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Estocolmo, um guia para explorar as ilhas da capital sueca


Mari D'Angelo

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ūüď∑¬†Texto original com fotos aqui:¬†http://www.queroirla.com.br/guia-viagem-estocolmo/

Estocolmo é daquelas cidades que parecem ilustração de lata de biscoito, sabe? Um skyline de prédios baixinhos preenchendo as ilhotas formadas entre os canais que cortam a capital. Pelas janelas avistam-se apartamentos aconchegantes e escritórios bem decorados.

As ruas, seguras e limpas, s√£o ocupadas por pessoas praticando atividade f√≠sica (mesmo no frio congelante do inverno) e muitas fam√≠lias com crian√ßas. Tr√Ęnsito? Quase que s√≥ o de bicicletas na hora de sa√≠da do trabalho. Tamb√©m n√£o h√° superlota√ß√£o de habitantes ou turistas, o que torna a cidade muito agrad√°vel de conhecer.

A¬†Su√©cia, terra de gigantes como IKEA, H&M e Spotfy, j√° figura h√° um tempo no topo da tabela do IDH (√ćndice de Desenvolvimento Humano) mundial, e n√£o √© dif√≠cil perceber o porqu√™. O pa√≠s tem pol√≠ticas muito avan√ßadas em rela√ß√£o a temas como licen√ßa parental, igualdade de g√™nero e diversidade sexual. E embora cobre impostos alt√≠ssimos de seus habitantes, isso tudo √© refletido de forma muito positiva no bem estar e na qualidade de vida dos suecos.

Claro que, como em qualquer lugar do mundo, tem tamb√©m seus pontos negativos. Embora o sal√°rio dos suecos seja em m√©dia muito bom, para turistas¬†Estocolmo¬†√© uma cidade bastante cara. Al√©m disso, o clima frio e o fato de ter poucas horas de luz nos meses de inverno (em Janeiro por exemplo o sol se p√Ķe em por voltas das 15h30) pode n√£o agradar a muita gente

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Informa√ß√Ķes b√°sicas

Moeda:¬†Coroa sueca (1‚ā¨ = 10SEK aproximadamente). Prefira levar cart√£o de cr√©dito ou cart√Ķes multimoedas como o¬†Revolut¬†pois √© o meio de pagamento mais comum. Muitos estabelecimentos inclusive nem aceitam notas e moedas, estando identificados como ‚ÄúCash Free Zone‚Äú.

Língua: Sueco, mas a maioria da população fala inglês fluentemente.

Fuso horário: A Suécia está 4 horas adiantada em relação ao horário de Brasília (+1h no horário de verão sueco) e 1 hora adiantada em relação à Portugal continental.

Pol√≠tica:¬†O regime sueco √© o de monarquia constitucional. O rei Carl XVI Gustaf √© o atual chefe de estado para fun√ß√Ķes cerimoniais.

 

Como chegar do aeroporto ao centro de Estocolmo

Para ir do¬†Aeroporto de Arlanda¬†ao centro da cidade h√° algumas op√ß√Ķes dispon√≠ves, sendo essas as principais:

Arlanda Express:¬†A op√ß√£o mais r√°pida, pois √© um trem expresso que liga o aeroporto ao centro da cidade. O valor √© aproximadamente 30‚ā¨ e a viagem dura 20 minutos.¬†Confira aqui o site oficial com mais informa√ß√Ķes.

Trem Convencional:¬†Parte dos terminais 4/5 (√© poss√≠vel chegar a p√©, por dentro do aeroporto mesmo) e custa por volta 18‚ā¨. O trajeto at√© a Esta√ß√£o Central √© de aproximadamente 40 minutos. Como √© um transporte convencional, os trens t√™m diferentes destinos, por isso √© preciso ter aten√ß√£o √† plataforma e o hor√°rio de partida.

√Ēnibus:¬†O √īnibus √© a op√ß√£o mais barata e tamb√©m a mais demorada. O custo √© de aproximadamente 9‚ā¨ e o tempo em m√©dia 50 minutos.

Taxi:¬†A op√ß√£o mais confort√°vel mas tamb√©m a mais cara. O valor √© em m√©dia 60‚ā¨ e o tempo aproximadamente 40 minutos.

Para informa√ß√Ķes mais detalhadas consulte o site do Aeroporto.

 

O que fazer em Estocolmo?

A capital sueca é na verdade um arquipélago composto por 14 ilhas banhadas pelas águas do mar Báltico e ligadas entre si através de pontes.

Vou deixar aqui sugest√Ķes de coisas para fazer em algumas delas e um mapa para entender melhor as divis√Ķes. Muitas empresas tamb√©m oferecem passeios de barco prometendo mostrar a cidade por outro √Ęngulo.

Considero 3 dias um bom tempo para conhecer o principal, mas se tiver oportunidade de ficar mais um pouco, é definitivamente um daqueles lugares onde vale se perder sem pressa!

Eu fiz tudo a p√©, mas se o tempo for curto pode apelar pelo transporte p√ļblico, que √© bastante eficiente, ou alugar uma bike, j√° que a maior parte da cidade √© plana.

Se a ideia for entrar em muitas das atra√ß√Ķes tur√≠sticas pode valer a pena comprar o¬†Stockholm Pass.

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‚Ėł¬†Norrmalm e √Ėstermalm

Norrmalm é o centro comercial de Estocolmo, aquela parte da cidade mais cosmopolita, com lojas de redes internacionais e a movimentação dos turistas.

Kungsträdgården, a praça central da cidade, é rodeada por cafés, lojas, restaurantes e hotéis e é palco para eventos ao ar livre no verão e pista de patinação no gelo no inverno, além de dar um show na primavera, com a floração das cerejeiras.

As vias próximas à Estação Central também são bastante movimentadas, como a Drottninggatan, famosa rua de pedestres cheia de lojas e restaurantes, e a praça Hötorget, onde rola uma feira bem eclética, que vende desde apetitosas frutas e legumes até flores e antiguidades.

O bairro vizinho,¬†√Ėstermalm, j√° √© bem mais sofisticado, destino de quem pretende fazer compras em lojas de luxo. Mas mesmo para os pobres mortais √© uma √°rea bem agrad√°vel de conhecer, e dois bons motivos s√£o o parque¬†Humleg√•rden¬†e o mercado¬†√Ėstermalms Saluhall, parada perfeita para quem quer experimentar os sabores locais.

 

‚Ėł¬†Gamla Stan

√Č o centro velho de¬†Estocolmo, uma das partes mais interessantes da cidade. Entre as atra√ß√Ķes est√£o o¬†Pal√°cio Real, o¬†Museu do Pr√™mio Nobel¬†e a¬†Catedral de S√£o Nicolau. A encantadora¬†Pra√ßa¬†Stortorget, um dos cart√Ķes postais de¬†Estocolmo, √© o cora√ß√£o da regi√£o.

