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José Luiz Gonzalez

Relato Patagônia Dez/2010 - Ushuaia, Punta Arenas, Torres del Paine, El Calafate, El Chaltén

Posts Recomendados

[li=Introdução]Fala pessoal! Depois de tanto pesquisar informações aqui no fórum para a minha viagem a Patagônia, me senti na obrigação de retribuir com um relato. Espero que seja útil a todos!

 

O planejamento dessa viagem se deu inicialmente pois pretendia gastar umas milhas que tinha acumulado e que estavam por vencer e após ligar para a TAM e confirmar que era possível emitir um bilhete para a Patagônia, decidi que lá era o melhor destino para gastar milhas na América do Sul.

Fiz todo o planejamento durante muito tempo, consegui arranjar mais 2 amigos que toparam viajar comigo para lá e após definir uma data aproximada, liguei para a TAM para emitir o bilhete e nada feito! Não tinha disponibilidade de assentos para nenhum dos destinos que queria em nenhuma época! Fiquei e ainda estou p#@& com a TAM por essa farsa pois eu não tinha restrição alguma de datas!

Mas enfim, como já tinha planejado tudo, acabei comprando a passagem pela Decolar. Aí começou o outro problema! Ao comprar a passagem na decolar, foi mostrada uma tela de sucesso da compra (inclusive com geração de nº de compra) mas depois recebi um mail com erro de processamento! Depois de 2 dias a decolar me manda um mail pra confirmar a compra da passagem que tinha feito mas cobrando mais de R$ 150 reais a mais pela passagem! Reclamei um monte pois já tinha efetuado a compra e talz mas não teve jeito! Entrei com ação no ReclameAqui e no PROCON mas até agora deu em nada! O que me deixou mais irritado foi a forma de tratar o cliente na decolar com um erro que claramente foi deles! Na verdade, entrei com reclamação no PROCON nem tanto pelo dinheiro (afinal esse valor é pequeno no gasto total da viagem) mas sim pelo descaso e falta de respeito com o cliente que a decolar tem. Realmente NÃO RECOMENDO A DECOLAR a ninguém pois é nos problemas que se descobre se uma empresa é realmente boa ou não!

 

Voo São Paulo, Guarulhos - Buenos Aires, Ezeiza (LAN operado pela TAM)

Voo Buenos Aires, Ezeiza - Ushuaia (LAN Argentina)

Voo El Calafate - Buenos Aires, Aeroparque (LAN Argentina)

Voo Buenos Aires, Ezeiza - São Paulo, Guarulhos (LAN operado pela TAM)

 

Preço total: R$ 1068[/li]

 

[li=Roteiro]26/11/2010 - São Paulo - Buenos Aires

27/11/2010 - Buenos Aires - Ushuaia

28/11/2010 - Ushuaia

29/11/2010 - Ushuaia

30/11/2010 - Ushuaia

01/12/2010 - Ushuaia - Punta Arenas

02/12/2010 - Punta Arenas

03/12/2010 - Punta Arenas - Puerto Natales

04/12/2010 - Puerto Natales - Torres del Paine

05/12/2010 - Torres del Paine

06/12/2010 - Torres del Paine

07/12/2010 - Torres del Paine

08/12/2010 - Torres del Paine - Puerto Natales

09/12/2010 - Puerto Natales - El Calafate

10/12/2010 - El Calafate

11/12/2010 - El Calafate

12/12/2010 - El Calafate - El Chaltén

13/12/2010 - El Chaltén

14/12/2010 - El Chaltén

15/12/2010 - El Chaltén - El Calafate

16/12/2010 - El Calafate - Buenos Aires

17/12/2010 - Buenos Aires - São Paulo[/li]

 

[li=Roupas]Algo a ser levado em conta numa viagem como essa é a questão da roupa adequada. Eu não tinha nada e portanto tive que comprar tudo e a Decathlon foi a minha grande companheira nesse momento. Bom, vamos ao que comprei e opiniões:

 

  • Anorak Bionnassay 500 Quechua (valeu muuuuito a pena!! Usei direto, jamais me deixou na mão, foi indispensável na viagem e ainda paguei apenas R$ 219 em promoção)
  • Calça impermeável Forclaz 100M Quechua (também recomendo! Essencial nos dias de chuva ou navegações e é respirante!)
  • 2 Blusa Polar forclaz 50 Quechua 200g/m2 (também recomendo! Foi o suficiente como 2ª camada mesmo nos dias mais frios!)
  • Calça Polar forclaz 50 Quechua 200g/m2 (nunca usei na viagem! Dispensável na minha opinião)
  • Blusa underwear Quechua (pra não dizer que nunca usei, só usei quando cheguei! Nas outras vezes usava apenas 1 blusa dry-fit como 1ª camada superior)
  • Calça underwear Quechua (usei quase todos os dias! Essencial ao longo de toda a viagem!)
  • 3 Camiseta dry forclaz 50 Quechua (usei sempre como 1ª camada superior! Recomendo!)
  • Bota Forclaz 500 Quechua (Apesar de ter entrada um pouco de água 1 vez em TDP quando choveu muito, nos demais dias funcionou perfeitamente! Sem bolhas nos pés e protegido da umidade! Recomendo!)
  • 2 pares de meia forclaz 100 Quechua (Aprovado! Fiquei com medo de ser fina e precisar da 400 mas a 100 deu conta do recado totalmente! Jamais senti frio nos pés!)
  • Meias sociais (serviu como 1ª camada perfeitamente! Pés secos e sem bolhas!)
  • Luva forclaz 20 (comprei essa luva pois queria proteção e sensibilidade ao mesmo tempo! Enfim, a luva fez seu papel muito bem com exceção dos momentos com chuva! Mas no geral, ok!)
  • Cachecol tipo colera e gorro Wed´ze (usei somente nos dias com muito vento e frio. Enfim, valeu a pena pois quando precisei deu conta do recado!)

[/li]

 

[li=Principais relatos que usei no planejamento]Mendoza, Bariloche, Puerto Madryn, El Calafate, El Chatén, Ushuaia - 28 dias sozinha por Mi_GR

Meu 1º mochilão - 30 dias na Patagônia, Argentina e Chile [sozinho] por Márcio/Sp

Patagônia - Argentina e Chile - 24 dias por thiagozuza

Trekking W em Torres del Paine - Guia de Informações por michelschon

Patagônia Argentina - Outubro 2008 por marcosplf

Como vestir-se em Locais Frios - Sistema de Camadas (Anorak - Fleece - Underwear) por LeoRJ[/li]

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Ushuaia

 

Hospedagem

 

Fiquei hospedado no hostel Antarctica em quarto coletivo com 6 camas.

A reserva eu fiz enviando e-mail para o hostel e não paguei nada antecipado. E pagamento apenas com dinheiro na hora.

 

Preço da diária: AR$ 60

 

Pontos Positivos:

  • Staff: O Gabriel foi o melhor staff entre todos os hostel que já fiquei na vida... o cara é muito simpático e passou todas as informações para a gente durante muuito tempo!
  • Banheiro coletivo grande e limpo
  • Cozinha bem grande e equipada
  • Localização próxima de tudo (perto do Museu do Presídio, da San Martin, de supermercado...)
  • Café da manhã sem restrições (pão, leite, café, achocolatado, chá, manteiga, geléia, doce de leite, cereal e até ovos!)
  • Podemos tomar café da manhã quando chegamos (por volta das 10h) e disponibilizaram café da manhã a partir das 5h no dia de saída (pegaríamos o ônibus às 6h30)

Pontos Negativos:

  • Chuveiro variava a temperatura às vezes
  • Para ir do quarto para outros cômodos é necessário passar por um corredor “quase ao ar livre”
  • Em um dia de chuva, a água caia do telhado justo no corrimão do corredor dos quartos e molhava quem passasse por ali justamente nas proximidades da porta do quarto que fiquei (o terceiro)

Avaliação final: Hostel recomendado!!! ::cool:::'>

 

 

Passeios

 

27/11/2010 - Museu do Presídio e Marítimo

 

Chegamos a Ushuaia e após o check-in no hostel fomos dar uma geral na cidade a pé. Aproveitamos também para ir ao Porto reservar o passeio no Canal de Beagle para o outro dia, depois fomos almoçar na Cafetería Banana's e depois ainda fomos comprar a passagem de ônibus para Punta Arenas antes de irmos ao Museu.

 

Museu do Presídio e Marítimo

O museu oferece visitas guiadas gratuitas em espanhol em certos horários então fui para o Museu às 18h para pegar a última visita que começava às 18h30.

O museu estava repleto de velhinhos argentinos em turismo na região e assim a visita guiada começou com muita gente... mas com o passar do tempo, os velhinhos foram desistindo de acompanhar a visita (talvez porque o tempo estipulado no pacote para conhecer o museu tinha acabado ou talvez porque cansaram das explicações).

Sinceramente, foi bem difícil acompanhar toda a visita pois já estava sem dormir por causa do voo, mas acho que acompanhei bastante da visita guiada graças principalmente ao bom humor da guia que sempre fazia brincadeiras/piadas ao longo de toda a visita... enfim, recomendo a visita guiada (principalmente para àqueles que conseguem acompanhar o idioma espanhol)

No geral, o museu fala sobre a criação do presídio, a motivação de fazer um presídio ali, presidiários famosos do local, do fim do presídio, etc... além disso, no museu também se encontram diversos "bonecos" a la Madame Tussaud (mas com uma qualidade beeem pior! :D). Enfim, o presídio é a parte principal mas tem também a parte Marítima com réplicas pequenas de embarcações, utensílios, mapas e outros objetos relacionados a esse tema.

 

Táxi (Aeroporto-Hostel): AR$ 25

Entrada no Museu: AR$ 60 (AR$ 35 para estudantes)

Banana´s Cafe (San Martin, 273): AR$ 29 (milanesa de frango + fritas)

 

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28/11/2010 - Navegação no Canal de Beagle e Glaciar Martial

 

Navegação no Canal de Beagle

Fizemos a navegação pela manhã com o Veleiro If da empresa Tres Marias (visitamos a Isla Alicia (lobos marinhos, pássaros, cormoranes) e fizemos trekking na Isla H).

Nesse passeio foram um casal de espanhóis, 1 grego, nós 3 e mais 1 brasileiro do Paraná (Andrei).

O guia do nosso passeio, Juan Pablo, era muuito bom e nos explicava tudo com riqueza de detalhes.

O passeio pela Tres Marias é diferente pois eles vendem como o único que desce na Isla H que é uma reserva controlada que só eles tem autorização para fazer trekking e talz... além disso, por ser um passeio em veleiro, é diferente dos outros que são em embarcações maiores.

Enfim, é questão de decidir na hora. Pelo que percebi, existe o Tres Marias e os outros:

Tres Marias: veleiro, passeio com poucos turistas, trekking de 1h na Isla H, Isla Alicia, navegação mais demorada por ser veleiro

Outros: catamarã ou barcos grandes, maior quantidade de pessoas no passeio, trekking rápido na Isla Bridge, visitação do Farol Les Eclaireurs (que não é o do fim do mundo, mas quem se importa né?), Isla Alicia e de los Pájaros, preço menor

 

Passeio de Veleiro: AR$ 230

Taxa portuária: AR$ 6

Almoço: AR$ 30 (Pollo al verdeo con papas fritas - não lembro o nome do restaurante ::putz:: mas lembro que estava ótima a comida!)

 

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Glaciar Martial

Subimos ao Glaciar Martial por conta própria. Tomamos um táxi do centro de Ushuaia até a base do teleférico que não estava funcionando e então começamo a subida até um ponto onde havia uma placa dizendo que era o máximo permitido (no total levou em torno de 2h de caminhada só para subir).

Ao voltar a base do Glaciar, notamos que não havia nenhum táxi para podermos voltar para a cidade e ficamos sem saber o que fazer... quando pensamos em entrar numa lanchonete que tem próximo dali, encontramos 2 brasileiros de Goiás de moto (sim, eles viajaram de moto até lá!!) que estavam descendo e eles ofereceram carona para mim e meus 2 amigos! Ou seja, 1 moto desceu com 3 pessoas!! Enfim, fica aqui meu agradecimento a eles (acredita que esqueci os nomes deles? ::putz:: mas sem dúvida eles saberão se lerem isso! :D)

Como pode-se ver pelas fotos abaixo, o tempo não colaborou e a subida foi feita com chuvas intermitentes, garoas de neve na parte final da subida e muito frio... mas apesar disso, acho que vale a pena o passeio pois a vista lá de cima é ótima (imagina com o tempo bom!) e o glaciar é legal (principalmente para quem está começando a viagem por Ushuaia e não viu nada de neve até aquele momento)

 

Táxi centro de Ushuaia até o Glaciar Martial: ~ AR$ 25

Food Garden (Calle Antarctica Argentina): AR$ 20 (comi uma hamburguesa com presunto e queijo que estava bom mas não recomendo o local)

 

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29/11/2010 - Parque Nacional Tierra del Fuego

 

O PN Tierra del Fuego foi a escolha desse dia. Compramos diretamente no hostel o transfer para o Parque e pegamos o primeiro que passou no hostel (às 9h00). No começo ficamos em dúvida de pegar o primeiro transfer pois o tempo esse dia estava totalmente imprevisível (pouco antes de levantarmos estava sol, quando levantamos começou a garoar, ao tomar café estava nevando mas ao pegar o transfer tinha parado a neve). O transfer para na entrada do PN para o pagamento da entrada e para pegarmos o mapa do PN.

Seguimos mais um pouco com o transfer e descemos num cruzamento pois queríamos fazer a trilha costeira (senda costera) e depois fazer as trilhas da área Lapataia.

Quando começamos a fazer a senda costera o tempo deu uma melhorada que fez com que a paisagem ficasse ainda mais bonita... levamos umas 5h para fazer a trilha com previsão de 3h. Isso se deve porque paramos muuuito para tirar fotos além de termos feito uma parada para comer (levamos sanduíches mas no PN também tem uma Cafeteria). Essa trilha é bem bonita e 2/3 da trilha era feita às margens das Bahia Ensenada e Lapataia que nos brinda com belas vistas a cada momento (águas de cores que variavam dependendo do local, montes nevados ao fundo, etc). Enfim trilha muuuito recomendada! Tirei ótimas fotos de lá (só coloquei 2 aqui pra dar uma idéia...)

Depois de terminada a Senda Costera, fomos em direção as trilhas do Setor Lapataia. São no total 6 trilhas curtas e fizemos 5 delas (Paseo de la Isla, Laguna Negra, Castorera, del Turbal e Mirador Lapataia). Terminamos a trilha na região do Mirador Lapataia (onde fica a famosa placa de fim da estrada que liga a América de norte a sul) e ficamos esperando o último transfer que deveria passar depois das 19h. Ficamos com um certo receio pois ele demorou para passar e fui perguntar a uns argentinos de outro transfer e eles fizeram a piadinha que devem fazer com todos:

Argentino: Qual a empresa do seu transfer?

Eu: Don Allejo.

Argentino: Sabes o que acontece com o Don Allejo né?

Eu: No.

Argentino: Don Allejo, te llevo y te dejo!! ::hahaha::

Eu: ...

Após a piadinha infame, ele confirmou que ele passaria ali e ficamos mais tranqüilos! :D

Enfim, o PN Tierra del Fuego na minha opinião foi o melhor passeio de Ushuaia e recomendo fortemente fazer as 2 grandes trilhas que fizemos (Costera e Lapataia). Além dessas, ainda existem outras trilhas como a Pampa Alta, a Hito XXIV e a Cerro Guanaco mas não posso opinar. Mas se forem bonitas, acho que até valeria a pena ficar 2 dias no PN Tierra del Fuego pois é um lugar bem legal!

 

Entrada no PN Tierra del Fuego: AR$ 65

Transfer Don Allejo: AR$ 70 (ida/volta)

 

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30/11/2010 - Visita ao Lago Escondido e Fagnano

 

Nesse dia cometemos um grande erro: não reservamos o passeio anteriormente!

Enfim, pretendíamos reservar no dia anterior mas chegamos do passeio no PN Tierra del Fuego quase 22h e portanto não havia mais como reservar o passeio 4x4 nos lagos que pretendíamos fazer no outro dia. Dessa forma, acordamos cedo no dia 30 e fomos as agências tentar vagas para o passeio naquele dia mesmo de manhã mas todas as agências que fomos não tinham mais vaga para o mesmo dia!

A nossa idéia era fazer o passeio com a Nunatak pois incluía também uma travessia de kayak nos lagos e o preço era AR$ 390 (todas as agências cobravam esse preço também com exceção da Canal Fun que cobrava AR$ 490).

Portanto, depois de passar por umas 3/4 agências e receber diversos NO, fomos a mesma agência (Espitur) que compramos o bilhete de ônibus para Punta Arenas e lá compramos o passeio para os lagos que sairia em menos de 30min mas de busão (típico passeio de tiozão que viaja de pacote!). O passeio era a metade do preço do 4x4 e mais AR$ 50 opcionais pelo almoço.

Aliás, nesse passeio também conhecemos 2 mineiros que compraram um pacote para Patagônia que incluia esse passeio (pra variar, não lembro os nomes deles ::putz:: só sei que eram pai/filho)

Como a gente só tinha aquele dia em Ushuaia, o jeito foi fazer esse passeio mesmo... sinceramente, acho que o 4x4 seria bem mais divertido, mas também não posso reclamar do passeio de busão pois no final acabei indo a todos os mirantes dos lagos e ainda comemos um cordeiro a vontade no restaurante Kaiken às margens do Lago Fagnano que estava uma delícia! ::otemo::

 

Passeio: AR$ 200 (ônibus ida/volta + guia)

Almoço: AR$ 50 (comprando na agência... no restaurante Kaiken saia por AR$ 80)

 

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Punta Arenas

 

Hospedagem

 

Fiquei hospedado no hostel El Conventillo em quarto coletivo com 6 camas. Como o hostel estava vazio, ficamos nós 3 sozinhos no quarto durante as 2 noites!

A reserva eu fiz enviando e-mail para o hostel e não paguei nada antecipado. O pagamento pode ser efetuado tanto com dinheiro quanto por cartão de crédito (sem acréscimo).

 

Preço da diária: CLP 8.500

 

Pontos Positivos:

  • Único hostel da viagem que aceitava cartão de crédito sem acréscimo no preço
  • Localização (a 3 quadras da Plaza de Armas, próximo ao porto, supermercado, restaurantes...)
  • Café da manhã com leite, café, iogurte, cereais, pão, manteiga, geléia, salada de frutas,...

Pontos Negativos:

  • Chuveiro variava a temperatura às vezes
  • Banheiro apertado! Pessoas com claustrofobia teriam problemas para fazer um nº2 naquele espaço reduzido!
  • Cozinha minúscula (não tinha fogão! Só microondas e um equipamento elétrico de esquentar água!)
  • Ambiente "estranho". Não sei explicar bem, mas não tinha um clima legal no lugar (talvez porque estava bem vazio o hostel)

 

Avaliação final: Hostel não recomendado a menos que você apenas durma no local e não faça comida no hostel! ::bad::

 

Transporte

 

01/12/2010 - Viagem de ônibus de Ushuaia até Punta Arenas

 

A passagem foi comprada na agência Espitur (Gobernador Pedro Godoy, 45). Na verdade, compramos 2 passagens pois não havia trajeto direto (Ushuaia/Rio Grande e Rio Grande/Punta Arenas). Fomos também em outra agência (Comapa que fica na Av. San Martín, 245) e o preço era o mesmo mas o ônibus até Rio Grande não era leito e saia 30 min antes do que o da outra agência... e em ambas não era possível pagar com cartão de crédito pela passagem)

O primeiro trecho foi uma viagem ótima pois apesar de sair bem cedo, o ônibus era leito, então foi possível dormir durante toda a viagem que levou umas 3h aproximadamente.

