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Marcelo Manente

Curitiba a Ushuaia - Estado das estradas - dez 2019/jan 2020

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Pessoal vou fazer uma relato das minhas impressões sobre as estradas que eu trafeguei no caminho de ida e volta até Ushuaia e Carretera Austral em dezembro 2019 a Janeiro 2020.

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  • Vou acompanhar! 2

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Ushuaia1.thumb.jpg.fb811ea3820c06c95e63fcc49fb94ea2.jpgDe Curitiba/Araucária a Ponta Grossa

PR 423 - de Araucária a Campo Largo: pista simples em bom estado.

BR 376 até Ponta Grossa: pista dupla em ótimo estado. Pedagiada.

 

De Ponta Grossa a União da Vitória

PR 151, PR 438, BR 277 (curto trecho), BR 153: estradas com pista simples em bom estado que passam por diversas localidades e cidadezinhas como: Teixeira Soares, Fernandes Pinheiro, Irati, Rio Azul, Dorizon e Paulo Frontin.

 

De União da Vitória a Erechin

BR 476: na chegada de União da Vitória a estrada é bem ruim com muitos buracos e imperfeições na pista.

BR 153: No Trevo de entrada de União D.V. você entra na 153. A estrada segue ruim até a divisa com Santa Catarina e continua assim por mais uns 50 Km e depois fica melhor. Neste trecho muitas subidas e descidas e muita curva também. O movimento de caminhões aumenta muito já a partir da BR 476 e tem poucos locais bons para ultrapassagem. Outra coisa é a falta de terceira pista nas subidas. A estrada segue cheia de curvas até Erechin, porém em melhor estado.

 

De Erechin a São Borja

BR 153, BR 285: na 153 de Erechin até a entrada de Passo Fundo a estrada segue com pista simples e piso bom e grande movimento. Depois da entrada de Passo Fundo , já na BR 285 ainda com pista simples, a estrada começa a ficar cada vez mais ruim e a medida que vai se chegando perto de São Borja a coisa fica cada vez pior. Grandes crateras na estrada ameaçam destruir rodas de carros dos desavisados. Não recomendo passar nesta estrada a noite.

 

De São Borja a Uruguaiana

BR 472: este é sem dúvida o pior trecho de estrada asfaltada de toda a viagem. Recomendo veementemente que quem venha a trafegar por aqui que o faça durante o dia. Muiiiiiiiitos buracos em toda extensão, é assustador. Passei a noite por aqui e a média de velocidade ficou em 60 km/h.

De Uruguaiana a Paso de Los Libres tem a fronteira que é relativamente tranquila desde que você tenha todos os documentos a mão. Não foi feita nenhuma revista no carro.

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ushuaia2.thumb.jpg.29f694c1fe24050e68e6e9d2ea24adf3.jpgDe Paso de Los Libres, Argentina a Azul,    AR

Ruta 117, ruta 14 até Zarate: pista dupla desde a saída da cidade pela RN 117. Ao chegar em Molinos Livres tem um viaduto para acesso a ruta 14, vc deve seguir para a esquerda. A pista segue duplicada até Zarate e em excelente estado. Muito cuidado neste trecho com os guardas da província de Entre Rios. Eles fazem barreiras em baixo de viadutos de entrada de algumas cidades como Colón e outras. São muito espertos para pedir uma propina alegando qualquer problema no seu carro.

Portanto só lembrando: são itens obrigatórios na Argentina: cambão ou cabo de reboque de 2 ton, dois triângulos, extintor de incêndio dentro da validade, caixa de primeiros socorros, colete reflexivo (não tenho certeza, mas para o Chile é obrigatório) e luzes baixas do carro acesas o tempo todo.

Não é obrigatório ter um pano tipo mortalha nem uma adesivo de velocidade máxima atrás do veículo. O adesivo só é exigido para veículos de empresas, ou seja, veículos comerciais.

A dica aqui neste trecho é ficar de olho, se virem blitz embaixo dos viadutos, saiam a direita para depois retornarem pelo outro lado do mesmo sem passar por baixo. Assim você evita problemas. Uma colega de nosso comboio estava com os faróis apagados e tomou uma justa multa. O meu colega que ia numa outra viatura tinha o extintor vencido, se eu não tivesse um segundo extintor reserva no carro ele teria tomado mais uma justa multa pois é a lei deles. De mim quiseram me intimidar sobre o adesivo de velocidade, mas como eu tinha as leis de trânsito baixadas em meu celular eles me deixaram passar dizendo que teria problemas mais a frente. Em nenhuma outra blitz ou parada policial me pediram o adesivo de velocidade.

