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Capítulo 3 - Finalmente sol e noite em Trastevere

Dia começou ensolarado e finalmente poderia aproveitar Roma de verdade. Mas antes, baixei o TripAdvisor para descobrir lugares bons e baratos devido ao trauma do dia anterior 😂. Deu super certo para o café da manhã, onde praticamente almocei no D’Angelo por 6, recomendo muito o lugar.

Fiz a besteira de não ter reservado online o dia e horário para visitar o Coliseu, então tive que encarar uma fila de quase duas horas para efetuar a reserva para o período da tarde (sério, reservem a entrada... a fila estava enorme e nem era alta temporada).

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Arco de Constantino, bem próximo ao Coliseu

Efetuada a reserva, tinha 3 horas até iniciar o tour, então decidi ir para o Castel Sant’Angelo, antigo edifício militar. A entrada foi gratuita pelo fato de eu ter comprado o Roma Pass. Vale muito a pena a visita, é um lugar de muita história, muito bonito e bem preparado para receber os turistas. Há um restaurante dentro do Castelo mas confesso que não tive curiosidade de olhar os preços. Fora do castelo ainda tem um jardim onde as pessoas fazem piquenique, praticam esporte etc, é possível passar uma manhã ou tarde sem perceber o tempo passar.

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Castel Sant'Angelo

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Catapulta utilizada na fortaleza

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O Castelo também foi residência papal

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Ponte Sant'Angelo

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Anjo que dá nome ao castelo

E foi isso que aconteceu, pois precisava estar no Coliseu às 16hrs e ainda estava no Castelo às 15:20. Corri pra pegar o ônibus e cheguei em cima da hora por conta do trânsito, então não pude iniciar o tour pelo Palatino, entrando diretamente pelo Coliseu. Foi uma sensação única entrar em um lugar com tanta história, sem dúvidas um dos pontos altos da minha estadia em Roma. Não utilizei um guia e bateu o arrependimento depois, recomendaria bastante. Durante minha visita, percebi alguns guias brasileiros inclusive.

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Imagina quantas pessoas passaram por aqui...

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Vista interior do Coliseu, em constantes reformas

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Após a visita no Coliseu, fui para o Fórum Romano, amplo espaço com algumas ruínas de construções muito importantes na história da Itália.

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Fórum Romano

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Fórum Romano

Trajeto feito, voltei para o meu hostel. No caminho passei pelo Carrefour e comprei uma cerveja e alguma coisa pra beliscar, gastei 6. Havia lido bastante coisa sobre Trastevere, principalmente sobre ser um bairro boêmio e é isso que a gente gosta. Peguei um ônibus próximo ao hostel e cheguei por volta de 22hrs. Parei num bar que estava quase vazio, tinham três pessoas que não deram abertura para conversar com uma pessoa que estava sozinha. Cerveja tomada (5) e andei sem rumo pelo bairro. Achei um bar brasileiro, mas não queria viajar e ir para um bar com cara do Brasil 😂, acabei passando direto. Válido dizer que não me senti inseguro em nenhum momento andando sozinho a noite.

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Bar brasileiro chamado BumBum, no mínimo sugestivo

Acabei parando no Baccanale Trastevere, lugar bastante acolhedor com muitas opções de cerveja e petiscos por um preço justo. Paguei 12 em um lanche mais uma pint e, com um pouco de álcool na cabeça, foi mais fácil conversar com a galera que estava no bar. Uma das coisas que mais aprendi e gostei viajando é que você tem que botar a cara a tapa e perder a vergonha/timidez, senão você praticamente não se comunica e perde a oportunidade de conhecer pessoas interessantes com uma cultura totalmente da sua.

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Salute!

Tive que sair do bar um pouco antes da meia-noite pois o transporte em Roma para de funcionar pela madrugada. Além disso, Trastevere fica um pouco afastado do centro. Ônibus e cidade vazias, era hora de voltar pro hostel.

💰 Custos do dia:

Café da manhã/almoço: €6
Carrefour: €6

Matebar: €5
Baccanale Trastevele: €12

 💸 Total: €29 (R$129,05)

Próximo post: Capítulo 4 - Vaticano

 

 

 

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15 horas atrás, lobo_solitário disse:

@Yunes parabens pelo relato.. acompanhando o restante.

Obrigado por acompanhar!

9 horas atrás, RodrigoDigão disse:

@Yunes 

Parabéns pelo relato, cheio de detalhes e bem organizado! Acompanhando...

Rodrigo, obrigado pelo elogio e por acompanhar o relato. Vi que você vai pra Croácia, espero chegar em breve em Split, Hvar e Dubrovnik, o país é incrível!

1 hora atrás, D FABIANO disse:

Você disse que havia arroz no café,é como outras pessoas aqui,que no almoço e janta foi massa.Não existe arroz nesta hora,para nós a certa?

Não tive curiosidade de perguntar se havia arroz no almoço/jantar, mas pelos poucos cardápios que vi não tinha 😂

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14 horas atrás, Yunes disse:

Rodrigo, obrigado pelo elogio e por acompanhar o relato. Vi que você vai pra Croácia, espero chegar em breve em Split, Hvar e Dubrovnik, o país é incrível!

Cara, estou com passagem comprada para agosto, porém ainda não sabemos como vai ser, por conta do corona. Só tenho a ida e volta pela TAP. Já era para estar reservando outras coisas, mas por enquanto, aguardando...

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Capítulo 4 - Vaticano

Último dia em Roma e eu não poderia deixar de ir no Vaticano. Seguindo o péssimo planejamento, também não reservei online um dia e horário, então lá vamos nós encarar fila novamente. Antes, passei no Trecaffé (5,50) para tomar café da manhã, muito bom por sinal. O local é bem próximo a Fontana di Trevi, foi inevitável passar por lá e tirar mais algumas fotos.

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Fontana di Trevi pela manhã e, obviamente, cheia de turistas

Após uma rápida visita, peguei um ônibus até a Cidade do Vaticano. Do centro de Roma até o Vaticano demorei cerca de 25 minutos, então recomendo ir de transporte público até o ponto Vatican City. Ao chegar, uma rápida revista foi exigida. Vários locais estavam bloqueados e você só poderia entrar no país passando por essa pequena burocracia, mas foi coisa de 20-30 segundos mostrando todo o conteúdo da minha mochila.