Chegamos em Rio Grande e pegamos nossas bagagens do ônibus e ficamos esperando em torno de 1h numa lanchonete dentro da rodoviária pelo ônibus que nos levaria até Punta Arenas ao som das piores músicas regionais argentinas! (e olha que ADORO música latina/hispânica!)

Já o segundo trecho foi beem mais longo e o ônibus era normal. Nele foi servido 2 vezes uns snacks com suco já que a viagem era longa.

Os piores momentos ao longo da viagem sem dúvida eram os controles fronteiriços que era um porre! Principalmente o posto de controle no Chile foi um INFERNO pois todos tiveram que descer do ônibus, pegar as bagagens para passar no Raio-X por causa das infinitas precauções inúteis que o Chile toma para preservar o bem estar da nação. Além disso, estava um vento ABSURDO que quase arrastava a todos já que o ônibus parava em um local coberto que formava um corredor de vento. A fronteira argentina também demorou bastante, principalmente porque havia um casal de jovens espanhóis viajando sendo que a mina era menor de idade e então o rapaz ficou um bom tempo fora do ônibus resolvendo algum problema...

Enfim, só nas fronteiras ficamos umas 2h a 3h!!

Além disso, teve o trajeto de balsa no Estreito de Magalhães em Punta Delgada. Nós tivemos sorte pois não esperamos quase nada para atravessar o Estreito, mas eis que eu causei! :D

Em certo momento na travessia, várias pessoas desceram do ônibus para passear pela balsa e eu também. Todos que desceram estavam subindo para a parte superior da balsa e quando eu ia me dirigindo a escada, o mar ficou agitado e eis que veio uma onda gigante que molhou a todos que estavam na balsa! Depois disso, eu e os que não tinham subido ainda foram para uma outra área coberta para subir. Lá encima dei uma volta, tirei umas fotos e fui ao banheiro. Quando sai do banheiro (juro que foi super rápido!), não havia mais ninguém!! Desci correndo e quando cheguei a parte baixa não estava mais o ônibus!!! Desespero total!

Perguntei aos caras do navio onde estava o busão e eles falaram que já tinha ido e talz!! Achei até que era brincadeira, que eu tinha ido pro lugar errado! Mas não era!

A balsa fez o retorno e um dos caras ficou falando no rádio com alguém (imagino que era pra avisar alguém do ônibus) e então me deixaram lá mas o ônibus estava parado a uns bons metros dali! Tive que ir correndo até o ônibus no meio da estepa argentina com aquele vento patagônico absurdo! Devo ter levado uns 10/15 min para chegar até lá e fui recebido com aplausos de todos no ônibus! :oops:

Quando houve a onda gigante na balsa, eu me separei do meus amigos que já tinham subido pra parte superior da balsa e quando eles voltaram ao ônibus, acharam que eu estava no banheiro do ônibus! Quando viram que eu não estava lá, pensaram até que eu tinha caído no mar com aquela onda mas menos mal que nada de ruim aconteceu! Virou apenas um causo de viagem (o dia que quase fiquei perdido no Estreito de Magalhães! ::putz:: )

Depois dessa aventura, a viagem foi tranquila até um ponto onde o ônibus parou para que àqueles que fossem para Puerto Natales descessem para pegar outro ônibus (imagino que fizeram isso porque o ônibus estava atrasado).

Chegamos em Punta Arenas e começou a nevar e então aproveitamos para entrar na agência da Bus Sur e comprar a passagem para Puerto Natales dali a 2 dias. Depois que parou a neve, fomos a pé até o hostel e jantamos no Restaurante La Luna.

 

Ônibus Nuevo Extremo Ushuaia/Rio Grande: AR$ 70 (saída às 6h30)

Ônibus Bus Sur Rio Grande/Punta Arenas: AR$ 130 (saídas às 10h30)

Restaurante La Luna: CLP 3.950 + 1.000 (Lasagna + Água)

 

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Passeios

 

02/12/2010 - Zona Franca e Isla Magdalena

 

O objetivo desse dia era ir a Isla Magdalena ver os pinguins e já tinha visto antes da viagem no site da Comapa que o passeio seria com saídas diárias a partir de 20 de novembro (inclusive o link diz isso!). Mas quando cheguei na cidade todos ou diziam que não havia começado o trajeto até a Pinguinera ou que não sabiam de nada!

Bateu um certo medo na hora pois o principal motivo de parar em Punta Arenas seria esse! Perguntei a staff do hostel sobre isso e ela lembrou que tinha recebido um mail da Comapa há pouco tempo e foi procurar e quando ela achou e me mostrou, quase não pude acreditar. O mail dizia que a Comapa começaria a navegação para a Isla Magdalena a partir do dia 02/12 com saída às 17h!! Justo o único dia que teríamos na cidade!!!

Desse modo, assim que tomamos o café no hostel fomos a agência da Comapa que fica na Plaza de Armas para comprar o passeio. Chegando lá recebemos a notícia que ainda não havia confirmação do passeio pois o vento estava forte na região e o porto ainda não havia liberado a navegação. Portanto, nos disseram para retornar às 13h para saber se haveria a navegação mas como a gente iria a Zona Franca que ficava mais longe do centro e próximo da região de embarque para a Ilha, nos disseram que melhor seria ligar para eles e comprar a passagem diretamente no local de embarque caso houvesse a navegação.

Saímos de lá e fomos para a Zona Franca. Pegamos um colectivo (um táxi que possui trajeto de ônibus) e descemos na Zona Franca.

Ficamos por lá para ver principalmente saco de dormir e bastão de trekking para usarmos em Torres del Paine. Pesquisamos bastante e percebemos que a melhor opção era comprar na loja Balfer os produtos da Doite.

Um problema que tivemos foi que ficamos andando despreocupadamente pela Zona Franca e quando decidimos o que queríamos comprar na Balfer, a loja estava fechando para almoço e só abriria às 15h (e era ainda 13h). Ficamos sem saber o que fazer por um momento pois tinhamos planos de comprar as coisas, voltar para o hostel para deixar as compras e comer antes de ir para a Pinguinera, mas depois disso fomos obrigados a mudar de planos.

Nesse momento, ligamos para a Comapa e recebemos a notícia que haveria o passeio!! ::otemo:: Dessa forma, decidimos então almoçar ali na Zona Franca mesmo e esperar até às 15h para comprarmos os produtos e irmos direto para o local de embarque para o Passeio a Isla Magdalena.

Após comprarmos tudo na Balfer, pegamos outro colectivo para chegar ao local de embarque para Isla Magdalena ainda com sobras (era umas 16h). A bilheteria só abria quando a embarcação chegasse e portanto ficamos tirando fotos e depois compramos o passeio.

O navio é bem grande e confortável no seu interior e recebemos folhetos explicativos e uma guia explicava em espanhol e inglês durante o trajeto sobre a Isla Magdalena, os pinguins e tudo mais...

O trajeto leva 2h para ir mais 2h para voltar e 1h de caminhada na Isla Magdalena onde faz um vento fortíssimo!

Enfim, passeio recomendadíssimo! Os pinguins são hilários e a quantidade deles na ilha é gigantesca! O único problema é que existe um caminho para percorrer desde o local de desembarque até o topo da ilha onde fica o farol e depois volta-se pelo mesmo trajeto e isso é ruim pois às vezes os pinguins ficam longe desse caminho, mas no geral dá pra ver muuuitos pinguins de perto!

 

Passeio Isla Magdalena - Turismo Comapa : CLP 25.000 (aceita cartão de crédito sem acréscimo)

3x Colectivo: CLP 1.050 (CLP 350 preço do colectivo)

Almoço na Zona Franca: CLP 3.800 (Lasagna)

1 Saco de Dormir trekover: CLP 23.990 (Balfer da Zona Franca, aceita cartão de crédito, saco de dormir mais compacto e leve entre todos da Doite)

1 Bastão de trekking pro-trekker: CLP 16.990 (Balfer da Zona Franca, bastão mais caro mas mais compacto e melhor que outros da Doite)

 

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Puerto Natales

 

Hospedagem

 

Fiquei hospedado no hostel Lili Patagonico em quarto privativo com 3 camas e banheiro compartilhado.

A reserva eu também fiz enviando e-mail para o hostel e não foi necessário pagar nada antecipadamente. O pagamento foi efetuado em espécie.

O hostel possui promoções específicas a cada mês e em dezembro a promoção é um 20% de desconto na diária da primeira noite caso se compre a passagem de ônibus de Puerto Natales para Torres del Paine (que foi o que fizemos).

 

Preço da diária: CLP 8.000 (com os 20% de desconto, saiu por CLP 6.400)

 

Pontos Positivos:

  • Chuveiro ótimo!
  • Localização
  • Cozinha equipada
  • Realizam um bate-papo toda tarde sobre Torres del Paine para tirar dúvidas e dar dicas! Depois também oferecem equipamentos para alugar aos que precisam!
  • Local para deixar bagagem durante a viagem a Torres del Paine sem custos adicionais
  • Café da manhã com leite, café, iogurte, cereais, pão, manteiga, geléia,...

Pontos Negativos:

  • O banheiro é individual (igual ao de uma casa). Isso é bom por um lado mas é ruim pois pode ocorrer um azar de ter que esperar muito tempo para se usar o banheiro (lembro de ter visto 1 banheiro no térreo onde fiquei e outro no piso superior... mas não tenho certeza se era apenas 2 banheiros comuns em todo o hostel)
  • O aparelho de calefação do nosso quarto era difícil para ligar... ficávamos muito tempo tentando acender a chama mas sempre conseguíamos!

 

Avaliação final: Hostel recomendado! ::cool:::'>

 

 

Passeios

 

03/12/2010 - Viagem de ônibus de Punta Arenas até Puerto Natales e preparação para Torres del Paine

 

Acordamos cedo no hostel em Punta Arenas para arrumar os últimos detalhes antes de sairmos e também para tomar o café da manhã tranquilo.

Saímos do hostel (aliás, nem nos despedimos pois não havia ninguém do hostel quando saímos) e fomos caminhando até o local para pegar o ônibus para Puerto Natales.

Sobre a viagem, pouco posso dizer pois fui dormindo durante boa parte do caminho.

Chegamos em Puerto Natales por volta das 12h e fomos caminhando para o nosso hostel que ficava a umas 4 quadras do local de desembarque. Fizemos o check-in e pagamos a diária e a passagem de ônibus para Torres del Paine para o outro dia pela manhã. A staff nos informou do bate-papo sobre Torres del Paine que haveria no hostel às 17h00 e nos deu dicas sobre a cidade (comércio, restaurantes, supermercado, etc).

Após deixarmos nossas coisas no quarto, saímos para dar uma volta na cidade com a intenção de comprar comida para Torres del Paine, comprar passagem para El Calafate para quando voltarmos de Torres del Paine, dar uma olhada nas lojas de equipamentos e também para almoçar!

Primeiro fomos comprar as passagens para El Calafate para ficarmos tranquilo. Fomos primeiro na Turismo Zaahj, depois na Cootra e por fim na Bus-Sur onde compramos. Na verdade a Bus-Sur vende a passagem mas quem realiza a viagem é a Turismo Zaahj. A Cootra cobrava CLP 1.000 a mais e por isso não compramos o bilhete lá.

Resolvido esse problema, resolvemos procurar um lugar para almoçar e o melhor local que encontramos foi o restaurante El Maritimo.

Após o almoço, passeamos em algumas lojas do local pois meus amigos queriam comprar algumas coisas (nesse momento que entramos em uma loja da Balfer e vimos que os preços eram em torno de 10 a 20% mais caros que na Balfer da Zona Franca de Punta Arenas).

Como já era próximo das 17h00, voltamos ao hostel para o bate-papo onde ouvimos algumas explicações e tiramos últimas dúvidas sobre Torres del Paine. O que percebi no bate-papo é que muitos vão para Torres del Paine sem saber muita coisa, mas como eu já havia lido muito sobre o Parque, quase não tinha dúvidas! Acho que vale a pena participar desse bate-papo principalmente quem não se informou muito sobre o local ou então alguém que tem dúvidas ou ainda quem está sozinho e busca encontrar companhia para o trekking. Após o bate-papo era possível alugar equipamentos para quem assim o desejasse.

Antes de encerrar o dia, fomos ao supermercado Unimarc para comprarmos comida para os dias que ficaríamos em Torres del Paine e algo para jantarmos. Era até engraçado ir ao supermercado pois quase todos que lá estavam eram pessoas que iriam para Torres del Paine, então as compras eram sempre parecidas (frutas secas, comidas industrializadas, chocolates, etc).

Voltamos para o hostel onde "jantamos" hamburguer e depois arrumamos nossa bagagem para tirar o que fosse desnecessário para deixar no hostel e pegarmos de volta apenas quando voltássemos de Torres del Paine.

 

Ônibus Bus-Sur de Punta Arenas até Puerto Natales: CLP 4.000 (saída às 9h00)

Almoço Restaurante El Marítimo (Calle Baquedano 379A): CLP 3.000 (menu: macarronada a bolognesa)

 

 

Torres del Paine

 

Hospedagem

 

Refúgio Paine Grande

 

Nesse refúgio eu fiquei hospedado 1 noite em um quarto coletivo com 6 camas.

A reserva foi feita enviando um mail com 1 mês e meio de antecedência e o pagamento foi feito através da internet por meio de um site (securepay) no qual informamos o número do cartão de crédito.

 

Preço da diária: US$ 41

 

Pontos Positivos:

  • Localização no começo das trilhas para Grey e Italiano
  • Melhor mercado entre todos os que vi durante o W
  • Muitas tomadas disponíveis (lembro que havia pelo menos 9 na sala de estar)

Pontos Negativos:

  • A água da ducha ficava quente durante uns 2 min e depois ficava gelada! Tinha que desligar o chuveiro, ligá-lo novamente e esperar uns 2 min até a água voltar a esquentar para pouco tempo depois ficar gelada novamente e assim sucessivamente! Parece que havia um timer que desligava o aquecimento após um tempo da ducha ligada! Um absurdo!
  • Não havia água aquecida na pia e a calefação era praticamente inexistente (dormi com saco de dormir e com calça e blusa de moleton!!)
  • Almoço bem decepcionante em vista do preço (purê de caixinha com uma carne estranha, suco e sobremesa industrializados!)

 

Avaliação final: Apesar de bonito, pecou em algo essencial ao meu ver que é banho quente! Refúgio não recomendado! ::bad:: (o problema é que não há outra opção de Refúgio)

 

 

Refúgio Los Cuernos

 

Nesse refúgio eu fiquei hospedado 2 noites em um quarto coletivo com 8 camas (1 beliche e 2 treliches).

A reserva foi feita enviando um mail com pouco mais de 1 mês de antecedência e o pagamento foi feito enviando um formulário informando datas e serviços que se deseja além dos dados do cartão de crédito para que eles debitassem 15 dias antes da data que estaríamos no Refúgio.

 

Preço da diária: US$ 37

 

Pontos Positivos:

  • Ducha com água quente
  • Calefação funcionava bem melhor que no Refúgio Paine Grande

Pontos Negativos:

  • Poucos produtos disponíveis para venda no "mercado"
  • Para usar tomada era preciso deixar o equipamento com um dos funcionários que deixaria carregando.

 

Avaliação final: Apesar de ser mais simples do que o Refúgio Paine Grande, o Los Cuernos tinha ducha quente e calefação boa! Refúgio recomendado! ::cool:::'>

 

 

Refúgio Torre Norte

 

Nesse refúgio eu fiquei hospedado 1 noite em um quarto coletivo com 6 camas.

A reserva foi feita junto com a reserva do Refúgio Los Cuernos já que a empresa era a mesma (Fantástico Sur).

 

Preço da diária: US$ 37

 

Pontos Positivos:

  • Ducha com água quente
  • Calefação funcionava tão bem quanto o Los Cuernos!

Pontos Negativos:

  • Caso queira comprar uma refeição, terá que ir até o Refugio Torre Central para comer pois é lá que são servidas as refeições (café, almoço e janta).
  • Para usar tomada era preciso deixar o equipamento com um dos funcionários que deixaria carregando (e só tinha 2 ou 3 tomadas)

 

Avaliação final: Assim como o Refúgio Los Cuernos, o Torre Norte é simples mas tudo funcionou perfeitamente enquanto estive lá! O único inconveniente que vejo é ter que sair do Refúgio para comer no Torre Central (apesar de perto, sair do Refúgio no frio/chuva/vento apenas pra comer pode ser desanimador!). De toda forma, Refúgio recomendado! ::cool:::'>

 

 

Passeios

 

04/12/2010 - Viagem de ônibus de Puerto Natales até Torres del Paine e 1º dia do W (Paine Grande/Grey/Paine Grande)

 

Acordamos cedo pois o ônibus passaria no hostel por volta das 7h00 e o café da manhã começava às 6h30!

Pegamos o ônibus por volta das 7h10 e ele foi parando em vários locais para pegar gente antes de ir para Torres del Paine. Fui dormindo durante o trajeto e acordei quando o ônibus parou em uma espécie de restaurante a beira da estrada em um cruzamento mas não desci do ônibus apesar de quase todos terem saído do ônibus. Depois de um tempo parado, continuamos a viagem e voltei a dormir. De repente acordei e foi impactante quando olhei para fora e vi que já estávamos chegando no Parque. O dia estava lindo e nesse momento passávamos ao redor de um lago e ao fundo se via as Torres del Paine. Durante o caminho também era possível ver diversos guanacos correndo por todos os lados! Momento êxtase total e começou um alvoroço no ônibus para tirar fotos e gravar vídeos!

Chegamos na Portaria Laguna Amarga por volta das 9h30 onde descemos para pagar a entrada e receber o mapa do Parque. Como ficaríamos em Refúgio, havíamos decidido fazer o circuito W inverso mas se fôssemos acampar, sem dúvida o melhor seria fazer o W tradicional já que o dia estava lindo e isso é raro nessa região.

Portanto, depois voltamos ao ônibus pois iríamos ao Pudeto para pegar o catamarã para chegar ao Refúgio Paine Grande. No caminho ao Pudeto, um fato marcante foi um guanaco suicida que atravessou correndo a frente do nosso ônibus! O motorista deu uma freada brusca mas felizmente não houve acidente!

Chegamos ao Pudeto pouco depois das 11h e então largamos nossas mochilas numa casinha próxima ao local onde os ônibus ficaram parados e fomos andando até o Salto Grande. Levamos em torno de 15 min para ir, ficamos pouco menos de 10 min lá e depois descemos pois às 12h00 sairia o catamarã.

