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Bem, se for da maneira mais econômica, a lógica seria começar saindo pelo sul do Brasil, fazendo Uruguai, Argentina, e depois vai subindo pelo Chile, etc...

Mas acho que a resposta depende de outros fatores, além do econômico: tem algum lugar que deseja muito conhecer? Porque, por exemplo, de repente seu sonho seria conhecer primeiro o Turcomenistão, e daí teria que rever todo o trajeto, de modo que este seria o primeiro país a vistar...

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Já que a ideia seria fazer de carona, o ideal seria você começar pelo sul da America do Sul (Uruguai, Argentina, Chile) e ir "subindo" passando por Bolívia, Peru, Colômbia, etc... 

Mas ai começam a aparecer algumas questões, que talvez você não tenha pensado, e que podem mudar completamente os seus planos.

Até a Colômbia, você consegue ir por via terrestre, e pegar carona se for o caso, mas para sair da Colômbia só de avião, pois entre a Colômbia e Panamá há o famoso Darién Gap, uma faixa de 160 Km de mata, onde não há estradas, e é uma região dominada por traficantes e paramilitares, onde até o exército tem receio em entrar...

Do Panamá em diante, daria para ir por terra novamente e de carona, mas as estradas do interior da América Central não são exatamente um lugar muito seguro para alguém ficar pedindo carona sozinho na beira da estrada, é uma região com criminalidade muito alta.  

Depois do Mexico, tem a questão dos vistos para os EUA e Canada, que você precisa solicitar antecipadamente, e que podem levar semanas ou mesmo meses para sair.

Imaginemos que você conseguiu chegar até os EUA ou Canada, como você vai fazer para sair de lá para ir para continuar a sua volta ao mundo? Vai cruzar o Oceano Atlântico ou Pacífico a nado? Ou pegar carona num navio de carga?

Até dá para pegar carona em navios, mas não é algo fácil de conseguir, demora meses para conseguir uma carona, e quando consegue uma carona, as vezes é para daqui a várias semanas ou meses, então a melhor forma de continuar a viagem seria de avião, e passagem de avião pode custar bastante dinheiro caso você não se planeje e compre as passagens com vários meses de antecedência...

Na America e Europa, é relativamente fácil de se comunicar se você falar inglês ou arranhar algum espanhol, mas e depois? Quando você chegar naqueles países onde quase ninguém fala português, inglês ou espanhol, como que você vai fazer para se virar e pedir carona, se nem conseguir pronunciar direito o nome da cidade para onde quer ir?

Ou seja, amadureça mais esta ideia, não fique achando que é só jogar a mochila nas costas e ir para a beira da rodovia pedir carona, uma viagem de volta ao mundo mesmo que seja de carona exige bastante planejamento e preparação, e principalmente um bom planejamento financeiro, para que você não acabe sem dinheiro já no segundo ou terceiro mês, dormindo na rua e mendigando por um prato de comida, sem dinheiro nem para voltar para casa.

O pessoal que faz uma volta ao mundo, geralmente passa meses ou mesmo anos pesquisando e planejando a viagem, não é algo que se faça sem planejamento e sem uma boa preparação para a viagem.

Comece lendo relatos e roteiros de outros mochileiros, assim você vai se familiarizando com a ideia, vai descobrindo locais interessantes para passar, e pode ir definindo o roteiro de acordo com os seus interesses e gostos pessoais, pois cada pessoa tem preferências e gostos diferentes, o que eu achar legal, você pode achar uma chatice, e vice-versa.

Aqui mesmo no site tem milhares de relatos bem completos, e se for no google, vai achar muitos mais, já que aparentemente viagens internacionais vão ser algo para se fazer só depois de 2021, aproveite este momento de pandemia, para ler ver o máximo de roteiros e relatos de viagem de todos os continentes, assim você já vai ter uma boa ideia de por onde começar e como funciona a coisa...

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    • Por Graziela Torresani Santos
      Olá, 
      Alguém sabe se há voos de de Havana (Cuba) a Georgetown (Guaiana)?
      Alguém tem noção do preço dessa passagem? (Não estou conseguindo encontrar essa informação em sites de pesquisa, por incrível que pareça!)
      Vou aguardar uma luz.
      Obrigada, gente!
       
