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Xre190/CB300 no Atacama de Moto - 17 dias


berdam

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Segue o relato de um viagem de moto que fiz poucos dias atrás, juntamente com meu colega Kiko

Mais informações no instagram @berdamcavaletti.

Informações de gastos, documentos e moeda no final desse post ou no vídeo.

 

Dia 1 - 18/12/2019

Medo e Ansiedade

Na noite anterior, dormimos na casa dos pais do @DiPaludo, saímos de São Domingos-SC por volta das 7:40 e fomos em direção a Dionísio Cerqueira, decidimos ir por Campo Erê,péssima ideia, rodovia toda esburacada. Poderíamos ir pela BR282, porém a mesma entre Chapecó e São Miguel do Oeste está em más condições também. Chegando em Dionísio, fizemos o câmbio para pesos argentinos,nos sentimos ricos, com maços de dinheiro, após o câmbio, preencher a papelada na aduana, perdemos uns 40 minutos, após, comprar chips para celular, porém apenas o meu celular funcionava internet, perdemos por volta de 60 minutos e nada do celular do DiPaludo funcionar, abandonamos e fomos almoçar em um restaurante, alta classe argentina almoçando e a gente fedendo suor, cabelo esparramado, mas segue o baile, o restaurante parecia a vila do Chaves, cheio de barris, aqui se foram mais 40 minutos, saímos  fomos abastecer e seguir viagem até onde viveu por alguns anos Che Guevara. Che viveu parte da sua infância próximo ao rio Paraná na cidade de Caraguatay, aproveitamos a visita para fazer um café (estava uns 32 graus de calor) e dar uma descansada. Após a visita, íamos visitar as ruínas de San Ignacio, mas já estava tarde, fomos para o Camping Municipal em Ituizangó, passando por Posadas a moto entrou na reserva e fiquei por volta de 20 minutos procurando estacion de servico, mas nada de achar, pedimos ajuda a um policial e encontramos. Novamente pegamos a rodovia e visualizamos um lindo pôr do sol, com o pessoal voando de parapente na marginal, chegamos no camping por volta de umas 21 horas, resultado de todo o atraso anterior. Pagamos por volta de 11 reais/cabeça (banho quente, área cercada e camping) compramos um lanche ali nas redondezas, logo após chega um cidadão estranho com um controle na mão acionava e desacionava o alarme da moto, estranhamos, depois de alguns segundos de conversa, fui entender que ele encontrou o controle no banheiro, resultado do banho que fui tomar e acabei esquecendo a chave da moto e controle por lá, fomos dormir ouvindo cumbia por umas duas horas. 559 kms.

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Dia 2 - 19/12/2019

Retas, rio e mais retas

Levantamos cedo em Ituizangó, desarmamos acampamentos e seguimos em direção a Corrientes, retas, asfalto bom, mais retas e lagoas na beira da rodovia, um certo calor já aparecia e as nádegas já começavam a reclamar. Chegando em Corrientes por volta das 10:30 da manhã, resolvi algumas pendências do trabalho pelo celular na estacion de servico, ficamos até por volta do meio dia, tomamos e compramos muita água. Após estarmos descansados, atravessamos a ponte entre Corrientes e Resistencia, ponte bem grande e bonita, o rio mais ainda, seguimos em direção a Presidencia Roque Sáenz Peña. Chegamos por volta de umas 16 horas, fazia uns 37 graus, dentro da jaqueta  com certeza estava uns 47, encontramos o Francisco(Chico tkman no FC) e sua esposa que eram de Ponta Grossa e iam em direção ao Paso Águas Negras, depois de uma hora de conversa decidimos pegar um hotel, nos informamos com o frentista do posto e encontramos ali perto o Hotel Riposo, 35 reais por cabeça, com internet, banho quente, cama e tv e um desayuno meia boca,, era o suficiente para um dia escaldante e retas intermináveis, aliás retas que quase comprovam que a terra é plana kk. Saímos a noite e fomos comer no restaurante El Decano, ele tinha umas churrasqueiras enormes, parecidas com aquelas que se encontram nas comunidades do oeste catarinense. Pedimos uma parrilla e mais outras coisas que não lembro, veio tanta comida que no final não conseguimos comer tudo, gastamos 35 reais por cabeça.. 414 kms.

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Dia 3 - 20/12/2019

Retas, calor, chuva e frio.

Saímos de Presidencia Roque Saenz Penha por volta de umas 7:40 da manhã em direção a Tafi del Valle, ainda no hotel tomamos o desayuno(café da manhã), bolacha seca e café amargo. Neste trecho não existe nada de muito importante para visitar. Decidi desviar da rota mais comum, para pegar a Ruta 40, segundo pesquisas que fiz vale mais a pena que o trajeto reto de Presidencia Roque Saenz Penha até Salta. Quanto mais a oeste íamos, mais umidade, menos calor e mais chance de chuva havia, e foi isso que aconteceu. Faltando uns 200 kms para o destino, pegamos chuva e vento, chuva até que era bom, pelo fato de que estava muito quente, de certa forma deu uma amenizada no calor, e aqui vem uma enganação, lembra quando você vai comprar roupas de moto e dizem para você que é impermeável?, pois é, compre e use junto com a roupa de proteção, aquelas capas plásticas impermeáveis que vendem por 5 reais. Depois de ensopados, o tanque entrou na reserva e logo apareceu um posto na frente, lá entramos, abastecemos e comemos algo, ali encontramos a @MonicaKawasaki, que anda na sua Z-Versys 300, até Ushuaia. Seguimos em direção a Tafi del Valle no pé da cordilheira, mais chuva e menos calor, menos calor, menos calor, até que em certo ponto estávamos todos ensopados e com temperatura ambiente em 10 graus. A cidade é muito bonita, possui  um dique, bons hotéis e restaurantes, lembra a cidade de #Gramado-RS, no inverno a temperatura ali vai para uns 10 graus negativos e centímetros de neve. Ali estava marcado um camping, mas com a chuva e o frio mudamos de ideia e decidimos ficar em um hostel, NuestroDestino, 50 reais por cabeça, internet, banho quente, garagem para as motos e um desayuno espetacular. Estacionamos as motos, banho e fomos comer, comer oq ?? parilla de novo, batata frita e além disso sobremesa, passando mal de tanto comer, fomos acertar a conta, 40 reais cada. 665 kms

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Dia 4 - 21/12/2019

Frio, altitude, deserto, uma arma e susto na moto - parte 1

Amanhecemos dia 21 e fomos comprar luvas,capa e botas de borracha para o @DiPaludo, compramos as luvas e as botas, porém a capa não deu, andamos por alguns metros e pedimos informação para dois homens que passavam de carro, nos auxiliaram mas não entendemos nada, os dois nos ofereceram carona, quando entramos notamos uma pistola no chão do carro na parte traseira,  mesmo assim entramos, conversa vai e conversa vem, eles pediram o que nós fazíamos e vice versa, os dois eram policiais, no fim todo mundo riu e eles nos deixaram na frente da ferragem, porém a capa estava muito cara. Voltamos para o hostel e já era umas 9:30, nosso objetivo do dia era ir até San Salvador de #Jujuy, mas a estrada possui partes de chão e também havia chovido na noite anterior, o que ocasionou deslizamentos e pedras na rodovia, atrasando a viagem.Logo que saímos de Tafi del Valle já começamos a subir a Cordilheira dos #Andes, estava  5 graus e 1000 m de altitude, coloca casaco, a paisagem ia mudando, a vegetação já começava a ficar mais rasteira e tendendo a desaparecer. Neblina/nuvens já apareciam de uma forma mais intensa o que indicava que estávamos muito altos. Paramos para tirar umas fotos e conversamos com dois senhores que desciam a montanha de bicicleta, deram várias dicas e também de como evitar o mal da altitude.

Parte 2

Dali para frente visualizamos paisagens muito bonitas, mesclando em terrenos secos e úmidos. Já era meio dia e paramos em #AmanchaDelValle para comer algo, estava por volta de uns 25 graus, tira casaco, paramos no único posto da cidade, abastecemos e comemos, na hora de pagar, tentei pagar com meu cartão Nubank, mas a internet no local não funcionava, roteei a internet do meu celular para o aparelho do posto e assim consegui pagar via cartão, isso foi apenas um teste para saber se realmente o cartão funcionava. O @DiPaludo  decidiu apertar a corrente numa gomeria (borracharia) que tinha ali perto, que cagada, o cara apertou a corrente e além disso apertou o freio, depois de uns 5 kms o aro da roda estava quase que em chamas, paramos e arrumamos. Na sequência fomos visitar o Museu Pachamama,  entrada de 10 reais, vale a visita. Indo em direção a Cafayate várias paisagens são espetaculares, vinhedos, montanhas,retas, o #ElAnfiteatro, a #GargantadelDiablo, o #MiradorTresCruces, #QuebradadeLasConchas e uma festa de aniversário no meio do nada. Andamos um longo trecho e paramos na beira da rodovia para fazer um café (de novo). Fui conferir o óleo da moto, estava baixo, adicionei óleo reserva que tinha e seguimos para Salta, parei no primeiro posto para adicionar óleo e abri a tampa para trocar, fiquei conversando e pedindo auxílio de alguns amigos em relação ao óleo e somente no próximo posto tinha o óleo recomendado, nesse trajeto (12 km) deixei a tampa do óleo aberta, quando cheguei no próximo posto tive dois mini infartos, desci da moto e vi uma enorme mancha de óleo do chão (infarto 1), neste momento já comecei a pensar em como voltar para o Brasil, de carona, avião ou junto com a transportadora da moto, fui comprar o óleo recomendado e na hora de pagar cadê a minha carteira (infarto 2), abri todas as malas e joguei no piso do posto e nada de achar, lembrei que quando tomamos café eu coloquei a carteira dentro da luva de borracha, continua ...

