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Você disse que havia arroz no café,é como outras pessoas aqui,que no almoço e janta foi massa.Não existe arroz nesta hora,para nós a certa?

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Capítulo 3 - Finalmente sol e noite em Trastevere

Dia começou ensolarado e finalmente poderia aproveitar Roma de verdade. Mas antes, baixei o TripAdvisor para descobrir lugares bons e baratos devido ao trauma do dia anterior 😂. Deu super certo para o café da manhã, onde praticamente almocei no D’Angelo por 6, recomendo muito o lugar.

Fiz a besteira de não ter reservado online o dia e horário para visitar o Coliseu, então tive que encarar uma fila de quase duas horas para efetuar a reserva para o período da tarde (sério, reservem a entrada... a fila estava enorme e nem era alta temporada).

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Arco de Constantino, bem próximo ao Coliseu

Efetuada a reserva, tinha 3 horas até iniciar o tour, então decidi ir para o Castel Sant’Angelo, antigo edifício militar. A entrada foi gratuita pelo fato de eu ter comprado o Roma Pass. Vale muito a pena a visita, é um lugar de muita história, muito bonito e bem preparado para receber os turistas. Há um restaurante dentro do Castelo mas confesso que não tive curiosidade de olhar os preços. Fora do castelo ainda tem um jardim onde as pessoas fazem piquenique, praticam esporte etc, é possível passar uma manhã ou tarde sem perceber o tempo passar.

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Castel Sant'Angelo

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Catapulta utilizada na fortaleza

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O Castelo também foi residência papal

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Ponte Sant'Angelo

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Anjo que dá nome ao castelo

E foi isso que aconteceu, pois precisava estar no Coliseu às 16hrs e ainda estava no Castelo às 15:20. Corri pra pegar o ônibus e cheguei em cima da hora por conta do trânsito, então não pude iniciar o tour pelo Palatino, entrando diretamente pelo Coliseu. Foi uma sensação única entrar em um lugar com tanta história, sem dúvidas um dos pontos altos da minha estadia em Roma. Não utilizei um guia e bateu o arrependimento depois, recomendaria bastante. Durante minha visita, percebi alguns guias brasileiros inclusive.

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Imagina quantas pessoas passaram por aqui...

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Vista interior do Coliseu, em constantes reformas

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Após a visita no Coliseu, fui para o Fórum Romano, amplo espaço com algumas ruínas de construções muito importantes na história da Itália.

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Fórum Romano

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Fórum Romano

Trajeto feito, voltei para o meu hostel. No caminho passei pelo Carrefour e comprei uma cerveja e alguma coisa pra beliscar, gastei 6. Havia lido bastante coisa sobre Trastevere, principalmente sobre ser um bairro boêmio e é isso que a gente gosta. Peguei um ônibus próximo ao hostel e cheguei por volta de 22hrs. Parei num bar que estava quase vazio, tinham três pessoas que não deram abertura para conversar com uma pessoa que estava sozinha. Cerveja tomada (5) e andei sem rumo pelo bairro. Achei um bar brasileiro, mas não queria viajar e ir para um bar com cara do Brasil 😂, acabei passando direto. Válido dizer que não me senti inseguro em nenhum momento andando sozinho a noite.

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Bar brasileiro chamado BumBum, no mínimo sugestivo

Acabei parando no Baccanale Trastevere, lugar bastante acolhedor com muitas opções de cerveja e petiscos por um preço justo. Paguei 12 em um lanche mais uma pint e, com um pouco de álcool na cabeça, foi mais fácil conversar com a galera que estava no bar. Uma das coisas que mais aprendi e gostei viajando é que você tem que botar a cara a tapa e perder a vergonha/timidez, senão você praticamente não se comunica e perde a oportunidade de conhecer pessoas interessantes com uma cultura totalmente da sua.

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Salute!

