamos outros 10 reais por pessoa para ir até a Cachoeira da Capivara, a guia seguiu conosco e nos levou até estas quedas d’agua. A trilha nos leva por cima da cachoeira, com algumas piscinas bem boas de banho. A Nara e o Nelson decidiram ficar curtindo ali, nós e o casal de amigos descemos por uma trilha ao lado da queda d’agua, eram as primeiras trilhas descendo por pedras de tantas que teríamos nos próximos dias. Após uma descida tranquila, descobrimos que o rio que lá em cima parecia único, se divide criando uma queda grande e um paredão de agua, ambas formam um poço ótimo para banho. De um lado tu olha essas duas quedas lindas e o rio segue para outras cachoeiras que adentram para um cânion gigantesco. É sensacional ficar sentado nas pedras a esquerda do poço admirando estas belezas!
      Havíamos encomendado almoço no Restaurante Auria e Ana quando voltamos ao CAT, lembre-se de fazer isto! E famintos após as cachoeiras conhecemos a cozinha Kalunga. Um restaurante bem simples com uma comida maravilhosa toda feita em casa. Arroz, abobora, quiabo, galinha caipira, mandioca e peixe frito entre várias saladas todas produzidas na roça do quilombo, acompanhada de um suco de mangaba foi a combinação perfeita. O Restaurante Auria e Ana foi eleito por unanimidade no TOP 3 pela comissão julgadora do nosso grupo na Chapada.
      Durante as trilhas fomos conversando sobre a realidade do povo local com a nossa guia, ela tem 23 anos é mãe de 3 filhos e nunca saiu das terras do quilombo, trabalha na roça além do serviço de guia. Não é todo dia que ela atende um grupo, varia muito de acordo com o número de turistas e a ordem de guias que se estabelece no CAT, nós ficamos bem sensibilizados com a historia deste povo e por isso indicamos que todos que forem até Santa Barbara contratem um guia quilombola – também existe a opção de ir com guia da cidade – e aproveite para andar na caçamba do 4x4 e desfrute de uma comida local, orgânica e curta o tempeiro de um dos restaurantes da comunidade.
      A volta para casa ainda nos reservavam algumas risadas, após todos os buracos da estrada estávamos preparados para filmar a travessia de carro pelo rio na ponte interditada.  Paramos o carro e o Mario atravessou por cima da ponte e esperou a Kaka passar com o carro pelo rio. Lembrando de todos os ensinamentos do Nelson lá vem a Kaka acelerando rio adentro para chegar do outro lado. Porém, no meio do rio a placa se solta e o Arguinho sai do outro lado do rio pelado, sem a placa dianteira!! E tudo isso foi filmado, por sorte achamos a placa e seguimos pela estrada de chão até a chegada a Cavalcante, lá conseguimos uma chave emprestada apertamos bem a placa! Voltamos já no anoitecer para Alto Paraiso.
       
      CUSTOS DIA 2
       
      R$ 16,00 Café da manhã Padaria (para 4 pessoas)
      R$ 75,00 Supermercado (para 4 pessoas)
      R$ 20,00 Taxa Entrada na Santa Bárbara
      R$ 5,00 Transfer Santa Bárbara
      R$ 10,00 Taxa entrada na Capivara
      R$ 100,00 Guia Kalunga (valor para até 6 pessoas)
      R$ 30,00 Almoço Auria e Ana (Individual)
       
       
      DIA 3 - MACAQUINHOS
      Nosso amigo Carioca (Gustavo Ritto) tinha indicado um passeio imperdível, Cachoeiras Macaquinnhos. Nós vimos nosso roteiro, olhamos alguns relatos de Macaquinhos e mudamos tudo em direção à estas 9 cachoeiras. Eram 12km no asfalto, 31 km de estrada de chão e trilha cerca de 2 km, “Tranquilo” pensamos todos. Porém, no resumo do dia: Perdemos o Nelsão!
      Na ida tudo certo, passamos por estradas de chão, adentramos em uma fazenda que estava na entressafra da soja, até quase atolarmos na estrada. Neste ponto encontramos outro carro voltando pelo caminho e o carro que vinha atrás de nós acabou atolando onde recém havíamos passado. Desatolados, resolvemos os 3 carros nos unirmos e irmos em frente pelo caminho juntos – ok o carro que recém tinha atolado estava com guia o que nos deu aval e tranquilidade para onde iriamos.
      Bom, a estrada passa da plantação para sobe e desce morro, muito cascalho e pedra, mas nada que o nosso super carro não suportasse, no caminho já começamos a notar outra vegetação, algo bem mais próximo do que conhecíamos como cerrado, neste caminhos também vimos de perto os primeiros estragos que as queimadas fazem na região. A dica é, segue sempre pela estrada até chegar em uma placa que faltam 900m para Macaquinhos, ali quem não tem carro 4x4 deve parar e seguir a pé, segue pela metragem indicada até chegar a entrada do Complexo de Macaquinhos, paga 30 reais por pessoa e acessa o camping e inicio da trilha para as cachoeiras.
      No acesso paramos um pouco, reenchemos as garrafinhas de agua nos filtros, descobrimos e reforçamos a descoberta que lá não tem lixo, conforme nos informaram os donos do local. Então já grava ai, leva teu lixo embora, orgânico e principalmente lixo seco. Achamos isso ótimo! Afinal, somos os únicos responsáveis por todo o lixo que geramos.
      Bóra para as trilhas, seguimos por um caminho bem diferente do que havíamos feito no dia anterior, foi completamente outro tipo de cerrado, muita vegetação e flores diferentes através de um terrenos super acidentado, sobe, desce, pula pedra, caminha, passa ponte, cascalhos acompanhando a beira do Rio Macaquinhos, passando por alguns cânions até chegarmos a Cachoeira da Caverna com vista de cima da Cachoeira do Encontro. Um pouco antes, o Nelson e a Nara já estavam querendo parar, mas como estávamos em um local ruim para descansar e tomar banho fomos indo mais um pouquinho, mais um pouquinho, até que descobrimos que chegamos no fim da trilha.
      O fim da trilha é lindo, os Rios Macaquinhos e Rio Fundão se encontram formando a Cachoeira do Encontro com uma queda d’agua de 50 metros. Um poço que deu um banho gelado, de aguas fortes e escuras – depois descobrimos que na seca todo este lugar tem aguas esmeraldas tipo Santa Barbara.
      Fomos curtir a Cachoeira da Caverna, que tem um grande caverna a direita da queda d’agua, outro lugar bem legal para banho. Descansados, seguimos para encarar o caminho de volta. Sobe e desce tudo de volta e nós ainda paramos em algumas cachoeiras extras: Banho dos Pelados, que apesar da vontade achamos o poço um pouco difícil de acessar, com ou sem roupa. Alias a decida ate esta cacheira é tão íngreme que talvez por isso que seja um local ok para a prática de nudismo.
      Depois ainda fomos na Cachoeira da Luna e a Cachoeira da Pedra Furada, esta segunda é sensacional as formações rochosas, as quedas para dentro de um cânion com pedras vermelhas.  Até chegarmos novamente na primeira queda, a Cachoeira Banho dos macacos, onde tomamos um bom banho, com queda pequena ficamos sentados com a agua batendo nas costas fazendo uma massagem de final de trilha. Ok ainda tínhamos outros metros até a entrada do camping e mais aqueles 900 metros lomba a cima ate chegar o carro. Ficamos todos de língua de fora.
      Rolou um almojanta já de noite, descanso e saímos para ver o jogo do Grêmio, era dia da semi final da Libertadores e o Mario, que passou o dia de camiseta do Grêmio, já tinha descoberto um restaurante de gaúcho onde o pessoal ia ver a partida. Chegamos e o restaurante não estava assim propriamente aberto, o dono fazia um churrasco despretensiosamente com uma meia dúzia de amigos e filhos gremistas. Lá conhecemos o Bonfas, grande figura que foi para Alto Paraíso em 1987 desbravar o cerrado como Engenheiro Agrônomo, fez família, abriu restaurante, e nos contou toda história dele que é inclusive primo irmão do André Damasceno, o Magro do Bonfa... tudo isto enquanto tomávamos uma cerveja pré partida. Sobre o jogo não vamos falar hahah, resultado todo mundo sabe Flamengo 5 x 0 Grêmio.
       