Parte 3

Ali mesmo no posto drenei o óleo e troquei, um problema a menos. Ainda faltava ainda fazer um câmbio, nossos pesos argentinos estavam acabando, era umas 19:40, corremos para uma casa de câmbio e o trânsito de #Salta é um caos, chegando na câmbio, estava fechada, decidimos ir ao mercado para comprar comida e acampar, paguei no cartão para evitar gastar os poucos pesos que tínhamos, fomos acampar no camping Xamena, 200 pesos para os dois, o camping possui banho quente e amplo espaço. Ali nesse dia conhecemos o Guilherme Settani (@toto_settanni) a mulher dele, Zuzu e os filhos Kaio com K(10) e Daniel(12). O Guilherme quase que se atirou na frente das motos, acampamos perto dele. Ele tem tem empresa de trabalhos em altura, viajou e subiu todos os picos do planeta e foi muito gente fina com nós. Depois de conhecer a família do Guilherme, tinha que resolver o seguro SOAPEX, já que não tínhamos conseguido fazer antes por problemas no site, o Whesley Santos (@owhesley) fez no site www.hdi.cl e depois realizei a transferência do dinheiro via Caixa, detalhe, nunca vi ele pessoalmente, dias depois ele foi para o Atacama de CG. 307 kms.

#atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

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Dia 5 - 22/12/2019

De Salta a Purmamarca

Neste dia saímos cedo do camping, demos tchau ao Guilherme(@toto_settanni) e fomos fazer câmbio, era domingo e nada estava aberto, com informações dos policiais nos informaram que na frente da catedral os cambistas faziam. Fomos até lá, trocamos os pilas e seguimos para San Salvador de #Jujuy, no meio do caminho apertamos a corrente das motos e fomos "parados" pelo Renato, sua esposa e filho que eram de #RiodoSul, nos falamos por meia hora e seguimos para Jujuy via estrada cênica, uma estrada entre as montanhas não muito visitada entre #Salta e #Jujuy. Chegando em Jujuy tínhamos que resolver o #Soapex do @DiPaludo, perdemos ali umas duas horas até o seguro ser feito, porém faltava a impressão do documento, onde imprimir em um domingo? Lembrei que tinha um grupos de moto no #Whatsapp e pedi ajuda, apareceu o Furia Noba Furia no FC, nos levou até a casa dele, imprimiu, trocou uns pesos chilenos e nos levou até boa parte da estrada, todo agradecimento para ele. Seguimos para #Purmamarca as motos já perdiam força, chegando lá encontramos o Renato de novo. Fomos procurar um camping e um senhor argentino nós auxiliou, esse senhor já mascava folha de coca, aliás quase todos na região mascam aquilo, e o cheiro lembra uma vaca ruminando. Ainda conversando com o senhorzinho, pedimos onde ficava o pior camping da cidade, isso mesmo, queríamos o pior camping para testar os equipamentos que tínhamos, principalmente em relação ao frio (saco de dormir, segunda pele, colchão e barraca), fazia 8 graus e era 20 horas, achamos o tal camping e realmente superou nossas expectativas, não tinha grama, o banho era na água quente, porém se esquentava a água em um projeto de fogão a lenha e a água era posta em um balde no teto do banheiro, para tomar banho era só "ligar" o balde e a água vinha quentinha. Pagamos por esse luxo todo 10 reais por cabeça. Depois do banho luxuoso e barraca montada fomos comer na cidade, a ideia era fazer um assado, fomos em uma carniceria (açougue), o @Dipaludo entrou lá, mas não achou nada interessante, na saída da carniceria um aviso, "fazemos castrações nos sábados pela manhã" demos uma risada e desistimos porque o camping não tinha churrasqueira. Procuramos algum restaurante e haviam dois, um deles tinha um gaúcho parecido com o Baitaca, mas o restaurante cheirava urina, fomos em outro que aparentava ser melhor, ali ficamos e pedimos um ensopado de lhama e batata, um dupla de cantores e instrumentistas com flautas regionais animava a janta com músicas típicas, jantamos e fomos para o camping dormir. 169 kms

#atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

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Dia 6 - 23/12/2019

De Purmamarca a San Pedro de Atacama

Era 7:30, e saímos do camping, logo na saída eu e o @DiPaludo nos perdemos, ele foi para o sul e eu norte, ficamos 30 minutos perdidos. Passei por algumas pessoas que encontrava na rodovia e perguntei se haviam visto uma moto preta, alguns confirmaram que sim, outros que não, decidi seguir em frente.  Parei um carro que estava indo na mesma direção que a minha e expliquei toda a situação no meu horrível espanhol, o casal francês nada entendeu, tentei explicar no meu horrível inglês, eles entenderam e iriam avisá-lo caso o encontrasse, parei outro veículo que vinha no sentido contrário, e eles confirmaram que viram meu colega, andei mais alguns quilômetros e acabei o encontrando. As motos já apresentavam baixo desempenho, a próxima atração era a #CuestaDeLipan, a serra é muito bonita cheia de curvas, fotos, encontramos três motoqueiros viajando em família, pai, mãe e filho, de Foz do Iguaçu e iam em direção ao #Peru, a mãe tocava uma moto e o pai outra. Na sequência passamos pelo marco de 4170m de altura, fotos, no horizonte já era possível visualizar as #SalinasGrandes, passamos por lá e realmente elas são enormes, mais fotos, aquela lambida básica para confirmar que realmente é sal e fomos até #Susques para o último abastecimento. Chegando em Susques, completamos o combustível, e ali no posto comemos todos os alimentos que tínhamos, até porque a aduana chilena não permite a entrada de produtos in natura, produtos em madeira, alimentos frescos. Na aduana, os trâmites foram muito rápidos, pois não havia ônibus, algumas pessoas já sentiam os efeitos da altitude, dor de cabeça, tontura. Indo em direção a #SanPedrodeAtacama, cada vez mais alto e frio ficava, em determinado momento a moto alcançou apenas 37 km/h, a 4800m, coloquei uma blusa, estava 8 graus, tirei algumas fotos da fronteira do #Chile com a #Bolívia, quando fui ligar a moto, ela funcionava de maneira muito estranha, sinal da falta de oxigênio. De Susques até SanPedro, nada existe, além de pedra, areia e lago salgado, árvores ou construções muito menos. Começamos a descer os 50 km até #SanPedroDeAtacama em apenas uma reta, na nossa direita estava o vulcão #Licancabur e na esquerda o #CerroToco(Guardem esse nome). Em 30 min, saímos de uma altitude/temperatura de 4800m/8 graus para uma altitude de 2200m/30 graus. Um adendo, existem relatos de pessoas que atravessam o #PasoJama em direção ao Chile pelas 17 hs, vão chegar em San Pedro por volta das 22 hs ou mais, com toda certeza a temperatura vai estar zero ou negativa, adicione altitude, vento e um problema na moto e vocë estará em maus lençóis. A descida desta altitude de forma rápida é bem crítica, pois ocasiona muito sono, perigoso. No único posto em San Pedro, encontramos o @RibasVecchiato, ali conversamos comemos algo e fomos em direção ao camping #AndesNomads, nada fizemos nesse dia além de armar a barraca e encontrar novamente o Guilherme @toto_settanni. 411 kms. #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

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Dia 7 - 24/12/2019

Vale de la Muerte

Acordamos umas 7 da manhã, fazia uns 10 graus, aliás a variação de temperatura no deserto é gigante, de dia 30, de noite 0 graus. Tomamos o nosso baita café, só café, nossa barraca estava bem na entrada do camping, todo mundo passava por lá, inclusive o Guilherme(toto_settanni) passou por ali e nos convidou para ir no #ValedeLaMuerte junto com a família. Alugamos pranchas de sandboard, compramos os ingressos, cerca de 17 reais (3000 pesos chilenos) e fomos mostrar nossas habilidades nas dunas do deserto kkkk, tombos, pé queimado, mão queimada, risada e cansaço. Fomos em outro ponto do Vale de La Muerte para visualizar o pôr do sol que por sinal é muito bonito. Voltamos para a cidade, comemos algo, fomos para o acampamento tomar banho e dormir. Nosso camping era bem hardcore, iluminação era mantida por geradores até as 21 da noite apenas nos pontos “públicos”, o restante do camping possuía iluminação gerada pelos próprios usuários, celulares, powerbank, lanterna, fita de led. A água do banho era esquentada por tubos a vácuo, a regulagem da temperatura do chuveiro era uma novela, como são vários chuveiros, cada pessoa que abria ou fechava os registros, desregulava a temperatura de todos os outros, a água era salobra, resultado, cabelos duros. A porta do banheiro era mais hardcore ainda, ela fechava praticamente a 10 centímetros do vaso, era impossível sentar reto no sanitário, tinha que se sentar de lado, e isso era tanto no banheiro feminino e masculino. O camping não possuía grama, em alguns pontos existia brita. Em certos momentos da tarde começava uma ventania, todo aquele vento com pó invadia as barracas e carros que lá estavam. Para se refrescar, naquele calor todo havia uma piscina, doce ilusão, a piscina por ser no meio do deserto estava cheia de insetos e além disso a água era gelaaaaaada, mesmo assim todos iam, inclusive eu e o @DiPaludo. Depois da piscina, conversamos com o @RibasVecchiato e ele resumiu aquilo tudo em uma frase “Quer luxo, vai pra Disney”.

