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Marcelo Manente

Curitiba a Ushuaia - Estado das estradas - dez 2019/jan 2020

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ushuaia10.thumb.jpg.c386b44ad529d429b2ec27beb567e801.jpgDe El Calafate a Perito Moreno

Ruta 11 e ruta 40: a 11 tem bom pavimento até se encontrar com a ruta 40. AO chegar ao entroncamento deve-se tomar a esquerda para seguir em direção a Gobernador Gregores e depois Perito Moreno.

Na 40 a estrada está em boas condições, mas alguns pontos de buracos no asfalto. Depois de Três Lagos começa um trecho de 75 Km de estrada de terra boa que em 80% do tempo dá para manter uma boa velocidade, porém tem pedaços ruins em que é necessário baixar bem a velocidade. Uns 60 km antes de Gobernador Gregores o asfalto retorna e se mantem até Perito Moreno.

O asfalto do resto da estrada é como vinha no restante da estrada: bom, mas com alguns buracos grandes que podem surpreender a gente.

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ushuaia11.thumb.jpg.18680d4b762acdfe65a38e1dded070d3.jpgDe Perito Moreno a Chile Chico

Ruta 43: estrada em ótimas condições que atravessa a cidade de Los Antiguos para terminar no paso internacional Rio Jeinimeni. Aqui tivemos a revista mais rigorosa de toda a viagem. Mandaram baixar tudo dos carros e passar todas as malas grandes por raio X. Aconselho abastecer antes do Chile pois o diesel e gasolina são mais caros lá. Levei um galão de 20 l e só precisei abastecer uns 10 litros no Chile. Não falaram nada na aduana sobre o galão.

Ruta 265: depois da fronteira a estrada passa a ter esse nome e segue perfeita e asfaltada como na Argentina até a saída de Chile Chico.

 

Chile Chico a Puerto Rio Tranquilo

Ruta 265: após a saída da cidade a estrada é toda de rípio com muitas costeletas que fazem a velocidade baixar bastante. Mas o visual é de babar, principalmente se for um dia ensolarado como o dia que passamos. São só 165 Km, mas prepare-se para demorar umas 5 horas aqui pois é um para e anda para tirar fotos que não tem como andar rápido. Quem fizer este trecho correndo vai perder muito.

Ruta 7: depois de Puerto Guadal a 265 termina na ruta 7 que é a famosa Carretera Austral. Entra-se a direita em direção a Rio Tranquilo. A estrada melhora bastante e a 6 km antes da cidade tem a entrada da Bahia Mansa de ondem partem os passeios para as Capelas de mármore. Depois logo chega-se a vila que tem uma variedade muiiiiito grande de hospedagens apesar de ser pequena.

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ushuaia12.jpg.7a062993015e6ed5773ebc6097ec2ae1.jpgPuerto Rio Tranquilo a Coihaique

 

Ruta 7: há trechos bons e outros bem ruins, porém qualquer carro mesmo comum passa. Neste ano de 2020 tem um grande problema neste trecho: há um bloqueio da estrada de 13:00 h a 17:00 h. Estão asfaltando a estrada num trecho próximo a Villa Cerro Castillo e estão dinamitando rochas para isso. Portanto o ideal é sair cedo para passar antes das 13 h por lá.  Tem uns 40 a 50 Km de terra em péssimo estado por conta dessa reconstrução.Quase chegando na vila Cerro Castillo volta o asfalto excelente e assim se mantém até Coihaique.

Quando fomos minha pickup teve problemas e acabamos perdendo a hora de passar. Por conta disso tivemos que ficar em uma chácara a beira da estrada esperando das 13:30 h as 17:00 h para a reabertura.