Tive que sair do bar um pouco antes da meia-noite pois o transporte em Roma para de funcionar pela madrugada. Além disso, Trastevere fica um pouco afastado do centro. Ônibus e cidade vazias, era hora de voltar pro hostel.

💰 Custos do dia:

Café da manhã/almoço: €6
Carrefour: €6

Matebar: €5
Baccanale Trastevele: €12

 💸 Total: €29 (R$129,05)

Próximo post: Capítulo 4 - Vaticano

 

 

 

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15 horas atrás, lobo_solitário disse:

@Yunes parabens pelo relato.. acompanhando o restante.

Obrigado por acompanhar!

9 horas atrás, RodrigoDigão disse:

@Yunes 

Parabéns pelo relato, cheio de detalhes e bem organizado! Acompanhando...

Rodrigo, obrigado pelo elogio e por acompanhar o relato. Vi que você vai pra Croácia, espero chegar em breve em Split, Hvar e Dubrovnik, o país é incrível!

1 hora atrás, D FABIANO disse:

Você disse que havia arroz no café,é como outras pessoas aqui,que no almoço e janta foi massa.Não existe arroz nesta hora,para nós a certa?

Não tive curiosidade de perguntar se havia arroz no almoço/jantar, mas pelos poucos cardápios que vi não tinha 😂

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14 horas atrás, Yunes disse:

Rodrigo, obrigado pelo elogio e por acompanhar o relato. Vi que você vai pra Croácia, espero chegar em breve em Split, Hvar e Dubrovnik, o país é incrível!

Cara, estou com passagem comprada para agosto, porém ainda não sabemos como vai ser, por conta do corona. Só tenho a ida e volta pela TAP. Já era para estar reservando outras coisas, mas por enquanto, aguardando...

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Capítulo 4 - Vaticano

Último dia em Roma e eu não poderia deixar de ir no Vaticano. Seguindo o péssimo planejamento, também não reservei online um dia e horário, então lá vamos nós encarar fila novamente. Antes, passei no Trecaffé (5,50) para tomar café da manhã, muito bom por sinal. O local é bem próximo a Fontana di Trevi, foi inevitável passar por lá e tirar mais algumas fotos.

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Fontana di Trevi pela manhã e, obviamente, cheia de turistas

Após uma rápida visita, peguei um ônibus até a Cidade do Vaticano. Do centro de Roma até o Vaticano demorei cerca de 25 minutos, então recomendo ir de transporte público até o ponto Vatican City. Ao chegar, uma rápida revista foi exigida. Vários locais estavam bloqueados e você só poderia entrar no país passando por essa pequena burocracia, mas foi coisa de 20-30 segundos mostrando todo o conteúdo da minha mochila.

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Após a entrada no Vaticano

Já no Vaticano, comprei um ticket de visita ao Museu + Capela Sistina por 30 com direito a um ‘guia’ até o museu que possui uma fila priorizada. Ao olhar agora o site do Museu (http://www.museivaticani.va/content/museivaticani/en.html), percebi que caí num golpe 😂, o valor na bilheteria custa 17. Sinceramente não sei se há prioridade na entrada, mas havia uma fila gigantesca de pessoas sem esses guias que devem ganhar muito dinheiro diariamente de pessoas apressadas como eu.

Acredito que experiências são únicas e pessoais, então prefiro não contar muitos detalhes da visita. Mas algo que gostaria de deixar registrado é que, sem dúvidas, foi o melhor museu que já fui na vida. A coleção dos artefatos egípcios era algo que não imaginava encontrar no Museu e foi uma puta surpresa.

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Um dos artefatos da exposição egípcia

Em certos momentos, havia uma aglomeração de pessoas com destino a Capela Sistina, então o caminho exige um pouco de paciência. Recomendo não ir com pressa: tire um dia para visitar o Museu, vá além da Capela Sistina... com certeza o local merece uma manhã e/ou uma tarde inteira destinadas ao local. Na Capela Sistina, há uma regra de que não pode tirar fotos do local, inclusive com uma segurança reforçada para impedir que as pessoas fiquem paradas por muito tempo com uma câmera na mão. Acredito que isso seja para evitar aglomeração e por respeito ao local que, sem dúvidas, é o ponto alto de toda a visita.