Outra coisa: tem 7 ou 8 pedágios neste trecho a 80 pesos cada em média.

 

De Zarate a Azul

 

Ruta provincial 6 de Zarate a Campana a Cañuelas: Pista simples e com grande movimento, entretanto está em bom estado. Quando se chega a Cañuela tem uma quebrada na estrada que é bem estranha. Você entra a direita na primeira rotatória antes da cidade onde tem um posto, depois na segunda rotatória você segue reto e a estrada acaba, hehehe. Você deve tomar a esquerda para logo em seguida tomar a direita depois de passar a linha do trem.

Ruta 3: ainda pista simples em muito bom estado. Passa por diversas cidades onde tem que sempre diminuir a velocidade por causa das lombadas ou faróis/sinaleiras.

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ushuaia3.thumb.jpg.2c26f6d95be0ccf4e0c948bedfeb97e1.jpgDe Azul até Puerto Pirâmides.

Ruta 51: nesse trecho de pista boa, ao invés de seguir pela ruta 3 depois da cidade de azul entramos à direita na ruta 51. O caminho pela ruta 3 tem 100 Km a mais. Continua se por uma estrada de pista simples. Depois de cruzar a entrada da cidade de Laprida deve se virar à esquerda para continuar na rota 51 a caminho de Bahía Blanca.

Na entrada de Bahia Blanca tem uma avenida de circulação por fora da cidade. É só seguir por esta via até chegar novamente no encontro com a ruta 3 no sentido a Viedma.

Ruta 3:  segue-se por essa boa estrada por mais alguns quilômetros. Ao invés de virar à esquerda mais a frente e seguir pela 3 seguimos reto e entramos na ruta 22 no sentido a Médanos. Alguns quilômetros depois de passar da cidade Lá Adela devemos tomar a esquerda e entrar na ruta 251 em direção a General Conesa.

Ruta 251:  continua se pela ruta 251 até San antonio oeste onde voltamos para a ruta 3.

Ruta 3: na rua três é só seguir até onde existe uma placa de entrada para a península Valdéz e a cidade de Puerto Pirâmides que está na ruta 2.

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ushuaia4.thumb.jpg.8f48934b5e160a1bb3e78a63c2329c6d.jpgPuerto Pirâmides, Península Valdez e ida a Trelew.

Dentro do Parque da Península Valdez só temos estradas de terra com muiiiiitas costeletas na pista devido ao fluxo intenso de carros, vans de turismo etc. Mas o visual daquele parque é de arrasar. Sugiro um dia todo para o parque e não se deve acordar tarde. Pena que a ponta sul está fechada. Não a estrada e sim o mirador.

Ruta 2 e ruta 3: ao sair da península seguimos rumo a Trelew primeiro pela ruta 2 que é de asfalto desde Puerto Pirâmides até o entroncamento com a 3. Na ruta 3 novamente de asfalto perfeito e de muitas retas. Trelew é uma boa cidade para pernoitar, mais barata que P. Madryn e P. Pirãmides.

 

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ushuaia5.thumb.jpg.5e6649e9e114fd599f0c4d3d21d30c34.jpgDe Trellew a Rio Gallegos.

Ruta 3: de Trellew a Comodoro Rivadavia a estrada segue perfeita com seus imensos ratões de dar sono. A ruta passa por dentro de Comodoro e nesse trecho é bem movimentada, cheia de lombadas e sinaleiros. Entre as duas cidades  existem apenas dois postos de gasolina entre as cidades.

Depois de Comodoro a estrada passa por Rada Tilly e tem um trecho de uns 60 km à beira do mar até Caleta Olívia. Este trecho de estrada está muito deteriorado, cheio de buracos, rachaduras e tem um tráfego intenso.

Depois de Caleta Olívia a estrada segue pelas imensas retas da Patagônia com um pavimento excelente até dentro da cidade de Rio Gallegos.