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ushuaia13.thumb.jpg.2427f15fd8eb4debbd236d7a69cdf992.jpgCoihaique a Puerto Puyuhuapi

 

Ruta 7 e 240: ao sair da cidade tem alguns trechos de consertos na pista. Um pouco mais de 2 Km da saída da cidade ao invés de entrar a direita na Carretera deve-se seguir em frente pois tem asfalto até a entrada do Parque Queulat. A estrada segue boa até a entrada da ruta X-50 a direita numa placa que diz "Viviana e Ruta 7".

Ruta X-50: Estrada asfaltada, entretanto com muitas curvas fechadas e perigosas, recomenda-se muita cautela neste trecho se estiver chovendo ou nevando. A estrada termina na ruta 7 e deve-se entrar a esquerda.

Ruta 7: a estrada segue asfaltada e em ótimas condições até a entrada da cidade de Puerto Cisnes quando volta a ser de terra. Aqui inicia um trecho de cerca de 15 a 20 Km de estrada muito ruim, com muitos buracos, grandes pedras e um bom movimento de caros e caminhões. Alias os caminhões é que são um grande problema pois tem uma descida de serra com curvas fechadíssimas em zig-zag que, além do estado da estrada, fazem com que vc tenha de andar geralmente a 10 ou 20 Km/h. Terminado este pedaço tem uma parte mais plana com trechos de asfalto e outros de terra em péssimo estado até que próximo da cidade tem só asfalto.

ushuaia13,3.jpg

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De Puerto Puyuhuapi a Bariloche.

 

Ruta 7: saindo da cidade tem ainda um bom pedaço de estrada de terra de uns 15 km. Depois a estrada é toda de asfalto excelente até a Vila Santa Lucia. Nesta vila entra-se a direita para tomar a ruta 235. Tomem cuidado pois o GPS manda passar da vila, mas a entrada é mais ou menos no trecho final das casas. Esta vila foi atingida a uns anos atrás um grande aluvião que destruiu parte dela e matou alguns moradores. Por isso o GSP manda para outro lugar.

Ruta 235: de Villa Santa Lucia a Futaleufu. Uma estrada de terra que quando passamos estava sendo patrolada por um trator. Muito estreita e escorregadia pela quantidade de pedras soltas na base. Se não tiver chovido tem um poeirão danado.O visual tanto da ruta 7 como da 235 são maravilhosos. Muitas montanhas nevadas por todo caminho. É necessário entrar na cidade para ir até a fronteira e a estrada até lá se chama ruta 231. O tramite de saída do Chile e entrada na Argentina é sempre mais tranquilo do que ao contrário.

Ruta 259 a Trevelin (Argentina): até a cidade ainda temos 35 km de estrada de terra em estado razoável e com muita poeira ainda. A Partir de Trevelin a estrada é toda asfaltada e em ótimas condições. Esta ruta passa pelo centro de Trevelin e segue para Esquel. A estrada passa por dentro desta última cidade citada e segue até desembocar novamente na Ruta 40 e você deve toma a esquerda em direção a El Bolson.

Ruta 40: no pedaço desde o entroncamento com a ruta 259 até El Bolson a estrada tem muitas curvas principalmente no trecho final. Além de passar por diversos vilarejos. A ruta passa pelo centro de El Bolson e segue para Barilhoche com curvas e mais curvas porém com o piso ótimo.

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De Bariloche a San Martin de los Andes e Junin de Los Andes.

 

Ruta 40: Estrada excelente. Passa pelo centro de Villa la Angostura e por isso o transito é complicado nos finais de semana do verão. A estrada é bem travada neste pedaço. A partir da vila começa a ruta de los 7 lagos com visuais maravilhosos com lagos, cachoeiras e áreas para camping. Não se pode fazer churrasco na beira de rios pois é um parque nacional. A estrada até San Martin continua muito travado com curvas bem fechadas e com ótimo piso.

Ruta 40 até Junin: Um trecho bem mais tranquilo e com piso excelente.

 

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De Junin de Los Andes a General Acha.