      CUSTOS DIA 3
       
      R$ 198,11 Gasolina em Alto Paraíso
      R$ 30,00 Entrada no Complexo Macaquinhos (valor individual)
      R$ 8,00 Padaria
      R$ 46,00 Jogo do Grêmio
       
       
      DIA 4 – ALMÉCEGAS E VILA DE SÃO JORGE
       
      Acordamos mais um dia com as Araras na árvore de frente de casa, arrumamos as malas, tomamos café da manhã e nos despedimos das nossas casas de Alto Paraíso. Completamos o tanque do Arguinho, pois na Vila de São Jorge não tem posto.
      Indo em direção á São Jorge, logo no começo da estrada paramos na Fazenda São Bento, onde ficam as famosas cachoeiras Almecegas I e II. A fazenda já é um assunto à parte, desde 1840 e hoje tem hospedagens, café e fomos super bem atendidos, com mapa da propriedade e das trilhas para as atrações. Pagamos R$40 por pessoa para entrar, salgadinho o preço e o dia estava novamente meio chuvoso. Ficamos um pouco em dúvida se íamos ou não nesse dia. Porém estávamos confiantes com o tempo: Antes de irmos viajar, olhamos a previsão e marcava temporal para TODOS os dias que estaríamos na Chapada. Kaká fez até ThetaHealing para mudar o tempo, e como de costume conversamos com São Pedro e “Diretoria” e estávamos tendo muita sorte com o tempo! Basta acreditar!
      Lá fomos nós para as atrações, de carro andamos 1km até o estacionamento da primeira cachoeira, saímos pela trilha de 800 metros até chegar em Almecegas I. O Nelson não animou, ficou no carro descansando do dia anterior, seguimos em frente, Nara,  Kaka e Mario, por uma trilha tranquila até avistarmos pela primeira vez as quedas desta cachoeira.  É um grande paredão de agua, que escorre para dentro de um cânion, temos a visibilidade de cima, na trilha tem dois mirantes lindos onde tu encara toda  aquela beleza de frente. Já estávamos maravilhados, e seguimos pela trilha que começou a descer morro abaixo até chegarmos de frente com um grande poço e a queda da cachoeira.  É lindo, não existe outra palavra para descrever toda a beleza desse lugar. Ah, logicamente quando chegamos na cachoeira São Pedrinho já estava esperto e mandou aquele sol para curtirmos o banho, não tinha outra alternativa a não ser ficar um bom tempo dentro d’agua, mergulhando, nadando e deixando as aguas da cachoeira bater na cabeça.
      Nos ali curtindo, vimos que um guia que chegou por outro ponto na cachoeira, ao lado da trilha que descia formava um morro de pedras, o guia chegou por ali com mais algumas turistas, até ali tudo bem, devia ser outro ponto de vista para admirar, mas nisto vimos o guia tirar a camiseta e se jogar de cima das pedras. Não temos ideia de que altura, imagino uns 50 metros de pulo! Deve ser um baita cartão de visitas, ninguém mais se animou a fazer o mesmo pulo e acho que ele deve ser um dos únicos a ter coragem para fazer isto. Na volta, a Kaka e o Mario subiram nestas mesmas pedras, mas só para tirar fotos legais.
      Na trilha de volta se tem acesso as piscinas que ficam no rio, na parte superior da queda da cachoeira Almecegas, aguas bem tranquilas, piscinas rasas e levam a super queda que havíamos visto lá de baixo. Da para chegar bem na beirada, com cuidado até a Kaka foi ali na ponta ver a cachoeira de cima.
      Seguimos de volta, encontramos o Nelson e fomos para Almecegas II, nova trilha, esta sim super curta e tranquila,  o tempo já estava nublado outra vez e chegamos em outra cachoeira muito  bonita.  Chega por cima dela, acompanha a queda d’agua para dentro de um poço com a agua caindo em uma laje de pedra e mais para direita tem o poço limpo. Encontramos ali o guia saltador de Almécegas I, Mario se aproximou e já perguntou onde era seguro pular nesta, Nara e a Kaka só curtiram as aguas que caem da cachoeira sobre as lajes de pedra, não chegaram a entrar no poço que para voltar pra cachoeira precisa fazer uma forcinha com uma leve escalada nas pedras. Mas nada muito difícil de subir.
      Curtindo por ali, uma vista da cachoeira e o seu percurso pelo rio e um lindo vale em frente. Avistamos um Tucano e ficamos um bom tempo curtindo ele voar de galho em galho. Ai nos demos conta que uns Bentivis estavam a mil na volta dele, fazendo uma grande correria para expulsar o Tucano, descobrimos que esta ave bem linda é um predador que come os ovos e os filhotes de aves menores.  Os Bentivis apesar de bem menores botaram o Tucano para correr.
      Começando a chuva, voltamos para o estacionamento, encontramos o Nelson e voltamos para a sede da fazenda. Neste momento já chovia forte, mas ainda assim decidimos ir conhecer o ultimo atrativo da fazenda, a Cachoeira São Bento,  uma trilha de 300 metros chega próximo ao rio que leva para uma boa queda dagua, com um grande piscinão na frente. Chovia bastante, foi só olhar um tempo e voltar para o carro.
      Tínhamos lido que o grande atrativo da Fazenda São Bento era Almecegas I, e realmente é, este lugar é especial por vários motivos, mas também achamos as outras duas cachoeiras e as piscinas ótimas de curtir. Vale a pena visitar todas e aproveitar o que cada uma tem de legal.
      Conversando no café da fazenda nos indicaram um restaurante na beira da estrada para almoçar, e de lá fomos até o Rancho do Waldomiro. Um barracão bem simples, com varias mesas e comida típica do Cerrado, pode pedir comida a vontade ou um prato feito – diferença de 10 reais um para o outro, mesmo famintos pedimos o prato feito e já foi bastante comida. Matula com carne para os carnívoros, uma carne feita na lata com banha, parece carne de panela de tão macia e desmanchando, arroz, mandioca frita, feijão, salada e farofa complementam esta delicia. E Matula sem carne para os veggies (eles já têm essa opção no cardápio). Enquanto esperávamos chegar o prato ficamos apreciando as famosas cachaças e licores do Waldomiro. Tem uma mesa cheia de garrafas onde tu pode servir a vontade todas as provas que quiser, gostamos muito dos licores de frutas do cerrado: Mangada, Buriti, Baru, Ananá e acho que as pingas começaram a fazer efeito porque não lembro de quais outras gostamos de tantas provinhas que tomamos, hahah.
      O restaurante fica aos pés do Morro da Baleia, um super morro que dizem ter formato de baleia (eu vi a baleia no morro da baleia é uma frase clássica da chapada). Do outro lado do morro, abre um vale lindo e comprido onde é o inicio da área do Parque Nacional e neste ponto é o Jardim de Maytrea, para um pouquinho para olhar é muito bonito mesmo.
      Chegamos em São Jorge no meio da tarde, achamos de cara a Pousada Shanti que seria nosso lar nos próximos dias. A Pousada é linda, muito bem cuidada pela Ana e pelo Vinicius (conhecido como o Curva), descarregamos as coisas e ficamos de papo com o casal, já conhecendo um pouco da vila, da historia e dos costumes dali.
      Saímos para jantar à noite, descobrimos um centrinho pequeno mas bem animado com várias lojinhas e opções de restaurantes. O que mais curtimos é que tudo é muito colorido na Vila, todas as casas e lojas tem os muros pintados, são diversos grafites de vários estilos e artistas diferentes, a Vila tem um astral muito legal!
      Jantamos na pizzaria Lua Nova, lá tocava uma artista local cantando sons autorais e musicas conhecidas. O lugar é bem legal, só achamos que  as pizzas são um pouco pequenas para nossa fome 😃
       
      CUSTO DIA 4
      R$ 40,00 Entrada em Almécegas (valor individual)
      R$ 54,00 Almoço no Rancho do Waldomiro (para 2 pessoas)
      R$ 115,46 Jantar + Bebidas Pizzaria Lua Nova (para 2 pessoas)
       