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Ushuaia6.thumb.jpg.15e7c206ca29ff2aa79b468b65e8ca91.jpgDe Rio Gallegos à Ushuaia

 

Ruta 3 - AR, Ruta 255 e 257 Chile: saindo de Rio Gallegos a ruta 3 está perfeita até a divisa da Argentina com o Chile. Dependendo do movimento os trâmites da aduana podem ser muito demorados. Dessa vez passamos no dia primeiro de janeiro e tinha pouco movimento por isso foi rápido. Ao entrar no Chile sempre tem uma grande revista no carro.

No Chile vira ruta 255 e a estrada continua muito boa até que você deve tomar a esquerda para seguir para Ponta delgada pela ruta 257 também em perfeito estado.

Aqui você deve pegar a balsa que na época custava 1800 pesos para uma travessia de uns 30 minutos no máximo.

Ruta 257 e ruta 3: depois da balsa segue-se pela ruta 257 inteiramente de concreto perfeito até a aduana chilena. Os trâmites de saída do Chile e entrada na Argentina são separados aqui e não muito demorados num dia tranquilo. 

Depois da aduana chilena tem 15 km de estrada de terra até a aduana Argentina.

Ruta 3: depois da aduana da Argentina tem estrada de asfalto novamente e segue também em perfeitas condições até a cidade de Rio grande onde tem um desvio do centro.

Depois de Rio grande a estrada segue até Tolhuin para em seguida ir margeando o lago Fagnano e por fim passar a cadeia de montanhas Darwin para em seguida chegar à Ushuaia. No trecho montanhoso existem algumas imperfeições na pista provavelmente por causa de desmoronamentos na época de neve.

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De Ushuaia a Punta Arenas

As estradas são as mesmas no retorno ao continente por isso não vou relatar novamente. Vou relatar depois da passagem do Ferryboat.

Ruta 257, 255 e ruta 9: Saindo do ferry volta-se a ruta 257 e depois de alguns kms deve-se virar a esquerda na 255 em direção a Punta Arenas. As estradas são um tapete, mas já bem perto do destino tem um trecho sendo refeito e tem desvio por estradas de terra ao lado da rodovia. No entroncamento com a estrada que vem de Puerto Natales a estrada passa a se chamar ruta 9.

 

De Punta Arenas a Puerto Natales

Ruta 9: estrada excelente sem nenhum buraco em todo o trajeto a partir do entroncamento com a ruta 255.

 

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Puerto Natales a Parque nacional de Torres del Paine.

Ruta 9: Estrada em excelente estado até a entrada do parque. Dentro do parque a estrada esta sendo asfaltada em diversos trechos e tem alguns buracos. 

Ruta y-150 e y-156: esta estrada é a entrada do parque pela laguna Amarga. Partes de rípio e partes de asfalto. Em bom estado também. E um entroncamento tomamos a 156 que é a estrada que proporciona os melhores visuais para fotos. A 156 é quase 100% de terra.

Y-150: Mais um trecho de estrada boa e com magníficos visuais. Neste trecho sugiro entrar até o mirador do Salto Grande. Um lugar lindo. Ao se chegar no centro administrativo do parque sugiro entra a direita e continuar na ruta 150 até a entrada para a trilha do mirador do glaciar Grey. Essa trilha deve ter uns 6 km de ida e volta e quase toda plana. Uma caminhada ótima para fotos e bem tranquila para sedentários como eu.

Y-150 e Y-290: Na volta pelo mesmo caminho ao se chegar ao centro administrativo pode-se virar a direita e ir para Puerto Natales ou a esquerda e apreciar outras estradas dentro do parque. Se for a direita pela 290 prepare-se pois tem muitos buracos e depressões na pista, portanto ande sem pressa curtindo a beleza da natureza.

 

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Puerto Natales a Rio Turbio e El ushuaia9.thumb.jpg.74c03fa682977c8ff73c3dd0bf9556f0.jpgCalafate.

Ruta 9 e 250: saindo da cidade pegamos a estrada como se voltássemos para Punta Arenas por poucos quilômetros até entrar na ruta 250 que vai para o paso Dorotea. Até a divisa com Argentina as estradas são muito boas. Após a divisa a estrada continua boa e passa por dentro da cidade de Rio Turbio.