    • Por Rodrigo Contente
      Oi gente, como disseram que posso continuar a perguntar coisas vai mais uma. Estou a pensar numa volta ao mundo, não sei quanto tempo mas acho que no máximo são dois anos. Com 20.000€, acho eu. Aqui vai o que vou visitar. Como moro em Portugal eu atravessaria o estreito de Gibraltar e iria até Marrocos e depois: Tunísia, Madagáscar, Maldivas, Egito, Dubai, Abu Dhabi, Catar, Jordânia, Chipre, Turquia, Grécia, Albânia, Malta, Itália, Croácia, Áustria, República Tcheca, Hungria, Polónia, Vilnius, Ruga, Talín, Rússia, Japão, Coreia do Sul, China, Tailândia, Malásia, Singapura, Filipinas, Indonésia, Argentina, Chile, Brasil, Peru, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Cuba, Bahamas, EUA, Canadá, Finlândia, Suécia, Noruega, Dinamarca, Irlanda, Escócia, Inglaterra, Holanda, Alemanha, Suíça, França e Espanha.
      56 países! Acham que dá, estou a poupar, tenho 1000€ até agora, como ainda tenho 11 anos e não recebo ordenado mínimo é um pouco difícil, mas eu chego lá 😊
    • Por Jeffersonsantana
      Olá amigos,
      Isto é apenas um resumo, espero ter ajudado a quem busca tais informações.
       
      ####  Informações importantes:
      • Companhia do Cruzeiro: Royal Caribbean
      • Leve dólares caso precise usar por emergência. (US$200)
      • Não compre nenhuma das moedas, o tempo de parada em cada lugar não compensa o cambio te ter Cash ao invés do cartão.
      • A maioria das cabines para 2, podem se tornar para 4, com as camas que descem do teto, ficando cada vez mais barato no total.
      • Cada pessoa por cabine pode levar 1 garrafa de espumante ou vinho. Levei 2 conforme dizia o site, mas como estávamos em 3 pessoas poderíamos ter entrado com 3 na mesma cabine conforme fomos informados na hora.
      • Não são cobrados o valor da "rolha" para toma-las no jantar "com hora marcada".
      • Bebidas inclusas no pacote básico são: Limonada, Chás gelados ou em sachê para fazer com água quente sempre disponível, café cafeinado e descafeinado, água e gelo.
      • Quanto antes você comprar a passagem poderá ganhar recompensas, no meu caso foram US$100 consumíveis.
      • Cada lugar tem um pacote turístico específico, como não pegamos nenhum não vou poder dar minha opinião, fizemos tudo sozinhos, mas aconselho a inserir os tours para os Fiordes na Noruega e Blue Lagoon, Glacier e Geisers na Islândia para facilitar os translados e tempo disponível.
      • Vale a pena ponderar que este é um cruzeiro onde 80% da tripulação tem mais de 70...75 anos e idade, e cerca de 70% são Americanos, e a outra parte era formada principalmente por Canadenses, espanhóis e italianos.
      • Leve Dramin, a travessia do mar da Noruega para Islândia pode ser bastante intensa, mesmo para um navio transatlântico.
      • Vale a pena ter em mente a licença poética de que o percurso é uma viagem transatlântica.
      • Fique espero para pegar cedo os tickets de Tenders gratuitos para as cidades que precisam de traslados onde o navio não encosta no porto.
      • Se possível, faça essa viagem em uma cabine com vista para o mar, Mesmo que seja escotilha, vale a pena.
      • Prepare-se para muitas noites de música, dança, festas e diversos eventos, além da melhor comida de navio (inclusa) que tive a oportunidade de experimentar.
      • Leve roupa de frio, de gala e de festa.
       
