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Planejei minha viagem pela América do Sul com quase seis meses de antecedência.

Meu trajeto previsto foi: BH-Santiago-El Calafate-Ushuaia-Buenos Aires-Montevideo-BH.

Por ser antecipado comprei todas passagens aéreas por cerca de 1400 reais voando Gol e Aerolíneas Argentinas.

Voar pela Aerolíneas Argentinas é uma boa opção pela América do Sul porque outras alternativas como a Pluna ou a Lan simplesmente vem com algumas surpresinhas: sem lanche (lanche pago), pagar uma taxa de 30U$ por bagagem despachada etc.

Voei de BH para Guarulhos e depois fiz escala em Buenos Aires para chegar em Santiago. É cansativo, mas vale a pena. Mas atenção: É necessário retirar a bagagem em Buenos Aires e reembarcá-la para o vôo para Santiago. Simplesmente avisam isso em Guarulhos, mas em Buenos Aires eles dizem que as bagagens vão automaticamente para o vôo. Não acreditem. Quando você chegar em Santiago sua bagagem nem vai ter saído de Buenos Aires. Isso aconteceu comigo e com todos os sete brasileiros que fizeram a mesma escala. A bagagem somente foi entregue no Hostel na tarde do dia seguinte.

Portanto, leve sempre uma bolsa de mão contendo documento, dinheiro, e uma muda de roupa, caso sua bagagem principal (a mochila) seja extraviada.

Chegando em Santiago é a mesma conversa, um tanto de agenciador de taxista fica oferecendo táxi antes mesmo de você pisar fora do aeroporto. NÃO PEGUE! Eles vão te cobrar 18.000 pesos pelo táxi até o centro. Se você pegar um ônibus (na porta do aeroporto) ele te deixará no centro por 1800 pesos. Ou seja, 90% mais barato. Há duas companhias que fazem o trajeto: Centropuerto e Turbus. As duas muito boas. Há muitos pontos em estações de metrô. Veja o endereço do seu hostel, com certeza haverá uma estação de metrô do lado!

Santiago anoitece por volta das oito e meia da noite nessa época. As ruas do centro ficam movimentadas. E há congestionamento na cidade. O horário de pico vai de 7 às 10 da manhã porque eles dividiram as atividades na cidade para minimizar o trânsito: Escolas começam as 8h, Administração (como bancos) abrem as 9h e Comércio abre as 10h.

Há várias casa de câmbio e bancos ITAÚ no centro da cidade e aeroporto.

Para não ficar doido com tantos zeros da moeda deles multiplique por 4. 1000 pesos= 4 reais mais ou menos. Daí dá para se ter uma ideia.

Santiago é uma cidade CARA!. Nossa moeda pode valer um pouco mais, mas tudo é proporcional. No fim das contas você vai ver que não está tendo nenhuma vantagem, pois é como estivesse andando no Brasil e comendo em lugarem mais caros do que o comum. Comida é especialmente cara, mas transporte é barato.

A dica é: ao comprar passagens de metrô ou ônibus de viagem sempre compre IDA e VOLTA. Eles dão descontou ou no mínimo você economiza tempo em filas gigantescas nas bilheterias de metrô.

Outra coisa. O principal meio de transporte urbano de Santiago é o METRÔ. Os ônibus de rua são somente para quem tem um cartão chamado BIP!, que é comprado dentro do metrô. Portanto não entre em um ônibus e tente pagar passagem porque isso não existe por lá. Há táxis urbanos que seriam baratos (corrida mínima de 250 pesos). Os táxis são pretos e tem um teto amarelo. Não está escrito TÁXI neles, mas dá para identificar bem. Eu tenho muito medo de taxistas então não andei de táxi.

Cheguei no hostel e fui bem recebido. Eu reservei o CheLagarto para minhas viagens. No site deles você faz reservas com valores abaixo do cobrado no balcão. Exemplo: eu paguei 8.9U$ enquanto no balcão se pagava 12U$. Leve dólares se puder. Real eles aceitam pouco, mas dólares todo mundo aceita e é fácil de trocar. Se não quiser levar dólares, leve pesos mesmo.

No primeiro dia fui andar a pé e conhecer a cidade. Comi em um restaurante peruano uma Gallina com Aji e papas e fui ao PUB TheClinic. Aliás VÁ ao TheClinic. A decoração é incrível. O ambiente magnífico e é um bar de uma revista de sátira política estilo o antigo O PASQUIM. TheClinic fica perto do Metrô Bellas Artes.

Pegue no hostel um mapa de Santiago. A cidade é toda quadrada. Não tem como se perder. É bastante planejada e dá para fazer tudo a pé.

Fui pro Hostel e tomei um banho. Cobram 6000 pesos por uma toalha! Um absurdo! Me enxuguei com papel toalha mesmo e fui dormir.