Ruta 40: a estrada depois de Rio turbio tem grandes buracos eles estão com placas antes mas deve-se tomar muito cuidado. Não diria que a estrada está em péssimo estado mas os buracos aparecem as vezes sem aviso  e há muitas marcas de grandes freadas na pista. Seguimos pela 40 até a estância Tapi Aike onde se toma a direita na ruta 7 por asfalto e mais tarde quando se chega a um vilarejo onde tem um entroncamento e se toma a ruta 5 a esquerda. Mais adiante a estrada volta a se chamar ruta 40.  Por essa estrada deve seguir até a entrada da cidade de eu Calafate onde você virar à esquerda pela ruta 11.

Ruta 11: a estrada que vai dar 40 até El Calafate está em ótimo estado sem problemas.

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    • Por Marcelo Manente
      Continuando a postar relatos antigos e que foram sonegados aos mochileiros segue a postagem sobre a minha viagem pela Carretera Austral pelo Chile. Como minha viagem anterior, sempre tem enroscos e problemas. Desta vez por poucos quilômetros eu quase não volto mais e quase ferrei o motor.
       
      Como dá outra vez não é uma relato com detalhes sobre preços e tals. Gastei sempre o mínimo possível com alimentação e hospedagem. Devo ter almoçado em restaurantes umas 4 vezes a viagem toda. Portanto não posso dar muitas dicas sobre a alimentação na Carretera. O caso é que eu sempre perdia a hora de almoço e quando lembrava já tinha passado a cidade mais próxima. Ai tinha que lanchar o que tinha no carro mesmo. Aliás esta viagem foi um belo SPA pois de 98 Kg no início eu voltei com 92 apenas
      Levei de novo todo o equipamento de camping que acabou indo passear apenas. A Ranger se portou muito bem na estrada e se não fosse por negligência minha não teria dado problema com o arrefecimento e queimado a junta do cabeçote no final da viagem. Pura burrice.
       
      Fui sozinho porque meu tio não pode me acompanhar aquele ano e também porque a outra pessoa que tinha me garantido que ia junto deu pra trás um mês antes. Assim achei melhor seguir sozinho do que esperar mais um ano para ver se conseguia companhia para a empreitada.
       
      Mas vamos aos relatos.
       
      1º DIA – 22/12/2013 – DOMINGO.
      De Curitiba a Quarai - RS / Artigas – Uruguai – 1150 km
       