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Após a entrada no Vaticano

Já no Vaticano, comprei um ticket de visita ao Museu + Capela Sistina por 30 com direito a um ‘guia’ até o museu que possui uma fila priorizada. Ao olhar agora o site do Museu (http://www.museivaticani.va/content/museivaticani/en.html), percebi que caí num golpe 😂, o valor na bilheteria custa 17. Sinceramente não sei se há prioridade na entrada, mas havia uma fila gigantesca de pessoas sem esses guias que devem ganhar muito dinheiro diariamente de pessoas apressadas como eu.

Acredito que experiências são únicas e pessoais, então prefiro não contar muitos detalhes da visita. Mas algo que gostaria de deixar registrado é que, sem dúvidas, foi o melhor museu que já fui na vida. A coleção dos artefatos egípcios era algo que não imaginava encontrar no Museu e foi uma puta surpresa.

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Um dos artefatos da exposição egípcia

Em certos momentos, havia uma aglomeração de pessoas com destino a Capela Sistina, então o caminho exige um pouco de paciência. Recomendo não ir com pressa: tire um dia para visitar o Museu, vá além da Capela Sistina... com certeza o local merece uma manhã e/ou uma tarde inteira destinadas ao local. Na Capela Sistina, há uma regra de que não pode tirar fotos do local, inclusive com uma segurança reforçada para impedir que as pessoas fiquem paradas por muito tempo com uma câmera na mão. Acredito que isso seja para evitar aglomeração e por respeito ao local que, sem dúvidas, é o ponto alto de toda a visita.

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Um dos tetos mais famosos do Museu

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Jamais pensaria encontrar uma taça da Libertadores no Museu

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Escadaria

Bem próximo ao Museu do Vaticano há a opção número um do TripAdvisor, não poderia deixar de ir. O local se chama Vuliò Apulian, o preço é ótimo pela melhor bruschetta que você vai comer na vida. Paguei €8 por uma bruschetta e uma cerveja. Por ser um lugar muito bem colocado nos rankings, é muito provável que você pegue fila para entrar, independente do horário. Comida boa e ótimo atendimento é um combo infalível.

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Valeu a pena esperar na fila!

Peguei o metrô pela primeira vez em Roma para voltar a região central. Sem ser clubista com a cidade que eu moro, mas achei o transporte público de São Paulo bem melhor comparado a Roma (e com Atenas, outra grande cidade que visitei). Andei sem rumo pela Piazza di Spagna e essa praça em específico nunca fica vazia, assim como a Via dei Condotti, rua com lojas de grandes (e caras) marcas. Como não podemos gastar euros adoidado igual a rua sugeria, procurei por lugares recomendados e decidi ir na sorveteria mais famosa de Roma, Giolitti. O preço varia dependendo da quantidade de sabores, mas garanto que são 4, 5 muito bem gastos (tanto que peguei dois sorvetes seguidos 😂) dando um total de 9.

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Mais um lugar que você pegará fila, mas vale a pena!

Aproveitei o restante do dia para visitar alguns lugares que queria muito visitar com calma, sem a correria e o stress de visitar na chuva. Logo, passei pela Piazza di Spagna, Panteão e Piazza Navona.

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Panteão

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Panteão

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Escultura na Piazza Navona

Voltando pro hostel, procurei possíveis lugares para aproveitar a noite, mas todos eram bem caros pra entrar. Acabei ficando no hostel com direito a cerveja, pebolim e bastante conversa com a galera que também estava hospedada, gastando um total de 9.

💰 Custos do dia:

Café da manhã/almoço: €5,50
Ticket do Museu do Vaticano e Capela Sistina: €30

Almoço do Vuliò: €8
Giolitti: €9
Happy hour no hostel: €9

 💸 Total: €61,50 (R$273,68)

Próximo post: Bate-volta em Pisa e chegada em La Spezia

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9 horas atrás, D FABIANO disse:

O resto do Vaticano pode se tirar fotos? É verdade que lá tem vestuário específico,como a sagrada família de Barcelona? 

O restante do Museu era possível fotografar. Quando ao vestuário, não sei dizer rs. 

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Capítulo 5: Bate-volta em Pisa e chegada em La Spezia

Acordei por volta das 7 da manhã para tomar um rápido café da manhã no hostel (7), fazer os últimos ajustes na minha bagagem e me despedir de Roma. Acredito que não poderia ter iniciado minha viagem numa cidade melhor, gostei muito dos dias que passei e espero voltar daqui há alguns anos. Arrependimentos... talvez só não ter aproveitado tanto a vida noturna da cidade. Comprei alguns chaveiros em uma dessas bancas que possuem de tudo (10) e fui para a Estação Termini, onde comprei um bilhete para Pisa pelo valor de 38. A compra foi bem tranquila em uma das várias máquinas distribuídas pela estação. O trem saiu no horário e foi uma viagem confortável, apesar de você sentar frente a frente com outras duas pessoas mas nada que seja de grande incômodo. Boa parte do trajeto foi feito a beira-mar e felizmente estava sentado do lado esquerdo... a vista da janela do trem beirava ao inacreditável. Minha nota mental foi: "um dia eu venho para Livorno".

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Vista do trem do litoral de Livorno

Após três horas de viagem, cheguei na estação central de Pisa. Como faria apenas um bate-volta (e eu recomendo fazer isso, passar uma noite na cidade pode ser considerado como ‘tempo perdido’), deixei minha mala em um guarda-volumes da própria estação pagando 5. Eles também fornecem aluguel de bicicleta, mas achei que não valeria a pena naquele momento.

Comparado com Roma, Pisa é uma cidade bem interiorana. Há uma praça central logo após a estação com uma feira cheia de barracas vendendo coisas falsas ou lembranças da cidade e logo após vira uma zona residencial. Durante os 20 minutos andando até chegar na Piazza dei Miracoli, somente perto da praça havia um movimento mais intenso de pessoas. Na praça, aquele aglomerado de pessoas fazendo as mais diferentes poses empurrando a torre e muitas pessoas deitadas no jardim que beira o Duomo, o dia realmente estava propício para isso. Obviamente não podia ficar de fora e passei um pouco de vergonha pedindo para as pessoas tirarem uma foto minha empurrando a torre 😂

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Torre de Pisa

E basicamente a cidade gira em torno da praça, então era hora de continuar minha jornada. Antes, busquei um lugar para almoço e acabei me perdendo nos labirintos que são as ruas de Pisa, mas valeu a pena pela ótima experiência almoçando no La Ghiotteria. Paguei 13,50 em uma pasta e um limoncello, que achava que era limonada mas quando vi um copo de dose e senti o cheiro de álcool puro já era tarde demais 😂. É uma bebida alcoólica bem forte, comparo com a nossa cachaça com limão.