Ruta 40: Optamos por subir para Zapala por indicação do dono da pousada que ficamos em Junin. Então ao inves de descer para pegar a ruta 237 fomos em direção a cidade que ficava a 200 Km. A ruta 40 se mantem com um piso bom mas com alguns buracos sinalizados hora por placas hora por grandes freadas no asfalto.

Ruta 22 e  de Zapala a Neuquen: Estrada ótima que passa por Cutral e depois de 130 Km deve virar a esquerda. Neste trecho tem uma cidade  e você deve rodar 25 Km para entrar na ruta de circunvalacion de Neuquen. Você deverá passar por baixo de um viaduto e a seguir virar a direita numa placa que diz "Neuquen por autovia". É bem melhor que continuar adiante e passar por inúmeras lombadas de sinaleiros/faróis na sequência e pelo centro.

Após passar por trás de Neuquen e ao lado de Cipoleti você retorna a ruta 22 virando a esquerda e seguindo nela até uma rotatória onde tem uma placa que indica a esquerda para Gral Roca e Casa de Piedra. Entre a esquerda na ruta 6.

Ruta 6: a estrada é ótima em quase toda sua extensão até Casa de Piedra quando ela passa a ter outro nome, ruta 152. Neste trecho quase não há habitações e cidades porque é uma região extremamente quente. Pegamos um calor de 43 graus. A vegetação é baixa e raquítica. Passei um sufoco nesta estrada pois meu ar condicionado tinha pifado.

Ruta 152: em Casa de Piedra tem o único posto em kms a frente. Abasteça o carro, compre bastante água se não tiver e se prepare para o calor do inferno. A estrada é razoável com alguns poucos problemas.Mais a frente ela se encontra com a ruta 232 e segue em frente pelo sertão ressecado e com longuíssimas retas. Perto do Parque Nacional Lihué Calel a estrada se deteriora bastante para melhorar novamente logo a seguir. Ela segue adiante em bom estado até chegar a General Acha.

 

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De General Acha a Rosário.

Ruta 152: estrada boa. Deve-se seguir por ela até ela acabar na ruta 35 onde deve-se  virar a esquerda em direção a Santa Rosa.

Ruta 35: estrada em ótimas condições. Ela atravessa a cidade de Santa Rosa eonde tem muitos sinaleiros/faróis e você deve se manter nela até passar ao lado da cidade de Eduardo Castex onde deve-se tomar a direita Na ruta 102.

Ruta 102 e ruta 1: estrada com ótima pavimentação. Neste trecho depois de chegar na cidade de General Pico a estrada muda de nome e se torna ruta 1 e o pavimento continua ok. Quando ouver uma placa indicando a ruta 4 e a cidade de General Villegas deve-se virar a direita.

Ruta 4 e ruta 70: a ruta 4 esta em bom estado, mas tem um trecho ruim de uns 10 km apenas. Na cidade de Gonzales Moreno ela se torna ruta 70. Você deverá seguir mais 30 Km por este trecho de estrada que está um pouco deteriorada até encontrar com a ruta 33 onde deverá virar a esquerda. O cruzamento destas duas rutas não tinha nenhuma indicação quando passei por lá.

Ruta 33: Os últimos 400 km deverão ser feitos por esta ruta e ela tem um piso bem irregular (ora bom, ora ruim), ela também passa por inúmeras pequenas cidades. Além disso o transito aumenta muito quando se está chegando a cidade de Rosário.

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De Rosário a Santana do Livramento passando pelo Uruguai.

Para sair da cidade é melhor tomar a avenida de circunvalacion em sentido a Santa fé. Mais adiante ela vai tomar a direita e deve-se seguir por ela até passar sobre a ponte estaiada sobre o Rio Paraná. Um lugar muito bonito. A pista neste trecho tem várias pistas, é muito bem sinalizada e tem piso excelente.