*********Segundo dia***********

Caminhei pelo centro. Fui a Plaza de la Moneda, que está fechada! O terremoto de fevereiro de 2010 atingiu o museu que fica embaixo da Plaza. Depoi segui para a Plaza de la armas. Pela manhã há sempre a troca da guarda antes das 10. Reserve um tempo para ver. Fui à catedral Metropolitana de Santiago que é gigante, bonita e está cheia de bispos enterrados nela. Do lado da Catedral tem o Museu Histórico Nacional. A entrada é barata (uns 600 pesos) e vale a pena visitar porque está a história do Chile desde sua descoberta até fatos modernos como o golpe da ditadura. Tem um pedaço do óculos do Allende e uma carta muito forte do lado dele. No museu aprendi sobre a história do Chile mais do que imaginava. Outra coisa, você vai reparar que os os chilenos são extremamente patriotas. Há bandeiras para tudo quanto é lado e toda hora vão te perguntar se você está gostando do Chile. Do lado do museu tem um ponto de informação turística. Renove seus mapas.

Duas quadras adiante tem o museu de história pré-colombiana. Eu adoro museus. Mas este não vale a pena. Paguei muito caro para entrar (acho que uns 3000 pesos) para ver apenas um andar de exposição. De qualquer forma, quem não gosta de museu ou peça indígena, passe longe. Já vi melhores. Quando saí do museu liguei para a Aerolíneas e disseram que entregaram minha mala no Hostel. Fui correndo. Tomei um belo banho.

Almocei na Picá del Clinton. Que é um bar/restaurante na San Antônio onde o Bill Clinton esteve. Comi um bife com ovos e papas fritas (que são as batatas fritas deles- maiores, mais suculentas, bem gostosas e tem em todo lugar). Mas paguei caro: mais de 5000 pesos. Daí encontrei com um brasileiro do Hostel e fomos ao mercado municipal algumas quadras a diante.

O mercado é bem fraquinho. O que mais chama atenção é os restaurante. NOTA: É tudo caro. Mercado é um lugar turístico. Comer lá é um absurdo. As frutas são o dobro do que se compra lá fora e o artesanato nem se fala! Indicaram um resturante chamado Don Augusto eu quase caí para tras vendo os preços. De qualquer forma passe por lá e tire umas fotos. Tome uma cerveja pelo dobro do preço e vá embora. Ah. Uma coisa interessantissíma: O Don Augusto adora futebol e brasileiros. Há no restaurante camisas de todos times brasileiros e algumas assinadas. Eles adoram o Ronalducho. Havia na galeria de camisas de futebol e recordações brasileiras um folheto de um show da Vivi Fernandez! (É... pare e pense sobre como eles vêem o que é o Brasil depois de um show desses).

Do mercado fomos a estação Mapocho que fica do outro lado da rua. Era uma estação de trem gigantesta, estilo Central do Brasil no Rio. Tem esse nome por causa do Rio Mapocho, que nasce das águas da cordilheira e corta Santiago. Hoje é um centro de convenções.

Do Mapocho seguimos adiante e tomei uma bebida famosa e que todo chileno toma, mas que é uma droga. Chama-se MOTE COM HESILLOS. Mote é o grão do trigo descascado que eles poem no fundo de um copo. Hesillos é uma espécie de chá feito com o pêssego seco que tem gosto entre o chá-mate e a calda do pêssego. Misture isso tudo e veja uma bebida parecendo que tem um cérebro de macaco boiando. O gosto é de um mate sabor pêssego extremamente doce. Custa o copo grande uns 600 pesos. Se quiser arriscar compre um pequeno e divida com os amigos para ficar de recordação. Diabéticos fujam disso!

Andamos até o MAC que é o Museo de Arte Contemporânea. Não paga entrada mas é obrigado a fazer uma doação. O MAC está com a fachada destruída pelo terremoto. Há obras legais lá. Dica são para as exposições fotográficas do último piso. Atrás do MAC está o Museu de Bellas Artes. Não paga-se para entrar. Há obras muito bacanas, mas nenhuma é tão famosa como nos museus do Rio, SP ou Buenos Aires. Dica é ver um vídeo hilário no segundo piso de um Uruguaio. O Vídeo chama-se Tango com Obama.

Depois do Museu eu fui ao Hostel e encontrei com um amigo e fomos tomar umas cervejas no Bella Vista. Bella Vista é um bairro jovem, cheio de barzinhos e danceterias. É para lá que o mochileiro tem que ir à noite. DICA: Vá ao pátio Bella Vista apenas para conhecer, lá é bonito, mas tudo é caro. A rua principal do bairro chama-se Pio Nono. É nela que ficam os bares. O patio Bella Vista é um lugar cheio de barzinhos chiques e cervejas caras. Prove as cervejas deles a Escudo e Austral são as mais famosas. São cervejas encorpadas, Lager e não Pilsen como a maioria das brasileiras. Algumas você vai lembrar o sabor do mel.

É PROIBIDO NO CHILE BEBER NAS RUAS! Você pode beber nos bares e restaurantes e nas cadeiras da rua. Mas jamais beba andando ou num lugar público. A polícia deles chama-se CARABINEROS e se eles deram um golpe de estado, não vão facilitar com um brasileiro, hein!