A maior del√≠cia de¬†Gamla Stan¬†√© se perder por suas ruelas medievais, que durante o dia s√£o cheias de vida e √† noite calmas e silenciosas. √Č s√≥ entrar em qualquer loja de¬†souvenir¬†para notar algumas figuras que fazem parte da cultura sueca e da mitologia n√≥rdica, como o delicado¬†Dala Horse¬†e as r√©plicas de pedras r√ļnicas escandinavas. Tudo isso tem hist√≥rias interessant√≠ssimas que s√≥ d√£o mais vontade ainda de explorar a¬†Su√©cia!

Gamla Stan¬†tamb√©m √© um bom lugar para comer. Entre as muitas op√ß√Ķes de restaurantes, minha sugest√£o para quem quer conhecer a culin√°ria tradicional sueca √© o¬†Aifur, que tem todo um ar medieval ornando perfeitamente com a regi√£o!

Para mais dicas de restaurantes em Estocolmo e comidas típicas da Suécia veja este post!

 

‚Ėł¬†Djurg√•rden

Essa √© a ilha dos museus e parques tem√°ticos. Para os f√£s de Abba, h√° um¬†museu¬†interativo todo dedicado √† banda. J√° o¬†Skansen Museum¬†√© um espa√ßo √† c√©u aberto que recria a vida na¬†Su√©cia¬†atrav√©s de casas t√≠picas e encena√ß√Ķes. Um zool√≥gico tamb√©m faz parte dessa atra√ß√£o, por isso n√£o visitei.

Ainda em Djurg√•rden fica o incr√≠vel¬†Vasa Museum, dedicado √† embarca√ß√£o do s√©culo XVII que naufragou em sua primeira viagem e ficou 300 anos no fundo do mar. O navio foi resgatado, restaurado e colocado em exposi√ß√£o para que o p√ļblico conhe√ßa em detalhes sua fascinante hist√≥ria.

Quem tem crian√ßas ou tempo de sobra, ainda pode explorar o¬†Gr√∂na Lund, parque de divers√Ķes mais antigo da¬†Su√©cia.

 

‚Ėł¬†S√∂dermalm

Esse é o pedaço mais hipster de Estocolmo! Andando pela rua Götgatan e arredores dá pra sentir essa vibe nos suecos e gringos estilosos que frequentam os muitos cafés, galerias e brechós espalhados por lá (aliás, se é do time das roupas de segunda mão, Estocolmo é o paraíso!).

Há também alguns museus interessantes como o Fotografiska, para os apaixonados por fotografia e o Stockholm City Museum, que é grátis, e conta de forma bem didática um pouco da história da cidade.

Mas talvez o mais impactante dessa ilha seja a vista absurdamente incr√≠vel que se tem a partir do¬†Monteliusv√§gen, uma trilha quase escondida com alguns mirantes espalhados pelo caminho. Pode n√£o ser t√£o central ou pr√≥ximo das atra√ß√Ķes tur√≠sticas, mas garanto que vale muito a pena!

Outros dois lugares para ver¬†Estocolmo¬†do alto s√£o o terra√ßo do¬†S√∂dra Teatern¬†e o topo do¬†Katarinahissen, um elevador que liga a parte baixa a alta da cidade e onde funciona o restaurante panor√Ęmico¬†Eriks Gondolen.

 

‚Ėł¬†Kungsholmen

A maior atra√ß√£o dessa ilha √© o¬†Stadshus, o pr√©dio da prefeitura, que al√©m da sua fun√ß√£o governamental √© importante por ser o local do jantar de cerim√īnia dos Pr√™mios Nobel.

Mesmo que não faça a visita interna, é possível conhecer sem custos a parte externa, que tem um jardim lindo e vistas interessantes para as outras ilhas.

 

‚Ėł¬†Skeppsholmen¬†e Kastellholmen¬†

A pequena¬†Skeppsholmen¬†√© acessada pela¬†Skeppsholmsbron, a ponte-cart√£o-postal de¬†Estocolmo¬†famosa por suas coroas douradas. Embora n√£o tenha muitas atra√ß√Ķes al√©m do¬†Museu de Arte Moderna, a ilha e sua adjacente,¬†Kastellholmen, s√£o lugares perfeitos para uma caminhada tranquila a beira-mar!¬†

 

‚Ėł¬†B√īnus: Arte no metr√ī¬†de Estocolmo

N√£o √© s√≥ na superf√≠cie que a capital sueca encanta e surpreende. Seu subterr√Ęneo tamb√©m atrai curiosos para conhecer a exposi√ß√£o de arte mais longa do mundo, o metr√ī de¬†Estocolmo!

As cem esta√ß√Ķes vem sendo decoradas por artistas desde 1957, seja com pinturas, esculturas ou instala√ß√Ķes. Como n√£o usamos o metr√ī para o transporte, compramos um bilhete unit√°rio, v√°lido por 75 minutos, s√≥ para explorar as interven√ß√Ķes. Apesar de ter feito um roteiro maior, houve uma interrup√ß√£o por tempo indeterminado na terceira esta√ß√£o e acabamos n√£o conhecendo o resto, mas destaco a T-Centralen (linha azul) e a Stadion (linha vermelha).

O site¬†Visit Stockholm¬†tem informa√ß√Ķes mais completas sobre as obras. Para informa√ß√Ķes oficiais sobre os bilhetes,¬†clique aqui.

 

O que comer em Estocolmo?

Provavelmente as alm√īndegas sejam a iguaria mais famosa do pa√≠s, assim como as salsichas e carnes ex√≥ticas (para n√≥s), como a de alce. Mas a gastronomia sueca tamb√©m √© muito baseada no mar, com pratos de peixe como salm√£o e bacalhau fresco. Os acompanhamentos costumam ser pur√™ de batata, a t√≠pica gel√©ia de¬†lingonberries, legumes e vegetais.

Talvez ainda mais importante que as refei√ß√Ķes seja a hora do caf√©zinho, que tem at√© nome ‚Äď Fika! Os p√£es geralmente tem vers√Ķes saud√°veis como integrais ou com sementes ou o¬†kn√§ckebr√∂d, prefer√™ncia nacional, que √© bem fininho e pode ser consumido no caf√© da manh√£ ou como entrada. J√° os doces n√£o s√£o l√° muito fitness, as vitrines apresentam uma enorme variedade de op√ß√Ķes como o bolo da princesa ou o rolinho de canela com cardamomo.

Veja aqui¬†um post especial sobre a comida t√≠pica da Su√©cia e sugest√Ķes de restaurantes em Estocolmo.