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Uma das poucas ruas retas de Pisa

Antes de chegar na estação, comprei alguns chaveiros (5) na praça e fui retirar minha mala. Tudo estava em ordem e era hora de comprar o bilhete para La Spezia, cidade satélite das Cinqueterres. Paguei 7,80 no bilhete e o preço justificou o trem, dessa vez bem antigo, não tinha nem ar-condicionado. Uma hora e trinta minutos no trem e cheguei em La Spezia, uma cidade litorânea com mais vida e movimento comparado a Pisa. A cidade não tenha praia, mas vale a visita no porto e na praça da cidade.

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Porto de La Spezia

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Centro de La Spezia

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Porto

Meu hostel era pequeno, então isso tornava um ambiente mais familiar entre os hóspedes. Compramos algumas cervejas no mercado (6,20) e dividimos algumas pizzas (5) com direito a muita conversa, sendo uma delas como eu poderia ser brasileiro se eu era mais branco que duas alemãs que estavam lá 😂. Fui dormir cedo pois o dia seguinte seria de bastante caminhada.

 

💰 Custos do dia:

Café da manhã: €7
Chaveiros: €10

Bilhete de trem Roma - Pisa: €38
Guarda-volumes: €5
Almoço: €13,50
Bilhete de trem Pisa - La Spezia: €7,80
Carrefour: €6,20
Pizza: €5

 💸 Total: €92,50 (R$411,62)

Próximo post: Capítulo 6 - Cinqueterre e a realização de um sonho

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Capítulo 6 - Cinqueterre e a realização de um sonho

Eram 7:30 da manhã e eu já estava de pé arrumando minha mochila para conhecer Cinqueterre. As cinco cidades foram um dos grandes motivos para visitar a Itália e acabei conhecendo esse destino através de uma foto que vi no Instagram. Na mesma hora, coloquei no meu roteiro e nenhuma outra cidade que acaba fazendo parte de um roteiro padrão (Florença, Bologna, Verona) seriam capazes de me fazer mudar de trajeto. Cinqueterre é formada pelas seguintes cidades: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso. Todas são bem próximas umas das outras mas cada uma tem características bem particulares, então é obrigatório conhecer a cinco numa visita a região. Para se deslocar entre as cidades, há a opção de fazer trilha, trem (por volta de 3-5 minutos entre cada cidade) e barco (não fiz esse caminho).

Tomei café da manhã no centro histórico de La Spezia (€4,50) e segui em direção a estação central, pois lá você compra o ticket (€16) que lhe permite entrar em cada uma das cinco cidades. O bilhete tem validade de 24 horas e acredito que sejam suficientes caso tenha bastante disposição. As cidades são em sua maioria montanhosas, o que faz toda a caminhada não ser tão fácil assim.

Bilhete comprado para o trem das 10hrs da manhã, embarquei no trem com destino a Monterosso, a última das cinco cidades. Saindo da estação, tive uma vista que justificou todo o esforço da viagem... é um lugar bem pitoresco, cenário de filme europeu. O mar tem um azul que eu, paulista que quase não vai à praia, nunca havia visto.

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Mar de Monterosso

Depois de andar bastante pelo centro da cidade, peguei o trem com destino à Vernazza. Se Monterosso já é bonito, Vernazza então... caso visite as Cinqueterre, dê um destaque a essa cidade. Achei que havia uma quantidade maior das famosas casas coloridas além de algumas fortificações, onde uma delas é o ponto mais alto da cidades. Aproveitei minha passagem por Vernazza para comer uma focassia, especialidade local (€7). Ainda tomei um sorvete (€3,50) antes de me encarar uma trilha entre as cidades de Vernazza e Corniglia. Em alta temporada há um controle para ter acesso as trilhas mas, quando fui não vi ninguém exigindo ticket. Ao todo, andei 1hr e 20min pelo Parque Nacional, por ora no meio da floresta, ora beira-mar. Com certeza vale a pena deixar o metrô de lado e enfrentar a trilha, que é sinuosa e possui muitos pontos de subida e descida. O fluxo de pessoas é intenso para uma trilha, seja indo ou voltando de Corniglia, então é bom ter cuidado e calçar um tênis apropriado.

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Centro histórico de Vernazza

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Uma das vistas mais conhecidas de Cinqueterre fica no início da trilha entre Vernazza - Corniglia

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Caminho da trilha entre Vernazza - Corniglia

Cheguei em Corniglia morto depois de toda a caminhada debaixo de um sol aos 30ºC, então peguei leve nessa cidade. Aproveitei para comprar uma água pois as minhas garrafas já estavam secas (€1,50). Como Corniglia é a cidade mais alta das cinco, aproveitei para andar com mais calma, tirando algumas fotos e conhecendo vários cantos da cidade. 

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Corniglia

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Lugar ruim para se ter uma casa né?

Manarola estava absurdamente lotada e não estava com muita paciência pra encarar uma multidão de turistas 😂. Fiquei pouco tempo e já fui para Riomaggiore. Nessa cidade acabei rasgando dinheiro comprando três chaveiros por €15, mas tinha que trazer alguma lembrança desse lugar tão marcante. Fiquei perambulando pela cidade e não queria voltar pro hostel, então decidi passar o fim do dia em Levanto, cidade que fica após Cinqueterre. O transporte foi feito pelo mesmo trem que opera entre as cinco cidades. Levanto tem toda a cara de uma cidade litorânea e, pelo menos naquele dia, quase não havia turistas. Valeu muito a pena encerrar meu dia aqui aproveitando uma praia de areia, raridade nessa viagem.

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Praia de Levanto

Voltei pro hostel e aproveitei para tomar um bom banho depois de toda a caminhada do dia. Jantei em um restaurante de La Spezia (€13) com direito a duas pints, achei a cidade barata no geral, apesar de ser pequena. Tinha um bar bem agitado nas proximidades mas não fiquei muito animado, precisava dormir pois o dia seguinte iria atravessar do oeste ao leste da Itália.