 #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

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Dia 8 - 25/12/2019

Vale da Lua e Lagoas Baltinache

Neste dia fomos visitar o #ValledeLaLuna, ficamos toda a manhã observando aquela imensidão, formações, sal, minas de sal. Na parte da tarde fomos a visitar as Lagoas Escondidas de Baltinache. Chegamos lá, era por volta de 16 horas, e logo colocamos trajes de banho para aproveitar aquela água estupidamente gelada. As 7 lagoas são espetaculares, apresentam colorações variando de azul para celeste. É possível mergulhar na primeira e na última. A pior parte é vencer a água gelada, depois disso só alegria. Não é preciso fazer exatamente nada, você boia devido a alta concentração de sal que existe na água, alguns dizem que é mais que o Mar Morto. Logo que saímos das lagos podemos perceber a grande quantidade de sal, todo o corpo ficava praticamente empanado de tanto sal, e as roupas completamente duras. Depois do banho foi a hora de correr, sim, correr para tirar o sal nas duchas que existiam por lá, elas ficavam abertas até as 17 horas. Na volta para a cidade, passamos pelos campos minados na beira da estrada. Sim, existem campos minados em San Pedro de Atacama, resquícios da ditadura chilena. Já na cidade compramos carne e vinho para a janta.

#atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300 #baltinache

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Dia 9 - 26/12/2019 

Subindo o vulcão #CerroToco - 5600 metros

Saímos cedo do acampamento e 1 hora depois estávamos a 5200 metros de altitude, Cerro Toco é o vulcão (estratovulcão) mais rápido para chegar de carro de San Pedro de Atacama. Já neste ponto era possível sentir a altitude fazendo efeito, respiração pesada.. A respiração e batimentos cardíacos são parecidos com uma corrida que você realiza. Demoramos por volta de 1h e 30 minutos para chegar ao cume da montanha, 1200m de caminhada e 400m de elevação. Já no topo, a 5600m, a paisagem é espetacular, via-se a fronteira com a #Bolívia, o projeto #ALMA, toda a planície de San Pedro, o vulcão #Licancabur, #Juriques e o #Láscar. Ficamos ali por  10 minutos e estava uns 0 graus. Logo após chegar ao topo perguntei ao Guilherme (@toto_settanni) se era normal sentir enjoo, ele disse que s..., chamei o HUGO, grande parte disso foi ocasionado por carne, vinho e boa conversa na noite anterior, antes mesmo de subir o vulcão, as 5 da manhã o HUGO tinha me encontrado. A descida do vulcão é rápida, por volta de 30 minutos. Já dentro da camionete, sentei na janela para evitar possíveis encontros com o HUGO, e ele aconteceu novamente. Seguimos de volta para o acampamento e lá chegamos por volta das 12h, até as 19h todos praticamente ficaram de repouso, esperando a chata dor de cabeça passar, alguns com mais(eu) e outros com menos.

 #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

#vulcanlascar #cerrotoco

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Dia 10 - 27/12/2019 

San Pedro de Atacama até Antofagasta

Saímos cedo do acampamento em direção a Antofagasta, retas e mais retas. Nessa região tudo é gigante, parques eólicos, fazendas de painéis fotovoltaicos(2km) e mineração, muita, muita mineração, montanhas de resíduos. Tínhamos agendado uma visita na mina #Chuquicamata, porém foi cancelada devido aos protestos no Chile, seguimos em direção a #Antofagasta. Já em Antofagasta visitamos La Portada e fomos para um hostel. Era possível visualizar nas ruas de Antofagasta, resquícios de depredações, vidraças cobertas, pneus queimando, asfalto derretido. Hostel encontrado e fomos dar uma passeio na orla, o Oceano Pacífico estava ali, porém a água é o que, gelada !!!, não entramos. Fomos no mercado, compramos comida e na volta, se visualizava nas esquinas uma certa movimentação em relação aos protestos, nada violento, porém a polícia chegou ali e dispersou a multidão. Aqui já começava a bater um certo cansaço por tantos dias de estrada. Detalhe, aqui o sol se põe no mar. 312 kms

 #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

#antofagasta

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Dia 11 - 28/12/2019

Antofagasta até Playa Cifuncho e o peixe muito salgado.

Saímos de #Antofagasta e a ideia era ir até a #MãoDoDeserto, decidimos abortar  pelo fato de termos uma visita agendada no #CerroParanal e provavelmente não daria tempo. Chegamos no #ObservatórioParanal as 9:30.. No observatório podemos ver toda a parte técnica, funcionamento dos telescópios, análise de dados e onde os astrônomos vivem, com certeza valeu mais a pena visitar aqui do que a #MãodoDeserto, fica para a próxima. Um agradecimento aqui ao @rmagnops, que tempos atrás foi visitar e achei interessante visitar também, apesar de não entender muita coisa sobre o tema. A direção agora era à #CaletaPaposo, a vista é espetacular, seguindo ao sul pela #Ruta1, praias desertas e estrada de chão batido em excelentes condições, cada curva uma foto. Chegando em #Taltal, uma mulher de um food truck, nos deu dois potes de peixe para comermos, agradecemos, porém era muito salgado, ela ainda nos ofereceu mais sal, não queria jogar no lixo na frente da mulher, guardei aquilo no baú da moto e uma certa parte vazou e ficou aquela catinga, fomos em um restaurante e oferecemos aquilo para o garçom gratuitamente, #ceviche era o nome da iguaria, ali mesmo no restaurante comemos peixe frito e pudemos observar placas de aviso de tsunami, aliás, toda costa do #Chile possui esses avisos. Seguimos em direção a #Cifuncho, uma praia mais ao sul que foi recomendada pelo garçom. A praia era muito bonita, cheia de gaivotas,  pelicanos e leões marinhos, porém não existia luz elétrica, somente fotovoltaica e geradores, muito menos internet. Ali acampamos. 272 kms

 #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

#antofagasta

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Dia 12- 29/12/2019 - 

Cifuncho até Aduana Chile - Paso San Francisco - O dia mais louco

Saímos da praia Cifuncho e fomos em direção à Bahia Inglesa, novamente pela #ruta1 e costeando o Pacífico. Passamos pelo parque #PandeAzucar, cada curva uma foto, praticamente deserto de pessoas, em um lado montanha e 500 metros depois o mar. Chegando na #BahiaInglesa, fomos comer e nada de encontrar um restaurante barato, rodamos e rodamos, cada prato era uns 70 reais, encontramos um food truck, peixe arroz e coca-cola por 30 reais. Almoçamos e fomos em direção à #MinaSanJose. Lá na mina assistimos a história resumida do acontecimento, visualizamos as ferramentas, a cápsula Fênix e também conversamos com o mineiro #Jorge Galleguillos, o décimo primeiro mineiro a ser resgatado. Também pudemos visualizar as pedras de ouro e cobre que são extraídas de lá. Saímos da mina e fomos em direção a #Copiapó, abastecemos as motos, compramos comida e gasolina sobressalente e colocamos no baú, pois sabíamos que iríamos enfrentar 470 kms postos. Através do aplicativo #ioverlander, definimos o nosso ponto de acampamento que era no meio da cordilheira, tínhamos 200 kms para fazer e já eram 17 horas. Começamos a subir a cordilheira 3000, 3500, 4000, 4500m e pegamos 3,5 graus no topo, eram 20 horas. Paramos para ajustar as correntes pois estavam frouxas. Cerca de 40 minutos depois visualizamos algumas construções, era a aduana chilena. Chegando na aduana fomos informados que houve deslizamentos no lado argentino e dali ninguém passava, resultado, dormimos no ambulatório da aduana, tínhamos água para beber, comida e combustível, porém a estrutura da aduana era precária, não tinha água corrente para banheiros, não tinha internet, energia elétrica estava funcionando mas poderia cair em caso de tempestade.  Depois de conformados em dormir na aduana, fomos desfazer as malas e dentro do baú havia cheiro de gasolina, somente o cheiro foi suficiente para deixar o pão que tínhamos com um gosto especial. 607 kms

 #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

#copiapó #fiambalá #pasosanfrancisco

 

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Dia 13- 30/12/2019 

Aduana Chile Paso San Francisco até Fiambala

Pela manhã podemos observar melhor onde estávamos, areia de um lado, montanha e sal no outro, nada passava por ali, estávamos literalmente no meio do nada. Nossa espera era pela abertura da aduana, mas a comunicação era precária, estávamos em 8 pessoas, brasileiros e argentinos aguardando a liberação, de tanta espera, todos ficamos amigos. O oficial chileno nos orientou a voltar por outras aduanas, porém elas estavam a 400 e 1000 kms, decidimos esperar. Por volta das 17 horas houve a liberação, fizemos a papelada, embarcamos nas motos, mas elas andavam no máximo a 60 km/h, ocasionado pela baixa oxigenação do ar e vento contra, tínhamos 300 kms até a próxima cidade. Chegamos na aduana argentina era umas 19h, fizemos a papelada e estrada. As motos não andavam, e no horizonte se formava uma tempestade, o medo era acontecer um deslizamento e bloquear a estrada novamente. 20h e escurecendo, vento, frio (8 graus) e chuva, decidimos nos abrigar em um refúgio na beira da rodovia, pois nesses 300kms nada existia. Ficamos ali por 20 minutos esperando o vento e a chuva passar, caso não passasse, ali ia ser o acampamento #CazaderoGrande era o nome do refúgio. Decidimos seguir estrada e para evitar o frio colocamos todas as roupas que tínhamos e mais a capa de chuva. Estávamos com pressa e cuidado ao mesmo tempo, porque na nossa frente havia um deslizamento que não sabíamos onde e nem como era. Faltando 40 kms para a cidade começamos a visualizar uma estrada mais sinuosa, sinal de que ali poderia estar o bloqueio, e foi o que encontramos, areia e pedras de 1 metro de altura estavam no meio da rodovia, alguns avisos luminosos indicavam a posicão da polícia argentina, que estava ali fazendo a sinalização do local e a contagem de veículos, conversamos com eles, foram muito gentis e nos falaram que dali até a cidade a rodovia estava limpa. Chegamos na cidade de Fiambalá, era 22h da noite, estávamos suando de tanta roupa e fazia 28 graus, comer pizza e dormir.