ūüď∑¬†Texto original com fotos aqui:¬†http://www.queroirla.com.br/guia-viagem-estocolmo/

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    • Por Lizandrablank
      Oi pessoal!
      Estou programando 10 dias em Amsterdam no início de 2022, sabe como tem sido a questão da Covid-19 pra viajantes totalmente vacinados? E todos os protocolos no aeroporto?
      Aceito dicas e companhia!!! 
      Boa viagem ūüõ©ÔłŹ
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Famosa pelo flamenco, tapas, futebol, Gaudi, festas e praias espetaculares, h√° uma infinidade de coisas para fazer na Espanha.
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      Continue lendo em:¬†14 Principais Atra√ß√Ķes Culturais e Atividades p/ Fazer na Espanha
    • Por TardoAventura
      Aventura na Serra da Arr√°bida, Set√ļbal, Portugal.
      1,5 Kms de adrenalina e superação até ao cume da Espantosa Serra da Arrábida!
      Seguindo a PR2 STB que é 5 estrelas a nível de sinalização!
      Sigam-nos em :
      Wikiloc: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/user.do?id=4716837
      Boas Caminhadas!
    • Por philip_rodrigo
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      ESC√ďCIA
       
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      Esta parte da viagem, vamos compartilhar com voc√™s para tentar ajudar e facilitar a quem est√° planejando conhecer esse bel√≠ssimo pa√≠s. Viajamos em casal e entre os principais locais/regi√Ķes que visitamos na Esc√≥cia est√£o: Edimburgo, Rosslyn, Stirling, Highlands e Ilha de Skye. Nosso itiner√°rio foi o seguinte:
      OBS: lembrando que a viagem começa no dia anterior, já que o voo sai do Brasil em um dia e chega ao país de destino no dia seguinte.
       
      Dia 1:¬†Chegada. Pegamos o Voo da KLM de Fortaleza para Edimburgo com escala r√°pida em Amsterd√£. Chegamos em Edimburgo por volta de 12:40. Imigra√ß√£o tranquila, a √ļnica pergunta que o agente fez, foi se era a nossa primeira vez na Esc√≥cia e pronto, passaporte carimbado. No Aeroporto, para ir ao centro, pegamos um √īnibus bem confort√°vel, na parada D, o Arlink 100, e descemos na √ļltima parada Warvely Bridge. Comprando ida e volta (open return) √© mais barato, esse ticket custou 7,50 Libras em 2019 e pode ser comprado tanto no guich√™ quanto com o motorista, por√©m comprando no motorista o dinheiro tem que estar na conta certa, pois ele n√£o d√° troco.
      O Hotel que ficamos foi o Hub Premmier Inn Edinburgh Royal Mile, o preço foi de 240 Libras por 4 noites. Os Hotéis estilo Hub da rede Premmier Inn possui quarto pequeno, mas bem moderno, espaço dividido e funcional. Esse hotel específico fica uns 10 minutos da estação de trem e menos de 5 minutos da Royal Mile.
      Depois de descansar 1 horinha da viagem, o dia restante da chegada foi para fazer o reconhecimento da rua mais famosa de Edimburgo, a Royal Mile. Uma volta no tempo. O ideal √© explorar a rua sem compromisso para ir admirando a arquitetura e explorar os v√°rios becos da cidade, as famosas¬†Closes. Indo no sentido ao Castelo, voc√™ passa pelo beco mais famoso, Mary King Close, pela Saint Giles Cathedral, e j√° no final, perto do Castelo de Edimburgo, tem uma loja chamada Tartan Weaving, com 5 andares. √Č l√° que d√° para comprar blusas, chales, gorros e outras coisas com as famosas estampas escocesas.
      Continuando a caminhada, indo para o lado esquerdo e descendo umas escadas sa√≠mos na Victoria Street, a famosa rua oval com as fachadas das lojas coloridas. Dizem que a J.K. Rowling se inspirou nessa rua para criar o Beco Diagonal da s√©rie Harry Potter. Descendo e virando a direita encontramos a Grassmarket, uma pra√ßa bonita com alguns restaurantes. No final da pra√ßa se tem uma vis√£o bel√≠ssima do Castelo. Depois, voltando um pouco e subindo uma rua no sentido oposto da Victoria Street sa√≠mos no Cemit√©rio de Edimburgo. N√£o, n√£o √© um passeio f√ļnebre √© um dos cemit√©rios mais bem cuidado e bonito que j√° vimos. Em frente, atravessando uma pequena rua, tem uma est√°tua do cachorro Bobby, s√≠mbolo de fidelidade da Esc√≥cia.
      Nessa mesma rua da Estátua fica o famoso restaurante Elephant house, mas deixamos para entrar outro dia, pois fomos bater nosso ponto no Hard Rock Café da cidade.
       

      Victoria Street
       
      Dia 2:¬†Voltamos a andar pela Royal Mile, mas dessa vez para visitar as atra√ß√Ķes. A primeira foi a C√Ęmera Obscura e o Mundo das Ilus√Ķes, uma atra√ß√£o bem divertida e interativa eu diria at√© que imperd√≠vel, assim como o Castelo de Edimburgo. Muitas salas com ilus√£o de √≥tica, truques utilizando a f√≠sica e ao final da visita, no telhado, local que rende excelentes fotos da cidade, tem uma experi√™ncia surpresa bem bacana. A visita durou mais ou menos 1h30 ‚Äď 2 horas. O valor do ingresso individual foi 16 Libras.
      Depois, bem pertinho da C√Ęmera, fomos ao Castelo de Edimburgo, talvez a principal atra√ß√£o da cidade. Ficamos praticamente umas 4 horas dentro do Castelo e deu tempo para explorar tudo. As atra√ß√Ķes que mais gostamos foram:
      - O tiro do canhão as 13 horas, One o’Clock Gun, que tem toda uma preparação e um ritual antes do disparo.
      - A sala da coroa, com as joias da coroa escocesa e a pedra do destino, utilizada na coroa√ß√£o dos reis por s√©culos, desde Eduardo I, aquele da briga com William Wallace, at√© os dias de hoje. Na pr√≥xima coroa√ß√£o da monarquia brit√Ęnica, essa pedra ser√° levada para a Abadia de Westminster para ser colocada embaixo do trono da coroa√ß√£o.
      - Royal Palace, antiga moradia da família real.
      - Grande Sal√£o, decorada com itens medievais.
      - Sala de pris√£o de guerra, localizada no subterr√Ęneo do castelo, era um local de pris√£o, execu√ß√£o e tortura. Existem muitos itens no local que remete a √©poca medieval.
      No castelo ainda tem a sala de guerra e a St. Margaret’s Chapel, uma capela pequena e bem pitoresca. Não menos importante, a vista que se tem da cidade do terraço do castelo é espetacular. O ingresso individual custou 17,50 Libras.
      Continuando o passeio do dia, descemos até ao Princes Street Gardens. Vimos o Scott Monument, mas não subimos, são 287 Degraus, preferimos continuar caminhando por 1 hora no parque. Ao lado do parque tem a Princes Street, avenida que tem lojas como a Boots, Primark e H&M. Paralela a Princes Street tem uma rua chamada Rose Street, bem charmosa. Uma curiosidade: ali perto, na 128 St. Charlote Street, morou Graham Bell, o inventor do telefone.
       