       
      DIA 5 – PARQUE NACIONAL DA CHAPADA
       
      Acordamos tranquilos e sem pressa, já que o café da pousada começava a servir às 8 horas. Na mesa recebemos um super tratamento das meninas que fazem o café da pousada, alias, aqui é um capitulo a parte, cada dia tivemos um café diferente, todos preparados na hora, com pastas, pães especiais e frutas frescas, e tudo vegano! No primeiro dia o ponto alto era uma ricota de amendoim, tahine, melado e chapati. Tudo à vontade e uma delicia!
      Conversando com as meninas da pousada, decidimos ir conhecer o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a entrada custa 17 reais – nosso casal de idosos não precisava pagar – e como fomos de carro tem mais o custo do estacionamento, 15 reais por carro.
      Na entrada preenchemos uma ficha de controle de acesso e assistimos um vídeo obrigatório de 3 minutos. Um guia do parque explica as regras, os cuidados e as trilhas disponíveis. Orientados, abastecidos de bastante agua e comidas fomos para a trilha amarela. Estra trilha tem um percurso total de 12km, saindo da entrada do parque, vai até os Saltos 120m e 80m, passa pela Cachoeira do Carrossel que havia fechado no dia anterior devido as chuvas, chega até as corredeiras e depois volta para entrada do parque. A Kaka e o Mario encararam todo o percurso, enquanto a Nara e o Nelson foram direto para as corredeiras curtir o dia todo e esperar nossa chegada, só esta parte da trilha já deu uns 6km de caminhada para os dois.
      Parque adentro, lá fomos nós, curtindo a paisagem, admirando a vegetação, passando por alguns locais de garimpo até chegarmos no primeiro atrativo, o Salto de 120 metros. Chega-se a um mirante onde só é possível admirar as duas quedas gigantes que caem dentro de um vale enorme onde segue o curso do rio. Este ponto é só para admirar, não é possível tomar banho, mais alguns metros e chegamos ao Salto de 80 metros, a Cachoeira do Garimpão e ali sim tem um grande ponto para banho. Paramos uns minutos admirando a força da queda d’agua, é algo bem grandioso pois diferente do dia anterior a agua cai direto no poço e não escorrendo nas paredes da cachoeira.  A agua é tão forte que na parte de banho tem uma corda que demarca até onde as pessoas podem desfrutar da agua, então respeita a corda, por favor.
      Ficamos um bom tempo lá descansando, aproveitando a água e curtindo a quantidade infinita de peixes que tem nesta cachoeira, eles se aproveitam da galera comendo e ganham um monte de sobrinhas dos lanches, fazem a festa.
      O Parque é outro local que não tem lixeiras e temos que carregar todo o lixo, seco e orgânico deve ser levado embora, nada fica dentro do parque e na saída tem lixeiras para deixar tudo separado conforme o tipo do lixo.
      Depois da nossa contemplação e dos lanchinhos seguimos em frente, próxima parada mirante para a Cachoeira do Carrossel. Em épocas de seca pode acessar e tomar banho, nos falaram que é um banho ótimo, porém, demos azar de ter fechado no dia anterior ao que chegamos no parque. Mas tudo bem, a vista já vale a pena e a trilha vai acompanhando pelo lado do rio e tivemos vários pontos de observação dela, seguimos em frente até as corredeiras. Chegando lá já estávamos um pouco cansados, molhamos o corpo, descansamos alguns minutos, o lugar já estava bem cheio de turistas, tinham algumas abelhas, até uma cobra passou por ali, com todo esse agito resolvemos seguir em frente de volta para o acesso ao parque.
      Nos encontramos com Nara e Nelson na sede do parque e eles recém haviam chegado de volta. Eles sim, curtiram bastante as corredeiras, descobriram vários poços, com quedas d’água que faziam massagem natural no corpo, aproveitaram o lugar e ainda conversaram com vários outros turistas que estavam por ali.
      Saindo do Parque já paramos no centrinho e comemos um super açaí para repor as energias. Ainda era “cedo”, deixamos a Nara e o Nelson na pousada para o descanso de todos os dias e fomos aproveitar o final do dia no Vale da Lua.
      Pegamos a estrada em direção de Alto Paraiso e logo tem a entrada para o Vale, andamos 4km pela estrada de chão até a chegada no acesso ao Vale. Pagamos R$20 por pessoa, fizemos mais uma trilha em torno de 1km até chegar no rio e nas pedras que formam o tão famoso Vale da Lua. Durante a trilha é tudo normal, nada de diferente na paisagem do cerrado, mas quando chega neste ponto especifico é algo surreal. Aqui tem muitos riscos de tromba d’agua, a força da agua é tão grande e a formação rochosa  diferente do restante do cerrado que formaram muitas crateras, buracos, cânions e piscinas  para banho em curto espaço do atrativo.
      Deve se tomar cuidado na beira do cânion, alguns pontos são bem profundos, outros tu só escutas a água passando mas nem consegue ver, são vários buracos nas pedras, alguns bem redondos.  Enfim, é uma paisagem completamente diferente de tudo. Algo único, vale muito a pena a visita, e acho que deve ser parecido com a Lua né, afinal este é o nome.
      As 17 horas já vieram os guias do lugar mandando todos turistas embora, precisava sair de lá até as 17:30, estava um dia bonito de sol e céu claro e a Kaka e o Mario já ficaram animados para pegar o primeiro por do sol no cerrado.  Saímos de carro em busca de um ponto para ver o sol se por, seguimos pela estrada passando por São Jorge em direção oposta a que estávamos até encontrar um vale na beira da estrada, tinha até um morro de cascalho onde subimos e ficamos lá curtindo o pôr. Logo em seguida chegou mais gente, uns 5 ou 6 carros de turistas e locais pararam para admirar a beleza que foi. Não foi um pôr completo, pois no finalzinho tinham algumas nuvens mas deu para curtir o momento.
      De volta a pousada resgatamos nossos parceiros de viagem e fomos jantar na Vila, esta noite fomos no Restaurante Luar com Pimenta, indicação da Ana dona da pousada. Muito legal o lugar, novamente com música ao vivo e várias opções com lanches, pratos e porções de comida, fizemos um banquete.
       Após a janta, fomos curtir o primeiro dia do Festival de Cinema de São Jorge, iniciativa bem legal com várias amostras de filmes na praça principal da Vila, tudo grátis.
       
      CUSTOS DIA 5
       
      R$ 16,00 Lanches para a trilha (para 2 pessoas)
      R$ 15,00 Estacionamento no Parque Nacional
      R$ 17,00 Entrada no Parque (valor individual)
      R$ 17,00 Lanche Açaí (valor individual)
      R$ 20,00 Entrada no Vale da Lua (valor individual)
      R$ 49,00 Jantar no Luar com Pimenta (valor individual)
       
       
      DIA 06 - FEIRA DO PRODUTOR RURAL E MORADA DO SOL
       
      Acordamos, comemos aquele café maravilhoso da pousada e fomos de volta para Alto Paraíso para conhecer a Feira de Produtor Rural que acontece todo sábado das oito ao meio dia. Várias banquinhas, muitos produtos locais, orgânicos, tem realmente um pouco de tudo no pequeno espaço que a feira é realizada.  Também fomos dar uma volta na cidade, olhar as lojinhas que ainda não tínhamos visto e logo voltamos para feira a tempo de comer pastéis, acarajé, tomar vários caldo de cana e comer cookies de sobremesa.
      Foi muita comida boa e um preço bem em conta, almoçados voltamos para Vila de São Jorge, ainda queríamos tomar mais um banho de cachoeira.
      A escolhida do dia foi a Morada do Sol, um lugar tranquilo com trilhas fáceis. O Nelson, desde Macaquinhos já dizia estar satisfeito de cachoeiras, então ficou na pousada de bobeira, vendo os jogos de futebol de sábado pelo celular hahaha. Nara, Kaka e Mario partiram para mais uma tarde dentro d’agua.
      Chegada, recepcionados na porteira pagamos vinte reais por pessoa pelo acesso e seguimos de carro até o estacionamento e começo da trilha. Aqui novamente encontramos outro tipo de vegetação na trilha, uma mata mais fechada, com árvores grandes e também plantas rasteiras, tinha vegetação de tudo quando é tamanho muito legal.
       A Morada do Sol tem três atrativos, Cachoeira Morada do Sol, Canion Vale das Andorinhas e Barra das douradas. Fomos no primeiro ponto e curtimos um banho, quase dentro do mato, uma cachoeira pequena cai em um poço legal para banho, dá para ir até a cachoeira e curtir as aguas batendo e massageando o corpo, o rio segue formando outros locais para banho, mas não é um local muito grande. Para nossa surpresa, quando estávamos saindo da cachoeira encontramos a Mica, uma colega de colégio do Mario que mora em Brasília. Que baita acaso, encontrar alguém no meio do mato foi muito legal, combinamos de nos encontrar novamente em Brasília antes da volta para Poa.
      Seguimos na trilha até o Cânion Vale das Andorinhas, esta só para admiração, fica no meio de um cânion, a água vem forte caindo e formando belas quedas. Logo à frente seguimos até o último ponto que foi o que mais gostamos, chegamos em outra queda d’agua, com um ótimo lugar para banho e o mais legal é que não tinha quase ninguém na Barra das Douradas. De todo tempo que ficamos lá apenas 3 casais passaram por ali, um lugar super tranquilo, um ótimo silencio e um lindo banho até voltarmos pelas trilhas até o carro.
      De volta na pousada a Nara se juntou ao Nelson para o descanso que durou mais que o normal, por isso a Kaka e o Mario saíram para jantar sozinhos antes dos dois acordarem.
      O escolhido da noite foi o Restaurante O Vale, com comida plant based e um som de Jazz muito bom, a comida e o atendimento são ótimos, comemos, tomamos nossa primeira cerveja local, a Araci, e seguimos para passear pela Vila. Aproveitando que tinha espaço, de sobremesa comemos tapiocas nas Tapiocas do Cerrado, doce de leite com muzzarela e doce de goiaba com muzzarela. Super alimentados, paramos na praça onde estava acontecendo o Festival de Cinema, compramos mais uma ceva local, desta vez experimentamos a Chapadeira, e ficamos curtindo o movimento na praça.
       