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Um dos tetos mais famosos do Museu

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Jamais pensaria encontrar uma taça da Libertadores no Museu

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Escadaria

Bem próximo ao Museu do Vaticano há a opção número um do TripAdvisor, não poderia deixar de ir. O local se chama Vuliò Apulian, o preço é ótimo pela melhor bruschetta que você vai comer na vida. Paguei €8 por uma bruschetta e uma cerveja. Por ser um lugar muito bem colocado nos rankings, é muito provável que você pegue fila para entrar, independente do horário. Comida boa e ótimo atendimento é um combo infalível.

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Valeu a pena esperar na fila!

Peguei o metrô pela primeira vez em Roma para voltar a região central. Sem ser clubista com a cidade que eu moro, mas achei o transporte público de São Paulo bem melhor comparado a Roma (e com Atenas, outra grande cidade que visitei). Andei sem rumo pela Piazza di Spagna e essa praça em específico nunca fica vazia, assim como a Via dei Condotti, rua com lojas de grandes (e caras) marcas. Como não podemos gastar euros adoidado igual a rua sugeria, procurei por lugares recomendados e decidi ir na sorveteria mais famosa de Roma, Giolitti. O preço varia dependendo da quantidade de sabores, mas garanto que são 4, 5 muito bem gastos (tanto que peguei dois sorvetes seguidos 😂) dando um total de 9.

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Mais um lugar que você pegará fila, mas vale a pena!

Aproveitei o restante do dia para visitar alguns lugares que queria muito visitar com calma, sem a correria e o stress de visitar na chuva. Logo, passei pela Piazza di Spagna, Panteão e Piazza Navona.

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Panteão

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Panteão

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Escultura na Piazza Navona

Voltando pro hostel, procurei possíveis lugares para aproveitar a noite, mas todos eram bem caros pra entrar. Acabei ficando no hostel com direito a cerveja, pebolim e bastante conversa com a galera que também estava hospedada, gastando um total de 9.

💰 Custos do dia:

Café da manhã/almoço: €5,50
Ticket do Museu do Vaticano e Capela Sistina: €30

Almoço do Vuliò: €8
Giolitti: €9
Happy hour no hostel: €9

 💸 Total: €61,50 (R$273,68)

Próximo post: Bate-volta em Pisa e chegada em La Spezia

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O resto do Vaticano pode se tirar fotos? É verdade que lá tem vestuário específico,como a sagrada família de Barcelona? 

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9 horas atrás, D FABIANO disse:

O resto do Vaticano pode se tirar fotos? É verdade que lá tem vestuário específico,como a sagrada família de Barcelona? 

O restante do Museu era possível fotografar. Quando ao vestuário, não sei dizer rs. 

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Capítulo 5: Bate-volta em Pisa e chegada em La Spezia

Acordei por volta das 7 da manhã para tomar um rápido café da manhã no hostel (7), fazer os últimos ajustes na minha bagagem e me despedir de Roma. Acredito que não poderia ter iniciado minha viagem numa cidade melhor, gostei muito dos dias que passei e espero voltar daqui há alguns anos. Arrependimentos... talvez só não ter aproveitado tanto a vida noturna da cidade. Comprei alguns chaveiros em uma dessas bancas que possuem de tudo (10) e fui para a Estação Termini, onde comprei um bilhete para Pisa pelo valor de 38. A compra foi bem tranquila em uma das várias máquinas distribuídas pela estação. O trem saiu no horário e foi uma viagem confortável, apesar de você sentar frente a frente com outras duas pessoas mas nada que seja de grande incômodo. Boa parte do trajeto foi feito a beira-mar e felizmente estava sentado do lado esquerdo... a vista da janela do trem beirava ao inacreditável. Minha nota mental foi: "um dia eu venho para Livorno".