 

**********Terceiro dia****************

Queríamos conhecer uma vinícola (ou viña). A Concho y Toro é a mais famosa, mas está muito CVC nos últimos anos e os passeios estão caindo de qualidade. Fomos à Undurraga. O hostel faz passeios para todos lugares por 18000 pesos. Mas se você for um mochileiro de coração vai pagar bem menos.

Para chegar a Undurraga pega-se o metrô e desce-se na Estacion Central. Do lado da estação tem um terminal de ônibus chamado San Borja. É dele que partem todos ônibus interestaduais e intermunicipais. Ele fica dentro de um shopping e do lado de fora há um camelodromo que tu podes comprar coisas da China como em qualquer lugar do Brasil.

No terminal San Borja compra-se passagem de ida e volta para o Caminho de Millipilla, que passa pela viña Undurraga. Se comprar ida e volta fica mais barato.

A entrada da Viña custa 8000 pesos. Veja os horários de visitação no site deles. Eu fiz as 12h. O guia é sensacional. Conta piadas e explica tudo. Vamos desde a história da viña, até as plantações de uva. Como reconhecer os tipos de uva e quais vinhos fazer. Como processa e produz, como se armazena e como se toma os vinhos. Este passeio rende fotos incríveis. No final a gente bebe uns quatro vinhos e come uns biscoitos.

Na volta é só fazer o caminho inverso. Paramos para almoçar no Schopdog que é um lugar que entre 2 a 3000 pesos se come muito bem com cerveja ou refri e vem uma sobremesa (postre).

Depois eu fui andando até o cerro de São Cristóval, que é um morro onde fica um mirante e o zoológico da cidade. A Subida até o alto do morro custa uns 700 pesos e dá para se ver toda a cidade. Fotos incríveis e momento de reflexão.

Voltamos andando pela PioNono. Tomamos uma cerveja e comi um completo (cachorro quente com abacate - é gostos, acredite!) que custa uns 300 pesos.

Antes de chegar ao hostel paramos na Plaza Baquedano e Alemania para tirar fotos.

Há no caminho o Cerro de Santa Lucía, mas estava fechando e não entrei. Há um bairro chamado Histórico-cultural que é para gente cult e fica do lado do metrô Bellas Artes. Todos os cults e gente chique tem que ir lá viu!

No outro dia decidimos conhecer Viña del Mar. Fizemos o mesmo caminho até o terminal San Borja. A passagem ida e volta a Viña custa uns 5500 pesos. Se compradas separadamente custa 7000. Compre ida e volta! Viña del Mar é muito famosa. Os chilenos são orgulhoso. Mas eu queria mesmo é conhecer o pacífico.

Pegamos um bus da rodoviária deles até o Reloj de las Flores, que o Che Lagarto de Viña fica perto. Estava nublado e ventava. Mas fomos ao hostel. Que é bem caidinho em relação ao de Santiago (que também não é lá grandes coisas) e fomos à praia. À pé chegamos na praia com cinco minutos. Tiramos fotos no tal do relógio e caminhamos pela orla onde há um mirante, um castelo que é um museu, um cassino e o que prometia ser onde ocorria a balada de Viña.

Logo esfria muito. Vá à praia com protetor solar e casaco!.

Antes de voltarmos paramos no McDonalds e comi um BigMac com fritas (que é horrível comparada a papas fritas chilenas) por 3000 pesos.

Voltamos a noite e entramos no Cassino. Não pode tirar foto lá dentro e as apostas mínimas são caras demais para um mochileiro.

Depois procuramos uma balada. A Tutix é um bar/danceteria que apesar de badalado parace um bordel com seu globo espelhado e decoração de velas e mesas vermelhas. Estava tendo música ao vivo. Fugimos de lá! Achamos um bar muito bacana perto da orla que tem um X gigante, mas não recordo. MAS saimos de lá porque no Chile não é proibido fumar em lugares fechado. Em 10 minutos que ficamos estávamos zonzos e com dor de cabeça. Terminamos a noite tomando umas escudos no hostel.

***********Quarto dia*************

Pela manhã saímos de Vinã da mesma forma que entramos. Pega-se qualquer bus (paga-se 300 pesos) com direção ao RODOVIÀRIO. Chega-se em Santiago e do lado há um terminal da Turbus. Paguei 1800 pesos na Turbus.Fui direto ao aeroporto. Demora uns 50 minutos até o aeroporto. Peguei os pesos que sobrou da viagem e troquei por dólares. Comi no Donkie Donuts, coisa que nunca tinha comido (me senti um mochileiro meio Homer Simpson).

Embarquei para Buenos Aires e fiz conexão para El Calafate, que é onde estou.

Assim que eu sair de El Calafate conto como foi essa segunda etapa da minha viagem.

 

RESUMO: Não pegue táxi aeroporto-Santiago. Conheça Santiago Andando. Não pegue ônibus nas ruas. Ande de metrô. Compre passagens ida-e-volta. Quem tem rinite não vá a Viña del Mar. Não beba na Rua para não acabar como o Allende. Prove a Escudo, o BILTS, as papas fritas e fuja do Mote con Hesillos e me pergunte qualquer coisa que precisar.

Abçs do Thiago

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