      CUSTOS DIA 06
       
      R$ 6,00 1 Acarejé na Feira do Produtor Rural
      R$ 18,00 Pastéis + Caldos de Cana na Feira do Produtor Rural
      R$ 9,00 Cookies na Feira do Produtor Rural
      R$ 90,04 Gasolina em Alto Paraíso
      R$ 20,00 Entrada na Morada do Sol (valor individual)
      R$ 79,00 Jantar Plant Based no O Vale de São Jorge (para 2 pessoas)
      R$ 16,00 2 Tapiocas no Tapiocas do Cerrado
      R$ 30,00 Cerveja Chapadeira
       
       
      DIA 07 – MIRANTE DA JANELA
       
      Dia 07, no último dia na Vila de São Jorge combinamos de fazer a trilha do Mirante da Janela, esta foi indicado que a gente fosse acompanhado de um guia principalmente porque queríamos fazer a trilha no final do dia com direito a por do sol lá de cima. Fechamos o passeio com o Felipe, amigo do Curva e da Ana, uma pessoa muito gente boa que já andou por boa parte do mundo e há 6 anos está na Vila. Custo são 150 reais, podíamos ter um grupo maior para rachar este valor mas só a Kaka e o Mario que estavam dispostos para esta caminhada.
      A parte da manhã ficamos de boa pela pousada, saímos somente as 14:30 quando o Felipe chegou na pousada, de carro fomos até o estacionamento no inicio da trilha e seguimos caminhando pelo nosso percurso.
      Nestes pontos de cara já vimos várias heranças do garimpo, encontramos buracos enormes, de 10, 12 metros de profundidade abertos com picaretas nas épocas de garimpo, até os anos 80 aproximadamente.
      Pagamos 20 reais por pessoa para acesso a trilha, no posto de entrada tem um senhor que faz o controle e sempre deixa um café passadinho à espera de quem precisar de mais energia para as caminhadas.
      Seguindo pela trilha, existem novidades de melhorias recentes realizadas pelo dono do local, outro ponto interessante, pois a pouco o local virou parte do Parque Nacional e mesmo assim o atual proprietário está investindo em melhorias nas trilhas. Enfim, agora existem vários pontos de passarelas, corrimão e deques feitos de madeira que facilitaram muito a caminhada.
      No meio da trilha passamos pela cachoeira do Abismo, que só fica boa para banho nos períodos mais fortes de chuva, só vimos umas pequenas poças de água acumulada, não deu nem para ter ideia de como ela fica quando está cheia de água.
      Tivemos um ou outro ponto de maior dificuldade, mas nada muito diferente do que já tínhamos andados nos últimos dias. Chegamos enfim no Mirante da Janela, que lugar sensacional, para ter ideia ele fica no alto de um morro com vista de frente dos Saltos de 120 e 80 metros que fomos nos dias anteriores dentro do Parque. E para completar no ponto alto três rochas se acomodaram de um jeito incrível que formam uma janela, com vista direta para a maior queda de agua do Parque Nacional.
      Tiramos varias fotos, curtimos o visual, nosso guia disse que não é legal subir no encaixe de cima das pedras que formam a janela, apesar de muita gente subir, então nós respeitamos e não tiramos uma das fotos clássicas de instagram.
      Depois de um tempo, seguimos pela trilha até outro mirante de contemplação dos saltos, dá para ver todo o curso do Rio Preto, Cachoeira do Carrosel, que segue para a Cachoeira do Garimpão que segue para o Salto de 120 metros que cai em um poço grande e segue para o vale e acompanha todo o rio.
      Em outra pedra próxima, o dono do local construiu um deque inacreditável, até com arquibancada para ficar curtindo a vista. De um lado as cachoeiras e de outro o vale onde o sol ia se pondo. Não rolou um pôr do sol, mas deu para ficar sentado curtindo e admirando toda a beleza deste lugar. Já no finalzinho do dia iniciamos nossa trilha de volta, no meio do caminho acabou totalmente a luz do dia e seguimos caminhando com lanternas para iluminar nosso percurso. Tanto conversamos com o guia Filipe que mal vimos o tempo passar, para completar abriu um céu estrelado incrível acima de nós, fizemos algumas paradas e o Felipe ia nos ensinando algumas constelações.
      Na chegada ao estacionamento ainda seguimos olhando o céu e conversando, por volta das 20horas voltamos para nossa pousada.
      Na nossa chegada encontramos a Nara e o Nelson sentados nos esperando, o Nelsão estava assustado e preocupado com a nossa demora. Ai lembramos que durante nossas conversas na pousada o pessoal falou que na trilha do Mirante já aconteceu do pessoal encontrar onça, o Nelson estava morrendo de medo que a gente tivesse cruzado com uma pelo caminho hahaha, infelizmente ou felizmente não encontramos ela, apenas alguns ratões, corujas e muitos calangos.
      Este foi outro dia lindo na Chapada de muita energia boa! Para finalizar voltamos ao Restaurante Flor de Pimenta onde comemos várias coisas boas, curtimos um som até voltar para a pousada, cansados, satisfeitos e de coração cheio de alegria destes dias em São Jorge.
       
      CUSTOS DIA 07
       
      R$ 49,60 Almoço no Restaurante da Nenzinha (para 2 pessoas)
      R$ 15,36 Lanches para Trilha (para 2 pessoas)
      R$ 150,00 Guia Felipe (para até 5 pessoas)
      R$ 20,00 Entrada na Trilha Mirante da Janela (valor individual)
      R$ 25,00 Cerveja São Jorge
      R$ 107,25 Jantar no Luar com Pimenta (para 2 pessoas)
       
       
      DIA 08 – CACHEIRA DOS COUROS E BRASILIA
       
      Acordamos e arrumamos todas as malas, tomamos aquele café caprichado na pousada e fomos à caminho de Brasília, onde entramos em uma saída em direção a Cachoeira dos Couros. Na estrada, são vários kms de chão batido, no caminho não tem uma sinalização muito clara mas no feeling e seguindo as dicas que o guia Felipe havia nos passado no dia anterior chegamos sem dificuldades no estacionamento desta atração.
      Lá funciona da seguinte forma, eles não cobram nada para o acesso das Cachoeiras, pedem apenas uma contribuição espontânea para cuidar do carro que fica no estacionamento. Novamente o Nelson não quis encarar as trilhas de 2km até o ultimo atrativo e ficou no barracão na portaria de altos assuntos com os dois locais que cuidavam do ponto, depois nos contou muitas histórias destas 2 horas de conversa.
      Na trilha, novamente encontramos os rastros do fogo, duas semanas antes tudo estava queimando e hoje já encontramos muita vegetação florescendo e várias plantas que resistiram as chamas, dava ainda para sentir o cheiro de queimado. Muito louco entender como o cerrado se recompõe tão rápido, como as plantas já são preparadas para estas queimadas e como isto faz parte do processo de renovação – obviamente que muitos fogos são criminosos e isto não é legal. Alias, tivemos várias aulas sobre o fogo no cerrado, pois o Curva e o nosso guia Felipe fazem parte da Brigada Voluntária de Incêndio de São Jorge.
      Voltando a Couros, seguimos por uma trilha e logo a 800 metros chegamos a primeira Cachoeira, a Muralha é imponente e grande, parece realmente um grande muro onde caem as águas do rio. O pessoal local nos instrui para irmos direto até o ultimo ponto e na volta vir curtindo as aguas dos atrativos que o complexo possui. Seguimos caminhando pela beira do Rio dos Couros passando por vários córregos, varias piscinas e pontos legais para banho até o ultimo atrativo. A imensa Catarata dos Couros, um paredão gigante, tanto para cima quanto para os lados, onde corre muita agua. Um espetáculo que desagua em um poço, as águas seguem correndo para outras quedas que formam a Cachoeira do Parafuso e a última cachoeira que adentra por um cânion. Banhados, depois de muito curtir este espetáculo que é a Cascata dos Couros voltamos toda a trilha e curtimos mais alguns banhos pelo caminho.
      De volta ao estacionamento, partimos para nosso tão esperado almoço no Restaurante da Heleusa, que é outro show a parte. A comida é uma delícia e Dona Heleusa é uma super querida, conversou bastante conosco e mostrou o camping que fica próximo ao rio na propriedade dela.
      De barriga cheia o jeito era pegar a estrada de volta e rumar para Brasilia! No caminho ainda paramos em um laja jato para dar um banho no Arguinho que estava daquele jeito, por 20 reais ele saiu como novo de tão limpo.
      Chegada em Brasilia, havíamos reservado o Hotel Casa do Lago que é outro lugar muito legal, fica próximo as embaixadas na beira do lago Paranoá, tem piscina, churrasqueira e foi a hospedagem mais em conta que achamos na Capital. Apesar da vontade de fazer um churrasquinho, saímos para encontrar a Mica, jantar perto do lago e descobrir um pouco da vida de Brasília.
       