 

💰 Custos do dia:

Café da manhã: €4,50
Ticket Cinqueterre: €16

Focaccia: €7
Sorvete: €3,50
Água: €1,50
Jantar: €13


 💸 Total: €45,50 (R$202,48)

Próximo post: Capítulo 7 - Champions League em Veneza

 

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Capítulo 7 - Champions League em Veneza

Acordei por volta de 6 horas da manhã para efetuar os últimos ajustes e seguir para Veneza. Como iria atravessar a Itália de oeste à leste, sabia que a viagem seria longa e resolvi sair o mais cedo possível. Segui em direção à estação e tomei um café da manhã ali perto (7) no Ristorante Roma, pois o primeiro trem com destino a Veneza iria demorar alguns minutos. Passado o tempo conversando com o dono do local, fui para a estação onde comprei o bilhete por 28,25.

Até mesmo pela distância entre as duas cidades, não há trens que façam o trajeto sem escalas. Dessa forma, as baldeações foram as seguintes:

La Spezia – Parma (2 horas)
Parma - Piadena (52 min)
Piadena – Mantova (25 min)
Mantova – Verona (1 hora e 3 min)
Verona – Veneza (2 horas e 30 min)

Dado o tempo esperando em algumas estações, demorei 8 horas até chegar na estação central de Veneza. Acabei não tirando muitas fotos, mas as paisagens do interior da Itália eram absurdamente bonitas, bem diferente dos arredores de Roma que é uma megalópole. Nessa viagem peguei trens muito bons e um caindo aos pedaços, mas ainda bem que ele fez o trajeto mais curto (Piadena – Mantova). De verdade, hoje a imagem que eu tenho dos anos 30 é desse trem.

Chegando na estação central de Veneza, fui até o meu hostel que fica no bairro de Cannaregio. Foi ‘tranquilo’ fazer todo o trajeto andando exceto pela enorme quantidade de escadas que há na cidade, o que tornou esse trajeto não tão confortável por estar carregando uma mala de 23kg. De cara fiquei impactado pelo fato de que o único transporte feito dentro da cidade é o marítimo, algo que nunca havia visto. Escolhi esse bairro e especificamente esse hostel chamado Combo Venezia porque ele fica muito próximo de uma parada dos boats.

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Vista de uma das inúmeras pontes, bem próxima ao meu hostel

Efetuado o check-in, fui conhecer meu quarto. O hostel é absurdamente grande e estava em processo de modernização, então algumas partes estavam em reforma, mas nada que incomodasse. Acredito que pela baixa quantidade de hóspedes, me colocaram em um quarto com cama dupla, super confortável mas... solitário. O andar possuía cinco quartos e não havia ninguém para conversar no espaço de convivência do próprio andar e, durante minha estadia, não dividi o quarto com ninguém. Vou tocar nesse ponto da solidão em um post específico.

Banho tomado, bagagem arrumada e era 01/06/2019, dia da final da Champions League. Saí em procura de um bar na cidade e, de verdade, achei somente dois, onde um deles (um irish pub, inclusive) não iria transmitir o jogo. Fui para o Il Santo Bevitore, um bar totalmente comandando por mulheres. Foi bem interessante descobrir conversando com a chopeira o motivo do staff ser totalmente feminino e por umas três vezes elas pediram para algumas pessoas mais exaltadas se retirarem do bar. Assisti ao jogo com alguns ingleses porém confesso que esperava mais da experiência de assistir uma final de Champions League na Europa...

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Vai Curintcha!

Entre algumas pints, petistos e um bom atendimento, gastei 18,50. Voltando ao hostel tive a impressão (que se confirmou posteriormente) que a cidade não funciona a noite e eram somente 23:30. Uma iluminação não tão boa e os labirintos de Veneza me fizeram demorar além do previsto para chegar ao hostel. As três noites na cidade seriam longas...

💰 Custos do dia:

Café da manhã: €7
Ticket La Spezia - Veneza: €28,25

Pub: €18,50

 💸 Total: €53,75 (R$239,19)