Ruta 174: a partir da ponte sobre o Paraná a ruta passa a ter este nome e continua em excelente estado. Ela segue para a cidade de Victória. Aqui temos um visual muito interessante pois estamos trafegando por uma região que mais parece um pantanal com centenas de rios, ilhas e dezenas de pontes até chegarmos a Victória. Nesta cidade toma-se uma estrada que a circula e deve-se tomar a ruta 26 a esquerda para seguir adiante.

Ruta 26: estrada em bom estado que segue até Nogoyá onde deve-se viram a direita na ruta 12.

Ruta 12: ótima estrada. Deve-se seguir por ela até uma grande rotatória onde deveremos seguir em frente quando ela se transforma em ruta 39 ( a ruta 12 viraria a diresita).

Ruta 39: estrada razoável. Deve-se seguir por esta estrada até ela desembocar na ruta 14 onde se deve passar sobre ela e depois tomar a esquerda no sentido da cidade de Colón.

Ruta 14: excelente estrada, mas cuidado com a polícia. Ainda bem que neste trecho deveremos percorrer poucos kms e entrar na cidade de Colón a direita para seguir a divisa com o Uruguai.

Ruta 3 (Uruguai): após cruzar a ponte, passar pela aduana e pagar o pedágio você entrará na excelente ruta 3. Segue-se uns 15 km por ela até a entrada da ruta 26 em que existe uma placa indicando a cidade de Tucuarembó, aqui vc deverá seguir em frente e não a esquerda.

Ruta 26: Estrada com asfalto novo e em ótimas condições. Deve-se seguir por ela até Tucuarembó onde deve-se virar a esquerda e entrar na ruta 5.

Ruta 5: estrada com ótima pavimentação. Deve-se seguir por ela até a cidade de Rivera no Uruguai.  O estranho nesta cidade é que a aduana fica dentro de uma shopping na cidade, o shopping  Siñeriz: https://www.google.com/maps/place/Migraciones/@-30.9002037,-55.526228,17z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0x95a9fe5d4c9c6fab:0xbbff6796e5e8982c!8m2!3d-30.9002037!4d-55.5240393

 

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Santana do Livramento a Curitiba:

BR-158: ótima estrada. Na saída de Santana há um posto da receita federal.  Segue-se por ela até chegar na BR-290.

BR-290: estrada com muitos trecho de pavimentação ruim, buracos, movimento intenso de caminhões e trechos de terceira pista em subida quase inexistentes. Realmente um pedaço de estrada esquecido do governo. è uma estrada muito perigosa pois é muito difícil ultrapassar as centenas de caminhões com os poucos lugares adequados para isso. Ao se chegar perto de Porto Alegre deve-se tomar a esquerda e seguir pela estrada que contorna a cidade toda. Ao final da BR deve-se tomar a esquerda na BR 116 e depois novamente a esquerda para entrar na Freway que vem a ser a BR 290. Uma estrada com 3 e até 4 pistas em excelente estado em toda a sua extensão. Após a entrada da cidade de Osório a estrada passa a se chamar BR 101.

BR-101: estrada em excelente estado, pedagiada em um bom pedaço e, dependendo do dia, tranquila de se trafegar até o contorno de Curitiba. 

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    • Por Marcelo Manente
      Continuando a postar relatos antigos e que foram sonegados aos mochileiros segue a postagem sobre a minha viagem pela Carretera Austral pelo Chile. Como minha viagem anterior, sempre tem enroscos e problemas. Desta vez por poucos quilômetros eu quase não volto mais e quase ferrei o motor.
       
      Como dá outra vez não é uma relato com detalhes sobre preços e tals. Gastei sempre o mínimo possível com alimentação e hospedagem. Devo ter almoçado em restaurantes umas 4 vezes a viagem toda. Portanto não posso dar muitas dicas sobre a alimentação na Carretera. O caso é que eu sempre perdia a hora de almoço e quando lembrava já tinha passado a cidade mais próxima. Ai tinha que lanchar o que tinha no carro mesmo. Aliás esta viagem foi um belo SPA pois de 98 Kg no início eu voltei com 92 apenas
      Levei de novo todo o equipamento de camping que acabou indo passear apenas. A Ranger se portou muito bem na estrada e se não fosse por negligência minha não teria dado problema com o arrefecimento e queimado a junta do cabeçote no final da viagem. Pura burrice.
       