      CUSTOS DIA 08
       
      R$ 30,00 Almoço no Restaurante da Eleusa (valor individual)
      R$ 15,00 Contribuição para estacionamento na Catarata dos Couros
      R$ 60,55 Combustível em Formosa
      R$ 25,00 Lavagem do Carro
      R$ 118,11 Jantar no Surf Mormaii Brasília (para 2 pessoas)
      R$ 110,00 Hostel A casa do Lago em Brasília (para 2 pessoas)
       
      DIA 09 – DE VOLTA A PORTO ALEGRE
       
      Foi acordar cedinho, ir para o aeroporto, devolver carro e esperar nosso voo de volta para Poa. Voltamos um pouco cansados de todas as trilhas mas numa felicidade estampada em cada um dos 4 rostos. Tivemos dias lindos na chapada, curtimos muito, visitamos 24 cachoeiras em 7 dias, conhecemos muitas pessoas legais, muitas histórias inspiradoras e já contamos os dias para voltar para este paraíso no meio do Brasil.
       
      CUSTOS DIA 09
       
      R$ 0 Passagem de volta comprada com milhas
      R$ 39,75 Café da manhã no Aeroporto Bsb (valor para 2 pessoas)
      R$ 8,92 99 Taxi retorno aeroporto casa (valor para 2 pessoas)
       
      Instagram https://www.instagram.com/mario_medeiros/  - https://www.instagram.com/kavita.ie/
      Youtube - https://www.youtube.com/channel/UCjwhCUIO986f1vfpcjKUGxg
       
       





    • Por Carola_RJ
      Eu adoro escrever e contar um pouco sobre a minha impressão dos lugares. Não gosto de me ater às informações, história dos pontos turísticos, pois isso é fácil de encontrar. Venho aqui escrever minha humilde opinião e percepção dos lugares.
      Quem deseja viajar no verão para o leste europeu, leia essas dicas
      Considerações gerais sobre a viagem
      Ir no verão no leste europeu: tem o lado super positivo dos dias serem beeeem longos. Só fica escuro depois das 21h, então dá para aproveitar mais a cidade. Entretanto, é altíssima temporada, férias escolares no hemisfério norte todo (o que inclui a China, rs). Inclusive, os próprios europeus da parte Central, curtem muito passar férias no Leste por ser mais barato, indo para países fora da zona do Euro. Então, amores: vai estar cheio! Não espere ter uma cidade todinha para você, tirar fotos sem nenhum papagaio de pirata atrás. Mas o pior são as filas para as atrações, preço de hotéis mais salgado e passagens aéreas mais caras, sobretudo se você for viajar no recesso escolar do Brasil (duas últimas semanas de julho).
      Temperatura: eu dei o azar de pegar um calor insuportável. Sério, muito quente mesmo e olha que eu sou acostumada ao verão carioca. Mas isso é realmente aleatório, têm períodos do verão que fica mais frio. Eu fiquei acompanhando a temperatura antes de viajar para pensar na mala e uma semana antes da viagem estava relativamente frio, com temperatura mínima de uns 9° e máxima de uns 25°. Comparei com a temperatura do Rio de Janeiro que estava parecida (não com essa mínima tão baixa) e julguei que estava frio. Aí, enfiei vários casacos na mala. Mas o tempo virou total e não teve nenhum sinal de frio. Ah! A maior parte dos países do Leste estão sob efeito da continentalidade (olha a professora de Geografia :), ou seja, tem grande amplitude térmica, grande variação de temperatura entre os dias e as noites ( isso também se aplicando anualmente, no binômio verão X inverno extremos). Tipo assim, de dia, era tão quente quanto o Rio, mas a noite a temperatura cai drasticamente, quase 20° de queda. Então, as noites são gostosinhas.
      Por que decidimos viajar para o Leste Europeu: Visitar países que foram ex união soviética é muito interessante, né? . Mas esses países não se resumem a isso, eles possuem uma história riquíssima. Ia dizer que possuem "histórias únicas" mas não é bem isso, devido aos fortes laços históricos. Até 1993, existia a Tchecoslováquia, composta pela República Tcheca e Eslováquia, e que se tornaram independentes após a Revolução de Veludo. A Hungria fazia parte do Império Austro Húngaro de até 1918. Cada país, Hungria, Eslováquia e República Tcheca tem a sua própria língua mas que são parecidíssimas, eles nos disseram que mesmo sem estudar outra língua, eles conseguem se entender muito bem, acho que é até bem mais parecido que o português e espanhol. Mas, apesar de toda essa relação territorial, política, linguística, cada país tem fortes singularidades. Não é a toa que conquistaram suas independências. Explorar essas nuances foi muito interessante.
      Voos para o Leste Europeu: Eu acho que não tem voo direto do Brasil para nenhum país do Leste Europeu. Por isso, comecei a fazer pesquisas de voos para qualquer país da Europa e partir desse país, eu pegaria um voo de uma empresa low cost. Mas, como sou professora, tenho uma restrição fortíssima de datas para viajar e estava tudo MUITO caro. Muito mesmo! Um belo dia, surgiu um voo bem barato para Praga, não era direto, ok. Mas quando eu vi o tempo total de viagem eram de umas 25h para ir e 28h para voltar. Já fui descartando. Mas, pera, era um voo da Emirates com escala em Dubai. Lembrei que a Emirates permite parada gratuita em Dubai. Opa!!! Nunca visitei Dubai, por que não visitar agora? Dei uma olhada em hotéis, porque achei que aí que fosse pesar, e achei hotel 5 estrelas por 350 reais a diária e hotéis 3 estrelas por 150 reais. Hotéis bem localizados e tal... (sim, isso era tudo verdade, hotéis super bem localizados e maravilhosos). Fiquei toda feliz e comprei a passagem Rio X Dubai X Praga X Rio com uma parada na ida de 5 noites em Dubai. Estou escrevendo outro post sob a "furada" de ir para Dubai no verão com sensação térmica de 60°C (INSUPORTÁVEL, por isso estava tudo barato) mas isso é outra história…
      A duração dos voos foram:
      Rio X Dubai - 14 horas Dubai X Praga - 6 horas Bom, a Emirates foi eleita melhor companhia aérea por diversos anos e não foi a toa. O serviço é maravilhoso mesmo.
      Como se deslocar dentro desses países
      Você tem três opções: avião, trem, ônibus e alugando um carro. Vou falar de cada uma.
      Avião - As companhias low cost da Europa são uma mão na roda. As maiores são a Easy Jet e a Ryan Air. Vira e mexe tem promoção de passagem por 1, 5 ou 10 euros. Muito barato mesmo. Mas tem que ficar de olho e tentar comprar com antecedência. Mas fique atento porque você paga absolutamente tudo por fora, despachar bagagem, levar bagagem de mão, marcar assento, comida. Eu acho que se o ônibus ou trem demorar mais que 4 horas, vá de avião. Você vai economizar seu tempo, e lembre-se que na Europa o tempo é em Euro.
      Trem - a opção mais glamourosa, né? Os trens são lindos, chiques, paisagens maravilhosas e conta com o conveniente das estações estarem pertinho do Centro da cidade. Mas os trens andam muito caros! Nossa, um absurdo! Não viajamos nenhuma vezinha de trem. Os trens estavam mais caros que o avião também, sem chances… mas, assim, olhando com antecedência, às vezes surgem umas promoções bem boas de trem também.
      Ônibus - menos glamouroso, mas muito mais barato que o trem. Quando eu digo mais barato, eu não tô exagerando em nada. Um trecho que era 80 euros no trem, eu paguei 20 no ônibus. E é muito fácil comprar a passagem, acompanhar tudo. Os ônibus são muito confortáveis também. A empresa mais conhecida, na verdade, era a única que eu conhecia, é a Flix Bus. Ela tem um aplicativo em português, bonitinho e super prático. Alguns trechos você precisa pagar para reservar assento (1,50 euro) e se tiver mais de uma mala de porão (4 euros). No meio da viagem conhecemos a Regio Jet. Conhecemos quando fomos passar o dia em Bratislava. Compramos a passagem só de ida porque não fazíamos ideia de quanto tempo gastaríamos na cidade. Quando fomos tentar comprar a passagem de volta na Flixbus estava tudo esgotado. Daí, vimos essa empresa. Cara, a Regio Jet é bem melhor que a Flix Bus. O ônibus tem televisões interativas (iguais as de avião) individuais, café, snacks. Olha, maravilhosa a empresa, e pasmem, mais barata que a flix bus. Super recomendo baixar o aplicativo dela.
      Carro -  Uma opção bacana mas muito cara, né? Fora que ficar de carro dentro das cidades é loucura. Principalmente em cidade grande que o estacionamento é caríssimo e que o legal é conhecer tudo a pé, entre um drink e outro. Mas carro é maneiro para quem tem tempo de parar e conhecer vilas pelo caminho.
       