 #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

#copiapó #fiambalá #pasosanfrancisco #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful

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Dia 14- 31/12/2019 - Fiambalá até San Fernando del Valle de Catamarca

Termas, retas e mais retas.

Amanhecemos no hotel em Fiambalá e as notícias já não eram das melhores, a recepcionista do hotel disse que ele estaria fechado pela noite, pois era dia 31, e que a nossa diária fecharia às 10 horas da manhã, a boa notícia era que poderíamos deixar as bagagens na recepção e retirar ao meio dia. Fizemos isso e fomos até as #TermasdeFiambalá, piscinas naturais entre as montanhas, entre 33 a 45 graus. Ficamos lá até meio dia e pagamos cerca de 300 pesos/22 reais para usufruir, com certeza um preço bem melhor que as #TermasDePuritana. Foi muito bom, as águas relaxam, porém te deixam com uma sensação de sono o dia inteiro. Ao meio dia saímos de lá fomos ao hotel pegar as malas e decidimos procurar uma cidade maior para passar o fim de ano, fomos até #Tinogasta, mas a cidade era menor, seguimos à  #SanFernandoDelValleDeCatamarca. Chegando lá, abastecimento e procurar um hostel, achamos um que nem garagem tinha. Já era uma 21 horas da noite, decidimos ir comer e conhecer a praça principal, resultado, tuuuuuudo fechado. Voltando ao hotel encontramos um lugar que vendia sanduíche caseiro e cerveja, essa foi nossa ceia e depois cama. Não ouvi fogos de artifício, talvez seja por causa das termas e do cansaço. 358 kms

 #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

#fiambalá #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful

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Dia 15- 01/01/2020 - San Fernando del Valle de Catamarca a Presidencia Roque Sáenz Peña

Cuesta de Portuzuelo, retas, ferroada da abelha e racha na estrada

Saímos de #SanFernandoDelValleDeCatamarca às 7 hs e fomos em direção a #CuestaDePortuzuelo, encontramos uma grande movimentação de pessoas e polícia de choque na rodovia, um pouco de apreensão, no fim era apenas uma festa da virada argentina nas margens do trajeto. Logo a frente subimos a Cuesta de Portuzuelo, uma serrinha asfaltada apenas para trânsito leve, foi ali as últimas fotos que fizemos da #CordilheiradosAndes. Logo na sequência pegamos 30 kms de chão, acabei deixando uma cerveja da noite anterior dentro do baú da moto, com o balanço, ela furou e fez aquela meleca toda. Recapitulando cerveja, óleo de motor, bafo de gasolina e aquele cheiro de ceviche. Passamos por uma localidade chamada #Guayamba, passamos por dentro de um riozinho e logo paramos em um bar para comer algo, ali pedimos um sanduíche e café e conversamos com alguns idosos argentinos. Seguimos viagem e as retas começaram a surgir de novo, sinal de que estávamos próximos a província de #Chaco. Próximo a Presidencia, uma abelha kamikaze fez seu papel, estava a 100km/h e ela veio depositar seu ferrão bem no pescoço, quanta dor. Usar equipamentos de proteção é importante, não queira ser o super homem e muito menos nos ultrapassar com uma biz preparada e além disso sem capacete, foi o que fez um motoqueiro argentino, rimos, demos uma buzinada, aceitamos a derrota e seguimos. Já em Presidencia ficamos no Hotel Presidente, 1000 pesos/70reais um quarto duplo, com ar condicionado, tv, garagem, banho e cama. 679 kms

 #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

#PresidenciaRoqueSáenzPeña #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful

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Dia 16- 02/01/2020 - Presidencia Roque Sáenz Peña até Ituizangó

Problemas na corrente e o taxista imprudente

Neste trajeto, nada existe além de muitas retas, retas e pedágios. Os pedágios não precisam ser pagos por motos e foi num desses que tive um susto, logo na entrada de um pedágio, um taxista corta a minha frente, por centímetros não fui ao chão. Logo na nossa frente havia a ponte que liga #Resistência a #Corrientes, no início dela a corrente da minha moto cai da coroa. Estacionamos ali do lado e não havia mais o que fazer, todo o aperto da corrente já tinha sido dado, o jeito era achar uma oficina para trocar ou encurtar. Depois da ponte, pedimos informação para várias pessoas, e um motociclista nos disse que logo a frente havia uma oficina para arrumar la cadena. Chegamos lá a oficina era #Yamaha e o mecânico Facunto arrumou, perguntei o preço e ele disse “pague o quanto quiser”. Paguei 300 pesos, cerca de 20 reais e seguimos para #Ituizangó. Chegando lá fomos procurar lugar para dormir, entrei por uma estrada de areia e ali fui mostrar meus dotes. A moto foi para um lado, foi para outro, corrige aqui, corrige ali e não teve jeito, tombo. Nada estragado e seguimos achar um lugar para dormir. Encontramos um muquifo de um lugar, 70 reais e acredite, estava barato, pelo menos era bem próximo a praia do Rio Iguaçu.

 #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300

#PresidenciaRoqueSáenzPeña #ituizangó #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful


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Dia 17- 03/01/2020 - Chegando em casa

Fronteira, susto e casa.

Já saindo de Ituizangó, um susto, olhei para a minha bagagem na moto e cadê minha mochila, parei a moto imediatamente e não vi, fui para o outro lado da moto e lá estava minha mochila pendurada, nela havia alguns dos documentos da aduana, isso se repetiu por mais duas vezes. No dia anterior conversando via #whatsapp com o amigo Darci de São Miguel do Oeste, ofereci os meus 75000 pesos chilenos, na conversão dava uns 400 reais, combinamos de  no dia(3) nos encontramos no posto da cidade de Ituizangó. Acontece que toda a cidade estava sem energia elétriica e internet, o que fazer ?. Decidi seguir viagem e ir cuidando quando um Corola Cinza e uma moto passasem juntos. Exatamente às 9 horas da manhã visualizei eles vindo na direção oposta, abri a buzina e lá na beira da rodovia trocamos os pesos e dicas. Segui viagem para #SanPedro na Argentina, lá gastamos os pesos argentinos que tínhamos, vinho, mais vinho e alfajor. Daqui em diante o @DiPaludo foi para #DionísioCerqueira e eu decidi ir para  a fronteira em #Paraíso-SC. Chegando na fronteira argentina outro susto, o funcionário exigiu um documento, e entreguei o acreditava ser, segundos de tensão, passei, os trâmites no lado brasileiro foram bem rápidos, fui abordado por uma funcionário da #Cidasc e falei para o mesmo “Como é bom ouvir alguém falando português”, rimos da situação, e segui para #SãoMigueldoOeste, queria chegar em casa rápido e nessa pressa acabei levando uma multa nas “poucas” lombadas eletrônicas que existem na cidade. O trecho entre São Miguel do Oeste e #Xanxerê, foi o mais tenso da viagem, buracos, calombos na rodovia, motoristas ruins, curvas, caminhões e tráfego intenso. Na intenção de descansar as pernas, dei uma leve esticada no meu pé que acabou por chutar um olho de gato. Nunca tive tanta felicidade em ver uma placa escrita #Xanxerê, #Chapecó, #Xaxim e #LajeadoGrande #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful




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Informações

Dias de viagem - 17

Quilômetros percorridos - 5900 kms

Quantia gasta  - 2500 reais por cabeça

Dias de camping - 8 dias

 

Cotação de moedas

Valor do peso argentino - 1 real = 14,5 pesos argentinos (dez/2019)

Valor do peso chileno - 1 real = 175 pesos chileno(dez/2019)

 

Campings e hospedagens

Campings

Argentina - Entre 10/15 reais por cabeça

Chile 

    SPA - 15 kms do centro - 27 reais ou 4800 pesos chilenos/dia

    No centro um hotel por volta de 100 reais/dia

Hotels/hostels

Argentina - Entre 35/ 70 reais, 500/1000 pesos argentinos

Chile apenas um hostel em Antofagasta, R$ 50,00 reais ou 9000 p. chilenos


 

Combustível

Argentina - 3,35 reais/48 pesos/litro

Chile - 5 reais/875 pesos chilenos/litro

 

Alimentação

Argentina - Uma boa janta, com parrilla, por volta de 35 por cabeça.