      Fui sozinho porque meu tio não pode me acompanhar aquele ano e também porque a outra pessoa que tinha me garantido que ia junto deu pra trás um mês antes. Assim achei melhor seguir sozinho do que esperar mais um ano para ver se conseguia companhia para a empreitada.
       
      Mas vamos aos relatos.
       
      1º DIA – 22/12/2013 – DOMINGO.
      De Curitiba a Quarai - RS / Artigas – Uruguai – 1150 km
       
      Saí de Curitiba as 5:25 h debaixo de uma garoa fina e chata que me acompanhou até União da Vitória mais ou menos. O calor começou a chegar e por volta das 8 ou 9 horas e pegou pesado. Acho que deve ter ficado uns 30 graus ou mais.
      Como estava viajando sozinho fui dando paradas a cada 2 ou 3 horas para esticar o esqueleto.
      A estrada pelo interior tem muitas curvas, mas tem trechos bem tranquilos em que se pode desenvolver 100 a 110 Km/h (GPS) numa boa.
      Acabei não almoçando hoje, comi pão de queijo, amendoim japonês e frutas secas. Quando parei num posto para almoçar achei muito caro (era chique) R$ 21,00 o bufet livre.
      Quando cheguei a Quarai estava iniciando a hora do agito de domingo na praça central. Os carros iam parando em volta da praça e deles saiam os jovens com cadeiras de praia, coolers de cerveja e se abancavam na grama esperando a galera ficar desfilando com seus carro e com o som alto. Coisas do interior do Brasil.
      Mudei roteiro inicial e vou entrar no Uruguai pra fazer umas comprinhas básicas. Depois entro na Argentina por Salto UR / Concórdia AR.
    • Por Panchovilla
      Há muitos roteiros e relatos sobre a Chapada, bastante detalhados. Por isso tentarei ser objetiva e qualquer dúvida podem perguntar, visto que me sinto em dívida por tantas dicas legais que obtive nesse fórum.
      Eu e meu namorado fizemos essa viagem final de julho de 2017; foi nossa primeira vez na Chapada. Gastamos cerca de R$ 1500,00 cada, incluindo-se hospedagem, alimentação e passagens aéreas (Curitiba a Salvador).
      Após realizarmos essa viagem recomendamos o seguinte:
      1- A Chapada é enorme. É uma área de preservação ambiental, cuja área equivale à de um país. Não ache que irá conhecer tudo. Perguntamos à diversos guias e eles dizem que nem em uma vida poderia se conhecer tudo. Tendo ciência disso, poderá selecionar atrações para visitar em diferentes viagens. É que muitas levam até mais de um dia para se visitar.
      2-Considerando-se isso, recomendamos para quem gosta de cachoeiras informar-se com a associação "bicho do mato". Os preços são ótimos (pagamos R$ 40,00 pela diária) e o pessoal é muito legal. Embora tenhamos feito os pontos mais conhecidos da Chapada, entendemos que uma semana em Ibicoara já teria sido mais que sensacional. Ter percorrido o "mapa" foi cansativo e como nós curtimos cachoeira mesmo, acabamos gostando muito de Ibicoara. As outras cidades são mais trilha e visuais lindos, mas como disse - opinião pessoal mesmo - nos divertimos mais com cachoeiras
      3- É imprescindível um carro, na nossa opinião. Alugamos o nosso por R$ 35,00 a diária (bandeira do cartão oferece o seguro). No entanto, para quem for de ônibus é possível tentar conseguir carona. Nós fizemos amigos assim e foi ótimo!  
      4- O GPS não identifica os trajetos mais ao sul da Chapada. Então quando saímos do Capão com destino à Ibicoara (buracão) acabamos nos perdendo e chegando muito tarde lá. Tivemos que fazer Buracão no outro dia, pq lá só entra até 15h (tem sombra depois disso e fica frio tb). Enfim, é possível perguntar aos locais e chegar à Ibicoara sem precisar passar por Mucugê.