      Como fizemos nosso roteiro.
      Antes de marcar as datas de ida e volta, hotéis, é importante dar uma estudada sobre cada cidade para avaliar o quão interessante ela é, fazer uma lista dos pontos turísticos que quer visitar, colocar tudo no mapa para verificar se estão situados próximos uns dos outros e etc. Feito isso, decidimos o número de dias. Decidimos também começar a jornada por Budapeste e ir subindo de ônibus para as outras cidades. Como chegaríamos em Praga pelo aeroporto, seria muito mais prático pegar um voo logo para Budapeste. Foi mais barato e rápido. Imagina ter que sair do aeroporto com mala e ir até a rodoviária ou terminal de trem? 
      Nosso roteiro ficou assim:
      11
      Voo de ida
      12
      Dubai
      13
      Dubai
      14
      Dubai
      15
      Abu Dhabi / Dubai
      16
      VOO / Praga / Voo / Bud
      17
      Budapeste
      18
      Budapeste
      19
      Budapeste
      20
      Budapeste / ônibus / Viena
      21
      Vienna
      22
      Bratislava
      23
      Vienna / ônibus/ Praga
      24
      Praga
      25
      Praga
      26
      Praga
      27
      Praga / Voo de volta
       
      BUDAPESTE
      Chegada em Budapeste: chegamos em Budapeste vindo de um voo Dubai X Praga (pela Emirates) e outro voo Praga X Budapeste (pela Ryan Air).
      Golpe do cartão de crédito: Nessa parada em Praga levamos um susto imenso. Vou contar aqui porque pode acontecer com outras pessoas. Quando estávamos em Dubai, não conseguimos comprar nada com o travel money. Mas como eles falam árabes, nem sempre a gente se entendia, logo achamos que poderia ser um erro nas opções digitadas por eles na maquininha. Assim que chegamos em Praga, fomos tentar o usar o travel money e ele continuou não funcionando. Ligamos para o cartão e informaram que o saldo era de 7 dólares e que haviam sido feitos diversos saques nos dias anteriores. Ficamos apavorados! Pensamos mil coisas! Clonaram o cartão em Dubai? Agora, vocês imaginem a gente dentro do aeroporto prestes a pegar um novo voo e acabando de saber que tinham roubado todo nosso dinheiro? Vou resumir a história. Mas soubemos que os saques foram feitos nos Estados Unidos. Em muitos países, para sacar dinheiro não precisa colocar senha, é só inserir o cartão na máquina. A gerente do banco disse que foram saques sem uso de senha mesmo. Um dia antes de viajar, no Rio de Janeiro, o Fabio foi em uma agência do Banco do Brasil, no caixa eletrônico consultar o saldo do travel money. Eu acho que foi nesse momento que algum golpista copiou as informações do cartão e vendeu para alguém dos Estados Unidos. O dinheiro foi devolvido pelo banco. Mas o susto foi imenso.
      Viajando pela Ryan Air - gente, é um ônibus que voa. Ônibus urbano, porque ônibus de viagem é bem melhor, é claro. Mas, fora isso, foi tudo bem. Viagem de 50 minutos de Praga até Budapeste. Eu e o Fabio viajamos separados porque nos negamos a pagar reserva de assento. Mas estávamos pertos um do outro no avião.
      Aeroporto de Budapeste - na moral, podiam fazer uma obrinha, né? Que aeroporto feio, gente! Uma cidade tão turística poderia investir nisso. Fora que é muito pequeno, deve ter uma restrição imensa para receber novos voos por falta de espaço mesmo.
      Traslado Aeroporto X Centro - tem várias opções: taxi, Uber, shuttle de Van e ônibus. Não tem metrô, infelizmente. O ônibus é a opção mais barata. Tem um ônibus expresso o 100E que vai direto para o Centro, ele não faz nenhuma parada pelo caminho, só no Centro. Ou seja, demora o mesmo tempo que o Shuttle ou táxi ou qualquer transporte rodoviário. O inconveniente é que ele não vai te deixar na porta do hotel. Mas, a maioria dos hotéis estão num centrinho e ele vai te deixar pertinho. Ah! Lembrei de outro probleminha. Ele é um ônibus normal, então não tem lugar para colocar mala. A gente pagou um mico absurdo. A gente sentou, mas o espacinho entre os bancos mal cabia a nossa perna. Tivemos a ideia brilhante de apoiar a mala na porta do ônibus. Estava tudo lindo. Pensamos: só vai parar no Centro e quando chegar lá, se levantar alguém para descer, a gente levanta junto e segura a mala. Só que a porta abre tendo ou não gente para descer ou subir. Resultado: a mala voou na rua. A gente saiu gritando para pegar a mala da rua… que vergonha, gente!
      Custo do ônibus: 900 HUF
      Site da empresa de ônibus: https://bkk.hu/en/airport-shuttle/
      Estações que ele para (é só verificar no mapa se está perto do seu hotel): Kálvin tér / Astoria M / Deak Ferenk ter
      O que achei - eu amei Budapeste! Que cidade linda! Qualquer lugar, qualquer rua, tem um prédio encantador. Mas, mais do que a estética da cidade, eu gostei da vibração. Achei o lugar acolhedor, gostoso de fazer coisas simples: sentar e ver o movimento da rua, andar por ruas aleatórias, tomar uma cerveja, ver o pôr do sol. É uma cidade com menos turistas que outras europeias. E também com menos imigrantes. Calma, eu sou a favor da migração, abertura de fronteiras, um mundo sem muros, miscigenação e tudo mais. Mas, é interessante ver uma capital de um país europeu tão "raiz", menos "explorada" ainda. É claro que, sei lá, pode ser que seja assim por serem  xenófobos, não quererem estrangeiros. O porquê não sei, mas é legal ver essas nuances. De qualquer forma, eu achei o povo bem educado, muitos até bem simpáticos. Não é um povo expansivo, que te dê abertura para muita intimidade, mas são cordiais. Senti-me bem tratada o tempo todo. Depois eu li que só 2% da população é de imigrantes, número bem menor comparado com outros países europeus.
      Quanto tempo ficar - É possível fazer uma boa visita na cidade com 3 dias inteiros. Eu não fui a nenhum museu, então, se você tiver alguns museus para visitar, acho que pode acrescentar um tempo a mais.
      Preço da passagens - metrô, ônibus e bonde têm o mesmo preço: 350 HUF. Precisa comprar o bilhete na maquininha antes de entrar no transporte e validar assim que entrar. Só usamos o metrô uma única vez, quando voltamos da termas. A cidade é compacta, com disposição, dá para fazer tudo a pé.