Chile - San Pedro de Atacama é caro, qualquer comida/lanche é 40 reais. Fora de lá os preços diminuem.

 

Passeios em San Pedro de Atacama

(preço aproximado)

Você estando a pé em SPA, vai ter que pagar por agências para levar aos passeios, o que sai caro. Indo com carro próprio ou alugado pode sair mais barato.

Valores de entradas

    Valle de la Muerte - 17 reais/3000 pesos chilenos

    Valle de la Luna - 20 reais/4000 pesos chilenos

    Baltinache -  30 reais/3000 pesos chilenos

Vulcões, pode se subir sem guias, desde que você chegue até lá com carro.

 

Documentos 

    Carta verde(Não foi pedido em nenhum momento)

    Soapex(Não foi pedido em nenhum momento)

    Seguro Saúde(opcional)

    Em nenhum momento foi exigido documentação de seguros.

    Em nenhum momento da estrada exigiram propina.

    Em nenhum momento, exceto as aduanas fomos parados para conferir documentação pessoal e das motos.

 

Aduanas

    Informe-se sobre as situações das aduanas que se localizam na Cordilheira dos Andes, independente de localidade ou estação do ano, elas têm horário de funcionamento e muitas vezes podem fechar sem aviso, muito diferente das fronteiras brasileiras que funcionam 24 horas. O fechamento pode ocorrer por chuva, neve ou deslizamentos. Se acaso você estiver em uma dessas aduanas, o fechamento da mesma exigirá realizar um contorno gigante, 200, 400 ou 1000 kms. 

Tome cuidado em relação ao combustível na Cordilheira dos Andes, existem lugares onde se faz 500 kms sem posto.

Divirta-se

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Em 16/01/2021 em 09:22, edevald disse:

Show, estive planejando de ir agora em Jan/2021 mas a pandemia acabou com tudo, assim que vacinarem todos vamos retomar as viagens. Valeu!!

Com certeza, assim que as fronteiras reabrirem, podemos começar a pensar nisso novamente.

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Em 16/01/2021 em 09:22, edevald disse:

Show, estive planejando de ir agora em Jan/2021 mas a pandemia acabou com tudo, assim que vacinarem todos vamos retomar as viagens. Valeu!!

Boa noite, edevald.

Também tenho interesse em fazer estes trip, caso tenha venha se programar em 2022 me avisa. meu whatsaap. 12 99779-2566

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      [align=justify]Relato de viagem de um mochilão pelo Chile. Foi minha segunda viagem para fora do Brasil e, como na primeira, sozinho!
       
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      Os valores expressos aqui estão em pesos chilenos, salvo quando houver o R, de reais, na frente do cifrão ou US, significando dólares norte-americanos. Na época da viagem, UM real equivalia a cerca de DUZENTOS E OITENTA pesos chilenos e cerca de 1,80 dólares norte-americanos.
       
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    • Por leocaetano
      Relato de viagem de um mochilão pela Argentina. Foi a primeira vez que saí do Brasil e, pior, sozinho! Isso tornou a viagem especialmente única!
       
      A idéia inicial era passar 21 dias em território hermano, mas em cima da hora reduzi para apenas 15 dias. Com esses seis dias, saíram do roteiro as estadias em El Calafate e El Chaltén. Fui com tudo planejado, ou seja, quais atrações e locais que iria visitar na viagem. Porém, alterei bastante o planejamento durante a própria viagem. Por sorte, com a diminuição da viagem, sobraram três dias que acrescentei na estadia em determinadas cidades quando preciso. Poderia ter mantido o planejamento e conhecido El Calafate, mas preferi uma viagem um pouquinho menos corrida, porém mais proveitosa. Calafate e Chaltén já estão agendadas para a próxima!
       
      Ah, os valores são em pesos argentinos, salvo quando houver o “R”, de reais, na frente do cifrão ou US, significando dólares norte-americanos. Na época da viagem, UM real equivalia a cerca de 1,42 pesos argentinos e cerca de 0,53 dólares norte-americanos.
       