A viagem de catamarã foi bem agradável já que o dia estava lindo e a paisagem também ajuda muito! Uma informação importante é que o pagamento do catamarã é feito diretamente na embarcação durante a travessia!

Chegando no outro lado, fomos ao Refúgio fazer check-in e deixar nossas coisas e aproveitamos para almoçar antes de começar a trilha.

Começamos a trilha pouco depois das 14h e como teríamos que fazer o trajeto ida e volta até o Grey, tivemos que nos cuidar pois não queríamos estar na trilha quando já estivesse escuro! No começo foi um pouco difícil não parar a cada momento para tirar fotos, mas com o tempo e a percepção de que se continuássemos naquele ritmo não conseguiríamos chegar ao Grey, tivemos que apertar o passo e parar o mínimo possível!

Ao final, levei pouco mais de 4h para chegar ao Grey onde fiquei 10 min apenas para comer algo e apreciar a vista antes de retornar para o Paine Grande em ritmo muuito acelerado. Cheguei no Refúgio por volta das 21h45 com o céu escurecendo (mas ainda claro) após 3h de caminhada desde o Grey.

Um detalhe desse trecho é que não existe placas ou indicações para informar quantos km foram percorridos. Isso faz com que não se tenha muita noção do quão longe/perto se está de determinado lugar. Os únicos pontos de referência que se pode tomar são a Laguna de los Patos e o Mirante Grey durante todo o caminho!

Outra informação importante é que a água no Parque é potável, portanto pode-se encher o squeeze sem preocupação quando encontrar locais com água (e eles aparecem a todo momento durante o trekking).

Após esse longo dia ainda sofri com um ataque alérgico ao tomar um suco concentrado que havíamos comprado em Puerto Natales. Minha alergista me havia alertado que possuo alergia ao corante amarelo tartrazina mas nunca tinha sofrido reação alérgica antes. No entanto, de noite ao tomar um pouco do suco logo comecei a passar mal, tive tremedeiras, não conseguia comer, até o momento que fui ao banheiro e vomitei todo o suco que havia tomado e a única mordida no pão que consegui dar. Dessa forma acabei indo dormir pois estava realmente mal. Nesse momento até achei que estava com hipotermia pois fiquei caminhando até quase 22h e fazia muito frio mas no outro dia lembrei da minha alergia e quando vi o rótulo do suco comprovei a presença da tartrazina! Uma hipótese que acredito é que eu tive essa reação pois meu organismo já estava debilitado após tanto esforço e frio e assim a alergia foi desencadeada nesse momento e nunca antes!

 

Ônibus J.B.A. Puerto Natales a Torres del Paine (ida/volta): CLP 15.000 (saída às 7h)

Entrada no Parque Nacional Torres del Paine: CLP 15.000

Travessia do Lago Pehoé de Catamarã (Pudeto a Paine Grande): CLP 11.000 (saída às 12h)

Almoço no Refúgio Paine Grande: CLP 7.500

 

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05/12/2010 - 2º dia do W (Paine Grande/Italiano/Los Cuernos)

 

Como a caminhada nesse dia era curta apesar de termos que levar toda a bagagem, não nos preocupamos em acordar muito cedo esse dia.

Eu acordei bem melhor após a reação alérgica da noite anterior e assim arrumamos as coisas e fizemos o check-out no limite do horário. Após o check-out ainda ficamos nas mesas do refeitório para comer os pães que tínhamos trazido para os primeiros dias de trekking.

Nesse momento também nos despedimos de 1 de meus amigos que não quis seguir o restante do W e preferiu voltar para Puerto Natales. Dessa forma o trio virou dupla na continuação do trekking.

Enfim, começamos a caminhada por volta das 10h30 com um tempo bastante nublado e com uns chuviscos que deixavam a trilha em alguns pontos barrenta e escorregadia.

Levamos pouco mais de 3h para chegar ao Campamento Italiano onde paramos para ir ao banheiro, comer um lanche que havíamos feito além é claro de descansar um pouco para a próxima etapa! Após 1h no Campamento Italiano seguimos para o Los Cuernos e levamos em torno de 3h para chegar ao Refúgio.

Foi a minha primeira vez fazendo trilha carregando cargueira e mochila de ataque e confesso que foi bastante difícil aguentar o tranco! Não sei se eu não estava adaptado a carregar tanto peso ou o mochilão estava mal regulado, mas o fato é que sofri bastante para andar os 13km desse dia! Principalmente meu ombro esquerdo ficava bastante dolorido após um tempo de caminhada!

Dessa forma, eu sentia necessidade de fazer uma parada no máximo a cada hora de caminhada para dar uma descansada, tomar uma água e tirar um pouco o peso das costas!

Foi tão sacrificante para mim carregar tudo que nesse dia praticamente não tirei fotos com exceção dos momentos de descanso! O cansaço ao longo da trilha era tão grande que simplesmente não tinha vontade de ficar parando para tirar fotos!

Aliás, foi nesse dia que vi o quão fundamental era ter um bastão de trekking! Eu usei apenas 1 (talvez se usasse 2 sofreria beeem menos!) mas ele foi essencial para me dar apoio e sustentação nas subidas e descidas ao longo do trajeto! Além disso, nesse dia os ventos estavam tão fortes que chegava a te carregar se você não tomasse cuidado! Pode parecer mentira para quem nunca foi a Patagônia mas quem já esteve lá sabe do que estou falando! O vento era tão forte que inclusive me derrubou até bater com o queixo no chão em certa parte da trilha entre o Italiano e Los Cuernos! A minha sorte foi que fui amortecendo a queda com o bastão e depois com as mãos antes do meu queixo chegar ao solo e dessa forma nada de grave aconteceu a menos de um baita susto!

Enfim, ao chegarmos no Refúgio apenas fizemos o check-in e tratamos de tomar banho, lavar algumas roupas, arrumar as coisas e comer algo antes de dormir! Aliás, compramos 1 pão de forma que era caseiro e pagamos uma fortuna! Nunca comprei um pão tão caro! Mas fazer o que, é a lei da oferta e procura!

 

Pão de forma caseiro no Refúgio Los Cuernos: CLP 5.000

 

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06/12/2010 - 3º dia do W (Los Cuernos/Italiano/Valle del Francés/Italiano/Los Cuernos)

 

Esse dia era o mais longo de todo o W e como percebemos que a comida não iria durar os 5 dias, decidimos comprar um café da manhã no Refúgio para a gente aguentar melhor a longa jornada que viria pela frente!

O café foi bem mais ou menos (principalmente o leite que parecia água) mas de toda forma foi essencial para começar bem o dia!

Saímos do Refúgio depois das 9h apenas com a mochila de ataque e ficou clara a diferença que é andar com pouco peso! O percurso até o Italiano fizemos em menos de 1h30 dessa vez ao contrário das 3h que havíamos feito no dia anterior com a cargueira!

Chegando no Italiano, apenas fizemos uma parada rápida e já começamos a subida do Valle del Francés. O começo é bastante puxado pois é uma subida constante de pedras durante 1h mais ou menos mas como estava sem cargueira e o tempo estava bom, foi bem tranqüilo! Uma curiosidade que essa trilha apresenta são as marcações feitas com tinta diretamente nas pedras ou uma fita rosa pink nas pedras e nas árvores.

Após essa parte inicial mais complicada a trilha fica mais fácil já que começa uma parte com mais vegetação. Dessa forma, chegamos ao Campamento Britânico onde decidimos parar para "almoçar" pois já era mais de 13h. Sentamos e comemos nosso delicioso pão com atum e descansamos também já que estavamos num ritmo forte e sem parar praticamente desde o Los Cuernos.

Quando era 14h decidimos subir até o Mirador pois já estávamos alimentados e o tempo estava fechando para o lado do Paine Grande, assim que era melhor ir logo!

A subida até o Mirador também é forte mas talvez porque tínhamos descansado e nos alimentado, levamos em torno de 20 min para chegar até o Mirador!

A vista lá de cima é sensacional! É uma vista 360º de vários picos/montanhas! É impressionante! É aquela típica visão difícil de registrar apenas com fotos de tão espetacular!

Enfim, já que chegamos até lá, ficamos mais uns 30 min apreciando aquela paisagem junto com mais um casal e um grupo de espanhóis!

Por volta das 15h decidimos começar a descer tudo de novo e fomos direto sem parar até o Italiano onde chegamos por volta das 17h30. Fizemos uma pequena pausa lá e depois seguimos para o Refúgio parando apenas por um tempo na "prainha" de pedras do lago Nordenskjöld.

Pouco depois de sairmos do Campamento Italiano em direção ao Cuernos encontramos pela 1ª vez em TDP um brasileiro! Era um casal jovem de Maresias que estava também fazendo o W em Torres del Paine mas no sentido contrário ao que estávamos fazendo! Trocamos algumas palavras rápidas com eles e seguimos nosso caminho ao Refúgio.

Chegamos no Refúgio por volta das 19h felizes por termos completado o trecho que em tese seria o mais complicado. Na verdade, esse dia foi essencial pra mim pois ao realizá-lo eu me senti capaz de fazer qualquer um dos trekkings que tinha planejado ao longo da viagem!

Como prêmio desse dia, havíamos decidido ao chegar no Refúgio que mereceríamos uma janta, mas infelizmente ficamos sem nosso prêmio pois quando decidimos comprá-la já não era mais possível, pois eles já haviam começado a fazer a janta para um determinado número de pessoas! Assim que nos restou comer pão e atum de novo! :(

 

Café da manhã no Refúgio Los Cuernos: CLP 5.500

 

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07/12/2010 - 4º dia do W (Los Cuernos/Refúgio Las Torres)

 

O 4º dia do trekking foi bem semelhante ao 2º dia pois era um trecho menor a ser percorrido mas com a necessidade de carregar o mochilão durante todo o trajeto.

Acordamos mais uma vez tarde, tomamos nosso café da manhã ao invés de comprar pois queríamos eliminar o máximo de peso de comida que ainda sobrava em nosso mochilão e também porque o café da manhã que havíamos tomado no dia anterior no refúgio não tinha agradado muito...

Enfim, saímos do Refúgio por volta das 10h30 e começamos a caminhada com um tempo bem nublado mas sem chuva.

Esse trecho rodeia quase o tempo inteiro o Lago Nordenskjöld de um lado e o Monte Almirante Nieto do outro.

Uma vantagem desse trecho e que percebemos que acontece sempre no território que pertence a Fantástico Sur é que existem ao longo do percurso algumas placas indicando onde você se encontra. Nesse trecho especificamente, a trilha é composta de 4 partes e assim você tem uma melhor noção de onde se encontra e quanto falta para chegar ao fim pois ao fim de cada parte existe uma placa indicativa do lugar onde você está e do quanto falta até o fim do percurso e quanto você já caminhou (a primeira foto abaixo mostra uma dessas placas).

Das 4 partes, a primeira é a mais difícil pois é feita em subida na maior parte, mas no geral é uma trilha fácil de ser feita sendo a maior dificuldade carregar o mochilão.

Vale lembrar que ao chegar na Hostería Torres (ponto que indica o fim das 4 partes demarcadas), ainda há um percurso de uns 20 min aproximadamente a ser feito até chegar ao Refúgio Torres.

Outro fato nesse trecho é que existe um atalho para ir para o Refúgio Chileno diretamente ao invés de ir para o Torres. Para isso basta seguir o caminho em direção ao Torres e prestar atenção na 3ª parte da trilha que haverá uma placa indicando o atalho que deve ser tomado para quem deseja ir ao Chileno diretamente.

Chegamos ao Refúgio Torres Norte por volta das 15h e fizemos nosso check-in e compramos também uma janta e um café da manhã para o dia seguinte. Nesse momento fomos informado que as refeições eram servidas no Refúgio ao lado assim que teríamos que sair para jantar...

Como chegamos cedo, aproveitamos para tomar um banho e descansar até o horário da janta. Por volta das 20h saímos para jantar e o tempo estava bem fechado. Jantamos um creme de milho de entrada, um goulash com papas ao mediterraneo de prato principal que estava bem gostoso apesar que a quantidade poderia ser maior e de sobremesa tinha um folhado de frutas que estava bem mais ou menos (sabe aquela comida que te encanta pelos olhos mas decepciona pela boca? pois era esse o caso!).

Depois da janta voltamos ao nosso Refugio para dormir.

 

Janta no Refúgio Torres: CLP 10.000

 

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08/12/2010 - 5º dia do W (Refúgio Las Torres/Chileno/Mirante Las Torres/Chileno/Refúgio Las Torres) e volta para Puerto Natales

 

Acordamos por volta das 8h e fomos tomar nosso café no Refúgio Torres e deixar nosso mochilão no guarda volumes do Refúgio já que voltaríamos para Puerto Natales nesse mesmo dia e não queríamos carregar o mochilão a toa.

O café da manhã foi idêntico ao oferecido no Refúgio Cuernos (o que era esperado já que os 2 refúgios são controlados pela Fantástico Sur).

Meu amigo também comprou um box lunch e ficou revoltado quando viu que havia nele um sanduíche de ATUM que foi nosso companheiro em quase todo o W!! ::lol4::

Começamos nossa caminhada por volta das 9h30 e logo percebemos que o dia não seria bom para ver as Torres. Fazia bastante frio e o céu estava totalmente nublado e até uma neblina pairava no ar. Mas seguimos nosso roteiro já que esse era nosso único dia no local e ainda tínhamos esperança de o tempo melhorar.

A primeira hora de caminhada é uma subida bastante forte e também se passa ao lado de um penhasco que muitos dizem que é a parte mais perigosa do W já que venta bastante nesse local. No entanto, passamos por esse local tranquilamente já que não tinha muito vento nesse dia apesar do frio.

Chegamos no Refúgio Chileno pouco depois das 11h e paramos um pouco para descansar mas já percebemos ali que o dia não seria produtivo pois cada vez que subíamos, mais frio ficava e a neblina ficava mais forte!

Continuamos nossa caminhada e pouco tempo depois começou a nevar. Mas não desistimos e continuamos rumo ao Mirador. Ao chegar no Campamento Torres a neve aumentou e já se via acúmulo de neve nas árvores e ao longo de todo o caminho!

Continuamos nossa subida mesmo assim e a parte final da subida é bastante forte, com trechos de pedras sendo que a neve deixava tudo mais perigoso! Em certo momento cheguei a pensar em desistir já que não se enxergava nada e estava com medo de acumular ainda mais neve no local e depois ter mais problemas ainda para fazer o caminho de volta mas meu amigo me incentivou a continuarmos já que faltava pouco para chegarmos ao Mirador.

Por fim chegamos ao Mirador e foi uma total decepção! O máximo que víamos era um vulto do laguinho! Já as Torres não víamos nada! Só imaginávamos que elas estavam numa determinada direção atrás da cortina de neblina que havia pois a placa do Mirador apontava a direção onde elas se encontravam.

Ficamos lá encima por volta de uns 5 min só para tirar uma foto da placa e da neblina já que não havia mais nada a se fazer ali, sem contar que o frio tornava a permanência no Mirador impossível por mais de uns poucos minutos!

Descemos de volta até o Refúgio Chileno onde paramos um tempo para comer algo mas o frio era tanto que ficar parado era pior que ficar com fome, dessa forma comemos algo bem rápido! Antes de sair, um zorro patagônico (raposa) apareceu e para mim foi a salvação do dia já que o tempo não colaborou!

Um fato curioso na descida foi que encontramos o Andrei (paranaense que fez o passeio de barco no Canal de Beagle em Ushuaia conosco) subindo até o Mirador enquanto descíamos... sem dúvida ele deve ter ficado ainda mais desapontado do que a gente pois ele nos disse que só ficaría aquele dia em TDP para fazer o trecho até o Mirador Torres.

Como se não bastasse, ao chegar na Hosteria Torres começou a chover e tivemos que caminhar uns 20min na chuva até chegarmos no Refúgio! Coloquei a prova todas as roupas impermeáveis que estava usando e fiquei bem contente com o resultado. O único senão foi a bota que não resistiu totalmente! Meu pé não ficou encharcado mas também não ficou completamente seco.

Chegamos no Refúgio por volta das 17h e ficamos esperando no refeitório o horário do transfer para irmos pegar o busão para Puerto Natales.

Por volta das 19h20 saímos do Refúgio para irmos pro "ponto" onde o transfer passa debaixo de chuva. Ficamos lá esperando o transfer que só passou por volta das 19h45 e ainda por cima não havia lugar para todos e tivemos que esperar pela chegada de outro transfer. Menos mal que já existe um acordo entre as empresas de ônibus e os transfer e assim os ônibus só saem da Laguna Amarga quando os transfers chegam lá.

Entre as pessoas que aguardavam o transfer também havia um casal de brasileiros. Lembro que eles são carioca e que o rapaz se chama Antonio mas esqueci do nome da esposa dele. ::putz::

Chegamos a Laguna Amarga quase às 20h30 (o previsto era 20h) e pegamos o ônibus para Puerto Natales onde chegamos pouco depois das 22h.

O ônibus parou num local e todos tiveram que descer e por sorte ele parou a apenas 2 quadras do Hostel Lili Patagonico onde já havíamos ficado no primeiro dia em Puerto Natales e onde havíamos feito reserva para essa noite.

Chegamos lá e fomos direto deixar nossas coisas no quarto e tomar um belo banho antes de jantarmos mas quando fomos para a cozinha fazer a comida já era tarde (por volta da meia noite) e não era permitido mais o uso da cozinha! Assim fomos dormir com fome mesmo apesar que sabíamos que dentro de poucas horas teríamos que acordar para tomar o café antes de pegarmos o ônibus para El Calafate.

 

Café da manhã no Refúgio Torres: CLP 5.500

Guarda volume no Refúgio Torres: CLP 1.000

Transfer do Refúgio Torres a Laguna Amarga: CLP 2.500

 

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El Calafate

 

Hospedagem

 

Fiquei hospedado no hostel América del Sur em quarto coletivo com 4 camas e com banheiro dentro do quarto.

A reserva foi feita pelo hostelbookers que não cobra taxa apesar de ser necessário o pagamento de 10% antecipado por cartão de crédito. O restante foi pago diretamente no hostel sendo que eles aceitam dinheiro ou cartão de crédito, mas no cartão é pago um adicional de 7% e a cobrança é realizada em dólar no cartão sendo que para isso eles utilizam uma conversão peso/dólar também desfavorável (ou seja, se perde no acréscimo e na conversão!).

 

Preço da diária: AR$ 75

 

Pontos Positivos:

  • Possui 2 cozinhas (1 para hóspedes e outra para o próprio hostel)
  • Café da manhã com leite, café, suco, cereais, pão, manteiga, doce de leite, geléia, bolo,...

Pontos Negativos:

  • Localização mais afastada da rua principal (não chega a ser longe, mas poderia ser melhor)

 

Avaliação final: Hostel recomendado! ::cool:::'>

No entanto, acho que talvez existam outros com melhores preços/localização e que ofereçam o mesmo que esse hostel!