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Vista do trem do litoral de Livorno

Após três horas de viagem, cheguei na estação central de Pisa. Como faria apenas um bate-volta (e eu recomendo fazer isso, passar uma noite na cidade pode ser considerado como ‘tempo perdido’), deixei minha mala em um guarda-volumes da própria estação pagando 5. Eles também fornecem aluguel de bicicleta, mas achei que não valeria a pena naquele momento.

Comparado com Roma, Pisa é uma cidade bem interiorana. Há uma praça central logo após a estação com uma feira cheia de barracas vendendo coisas falsas ou lembranças da cidade e logo após vira uma zona residencial. Durante os 20 minutos andando até chegar na Piazza dei Miracoli, somente perto da praça havia um movimento mais intenso de pessoas. Na praça, aquele aglomerado de pessoas fazendo as mais diferentes poses empurrando a torre e muitas pessoas deitadas no jardim que beira o Duomo, o dia realmente estava propício para isso. Obviamente não podia ficar de fora e passei um pouco de vergonha pedindo para as pessoas tirarem uma foto minha empurrando a torre 😂

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Torre de Pisa

E basicamente a cidade gira em torno da praça, então era hora de continuar minha jornada. Antes, busquei um lugar para almoço e acabei me perdendo nos labirintos que são as ruas de Pisa, mas valeu a pena pela ótima experiência almoçando no La Ghiotteria. Paguei 13,50 em uma pasta e um limoncello, que achava que era limonada mas quando vi um copo de dose e senti o cheiro de álcool puro já era tarde demais 😂. É uma bebida alcoólica bem forte, comparo com a nossa cachaça com limão.

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Uma das poucas ruas retas de Pisa

Antes de chegar na estação, comprei alguns chaveiros (5) na praça e fui retirar minha mala. Tudo estava em ordem e era hora de comprar o bilhete para La Spezia, cidade satélite das Cinqueterres. Paguei 7,80 no bilhete e o preço justificou o trem, dessa vez bem antigo, não tinha nem ar-condicionado. Uma hora e trinta minutos no trem e cheguei em La Spezia, uma cidade litorânea com mais vida e movimento comparado a Pisa. A cidade não tenha praia, mas vale a visita no porto e na praça da cidade.

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Porto de La Spezia

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Centro de La Spezia

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Porto

Meu hostel era pequeno, então isso tornava um ambiente mais familiar entre os hóspedes. Compramos algumas cervejas no mercado (6,20) e dividimos algumas pizzas (5) com direito a muita conversa, sendo uma delas como eu poderia ser brasileiro se eu era mais branco que duas alemãs que estavam lá 😂. Fui dormir cedo pois o dia seguinte seria de bastante caminhada.

 

💰 Custos do dia:

Café da manhã: €7
Chaveiros: €10

Bilhete de trem Roma - Pisa: €38
Guarda-volumes: €5
Almoço: €13,50
Bilhete de trem Pisa - La Spezia: €7,80
Carrefour: €6,20
Pizza: €5

 💸 Total: €92,50 (R$411,62)

Próximo post: Capítulo 6 - Cinqueterre e a realização de um sonho

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Capítulo 6 - Cinqueterre e a realização de um sonho

Eram 7:30 da manhã e eu já estava de pé arrumando minha mochila para conhecer Cinqueterre. As cinco cidades foram um dos grandes motivos para visitar a Itália e acabei conhecendo esse destino através de uma foto que vi no Instagram. Na mesma hora, coloquei no meu roteiro e nenhuma outra cidade que acaba fazendo parte de um roteiro padrão (Florença, Bologna, Verona) seriam capazes de me fazer mudar de trajeto. Cinqueterre é formada pelas seguintes cidades: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso. Todas são bem próximas umas das outras mas cada uma tem características bem particulares, então é obrigatório conhecer a cinco numa visita a região. Para se deslocar entre as cidades, há a opção de fazer trilha, trem (por volta de 3-5 minutos entre cada cidade) e barco (não fiz esse caminho).