      Obrigado a todos que ajudaram!
    • Por fernandobalm
      Resumo:
      Itinerário: Buenos Aires (Argentina) → Puerto Madryn (Argentina)→ Rio Gallegos (Argentina) → Punta Arenas (Chile) → Ushuaia (Argentina) → Puerto Natales (Chile) → El Calafate (Argentina) → Comodoro Rivadavia (Argentina) → San Carlos de Bariloche (Argentina).
      Período: 10/03/2001 a 01/04/2001
      10-12: Buenos Aires
      13-15: Puerto Madryn
      16: Rio Gallegos
      16-18: Punta Arenas
      18-21: Ushuaia
      21-23: Puerto Natales
      23-25: El Calafate
      26: Comodoro Rivadavia
      27-29: Bariloche
      30: Buenos Aires
      01/04: SP-Rodoviária do Tietê
      Ida: Voo de São Paulo a Buenos Aires pela KLM, previsto para sair às 9h15 do Aeroporto de Guarulhos, pago com pontos do programa de fidelidade da KLM.
      Volta: Ônibus de Bariloche a Buenos Aires e depois a São Paulo (Rodoviária do Tietê), previsto para sair perto de 16h ou 17h da Rodoviária de Bariloche. Paguei cerca de 105 pesos (equivalente a 105 dólares na época) pelo trecho de Buenos Aires a São Paulo,
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes.
      Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então albergues, pousadas, pensões, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Depois de tanto tempo os preços que eu citar serão somente para referência e análise da relação entre eles, pois já devem ter mudado muito.
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais:
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva e neve foram raras, ocorrendo geralmente de maneira breve e na região mais ao sul. As temperaturas na região de Buenos Aires, Bariloche e Puerto Madryn estiveram bem razoáveis, chegando até perto dos 30 C em alguns dias. Mais ao sul, em Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos, Puerto Natales e principalmente Punta Arenas e Ushuaia estiveram bem mais baixas, chegando a ficar abaixo de zero à noite. O vento foi muito forte em toda a Patagônia, o que tornava a sensação térmica ainda menor. Na região perto de Punta Arenas o tempo mudava muito rapidamente, havendo várias situações diferentes durante o dia.
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil 👍. Disseram-me que poderia não ser muito bem tratado em Buenos Aires, mas se enganaram. Fui muito bem tratado em toda a viagem, com uma única exceção numa visita a uma loberia em Puerto Madryn e, assim mesmo, porque creio que houve um mal entendido.
      Tive alguma dificuldade em entender a língua no Chile, principalmente quando conversando com pessoas com forte sotaque regional.
      As paisagens ao longo da viagem agradaram-me muito, passando por monumentos, parques e construções interessantes nas cidades e por áreas costeiras, praias, montanhas, lagos, cavernas, geleiras, glaciais, florestas, rios e outros   .
      Pude ver também vários animais durante a viagem, a maioria em seu habitar natural. Isso incluiu lobos e leões marinhos, focas, elefantes marinhos, pinguins, delfins, guanacos. flamingos, tatus etc.
      Pensei em fazer a travessia de Bariloche a Puerto Montt, passando pelo Vulcão Osorno, mas desisti, pois naquela época demorava 4 dias, por não haver estradas em boa parte do trajeto, e eu não dispunha deste tempo.
      Surpreendeu-me que nas viagens de ônibus na Argentina estavam incluídas no preço pago as refeições (almoço e jantar) 👍.
      A viagem no geral foi tranquila. Não tive nenhum problema de segurança.
      Eu era (e ainda sou) vegetariano. Como a base da alimentação nesta região é a carne, foi um pouco difícil conseguir comida vegetariana, mas nada que supermercados não solucionassem. Gostei muito dos sanduíches de miga na Argentina, do doce de leite e dos vinhos, que tomei pouco .
      Os preços na Argentina estavam muito altos, pois havia a paridade do peso para o dólar e o real tinha sofrido a desvalorização alguns anos antes.
      A Viagem:
      Fui de SP a Buenos Aires no sábado 10/03/2001. A saída do voo estava prevista para as 9h15. Durante o voo uma senhora argentina de cerca de 60 a 70 anos falou-me de como eu iria gostar de Buenos Aires (ela disse: “há muito o que ver, Buenos Aires não é feia como São Paulo” ). Falou-me que seu filho ou sobrinho estava procurando por emprego há tempos, após se formar e não conseguia (o que me parecia um sintoma do agravamento da crise). Achei a travessia da foz do Rio da Prata espetacular . Cheguei perto da hora do almoço e me receberam muito bem no aeroporto 👍. Deram-me gratuitamente bastante material sobre a Argentina e me indicaram um ônibus que me deixaria na Praça San Martín. Peguei e de lá, após obter informações sobre onde me hospedar, fui andando até a região da Recoleta.
      Para as atrações de Buenos Aires veja https://turismo.buenosaires.gob.ar/br. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, os equipamentos e eventos culturais, os parques e a cidade como um todo.
      Fiquei hospedado na Recoleta por 22 pesos a diária (na época equivalente a 22 dólares). Acho que era o Hotel Lion d’Or (https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g312741-d317288-Reviews-Hotel_Lion_d_Or-Buenos_Aires_Capital_Federal_District.html).
      Depois de me hospedar fui dar uma volta nas redondezas. Gostei bastante do local, bem cuidado. Passei por um cemitério que me chamou a atenção pelas estátuas. Resolvi entrar e lá fiquei por mais de 1 hora, apreciando as obras de arte que existiam nos túmulos, alguns dos quais de pessoas famosas, até internacionalmente. Nunca tinha feito uma visita destas a um cemitério, mas gostei bastante. Depois passeei pelo bairro apreciando suas ruas e lojas. Parecia um local elitizado. Se bem me lembro ainda fui a Puerto Madero à noite.
      No domingo 11/03 fui conhecer os outros pontos da cidade, incluindo o centro com seus monumentos e órgãos do Estado, e pontos específicos com seus equipamentos culturais e esportivos. Saí perto de 9h da manhã e voltei por volta de 23h. Andei muito. Pude visitar a Casa Rosada, a Praça de Maio, os órgão legislativos e judiciários, a catedral, o obelisco, centros culturais, confeitarias históricas, vários monumentos, o Rio da Prata, áreas arborizadas, a Boca, o Caminito (com suas casas coloridas), ver o estádio de La Bombonera por fora, ver casais fazendo apresentação de Tango na rua etc  .
      Num dos dias jantei algo como nhoque num restaurante de rua e no outro jantei no shopping. Interessante como no shopping os atendentes perceberam que eu era brasileiro e até falaram palavras em português comigo 👍.
      Na 2.a feira 12/03, fui para o outro lado, conhecer o Jardim Japonês e os parques da região do bairro de Palermo. Gostei muito . Eram parques enormes, sendo que o jardim japonês fazia jus ao nome, com várias estruturas nipônicas, que se encaixavam muito bem na paisagem. Voltei para o hotel perto da hora do almoço e no início da tarde peguei um ônibus para Puerto Madryn, já na Patagônia.
      A viagem durou perto de 18h. Passamos por Bahia Blanca no início da madrugada. A paisagem ao longo da viagem agradou-me bastante 👍. Recebemos jantar incluído no valor da passagem. Cheguei bem cedo na 3.a feira 13/03, hospedei-me num hotel simples (acho que o nome era parecido com Vaskonia). Como era bem cedo, fui ver se era possível fazer excursão à Península Valdez ainda naquele dia. Achei uma agência de turismo que dava desconto para hóspedes do hotel em que estava e, pesquisando algumas outras, vi que era a melhor opção. Acabei comprando com eles o passeio pela Península. O dono brincou comigo perguntando se eu lembrava do jogo entre Argentina e Brasil na Copa de 1990, quando Maradona atraiu a marcação de 3 e lançou Caniggia sozinho para driblar Taffarel e fazer o gol.
      Para as atrações de Puerto Madryn e da Península Valdez veja https://www.patagonia-argentina.com/puerto-madryn/ e https://www.patagonia-argentina.com/peninsula-valdes/. Os pontos de que mais gostei foram os animais, as formações rochosas e a natureza como um todo.
      Saímos pouco depois da 9h, se bem me lembro. No nosso grupo havia um espanhol da região basca, uma inglesa, um suíço, um casal de argentinos e acho que alguns outros. O espanhol mencionou que desejava conhecer outros locais, mas que a Argentina era muito grande e tudo muito distante. Perguntou-me se o Brasil era tão extenso quanto a Argentina . Passamos por locais de avistagem de pinguins, lobos marinhos e elefantes marinhos. Não vi orcas. Numa das paradas, perguntei se poderia nadar e o guia disse que sim. Enquanto nadava, disseram-me que um pinguim nadou atrás de mim. Numa outra ocasião vi um pinguim perseguindo um peixe. Nunca imaginei que um pinguim fosse tão rápido nadando. Parecia um torpedo. No caminho apreciamos também a paisagem patagônica, desértica, com vários guanacos (ou seus parentes). Conversando com o argentino, que se me lembro era advogado, ele me falou da patagônia, dos possíveis aproveitamentos econômicos, da população, de Buenos Aires e da situação da Argentina como um todo. No fim, quando estávamos nos despedindo, encontramos um tatu, que parecia já acostumado a humanos. Regressamos no meio da tarde.
      Aproveitei e ainda fui dar um passeio na praia. Reencontrei o suíço, mas acho que ele não me reconheceu.
      Na 4.a feira 14/03 fui conhecer a Loberia de Punta Luma, onde havia lobos marinhos e montanhas. Fui caminhando pelas estradas de terra ou similar. Num dado momento fui para a costa, pois achei que seria mais belo o passeio. Passei por uma linda jovem argentina que me orientou sorridente sobre o caminho. Encontrei pequenos grupos de lobos marinhos e cheguei bem perto, o que me permitiu observá-los bem. Acho que foi um erro, pois devo tê-los deixado nervosos. Na hora não avaliei isso bem. Mas não houve nenhuma reação de ataque ou surto visível, embora tenha percebido que eles pareciam ter ficado tensos. Devido a isso, resolvi afastar-me e não mais me aproximar tanto. Encontrei uma monitora que me explicou sobre lobos e leões marinhos. Por ter ido pela costa e praias, acabei não vendo a placa que dizia que alguns locais não eram permitidos e que tinha que pagar uma taxa. Quando cheguei à entrada principal, o responsável disse que eu não poderia ter passado por uma área de que vim, perguntando-me se não tinha visto a placa na estrada ou não tinha querido ver. Ele parecia irritado. Pediu-me o ingresso. Como a monitora não havia me cobrado, achei que poderia ser indevido e lhe disse que ela não me havia cobrado. Ele se irritou bastante e disse que ele estava cobrando, já em tom bem mais alto 😠. Eu paguei, ele acalmou-se, deu-me algumas informações sobre as montanhas e o local. Fui dar um passeio e conhecer as montanhas, que tinham aparência interessante, diferente, parecendo até de outro planeta. Realmente grandiosas . Depois, já perto do pôr do sol, voltei a pé. No caminho, acho que ele passou por mim com sua caminhonete.