      Mapa dos pontos turísticos: https://drive.google.com/open?id=1vA0plIHXYXs1bfszm8xQN5fmpMX0TJZC&usp=sharing
      Eu separei por cor. É uma sugestão de como dividir as atividades.
      No mapa acima estão todas as atividades turísticas. Vou colocar aqui abaixo o meu TOP 10, e alguns comentários sobre a minha experiência. Obs: Não está em ordem de preferência.
      Ruin Pubs - Nada mais é do que bares instalados em prédios em ruínas. A ideia deu muito certo. É tudo muito criativo, muito original. Adorei o ambiente, para cada cantinho que você olha tem alguma coisa interessante. O Szimpla foi o primeiro ruin bar e é o mais famoso. Pelo o que eu entendi, dentro do Szimpla são vários bares independentes (eu não entendi se todos pertencem ao mesmo dono ou coisa do tipo). O lugar LOTA! A gente foi lá diversas vezes, em horários diferentes, e sempre bem cheio. O único bar com cadeira disponível era em um que apenas servia vinho. Logo, bebemos vinho! Muita gente pega a sua cerveja e bebe em pé, mas no cansaço da viagem, eu queria degustar minha bebida confortavelmente. Foi ótimo!
      Praça Elizabeth a noite - Durante o dia, você não dá nada por ela. Parece só mais uma praça. A noite, a coisa muda. A praça fica lotada! Ela tem um espelho d’água, uma piscina grande, que fica bonita de noite e também tem uma roda gigante (que eu não andei). Geral  fica sentado na grama bebendo, conversando, rindo. Um dia, tinha um grupo de brasileiro tocando pagode. Isso mesmo, um grupo de jovens com repique, tantan e cavaquinho. Foi bem engraçado porque eles tocavam e cantavam bem mal, e eles mesmos sabiam disso, mas era tudo na zoeira. Achei esse lugar bem democrático, só comprar suas bebidas no supermercado e se divertir. E eu gosto dessa coisa de atividades ao ar livre.
      Ponte das correntes à noite - Ah! Que ponte linda! Ela é linda qualquer hora do dia. Mas no entardecer, de noite, ela fica maravilhosa.
      Parlamento a noite - De noite, depois de ver a ponte das correntes, vá até o parlamento. Nossa, é impressionante. Ele fica muito lindo iluminado. Não deixe de ir de dia também, mas de noite é um show. Tem a opção de fazer um passeio de barco noturno pelo Rio Danúbio, de onde você terá uma bela vista do parlamento. Não fiz o passeio de barco, me dá muito sono : -P.
      Troca da guarda no parlamento - Quando você for ao parlamento de dia, tente ir na hora da troca de guardas que acontece de hora em hora. Exceto domingo, que eu acho que é às 10h e é mais elaborada. Eu achei legal poder tirar foto com os guardas, eles dão até um sorrisinho.
      Termas - falar em termas no Brasil pode remeter a coisas não muito familiares, rs. Mas tem uma cultura forte na Hungria com os banhos termais. Na verdade, isso é comum em muitos países frios. Então, eu acho que ir em uma casa de banhos termais é parada obrigatória em Budapeste. A mais famosa é a Széchenyi, inaugurada em 1913, que mesmo se não for para tomar banho, vale a pena visitar. Pelo o que entendi, rola uns tours guiados. O lugar é lindo, lindo, lindo. Impressionante como um banho de piscina pode ser tão glamouroso. Mas, além da beleza arquitetônica do lugar, o tomar banho de piscina em si é super divertido. E é uma atração tão boa no verão quanto no inverno, já que possui piscinas com águas bem quentinhas tanto na parte externa quanto interna. Na parte interna, eu percebi que possuem vários aquecedores, então ninguém morre de frio na hora que sai da piscina. Existem dezenas de piscinas, cada uma com uma temperatura diferente. As piscinas mais quentes, com 35°, eles sugerem ficar no máximo 20 minutos. Eu fiquei mais de 2 horas, rs! Essa água quentinha desidrata, então tem que beber água toda a hora. Existem piscinas para nadar mesmo, com temperaturas mais frias. E também tem uma parte da cerveja. Eu esqueci de ir na parte do bar, então nem sei explicar bem como funciona.
      Custa 5500 por pessoa, e 500 pela cabine. É assim, você ganha uma pulseira de plástico que serve para entrar e também para abrir a cabine. Cuidado para não perder a pulseira, pois a multa é altíssima. As cabines podem ser compartilhadas. Tipo, você e seu marido pode se trocar e tal na mesma cabine, que tem um espaço bem ok para guardar as coisas e se vestir. O local também tem secador de cabelo. É importante levar toalha!!!! Eu peguei a toalha do hotel e levei. Alugar uma toalha lá é bem cara.
      Mais uma dica. Se você quiser ferver na night, lá rola umas pool parties direto. Só checar nesse site a programação: http://szechenyispabaths.com/sparties/ Para chegar e sair, tem uma estação de metrô bem na porta. Na ida, fomos andando, e na volta pegamos o metrô.
      Pimentão recheado - Você já deve estar sabendo que a Hungria tem uma forte relação com pimentões. Os pimentões não são apenas um tempero, é o prato principal. Eles possuem uma grande variedade de pimentões e eles são bem diferentes e gostosos. Experimente pratos com pimentões! Eu adorei um pimentão recheado com queijo e azeite, uma delícia!
      Sinagoga - Nunca tinha ido em uma Sinagoga.  A “Grande Sinagoga” (Dohány utcai zsinagóga) é a maior da Europa, com tours guiados excelentes. Vá com roupa apropriada, se for de roupa curta, tem que comprar um "roupão" gigante e colocar. Todos os homens são obrigados a usar um quipá. Existem outras sinagogas, mas só fomos nessa. Achei muito bacana, valeu muito a visita. Preço: 3000 HUF
      Igreja na Pedra (Sziklatemplom) - É uma igreja muito pitoresca construída na pedra. Ela fica no Monte Gellert, mas não precisa subir no monte para vê-la, ela fica na parte baixa. A entrada é paga.
      Basílica de Santo Estêvão (Szent István Bazilika ou St. Stephen's Basilica) - É a principal igreja católica da Hungria. Eu fiquei apaixonada por essa igreja, linda demais. Preste atenção nos detalhes, olhe para o alto, olhe o teto, olhe a cúpula, é tudo sensacional. Não deixe de fazer a visita da cúpula, você sobe de elevador. Depois que sair da igreja, tome um sorvete em forma de flor na Gelarto Rosa enquanto admira a fachada da igreja.
       