Tomei café da manhã no centro histórico de La Spezia (€4,50) e segui em direção a estação central, pois lá você compra o ticket (€16) que lhe permite entrar em cada uma das cinco cidades. O bilhete tem validade de 24 horas e acredito que sejam suficientes caso tenha bastante disposição. As cidades são em sua maioria montanhosas, o que faz toda a caminhada não ser tão fácil assim.

Bilhete comprado para o trem das 10hrs da manhã, embarquei no trem com destino a Monterosso, a última das cinco cidades. Saindo da estação, tive uma vista que justificou todo o esforço da viagem... é um lugar bem pitoresco, cenário de filme europeu. O mar tem um azul que eu, paulista que quase não vai à praia, nunca havia visto.

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Mar de Monterosso

Depois de andar bastante pelo centro da cidade, peguei o trem com destino à Vernazza. Se Monterosso já é bonito, Vernazza então... caso visite as Cinqueterre, dê um destaque a essa cidade. Achei que havia uma quantidade maior das famosas casas coloridas além de algumas fortificações, onde uma delas é o ponto mais alto da cidades. Aproveitei minha passagem por Vernazza para comer uma focassia, especialidade local (€7). Ainda tomei um sorvete (€3,50) antes de me encarar uma trilha entre as cidades de Vernazza e Corniglia. Em alta temporada há um controle para ter acesso as trilhas mas, quando fui não vi ninguém exigindo ticket. Ao todo, andei 1hr e 20min pelo Parque Nacional, por ora no meio da floresta, ora beira-mar. Com certeza vale a pena deixar o metrô de lado e enfrentar a trilha, que é sinuosa e possui muitos pontos de subida e descida. O fluxo de pessoas é intenso para uma trilha, seja indo ou voltando de Corniglia, então é bom ter cuidado e calçar um tênis apropriado.

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Centro histórico de Vernazza

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Uma das vistas mais conhecidas de Cinqueterre fica no início da trilha entre Vernazza - Corniglia

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Caminho da trilha entre Vernazza - Corniglia

Cheguei em Corniglia morto depois de toda a caminhada debaixo de um sol aos 30ºC, então peguei leve nessa cidade. Aproveitei para comprar uma água pois as minhas garrafas já estavam secas (€1,50). Como Corniglia é a cidade mais alta das cinco, aproveitei para andar com mais calma, tirando algumas fotos e conhecendo vários cantos da cidade. 

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Corniglia

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Lugar ruim para se ter uma casa né?

Manarola estava absurdamente lotada e não estava com muita paciência pra encarar uma multidão de turistas 😂. Fiquei pouco tempo e já fui para Riomaggiore. Nessa cidade acabei rasgando dinheiro comprando três chaveiros por €15, mas tinha que trazer alguma lembrança desse lugar tão marcante. Fiquei perambulando pela cidade e não queria voltar pro hostel, então decidi passar o fim do dia em Levanto, cidade que fica após Cinqueterre. O transporte foi feito pelo mesmo trem que opera entre as cinco cidades. Levanto tem toda a cara de uma cidade litorânea e, pelo menos naquele dia, quase não havia turistas. Valeu muito a pena encerrar meu dia aqui aproveitando uma praia de areia, raridade nessa viagem.

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Praia de Levanto

Voltei pro hostel e aproveitei para tomar um bom banho depois de toda a caminhada do dia. Jantei em um restaurante de La Spezia (€13) com direito a duas pints, achei a cidade barata no geral, apesar de ser pequena. Tinha um bar bem agitado nas proximidades mas não fiquei muito animado, precisava dormir pois o dia seguinte iria atravessar do oeste ao leste da Itália.