      Saí de Curitiba as 5:25 h debaixo de uma garoa fina e chata que me acompanhou até União da Vitória mais ou menos. O calor começou a chegar e por volta das 8 ou 9 horas e pegou pesado. Acho que deve ter ficado uns 30 graus ou mais.
      Como estava viajando sozinho fui dando paradas a cada 2 ou 3 horas para esticar o esqueleto.
      A estrada pelo interior tem muitas curvas, mas tem trechos bem tranquilos em que se pode desenvolver 100 a 110 Km/h (GPS) numa boa.
      Acabei não almoçando hoje, comi pão de queijo, amendoim japonês e frutas secas. Quando parei num posto para almoçar achei muito caro (era chique) R$ 21,00 o bufet livre.
      Quando cheguei a Quarai estava iniciando a hora do agito de domingo na praça central. Os carros iam parando em volta da praça e deles saiam os jovens com cadeiras de praia, coolers de cerveja e se abancavam na grama esperando a galera ficar desfilando com seus carro e com o som alto. Coisas do interior do Brasil.
      Mudei roteiro inicial e vou entrar no Uruguai pra fazer umas comprinhas básicas. Depois entro na Argentina por Salto UR / Concórdia AR.
    • Por Panchovilla
      Há muitos roteiros e relatos sobre a Chapada, bastante detalhados. Por isso tentarei ser objetiva e qualquer dúvida podem perguntar, visto que me sinto em dívida por tantas dicas legais que obtive nesse fórum.
      Eu e meu namorado fizemos essa viagem final de julho de 2017; foi nossa primeira vez na Chapada. Gastamos cerca de R$ 1500,00 cada, incluindo-se hospedagem, alimentação e passagens aéreas (Curitiba a Salvador).
      Após realizarmos essa viagem recomendamos o seguinte:
      1- A Chapada é enorme. É uma área de preservação ambiental, cuja área equivale à de um país. Não ache que irá conhecer tudo. Perguntamos à diversos guias e eles dizem que nem em uma vida poderia se conhecer tudo. Tendo ciência disso, poderá selecionar atrações para visitar em diferentes viagens. É que muitas levam até mais de um dia para se visitar.
      2-Considerando-se isso, recomendamos para quem gosta de cachoeiras informar-se com a associação "bicho do mato". Os preços são ótimos (pagamos R$ 40,00 pela diária) e o pessoal é muito legal. Embora tenhamos feito os pontos mais conhecidos da Chapada, entendemos que uma semana em Ibicoara já teria sido mais que sensacional. Ter percorrido o "mapa" foi cansativo e como nós curtimos cachoeira mesmo, acabamos gostando muito de Ibicoara. As outras cidades são mais trilha e visuais lindos, mas como disse - opinião pessoal mesmo - nos divertimos mais com cachoeiras
      3- É imprescindível um carro, na nossa opinião. Alugamos o nosso por R$ 35,00 a diária (bandeira do cartão oferece o seguro). No entanto, para quem for de ônibus é possível tentar conseguir carona. Nós fizemos amigos assim e foi ótimo!  
      4- O GPS não identifica os trajetos mais ao sul da Chapada. Então quando saímos do Capão com destino à Ibicoara (buracão) acabamos nos perdendo e chegando muito tarde lá. Tivemos que fazer Buracão no outro dia, pq lá só entra até 15h (tem sombra depois disso e fica frio tb). Enfim, é possível perguntar aos locais e chegar à Ibicoara sem precisar passar por Mucugê.
      5- Vale à pena comprar o guia impresso. O aplicativo da Chapada é meio vazio de informações. O guia tem tudo e inclusive atualiza os locais a respeito dos passeios. Nós não adquirimos e nos arrependemos. No fim acabamos tirando fotos de um livro emprestado, que nos auxiliou muito.  Procure no google "guia impresso diamantina". Não consegui colocar link aqui.
      Nosso roteiro PREVISTO foi
      1- dia chegamos em salvador 16h20. Pegamos o carro e iremos ao Hostel. 
      2 dia- saimos de salvador e iremos à Lençois. Dá 5h20 de viagem. Nesse dia iremos à cachoeira do mosquito + poço do diabo. Ficam a 15min de lençois.
      3-dia saimos de Lençois e vamos para o Vale do Capão. Dá 1h40 de viagem.Nesse dia Faremos a Cachoeria da fumacinha
      4- dia. Saimos do Vale do Capão rumo  à Ibicoara. Cachoeira do BUracão. 3h 20 de viagem. Podemos dormir em Mucugê ou Ibicoara
      5- dia. Iremos aos poços encantados, que ficam em Itaete. Dá 1h58 de viagem (se dormirmos em ibicoara) ou 1h16 (se em Mucuge)
      6- dia. Iremos a Iraquara visitar as grutas.Da 3h20 itaete -> iraquara
      7 dia- Voltamos para salvador!
      NÃO CONSEGUIMOS ATENDER essa expectativa. Embora tenhamos montado esse roteiro com base nos relatos do fórum, percebemos que para uma viagem de carro ele não tem muito sentido.
      Recomendamos deixar Ibicoara por último, pois da para voltar à salvador de lá. Não é necessário fazer o que nós fizemos nos pontos 5 e 6. Recomendamos mudar a ordem e resolver os passeios antes no "norte" da chapa (cidades lençois, capão e Iraquara) para depois descer à Ibicoara e retornar à Salvador. Só tem sentido subir novamente caso se esteja retornando ao aeroporto de Lençois, o que não foi nosso caso.
      Nosso roteiro ficou
      1- dia chegamos em salvador 16h20. Pegamos o carro e fomos ao Hostel. 
      2 dia- saimos de salvador e iremos à Lençois. Deu 6h de viagem. Chegamos lá à noite só e acabamos dormindo cedo para descansar.
      3-dia saimos de Lençois e fomos ao Vale do Capão. Chegamos à Fumaça e começamos a trilha às 13h (chegamos em cima do horário limite. Quase não nos deixaram subir! Vão antes disso) Fizemos a trilha sem guia. Optamos pelo aplicativo Wikiloc - mas só o utilizamos nesse passeio. 
      Achamos a trilha cansativa para quem não tem preparo físico. Quando chegamos lá em cima foi lindo. Porém é absurdamente alto. Para enxergar a cachoeira precisa rastejar pela pedra (por segurança mesmo, acho que pro vento ou a vertigem não te derrubarem) e alguém segura sua perna. Muito louco, quem tem medo de altura esqueça. Não consegue enxergar a cachoeira. Meu namorado não a viu pq ficou com receio.
      À noite visitamos a vila do Capão, que é bem "roots". Amamos! Lá tem um mercado (flamboyant) que vende umas coisas naturais, produzidas por locais. Barrinhas de cereais e sabonetes, por ex.
      Tem uma pizzaria que é uma lenda por lá. Apenas dois sabores são fabricados: um salgado e outro doce. 
      4- dia. Saimos do Vale do Capão rumo  à Ibicoara.
      Chegamos à Ibicoara por umas estradas de Terra. Foi muito louco, andamos demais pq o GPS não identificava caminho para Ibicoara, sem passar por Mucugê. Mas tem esse caminho, depois que fomos saber... 