Próximo post: Capítulo 8 - Amor e ódio por Veneza

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    • Por Roberto Tonellotto
      No mês de maio de 2018 viajei para a Itália com o objetivo de assistir a duas etapas do Giro d’Italia, uma das competições de ciclismo mais importante do mundo ao lado do Tour de France. Ao todo são 21 etapas. Nessa edição as três primeiras etapas foram em Israel antes de chegar na Sicília, já na Itália, e subir até o Norte e depois retornar ao Sul para a última disputa em Roma.
      Meu objetivo era assistir a 14ª etapa, com partida de San Vito Al Tagliamento com chegada no Monte Zoncolan. Assistir de perto uma final de etapa sobre o mítico Zoncolan na região do Friuli é o sonho de qualquer ciclista ou apreciador do esporte.  Considerada a montanha mais dura da Europa, com 10,2km e com ganho de elevação de 1.225 metros, torcedores do mundo todo disputam espaço ao longo de toda subida para ver de perto o sofrimento e a garra dos melhores ciclistas de estrada do mundo. Na tarde do dia 19 de maio eu e o amigo Tacio Puntel, que mora no país há 13 anos, estávamos estrategicamente colocados sobre a Montanha para assistir à chegada. Milhares de pessoas chegaram cedo ou até acamparam no local, onde a temperatura mínima naquela madrugada tinha ficado abaixo de zero. Mas tudo é festa. Ali ficou evidente para mim como a cultura do ciclismo é tão importante para a sociedade italiana e europeia. Mas para a alegria de alguns e a tristeza de outros quem ganha a etapa é o britânico Chris Froome (que se tornaria o campeão do Giro) seguido de perto por Simon Yates e em terceiro colocado o italiano Domenico Pozzovivo.
      No outro dia fomos até Villa Santina para assistir a passagem da 15ª etapa com 176km, que teve início em Tolmezzo e chegada em Sappada, também na região do Friuli. A passagem dos ciclistas ocorreu dentro da cidade. Sentados em um bar ao lado rua, podemos ver toda a estrutura envolvida para dar suporte as 22 equipes que somam quase 180 ciclistas. Ônibus, Vans, Carros de abastecimentos, motos, equipes de televisão, ambulâncias. Uma grande logística para um negócio milionário que percorreu mais de 3.571 mil quilômetros em terras israelenses e italianas.
      Mas nem só de assistir ao Giro se resumiu essa viagem. Após passar alguns meses planejando roteiros para pedalar na Itália, Áustria e Eslovênia, chegava a hora de pôr em prática. Narro a partir de agora alguns trechos de cicloturismo que realizei nos três países.
      Cleulis (Itália) –  Passo Monte Croce - Dellach (Áustria) – 70km.
      Acordei decidido que iria almoçar na Áustria. Para chegar até lá teria que enfrentar o Passo do Monte Croce Carnico, ao qual já tinha subido e tinha noção que não era muito difícil. O retorno porém, era uma incógnita. O dia estava bonito, a minha frente a espetacular Creta de Timau, a montanha de 2218m, me mostrava o caminho. Uma parada rápida para foto na capela de Santo Osvaldo e cruzo Timau, a última frazione antes de chegar à fronteira. A partir dali, só subida e curvas. Muitas curvas. Eram incontáveis os grupos de motociclistas, trailers e cicloturistas que desciam a montanha. A cada curva um novo panorama se abria. Placas indicavam a altitude, 900m, 1000m, 1200m, até alcançar os 1375m na fronteira Itália/Áustria. Depois, só alegria... Descida de 12km até Mauthen.
      Parada em Kotschach para foto e planejar o próximo passo. Viro à direita na 110 e o vale que se abre a minha frente (e que se estende por quase 80km até Villach) me faz recordar da Áustria dos cartões postais e filmes. Campos verdes infinitos e montanhas que ainda conservavam a neve do inverno. O que mais me impressionou foi o aroma. Um frescor no ar. Uma mistura de terra molhada com lenha verde recém cortada. Segui por esse vale até encontrar a primeira cidade, a segunda, a terceira. Resolvi que era hora de voltar. Encontro a Karnischer Radweg R3, uma ciclovia que acompanha um belo Rio de águas cristalinas. Chego novamente em Mauthen, compro um lanche reforçado e quando vejo já estou subindo os 12km em direção a Itália. Começa a chover faltando poucos quilômetros para a fronteira.
      Parada obrigatória no Gasthaus Plockenhaus. Tempo depois a chuva diminui e começo o último trato até a fronteira. Mais um túnel congelante. Pedalo forte para esquentar o corpo. Na fronteira, já aquecido, vou beber um café no Al Valico, no lado italiano. Como ainda tinha algum tempo até anoitecer e querendo aproveitar ao máximo a viagem, deixo a bicicleta no restaurante e parto rumo a um trekking montanha acima, rumo ao Pal Piccolo. O local foi cenário de um dos episódios mais sangrentos da Primeira Guerra Mundial e hoje abriga um museu a céu aberto, onde mantém em perfeito estado as trincheiras e equipamentos utilizados nas batalhas entre o Império Austro-Húngaro e Itália. Seria uma caminhada de 2km com quase 600m de subida. Logo comecei a ver alguns animais selvagens e neve.
      Nenhuma palavra pode descrever o que eu senti lá. É emocionante estar em um local de Guerra tão bem preservado a quase 2 mil metros de altitude. Ali as trincheiras ficam a menos de 30 metros umas das outras. A bateria da Gopro e do celular já tinha acabado. A minha também. Apenas uma foto registrou a chegada. Não demorei muito e comecei a descer. Depois de 40 minutos de descida até a fronteira, pego a bicicleta e desço em direção a Cleulis, sob chuva e vento forte.
      Grossglokner Alpine Road – Áustria – 30km
      O corpo cobrava o preço do esforço dos últimos pedais e do cansaço da longa viagem. O sábado amanheceu bonito na região da Carnia na Itália e fazia calor quando partimos rumo a Heiligenblut na Áustria. O contraste do verde das montanhas com alguns pontos de neve com o céu azul e a brisa leve nos lembravam que a primavera havia chegado e não iria demorar muito para o verão dar as caras. Por volta do meio dia chegamos a Heiligenblut. A partir dali eu seguiria pedalando. Rapidamente preparo a Mountain Bike, me visto, respiro fundo e começo a “escalar” os 15 quilômetros até o mirante do Grossglockner, a maior montanha da Áustria e a segunda da Europa, com 3797m de altitude. Os primeiros metros, com uma inclinação de 15% já demonstravam que o desafio seria vencido com paciência e força. O calor me surpreende, o Garmin marca 33 graus e uma altitude de 1295m, o que só aumenta o desconforto, que iria diminuir conforme ganharia altura. Pra quem já subiu a linha São Pedro, Cortado, Cerro Branco, Lajeado Sobradinho, Linha das Pedras ou Linha dos Pomeranos pode ter uma pequena ideia do que foi. Chegava na marca dos 11km de subida, na altitude de 2000 mil metros. Pausa para hidratação e para admirar a paisagem. Picos nevados, cachoeiras, mirantes, campos verdes. Impossível não ficar hipnotizado com tamanha beleza de uma das estradas alpinas mais bonitas do mundo. Depois de 2 horas e 15 minutos e algumas paradas para hidratação chegava a 2.369m com uma visão espetacular do Glaciar Pasterze com 8,5km de comprimento e do imponente Grossglockner. Depois de comprar alguns souvenires e comer um pouco, iniciei a descida que em alguns pontos era possível ultrapassar facilmente os 80km/h.