 

Passeios

 

09/12/2010 - Viagem de ônibus de Puerto Natales até El Calafate e Laguna Nimez

 

Acordamos cedo já que o ônibus sairia às 7h e o café seria servido às 6h30 e como não havíamos jantado na noite anterior e só chegaríamos em El Calafate depois das 13h, precisávamos comer algo! Aliás, particularmente comi o máximo que podia nesse café da manhã! :)

O ônibus parou na frente do hostel por volta das 7h10 e então subimos e seguimos a viagem para El Calafate! O ônibus foi parando em diversos hostels para pegar o pessoal e depois de sair da cidade não demorou muito até chegar a fronteira para passar por toda a burocracia de novo! Pelo menos era saída do Chile, então não tínhamos que fazer todo aquele procedimento de inspeção de bagagem e dessa forma a burocracia foi mais rápida.

Depois dos tramites fronteiriços a viagem seguiu e eu aproveitei para dormir já que havia dormido apenas umas 5h na noite anterior! Chegamos em El Calafate por volta das 13h e fomos da rodoviária até o hostel fazer o check-in e deixar nossas coisas.

Depois disso, decidimos partir para o centro para almoçar já que a fome era forte! Paramos numa cantina no começo da Av. Libertador para comer algo e de lá fomos fazer todas as reservas de passeios que tínhamos pendente.

Primeiramente fomos na Caltur (Av. Libertador, 1080) para reservar o ônibus para El Chaltén dali a 3 dias e também para fazer a reserva no hostel Pioneros del Valle já que não havia conseguido fazer a reserva pela internet pois era necessário fazer transferência bancária para isso.

Depois fomos na Hielo & Aventura (Av. Libertador, 935) comprar o passeio Big Ice no Perito Moreno. Esse passeio também poderia ser comprado diretamente no hostel, mas como queríamos pagar com cartão de crédito, fomos diretamente a agência da Hielo & Aventura.

Depois fomos reservar o último passeio que tínhamos em mente que era a Navegação Todos los Glaciares. Fomos na Fernandez Campbell (Av. Libertador, 867) comprar o passeio para o outro dia e apesar deles não aceitarem cartão de crédito, eles aceitavam dólar com uma cotação ótima na época (4 AR$ = 1 USD) e assim aproveitei para usar os dólares que havia trazido.

Após feita todas as reservas, aproveitamos para passar no Supermercado La Anonima para comprar algo para comer de noite e também para preparar um lanche para o outro dia já que a navegação levaria todo o dia e precisávamos levar algo para comer durante o passeio.

Finalmente voltamos ao hostel e após descansar um pouco, decidimos ir andando até a Laguna Nimez já que ainda era relativamente cedo e não tínhamos nada previsto para o restante do dia.

Levamos em torno de 10 a 15 min para chegar desde o Hostel até a Laguna Nimez onde após pagar a entrada, demos uma volta pela Laguna.

Sinceramente é um passeio totalmente desnecessário! Existe uma trilha na qual se deve seguir para visitar a laguna e desse modo se fica muito longe da laguna e ninguém consegue ver de perto os flamingos que são a principal atração do local.

Nós ainda tivemos sorte pois contemplamos um belo pôr do sol enquanto andávamos pela trilha.

Enfim, o passeio só não foi perda de tempo pois não tínhamos nada marcado para esse dia.

Depois do passeio apenas voltamos para o hostel para tomar banho e comer algo antes de dormir além de preparar nossos lanches para o próximo dia.

 

Ônibus Turismo Zaahj (Puerto Natales - El Calafate): CLP 11.000 (saída às 7h00)

Entrada Laguna Nimez: AR$ 10

Restaurante/Cantina em El Calafate: AR$ 40 (Lasagna + Empanada)

 

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10/12/2010 - Navegação Todos los Glaciares

 

Levantamos cedo mais uma vez já que o transfer passaria no hostel às 7h10 e o café da manhã era servido a partir das 6h30.

O transfer passou no horário previsto e fomos nele percorrendo outros hostels/hotéis por um bom tempo antes de irmos para o Porto de Punta Bandera.

Ao chegar em Punta Bandera tivemos que pagar a entrada do Parque Nacional e depois disso nos dirigimos ao barco para a navegação.

A navegação é aquele passeio bem de pacote CVC afinal é um passeio caro e que não exige esforço! Por isso é um passeio bastante muvucado já que a embarcação é grande e o navio saiu com uma lotação bastante alta. De toda forma é um passeio que vale muito a pena!

Primeiramente fomos navegando pelo Lago Argentino em direção a uns icebergs e lá ficamos por um bom tempo. Era o primeiro contato com icebergs que a maioria estava tendo assim que foi um momento de grande alvoroço para fotos, mas após um tempo vendo vários icebergs, muitos voltaram para a cabine fechada já que o frio na parte aberta do barco era grande.

Depois disso navegamos em direção ao Canal Upsala onde há uma grande barreira de icebergs que impede a certo tempo a embarcação de chegar mais próximo do Glaciar Upsala e da Bahia Onelli. Desde que compramos o passeio fomos avisados que não seria possível chegar a essa região e portanto visitaríamos a face norte do Perito Moreno, no entanto durante a navegação era feito todo um suspense como se talvez fosse possível a passagem naquele dia! Sem dúvida a Fernandez Campbell deve vender esse passeio no pacote e não avisa desse problema e fica fazendo essa "farsa" para enganar trouxa... até que em certo momento eles anunciaram a impossibilidade de visita a Bahia Onelli oficialmente e se ouviu um "Ahhh..."

Enfim, depois desse anúncio, o barco se dirigiu ao Glaciar Spegazzini passando antes pelo Glaciar Seco. O Glaciar Spegazzini é bem bonito já que ele desce/sobe pela montanha. Ficamos apreciando o glaciar por um bom tempo antes de sair em direção ao Perito Moreno.

A navegação até o Perito Moreno demorou um certo tempo, assim que voltei para o interior da embarcação para descansar um pouco e também comer o lanche que havia trazido.

Ao chegar no Perito Moreno foi aquele alvoroço de novo! Mas de toda forma é impressionante as vistas que se tem do Glaciar! Só estando lá para saber já que as fotos nunca retratam a real dimensão do lugar! Por isso sempre gostava de tirar fotos do glaciar com alguma embarcação perto para dar uma melhor noção da grandiosidade do Glaciar! Sem contar os momentos de desprendimento de gelo dos glaciares que são espetaculares.

Ficamos um bom tempo no Perito Moreno antes do barco regressar para Punta Bandera onde tomamos o transfer de volta para El Calafate.

Uma dica que eu deixo é não se desesperar como a maioria faz. Quando o barco para para observação dos glaciares, uma muvuca se forma em 1 dos lados do barco enquanto o outro lado fica vazio! Mas sempre o barco vira e depois o outro lado fica com a visão privilegiada! O que eu fazia? Me colocava em 1 dos lados e 50% do tempo tinha a melhor vista do Glaciar para observar e tirar fotos.

Ao chegar em El Calafate aproveitamos para ir novamente ao Supermercado comprar comida como havíamos feito no dia anterior já que também precisávamos levar lanche para o Big Ice no outro dia e depois fomos para o hostel tomar banho, comer e dormir.

 

Entrada no PN Los Glaciares: AR$ 75

Navegação Todos los Glaciares (Fernandez Campbell): AR$ 295

Transfer até Punta Bandera (Empresa Clamajucar): AR$ 50

 

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11/12/2010 - Trekking no Perito Moreno ("Big Ice")

 

Assim como no dia anterior, acordamos cedo já que o transfer passaria por volta das 7h00 no hostel e assim o fez.

No caminho até o Perito Moreno o ônibus parou em determinado lugar onde subiu uma pessoa para cobrar a entrada para o PN Los Glaciares e depois disso seguimos viagem.

Primeiramente o ônibus nos levou para uma visita de 1h até as passarelas do Perito Moreno onde pudemos ver de perto a imensidão do Perito Moreno. Imagino que devido ao horário, as passarelas estavam completamente livres apenas para o pessoal do nosso ônibus, assim que foi bem agradável fazer essa visita já que não tinha aquela muvuca no lugar.

Depois de contemplar o Perito desde a passarela, voltamos ao ônibus e fomos em direção ao porto para pegarmos o barco que atravessa o Brazo Rico do Lago Argentino.

Após a navegação, chegamos num lugar onde o grupo foi dividido em 2 partes (inglês e espanhol) e depois disso começamos a trilha de cerca de 1h margeando o Perito Moreno até o local onde receberíamos os grampones e efetivamente começaríamos o trekking no glaciar.

Já estando com grampones e pisando literalmente no gelo, o grupo foi dividido em 2 mais uma vez em grupo de umas 10 pessoas aproximadamente e então começamos a caminhada no gelo. No começo é bem estranho mas rapidamente se pega o jeito para se caminhar no gelo.

O começo do glaciar é mais feio pois existem ainda muitas rochas e o gelo é mais "sujo", mas quanto mais se adentra ao glaciar, mais branco se vê o gelo e o que faz ainda mais impressionante o trekking são a presença de lagos e até quedas de água no meio do glaciar que são incríveis! O azul da água desses lagos e de algumas fendas no meio do glaciar chega a ser de paralisar a vista de tão profundo e belo.

Enfim, caminhamos por cerca de 1h30 e então paramos ao lado de um lago no meio do glaciar para lanchar por uns 30min e depois voltamos ao trekking, visitando outras muitas lagoas e fendas ao longo do Perito Moreno e no final o trekking foi um pouco mais difícil e exigia maior concentração de todos, assim que não era permitido parar para fotografar nesse momento pois os instrutores queriam que todos estivessem juntos para auxiliar nas partes mais difíceis do trajeto.

Após pouco mais de 3h de trekking no glaciar voltamos ao ponto inicial onde tiramos nossos grampones e voltamos pela mesma trilha em direção a embarcação. Como o grupo no qual estava foi o mais rápido de todos, ao chegar próximo do local de embarque, ficamos um bom tempo bem próximos da parede do Glaciar Perito Moreno onde foi possível tirar uma belas fotos apesar do tempo ter dado uma fechada.

Depois pegamos o barco onde foi servido o famoso whiskey com alfajores e depois pegamos o ônibus que já estava nos esperando para nos levar de volta a El Calafate.

Chegando em El Calafate fomos tomar um chocolate na Laguna Negra (Av Libertador, 1250) que havíamos ganho quando fizemos as reservas na Caltur (não achamos nada demais o chocolate, mas como foi de graça e estava frio, tá valendo!) e depois fomos ao supermercado para o ritual de sempre e também para comprar alguns alimentos para os dias que ficaríamos em El Chaltén já que todos diziam que era mais barato comprar em El Calafate que em El Chaltén.

 

 

Entrada no PN Los Glaciares: AR$ 75

Trekking Big Ice no Perito Moreno (Hielo & Aventura): AR$ 330

Navegação no Brazo Rico para o Big Ice (Hielo & Aventura): AR$ 320

Transfer até o Perito Moreno (Hielo & Aventura): AR$ 70

 

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El Chaltén

 

Hospedagem

 

Fiquei hospedado no hostel Pioneros del Valle em quarto coletivo com 6 camas, com banheiro dentro do quarto e sem café da manhã.

 

Eu tentei reservá-lo como todos os outros hostels mas aconteceram 2 problemas:

  • Tentei reservar pelos sites como hostelworld/hostelbookers mas eles disponibilizam pouquíssimas camas nesses sites, e portanto não havia vaga para 3 pessoas nos 3 dias que dormiríamos lá.
  • Tentei reservar por contato direto pelo e-mail mas eles só efetivavam a reserva se fosse pago uma parte por transferência de dinheiro pela Western Union... como eu não estava disposto a ter esse trabalho, não fiz a reserva assim.

 

Pesquisando posteriormente, muitos diziam que não teria problema em reservar quando estivesse lá pois o albergue é grande. Outro fato que imaginei foi que com toda essa burocracia imposta para ser efetuada a reserva, imagino que poucos cheguem nesse hostel com a reserva já feita. Além disso, esse hostel por ser da mesma empresa (Caltur) de ônibus que faz o trajeto El Calafate - El Chaltén, eles possuem uma promoção que quem compra a passagem junto com a hospedagem ganha desconto na diária do hostel.

 

Enfim, como a Caltur tem uma sede em El Calafate e eu estaria em El Calafate 3 dias antes de ir para El Chaltén, preferi deixar para fazer a reserva diretamente em El Calafate e deu tudo certo. O preço da diária era de AR$ 60, mas comprando a passagem de ônibus e pagando em dinheiro, 3 diárias custavam AR$ 105 (ou seja, AR$ 35 por noite).

 

Preço da diária: AR$ 35

 

Pontos Positivos:

  • Possui uma cozinha grande
  • Maior locker entre todos os hostels da viagem e com fechadura/chave
  • Chave magnética individual do quarto

Pontos Negativos:

  • Não está incluído na diária o café da manhã.
  • Não está incluído papel higiênico!!

 

Avaliação final: Hostel recomendado! ::cool:::'>

Eu recomendo o hostel pois o lugar é ótimo e o preço é muito bom. No entanto, eu até entendo o hostel não incluir na diária toalha, café da manhã, sabonete e talz... mas papel higiênico foi o cúmulo! De toda forma, como escuto sempre falar mal dos hostels de El Chaltén, acho difícil algum outro ser superior na relação custo-benefício ao Pioneros del Valle

 

Passeios

 

12/12/2010 - Viagem de ônibus de El Calafate até El Chaltén e Senda Laguna Torre

 

Acordamos cedo novamente em El Calafate e saímos atrasado para a rodoviária pegar o ônibus... chegamos na rodoviária exatamente às 8h00 e tivemos sorte que ainda estavam terminando de colocar as últimas bagagens no ônibus.

A viagem de ônibus para El Chaltén é muito bonita e o ônibus fez umas 2 paradas ao longo da estrada para quem tivesse vontade de descer e tirar fotos com a vista do Cerro Fitz Roy desde a estrada.

Ao chegar em El Chaltén o ônibus para num posto do Parque Nacional onde recebemos um mapa e nos dão uma pequena palestra sobre o parque, as trilhas, o que se pode e não se pode fazer e tudo mais... depois disso o ônibus segue e para na rodoviária onde todos descem (não sabíamos, mas quem se hospeda no Pioneros del Valle poderia continuar no ônibus pois ele seguia da Rodoviária diretamente pro hostel).

Enfim, chegamos no hostel e fizemos o check-in, deixamos nossas coisas e como havíamos esquecido nossos lanches para a trilha do dia na geladeira do hostel de El Calafate, decidimos então almoçar em algum lugar antes de começarmos a trilha.

Pedimos uma dica de um bom lugar para almoçar para a staff do Pioneros del Valle e ela não poderia indicar um lugar melhor: Restaurante Ahonikenk (Calle Güemes, 23). Fomos para lá almoçar e nos espantamos com o prato! Pedi um filé de frango empanado com fritas e quase veio um frango inteiro com um saco de fritas no meu prato! ::lol4::

Enfim, depois desse pequeno almoço, nada melhor para a digestão que uma boa caminhada. Dessa forma nos dirigimos para o início da trilha.

O dia em El Chaltén estava muito bonito e apesar de algumas nuvens, fazia um sol forte comparado aos outros dias da viagem. Aliás, fazia tanto "calor" que pela primeira vez em toda viagem fui obrigado a tirar o anorak e o fleece e andar apenas com a camiseta!! Por sorte todos os dias que ficamos em El Chaltén foram assim e sempre andamos apenas com camiseta na maior parte de todas as trilhas.

O começo da trilha foi um pouco mais pesado já que havia algumas subidas e eu ainda me negava a andar apenas de camiseta... mas depois de ficar só com camiseta e chegar ao Mirador Cerro Torre, tudo me pareceu mais fácil.

Aliás, a trilha como um todo é bem fácil. Considero essa trilha perfeita para ser feita em meio dia por pessoas como nós que chegam a El Chaltén no primeiro ônibus para a cidade.

Nós fizemos a trilha em menos tempo do que o estimado pelo mapa que era de 3h e olha que ainda paramos algumas vezes durante a trilha.

Aliás, os pontos principais na trilha são o Mirador Cerro Torre e a Laguna Torre no final. Também existe o Mirador Maestri 3km depois da Laguna Torre mas decidimos não ir até lá.

Um fato que incomodou bastante nessa trilha foi a presença de moscas (das grandes!) durante certas partes da trilha que eram bem chatas. Elas começavam a zumbir e rodear a sua cabeça e ainda por cima te seguia ao longo da trilha... um inferno! Talvez seja culpa do calor que fazia aquele dia, mas de toda forma foi um tanto desagradável esses momentos.

Depois de voltar para El Chaltén, fomos ao supermercado El Gringuito comprar comida para o café da manhã do outro dia e também para o lanche que teríamos que fazer para a trilha do outro dia.

 

Ônibus Caltur (El Calafate - El Chaltén ida e volta): AR$ 150 (saída às 8h00)

Restaurante Ahonikenk: AR$ 30 (Supremo de Frango + Fritas)

 

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13/12/2010 - Senda Laguna de los Tres (Laguna Capri e Mirador Fitz Roy)

 

Após vários dias tendo que acordar cedo, decidimos dormir até um pouco mais tarde esse dia já que não tínhamos preocupação de pegar ônibus, nem hora marcada com passeio, nem hora máxima de café da manhã nem nada...

Dessa forma, começamos a trilha para a Senda Laguna de los Tres por volta das 11h... o começo da trilha é um pouco mais puxado já que é feito em subida mas depois de um tempo a trilha segue sem grandes desníveis.

Pouco antes de chegarmos a Laguna Capri, avistamos um pica-pau numa das árvores e ficamos um bom tempo apreciando o trabalho da ave no tronco da árvore.

Em certo momento chegamos num ponto da trilha onde de um lado se vai para a Laguna Capri e de outro para o Mirador Fitz Roy. Não sabíamos se havia uma melhor opção, assim que escolhemos ao acaso ir pela Laguna Capri e na volta pelo Mirador.

Ao chegar na Laguna Capri ficamos uns 20 min apreciando o lugar e tirando fotos antes de continuarmos a trilha.

Continuamos a trilha que seguia sempre com vistas para o Cerro Fitz Roy que estava totalmente visível pois o dia estava ensolarado e com ainda menos nuvens que no dia anterior.

Chegamos num ponto da trilha (a 1h da Laguna de los Tres) onde começava um aclive muuuito forte. Foram quase 1h de subida intensa de onde era possível inclusive ver as Lagunas Madre e Hija de tão alto que se estava.

Em certo momento finalmente paramos de subir!! Chegamos né?? Pois não! Ainda precisamos subir mais um pouco para finalmente chegarmos a Laguna de los Tres.

A vista da laguna com uma água de um azul profundo com a vista do Cerro Fitz Roy era fanstástica! Ficamos ali parado por aproximadamente 1h tirando fotos e comendo nosso lanche além é claro de apreciar a beleza do lugar!

Claro que tanto tempo parado fez com que nosso corpo esfriasse rapidamente com o vento que fazia no lugar afinal estávamos a mais de 1000 metros de altitude e apesar do sol, estávamos na Patagônia!!

Depois de tanta contemplação, voltamos pela mesma trilha sendo que passamos dessa vez pelo Mirador Fitz Roy onde apenas ficamos alguns poucos minutos para tirar umas fotos e seguir até El Chaltén já que estávamos cansados de tanto caminhar!