      5- Vale à pena comprar o guia impresso. O aplicativo da Chapada é meio vazio de informações. O guia tem tudo e inclusive atualiza os locais a respeito dos passeios. Nós não adquirimos e nos arrependemos. No fim acabamos tirando fotos de um livro emprestado, que nos auxiliou muito.  Procure no google "guia impresso diamantina". Não consegui colocar link aqui.
      Nosso roteiro PREVISTO foi
      1- dia chegamos em salvador 16h20. Pegamos o carro e iremos ao Hostel. 
      2 dia- saimos de salvador e iremos à Lençois. Dá 5h20 de viagem. Nesse dia iremos à cachoeira do mosquito + poço do diabo. Ficam a 15min de lençois.
      3-dia saimos de Lençois e vamos para o Vale do Capão. Dá 1h40 de viagem.Nesse dia Faremos a Cachoeria da fumacinha
      4- dia. Saimos do Vale do Capão rumo  à Ibicoara. Cachoeira do BUracão. 3h 20 de viagem. Podemos dormir em Mucugê ou Ibicoara
      5- dia. Iremos aos poços encantados, que ficam em Itaete. Dá 1h58 de viagem (se dormirmos em ibicoara) ou 1h16 (se em Mucuge)
      6- dia. Iremos a Iraquara visitar as grutas.Da 3h20 itaete -> iraquara
      7 dia- Voltamos para salvador!
      NÃO CONSEGUIMOS ATENDER essa expectativa. Embora tenhamos montado esse roteiro com base nos relatos do fórum, percebemos que para uma viagem de carro ele não tem muito sentido.
      Recomendamos deixar Ibicoara por último, pois da para voltar à salvador de lá. Não é necessário fazer o que nós fizemos nos pontos 5 e 6. Recomendamos mudar a ordem e resolver os passeios antes no "norte" da chapa (cidades lençois, capão e Iraquara) para depois descer à Ibicoara e retornar à Salvador. Só tem sentido subir novamente caso se esteja retornando ao aeroporto de Lençois, o que não foi nosso caso.
      Nosso roteiro ficou
      1- dia chegamos em salvador 16h20. Pegamos o carro e fomos ao Hostel. 
      2 dia- saimos de salvador e iremos à Lençois. Deu 6h de viagem. Chegamos lá à noite só e acabamos dormindo cedo para descansar.
      3-dia saimos de Lençois e fomos ao Vale do Capão. Chegamos à Fumaça e começamos a trilha às 13h (chegamos em cima do horário limite. Quase não nos deixaram subir! Vão antes disso) Fizemos a trilha sem guia. Optamos pelo aplicativo Wikiloc - mas só o utilizamos nesse passeio. 
      Achamos a trilha cansativa para quem não tem preparo físico. Quando chegamos lá em cima foi lindo. Porém é absurdamente alto. Para enxergar a cachoeira precisa rastejar pela pedra (por segurança mesmo, acho que pro vento ou a vertigem não te derrubarem) e alguém segura sua perna. Muito louco, quem tem medo de altura esqueça. Não consegue enxergar a cachoeira. Meu namorado não a viu pq ficou com receio.
      À noite visitamos a vila do Capão, que é bem "roots". Amamos! Lá tem um mercado (flamboyant) que vende umas coisas naturais, produzidas por locais. Barrinhas de cereais e sabonetes, por ex.
      Tem uma pizzaria que é uma lenda por lá. Apenas dois sabores são fabricados: um salgado e outro doce. 
      4- dia. Saimos do Vale do Capão rumo  à Ibicoara.
      Chegamos à Ibicoara por umas estradas de Terra. Foi muito louco, andamos demais pq o GPS não identificava caminho para Ibicoara, sem passar por Mucugê. Mas tem esse caminho, depois que fomos saber... 