      C√Ęmera Obscura e o Mundo das Ilus√Ķes
       
      Dia 3:¬†Foi o dia de visitar o National Museum of Scotland, o Museu Nacional da Esc√≥cia, e que museu, ficamos das 10:00 at√© 13:30, mas dava para ficar o dia inteiro. Uma das atra√ß√Ķes mais interessante do Museu √© a ovelha Dolly empalhada. Como o museu √© grande, o ideal √© estudar e anotar as principais atra√ß√Ķes que voc√™ tenha interesse para visitar. As salas que achamos bastante interessantes foram as alas da Hist√≥ria da Esc√≥cia, Hist√≥ria Eg√≠pcia e Animal World. O museu √© bastante interativo, tem algumas salas com alguns itens para voc√™ interagir, d√° para pilotar um simulador dentro de um carro de f√≥rmula 1 por exemplo. Destaque tamb√©m √© o sal√£o principal com uma arquitetura muito bonita.
      Nesse dia, almoçamos no famoso café Elephant House, que fica perto do museu, e nos sentamos mais ao fundo do restaurante, perto da janela onde a J.K. Rowling tinha a visão do cemitério e escrevia alguns trechos da saga Harry Potter. Sobre a experiência do restaurante, esperamos uns 10 minutos para sentar, atendimento normal e a comida foi ok, não era ruim, mas também não era nada espetacular.
      Depois descemos a Royal Mile no sentido contr√°rio ao que fizemos no 1¬ļ dia para fazer a visita ao Palace of Holyroodhouse. Quase tiramos essa atra√ß√£o do roteiro e ainda bem que n√£o fizemos isso, o pal√°cio √© muito bonito, com muita hist√≥ria relacionada aos Stuarts. E as ru√≠nas da Abadia do s√©culo XII, frequentada por Robert de Bruce, para quem gosta de hist√≥ria antiga √© de tirar o folego. No pal√°cio, tem uma sala onde ocorreu o assassinato de David Rizzio, secret√°rio da rainha Mary Stuart, pelo ent√£o marido da rainha Lord Darnley. Tem uma mancha no piso da sala, que dizem ser do sangue de Rizzio. Demoramos 2 horas para visitar todo o complexo. O ingresso individual custou 15 Libras com audioguia incluso.
      Depois do pal√°cio fomos subir o Arthur‚Äôs Seat, isso j√° era umas 18:00. Foi uma das melhores atra√ß√Ķes que fizemos em Edimburgo. A subida √© bem bonita, com bastante flores t√≠picas amarelas escocesas, a vista vai ficando cada vez mais interessante, por√©m v√° preparado com gorro, luvas e etc, porque faz muito frio e venta bastante no local. Demoramos uns 40 minutos para subir. A vis√£o l√° do topo √© espetacular. √Č bom levar lanche e √°gua para recuperar as energias para a descida.
      Depois de descer o Arthur’s Seat, já escurecendo, entramos num beco da Royal Mile, chamado Bakehouse Close. Para quem assiste a série Outlander, é o local que foi filmado a gráfica do personagem Jamie Fraser na terceira temporada, onde acontece o reencontro entre a Claire e o Jamie. Cansados, comemos num Pret A Manger da estação de trem e depois, finalmente, chegamos ao Hotel para um merecido descanso.
       

      Ovelha Dolly

      Trecho da subida do Arthur’s Seat
       
      Dia 4:¬†√öltimo dia em Edimburgo, mas a atra√ß√£o que reservamos para finalizar nossa estadia na cidade n√£o fica na capital escocesa, fomos visitar a famosa capela de Rosslyn. Na Parada North Bridge Stop NE, pegamos o √īnibus 37 e descemos na parada Original Rosslyn Hotel. A Capela de Rosslyn √© famosa pelos mist√©rios envolvendo os templ√°rios e por ter aparecido no filme C√≥digo da Vinci nas cenas finais. Os mitos contam que ela foi constru√≠da pelos templ√°rios para abrigar o Santo Graal.
      Você não pode tirar foto dentro da Capela, mas realmente ela é intrigante. Os tetos, os pilares e as janelas são cheios de detalhes, como rostos, objetos e alguns símbolos esculpidos no local. Cada cantinho da capela revela uma surpresa. Um dos principais destaques, é o Pilar do Aprendiz, uma coluna linda, toda trabalhada, cheia de detalhes e com uma história interessante sobre a sua construção. Dizem, que o mestre escultor viajou em busca de inspiração, então seu aprendiz, aproveitou a ausência do mestre para esculpir o pilar. Quando o mestre voltou, ele viu a verdadeira obra de arte que ficou o pilar, porém, por inveja, assassinou o aprendiz. Existe um rosto esculpido, do lado oposto, que fica olhando na direção do pilar, que dizem ser do mestre como forma de punição pelo assassinato.
      Também dá para visitar a cripta mostrada no filme Código da Vinci, mas é um pouco diferente do que foi mostrado na adaptação cinematográfica do livro de Dan Brown. Apesar de ser pequena, ficamos umas 2 horas dentro da capela vendo todos os detalhes. O ingresso individual custou 9 Libras.
      Depois saímos e fomos no sentido das ruínas do Castelo Rosslyn, que também aparece no filme, porém preservado só tem o portal e uma parte que foi transformada em Hotel. Descendo as escadas ao lado das ruínas encontra-se o Rosslyn Glen Country Park. Nesse parque fica o local da Cave Wallace onde segundo os historiadores, William Wallace teria se escondido após a batalha de Rosslyn. Não encontramos a caverna, mas depois de muito andar encontramos um local onde foi filmado uma cena de Outlander da 1ª temporada, episódio 9.
      O parque √© bacana para quem quer explorar e fazer uma pequena trilha, possui alguns pontos com muitas flores, pequenos rios, pared√Ķes de pedra, mata um pouco mais fechada, ru√≠nas de casas e castelos. Para voltar ao centro de Edimburgo pegamos o mesmo √īnibus, por√©m no lado oposto da parada da primeira descida.
      No final da tarde, ainda deu tempo de visitar o Calton Hill em Edimburgo, e mais uma vez com uma vista exuberante da cidade. Uma despedida perfeita de uma das cidades mais bonitas que j√° visitamos.
       