Chegamos em El Chaltén por volta das 19h e fomos novamente ao supermercado El Gringuito fazer as compras antes de voltarmos ao hostel para comer, tomar banho e por fim descansar para o outro dia!

 

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14/12/2010 - Senda Loma del Pliegue Tumbado

 

Esse dia foi bem semelhante ao dia anterior apesar que dessa vez começamos a trilha ainda mais tarde já que antes tivemos procurando uma agência para reservar o trânsfer para o passeio do outro dia.

Dessa forma, começamos a trilha depois do meio dia. Ao contrário das trilhas dos outros dias, essa trilha começa ao lado do Posto de Controle do PN Los Glaciares que fica na entrada da cidade de El Chaltén.

A trilha da Loma del Pliegue Tumbado segue na mesma direção que a trilha da Laguna Toro mas em certo momento haverá uma bifurcação entre ambas as trilhas.

Essa trilha tem uma previsão estimada de 4h para ida mas conseguimos fazê-la tranquilamente em 3h. A pior parte da trilha é o final que há uma subida um pouco mais forte mas nada comparado a subida final da Laguna de los Tres.

A trilha no geral não apresentou nada que não se tenha visto em outras trilhas com exceção de umas vacas pastando numa área próxima ao início da trilha.

No fim da trilha também é possível avistar bem de longe o Lago Viedma, mas é tão longa a distância que nem dá pra apreciar direito a vista!

O atrativo principal dessa trilha é a vista panorâmica que se tem de toda a cadeia de montanhas.

No final, a demarcação da trilha é bem menos visível e o local também não é convidativo para ficar por muito tempo já que o vento e frio é bastante forte na altitude de 1000m.

Enfim, ficamos por volta de 20/30 min no local apreciando a vista e depois comendo algo atrás de uma rocha para nos proteger do vento que fazia antes de voltarmos para a cidade.

 

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15/12/2010 - Lago del Desierto, Glaciar Huemul, Senda Mirador Las Aguilas e Los Cóndores, e viagem de ônibus de El Chaltén até El Calafate

 

Acordamos cedo nesse dia já que o trânsfer que havíamos reservado no dia anterior na Patagonia Explorer (esquina da Av. Güemes com Av. Lago del Desierto) nos pegaria no hostel às 8h30.

O trânsfer parou em 2 hosterias no meio do caminho antes de chegar até o Lago del Desierto. Além de nós 3, só havia um inglês junto que foi até lá com o objetivo de atravessar o lago para continuar sua viagem pelo Chile.

Chegamos ao Lago del Desierto por volta das 10h30 e fomos primeiro fazer a trilha até o Glaciar Huemul. Pagamos a entrada já que o Glaciar fica em área privada e seguimos a trilha que é de baixa dificuldade e bem demarcada.

Depois de uns 45 min, chegamos ao ponto onde se avista o Glaciar Huemul com seu lago de cor verde esmeralda. A vista que se tem no local é simplesmente espetacular. Nenhuma foto minha mostra a real beleza desse Glaciar que apesar de pequeno, o lago formado pelo seu degelo é de paralisar a vista.

Ficamos lá por volta de uns 20 min e depois descemos de volta já que teríamos ainda que visitar o Lago del Desierto antes de voltar.

Na descida da trilha também era possível avistar uma parte do Lago del Desierto.

Chegando de volta ao local onde o transfer havia nos deixado, fomos andando uns 5 a 10 min até o local onde se embarca para a navegação pelo Lago del Desierto (que não fizemos). Ficamos um tempo tirando fotos e dando uma volta na beira do Lago e depois voltamos para a casa onde fica o responsável por cobrar a entrada para a trilha do Glaciar Huemul que nos deu um café e um alfajor (delicioso!!) para comer antes de voltarmos para El Chaltén.

Chegamos em El Chaltén por volta das 14h e decidimos almoçar novamente no Ahonikenk.

Terminamos de almoçar por volta das 15h e nosso ônibus sairia para El Calafate às 18h30 (e às 17h50 desde o Pioneros del Valle). Portanto, decidi fazer mais umas trilhas curtas antes de voltar para o hostel.

Como meus amigos estavam já cansados de trilha, fiz a trilha do Mirador Los Cóndores e Las Águilas sozinho.

Pessoalmente, depois de fazer as outras trilhas, essas 2 trilhas foram bem sem graça... mas como tinha tempo sobrando, acho que valeu a pena.

A trilha do Mirador Los Cóndores te dá uma visão geral do alto da cidade de El Chaltén, enquanto a trilha Mirador Las Águilas te dá uma vista do Lago Viedma e da Bahia Túnel.

Depois disso dei por completa minha viagem. Voltei para o hostel e ainda fiquei esperando quase 1h até o ônibus sair do hostel em direção a rodoviária para então ir para El Calafate (dessa vez sem parada para fotos na estrada!)

Chegando em El Calafate, apenas fui para o mesmo hostel dos dias anteriores que estive em El Calafate e tomei banho e fui dormir sem preocupações já que no outro dia nosso voo sairia a tarde e não tínhamos nada marcado para fazer.

 

Transfer ao Lago del Desierto (Patagonia Explorer): AR$ 110 (AR$ 100 + 10% de taxa do cartão de crédito)

Entrada para trilha ao Glaciar Huemul: AR$ 18

Restaurante Ahonikenk: AR$ 30 (Supremo de frango com fritas)

 

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Fala pessoal!

 

Abri esse tópico para começar o relato da viagem que fiz a Patagônia. No entanto, devo levar um certo tempo para terminar todo o relato, então assim que eu terminar cada parte irei atualizando aqui.

 

E se alguém quiser aproveitar e já tirar dúvidas ou fazer alguma pergunta, aproveite que a memória ainda está boa... :D

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Caraca meo ::hahaha:: muito rico este teu relato, show de bola mesmo , PARABENS DEMAIS !!!!! com certeza vou adicionar em meus favoritos, vou ler depois inteiro com calma DE NOVO, pois tem muitas dicas, muitos lugares, muitas fotos , completo mesmo, vai nos ajudar muito caso de certo de descermos pra lá em julho, soh que iremos de carro.

 

mais uma vez PARABENS MESMO PELA VIAGEM E POR COMPARTILHAR AQUI CONOSCO ESSA PRECIOSIDADE VALEW merece pontos de reputação! ::otemo:: !!!!!

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Boa tarde...

 

Estou a planear a minha viagem a Patagonia em Março...

 

 

Santiago,

Pucon,

Valdivia,

Puerto Montt,

Villa Angostura,

Bariloche,

Perito Moreno,

El Calafate,

Torres del Paine,

Puerto Natales,

Punta Arenas,

Rio Grande,

Ushuaia,

Rio Gallegos,

Comodoro,

Puerto Madryn,

Bahia Blanca,

Buenos Aires,

Santiago.

 

Vamos tentar alugar um auto em Santiago mas tem de ser um 4x4 porque queremos experimentar a verdadeira Patagonia...

 

Agradeço conselhos ou sugestões...

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Caraca meo ::hahaha:: muito rico este teu relato, show de bola mesmo , PARABENS DEMAIS !!!!! com certeza vou adicionar em meus favoritos, vou ler depois inteiro com calma DE NOVO, pois tem muitas dicas, muitos lugares, muitas fotos , completo mesmo, vai nos ajudar muito caso de certo de descermos pra lá em julho, soh que iremos de carro.

 

mais uma vez PARABENS MESMO PELA VIAGEM E POR COMPARTILHAR AQUI CONOSCO ESSA PRECIOSIDADE VALEW merece pontos de reputação! ::otemo:: !!!!!

Muito bom mesmo! vai ser minha fonte principal daqui pra frente. Parabéns cara! ::otemo::

 

Valeu pelo parabéns!! ::otemo::

 

Como disse, ainda devo levar um tempinho pra completar todo o relato aqui mas aos poucos vou atualizando!

 

E qualquer dúvida, tamos ae! :)

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muito bom relato,otimas fotos,estive na argentina e chile em julho mas só estive nas capitais,minha proxima viagem quero ir a essa mesma região q tu esteve,estarei acompanhando seu relato,aguardo o final,valeu.

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Nossa....

Sensacional o relato! Vai ser de grande utilidade para todos!

Está de parabéns!

Vou para Patagônia agora em Março e com certeza utilizarei vááárias informações!

Abraços,

Naty

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Show de bola o relato.

Vou continuar acompanhando...só uma pergunta: vc recomenda a realização desse passeio no meio do ano (inverno), nos meses de Agosto ou Setembro???

Abs

Rodrigo

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Leandro, Everton, Naty e Rodrigo,

 

Obrigado pelos parabéns e espero que o relato ajude em suas viagens...

 

 

Show de bola o relato.

Vou continuar acompanhando...só uma pergunta: vc recomenda a realização desse passeio no meio do ano (inverno), nos meses de Agosto ou Setembro???

Abs

Rodrigo

 

Cara, eu tenho uma filosofia de se possível não viajar no inverno para locais afastado da linha do Equador a menos que o objetivo seja viver o inverno do local...

 

Nessa época os dias são beem curtos, o frio é mais intenso ainda, a presença de neve é quase certa... enfim, é algo que não curto!

 

Resumindo, das cidades que relato, a única que acho interessante ir no inverno é Ushuaia devido a estação de esqui de Cerro Castor. El Calafate também dá pra aproveitar o Perito Moreno mas acho que a chance de pegar dias feios é muuuito alta. Do resto, acho que fazer trekking em Torres del Paine e El Chaltén no inverno deve ser bem complicado por causa da neve e Punta Arenas não terá visitação para Isla Magdalena que é o grande atrativo do local.

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Obrigado José... ::otemo::

Mais uma pergunta (de leigo msm)...vc precisou usar barraca (e saco de dormir) em alguma parte da viagem?

Abs

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Obrigado José... ::otemo::

Mais uma pergunta (de leigo msm)...vc precisou usar barraca (e saco de dormir) em alguma parte da viagem?

Abs

 

Eu não acampei, portanto não precisei usar barraca. No entanto, é possível acampar no PN Tierra del Fuego em Ushuaia, dentro do PN Torres del Paine e também no PN Los Glaciares em El Chaltén!

 

Como disse no relato, eu comprei em Punta Arenas um saco de dormir para usá-lo em cima da cama nos Refúgios que fiquei em Torres del Paine. No entanto, isso também não é necessário pois pode-se alugar no próprio refúgio um saco de dormir ou ainda pagar um pouco mais para que sua cama no refúgio possua cobertor e talz.

 

Abraço!

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Zéééé!!!

Quanto tempo!!! Fiquei muito feliz em ver um relato teu aqui nos mochileiros!!! hahaha só assim para a gente se "encontrar"!!

 

Parabéns!!! Adorei! e fiquei muito feliz em saber q a sua viagem saiu!!!

Agora to morrendo de vontade de ir para Patagônia =(

 

Muito bom mesmo!! ::otemo::::otemo::::otemo::

Cheio de detalhes, muito bem planejado, e vindo de vc, não podia ser diferente!!

 

Saudades de vc, meu amigo!

Um grande beijo

Gabi

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Pena q não consigo visualizar as fotos =(

Bem que a gente podia marcar um fim de semana para vc me mostrar todas né?? assim eu aproveitava e te mostrava as da minha viagem pro Peru e Bolívia!!!

 

Ahh Zé! lindo o relato! aguardo continuação!!!

 

beijos!!!

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    • Por Oz Iazdi
      Senhoras e senhores, segue meu relato da viagem que fiz para os países Bálticos, com direito a um dia em Helsinki, na Finândia. Foram dez dias no total. Fui apenas eu e meu pai. Não foi uma viagem exatamente ao estilo mochileiro, pois ficamos em hotel ao invés de albergue, embora podemos dizer que sempre pegamos o hotel mais barato que encontramos, considerando que ele devia estar a uma distância caminhável das Cidades Antigas (e demos bastante sorte com os hotéis!). Só reservamos o hotel para os dois primeiros dias, porque decidimos definir o roteiro durante a viagem.
       
      LITUÂNIA
       
      Dia 1 – De São Paulo para Vilnius
       
      A viagem começou no dia 13 de fevereiro de 2015, sexta-feira. Pegamos um voô de São Paulo às 21:30hs até Paris. Classe Econômica é só sofrimento em voôs longos... As cadeiras da Air France são bem apertadas. Chegamos em Paris perto da hora do almoço e pegamos outro avião em direção à Riga (Letônia) na parte da tarde, o que não nos deixou tempo para conhecer Paris. O voo até Riga pareceu que demorou um século, mas estávamos mesmo era preocupados com a última conexão. Chegando em Riga, tínhamos apenas meia hora para pegar o voo até Vilnius (Lituânia). Saímos correndo do avião junto com mais um pessoal que ia fazer a mesma conexão. Apesar da preocupação, deu tudo certo. Embarcamos no voo e em 50 minutos estávamos chegando no nosso destino inicial!
      O custo das passagens foi de R$ 2.450,00 ida e volta. Na ida, o trecho inicial foi São Paulo – Paris – Riga – Vilnius, sendo os dois primeiros pela Air France e o último pela Air Baltic. Na volta, os trechos foram Tallinn (Estônia) – Amsterdam – São Paulo, sendo o primeiro trecho operado pela Estonian Air e o segundo pela KLM.
       
      Chegamos no aeroporto de Vilnius às 20:30hs do dia 14. Como a imigração foi feita na França, quando chegamos na Lituânia não passamos por nenhum tipo de alfândega. O aeroporto é bem pequeno e estava praticamente deserto. Logo na frente do aeroporto tem um ponto de ônibus. Pegamos um até a Cidade Velha, onde era o nosso hotel. A passagem é 1 euro por pessoa. Desembarcamos a uns 600 metros do hotel e fomos a pé com nossas mochilas. O problema é que meu pai estava com uma mochila grande de rodinhas e, pra ajudar, uma das rodas quebrou durante o voô de ida. Então deu um certo trampo pra carregar a mochila até o hotel, principalmente se considerarmos que estava -2ºC.
       
      Enfim, chegamos vivos ao Hotel Europa Royale. A diária do quarto para duas pessoas saiu R$ 172,00. O hotel é muito bom e aconchegante, além de estar localizado dentro da Cidade Antiga. Só para esclarecer, nas capitais de todos os países Bálticos a parte turística das cidades são os bairros nos quais se localizavam as cidades medievais (Old Town), com as casas antigas, catedrais, muros e torres remanescentes ou que foram restauradas após a II Guerra Mundial.
       
      Como estávamos morrendo de fome, decidimos esbanjar e ir em um restaurante alemão na frente do hotel chamado Vokieciu. Pedi um cordeiro com batata assada e uma cerveja local, a Svyturys Ekstra. A comida e o atendimento estavam excelentes, mas a cerveja achei bem fraquinha. O prato saiu por 20 euros e a cerveja 4.5 euros. Saindo de lá, saímos para caminhar um pouco e paramos no Pub The Portobello para 660 ml de Guinness por 3.6 euros. Como estávamos cansados pela viagem e já estava tarde, só restou voltar para o hotel e desmaiar.
       
      Dia 2 –Trakai e a aventura no gelo.
       
      Tomamos café as 8hs no belíssimo restaurante do hotel. As opções do café da manhã eram bem saborosas, com destaque para o brioche de maçã. Enquanto esperava meu pai tomar banho, sai rapidamente para bater umas fotos de Vilnius e ir até o centro de informações para saber certinho como ir até Trakai, que é uma cidade que tem um castelo medieval e seria nosso primeiro passeio. Após pegar as informações no centro e um mapa de Trakai, fomos até o terminal de ônibus. O terminal fica a cerca de 1km do portal da cidade antiga e, como nosso hotel era praticamente ao lado do portal, fomos caminhando até lá. A passagem até Trakai saiu por menos de 2 euros o trecho e dura cerca de 25 minutos a viagem até lá. Ao chegar na cidade, você vai caminhando até o castelo, conhecendo a cidadezinha e os demais pontos de interesse marcados no mapa.
       
      Vilnius
       
      Pub
       
      Restaurante alemão
       
      Lugar do café da manhã e um tio olhando com um sorriso amigável.
       
      Caminho até a estação de ônibus
       
      Caminhando por Trakai
       
      Arquitetura da antiga URSS
       
      Lago congelado
       
      Trakai
       
      Como era o nosso primeiro dia andando ali no Báltico (e dada nossa falta de experiência com tal clima), fomos aprendendo a não andar no gelo! Durante todo o caminho, é sempre importante procurar os trechos com terra ou com um gelo mais áspero, se não, a chance de cair de bunda no chão é gigante... Durante a caminhada até o castelo, existe a opção de ir por terra ou caminhar pelo lago, que congela no inverno. Obviamente que fui caminhando pelo lago, já que estava menos escorregadio e era uma experiência nova, à parte o cagaço nos primeiros passos, com medo do gelo quebrar! Durante a caminhada encontramos uma galera jogando hockey e um rapaz tentando pescar em um buraco no gelo. Não parecia que o pacato cidadão estava tendo muito sucesso. Antes de chegar no castelo, ainda paramos em um café para tomar um capuccino (1.5 euros).
       
      Com cagaço de andar no lago
       
      Joinha para a pesca esportiva!
       
      Castelo de Trakai ao fundo
       
      Galera do Hockey
       
      Castelo
       
      O Castelo de Trakai é incrível, valendo muito a pena pagar 5.5 euros para entrar nele (estudante paga meia). Você se sente na Idade Média lá dentro... É uma experiência única. Além da arquitetura, o castelo também possui algumas instalações que funcionam como um museu, para contar a história do lugar. Uma curiosidade é o período no qual Trakai foi comandada pelos Karaites no fim do século XIV. Era um povo de origem turca e que ainda deixou uma herança cultural na região.
       
      Dentro do castelo
       
      Na capela do castelo
       
      Galerinha das antigas
       
      Saindo do castelo, ainda deu tempo de tomar mais um café e voltar até o terminal de ônibus. Saímos de Trakai às 15:45hs. Os ônibus saem, em média, de 30 em 30 minutos até Vilnius. Chegando na capital, fomos até o mercado Rimi (será seu melhor amigo durante a viagem) para comprar água, porcarias e bebidas. O preço, em geral, é mais barato que no Brasil e a qualidade das frutas é incrível. Na volta para o Hotel, ainda parei em uma loja de cds que ficava no porão de uma outra loja. Comprei dois cds de bandas da Lituânia por cerca de 9 euros cada (em média, cd é uma coisa cara no Báltico), após fazer o atendente colocar uns 10 cds para eu escutar e escolher o que queria comprar.
       
      Saindo de Trakai
       
      Mansão no caminho
       
      Chegando em Vilnius
       
      Após tomar um banho, saímos para jantar em um restaurante francês perto do hotel. Tinha um francês bem doido que ficou batendo papo com a gente. Pedi uma panqueca de salmão por 5.5 euro e meu pai um peixe por 10 euros. Achei a comida boa e suficiente pra matar a fome. O curioso é que uma das garçonetes do lugar tinha visitado o Brasil e até ensaiou umas palavras em português. Depois de comer, era hora de descansar para conhecer um pouco de Vilnius no dia seguinte.
       