      5- dia. Como nos perdemos no dia anterior só fizemos Buracão nesse dia. Foi irado, o pessoal da "Bicho do Mato" foi conosco e o passeio é espetacular. Deixe um dia todo para ele, pq fomos com um pessoal que precisou ir embora antes e dai perdeu o tempo de banho na cachoeira do buraquinho. Ai fazer passeio correndo é uma tristeza...
      Nós conseguimos otos linda esse dia. Levamos uma câmera DSLR e estávamos preocupados em molhar. Ai fizemos um saco estanque com Ziplock e rezamos para que funcionasse. Foi de boa. De todo modo, o nosso guia tinha um saco estanque e colocou o celular de td mundo lá, as câmeras e etc.
      No buracão precisa fazer uns 100m de trilha pela água. Quem não sabe nadar, tenha ciência disso. É tranquilo, todos precisam de colete.
      6- dia. Visitamos as cavernas em Ibicoara, a gruta azul, flutuação na gruta pratinha e o morro do pai inácio (por do sol).
      Amamos as cavernas! A gruta azul e a da pratinha ficam numa fazenda, super estruturada. Essa fazenda é bem exploração turística mesmo. Totalmente diferente da vibe dos passeios dos dias anteriores. Para quem tem criança, ou é mais velho, é bem tranquilo.
      Nós achamos meio cheio demais. A gruta azul é linda, mas tem umas 50 pessoas batendo foto. Sei lá, achamos meio demais...
      A flutuação é massa. É uma gruta bem escura, precisa ir de lanterna. Vimos uma tartaruga e vários peixes pequenos. Foi ótimo! Mas é um passeio meio caro e bastante curto. Bem turístico esse dia.
      7 dia- Voltamos para salvador!
      Não conseguimos ver tudo, por obvio. Mas foi suficiente para dizermos que foi a melhor viagem de nossas vidas!
      Para não sobrecarregar o post, coloquei algumas fotos no FLICKR. Na verdade não consegui inserir as fotos por aqui hahahaha.
       
       
    • Por Marcelo Manente
      Em breve iniciarei o relato da aventura que está acontecendo neste momento.
      Estou hoje em Chile Chico, Chile. Seguindo para a Carretera Austral.
      Muitos perrengues, problemas da viatura, mas lugares maravilhosos para compensar tudo isso.
      Vou tentar fazer um relato com os custos de quase tudo que eu lembrar.