      Na 5.a feira 15/03 peguei um ônibus para Rio Gallegos. Novamente belas paisagens, mas desta vez bem mais desérticas. Neste ou em outros trajetos pude ver guanacos, criações de ovelhas e fazendas com fileiras de álamos próximos às casas, que segundo me explicaram eram plantados para cortar o vento, muito forte na Patagônia. Cheguei lá na 6.a feira 16/03 pela manhã. Estava bem mais frio 🥶, obrigando o uso da roupa mais pesada (fleece) e da jaqueta (anoraque). Conversei com uma atendente pública local, que me explicou sobre a região, os pontos a conhecer e me falou sobre as precauções a tomar com o frio. Dei um passeio pelo centro da cidade e fui a uma agência de turismo perguntar sobre os possíveis passeios. Embora tenha achado interessante o lago na cratera de um vulcão, achei muito caro e distante. Resolvi então contemplar a orla e o centro. Achei a paisagem do mar muito bela 👍.
      Para as atrações de Rio Gallegos veja https://www.patagonia-argentina.com/rio-gallegos-ciudad/. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, a cidade, a orla e o mar.
      Parti no próprio dia para Punta Arenas. A ida para Ushuaia via terrestre era inviável, porque passava pelo Chile e as companhias argentinas não faziam diretamente. Saí no início da tarde e cheguei na parte final da tarde. No ônibus um judeu me perguntou de que cidade eu era, e quando disse que era de São Paulo, ele fez um ar de admiração e falou “uma cidade muito perigosa”. Falou de um jeito que imaginei que conhecesse São Paulo . No caminho paramos para fazer a saída da Argentina e entrada no Chile. No escritório havia um mapa bem amplo da região e descobri que existia uma reserva florestal em Punta Arenas, pela qual me interessei. Em Punta Arenas fiquei hospedado numa casa que funcionava como hotel, aparentemente de uma mulher judia. Ainda saí para dar uma volta nos arredores e conhecer um pouco da cidade. Encontrei uma pequena empresa de informática e lhes perguntei sobre como eram as condições de trabalho ali. Quando voltei, Eli (acho que este era o nome da dona) me disse “Metió sus patitas en el barro.” ou algo parecido, quando eu pedi desculpas e fui lhe pedir um pano ou vassoura para limpar a sujeira que tinha deixado. À noite deste ou do dia seguinte (ou em ambas), fui jantar num restaurante, pedindo espaguete e tomando vinho 👍. O vento era muito forte e frio, o que fazia a sensação térmica diminuir muito. A temperatura estava perto de zero graus 🥶.
      Para as atrações de Punta Arenas veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/punta-arenas. Os pontos de que mais gostei foram a reserva florestal e a paisagem do mar.
      No sábado 17/03 dei um passeio por Punta Arenas e depois fui conhecer a Reserva Florestal de Magalhães, que havia descoberto na estrada. Antes passei pela Ordem Salesiana para conhecer suas obras e pelos edifícios mais famosos da cidade. Depois, de acordo com o mapa, rumei para a reserva. Havia uma ladeira, que fazia um corredor de vento para o mar. Quando estava chegando lá em cima, o vento era tão forte, que eu andava para frente sem sair do lugar. Aí andei os metros finais agachado, diminuindo minha superfície e, portanto, a força que o vento exercia sobre mim . Caminhei até a reserva passando por paisagens naturais de que gostei. Gostei muito da reserva também , com seus bosques preservados, sua vista de montanhas e paisagens naturais, os sinais da presença de castores, embora não tenha visto nenhum, suas árvores típicas da região e a vista ampla da região, a partir de alguns pontos mais elevados. Depois retornei no fim da tarde. Neste dia o tempo amanheceu nublado, depois garoou, depois abriu o sol, depois choveu com média intensidade, voltou a abrir o sol, nevou fraco e parou . Uma amostra de como o tempo muda rápido nesta região. A noite voltou a fazer muito frio novamente 🥶, que era mais sentido devido ao vento muito forte.  Se bem me lembro, foi aqui que minhas mãos começaram a perder o movimento, depois que o sol se foi. Era difícil até esfregá-las. Eu não levei luvas. Tentei colocá-las dentro da roupa, mas adiantou pouco. O sangue parecia estar parando de fluir. Quando cheguei ao hotel, reaqueci-as e senti a vida voltar. Como deve ser difícil ficar numa situação destas como ocorre com os montanhistas em situações inesperadas.
      No domingo 18/03 resolvi ir para Ushuaia, mesmo sabendo que aos domingos não havia transporte direto. Peguei um ônibus até Puerto Porvenir, já na Terra do Fogo. Para chegar lá precisamos pegar uma balsa para atravessar o Estreito de Magalhães. Acho que foi aqui que pensei em nadar enquanto esperava, mas a água estava muito fria e não me arrisquei. Achei a travessia muito bela, com vistas espetaculares . Vários delfins (eu acho) 🐬 acompanharam o barco. Quando chegamos lá acho que houve algum problema de um dos veículos que vieram no barco com um policial, o que fez a viagem atrasar e ficarmos parados um tempo. Na viagem havia vários americanos, alguns de Wyoming, que sabiam falar um pouco de espanhol. Havia também uma queniana (ou descendente de quenianos) radicada na Bolívia. Conversei com os americanos sobre a viagem, suas expectativas e como o ambiente se parecia com o local onde moravam. Conversei com a queniana-boliviana sobre a Reserva do Masai Mara. Combinei com ela de irmos juntos ao Parque Nacional da Terra do Fogo no dia seguinte, se bem me lembro, encontrando-nos na porta por volta de 8h. As paisagens naturais do resto da viagem também me pareceram belas. Chegamos à noite. Depois de pesquisar um pouco, resolvi experimentar um hostel (pela primeira vez na vida), visto que com a dolarização, os hotéis regulares pareciam-me caros. Foi o primeiro de muitos .
      Para as atrações de Ushuaia veja https://turismoushuaia.com/?lang=pt_BR. Os pontos de que mais gostei foram o parque, o glacial, as paisagens naturais e a vista da cidade e do mar.
      Na segunda-feira 19/03 fui até o Parque Nacional da Terra do Fogo. Perdi a hora de manhã e cheguei 1h atrasado ao encontro marcado . A moça não me estava esperando (imagino que desistiu). Fui caminhando e adorei o parque. Assim como a Reserva Florestal de Magalhães, havia muitas paisagens naturais a observar, cursos de água, montanhas, árvores e vegetação típicas etc . Fiquei lá o dia inteiro. Encontrei um japonês no meio do caminho que me disse que achava frio para acampar ali. Saí no pôr do sol. Desta vez fui tirar o barro dos meus tênis num local que parecia um tanque no banheiro. Voltei à noite ao hostel.
      Lá conheci um casal de europeus, americanos ou canadenses (não me lembro bem). Não percebi no hostel que na cama de baixo havia uma moça e troquei de roupa no próprio quarto num dos dias . Ela, que era eslovena e estava quase dormindo, virou para o outro lado. Depois, quando percebi que era uma moça, fui pedir desculpas.
      Na 3.a feira 20/03 fui explorar a cidade e seus arredores. A vista do oceano em direção à Antártica parecia linda. Tentei verificar a possibilidade de ir até lá, nem que só um pouquinho, mas achei inviável o tempo necessário. Não tinha me preparado para tal. Após andar pela cidade e reencontrar o casal do hostel, fui em direção ao Glacial Martial (https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g312855-d313939-Reviews-Glacier_Martial-Ushuaia_Province_of_Tierra_del_Fuego_Patagonia.html). Nunca tinha ido a um Glacial. Não sabia o que esperar. Não estava preparado em termos de equipamentos. Fui de tênis de pano (ou couro). Mas adorei . Era uma geleira pequena, mas subi nela até onde achei seguro, para não escorregar. Sentei até um pouco, para apreciar a maravilhosa vista, tanto das montanhas acima e do glacial, como da paisagem abaixo, com a cidade e o oceano. Achei ambas espetaculares. Mas era frio. Depois de apreciar bastante e quase ficar meditando um tempo lá, voltei para a cidade e fui apreciar novamente a orla.
      Na 4.a feira 21/03 peguei um ônibus para Puerto Natales, no Chile novamente, para ir conhecer Torres del Paine. Tivemos que fazer entroncamento, posto que a rota regular, se bem me recordo, era direto para Punta Arenas. Não me recordo bem se cheguei a ir até Punta Arenas (acho que não) ou se parei num ponto intermediário (acho que é mais provável). Cheguei em Puerto Natales no meio da tarde e me hospedei num pequeno hotel. Saí para dar uma volta na cidade, antes do pôr do sol.
      Para as atrações de Puerto Natales veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/puerto-natales. Os pontos de que mais gostei foram Torres del Paine, a caverna com o animal extinto e as paisagens naturais.
      Na 5.a feira 22/03 fui até o Parque de Torres del Paine (https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Torres_del_Paine). Se bem me lembro, havia um ônibus de turismo que ia até a porta do parque e depois pegava as pessoas no fim do dia para retornar (acho que eram vários horários de retorno). Na ida passamos por paisagens que achei espetaculares, das montanhas nevadas e da vegetação nativa. Paramos num espelho d’água formado por um lago com montanhas ao redor, como eu só tinha visto em filmes e quadros. A partir da porta do parque fui caminhando em direção às torres. Achei toda a paisagem espetacular . Até bebi água em um riacho, mas a temperatura da água era muito baixa. Tive algum tipo de torção ou mau jeito no joelho, pois devido ao horário de volta do último ônibus resolvi acelerar. Achei espetaculares as torres e toda a paisagem no seu entorno . No retorno, pouco depois do meio do caminho, encontrei dois geólogos brasileiros, que trabalhavam para companhias de petróleo. Eles me deram carona até a entrada e afastaram qualquer risco de perder o último ônibus. Inclusive, se bem me lembro, acho que devido a isso peguei o penúltimo. Estavam fazendo pesquisas devido à similaridade daquela região com o fundo do mar, onde se explora petróleo. Falaram que era o primeiro local turístico em que foram trabalhar.
      Na 6.a feira 23/03 fui até uma caverna com registros pré-históricos que era próxima da cidade. Talvez fosse a Cueva del Milodon (https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/torres-del-paine/monumento-natural-cueva-del-milodon). Achei interessante a caverna com seus registros humanos pré-históricos e o Milodon, um animal extinto há muito tempo 👍. Se bem me lembro fui e voltei de ônibus. No meio da tarde peguei um ônibus para El Calafate. Cheguei no início da noite e fiquei hospedado numa casa. A dona avisou-me para tomar cuidado quando fosse ao Lago Argentino, porque havia muito barro no entorno.
      Para as atrações de El Calafate veja https://www.patagonia-argentina.com/el-calafate/. Os pontos de que mais gostei foram o Glacial Perito Moreno, o Lago Argentino, com seus flamingos e as paisagens naturais.