      Triglav - Kranjska Gora (Eslovênia) Tarvisio - Pontebba - Chiusaforte - Moggio Udinese (Itália)
      Parque Nacional Triglav, Eslovênia. Passava do meio dia quando inicio mais uma pedalada. O trajeto do dia seria quase todo em ciclovias através de vales. Segui até a fronteira em Ratece e dali até Tarvisio na Itália onde encontrei a ciclovia Alpe Adria que inicia em Salsburgo na Áustria e vai até Grado no litoral do mar Adriático. Feita sobre uma antiga ferrovia, asfaltada e bem sinalizada é considerada uma das mais bonitas da Europa. Diversos túneis, pontes, áreas para descanso e pontos para manutenção das bikes com ferramentas a disposição. Durante o dia cruzei por centenas de ciclistas e fui cumprimentado por japoneses, espanhóis, alemães, holandeses e claro, italianos.
      É um parque de diversão só para ciclistas. Um ponto de encontro de apaixonados por bicicleta de diferentes nacionalidades. Ali famílias pedalam tranquilamente, sem pressa. Mais do que uma atividade física, percorrer a Alpe Adria é uma viagem na história e nos valores culturais e ambientais do Friuli.
      A paisagem mudava constantemente, ao fim de cada túnel se abriam bosques selvagens, montanhas rochosas e rios com água em tons de azul. Parei na antiga estação de Chiusaforte que foi transformada em um bar para cicloturistas. Dessa cidade as famílias Linassi, De Bernardi e Pesamosca emigraram para a Quarta Colônia na década de 1880. Recarreguei as energias com café e cornetto e segui em frente encantado com a beleza do Rio Fella. Após alguns quilômetros, ao lado do Rio Tagliamento encontrei a cidade medieval fortificada de Venzone. Próximas paradas: Buia terra das famílias Tondo e Comoretto e a cidade de Gemona Del Friuli das famílias Copetti, Forgiarini, Baldissera, Londero, Brondani, Papis, Rizzi, Patat e tantas outras que dali saíram para colonizarem a região central do nosso Estado.
      Nos últimos quilômetros encontrei a belíssima planície friulana e Údine, Palmanova e Aquileia, a antiga cidade romana fundada em 181 a.C. que conserva vestígios arquitetônicos do Forum, do porto fluvial e os 760 metros quadrados de mosaico do século III na Basílica de Santa Maria Assunta.
      Já era tarde da noite quando cheguei em Grado. Degustei uma pizza e um bom vinho tocai friulano e adormeci ao som do Mar Adriático.
      Pendenze Pericolose
      Pendenze Pericolose é um hotel para ciclistas de estrada em Arta Terme. Estrategicamente localizado próximo das subidas mais desafiadoras da Europa como o Zoncolan e o Monte Crostis é também cenário para diversas competições esportivas. Foi ali que conheci seu idealizador, o romano Emiliano Cantagallo que deixou o emprego de Guarda do Papa para se dedicar inteiramente ao ciclismo e a hotelaria na região da Cárnia.
      Eu já acompanhava seus vídeos na internet com ciclistas profissionais em lugares incríveis onde ele demonstrava a paixão que sentia por aquela terra. Estando tão perto eu não poderia perder a oportunidade de ter essa experiência. Através dos amigos Tácio e Marindia Puntel o encontro foi marcado. No outro dia já estávamos na estrada, eu, Emiliano e Alessandra que também veio de Roma e estava hospedada no hotel. Fiquei espantado com seus níveis de condicionamento físico. Normal para quem faz por volta de 150km todos os dias. Nesse dia aliviaram para mim, seriam 100km e “apenas” duas montanhas.
      Foi um dia inesquecível, apesar do ritmo forte, conversamos muito. Emiliano contava sobre cada lugar: Sella Nevea, Tarvisio, Montasio... Falamos sobre o acaso da vida. Dois romanos e um brasileiro nas montanhas da Cárnia unidos por um esporte e com visões de mundo semelhantes. No meio do caminho, fizemos uma parada no Lago del Predil. Contemplamos o lago cercado por montanhas e nos abraçamos como velhos amigos.
      Foram mais de 500 quilômetros pedalados entre Áustria, Itália e Eslovênia durante a primavera do hemisfério norte. Foram 15 dias de imersão cultural, descobrindo e aprendendo. Permaneci a maior parte do tempo entre Arta Terme e Paluzza. Sentia-me em casa convivendo com pessoas que possuem uma ligação genealógica e afetiva com nossa região. Daquela área saíram as famílias Anater, Prodorutti, Puntel, Maieron, Dassi, Muser e Unfer. Se não fosse pela língua e pelas montanhas, diria que estava na Linha dos Pomeranos ou na Serraria Scheidt.  Na fração de Cleulis, em Paluzza, conheci as casas que foram de alguns emigrantes. Construções em sua maioria de dois pavimentos e que ainda se mantem intactas e bem cuidadas.
      Foi de Cleulis que iniciei mais uma pedalada, agora até o Lago Avostanis. Não fazia ideia do que ia encontrar quando parti às 7 horas de um domingo ensolarado e frio. Logo comecei a subir por uma estrada de terra que serpenteava a Floresta de Pramosio. Muitas curvas. Seriam mais de cinquenta nos dez quilômetros até o topo. A inclinação era absurda. A mata fechada permitia que apenas alguns raios de sol atingissem a estrada. Quanto mais alto, mais a temperatura diminuía e a paisagem se transformava. Parei em uma placa indicativa que mostrava em detalhes como a vegetação se dividia conforme a altitude. Assustei-me quando percebi que havia percorrido apenas um terço do caminho. O silêncio era quase total, ouvia apenas a minha respiração e o barulho do atrito dos pneus com o cascalho.  O ambiente, muito bem preservado, é lar de cervos e coelhos selvagens que saltavam de um lado para o outro. Na altitude de 1500 metros está a Malga Pramosio. Malga é uma espécie de estabelecimento alpino de verão, geralmente um restaurante ou bar com produtos típicos. Segui em frente. O caminho a parti dali só é possível ser feito a pé ou de bicicleta. Ainda havia muita neve em alguns pontos, o que exigia colocar a bicicleta nas costas e caminhar sobre o gelo ao lado de um precipício. Foi assim que cheguei a quase 2 mil metros de altitude no Lago Avostanis que ainda estava congelado. Foi o lugar mais bonito de toda a viagem, uma beleza que só se revela para aqueles dispostos a enfrentar a si mesmos e a respeitar o poder da natureza em sua forma bruta.
      Durante esse tempo pedalando por antigas estradas romanas, cidades medievais, atravessando fronteiras e exposto a uma diversidade de culturas e tentando me adaptar a cada uma delas, percebi uma coisa que mais me chamou atenção: o respeito. O respeito não só com o ciclista, mas com o ser humano em si. E o respeito se transformava em solidariedade, em empatia. Por diversas vezes, em bares e restaurantes principalmente no Friuli, recusavam-se que eu pagasse a conta. Não sofri qualquer tipo de preconceito por ser brasileiro ou por não ter sangue “puro” italiano. Havia apenas curiosidade e fascínio de ambas as partes.
      Foram tantos os detalhes que me chamaram atenção durante esses dias que são difíceis de enumerá-los. Desde beber água direto das fontes à beira da estrada até a generosidade daquele povo. É poder conhecer coisas assim quer torna o ciclismo tão especial. Não é apenas o lugar em si. Mas o modo que você o visita. As pessoas e as histórias que conheceu. O que você precisou fazer para chegar até ele e o quanto dele ficou em você quando foi embora.
       
