      Dia 3 – Vilnius e as 16 fogueiras da independência
       
      Saímos de manhã para caminhar pela cidade antiga. Por azar, meu pé esquerdo começou a doer bastante nesse dia, provavelmente pela falta de amortecedor na botina que usei... Mas dane-se, eu ia andar até meu pé cair. Como era feriado de independência, os museus estavam todos fechados. Passamos pelas belas catedrais da cidade antiga e pelo curioso bairro de Uzupis, que se considera um “país” próprio e até tem uma data de independência no dia 1 de abril (por que será, né?). Ali na entrada do bairro existem várias pontes com cadeados, como é famoso na França. No entanto, essa tradição é bem antiga por esses lados da Europa...
       
      Vilnius
       
      Vilnius
       
      Uzupis, a ponte dos cadeados e o menino de uma luva só
       
      Uzupis
       
      Saindo de Uzupis, fomos até a colina de Gediminas, cartão postal de Vilnius. Você pode subir a colina andando ou de teleférico. Fomos andando. Lá de cima, é possível avistar boa parte de Vilnius, tanto a parte antiga quanto a mais nova. Saindo de lá, fomos até a Rua Gediminas, onde meu pai aproveitou para comprar uma bota e paramos para um café.
       
      Catedral
       
      O outro lado de Vilnius
       
      Gediminas
       
      Cavaleiro Gedi... ...minas (que piada tosca!)
       
      Praça principal, onde iriam acontecer o show da independência
       
      Catedral
       
      Decidimos pegar o ônibus 53 até o shopping Ozas, que fica um pouco distante da cidade antiga. Como não entendemos como o ônibus funcionava, fizemos o trecho todo de graça... O shopping tem mais tamanho do que qualquer outra coisa, mas serviu para termos uma boa noção dos preços das coisas. Aproveitei para comprar um amortecedor de calcanhar para o meu pé e uma camisa da seleção de basquete da Lituânia, a pedido de um amigo. Após as compras, comemos lá no shopping mesmo. Resolvemos arriscar um prato de 5 euros, que você podia montar. Era um prato brutal, com repolho, beterraba, carne de porco empanada, molho branco, legumes e arroz. Embora uma comida simples, gostei bastante.
       
      Shopping Ozas
       
      Pegamos novamente o 53 para voltar ao hotel. No meio do caminho, subiram dois fiscais no ônibus pedindo os bilhetes. Como não tínhamos e eles perceberam que não sabíamos como a coisa era, falaram para nós comprarmos direto do motorista, por um euro. Provavelmente nos livramos de uma bela multa. Chegamos no hotel no final da tarde e descansamos um pouco.
       
      Ao anoitecer, fomos até a praça da catedral, onde estava tendo um show pela comemoração da independência. Além disso, na rua Gediminas tinham 16 fogueiras acesas, representando a independência da Lituânia. Elas também serviam para esquentar o pessoal, afinal, não é lá muito quente o inverno por lá...
       
      Shows da Independência
       
      As fogueiras
       
      Para terminar a noite, resolvemos experimentar a culinária local no restaurante Forto Dvartas. Experimentamos uma sopa de cogumelo muito saborosa, panqueca feita de batata e recheada de bacon, além dos famosos cepelinai (mais conhecidos como zeppelins), que são um tipo de batata recheada (pedimos com carne de porco). Achei a textura bem diferente e um gosto que me lembrou pamonha! Para beber, experimentei o hidromel sem graça da casa. Os pratos são bem em conta, custando até cerca de 8 euros e também são bem servidos. E assim acabou a última noite em Vilnius.
       
      Zeppelins
    • Por rtsrodolfo
      Saudações mochileiros!!
      Este é o meu primeiro relato do site, e acho que de qualquer outro lugar também. Nuca fui muito de escrever, então já peço sugestões e dicas para melhorar e poder ajudar cada vez mais. Antes de qualquer coisa, muito obrigado aos que ajudam postando informações aqui no site. Visitei a Tailândia no início de 2015 e não sei o que seria de mim sem os relatos que estudei aqui. Meu nome é Rodolfo Tallarida, tenho 29 anos e meus destinos favoritos são ilhas e praias. Tentei resgatar o máximo de informações possíveis e juntar nesse relato. A viagem foi feita em dezembro de 2015, com 2 amigos (Daniel e Patrícia). Acho que a parte mais difícil do relato foi separar as fotos. Minhas viagens são sempre com uma Gopro na mão em modo time-lapse. Ou seja, no final desta viagem foram cerca de 8 mil fotos só minhas, hahaha . Vou aos poucos postando mais fotos no instagram para quem gosta do app também.
       
      Instagram.:
      Rodolfo Tallarida - @rtsrodolfo
      Patrícia - @patymoreno8
      Daniel - @danielrjrj
       
      Email.: [email protected]
      Facebook.: Rodolfo Tallarida
       
      Algumas informações sobre as Filipinas.:
       
      Moeda
      A moeda local é o peso filipino(PHP). Hoje, 1 dólar americano, corresponde a cerca de 47 pesos filipinos. Para trocar a moeda não vi muita dificuldade. Em todas as cidades existem pequenas casas de câmbio ou você pode trocar em diversos restaurantes ou lojas de conveniência mesmo, porém com uma cotação não tão boa.
       
      Compras
      Esqueça a ideia de compras nas Filipinas, pois além de não encontrar quase nada, os preços são mais caros. Souvenirs(adoro lembraças ) também são bem escassos. Aproveite para comprar um chaveiro ou artesanato no DMall em Boracay que tem maior variedade.
       
      Para entrar nas Filipinas
      Brasileiros não precisam de visto para entrar nas Filipinas. Apenas carteira de vacinação de febre amarela. Tranquilão, menos um custo na sua viagem
       
      Religião
      A maioria esmagadora é cristâ, portanto respeite a cultura local.
       
      Idioma
      Vai encarar tentar aprender filipino para viajar? hahahaha...esqueça pq não dá pra entender naaaaada. Se esforce apenas em aprender a falar obrigado em filipino, que é Salamat. Se estiver bem feliz, diga Salamaaaaaaaat. Relax pq todo mundo por lá fala inglês. Placas, cardápios, guias...tudo é em inglês mesmo.
       
      Hospedagem
      Não faço questão de hotéis de luxo, até pq costumo ficar fora o dia inteiro. Pesquiso bastante nos sites booking.com, hoteis.com, trivago, e no caso da Ásia, o Agoda também é muito bom. Sempre vejo também os custos de hostels, que as vezes são ótimas saídas. Já me hospedei algumas vezes em hostel e todas as minhas experiências foram muito boas. Um bom lugar para se pesquisar hostels é o site hostelworld.com. Nesta minha viagem o custo estava saindo quase o mesmo entre hostel e hotel. Para mim, um quarto com ar condicionado e um banheiro já está ótimo. Qualquer outra coisa, como piscina, academia e demais são dispensáveis já que costumo passar o dia inteiro aproveitando o lugar. Uso o hotel apenas para passar a noite. Como fechamos os hotéis 2 semanas antes de nossa viagem, eu sabia que as opções seriam bem restritas, mas acabou que conseguimos uma boa relação custoxbenefício. Acredito que se reservar com mais antecedência, é possível reservar excelentes hospedagens por excelentes preços. Sempre compare os preços entre os sites e preste muita atenção nos detalhes do quarto como disposição de camas, café da manhã, chuveiro com água quente e outros. Claro, também verificar a localização do hotel. Ah, procure também por cupons de desconto. É relativamente fácil achar desconto de 5 a 10% no google para o site hoteis.com. Hotéis mais distantes do centro nervoso costumam ser mais baratos, mas o trabalho de translado é maior também, fora o tempo que se perde. Wifi é MUITO importante. Wifi nas Filipinas é item de luxo, portanto leve muito em conta se o hotel tem wifi no quarto ou nas áreas comuns apenas. Vejam as avaliações dos hóspedes nos sites e no tripadvisor, se tiver. Como falei, costumo viajar e aproveitara bastante o dia, então não gosto de gastar fortunas em hotéis. Meu primeiro filtro nos sites de busca é o valor(de menor para maior). Reservei tudo aqui do Brasil e pelo site Hoteis.com. Com 2 semanas de antecedência, minhas seleções foram as seguintes.:
      Boracay
      Seabird International Resort and Country Club - 2 noites por R$282,20, quarto de casal com café da manhã incluído
      Cebu (Oslob)
      Sebastian - 4 noites por R$829,76, quarto para 3 pessoas com café da manhã incluído
      El nido
      Bik Creek Mansion - 4 noites por R$910,73, quarto para 3 pessoas com café da manhã incluído
      Coron
      Coron Village Lodge - 5 noites por R$758,22, quarto para 3 pessoas apenas hospedagem
       
      Rápida avaliação sobre cada hotel.:
      Seabird em Boracay.:
      apesar de ter ficado menos de 24 horas, gostei do lugar. Atendentes muito atenciosos e prestativos. Fui recepcionado com suco e muita atenção. Quarto limpo, boxe com cortina, banheiro muito bom, toalhas e itens de banho disponíveis for free. O melhor é a localização. Fica a menos de 1 minuto da praia principal e a 2 minutos do D Mall. Com certeza me hospedaria novamente. O único problema foi que no último banho, a água não esquentava de jeito de nenhum. Eu sou muuuuuito friorento, então isso me incomodou um pouco. Café da manhã padrão de todos os hotéis que fiquei. A lá carte com escolha entre café da manhã estilo Americano ou Filipino.
       
      Sebastian em Cebu.:
      Superou expectativas. Esse hotel definitivamente não sabe fazer marketing do seu negócio. O hotel tem uma vista espetacular e um nascer do sol incrível. Fica de frente pra praia que tem uma água sinistra de bonita. Você toma café da manhã no deck de frente pro mar vendo o nascer do sol. Piscina estilo infinita de frente pra praia. Eles tem caiaque e standup for free!!! hahaha..
      Único problema encontrado foi que o wifi não pegava no quarto, apenas no corredor. Café da manhã a lá carte. Me hospedaria facilmente again Ah, o chuveiro é junto com a privada, então tem q tomar um pouco de cuidado para não molhar tuuudo.
       
      Big Creek em El nido
      muito peculiar esse hotel. Tem um estilo muito estranho lembrando um pouco estilo de época antiga com decorações de madeira em todos os lugares. A entrada foi motivo de zoeira a viagem toda porque era um canteiro de obra. Não acreditamos até hoje que a entrada é realmente ali. Cada quarto tem sua mesa de café da manhã em frente a porta do quarto. Banheiro com boxe com cortina. O hotel fecha vários pacotes com os mesmos preços praticados na rua e te buscam na porta do hotel. Problemas encontrados.: uma mega barata no banheiro(a Patrícia só soube disso no terceiro dia e quase nos matou por causa disso) e vários picos de luz. O ar condicionado tinha vida própria e ligava e desligava sozinho várias vezes. Queimei meu carregador do celular e da gopro no quarto do hotel(levem filtro de tomada). Consideraria escolher outra opção de hotel para ficar, mas na falta de opção até aceitaria me hospedar de novo por lá. Outra coisa mega importante é que o hotel menciona ter wifi. Eles tem aquele token antigão que não serve pra nada! Não carregava nem mensagem no whatsapp.
       
      Village Lodge em Coron.:
      a pior hospedagem da viagem com certeza. Tivemos vários problemas e com certeza não me hospedaria de novo lá. Quartos muito sujos, com traças, fezes de cupim por tudo que é canto, chuveiro que não funcionava e faltava água, descarga quebrada, sem wifi nos quartos e um atendimento muito precário. Não posso citar nenhum ponto positivo do hotel. Tivemos que trocar de quarto 3 vezes e os problemas continuaram mesmo assim. Vale pagar um pouco mais caro e escolher outro lugar.
       
      Voos
      Eu sou fã da Air Asia pelo fato de suas passagens serem extremamente baratas, o serviço ser muito bom e nunca ter tido nenhum tipo de problema ou atraso. Infelizmente a Air Asia opera apenas em determinados aeroportos das Filipinas e com poucos voos, mas são os mais baratos com certeza. A que tem o melhor preço e melhor disponibilidade de voos nas Filipinas é a Cebu Pacific. A Philippines Airline também é uma opção para viagens internas. Sempre compre diretamente no site da cia, pois o preço é sempre mais baixo. Atenção aos limites de bagagem que são bem diferentes entre cada uma delas. As vezes a seleção default é sem nenhuma bagagem, então atenção na compra. Normalmente o custo mais alto das viagens acaba sendo as passagens aéreas, então pesquise alternativas no seu roteiro. Perco MUITO tempo montando e remontando alternativas de roteiro, alterando a ordem dos destinos para deixar a viagem mais barata possível. A diferença de um dia para outro ou alterar a ordem dos destinos altera bastante no valor final da viagem. Vc vai gastar alguns dias fazendo inúmeras planilhas, mas planejar viagem é assim mesmo. Eu até gosto Considere um dia inteiro para translado de uma ilha a outra. Por mais que os voos sejam rápidos, normalmente não mais que 1 hora e meia, a logística de transporte hotelxaeroportoxhotel é bem complicada, fora os atrasos que, pelo menos na época que fui, aconteceram em 95% dos voos.
       
      Voos internos.:
      Manila - Kalibo(Boracay) : Air Asia, R$156,00 - esse foi o voo que perdi por causa do atraso da Emirates
      Manila - Kalibo(Boracay) : Cebu Pacific, cerca de R$250,00
      Caticlan(Boracay) - Cebu : Cebu Pacific, R$172,00
      Cebu - Puerto Princesa - Cebu Pacific, R$392,00
      Puerto Princesa - Coron : Cebu Pacific, R$392,00
      Coron - Manila : Philippines Airline, R$608,00
       
      Voo internacional:
      Rio de Janeiro - Manila - Rio de Janeiro : Emirates, R$500,00
      O preço foi essa miséria aí pq início do ano em minha ida a Tailândia, voando pela Emirates,tive uma situação de overbooking e acabei ganhando uma passagem ide e volta da Emirates para Dubai. Como eu já conhecia Dubai, optei pagar 100 doletas + taxa de embarque e trocar o destino para Manila
       
      Translados nas ilhas Filipinas
      Be ready para altas aventuras se você for um viajante on a buget. Separe um short ou bermuda bem confortável, uma camiseta bem light e um chinelão, pois as jornadas são longas. Claro que existem as opções mais práticas, mas mais caras. Vamos aos translados que escolhi e os que acabei cogitando como segunda opção.
       
      Como chegar em Boracay
      Para chegar em Boracay, existem 2 aeroportos. O Kalibo e o Caticlan. O maior e que tem mais voos, horários e cias aéreas operando é o de Kalibo. As passagens aéreas costumam ser mais baratas para lá. A partir dele você deve pegar uma van para o porto de Caticlan(cerca de 2 horas), depois uma "banka"(estilo de balsa, que leva cerca de 10 minutos), para então pegar sua van/moto até o hotel(não mais que 15 minutos). Se optar pelo aeroporto de Caticlan, você economiza a viagem de van de Kalibo até o porto de Caticlan, já que o aeroporto fica a cerca de 5 minutos do porto. A melhor empresa para fechar todo o translado aeroportoxhotel é a southwest. Sugiro agendar e comprar o translado ainda aqui no Brasil. Sai pouca coisa mais cara, mas vc garante seu lugar no ônibus que é mais confortável e tem horários frequentes.
      O site da empresa é http://www.southwesttoursboracay.com/
      O valor hoje é de 650php para o serviço door to door.
       
      Como chegar em Cebu
      Cuidado, existe a província de Cebu, a ilha de Cebu e a cidade de Cebu. O aeroporto de Cebu fica na província de Cebu, mas na cidade Lapu-Lapu, na ilha Mactan. Os hotéis e o centro nervoso ficam na Cebu City(a pronúncia foi motivo de risos a viagem toda(cebucite )). É na cidade de Cebu que a maioria dos turistas ficam por ser um centro com comércio mais ativo e desta forma ter mais acesso aos mercados, mercearias e empresas de turismo. As principais atrações turísticas ficam no sul da Ilha de Cebu. Atrações como Tumalog, Kawasan, Whaleshark ficam todas mais pro sul da ilha. Vc escolhe ficar no centro com facilidades de comércio e uma região mais movimentada, mas longe das principais atrações, ou fica mais pro sul perto das atrações, porém sem comércio quase que nenhum. Para chegar a Cebu City, vc deve pegar um taxi no aeroporto. Não esqueça de perguntar se o taxímetro vai ligado ou combine um valor antes de entrar no taxi. Para chegar nas áreas mais ao sul da ilha vc pode negociar o taxi no aeroporto(valores no relato da viagem) ou pegar um taxi até o terminal sul rodoviário de Cebu e então pegar um ônibus para o seu destino. Cuidado pois os horários dos ônibus encerram cedo, por volta de 9 da noite se não me engano. Se for fazer esse translado durante o dia, se prepare, pois o transito de Cebu é caótico demaaaaaais. Taxi do aeroporto até o terminal rodoviário são 20 minutos sem trânsito e do terminal rodoviário até Oslob, por exemplo, são cerca de 5 horas.
       
      Como chegar em El Nido
      O meio mais praticado para chegar em El Nido é pegando um voo para Puerto Princesa e depois uma van/ônibus para El Nido. De Puerto Princesa para El Nido são cerca de 6 horas numa estrada beeem sinuosa e chatinha demais. Fazer com as vans que são negociadas na porta do aeroporto é bem desconfortável, fora que sempre tem alguma pegadinha. Sugiro fechar um translado de ônibus ainda aqui no Brasil para fazer a viagem mais tranquilo. Outra opção para chegar em El Nido é de banka via Coron. Essa opção você fica a mercê das condições do mar. São cerca de 7 horas de banka que podem ser tranquilas, turbulentas ou podem até mesmo não acontecer por condições climáticas. A melhor opção, porém beeem mais cara é comprar uma passagem de avião para o aeroporto de El Nido. As passagens devem ser cotadas via e-mail e tem horários bem reduzidos. O aeroporto é particular de um resort. O site com mais informações é o http://www.elnidoboutiqueandartcafe.com/TravelCenter.html
       
      Como chegar em Coron
      Coron acho que de todos os destinos que fui é o mais tranquilo de se chegar. O aeroporto fica na região de Busuanga e tem esse nome também. Do aeroporto até o centro onde ficam todos os hotéis só existem vans e com preço fixo em 150php. Ao sair do aeroporto, você será abordado pelos motoristas das vans. Diga que já tem reserva no hotel porque muitos hotéis já tem vans específicas para o translado. A viagem dura cerca de 30 minutos e é bem tranquila. Outra opção para se chegar a Coron é via banka vindo de El nido, mas com os mesmos problemas citados no caminho contrário.
       