      • Embarque na Dinamarca: chegue pelo menos 2 dias antes, aproveite um pouco a cidade. Se for fazer bate e volta na Suécia (Vale a pena) separa um dia inteiro, vá de trem.
      • O bilhete integrado para usar o transporte público vale a pena se você estiver hospedado relativamente distante o centro, muito usual e fácil.
      • No dia do embarque verifique o horário de embarque, se esquecer de imprimir as etiquetas eles fazem uma cópia na hora.
      • Todos os portos de parada tem Wifi gratuito, normalmente logo após a saída do Navio. A velocidade costuma ser boa o suficiente para ver um vídeo no YouTube ou fazer chamadas pelo WhatsApp.
      • Nos dias que você ficar só navegando, (4 dias ao total) aproveite o navio, lave roupas, (eu lavo no quarto, com direito a varal e tudo, porque só uso praticamente dryfit pois normalmente carrego malas pequenas.
      • A internet custa em torno de 80R$ por dia a bordo.
       
      1* Parada - Dinamarca / Skagen
      Cidade pequena. Desembarque diretamente no porto.
      No próprio Porto na saída no navio dá para alugar uma bike, 10 Euros, por 1 dia. Se você for no farol e no Bunker da 2* guerra mundial aconselho alugar, a ciclofaixa é boa e torna tudo mais fácil, mesmo se na volta você parar em alguma lojinha na calçada sempre existe um lugar para colocar as bikes.
      • Costuma ventar muito no Grenen (encontro das águas do Mar Báltico e Mar do Norte) Leve uma blusa corta vento.
      • Não visitamos as dunas, mas parecem ser um bom programa também.
       
      2* Parada - Noruega  -  Stavanger
      Cidade média / Grande. Desembarque diretamente no porto.
      Não deixe de caminhas pela rua de casas coloridas, que formam a antiga vila viking e a Old City formada por quase 200 casinhas brancas de madeira.
       
      3* Parada - Escócia / Lerwick (Shetland)
      Cidade de tamanho médio. Desembarque por meio de pequenos barcos que partem do Navio para o porto (Tender).
      A cidade de arquitetura medieval de pedra vale uma caminhada da orla até o The Knab seguindo pela costa até o monumento Broch of Clickimin,  na volta passe no supermercado em frente a ele chamado Tesco caso queira comprar algum artigo de higiene faltante na mala, roupa, luva ou comprar produtos locais.
       
      4* Parada - Islândia / Akureyri
      Cidade de tamanho médio. Desembarque diretamente no porto.
      Assim como nas paradas anteriores o centro fica super perto do desembarque. Vale a pena caminhar por ali até a igreja principal e o Jardim botânico. Existe 3 ônibus gratuitos que fazem um tour pela cidade, cada um leva você a um lugar diferente, eles partem da Rua Holfsbót (endereço Google: 65,6831356, -18,0899817) peguei o número 6 que deu uma volta boa pela cidade desci perto do museu de Akureyri e voltei andando pelo centro antigo sentido o Jardim botânico e por fim ao centro novamente.
       
      5* Parada - Islândia / Reykjavik
      Cidade de tamanho médio/grande. Desembarque diretamente no porto. O Porto fica relativamente longe dos pontos turísticos e do centrinho da cidade. Do Porto parte um ônibus que custa 11$ Cada viagem. Se você não estiver afim de andar 4 km para ir ao centro da cidade terá de pagar para ir e pagar para voltar. Vale a pena ir a pé e voltar de ônibus, o caminho da orla é bonito e com ótimas paisagens (se não estiver chovendo). Se você não tem condicionamento físico, e acha que não consegue, acredite na experiência de poder ver as praias de pedra preta no caminho que é totalmente plano. Com algum esforço sim, mas dá pra fazer se NÃO estiver chovendo, para valer a pena o passeio.
       
      4* Parada - Groenlândia  / Prins Christian Sund
      Na verdade não é uma parada, o navio chega a Groenlândia e faz 1 dia de percurso por um largo braço de mar que adentra o continente, entre penhascos e icebergs, o tour que leva praticamente 1 dia inteiro, e dá direito até a um giro 360 graus do Navio inteiro em frente ao maior glaciar para todos apreciarem a vista de dentro do navio, é bom para ver (mesmo que não tão de perto) os glaciares caso você não tenha marcado nenhuma excursão.
       