      Capela de Rosalyn
       
      Dia 5: Stirling. Aqui come√ßa a aventura pela Esc√≥cia. Pegamos o mesmo √īnibus da chegada, o Arlink 100, para voltar ao aeroporto e pegar o carro que alugamos. Decidimos alugar no aeroporto porque como no Reino Unido a dire√ß√£o √© na m√£o contr√°ria, n√£o quer√≠amos arriscar dirigir dentro da cidade de Edimburgo, mas sim, pegar logo de cara uma rodovia onde n√£o teria muito tr√Ęnsito, nem sinais e o caminho seria mais reto. Tamb√©m deixamos para fazer isso p√≥s Edimburgo porque eu queria aproveitar para ir observando tr√Ęnsito e a forma como eles dirigem.
      Abrindo um par√™ntese sobre dirigir na m√£o contr√°ria: o atendente da Localiza (um espanhol) foi bem sol√≠cito, me acompanhou at√© o p√°tio e deu umas voltas comigo para ir familiarizando com a dire√ß√£o oposta. No come√ßo foi estranho, inclusive na primeira rotat√≥ria deu um branco e tive que parar, acabei levando uma buzinada, mas tamb√©m foi s√≥ isso de problema que aconteceu na viagem toda. Depois de 20 minutos de dire√ß√£o, seu c√©rebro parece que se adapta e sua mente j√° se acostuma com a nova forma de dirigir. Na verdade, √© s√≥ pensar tudo ao contr√°rio, a via mais r√°pida √© a da direita, a entrada na rotat√≥ria √© pela esquerda, ultrapassagem pela direita e assim vai. Uma dica importante, e que ajudou muito, foi alugar carro autom√°tico, vale muito a pena pagar mais caro por isso. Acho que s√≥ posso dizer que foi f√°cil dirigir na m√£o contr√°ria por causa do c√Ęmbio autom√°tico, n√£o tive que me preocupar em trocar de marcha com a m√£o esquerda. Estudar as placas e os sinais do tr√Ęnsito da Esc√≥cia, antes de viajar, tamb√©m ajudou bastante.
      Voltando para a viagem, nosso destino final do dia era a cidade de Stirling, mas antes fizemos uma parada em Lallybroch, que na verdade se chama Castelo Midhope. Aqui é outra parada para os fãs de Outlander e uma das principais eu diria. Se você não assiste a série não compensa fazer esse pequeno desvio. A visita é rápida, tem um estacionamento pequeno no local e em 20 ou 30 minutos você faz uma visita na área externa. Não tem acesso ao interior do castelo. O ingresso custou 3,50 Libras por pessoa e compra na hora.
      Ap√≥s essa parada, seguimos para Stirling e antes de parar no hotel fomos direto ao William Wallace Monument, que para mim seria uma das atra√ß√Ķes mais aguardadas dessa viagem, pois desde o filme Cora√ß√£o Valente essa parte da hist√≥ria da luta pela independ√™ncia da Esc√≥cia me atraiu bastante. Almo√ßamos no local e pegamos uma van, j√° inclusa no ingresso, para subir at√© o monumento, que foi constru√≠do no local onde Wallace montou sua base na batalha de Stirling.
      √Č uma torre constru√≠da, por volta de 1869, com a doa√ß√£o de dinheiro dos escoceses e de alguns estrangeiros para homenagear o her√≥i escoc√™s. S√£o 3 pisos, al√©m do terra√ßo, onde voc√™ conhece um pouco da hist√≥ria de William, da batalha de Stirling e da Esc√≥cia. Na visita, o destaque vai para a espada gigante que pode ter pertencido ao Wallace, v√°rias armas da √©poca medieval e a vista espetacular do topo do monumento, a qual voc√™ consegue observar o castelo e o campo da batalha de Stirling, hoje um campo verde e tranquilo, ao redor do Rio Forth, uma vista espetacular. A visita durou mais ou menos 1h30 e o pre√ßo do ingresso individual foi 10,50 Libras. Na volta, descemos a p√© o mesmo percurso realizado pela van na ida, para curtir um pouco da paisagem.
      Fomos para o Hotel, fizemos o checkin, deixamos as malas e partimos para o Castelo de Stirling. O hotel que ficamos foi o Premmier Inn Stirling - Stirling City Centre e o preço da diária foi 43 Libras. Quarto excelente, espaçoso, limpo e bem localizado. Fica perto do centro, mas numa área tranquila ao lado de um bosque onde vimos muitos coelhos e esquilos, uma ótima escolha.
      A visita ao Castelo de Stirling durou 3 horas, deu tempo de ver praticamente tudo. Muito bem preservado, lá você vai conhecer mais da história de Robert de Bruce, William Wallace, da família Stuart e de toda a confusão entre Escócia e Inglaterra. Só para se ter uma ideia o castelo, entre 1296 e 1342, mudou de domínio 8 vezes. Vimos uma exposição do Castelo que conta a história da dinastia Stuart, vimos uma grande cozinha conforme era na época medieval, visitamos o Grande Salão, o maior da Escócia, e vestimos até roupas de época.
      O Royal Palace dentro do castelo é um show a parte, bem restaurado o destaque vai para uma sala onde o teto é decorado com esculturas de alguma cabeças. Caminhar pelas muralhas e apreciar a vista do castelo também é impressionante. O valor da entrada individual foi de 15 Libras, compramos ainda no Brasil pelo site oficial para evitar as filas.
      Depois do castelo caminhamos pelo centro da cidade e no fim de tarde e fomos até a ponte de Stirling, local da famosa batalha de Stirling em 1297 em que William Wallace derrotou o exército inglês. Atravessamos a ponte até chegar ao campo de batalha, que hoje é um local tranquilo com uma bandeira da Escócia fincada no chão. Foi emocionante pisar onde essa história aconteceu, foi excelente para encerrar o dia.
       