      Roteiro Planejado
      13/12/2015 - Saída do RJ
      14/12/2015 - Chegada em Manila. Manila->Kalibo->Boracay
      15/12/2015 - Boracay
      16/12/2015 - Boracay-> Cebu
      17/12/2015 - Cebu
      18/12/2015 - Cebu
      19/12/2015 - Cebu
      20/12/2015 - Cebu -> Puerto Princesa -> El Nido
      21/12/2015 - El Nido
      22/12/2015 - El Nido
      23/12/2015 - El nido
      24/12/2015 - El Nido -> Puerto Princesa -> Coron
      25/12/2015 (NATAL) - Coron
      26/12/2015 - Coron
      27/12/2015 - Coron
      28/12/2015 - Coron
      29/12/2015 - Coron -> Manila
      30/12/2015 - Manila -> RJ
       
      Pontos de interesse planejados
       
      Em Boracay
      White Sand Beach
      Willy's Rock
      Ariels Point
      Diniwid Beach
      Dmall
       
      Festa, bebida, comida, ilha foda, snorkel, cliff jumping..gosta disso tudo? Então “perca” um dia conhecendo o Ariels Point.
      Aproveite o Dmall para comer em restaurantes bons com comida de tudo quanto é canto do mundo e comprar as lembranças da viagem.
      Se fosse de novo, faria certamente o passeio de parasail e iria no G-Max, um tipo de slingshot humano.
       
      Em Cebu
      Oslob Whaleshark Watching
      Tumalog Falls
      Kawasan Fall
      Canyoneering Kanloab River
       
      Para o Whaleshark, a dica é chegar cedo! Se não tiver roupa de mergulho ou uma lycra, a água-viva pode incomodar um pouco, mas nada óóóóó. Eu fui de sunga
      Não deixe de fazer o Canyoneering de jeito nenhum..leve sua sapatilha de mergulho ou tênis que possa molhar. Bolsa a prova d’água também é item indispensável.
       
      Em El Nido
      Tour A: recomendo
      Small Lagoon, Big Lagoon, Secret Lagoon, Simizu Island and Entulala Island
       
      Tour B: não recomendo
      Snake Islands, Cudugnun Cave, Catherdral Cave and Lagen and Pinabuyutan Island
       
      Tour C: o melhor de todos
      Matinloc and Tapuitan Islands. Secret Beach, Matinloc Shrine, Hidden Beach and Helicopter Island.
       
      Tour D: não recomendo
      Cadlao Island, Pasandigan Beach, Nat Nat Beach, Bucal Beach and Paradise Beach
       
      Não deixe de fazer o tour A e o C. O tour normalmente leva um dia inteiro, portanto não planeje mais nada no dia que for fazer o tour. Não esqueça de levar sua sapatilha de mergulho. Se tiver tempo, tente fazer o zipline em Las Cabanas e subir o Taraw Cliff também. Acho que vale muito a pena a vista. Restaurantes que recomendo: Altrove e Lucky Alofa
       
      Em Coron
      Ultimate Tour:
      Kayangan Lake, Twin Peaks Reef, Hidden Lagoon, Bulungan Beach, Calachuchi Coral Eden, CYC Is
       
      Tour privado: Você monta o reoteiro. Roteiro que fizemos:
      Kayangam lake, Barracuda lake, Twin Lagoon, Siete Pecados e Skeleton Wreck
       
      Mergulho com cilindro em navios naufragados também é uma ótima pedida! Não esqueça que mergulhos com cilindro precisam de certificação. Não tem curso? Faça lá e tenha sua carteira pra mergulhar em qualquer lugar do mundo. Escolas de mergulho é o que não falta por lá. Da para tirar um OW(open water) em cerca de 3 dias.
       
      Relato
      Dias 13 e 14/12/2015
      O voo diário da Emirates para sua matriz em Dubai, sai diariamente do Rio de Janeiro as 03:10 e lá estava eu pontualmente no aeroporto para embarcar. Logo nos dois primeiros dias de viagem, já tinha história para contar. História que sinceramente podia ter ficado para uma outra vez, e não naquela ocasião. Embarquei no aeroporto do RJ pela Emirates com passagem para Manila fazendo escala em Dubai. Em Manila faria uma pequena escala de cerca de 4 horas e pegaria um voo pela AirAsia com destino a Kalibo, de onde pegaria um ônibus, uma balsa e um taxi para então chegar ao meu hotel em Boracay. Já na primeira perna do voo (RJ-Dubai) tive uma surpresa. O meu voo vinha da Argentina e acho que muita gente conhece a fama do time River Plate de lá. Vocês devem estar pensando: nossa, ele pegou o mesmo voo que o time do River! Não. Eu peguei o mesmo voo que a torcida do River. Acho que 70% do voo era de torcedores uniformizados, com suas bandeiras, fantasias e tudo mais. Acho que só faltaram os fogos. Os primeiros e os últimos 50 minutos do voo foram como se o time estivesse ali na frente deles. Gritavam, cantavam e as vezes até pulavam para o desespero da tripulação. Sou flamenguista, mas vi uma torcida saudável festejando a classificação do time para o mundial. Não me senti incomodado, uma vez que o resto do voo não se ouvia nem um ronco sequer das centenas ali dormindo. Tudo certo até então. Voo pontual e escala de 4 horas em Dubai também. A Emirates sempre foi um exemplo de cia para mim. Sempre elogiei e tive a certeza de que era a melhor do mundo. Infelizmente, meu pensamento mudou naquelas primeiras 24horas. A Emirates me levou do céu ao inferno em 1 voo. Após ter feito o lanche em Dubai utilizando o voucher que a Emirates havia me dado, já que minha escala era de 4 horas, fui para a fila e embarquei no meu voo em direção a Manila. Deveria chegar em Manila as 16:00hrs do horário local, mas não foi o que aconteceu. As 16:30 o piloto começou a realizar os procedimentos de descida e informou que o atraso era por conta do tráfego intenso em Manila. Até aí OK, sem problemas. Quando o avião embicou para pousar na pista, através da câmera do avião pude perceber que o aeroporto não tinha um porte tão grande como eu esperava. Olhei pela janela e puder ver que mais parecia uma base das forças aéreas do que um aeroporto internacional. Ao pousar, pude ler em um dos hangares (air force airport). Logo depois alguns caças e helicópteros camuflados. A esta altura, os passageiros, 99% filipinos, já estavam num alvoroço total tentando entender o que havia acontecido. Ao estacionar o avião praticamente no meio do pátio do aeroporto, o piloto informou que estávamos no aeroporto de Clark, situado a cerca de 160km de Manila, conforme demonstrava o painel na televisão individual do sistema de entretenimento àquela altura. O piloto informou que havia uma questão meteorológica e uma falha mecânica, mas que o time em solo já estava trabalhando para resolver e que não era para ninguém se levantar. Olhando pelas janelas e pelas câmeras não se via uma alma sequer no pátio do aeroporto. Parecia estarmos num campo abandonado. Só havia o nosso avião parado no meio do pátio e mais nada. Nenhum carro de apoio, nenhum carro de polícia, de carga, de nada. Éramos nós e somente nós ali no pátio naquele momento. Ficamos ali presos dentro do avião parado por mais de 3 horas sem receber mais informações. Aeromoças informavam que iriamos decolar novamente em direção a Manila, mas novamente não foi o que aconteceu. O piloto utilizando o sistema de som da aeronave informou que por legalidade, não poderia mais seguir voo e que deveríamos desembarcar e aguardar novas instruções no terminal do aeroporto. Passados mais 30 minutos, chegaram os ônibus que nos levariam para o terminal. Ao chegar no terminal, mais confusão. Os dois únicos funcionários da Emirates não sabiam o que era para ser feito e ficamos ali por mais cerca de 2 horas. Neste ponto, eu e mais centenas de pessoas já havíamos perdido nossos voos para os outros destinos. Enfim, depois de muita confusão e quase pancadaria entre passageiro e funcionário, fomos orientados a realizar o processo de imigração e pegar nossas bagagens, que em seguida seriamos acomodados em ônibus que nos levariam pra Manila. Fiz o processo de imigração e peguei minha bagagem como tinha que ser feito e entrei no ônibus. O ônibus era estranho, velho e com cortinas esquisitas, mas não houve problemas, tirando o velho que resolveu fumar dentro do ônibus com ar condicionado. Detalhe que ele havia tentado fumar no banheiro do avião também. Neste ônibus foram mais cerca de 2 horas e meia passando por lugares tão horrorosos e pobres, que dava mais medo do que passar na Av. Brasil ou linha vermelha durante a madrugada. Enfim chegamos no aeroporto de Manila. Era para chegarmos as 4 da tarde e chegamos meia noite em ponto depois desta aventura. Ao procurar e falar com duas atendentes da Emirates, expliquei toda a situação. Expliquei que devido ao atraso da Emirates, eu havia perdido um voo, uma reserva no hotel que havia feito, passeios que havia reservado, e dia inteiro das minhas contadas férias. A resposta foi a mesma das duas atendentes chamadas Jenny e Sherlin: não podemos ajudar em nada! Foi essa a resposta que tive da Emirates. Não havia argumento que tirasse outra frase das atendentes. Tirei fotos e resolvi sentar para pensar no que fazer.
       

       
      Dia 15/12/2015
      Naquele momento precisava agilizar minha ida para Boracay onde ficava o hotel e de onde eu deveria pegar meu outro voo já reservado. Ao questionar onde podia comprar uma passagem, fui orientado a ir para o terminal 4 onde ficavam os escritórios (estava no terminal 3). Ok, até eu descobrir que o shuttle entre os terminais não funcionava de madrugada e que eu deveria pegar um taxi. Pegar e pagar um taxi para trocar de terminal gente! Inacreditável! Não tinha outra saída, troquei os dólares por pesos filipinos e saí do aeroporto. Existe uma máfia de taxistas por lá. Fui cobrado em 200 pesos (cerca de 18 reais) para ir de um terminal para outro. Após chorar muito, consegui pela metade do preço. Chegando ao terminal 4, descobri que os escritórios das cias, nada mais eram que casinhas, tipo cabanas que funcionavam apenas durante o dia. E agora? Não podia esperar até as 7 da manhã na rua com risco de não conseguir voo para o mesmo dia. Perguntei ao segurança o que podia fazer e ele gentilmente me acompanhou durante uma caminhada de 5min até uma agência de turismo 24hrs. Chegando lá, por volta de 2 da manhã, questionei por uma passagem e fui informado que a primeira seria as 11 da manhã. Eu não tinha outra saída, e aceitei mesmo sabendo que o preço era muito superior ao que eu tinha pago na passagem original que havia perdido. Tive que trocar mais dólares e fui praticamente roubado com a cotação que eles fizeram. Mais uma vez não tinha o que fazer. Comprei a passagem e fui para a guerra com os taxistas para retornar ao terminal de embarque. Quando cheguei, já cerca de 2 e meia da manhã, já estava destruído de cansado . O último lanche oferecido pela Emirates havia sido as 3 da tarde. Fiz um lanche no McDonalds, uma das lanchonetes abertas, e deitei no chão para descansar, assim como muita gente ali também. Acho que desmaiei por umas duas horas ali no chão frio do aeroporto. Ao acordar, parecendo ter saído de um liquidificador, fui fazer outro lanche e despachar a mala. Esperei até as 6 da manhã para fazer o checkin. Despachei a mala e fui dar uma volta pelo aeroporto quando me deparei com o "hotel" dentro do aeroporto. Dizia disponibilizar camas no estilo cápsula por 1000 pesos. No estado que me encontrava, não pensei duas vezes. Acabei surpreendido. Uma excelente cama, com café da manhã simples, mas muito gostoso e chuveiro com shampoo, sabão, pasta e escova de dente de graça. Foi o que me salvou ali naquela hora. Descansei por 2 horas e tomei um banho para tirar a cara de quem não dormia a mais de 40 horas. 10hrs da manhã! Hora de pegar meu próximo voo para Kalibo estimado para embarcar as 10:25. Quem dera! Chegando ao gate designado descubro que o voo está atrasado e não tem previsão para decolar. Essa hora o tumulto era louco, mas fazer o quê? Resta esperar. Embarquei depois de cerca de 20min de atraso e o tempo estava péssimo. Muita chuva e nuvens pretas. O voo durou cerca de 1 hora de muita turbulência por causa do tempo e mesmo bastante acabado, consegui dormir só metade do voo. O aeroporto de Kalibo é um ovo. Me lembrou muito o de Koh Samui na Tailândia. Tinha apenas uma esteira de bagagem e não possui pista para taxi do avião. Como o destino era Boracay, a missão era pegar um ônibus para o porto de Caticlan e depois a balsa para Boracay. A empresa mais conhecida e que oferece o melhor serviço é a Southwest. O melhor é optar pelo serviço door to door, que inclui ônibus até o porto, balsa com as taxas e um taxi até o seu hotel se for entre as estacoes 1 e 3 da ilha. A Southwest tem parceria com a Airasia e a Cebu Pacific, portanto veja com a cia o pacote ou faça a reserva diretamente no site da Southwest. Se não me engano custa por volta de 600php. Como havia perdido meu voo graças ao atraso da Emirates, não fiz reserva e acabei tendo outra surpresa. Saindo do desembarque não tem como errar. Se você não vir as empresas que fazem o translado, elas vão te ver. Ficam bem em frente. Fui até a southwest e não haviam mais tickets por "problemas administrativos na barca". Tive que optar pela empresa vizinha. Acabei pagando 250 php por uma van com um motorista muito doido que dirigia a mil na estrada molhada. Esse preço incluía a barca também. Foram exatas 1 hora e 40min de van até o porto de Caticlan onde embarquei no que os filipinos chamam de banka. Um céu preto dominava a tarde e uns pingos de chuva caíam de vez em quando. Não mais que 10minutos são suficientes para você atravessar de Caticlan para Boracay. Se você reservou o serviço door to door, você já deve ter seu taxi/van pronto para te deixar na porta do hotel. No meu caso, tive que ir caçar um meio barato de chegar ao hotel. Sabia que o meio mais econômico seria de triciclo, que ficam a 1 minuto do porto. Basta seguir a única rua que tem em frente ao porto. Para o meu hotel que ficava na estação 2 da ilha, me cobraram 150php para uma ida particular. Claro que achei caro e questionei se havia um jeito mais barato. Me indicaram um triciclo um pouco maior, e que você devia esperar ele encher para então partir. Outro ponto é que ele vai deixando as pessoas nos seus hotéis e pegando outras pelo caminho. Como me custou 20php, achei um bom negócio. Fiquei hospedado no Seabird hotel, cujo qual já havia perdido uma diária por conta do atraso da Emirates. Torci para não ter perdido a reserva e ter sofrido no show. Por sorte, ou falta de hóspedes mesmo, minha reserva estava de pé e fui recebido com um suco bem gelado e um quarto com ar condicionado a 1 minuto andando da praia. Considerei um excelente negócio. Quarto com cama de casal, banheiro privativo com shampoo e sabonete, ar condicionado e até um frigobar. Cheguei no hotel as 16hrs e não havia ido para a famosa White Sand Beach ainda. Minha primeira impressão foi péssima sobre o lugar. A ilha como um todo é imunda, com triciclos demais, obras e muita confusão. Não era essa impressão que tinha de Boracay e das Filipinas, podia dizer naquela altura. O que eu precisava naquela hora era de um banho e de descanso, afinal já faziam 50 horas viajando. Tomei um banho e pensei em fazer um lanche, dormir umas 3 horas e depois sair para jantar e conhecer a vida noturna de Boracay. Meu hotel ficava a cerca de 2 minutos do Dmall, um conjunto de lojas e restaurantes muito conhecido por onde pode se encontrar comida de vários tipos e lojas de souvenir. Queria comer rápido e voltar para descansar, então optei por um sanduiche no estilo subway. 6 inches do pão que você quiser com os ingredientes q você quiser. Paguei 165php e a atendente me perguntou qual ingredientes eu queria. A resposta foi curta: all of them. Minha intenção era comer ali mesmo para aproveitar e ver o movimento do lugar, mas como o sanduba veio todo embalado, fui direto para o hotel e resolvi comer no quarto. Pronto, alimentado eu estava, de banho tomado, no ar condicionado pronto para dormir. Botei o despertador para tocar as 22:30 e apaguei na cama. O que aconteceu? Acordei as 5:30 da manhã! Não acordei para jantar e nem ouvi o despertador. Fiquei puto! Queria mesmo sair para ver a noite na ilha, mas enfim.
       