       5* Parada - Groenlândia / Qaqortoq
      Cidade pequena, Desembarque por meio de pequenos barcos que partem do Navio para o porto (Tender).
      Único Porto sem Wi-Fi. Alguns cafés próximos vendem Wi-Fi de 30 min. por 6 Euros. Ande a pé, faça uma rota que pegue um morro para tirar fotos lá de cima, (2,5 horas vimos tudo e tomamos um café).
       
      6* Parada - Nova Scotia / Sydney
      Cidade de tamanho médio/grande. Desembarque diretamente no porto. O Porto fica próximo dos pontos turísticos e do centrinho da cidade. Possui lojas enormes de souvenires.
       
      7* Parada - Nova Scotia / Halifax
      Cidade de tamanho Grande. Desembarque diretamente no porto. O Porto fica próximo dos pontos turísticos e do Waterfront bem estruturado com restaurantes e lojas. Vale a pena andar pela cidade e visitar os pontos turísticos históricos.
       
      8* Estados unidos - Boston, Massachusetts
      O desembarque é feito a partir das 7h A.M. Existe uma "sugestão" de horário, (que em geral é seguido), dependendo da localização da sua cabine.
      Fique ao menos 2 dias na cidade, aproveite o centro histórico e a vida local.
       
      * Por que fazer?
      O custo beneficio para quem quer conhecer estes lugares, mesmo que tenhamos pouco tempo disponível em cada porto (em média de 8 a 12 horas) é o modo mais barato de se conhecer alguns dos países que a passagem, estadia e alimentação sairiam muito mais caras, já que café da manhã, almoço e janta estão inclusos no navio. Salvo exceções. A companhia a bordo é ótima, os serviços e atrações são excelentes e a gastronomia é incrível.
      * Porque não fazer?
      A tripulação e idosa, o que por um lado é bom se você não quer muita bagunça, ainda assim os velhinhos são um pouco sem noção, principalmente quanto a educação e comportamento. Ainda que seja um bom custo benefício, é um cruzeiro caro o suficiente para um bom mochilão pela Europa gastando €75 Euros por dia. Depende muito do que você tem intensão de ver e fazer, mas no final a experiencia destes 17 dias, valeram muito a pena.
       
      Abraços,
       
      Algumas fotos:











    • Por Vitor Monaco
      Salve galera, é um prazer sentar para abrir meu primeiro tópico no site, é o começo de uma longa jornada! Será um prazer regar esta jornada com trocas das mais variadas.
       
      Estou começando a elaborar um roteiro para uma viajem de aproximadamente 1 ano e meio a 2 anos. A ideia é pegar um voo de SP para Portugal - onde tenho uma base para ficar sem custo, de Portugal cair pro Marrocos, e dali em diante a proposta seria fazer toda a viajem por terra. 
       
      Digamos que a "ida" tem como objetivo o percurso Marrocos > Vietnam, com foco no Marrocos, Egito, Israel, Índia, Tailândia e Vietnam, e a "volta" tem como objetivo pegar a ferrovia transiberiana e chegar em Portugal, com foco na China e Russia, depois passando por Berlin, Paris, Espanha e Portugal - lugares onde eu tenho bases de apoio.
       
      Entre as pesquisas que iniciei sobre este longo percurso, sobre os países, condições e possibilidades, abro esse tópico para uma primeira e grande dúvida, e com certeza não será a última.
       
      Aí vai: alguém já fez, ouviu, pesquisou, tentou ou sabe de informações reais e atuais em relação a fazer o percurso Marrocos > Egito por terra passando pela Argélia e Líbia? Sugestões de outras rotas possíveis são bem vindas.
       
      Espero poder desenvolver um ambiente de troca e enriquecimento de informações, reitero o prazer de abrir este tópico e desde já agradeço a todos pela parceria!
       
      Grande Abraço!
       
      Vitor
    • Por Raquel MM
      Ola a todos...
      Antes de começar a postar, eu quis adiantar um pouco, para não ficar com aquelas paradas grandes nos posts e assim, acabei achando uma postagem muito legal do Davi Leichsenring feito há poucos dias. Ele colocou várias informações úteis sobre transporte, custo, etc... então vou tentar falar somente da parte turística em mais detalhes.
       