      Espada de William Wallace
       

      Vista do William Wallace Monument
       
      Dia 6: Loch Lomond/Luss/Highlands. Esse dia talvez tenha sido o mais interessante da viagem. Pegamos o carro, saímos de Stirling, umas 10:00, até a cidade de Fort William nas highlands escocesas, um percurso total de mais ou menos 180 Km, mas até chegar ao destino final, fizemos várias paradas em locais maravilhosos. Mesmo se não houvesse paradas já teria valido a pena, pois essa rota da estrada A82 é bastante cênica.
      O primeiro ponto de parada foi o Loch Lomond, mais precisamente numa cidadezinha pitoresca chamada Luss. Primeiro, compramos um sanduíche e nos sentamos numa área verde com bancos e mesas de madeiras bem perto do lago. O local tem um estacionamento amplo, é só não esquecer de colocar uma moeda na máquina (1 Libra), pegar o ticket e colocar no carro.  Depois passeamos pelo lago até o píer de madeira e entramos na cidade de Luss.
      A cidade de Luss parece um local daquelas histórias de contos de fadas, uma cidade pequena, com casas feitas de pedras, paisagismo interessante, e flores e jardins bem cuidados. Na cidade, ainda tem uma igrejinha bem pequena com uma espécie de cemitério na frente, onde a atração é uma sepultura Viking de aproximadamente 1000 anos. A cidade e seus arredores são tão interessantes que perdemos a hora. Ficamos umas 3 horas no local. Se você tiver mais dias, vale a pena se hospedar na região e tirar 1 dia inteiro para aproveitar Luss e o Loch Lomond, tem trilhas interessantes para fazer no local, não fizemos por falta de tempo.
      Depois dessa parada seguimos nossa expedição nas Highlands. Ainda no Brasil, pesquisamos e marcamos vários pontos de parada para descer e aproveitar o lugar, entre vales, montanhas, quedas d’água, lagos e paisagens cinematográficas. Os pontos que marcamos foram: Loch Tulla, Loch Ba, Etive Mor Waterfall, Glen Etive Park, Glencoe Valley, Three Waters, Three Sisters, Loch Achtriochtan.
      Loch Tulla e Loch Ba foram uns bons aperitivos para o ponto alto das nossas paradas que foi o Glen Etive, que para chegar até o local tem que sair da rodovia principal e fazer um desvio, mas não se preocupe, é só colocar no google maps ou algum GPS que você chega lá. Assim que você sai da rodovia A82 para ir ao Glen Etive, tem um recuo do lado esquerdo que é a parada para conhecer o Etive Mor Waterfall. Atravesse a rua, caminhe para o lado oposto e terá um cenário de uma belíssima e pequena queda d’água com uma montanha ao fundo.
      Seguindo nesse desvio por uns 40 minutos, e alguns veados no caminho, chegamos ao Glen Etive. Na estrada, tem que tomar algum cuidado, pois em alguns trechos só passa 1 carro, mas existe vários recuos para você encostar e dar a passagem para o carro que está na direção contrária. A regra é, quem estiver mais perto desses pontos de passagem é quem encosta o carro. A estrada vai margeando o rio etive, e sério, perdemos a conta de quantas vezes paramos no percurso para contemplar a beleza do cenário e paz do local.
      Ao chegar no local, foi s√≥ contemplar o Loch Etive, e que cen√°rio. Ficamos 1 hora entre contempla√ß√£o, tirar fotos e fazer um lanche (tem que levar, n√£o tem onde comprar nada). S√≥ tomar cuidado que tem uma parte do lago que a √°gua sobe com o tempo, n√£o percebemos e quando fomos voltar, vimos que o mesmo local em que pisamos j√° estava cheio de √°gua. Tivemos que fazer uma pequena volta para conseguir sair da beira do lago e voltar ao estacionamento. Sobre o estacionamento, √© na margem do lago, n√£o √© grande, n√£o tem estrutura √© um lugar bem r√ļstico mesmo.
      Infelizmente, e ao mesmo tempo felizmente, tivemos que seguir viagem, por mim passaria a tarde naquele lugar. Detalhe: vimos várias barracas de acampamento no caminho. Voltando para a estrada, as 2 próximas paradas também têm uma das paisagens mais belíssimas que vimos da viagem, o Vale Glencoe. Como já estávamos perto do fim de tarde as paradas no Glencoe Valley e na Three Sisters foram bem rápidas. Se você quiser pode caminhar pelo Glencoe, vimos pessoas fazendo isso, mas não tínhamos mais tempo, já que não queríamos dirigir a noite na mão contrária. Nós tínhamos programado sair de Stirling 09:00, mas como saímos as 10:00 faltou essa hora, que poderíamos ter usado para caminhar no Vale, mas imprevistos de viagem acontecem.   
      Ainda fizemos a √ļltima parada r√°pida no Loch Achtriochtan, outro cen√°rio lindo com uma casinha perdida no meio de um lago e montanhas, e chegamos em Fort William por volta das 20:30 j√° escurecendo. Chegando em Fort William, fomos jantar num Mcdonalds perto do Hotel e dar uma voltinha no centro, uma pequena rua bem deserta, mas interessante.
      Nos hospedamos no Premier Inn For William, 39 Libras a diária. A hospedagem foi excelente, no padrão Premier Inn e o melhor de tudo é que fica ao lado da estação de trem que sai o Jacobite Exprees, o passeio do dia seguinte.
       

      Luss
       

      Glen Etive
       

      Glencoe
       
      Dia 7: Jacobite Express/Eilean Donan Castle. Reservamos esse dia para fazer o passeio no Jacobite Exprees ou, se preferir, trem do Harry Potter. O trem sai as 10:15 de Fort William e chega 12:25 na cidade da Mallaig, com uma parada na cidade de Glenfinnan. O ideal é comprar com antecedência no site da atração, o valor da passagem de ida e volta custou 39,85 Libras individualmente. Você pode comprar somente 1 trecho também. Eles mandam os tickets por e-mail, já com os assentos marcados.
      A paisagem do percurso é bonita, mas o ponto alto é a passagem pelo famoso viaduto de Glenfinnan. Na ida, saindo de Fort William, o ideal é você ficar do lado esquerdo. Não se preocupe em relação ao assento, se na ida você ficar no lado contrário, na volta você vai ficar no assento do lado certo para ver o viaduto. Uma dica para pegar uma foto ou um vídeo excelente do viaduto é: assim que o trem sair da estação de Glenfinnan, levante da sua cadeira e se posicione na janela que fica perto da porta de saída do vagão, onde não tem assento, você não disputará as janelas do vagão com todos os passageiros que se levantam para tentar ver e fotografar o viaduto. Nesse local você terá a janela só para você. O engraçado é que um casal de escoceses que estava na poltrona do nosso lado viu a gente fazendo isso e na volta fizeram também.
      Em Mallaig você terá quase 2 horas para curtir o local, mas a cidade não tem muito a oferecer, apenas um pequeno Porto. O melhor da cidade foi comer umas focaccias e tomar um refrigerante de rosas gostoso num local chamado Bakehouse em frente ao cais.
      14:10 o trem saiu de Mallaig para fazer o caminho de volta e chegou em Fort William as 16:00. Voltamos para o Hotel, pegamos as nossas malas, o carro, e partimos em direção a Ilha de Skye. No caminho, paramos no famoso e talvez o Castelo mais fotografado da Europa, o Eilean Donan Castle.
      Chegamos por volta das 18:30 e foi o melhor hor√°rio que poder√≠amos ter chegado. O sol estava iniciando o movimento para se p√īr, e a luz estava √≥tima. N√£o tinha quase ningu√©m, era o castelo e a famosa ponte de pedra praticamente s√≥ para n√≥s. N√£o dava para visitar o interior do castelo, pois estava fechado, mas dava para andar em toda a √°rea externa.
      Uma paisagem cênica, que rende ótimas fotos tanto perto quanto longe do castelo. Falando em paisagem, quem for de carro para essa região pode se preparar, porque em todo percurso entre Fort William até a Ilha de Skye você vai parar muito para apreciar e tirar fotos dos vários mirantes ao longo da estrada, cenários impressionantes, sem falar que as estradas são floridas e bem verdes. Vale dirigir com calma, sem pressa e curtir a viagem.
      Chegamos no in√≠cio da noite ao nosso hotel, o Larchside Bed and Breakfest, que ali√°s foi a melhor hospedagem da viagem. N√£o fica no centro de Portree, mas fica apenas uns 3 a 5 minutos de carro. Quarto grande, muito limpo e aconchegante, e o anfitri√£o Craig √© muito simp√°tico e sol√≠cito, explicou tudo da regi√£o e deu dicas das atra√ß√Ķes. Um coment√°rio engra√ßado que ele fez, √© que ultimamente estava recebendo muitos brasileiros de Minas Gerais. Caf√© da manh√£ delicioso com frutas frescas (framboesa, amora etc.) e voc√™ escolhe no dia anterior o que vai querer comer no dia seguinte. O Hotel na verdade √© uma casa grande, onde ele aluga os quartos. O valor foi de 180 Libras 2 di√°rias.