      5- dia. Como nos perdemos no dia anterior só fizemos Buracão nesse dia. Foi irado, o pessoal da "Bicho do Mato" foi conosco e o passeio é espetacular. Deixe um dia todo para ele, pq fomos com um pessoal que precisou ir embora antes e dai perdeu o tempo de banho na cachoeira do buraquinho. Ai fazer passeio correndo é uma tristeza...
      Nós conseguimos otos linda esse dia. Levamos uma câmera DSLR e estávamos preocupados em molhar. Ai fizemos um saco estanque com Ziplock e rezamos para que funcionasse. Foi de boa. De todo modo, o nosso guia tinha um saco estanque e colocou o celular de td mundo lá, as câmeras e etc.
      No buracão precisa fazer uns 100m de trilha pela água. Quem não sabe nadar, tenha ciência disso. É tranquilo, todos precisam de colete.
      6- dia. Visitamos as cavernas em Ibicoara, a gruta azul, flutuação na gruta pratinha e o morro do pai inácio (por do sol).
      Amamos as cavernas! A gruta azul e a da pratinha ficam numa fazenda, super estruturada. Essa fazenda é bem exploração turística mesmo. Totalmente diferente da vibe dos passeios dos dias anteriores. Para quem tem criança, ou é mais velho, é bem tranquilo.
      Nós achamos meio cheio demais. A gruta azul é linda, mas tem umas 50 pessoas batendo foto. Sei lá, achamos meio demais...
      A flutuação é massa. É uma gruta bem escura, precisa ir de lanterna. Vimos uma tartaruga e vários peixes pequenos. Foi ótimo! Mas é um passeio meio caro e bastante curto. Bem turístico esse dia.
      7 dia- Voltamos para salvador!
      Não conseguimos ver tudo, por obvio. Mas foi suficiente para dizermos que foi a melhor viagem de nossas vidas!
      Para não sobrecarregar o post, coloquei algumas fotos no FLICKR. Na verdade não consegui inserir as fotos por aqui hahahaha.
       
       
    • Por Marcelo Manente
      Em breve iniciarei o relato da aventura que está acontecendo neste momento.
      Estou hoje em Chile Chico, Chile. Seguindo para a Carretera Austral.
      Muitos perrengues, problemas da viatura, mas lugares maravilhosos para compensar tudo isso.
      Vou tentar fazer um relato com os custos de quase tudo que eu lembrar.