      VIENA
      O que achei da cidade: Linda e chata! rs  A cidade é linda! Tudo muito bem preservado, um prédio mais lindo que o outro, arquitetura maravilhosa. Os palácios são encantadores (entretanto, depois de conhecer Versalhes, é involuntária a comparação, daí, você fica pensando “Mas, Versalhes é melhor…” rs). Tudo na cidade funciona bem: transporte público, limpeza, segurança. Possui uma história riquíssima. E por que achei chata? Achei tudo muito parado, sem vibração. E olha que fui em pleno verão, um calor muito forte, ótima oportunidade para as pessoas saírem de casa, se movimentar, mas não. Havia um festival de verão, estava até movimentadinho, fomos lá duas noites seguidas porque foi a única coisa mais legalzinha que achamos. Foi bom para beber e petiscar, mas muito sem graça. Achei Viena um destino muito sexagenário.
      Onde ficar: O centro, ali perto da Stephansplatz, é a melhor localização, na minha opinião. Mas, prepare o bolso, é muito caro. Ficamos em um Airbnb, e foi mais caro que todos os hotéis da viagem. O Airbnb ficava na Rua Bauernmarkt, localização boa. Mas não recomendo esse apartamento porque passamos muito calor,  não tinha ar condicionado e era muuuuito quente. O prédio é muito feio e acho que só tinha a gente lá, porque parecia um prédio comercial meio abandonado.
      Trocar euros - se possível, troque em Bratislava, o valor era absurdamente mais barato que em Viena.
      Passagem do metrô: você compra na maquininha, tudo bem intuitivo, e tem essas opções de 24h, 48h e 72h. Pode valer a pena se você for utilizar o metrô muitas vezes. Como é possível fazer muita coisa a pé, quase não usamos o metrô.
      Bilhete único - 2,50€ 24h - 8€ 48h - 14€ 72h - 18€ Não pode deixar de fazer:
      Café Central: Ir no Café Central para almoçar ou tomar café. Os doces são maravilhosos. O café existe desde 1876 e é lindo!!! Não achei tão caro comparado ao custo da comida em geral na cidade. Nesse site vocês podem ver mais informações, assim como olhar o cardápio e os preços.
      https://www.cafecentral.wien/en/
      Schnitzel - experimentar o Wiener Schnitzel, que é um prato super típico, que consiste em um empanado de porco. Isso tem em tooooodos os lugares! Vai ser difícil não comer algumas vezes.
      “Gespritzt” - Tomar algum “Gespritzt”, eu digo algum porque há várias combinações, mas a maioria é com vinho tinto (Rotwein Gespritzter) ou branco (Weisswein Gespritzter). Eles misturam uma água com gás, ou tipo um refrigerante, com uma bebida alcoólica. Não sei em outras épocas do ano, mas no verão é a sensação.
      Kasekrainer - Comer um pão com linguiça e queijo nas barraquinhas de rua. Nós comemos em frente ao museu Albertina, na Augustinerstrasse, e foi ótimo.
      Der Wiener Deewan - Esse é o nome de um restaurante paquistanês onde você paga o quanto quiser! Mas, além disso, a comida é uma delícia! E a sobremesa também é muito boa. Eu fiquei com vergonha de repetir, porque já tinha feito um prato de peão, mas pode repetir sim. Pagamos 10 euros por pessoa, mas o garoto da minha frente pagou apenas 5. A gente realmente achou a comida gostosa e achamos que valia a pena, e quisemos dar uma moral para eles. Esse é o site: http://deewan.at/
      Film Festival on Rathausplatz: é um festival de filmes e gastronomia. Ficam dezenas de barraquinhas em uma área bem grande. Como eu já contei, foi o lugar mais animadinho da cidade. Esse festival ocorre sempre no verão. Eles montam uma tela gigante e uma arquibancada em frente a Prefeitura. Mais informações: https://www.wien.gv.at/english/culture-history/film-festival-rathausplatz.html
      (OBS1: só falei de comida até aqui)
      Palácios: Não tem como ir à Viena e não visitar os palácios. Dedique um tempo para se perder nos jardins dos palácios também. Os palácios são: Palácio de Schönbrunn, Hofburg e Belvedere.
      Naschmarkt: É a maior e mais antiga feira da cidade, e tem muita opção para comer. Não sei se escolhemos mal, mas não curtimos o restaurante. A comida foi cara e bem mais ou menos. Ainda assim, é um lugar legal para conhecer.
      Graben Street: É uma rua de pedestre que gostei muito , sobretudo pelos vários monumentos famosos, como o Leopoldsbrunnen e a Wiener Pestsäule. Provavelmente, você vai andar por toda essa região a pé, mas dê uma atenção especial à essa rua. Tente conhecer de dia e de noite, a iluminação noturna é linda também. 
      Fazer um Bate e Volta em Bratislava: Bratislava fica pertinho, só 1h de ônibus ou trem. Vale a pena, se tiver tempo.
      (Obs2: tem outros pontos turísticos, museus, mas estou contando das coisas que mais gostei apenas)
      BRATISLAVA
      Como chegar: Optamos pelo ônibus porque custava 5 euros enquanto o trem custava 20 euros. Uma semana antes, o ônibus estava na promoção por 1 euro!! A gente não sabia bem o dia e hora que íamos e acabamos perdendo. O ônibus é o mesmo que vai para o aeroporto. O aeroporto fica entre Viena e Bratislava, ele dá uma paradinha rápida no aeroporto tanto na ida quanto na volta. Já contei logo no início, mas quando voltávamos de Bratislava, não tinha mais ônibus da FlixBus. Foi aí que conhecemos a RegioJet, uma empresa de ônibus melhor que a FlixBus e com preços bons também.
      O que achei: A cidade é um ovo, ou pelo menos a parte turística é bem pequena. Tem uma coisa ou outra bacana, mas nada de muito extraordinário, indispensável. Nós chegamos beeem cedo para aproveitar o dia todinho lá. Tinha poucos lugares para tomar café da manhã. Logo na entrada, tinha uns restaurantes bem pega-turista, com preços absurdos. Na hora do almoço tivemos uma feliz surpresa, comemos um inhoque com queijo de cabra divino! Eu nunca vi inhoque desse jeito, ele é menorzinho e mais seco. Só de lembrar me dá água na boca. Foi realmente algo muito diferente e delicioso, super recomendo. Olha a foto:

      O que vale a pena: a parte boa de Bratislava são os preços! Achamos muitas coisas com preços ótimos. Depois que saímos da Igreja Azul, andamos, andamos e por acaso saímos em um shopping chamado Eurovea. Lá, achamos uma casa de câmbio com preços maravilhosos e um monte de loja com coisas bem em conta. Lembro que compramos óculos da Quechua na Decathlon por uns 4 euros. Outra alegria foi a Pandora. A Pandora de Viena era mais que o dobro do preço da de Bratislava. Mesmo as peças em promoção (que é sempre o meu foco), em Viena era muito caro. Comprei anel, brinco por uns 15 euros cada. Também passamos no mercado e compramos bebidas, chocolates, porque era mais barato que Viena.
       
      PRAGA
      O que achei: Praga é uma cidade absurdamente linda! Muita história, tudo muito bem preservado. Entretanto, é tudo tão perfeitinho, que parece que é de mentira. Acho que essa minha visão foi baseado na multidão de turistas na cidade. Deixa eu explicar melhor. A cidade estava muuuuuuuito cheia! Esse foi um ponto bem negativo, tudo tinha fila e empurra empurra. Sabe quando você não vê os nativos, o povo mesmo da cidade? Eu só via turistas por todos os lados, senti falta de conhecer o povo deste país. Mesmo quando não era turista, tinha muito imigrante trabalhando por lá. Aliado à isso, eu me senti em um parque da Disney. Cada dia acordava e tinha os brinquedos, as atrações, para conhecer. Todas as atrações são feitas para turista. Assim, é claro que isso é bom, significa que a cidade é bem cuidada, e está se esforçando para oferecer os melhores serviços, mas meio que perde um pouco a alma do lugar. Eu tive um pouco essa sensação quando fui à Bruges (Bélgica), que é outra cidade que parece que deram uma mão de tinta, reconstruíram, mas ficou um pouco artificial (Praga não é tão artificial quanto Bruges). Eu criei uma outra Praga na minha cabeça. Achei que ia beber uma cerveja em um botequim, ia fazer coisas corriqueiras, mas não foi assim. Mas isso não significa que não tenha gostado. Eu gostei bastante. Só não recomendo ir no verão: muuuuuito calor, muuuuuito cheio e mais caro. 
      E os tchecos? Como já disse acima, era raro ver um nativo. Mas a maioria dos que conheci foram bem arrogantes. Não dei sorte mesmo! A pior experiência foi no aeroporto, onde queríamos uma informação do tax free, e levamos sucessivos foras. Mas pode ter sido mero azar nosso.
      Como se locomover pela cidade: a gente fez tudo a pé. Só pegamos o bonde uma única vez para ir até Saint Peter. Mesmo assim, voltamos de lá a pé.
      City Pass - esse cartão dá direito à diversas atividades com descontos. A gente não comprou porque tinha muita coisa que não nos interessava, mas acho que vale a pena fazer uma lista das atrações que estão inclusas no city pass e avaliar se vale a pena comprá-lo: https://app.box.com/s/gmwmgis06twyc1s3al3x4v0azo49wwts
      Recomendações:
      comer um trdelnik na the good food, ou em qualquer lugar, esse doce é muito bom Letná Park:  ir no entardecer, beber cerveja Ir no Cafe louvre, achei os preços normais e o lugar é bem bonito Ir na Absintherie, achei meio caro, mas o lugar é interessante de conhecer Tomar cerveja de cereja, para quem gosta de cerveja meio doce Ver o pôr do sol na Ponte São Carlos e em outra ponte chamada Štefanik Bridge, foi onde eu tirei a foto mais linda de pôr do sol em Praga. Foi por essa ponte que eu cheguei no Letna Park, para tomar uma cerveja. Mas há outros caminhos.
      Esse foi o pôr do sol:

       
      Mapa dos lugares que visitei. Está separado por cor. Cada cor eu visitei em um dia: https://drive.google.com/open?id=1HVn3sYd1gsW1jLqK7qPgBpTep3xvzBQ8&usp=sharing
       


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