 

💰 Custos do dia:

Café da manhã: €4,50
Ticket Cinqueterre: €16

Focaccia: €7
Sorvete: €3,50
Água: €1,50
Jantar: €13


 💸 Total: €45,50 (R$202,48)

Próximo post: Capítulo 7 - Champions League em Veneza

 

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Capítulo 7 - Champions League em Veneza

Acordei por volta de 6 horas da manhã para efetuar os últimos ajustes e seguir para Veneza. Como iria atravessar a Itália de oeste à leste, sabia que a viagem seria longa e resolvi sair o mais cedo possível. Segui em direção à estação e tomei um café da manhã ali perto (7) no Ristorante Roma, pois o primeiro trem com destino a Veneza iria demorar alguns minutos. Passado o tempo conversando com o dono do local, fui para a estação onde comprei o bilhete por 28,25.

Até mesmo pela distância entre as duas cidades, não há trens que façam o trajeto sem escalas. Dessa forma, as baldeações foram as seguintes:

La Spezia – Parma (2 horas)
Parma - Piadena (52 min)
Piadena – Mantova (25 min)
Mantova – Verona (1 hora e 3 min)
Verona – Veneza (2 horas e 30 min)

Dado o tempo esperando em algumas estações, demorei 8 horas até chegar na estação central de Veneza. Acabei não tirando muitas fotos, mas as paisagens do interior da Itália eram absurdamente bonitas, bem diferente dos arredores de Roma que é uma megalópole. Nessa viagem peguei trens muito bons e um caindo aos pedaços, mas ainda bem que ele fez o trajeto mais curto (Piadena – Mantova). De verdade, hoje a imagem que eu tenho dos anos 30 é desse trem.

Chegando na estação central de Veneza, fui até o meu hostel que fica no bairro de Cannaregio. Foi ‘tranquilo’ fazer todo o trajeto andando exceto pela enorme quantidade de escadas que há na cidade, o que tornou esse trajeto não tão confortável por estar carregando uma mala de 23kg. De cara fiquei impactado pelo fato de que o único transporte feito dentro da cidade é o marítimo, algo que nunca havia visto. Escolhi esse bairro e especificamente esse hostel chamado Combo Venezia porque ele fica muito próximo de uma parada dos boats.

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Vista de uma das inúmeras pontes, bem próxima ao meu hostel

Efetuado o check-in, fui conhecer meu quarto. O hostel é absurdamente grande e estava em processo de modernização, então algumas partes estavam em reforma, mas nada que incomodasse. Acredito que pela baixa quantidade de hóspedes, me colocaram em um quarto com cama dupla, super confortável mas... solitário. O andar possuía cinco quartos e não havia ninguém para conversar no espaço de convivência do próprio andar e, durante minha estadia, não dividi o quarto com ninguém. Vou tocar nesse ponto da solidão em um post específico.

Banho tomado, bagagem arrumada e era 01/06/2019, dia da final da Champions League. Saí em procura de um bar na cidade e, de verdade, achei somente dois, onde um deles (um irish pub, inclusive) não iria transmitir o jogo. Fui para o Il Santo Bevitore, um bar totalmente comandando por mulheres. Foi bem interessante descobrir conversando com a chopeira o motivo do staff ser totalmente feminino e por umas três vezes elas pediram para algumas pessoas mais exaltadas se retirarem do bar. Assisti ao jogo com alguns ingleses porém confesso que esperava mais da experiência de assistir uma final de Champions League na Europa...

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Vai Curintcha!

Entre algumas pints, petistos e um bom atendimento, gastei 18,50. Voltando ao hostel tive a impressão (que se confirmou posteriormente) que a cidade não funciona a noite e eram somente 23:30. Uma iluminação não tão boa e os labirintos de Veneza me fizeram demorar além do previsto para chegar ao hostel. As três noites na cidade seriam longas...

💰 Custos do dia:

Café da manhã: €7
Ticket La Spezia - Veneza: €28,25

Pub: €18,50

 💸 Total: €53,75 (R$239,19)

Próximo post: Capítulo 8 - Amor e ódio por Veneza

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