    • Por nnaomi
      O texto na cor preta se refere ao primeiro relato de 2007 e o texto na cor verde, às informações atualizadas e/ou ao novo relato de 2018.
      Período: 11 a 24/07/2007, 01 a 03/12/2018 e 21 a 23/12/2018
      Cidades: Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo, Araucária, Campo Largo, Lapa, Rio Negro, Tunas do Paraná
      A região turística Rotas do Pinhão abrange Curitiba e Região Metropolitana. A capital é um modelo de urbanismo aliado à natureza e encanta pelo turismo cultural, histórico e gastronômico oriundos de várias etnias. Outro destaque são os eventos do Natal de Curitiba que estão crescendo ano a ano. Além disso, o turismo de negócios e eventos, movimenta a cidade com feiras, congressos e convenções em diversos setores. Em contrapartida, outras cidades dessa região contemplam o turismo rural e o ecoturismo.
      Curitiba é a cidade conhecida como capital modelo, famosa pela quantidade de área verde e pelo sistema de transporte eficiente e barato. A área verde está distribuída em vários parques bem-cuidados, bonitos e com entrada gratuita. O sistema de transporte possibilita que uma pessoa atravesse a cidade toda ou mesmo vá para outra cidade, pegando vários ônibus e pagando uma única passagem. Apesar de ser uma cidade grande, é relativamente tranquila para andar nas ruas, seja a pé ou de ônibus, em termos de segurança. Nos horários de pico há um pouco de congestionamento nas ruas e os ônibus ficam lotados, devido ao fato da cidade ter crescido muito nos últimos anos. Isso também trouxe outros problemas, como desemprego e os curitibanos dizem que a cidade já foi muito melhor, mas na opinião particular de uma paulista, Curitiba parece uma cidade muito boa para se morar. E os paranaenses são atenciosos e muito educados.
      Tem muita opção de hospedagem, alimentação e atrações turísticas. Em Curitiba, considero imperdível passar no Jardim Botânico, Ópera de Arame, Parque Tanguá, Universidade Livre do Meio Ambiente, Largo da Ordem e Memorial Ucraniano. Muito interessantes são o Shopping Estação, Museu Oscar Niemeyer, Bosque Alemão, Bosque do Papa, Bairro Sta Felicidade, Zoológico, Museu Egípcio, Torre Panorâmica, Praça do Japão... É muito fácil e barato se locomover na cidade. Também tem acesso fácil às cidades vizinhas. Gostei muito do Caminho do Vinho em São José dos Pinhais, do Caminho do Guajuvira em Araucária, da cidade histórica de Lapa, do Mosteiro em Rio Negro e das grutas/cavernas de Colombo e Tunas do Paraná.
      Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Fiquei hospedada em Curitiba, de onde parti para conhecer as outras cidades. Na segunda vez, a capital foi o ponto de chegada e de partida da viagem para o litoral, quando aproveitei para visitar mais alguns locais da cidade e curtir alguns eventos do Natal de Curitiba.
      Obs.: "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de colegas, mas que não experimentei por não ter tido tempo ou por ter tomado conhecimento delas tarde demais. ATENÇÃO: não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram pesquisadas em guias. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade, se os dados são atualizados e/ou verossímeis.
      Como eu gosto muito de escrever, o que era para ser um relato acaba virando um “guia”. Entretanto como a maioria ou não tem tempo ou não tem paciência para tanto, vou colocar um índice aqui e assim cada um vai direto a parte que lhe interessa
      Índice
      A cidade
      Como chegar
      Quando ir
      Onde ir em Curitiba: Linha Turismo
      Onde ir em Curitiba: Outros museus, parques e bosques
      Onde ir em São José dos Pinhais
      Onde ir em Colombo
      Onde ir em Araucária
      Onde ir em Campo Largo
      Onde ir em Lapa
      Onde ir em Rio Negro
      Onde ir em Tunas do Paraná
      Onde ficar
      Onde comer
      Dicas (Contatos úteis, Postos de Informações Turísticas, Links úteis, Receptivos Turísticos e Dicas)
      Relato de viagem
      ****************************************
      Nanci Naomi
      http://nancinaomi.000webhostapp.com/
      Trilhas:
      Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté
      Relatos:
      15 dias em SC: - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha
      Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas
      3 dias em Monte Verde - dez/2014
      21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro
      11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo
      21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi
      21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
      8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est
      25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina
      Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010
      Itatiaia - Um fds em Penedo e parte baixa do PNI - nov/2009
      Um fds prolongado em Trindade e Praia do Sono - out/2009
      19 dias no Ceará e Rio Grande do Norte - jan/2009 - Parte 1: Introdução | Parte 2: Fortaleza | Parte 3: Jericoacoara | Parte 4: Canoa Quebrada | Parte 5: Natal
      10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis - jul/2008
      De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008
      Mochilão solo: Curitiba e cidades vizinhas - jul/2007
      Algumas Cidades Históricas de MG - jan/2007 - Parte 1: Ouro Preto | Parte 2: Tiradentes
      9 dias nas Serras Gaúchas - set/2005 - Parte 1: Gramado | Parte 2: Canela | Parte 3: Nova Petrópolis | Parte 4: Cambará do Sul


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