    • Por Jonatas Elias
      Relato da viagem pela França
       
      Relato da viagem pela Itália
       
    • Por Jonatas Elias
      Relato da viagem pela França
       
      Relato da viagem pela Holanda
       
    • Por Ismael Guimarães
      Olá mochileiros!
      Venho novamente trazer outra contribuição ao fórum, pois foi justamente aqui que consegui todas as dicas da minha viagem para Florença.
      Começo o relato da minha passagem por Florença com um desabafo: o arrependimento que eu amargo de ter reservado apenas 1 dia para essa cidade incrivelmente fofa, daquelas que dá vontade de colocar em um potinho e levar pra casa!
      Mas isso só me deixou uma certeza: a de que eu ainda voltarei com mais calma para apreciar a bela Firenze!
      Florença é o berço do Renascimento e a capital da região da Toscana. Considerada como o centro de início do humanismo europeu, a cidade é parada obrigatória para quem é amante da arte. Então tenha em mente que a cidade respira arte!
      Apenas para ilustrar o seu potencial, a cidade é a terra natal de grandes personalidades italianas, tais como Michelangelo, Leonardo da Vinci, Dante Alighieri, Nicolau Maquiavel e ninguém menos que Galileu Galilei.
      Embora a cidade mantenha essa atmosfera nostálgica, atualmente é bastante agitada, com boa comida, vinho fantástico, mercado de moda mundialmente conhecido e uma energia descontraída. E apesar de ser uma cidade pequena, há muito o que ver e fazer!
      O transporte público de Florença é bastante eficiente, mas vai por mim: você não precisará de meios de transporte para se locomover, pois o centro histórico é compacto e completamente acessível. Então só precisará de sapatos confortáveis, garrafinha de água e bastante apetite.
      Chegamos a Florença pela estação central de trens (Firenze Santa Maria Novella), em uma viagem que partiu de Roma e durou cerca de 1 hora e 20 minutos. Em outro post detalharei como é viajar de trens rápidos pela Itália. A estação não fica necessariamente no centro histórico ou ao lado do Duomo, mas fica distante cerca de 1 km que dá para ir caminhando tranquilamente.
      E Florença segue o mesmo padrão de hospedagem cara que observamos pela Itália. Ficamos hospedados praticamente ao lado do Duomo, em uma espécie de pensão chamada Prestigia Rooms (instalada em alguns andares de um prédio histórico), que reservamos pelo Booking. A hospedagem parece ter sido reformada recentemente, então a estrutura estava impecável e a anfitriã era bastante solícita (e falante!). Realizo o check-in, era hora de sair para explorar a cidade, pois tínhamos pouco tempo.
      Começamos, logicamente, pela praça central onde está localizada a igreja símbolo da cidade, que é a Catedral de Santa Maria del Fiore, conhecida como Duomo de Florença. Como no centro histórico não podem ser construídos prédios muito altos, a cúpula vermelha da catedral se destaca e pode ser avistada de diversos lugares da cidade. 
      O Duomo é uma das obras-primas da arquitetura gótica e tem capacidade para acomodar até 30 mil pessoas! Esse tamanho lhe garante a 5ª posição no ranking de maiores igrejas do mundo. A fachada da catedral é revestida em mármore de cor rosa, verde e branco, o que é a sua marca distintiva.
      Contudo, a inspiração gótica da igreja resulta em um interior bastante sóbrio, bem diferente de todo aquele ouro e esculturas que encontramos nas igrejas de Roma. Mas a famosa cúpula não deixa a desejar: nela estão lindos afrescos com uma incrível representação do Juízo Final.
      Um dos passeios mais tradicionais é subir até a cúpula da igreja para ter uma visão panorâmica da cidade, mas como o nosso tempo era escasso, e tínhamos outras prioridades, acabamos não subindo.
      Saindo da catedral, fomos caminhando até a Piazza della Repubblica, uma enorme praça fechada apenas para pedestres, que ostenta o imponente Arco da Abundância, além de contar com vários restaurantes e um tradicional carrossel. Durante a noite voltamos nessa praça e fica lotada de turistas e artistas de rua se apresentando.
      Um pouco mais a frente fica o famoso mercado ao ar livre, localizado no Mercato Porcellino, um prédio com bela arquitetura e que vende produtos de couro e souvenires. Os preços não são muito convidativos, mas é perceptível a qualidade dos produtos comercializados no local.
      Então chegou ao momento que seria o ponto alto e principal motivo da visita a Florença: conhecer a Galleria dell'Accademia (Galeria da Academia de Belas Artes de Florença), museu que abriga a estátua original do Davi, de Michelangelo!
      Chegamos na entrada pouco depois das 15h e ficamos pouco tempo na fila de ingressos. Embora a recomendação seja reservar com antecedência, acabamos arriscando, pois tinha ouvido dizer que logo na abertura ou próximo do fechamento é fácil de conseguir chegar e entrar. O ingresso custou € 12 (em 2017), que pode variar a depender de exposições temporárias, e o horário de funcionamento da Galeria é de terça a domingo, das 8h15 às 18h50.
      Começamos a visita pelo Museo degli Strumenti Musicali (Museu de Instrumentos Musicais) que também faz parte da Galeria e abriga uma preciosa coleção antiga de instrumentos datados a partir de 1568. Os instrumentos são apresentados ao lado de pinturas que descrevem cenas da vida musical dos Médici (a famosa família florentina), além de vários computadores que permitem ao visitante ouvir os sons de todos os instrumentos exibidos.
      Mas os instrumentos mais importantes do museu são violinos, violas e violoncelos do inigualável Antonio Stradivari. Seus instrumentos foram objeto de estudos por vários séculos e não houve conclusão sobre o motivo de seus violinos soarem tão bem, tanto que atualmente, por simbologia, a palavra Estradivario tornou-se associada ao nível de excelência de qualidade (apenas para ilustrar a sua importância, um autêntico Stradivari foi leiloado em 2010 pelo valor de 3,6 milhões de dólares!).
      E de acordo coma tradição, você não pode visitar Florença sem ver o Davi, de Michelangelo! A Galeria não é tão grande, mas é engraçado andar sem auxílio de mapa, virar em um corredor e do nada dar de cara com nada menos do que esse símbolo da arte ocidental. É muito emocionante você ver aquela mesma estátua que via nos livros escolares bem ali, na sua frente, em puro mármore e genialidade!
      O atual espaço em que a estátua está instalada foi construído no final do século XIX, mas o mais interessante é saber que o Davi foi mantido em segurança em uma caixa dentro do museu por 9 anos até que a construção fosse concluída. Atualmente, a alcova primou pela absoluta centralidade da estátua, além do banho de luz natural que lhe proporciona.