      Viaduto de Glenfinnan
       

      Paisagem durante o percurso
       

      Eilean Donan Castle
       
      Dia 8: Ilha de Skye. De in√≠cio vou logo deixar um aviso, 1 dia √© pouco para aproveitar a regi√£o. Tivemos que escolher entre quais atra√ß√Ķes visitar. Para explorar as principais atra√ß√Ķes da Ilha, o melhor seria ficar 2 dias cheios, ou seja, 3 pernoites.
      Come√ßamos o dia em Portree, a cidade que √© o centro da ilha. Tiramos aquela famosa foto das casinhas coloridas no melhor ponto que √© na rua Bosville Terrace. Fomos at√© a Mackenzies Bakery e compramos alguns p√£es e lanches para passar o dia, j√° que as atra√ß√Ķes ficam em locais sem estrutura para comida.
      Nossa primeira parada foi nas Fairy Pools. L√° tem estacionamento a Fairy Pools Car Park. Precisa de f√īlego, j√° que tem subidas e descidas no percurso. Foram uns 20 minutos de caminhada at√© a primeira piscina. O local √© maravilhoso, com v√°rias quedas d‚Äô√°guas no percurso. Cuidado para n√£o deixar passar o tempo. Demoramos cerca de 2 horas e meia no local e deu para curtir bastante. De l√°, fomos para o Nest Point Lighthouse, um pouco mais de 1 hora entre uma atra√ß√£o e outra.
      No caminho, paramos num café chamado Lephin. Podem anotar é uma excelente parada para usar o banheiro e recarregar as baterias. A sopa de tomate é uma delícia, assim como Brownie.
      Um par√™ntese importante, em v√°rios pontos da estrada √© aquela via √ļnica, mas tem v√°rios pontos de passagem para voc√™ parar e deixar o carro que est√° na m√£o contr√°ria passar. O fato de voc√™ dirigir pela ilha j√° √© uma atra√ß√£o a parte, parece que voc√™ est√° num bel√≠ssimo fim de mundo, com uma natureza exuberante a sua volta, com suas montanhas, lagos, flores e muitos animais no caminho como ovelhas e as famosas vacas Highlanders. Em muitos momentos √© apenas voc√™, seu companheiro(a) e a Esc√≥cia, uma paz imensa.
      Bem, chegamos ao Nest Point, uma paisagem espetacular. Um alerta: aqui venta muito forte, vimos len√ßos e chap√©us voando. Aqui tamb√©m precisa de f√īlego e para quem tem mobilidade reduzida o local n√£o √© interessante, pois tem um escad√£o enorme para voc√™ descer e subir na volta. A subida na volta foi dif√≠cil.
      O local é mágico. Um farol antigo no alto, uma vasta área verde, várias famílias de ovelhas pelo local e a imensidão do Mar ali pertinho de você. Um local para contemplar. Você ainda pode deixar sua marca montando uma torre de pedras para a posteridade. Ficamos também umas 2 horas aproveitando a paisagem. Para estacionar, assim como nas Fairy Pools, foi tranquilo, tem muito espaço.
      Depois do Nest Point, pegamos o carro e fomos para a pr√≥xima atra√ß√£o, Fairy Glen. Mais 1 hora e 10 minutos de estrada. O local para deixar o carro √© bem pequeno, tem que deixar na margem da estrada entrando um pouco na grama. Depois subimos um pequeno morro e do outro lado encontramos a Fairy Glen. Quando voc√™ caminha por aquelas montanhas, parece que voc√™ est√° pisando num tapete verde macio, uma sensa√ß√£o boa. Na parte de baixo das montanhas, no ‚Äúch√£o‚ÄĚ, tem um famoso s√≠mbolo em espiral, que d√° uma √°urea m√≠stica ao local. Pena que come√ßou a chover e tivemos que ir embora. Ficamos quase 1 hora no local.
      J√° pegando a estrada para voltar ao Hotel, demos uma paradinha em outra atra√ß√£o importante da ilha, o Quiraing. N√£o descemos do carro, mas valeu a pena admirar de perto essa cadeia de montanhas. Posteriormente, fizemos a √ļltima parada do dia na Kilt Rock. Parada r√°pida para ver a linda queda de √°gua e ver o corte das rochas que lembram um Kilt. Tiramos umas fotos e pronto. A parada foi r√°pida pois estava muito frio. Tirei a luva para bater uma foto e meus dedos quase congelaram, j√° era fim de tarde/in√≠cio de noite e o vento estava muito gelado. Chegamos na pousada j√° escurecendo. Foi um dia longo, cansativo, mas muito, muito proveitoso e inesquec√≠vel.
       