    • Por nnaomi
      O texto na cor preta se refere ao primeiro relato de 2007 e o texto na cor verde, às informações atualizadas e/ou ao novo relato de 2018.
      Período: 11 a 24/07/2007, 01 a 03/12/2018 e 21 a 23/12/2018
      Cidades: Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo, Araucária, Campo Largo, Lapa, Rio Negro, Tunas do Paraná
      A região turística Rotas do Pinhão abrange Curitiba e Região Metropolitana. A capital é um modelo de urbanismo aliado à natureza e encanta pelo turismo cultural, histórico e gastronômico oriundos de várias etnias. Outro destaque são os eventos do Natal de Curitiba que estão crescendo ano a ano. Além disso, o turismo de negócios e eventos, movimenta a cidade com feiras, congressos e convenções em diversos setores. Em contrapartida, outras cidades dessa região contemplam o turismo rural e o ecoturismo.
      Curitiba é a cidade conhecida como capital modelo, famosa pela quantidade de área verde e pelo sistema de transporte eficiente e barato. A área verde está distribuída em vários parques bem-cuidados, bonitos e com entrada gratuita. O sistema de transporte possibilita que uma pessoa atravesse a cidade toda ou mesmo vá para outra cidade, pegando vários ônibus e pagando uma única passagem. Apesar de ser uma cidade grande, é relativamente tranquila para andar nas ruas, seja a pé ou de ônibus, em termos de segurança. Nos horários de pico há um pouco de congestionamento nas ruas e os ônibus ficam lotados, devido ao fato da cidade ter crescido muito nos últimos anos. Isso também trouxe outros problemas, como desemprego e os curitibanos dizem que a cidade já foi muito melhor, mas na opinião particular de uma paulista, Curitiba parece uma cidade muito boa para se morar. E os paranaenses são atenciosos e muito educados.
      Tem muita opção de hospedagem, alimentação e atrações turísticas. Em Curitiba, considero imperdível passar no Jardim Botânico, Ópera de Arame, Parque Tanguá, Universidade Livre do Meio Ambiente, Largo da Ordem e Memorial Ucraniano. Muito interessantes são o Shopping Estação, Museu Oscar Niemeyer, Bosque Alemão, Bosque do Papa, Bairro Sta Felicidade, Zoológico, Museu Egípcio, Torre Panorâmica, Praça do Japão... É muito fácil e barato se locomover na cidade. Também tem acesso fácil às cidades vizinhas. Gostei muito do Caminho do Vinho em São José dos Pinhais, do Caminho do Guajuvira em Araucária, da cidade histórica de Lapa, do Mosteiro em Rio Negro e das grutas/cavernas de Colombo e Tunas do Paraná.
      Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Fiquei hospedada em Curitiba, de onde parti para conhecer as outras cidades. Na segunda vez, a capital foi o ponto de chegada e de partida da viagem para o litoral, quando aproveitei para visitar mais alguns locais da cidade e curtir alguns eventos do Natal de Curitiba.
      Obs.: "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de colegas, mas que não experimentei por não ter tido tempo ou por ter tomado conhecimento delas tarde demais. ATENÇÃO: não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram pesquisadas em guias. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade, se os dados são atualizados e/ou verossímeis.
      Como eu gosto muito de escrever, o que era para ser um relato acaba virando um “guia”. Entretanto como a maioria ou não tem tempo ou não tem paciência para tanto, vou colocar um índice aqui e assim cada um vai direto a parte que lhe interessa
      Índice
      A cidade
      Como chegar
      Quando ir
      Onde ir em Curitiba: Linha Turismo
      Onde ir em Curitiba: Outros museus, parques e bosques
      Onde ir em São José dos Pinhais
      Onde ir em Colombo
      Onde ir em Araucária
      Onde ir em Campo Largo
      Onde ir em Lapa
      Onde ir em Rio Negro
      Onde ir em Tunas do Paraná
      Onde ficar
      Onde comer
      Dicas (Contatos úteis, Postos de Informações Turísticas, Links úteis, Receptivos Turísticos e Dicas)
      Relato de viagem
      ****************************************
      Nanci Naomi
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      Trilhas:
      Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté
      Relatos:
      15 dias em SC: - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha
      Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas
      3 dias em Monte Verde - dez/2014
      21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro
      11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo
      21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi
      21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
      8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est
      25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina
      Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010
      Itatiaia - Um fds em Penedo e parte baixa do PNI - nov/2009
      Um fds prolongado em Trindade e Praia do Sono - out/2009
      19 dias no Ceará e Rio Grande do Norte - jan/2009 - Parte 1: Introdução | Parte 2: Fortaleza | Parte 3: Jericoacoara | Parte 4: Canoa Quebrada | Parte 5: Natal
      10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis - jul/2008
      De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008
      Mochilão solo: Curitiba e cidades vizinhas - jul/2007
      Algumas Cidades Históricas de MG - jan/2007 - Parte 1: Ouro Preto | Parte 2: Tiradentes
      9 dias nas Serras Gaúchas - set/2005 - Parte 1: Gramado | Parte 2: Canela | Parte 3: Nova Petrópolis | Parte 4: Cambará do Sul


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