      Na sua inauguração, a escultura foi instalada em uma praça pública, em frente ao Palazzo Vecchio. Mas só em 1873 a obra foi retirada da praça, por conta do desgaste que estava sofrendo pela ação do tempo, e passou a ser exibida no interior da Galeria.
      Interessante observar que no atual local de exibição há considerável espaço no entorno, de tal forma que mesmo havendo bastante visitantes é possível apreciá-la com tranquilidade, e mesmo dar voltas ao seu redor para observar todos os seus detalhes.
      Depois de apreciar a escultura do Davi, há várias outras salas de visitação. A Galeria também abriga obras dos aprendizes dos grandes mestres, sendo muito interessante notar como algumas peças são estranhas, inacabadas e até mesmo de gosto duvidoso.
      A sala de esculturas em gesso é realmente interessante, pois os aprendizes primeiro trabalhavam em gesso para depois evoluir aos poucos para os materiais mais nobres, tal como o mármore.
      Saímos da Galeria já no fim da tarde e precisávamos acelerar o passo para ver o famoso pôr do sol da cidade, a partir de uma vista privilegiada.
      Passamos pela Ponte Vecchio, um dos pontos turísticos da cidade que atravessa o Rio Arno. Atualmente, a ponte é ocupada por joalherias, que substituíram os açougues do local na sua origem. Contudo, o seu melhor ponto de vista não é partir dela mesma, mas sim da outra ponte localizada a oeste, chamada Ponte alle Grazie.
      Depois de atravessar esta ponte, fizemos uma caminhada até o alto da cidade, para a Piazzale Michelangelo. Chegando na praça é possível entender por que é um dos melhores lugares para se visitar em Florença! A vista é de tirar o fôlego, então por isso é visitada por milhões de pessoas todos os anos, principalmente na hora do pôr do sol.
      Depois descemos da Piazzale Michelangelo para retornar ao centro histórico. Atravessamos o rio e chegamos ao prédio do museu mais famoso de Florença, que é a Galleria degli Uffizi, que infelizmente não consegui visitar durante essa rápida estadia, o que só reforça o meu desejo de voltar para a cidade com mais tempo.
      Fizemos uma parada para comer um panini no festejado All'Antico Vinaio, que é bastante rústico e tem lanche suficiente para duas pessoas custando a partir de € 5. Também há várias opções de taça de vinho, pelos mesmos preços. Na prática, é uma espécie de origem da franquia Subway que observamos em cada esquina: se escolhe um panini e o atendente vai colocando os ingredientes conforme a vontade do cliente.
      Dica: passear durante a noite por Florença é absolutamente incrível! Eu já tenho a paixão de conhecer as cidades durante a noite, então Florença foi um verdadeiro presente nesse aspecto.
      Além de artistas apresentando seus trabalhos em cada espaço disponível, mas sem necessariamente encher a paciência dos turistas, em cada esquina da cidade você se depara com uma obra de arte, seja uma escultura, um prédio ou uma pintura.
      Como estávamos cansados, voltamos ao hotel para tomar um banho e descansar. Mais tarde, saímos para conhecer alguns bares que existem no entorno da catedral e tomamos cerveja em um Pub muito bacana.
      Retornamos ao hotel para dormir, pois o dia seguinte começaria cedo, visto que seriam só mais algumas horas na cidade.
      No dia seguinte, acordamos à 7h30, tomamos café próximo ao hotel e seguimos para a monumental Piazza della Signoria, uma praça localizada em frente ao Palazzo Vecchio, que pode ser considerada um verdadeiro museu a céu aberto!
      Nessa praça há esculturas de diversos períodos, sendo que a parte mais importante fica abrigada em um espaço com arcos abertos para a rua chamado de Loggia dei Lanzi, construída com o objetivo de sediar assembleias e cerimônias públicas. O melhor dessas atrações é que elas estão em praça pública e não exigem ingresso ou atenção a eventuais horários de funcionamento, pois estão lá disponíveis até de madrugada!
      Em seguida, seguimos até a Basílica di Santa Croce, também conhecida como o Templo das Glórias Italianas. A igreja ganhou esse apelido porque é o local de sepultamento de alguns moradores ilustres da cidade, como Michelangelo, Galileu e Maquiavel. Em frente da igreja, há uma estátua do grande poeta Dante Alighieri.
      Dentro da igreja, as paredes e janelas são decoradas com afrescos que representam a história de São Francisco, aja vista que se trata de uma igreja franciscana. O famoso artista Donatello contribuiu com a elaboração do Crucifixo e a Anunciação.
      Mas os itens que mais chamam atenção dos turistas são os túmulos de grandes personalidades italianas. O túmulo de Michelangelo é ladeado por três figuras alegóricas que representam a escultura, pintura e arquitetura, além de um busto que retrata fielmente o artista, pois foi retirado da máscara fúnebre.
      No mesmo ano em que Michelangelo morreu, nascia outro gênio italiano, mas de outra área: Galileu Galilei, que por defender a ideia de que a Terra girava em torno do Sol, e não o contrário, foi condenado pela Inquisição. Mas curiosamente, ao fim e ao cabo, o gênio acabou sendo sepultado dentro de uma igreja católica, e isso porque o último grão-duque dos Médici resolveu dar a ele um túmulo digno, em frente ao túmulo de Michelangelo. Em 1992, o Papa João Paulo II lamentou o tratamento que foi dispensado a Galileu na época.
      E assim encerro o meu roteiro de apenas 1 dias na bela Florença, pois depois que saímos da Basílica de Santa Croce voltamos ao hotel para check-out e embarque de trem para Veneza.
      Então se você gosta de História da Arte, não cometa o mesmo erro que eu de reservar apenas 24 horas nessa cidade, que merece no mínimo 2 dias para ser explorada devidamente.
      Mais fotografias e outros detalhes podem ser conferidos no post que eu fiz no seguinte endereço: http://viajandosozinho.com/2020/07/02/roteiro-1-dia-florenca-toscana/
       
      Espero que seja bastante útil para quem planeja conhecer Florença (e desculpem eu não saber incluir imagens no meio do texto, parece que vai ficar tudo no final).
       
       
       
       









    • Por Ismael Guimarães
      Olá mochileiros!
      Venho compartilhar meu relato de viagem de 1 dia em Florença, na Itália. E já afirmo o meu arrependimento de ter reservado apenas 1 dia para essa cidade incrivelmente fofa, daquelas que dá vontade de colocar em um potinho e levar pra casa!
      Espero contribuir com quem estiver montando roteiros e por isso postei bastante fotos da cidade e suas atrações, o que pode ser conferido no meu blog: http://viajandosozinho.com/2020/07/02/roteiro-1-dia-florenca-toscana/



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