      Fairy Pools
       

      Ilha de Skye
       

      Nest Point
       

      Fairy Glen e a chuva chegando
       
      Dia 9: Lago Ness e Inverness. Pen√ļltimo dia na Esc√≥cia e logo cedo tivemos que deixar esse para√≠so chamado Ilha de Skye. Antes, fizemos uma √ļltima parada na Sligachan Old Bridge, uma ponte antiga de pedra inserida num cen√°rio espetacular rodeada por montanhas bel√≠ssimas. Essa ponte fica no caminho de sa√≠da da Ilha. Outra atra√ß√£o que vimos no percurso foram as famosas vaquinhas highlanders, aquelas com os olhos cobertos pelo ‚Äúcabelo‚ÄĚ, tinha pelo menos umas 10 no local. Paramos o carro para muitas fotos e conseguimos at√© pegar nelas.
      A parada final desse dia foi a cidade de Inverness, mas até chegar a cidade fizemos várias paradas legais e interessantes pelo caminho. Novamente, paramos no Eilean Donan Castle e dessa vez foi para fazer a visita ao interior do Castelo. O castelo é pequeno e a visita é rápida, leva mais ou menos 1 hora. O castelo tem os ambientes medievais bem preservados e lá você aprende sobre a história do local, como por exemplo o motivo da sua construção no século XIII, que foi para se defender dos ataques Vikings.
      No Castelo, que j√° pertenceu ao cl√£ Mackenzie e hoje pertence ao cl√£ Macrae, foram realizadas v√°rias filmagens, como o filme Highlander. A entrada individual custou 10 Libras com audioguia incluso.
      A Próxima parada foi no Castelo Urquhart e no famoso Lago Ness. 1 hora e meia de estrada entre os 2 castelos e mais uma vez um percurso com muitas flores amarelas na margem da estrada e com bastante mirantes com vistas espetaculares.
      O Urquhart é um castelo histórico as margens do Lago Ness, esteve sob os domínios de Robert de Bruce e foi importante na época da luta pela independência da Escócia. Hoje está em ruínas e sobrou pouca coisa de pé, mas é uma visita interessante. Antes de visitar a área do castelo, você entra numa espécie de sala de reunião onde assiste um vídeo com a história do local, e quando o vídeo acaba, de repente, as cortinas da sala se abrem e você dá de cara com as belas ruínas. Instigante.
      Algumas torres ainda estão de pé, o que dá uma bela vista do Lago Ness, assim como a cozinha e um espaço que era utilizado para prisão. Falando no lago, na visita você pode aproveitar, descer uma escada e dar de cara com o Lago Ness. Não, não vimos nenhum monstro, apenas algumas aves nadando tranquilamente, mas podemos garantir que a água estava bastante gelada.
      A visita custou 12 Libras o ingresso individual e ficamos umas 2 horas e meia no local, contando com o tempo para o almoço.
      Mais uns 40 minutos de estrada e chegamos em Inverness. O hotel que ficamos foi outro da rede Premier Inn, o Inverness Centre (Millburn Rd), onde tivemos o √ļnico problema de hospedagem da viagem. O aquecedor n√£o funcionou e n√£o trocaram a gente de quarto, s√≥ deram outro cobertor o que n√£o resolveu o problema do frio. Chegando ao Brasil, reclamamos no site, pediram desculpas e mandaram um cheque com o valor da hospedagem, o que n√£o adiantou muita coisa pois n√£o conseguimos descontar. Se tiv√©ssemos pago com cart√£o de cr√©dito, teriam estornado o valor da hospedagem no cart√£o, mas como economizamos grana na viagem e resolvemos pagar esse hotel em dinheiro ficamos sem ter o estorno.
      Sobre Inverness, caminhamos pelo centro da cidade e visitamos alguns locais como a Old High Church, onde os Jacobitas que sobreviveram a batalha de Culloden foram levados pelos ingleses para serem executados. Também vimos a catedral e o castelo de Inverness, mas somente por fora. Mas a melhor coisa para se fazer em Inverness é caminhar pela margem do Rio Ness, uma caminhada agradável, relevando o frio que fazia na cidade, que estava 4 graus a noite no início de maio.
       

      Vaca Highlander
       

      Castelo de Urquhart e o Lago Ness ao fundo
       
      Dia 10: Museu Culloden e Falkland. Último dia na Escócia e para aproveitar acordamos cedinho, 09:30 já estávamos no Museu de Culloden. Fica apenas uns 15 minutos do hotel que estávamos hospedados. Esse local conta a história da batalha final dos Jacobitas onde os ingleses massacraram os escoceses em uma luta que durou apenas alguns minutos. Além do museu, que conta toda a história Jacobita, visitamos o campo onde ocorreu a batalha.
      Um campo verde enorme marcadas por bandeiras vermelhas, posicionadas onde estavam as tropas inglesas, e por bandeiras azuis, onde estavam posicionadas as tropas escocesas. Ainda no campo de batalha, existe um monumento emocionante com pedras com os nomes dos Clãs escoceses que lutaram na batalha. Claro que o mais procurado para fotos é a pedra do clã Fraser por causa do sucesso da série Outlander.
      A entrada individual custou 11 Libras, com audioguia incluso, e o tempo de visitação foi de 2 horas.
      Seguindo j√° o caminho de volta para entregar o carro no aeroporto de Edimburgo, ap√≥s 2h40 de estrada fizemos uma √ļltima parada numa pequena cidade chamada Falkland. Ali√°s, a estrada √© uma atra√ß√£o a parte, com muitas flores amarelas t√≠picas escocesas no percurso o que deixou o passeio bel√≠ssimo.
      A cidade em si é bem charmosa, parece que parou no tempo com as casas de pedras e suas flores nos parapeitos, além das ruas estreitas de pedras. Aqui foram filmadas algumas cenas da série Outlander como se fosse a cidade de Inverness nos anos 40. No centrinho, por exemplo, tem uma fonte antiga de pedra chamada Bruce Fountain, onde foram filmadas algumas cenas do início da série.
      Mais 2 curiosidades sobre essa bela cidade: √Č l√° que existe o campo de t√™nis mais antigo do mundo constru√≠do por volta 1540, e o lend√°rio cantor Johnny Cash visitou o local algumas vezes devido ao registro de alguns dos seus ancestrais na cidade.
      Ficamos apenas 30 minutos, pois tínhamos horário para devolver o carro e depois para pegar o trem para Liverpool. Mas a cidade merece pelo menos 1 dia cheio para aproveitar bem todo o charme que ela oferece.
      Mais 1 hora de percurso e chegamos ao aeroporto por volta das 16:00. Aqui tivemos um pequeno contratempo, pois não consegui acertar a saída da avenida para a entrada do aeroporto na primeira vez. O GPS estava desatualizado nesse trecho, então seguimos reto na avenida até encontrar uma rotatória para poder voltar e pegar uma outra saída para o aeroporto. Um pequeno susto, mas deu tudo certo. Devolução do carro super-rápida, menos de 10 minutos e já partimos para a estação de trem com destino a Liverpool, mas isso é papo para outro dia.
      O que posso dizer da Esc√≥cia, √© um pa√≠s m√°gico, com uma hist√≥ria riqu√≠ssima e paisagens naturais de tirar o f√īlego. Entrou para o top 5 das nossas viagens com certeza. Ficou um gostinho de quero mais e no futuro voltaremos para desfrutar e curtir mais esse bel√≠ssimo pa√≠s.

      Campo de Batalha de Culloden
       

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