      Link do post dele : https://www.mochileiros.com/topic/89290-cáucaso-geórgia-armênia-e-azerbaijão/?tab=comments#comment-799525
      Agora sim, vou contar um pouco da minha...
      Os fóruns daqui do site já me ajudaram muito, tiraram dúvidas, me fizeram ter vontade de conhecer lugares que não tinha ido, voltar para outros que já conhecia mas na minha ultima viagem percebi que pouco se conhece e se fala sobre a Armênia ( fica no Cáucaso) Senti que minha contribuição poderia ser focada nesse destino...enfim...hora de tentar retribuir !
      Sou descendente de armênios e estive lá há muitos anos atrás com minha irmã e  um grupo de amigos. Éramos jovens e o país ainda era uma República Socialista. Só conseguimos entrar com autorização expressa e uma espécie de “ carta convite” do governo armênio e soviético.
      O tempo passou e eu tinha muita vontade de voltar para a Armênia , agora um país livre e muito novo, menos de 30 anos , mas dessa vez queria ir com a minha filha e meu pai. Um primo e sua esposa acabaram se juntando ao grupo e lá fomos nós... Uma família descendentes de armênios, voando direto do Brasil !!!
      Vou contextualizar um pouco abaixo, falando da história , geografia e curiosidades desse país tão desconhecido por todos...
      Um pouco da História e o Genocídio
      Na Armênia hoje vivem cerca de 3 milhões de habitantes, mas estima-se que há 8 milhões de armênios espalhados pelo mundo. O país fica no Cáucaso, entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, uma região que a gente chama de fronteira da Europa com a Ásia (e também da Europa com o Oriente Médio). Com uma localização tão privilegiada, não é de se estranhar que ao longo dos séculos ela tenha sido invadida por diferentes povos. Pela Armênia passaram os romanos, os persas, os mongóis, os otomanos e mais recentemente os russos, dentre outros povos dominadores. Mas foi no início do século passado, há quase 104 anos, que a diáspora armênia ganhou mais força. Foi quando ocorreu o Genocídio Armênio.
       Conta a história  que durante um discurso aos comandantes do Exército Alemão dias antes de invadir a Polônia, Hitler teria dito o seguinte: “Afinal, quem fala hoje do extermínio dos armênios?” Verdade ou não, e apesar de o holocausto judeu não ter passado despercebido como ele esperava, a frase continua fazendo sentido. No dia 24 de abril de 2015 o início de um dos maiores genocídios do século passado completou 100 anos. O Genocídio Armênio é um tema praticamente ignorado pelos livros de História. E não só ignorado, mas também negado. A maioria dos países ainda hoje não reconhece o massacre de 1,5 milhão de armênios no que se acredita que tenha sido uma tentativa de exterminação do povo armênio pelos turcos.
      A Turquia nega que o genocídio existiu, diz que os números são exagerados e que a morte dos armênios aconteceu em consequência da Primeira Guerra Mundial. Cerca de 20 países, como França, Chile, Uruguai e Suécia, além de diversas organizações internacionais, reconhecem o genocídio. O Brasil não. Nem os Estados Unidos. E os descendentes da diáspora armênia espalhados pelo mundo continuam lutando até hoje pelo reconhecimento do crime praticado contra seu povo.
      A situação da Armênia não era fácil, já que ela estava espremida entre dois gigantes: os Impérios Otomano e Russo. Mas foi em 24 de abril de 1915, durante o governo do partido dos Jovens Turcos, que o maior massacre começou. Nessa data, cerca de 600 líderes armênios foram presos em Istambul e em seguida assassinados. A partir daí a perseguição ficou mais evidente. Vilarejos foram dizimados, pessoas foram torturadas, outras vendidas como escravas.
      Mas a maior taxa de mortalidade aconteceu durante as deportações. Os armênios foram obrigados a abandonar suas cidades, com a desculpa do avanço das tropas inimigas, e muitos morreram durante a marcha, seja de fome, sede ou pelas violências a que eram submetidos.”
      Para quem tiver curiosidade o filme “ A promessa”   mostra um pouco o que foi isso e pode ser visto na Netflix
       
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