      No sábado 24/3 peguei uma excursão para conhecer o Glacial Perito Moreno (https://pt.wikipedia.org/wiki/Geleira_Perito_Moreno). Logo de manhã combinei a excursão com uma agência e fomos num micro-ônibus. A guia sugeriu que tapássemos os olhos no caminho e só abríssemos quando ela avisasse, para termos a surpresa de ver o glacial. Gostei bastante da paisagem, com geleiras e depois gostei do Glacial, com o lago em que estava inserido . Pegamos um barco e fomos até certo ponto, para vê-lo de mais perto. Disseram-me alguns anos depois, que não se ia mais de barco até perto do glacial, devido ao aquecimento global e aos deslizamentos. Não sei como está atualmente. Havia uma escada com muitos degraus, que a guia disse para aqueles que poderiam ter alguma dificuldade de mobilidade (idosos por exemplo), avaliarem se compensava descer. Eu fui até o último degrau e apreciei a paisagem de cima e de baixo. Gostei bastante da paisagem. Vimos algumas quedas de blocos de gelo, imagem famosa em vídeos. Na época não tão comum quanto atualmente. Na volta ganhamos um chocolate quente ☕.
      Depois, mais tarde, eu fui dar um passeio numa parte do Lago Argentino que era próximo. Achei o lago espetacular . Os flamingos no meio, em grande quantidade, embora já estivesse perto do entardecer, davam um colorido que tornava a paisagem ainda mais bela. Sujei bastante meu tênis com a lama do entorno. Quando voltei, perguntei para a filha da dona se ela poderia limpar meu tênis, comigo pagando, e a mãe, ouvindo, disse “Eu não te avisei” . Achei que a moça não gostou muito da ideia, pois daria um trabalhão e resolvi eu mesmo lavar no dia seguinte.
      No domingo 25/3 fui dar uma volta nos arredores, andando por boa parte da margem do Lago Argentino e apreciando a paisagem. Gostei muito de tudo 👍. Durante o passeio, quando estava bem longe da cidade, 2 cachorros 🐕 começaram a me acompanhar. Como gosto de cachorros, fiz agrado para eles e fizemos parte do passeio juntos. Mas eu pensei que depois eles ficariam por ali. Quando comecei a voltar, eles começaram a me acompanhar. No começo não me importei e pensei que iriam desistir. Depois fiquei preocupado, pois claramente não sabiam andar nas ruas e já estávamos chegando perto da estrada e da cidade. Tentei espantá-los, mas não havia meio de voltarem. Achei que poderiam morrer atropelados, pela total falta de traquejo que demonstravam com as ruas. Falei com um homem que estava na rua, perguntando sobre como resolver aquela questão. Ele riu da minha dúvida e disse que não sabia de quem eram os cachorros e me disse para atirar uma pedra neles. Eu não podia fazer isso. Eu gosto muito de cachorros. Mas andei mais um pouco e eles quase foram atropelados. Aí, com enorme dor no coração, atirei uma pedra do lado deles. Mas eles não entenderam e continuaram atrás, novamente, indo pela rua e quase sendo atingidos por carros. Aí resolvi atraí-los para fora da rua, peguei uma pedra não muito grande e acabei atirando no dorso, de modo a causar o mínimo impacto possível. Nunca vou esquecer a fisionomia de decepção dos cachorros, que me seguiram com amor e me viram atirar pedras neles. Foi uma facada na minha alma 😢. Mas eles pararam de me seguir e acho que voltaram para os campos. Talvez tenha funcionado, mas acho que o preço foi alto.
      À noite peguei um ônibus para Comodoro Rivadavia. Cheguei no dia seguinte, 2.a feira 26/3, entre o princípio e o meio da manhã. Considerando o tempo que eu tinha disponível e as atrações a conhecer, resolvi ficar somente um dia e pegar um ônibus para Bariloche no fim do dia.
      Para as atrações de Comodoro Rivadavia veja https://www.comodoroturismo.gob.ar e https://manualdoturista.com.br/comodoro-rivadavia. Os pontos de que mais gostei foram o Museu do Petróleo, as informações sobre as Malvinas e a guerra, as construções na cidade, a praia e a vista do oceano.
      Fui a um escritório de turismo municipal perguntar por sugestões de pontos a visitar. Além da cidade e do museu, foi sugerido conhecer a Praia de Rada Tilly. Perguntei se não seria mais interessante conhecer um campo com alguns aerogeradores de energia eólica (naquela época nunca tinha visto nenhum). O atendente disse-me que era muito longe, num caminho que não tinha outras atrações e era deserto, o que poderia me deixar à mercê de algum acidente ou problema nas pernas ou pés. Resolvi então seguir a sugestão e ir a Rada Tilly, que achei uma praia muito bonita, porém cuja aproveitabilidade ficava comprometida pelo clima frio. Mas a paisagem agradou-me, incluindo o caminho 👍. Antes tinha ido ao Museu do Petróleo, que achei bastante interessante 👍. Nele ou em algum local anexo, havia uma exposição sobre as Malvinas, com informações sobre a guerra, que achei bastante interessantes também, apenas pontuando que era a visão argentina do conflito, que apesar disso me pareceu razoavelmente isenta, mas ainda assim sob a ótica argentina. Dei também um passeio pela cidade, sua catedral, seus edifícios históricos etc.
      Depois de voltar de Rada Tilly, peguei o ônibus para Bariloche. A viagem durou quase 1 dia, se bem me lembro. Conversei com algumas pessoas durante a viagem, sendo que me falaram de cidades na região de Bariloche que tinham pouca população, mas concentravam muitos artistas e amantes de filosofia e artes. Durante a viagem, após saber que eu era brasileiro, o jovem comissário do ônibus perguntou-me “Pelé ou Maradona?” ⚽. Respondi que Pelé tinha feito mais de 1.200 gols e Maradona menos de 200, Pelé tinha sido 5 vezes campeão do mundo e Maradona só 1 etc. Ele retrucou para mim que Pelé jogava com os mestres. Continuamos um pouco na conversa, mas olhei para os outros passageiros e percebi que muitos estavam me olhando. Para não causar confusões, falei então “Cada um no seu tempo”, que é algo em que creio e que acho que apaziguou os ânimos .
      Cheguei no início da tarde da 3.a feira 27/3. Achei a paisagem da viagem magnífica , principalmente na região de Bariloche. Havia muitos lagos e montanhas entremeados, além das paisagens com vegetação natural aparentemente preservada. Hospedei-me numa casa, que funcionava como hotel. Consegui gratuitamente mapas com informações e sugestões de passeios 👍.
      Para as atrações de Bariloche veja https://barilocheturismo.gob.ar/br/home. Foi um dos pontos de que mais gostei . O que mais me agradou foram as paisagens naturais, os lagos, a vista do Monte Campanário e os locais naturais e típicos do Circuito Pequeno (Chico).
      Inicialmente, como ainda havia luz do sol, fui dar uma caminhada acompanhando o curso do lago que ficava perto da área central. Durou umas 2 horas. Achei magnífica a paisagem.
      Nos 2 dias seguintes fui realizar o Circuito Pequeno (Chico) e subi no Monte Campanário. Decidi subir pela trilha, que estava com a infraestrutura bastante comprometida, mas nada que me parecesse ameaçar a segurança, apenas causando maior necessidade de esforço físico e fazendo sujar os calçados e as roupas. A vista lá de cima foi uma das mais belas que já vi  , englobando a paisagem natural, com lagos, montanhas, picos nevados, florestas, vilas etc. Andando pelo circuito, pude ver muitos atrativos naturais, paisagens de que muito gostei. Houve também a Colônia Suíça, que achei interessante.
      Na 5.a feira 29/3 à tarde fui pegar um ônibus para Buenos Aires e posteriormente a São Paulo. Optei pelo ônibus porque o preço da passagem aérea só de volta era mais alto do que o de ida e volta . A porta da casa estava trancada, eu tocava a campainha, batia palmas e ninguém aparecia para abrir. Comecei a ficar preocupado em perder a hora. Aí comecei a gritar e a atendente veio abrir a porta. Acho que ela ficou com medo, talvez não sabendo quem estava na porta. Imagino que quando reconheceu minha voz veio abrir. Talvez por ser chilena e não conhecer bem a cidade ou por estar em alguma situação irregular, tenha ficado com medo se fosse um desconhecido.
      Peguei o ônibus por volta de 17h. A viagem até Buenos Aires novamente teve belas paisagens 👍, mas não tão espetaculares quanto a anterior. Durou 1 dia. Chegando lá na 6.a feira 30/3, comprei uma passagem para São Paulo pela Viação Pluma (https://www.pluma.com.br). Fizemos a entrada por Paso de los Libres e Uruguaiana no fim da madrugada. O atendente da Polícia Federal olhou-me com cara feia, após carimbar meu passaporte e eu avisar que era brasileiro e que não precisava ter carimbado como entrada de viajante. Acho que pensou que eu era estrangeiro . Depois de entrar no Brasil, já não havia mais refeições incluídas no preço da passagem. A viagem pelo Brasil, pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo apresentou paisagens que achei magníficas . Fomos pelo interior e passamos por cânions, campos, amplas áreas com vegetação nativa, montanhas etc. No sábado 31/3 almoçamos numa churrascaria em Passo Fundo. Eu sou vegetariano e não peguei carne. Num dado momento, o moço que servia o rodízio veio oferecer-me gentilmente linguiça calabresa. Eu disse que não tinha comprado o rodízio, mas ele disse que era cortesia. Falei então que não comia carne e vi sua cara de decepção. Fiquei um pouco tocado por ter rejeitado a sua gentil oferta. No Rio Grande do Sul, ainda mais naquela época, imagino que vegetarianos deveriam ser raríssimos. A viagem foi cansativa 😫, as pernas, os glúteos e as costas ficaram doendo um pouco, mas as paisagens foram muito belas. Cheguei em São Paulo perto de 5h da manhã do dia 01 de abril, data em que fazia 32 anos.
    • Por Matheus Verdan
      O vídeo acima explica quais são exatamente, todos os documentos necessários para entrar na Argentina com seu automóvel.
      Algumas informações e duvidas de muitas pessoas como:
      - Posso viajar com o automóvel financiado?
      - Qual seguro preciso ter para entrar na Argentina?
      - É exigido alguma vacina para entrar na Argentina?
      As perguntas acima são algumas de muitas outras que você não terá mais duvida depois de ver esse vídeo.
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      Direção Nacional de Imigração:
      Dirección: Av. Antártida Argentina, 1355, Ciudad de Buenos Aires
      Código postal: C1104ACA
      Teléfono: 54 (011) 4317-0234
      Correo electrónico: [email protected]
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      Contatos importantes
      Em caso de emergência, recomenda-se que o brasileiro disque o número 107, serviço de pronto-socorro municipal que pode enviar uma ambulância ao seu domicílio ou hotel. Brasileiros que passem mal em Ezeiza, entretanto, ou fora da cidade de Buenos Aires, devem chamar o Serviço de Emergência da Província de Buenos Aires, pelo telefone 911.
      Os dados dos serviços de utilidade pública da Argentina são:        
      Ambulâncias: 107       
      Bombeiros: 100          
      Defesa Civil (emergências): 103        
      Policia Federal: 101/911        
      Aeroportos: 5480-6111          
      Buetur (assistência ao turista): 0800 999 283887     
      Auxílio à lista: 110     
      Hora certa: 113
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