       
      Dia16/12/2015
      O café da manhã é servido a partir das 6:15, então fui andando para a White Sand Beach. Como eram 6 da manhã, ainda tinham resquícios de bêbados perambulando e alguns travecos tentando faturar seus últimos clientes. O sol nasce do lado oposto da ilha, então não estava totalmente claro ainda e a areia não aparentava ser tão branca quanto sugere o nome. Voltei para o hotel e fui direto ao salão de comida. Quando cheguei ao salão de refeição, não havia nada de comida. Nada para servir. Quando perguntei sobre o café, o atendente me passou o cardápio com os preços. Fiquei pensativo durante um tempo achando que o café que dizia estar incluído no site que usei para reservar tinha que ser pago. Perguntei e me explicaram que como eu era hóspede, eu poderia escolher um "combo" que seria for free. Ok, fui logo no mais caro e completo American breakfast. 2 fatias de pão consideráveis, manteiga, geleia, omelete pequeno, salsicha super apimentada e um tea(chá) quente. Algumas coisas podem ser substituídas, como pão por sucrilhos e o chá por café ou chocolate. Eu era o único ali tomando café. Fiz minha refeição com calma dando notícia aos familiares usando o wifi que era disponível ali também. Voltei para o quarto, e rapidamente peguei minha câmera e sai para fazer um tour pela praia. Meu roteiro era de 2, 5 dias em Boracay, mas por conta do problema com a Emirates acabei tendo só aquela manhã para aproveitar Boracay. Havia reservado o day trip para o Ariels point que acho que seria o melhor a fazer na ilha, mas tive que cancelar por não ter tempo suficiente. Meu voo para Cebu partia as 16:20 de Caticlan. Eram 8 da manhã e o checkout era 12:00 e tinha que seguir para o aeroporto no máximo as 13:00. Resolvi andar pela praia toda e ver o que havia de interessante e aproveitar. Estava meio nublado, mas não chovia ainda. Fui até o extremo da praia, passando pela passarela e cheguei a praia de Diniwid. Nada demais. Pequena e sem sal, não vale a visita na minha visão. Resolvi voltar e vi ao longe a chuva chegar. Não era uma chuva! Era praticamente um tufão! Protegido em um dos hotéis de beira de praia, esperei cerca de 1 hora para a chuva passar e poder sair. Realmente era um tufão pelas notícias que vi nos dias seguintes. Passei pela famosa Willy’s Rock localizada no centro da praia e segui em frente. Depois de algum tempo o sol até que resolveu dar o ar da graça, mas foi bem rápido, coisa de 5 minutos. Tinha vontade de fazer o parasail, ou windsurf, ou sup, mas as condições impediam de qualquer coisa do tipo. Ventava demais e o mar estava super agitado. Haviam pequenas marolas na praia, que costuma parecer uma lagoa pelas fotos que havia visto. Depois de caminhar bastante e ver aquelas figuras asiáticas pela praia, voltei e fui em direção ao Dmall novamente. Queria fazer um lanche e comprar algumas lembranças. Fui direto na lanchonete Monkey para tomar uma vitamina de mamão com banana. Faço vitamina de mamão com banana praticamente todo dia para mim, mas essa tinha um gosto diferente. Muito boa! Valeu a pena pagar 90php. Procurei algumas coisas, mas as lojas vendiam as mesmas coisas. Não sei por que isso!! Era tudo igual. Ímãs de geladeira, chaveiro, camisas e alguns quadrinhos bem feios. Comprei o ímã com abridor de latas para um amigo o trabalho (100php), meu copo de shot (100php) e 7 garrafinhas com a areia de lá escrito o nome da ilha (100php). Reparou que tudo lá custa 100php? Toda vez que perguntava o preço, a resposta era a mesma: an hundred (one hundred). Depois de rodar as ruas todas, tomei um thai iced cofee que é mega gostoso por 90Php e voltei para o hotel. Tomei um banho (gelaaaaaaaado..o chuveiro tinha dado problema e não esquentava de jeito nenhum), arrumei a mala e fui para o checkout. Na recepção, informei que queria comprar o transfer para o aeroporto que incluía um taxi para o porto, a balsa para a outra ilha e mais um taxi para ao aeroporto. A recepcionista fez uma ligação e após uns instantes disse que não poderia vender porque o horário de pickup estava muito próximo. Eram 12:20 e o horário de pickup era 13:00! Não entendi e também não quis questionar nada, até porque, como sempre, achei caro o preço que o hotel cobrava (370php). Acabei fazendo tudo por conta própria. Fui para a rua principal, peguei o triciclo elétrico parador por 20php, paguei o barco até a outra ilha que me custou 55php (barca mais fee) e outros 50php para o triciclo até o aeroporto de Caticlan. Até hoje não sei como paguei só 55php, se só a taxa da ilha custa 100php. Do porto até o aeroporto de Caticlan são cerca de 5min de triciclo. Cheguei no aeroporto as 14:00 em ponto. Fiz o percurso por conta própria e com certeza foi mais rápido e mais barato. O aeroporto de Caticlan é menor que o de Kalibo. Acho que um cinema é maior que ele. Ele só tem voos de duas cia locais e operam normalmente com aviões de hélice. Eu estava morrendo de fome e como só haviam 3 lojas que vendiam comida, a coisa mais saudável e que poderia me encher mais, era uma imitação não sei de onde do conhecido cup noodles. Meu Deus! Pra q? Era pimenta pura! Sei que sou muito fraco para pimenta, mas aquele noodle tava foda. Em 5min comi tudo. A boca ardia tanto que tinha que pegar algo pra beber. Pedi um shake chamado oreo smoothie. Pqp, q coisa gostosa! 175php. Carinho né? Tudo pra mim é caro. Como havia um tufão rodando pelas ilhas das Filipinas, óbvio que meu voo atrasou. Queria muito viajar num avião de hélices, mas não precisava ser com esse tempo né? Um tufão rodando por ali não era a melhor notícia para saber naquele dia. Com 1 hora de atraso, embarquei e dormi os 55min inteiros de voo. Cheguei em Cebu as 18:00 e havia marcado com 2 amigos para continuar a viagem. Eles chegariam as 22:00, e no salão de desembarque não havia restaurante. Sai do salão e achei do outro lado do aeroporto um café que serviu um arroz, frango, alface e um tea por 150php. Na volta para o salão de desembarque óbvio que tinha q ter algum problema. Como eu havia saído, não podia mais entrar. Enfim, fiquei puto e não achei um lugar dentro do aeroporto onde podia ver o status dos voos que estavam chegando. Até ali, tudo tinha sido confuso e ajuda nunca vem de graça por lá. Acabei indo para o setor de embarque e ali deitei num dos bancos para esperar o Daniel e a Patrícia. Eram cerca de 6 e pouca da noite e o voo deles chegaria as 22:00. Claro que o voo deles atrasou também, e bastante. Chegou depois de meia noite. Depois de recepciona-los, recebi o mesmo feedback deles sobre os translados e o lugar até então: sujo, feio e muito confuso. Nosso hotel ficava em Oslob, e não no centro de Cebu como a grande maioria dos turistas acaba escolhendo. Achei que não fazia sentido ficar em Cebu City, quando todas atrações ficavam no sul da ilha. O jeito mais econômico de se chegar em Oslob é pegando um taxi até o terminal de ônibus sul, e depois pegar um ônibus para Oslob. O taxi não deve custar mais de 450php e o ônibus 200php. Como era de madrugada e éramos três, acabamos optando por pegar um taxi direto para Oslob e pagando 3000php tudo. Deu 1000php para cada numa viagem de cerca de 2 horas e meia passando por um Mcdonalds no caminho pra matar a fome. Bigmac, com tea e batata, 162php. Chegamos no hotel as 3:30 da manhã e vimos que realmente era muito longe do centro. Não havia nada por lá. Era o hotel e uns casebres com algumas lojinhas de interior do interior de interior. Bom, fomos dormir pois nosso primeiro desafio seria acordar menos de 2hrs depois para seguir o roteiro e ir ao mergulho com o tubarão baleia.
       











       
      Dia 17/12/2015
      Acordamos as 5:30 e fomos tomar café. Nosso hotel era um destaque por lá. Único prédio da região e de frente para a praia. Estava super feliz com a escolha. O café foi de frente para a praia e no estilo americano. Pão, manteiga, geleia, presunto ou bacon, omelete e bebida a escolha. Saímos rápido para trocar dólares por php e rapidamente procuramos um transporte para as baleias que ficava a cerca de 10km dali. Perguntamos sobre uma van (ou jeepenee) e a resposta foi inesperada. Custava 10php para nos levar lá. Menos de 1 real! Isso foi surpresa, já que achei barato. Como as baleias costumam ir embora cedo optamos por ir de triciclo que era mais rápido e pagamos 30php cada. Chegando no local onde as baleias são alimentadas, pagamos 1100php (1000 mais 100 de taxa) e mais 50php para alugar os fins. Você tem um breve briefing e pega um barco que te leva a cerca de 200 metros da praia, onde ficam as baleias. Show! Muito legal, mas é meio complicado pois tem muito barco e muita gente. Vc vai bater com a cabeça no barco alguma vez, é quase inevitável. Hahaha. Cuidado com as águas vivas, tem bastante. O passeio dura apenas 30min, e voa. Não esqueça do chinelo, pois a praia é cheia de pedras. Existe o pacote para mergulhar com cilindro mas acho que não seja vantagem, já que as baleias ficam na superfície para comer os plânctons dados pelos barcos. O passeio é muito show mesmo, vale a pena cada centavo. Como eram 9 da manhã ainda, resolvemos ir direto conhecer a Tumalog Falls. Na saída das baleias haviam os triciclos parados (tem em todos os lugares) e fechamos a ida para a Tumalog e volta pro hotel por 170php cada um. Para nossa surpresa, não era triciclo e sim moto! Os triciclos não fazem o caminho para Tumalog pois é muito íngreme. Pegamos a moto, eu como carona em uma e o Daniel e a Paty na carona da outra (sim, 3 em uma moto só) e fomos pra lá. Foram menos de 10min quando chegamos na entrada da cachoeira. Mais 20php de fee para entrar e outra surpresa. Da entrada até a cacheira em si são cerca de 500m de pura ladeira! Tem outras motos oferecendo o translado, mas nem perguntei o preço pq achei ridículo isso. Já paguei a moto até lá e não iria pagar mais nada para andar 500m, sendo que eram as mesmas motos. Fomos andando e chegamos em menos de 10min. Muito tranquilo mesmo ir andando. Eh ladeira, mas qualquer um sobe aquilo, ainda mais por ser asfaltado. A cachoeira é bonita, e olha que não gosto de cachoeiras. Tiramos algumas fotos e ficamos por ali durante uns 40min. Havia um grupo de cerca de 4 pessoas falando português, únicos até então que havia visto, e um dos raros turistas não asiáticos de olho pequeno. Nem entrei na água porque detesto água gelada. Detesto mesmo! Subimos a ladeira de volta e pegamos a moto de volta pro hotel. Eram 11 da manhã! Não acreditávamos que era tão cedo ainda. Como nos relatos que havia lido, todos ficavam no centro de Cebu, que fica a 2 horas dali, os passeios se tornavam longos pelo translado. Mas no nosso caso foi rápido até demais. Chegando no hotel, reparamos que havia um caiaque e um sup de graça para usar. Não pensei duas vezes e lá fomos nos pra água de novo. Simplesmente foda a água na frente do hotel. NINGUÉM mergulhando por lá. Acho q as fotos dizem por si só como foi bom ficar ali naquele hotel. Ficamos 1 hora remando e voltamos para almoçar. Fome era o q a gente sentia naquela hora. Pedimos arroz com frango, batatas, coca e água e a conta deu 900php no final para todos. Não tinha quase nada de frango no prato mas era o que tinha ali na hora. Voltamos pro quarto pra descansar um pouco e vendo as fotos que tiramos na água, resolvemos voltar pra água novamente e aproveitar mais. Ficamos lá até o pôr do sol e saímos da área da piscina já era quase noite. Subimos e fomos tomar banho. Todo hotel tem algum problema né? O da vez foi a água que acabou. Falamos com a atendente na recepção e foi resolvido até que bem rápido. Tomamos banho e apagamos. Sim, dormimos as 7 da noite e nossa última refeição havia sido o almoço. Péssimo, mas o sono foi mais forte. Não façam isso. Bebam muita água (de garrafa) e comam sempre q der.
       
















       
      Dia 18/12/2015
      Acordamos as 6 da manhã e o tempo parecia estar meio nublado. Detalhe para os galos. Pelamor! Tem muito galo nessa região e eles gritam o dia todo. Acordei várias vezes na madruga com eles gritando. Tem galos espalhados por tudo quanto é quanto. Galos, galos e mais galos. Talvez pra briga de galo. Será? Esqueci de perguntar isso lá. Descemos para tomar café da manhã, e escolhi de novo o tradicional american breakfast. Resolvemos aproveitar que não estava chovendo ainda e ir fazer o canyoneering. Saímos do hotel, e na avenida principal encontramos com o mesmo motorista que nos atendeu no dia anterior. Novamente muito prestativo, disse que aquele dia já ia atender outro turista mas nos mostrou um amigo que nos atenderia. Fechamos o pacote ali mesmo. Transporte+guia+equipamentos por 1300php cada pessoa. Foi 1 hora e meia de triciclo sofrida. Chegamos a uma casinha onde nos encontramos com o nosso guia. Dessa vez não houve surpresas. Realmente tudo estava incluído. Não pagamos nenhuma taxa nem adicional por nada. Subimos em motos q nos levaram até o ponto de partida que demorou mais cerca de 5minutos. Canyoneering se trata descer a pé o rio, dentro do rio, nadando, pulando, deslizando e tudo mais q quiser. Logo de cara, você já começa saltando de uma pequena altura. Isso se repete por algumas vezes. Recomendo muito este passeio. O lugar é impressionante. Pura natureza perfeita. O passeio todo é feito em águas cristalinas azuladas. Saltos pequenos e mais altos podem ser feitos durante todo o percurso. Os maiores saltos, e pra mim os melhores, são opcionais. Fiz todos os que pude. Foram 3 pulos de cerca de 15pés e o ultimo de cerca de 17pés. É MUITO alto, mas é demais. Pula sem medo que vale a emoção. São cerca de 8km que fizemos em cerca de quase 3 horas. O melhor do passeio? Ele termina na Kawasan Falls! Achei o passeio muito mais bonito que a cachoeira q tem mais fama. Façam com certeza esse passeio. Fiquei extasiado com o passeio. Chegando na Kawasan Falls, aproveite e vá nadando até a queda de água pra ver a força que ela tem. Se preferir, os locais podem te levar sobre jangadas de bamboo até a queda por 200php por pessoa. Se vc sair de Cebu, será um passeio de um dia inteiro. Voltamos ao hotel por volta de 5 da tarde e tomamos banho correndo para comer alguma coisa já q nossa única refeição havia sido o café da manhã. Lembrem de levar comida nos passeios por Cebu. Saímos já no dinal da tarde e achamos uma placa que dizia hambúrguer e cheeseburguer por 33pesos e ainda em promoção pague 1 leve 2. Estava muito estranho esse preço, mas resolvemos arriscar. A fome era tanta e o nome cheeseburguer encheu nosso olhos q fomos lá. Pra quê? Um pão pequeno e uma carne micro com gosto esquisito, q ficamos achando q era de cachorro. Ble...muito ruim mesmo. Acompanhando, tbm muuuito ruim um lipton de limão. Cara, eu adoro iced tea, mas esse era uma coisa terrível. Como já era noite e não havia nada pra fazer por lá, voltamos pro hotel e ficamos baixando as fotos da câmera. Não deu outra e acabamos dormindo as 8 da noite. Acho q o principal motivo da maioria em massa dos turistas não se hospedar em Oslob é que realmente não tem nada. Imagina uma rua com cerca de 2 padarias q só vendem pão, um mercadinho q vende uns biscoitos estranhos e um frango de padaria. Ah, tem uma casa de câmbio que para surpresa tinha um ótimo cambio. Era isso. Nada de bar, nada de restaurante, pub, shopping. Era só isso.
       













       
      Dia 19/12/2015
      Acordamos as 5 da manhã e nos deparamos com um tempo péssimo. Chuva, vento e trovões eram o cenário daquela manhã. Esperamos até as 7 horas e descemos para o café. Pedi um filipino breakfast. Arroz, tocino, ovo e suco de laranja que parecia manga. Acho q não tem nenhuma opção de café sem gordura. Ou é um apresuntado pingando gordura, ou bacon, ou tocino ou alguma outra coisa gordurosa. Ficamos um bom tempo no hall de café, que ficava de frente pra praia, conversando e vendo a tempestade cair. Não estou falando de chuvisco não, era chuuuuva mesmo. Não tinha o q fazer. Seria o tufão dando as caras de novo? Aproveitei para atualizar o relato também
      Ficamos no quarto o resto da manhã e saímos para comer as 3 da tarde. Parecia q o tempo começava a melhorar. Perguntamos ao nosso motorista oficial, que por mais engraçado q seja ele estava sempre ali nos esperando, onde que ficava o restaurante Chez Tonton, cuja avaliação estava boa no tripadvisor. Ele nos disse q ficava um pouco distante dali e que podíamos ir num restaurante parecido a poucos metros dali. Que show foi isso! Ele podia ter nos levado e ganhado uma grana, mas não. Indicou outro restaurante ali perto. E ainda bem q ele deu a dica. O "restaurante" servia pizza e crepe. DK ou VK acho que era o nome do lugar. Cerca de 6m2 com 3 mesas quase uma encostando na outra. A atendente prontamente nos atendeu perfeitamente. Pedimos 2 pizzas, peperoni e margarita e estava excelente. Cada uma por 280php e um tea pra acompanhar. No final é claro, a Patrícia sempre fechando comigo em pedir uma banana split. Com uma bola de sorvete roxo no meio estava muito boa também. De q era o sorvete roxo? Inhame! Hahahahah..sorvete de inhame roxo! E um milkshake de chocolate pra acompanhar. Almoço super saudável. Pizza, sorvete e milkshake. A Patrícia ainda pediu outra banana split e comeu tudo sozinha!! Hahaha..e ainda tinha wifi no restaurante. Detalhe q acho q não tinha ketchup lá. Quando pedimos, a atendente/dona do lugar saiu correndo e foi no mercado rapidinho comprar pra gente..hahaha.. Bom, depois de matar a fome, sabendo q o resto do dia ia ser longo dentro do hotel sem poder fazer muita coisa, passei na vendinha que tinha do lado e comprei um saquinho de amendoim, um biscoito oreo(tinha oreo pra minha surpresa), uma barrinha de caramelo e uma garrafinha de água por 88php tudo. O resto do dia foi dentro do quarto. Ahhh, chegou um grupo de asiáticos que nos perturbou demaaaais. Gritavam, cantavam, corriam, batiam a porta milhaaaaares de vezes...ahhh, q raiva q deu . Era nossa última noite ali, e precisávamos arrumar a mala e providenciar nosso transporte de volta para o aeroporto. Nosso voo partia as 13:00. A preguiça bateu forte e acabamos que dormimos sem arrumar mala nenhuma. Nossa ideia era acordar beeem cedo e ainda tentar fazer uma sessão de whale shark antes de ir embora. Nosso dia foi morto por causa do temporal. Nenhum passeio estava aberto. Quando planejo viagem, quando possível, boto um dia extra pra casos como esse. Nunca se sabe se vai pegar um tornado, ou se o seu voo vai atrasar.
       

       
      Dia 20/12/2015
      Acordamos bem cedo, mesmo sem despertador, já q havíamos dormido o dia anterior todo. Fomos para a varanda checar as condições e lá estava um brasileiro que havia chegado na noite anterior e que iria fazer o passeio do whale shark também. Ele nos avisou que no dia anterior havia demorado 5hrs do aeroporto até o hotel. Como nosso voo era as 13:30, na mesma hora abortamos a ideia do whale shark, até porque o mar estava bem agitado e não parecia ter uma visibilidade muito boa. Descemos para tomar café as 6 da manhã e tiramos mais algumas fotos enquanto o brasileiro e mais 2 amigos saíam para fazer o passeio deles. Após terminar nosso café, subimos e arrumamos as malas rápido e descemos para fazer o checkout. Nesse momento encontramos com os brasileiros voltando e disseram que não estava rolando o whale shark por causa do mar agitado. Ainda bem q abortamos! Fizemos o checkout e fomos pra mais uma jornada de translado. O hotel ofereceu uma van por 5000php até o aeroporto. Caro! Obvio q achei caro! Fomos para a avenida principal pois sabíamos q ali passava um ônibus até o terminal rodoviário de Cebu City, e de lá deveríamos pegar um taxi até o aeroporto. Infelizmente não demos sorte e acabamos pegando um busão sem ar condicionado. 140php por pessoa e parecia cena de filme. Aquele ônibus velho, com várias pessoas estranhas dentro. Até galinha tinha! Tinha um galo q de vez em quando soltava um grito. Foram 3:40 horas de viagem insuportáveis. Queimei meu braço com o sol que fazia aquele dia. Um trânsito infernal, muita pobreza e sujeira. Minha distração, enquanto secava o suor e me ajeitava no banco, era contar os galos q via pelo caminho. Parei no centésimo com menos de 20min. Não aguentava mais aquele ônibus. Parecia cena de filme mesmo. Para evitar isso, basta pegar o busão com ar condicionado. O intervalo entre os ônibus durante o dia é bem rápido. Acredito que seja cerca de 20 minutos. Chegamos no terminal e imediatamente achamos um taxi com taxímetro. Achamos estranho pois o taxista aceitou muito fácil. Enfim, esse trecho foi tranquilo. Mais 20min de taxi, 230php e chegamos no aeroporto de Cebu, na ilha Mactan, cidade de Lapu Lapu. Checkin feito, comemos um hot dog e é claro, um dunkin donuts também. Fechei logo meia dúzia de donuts por 170php e guardei pra viagem. Após ter visto que o portão de embarque havia sido alterado, embarcamos sem maiores problemas e decolamos num voo tradicional low cost, sem nem uma gota de água servida. Foram cerca de 60min até o pouso no aeroporto de PP. Como tinha q ter algum problema, parece q houve alguma falha elétrica no avião e ficamos no pátio por cerca de 15 ou 20min dentro do avião. Td bem, depois daquele ônibus infernal, o avião era uma cama praticamente. O aeroporto de PP é do jeito q eu gosto, bem pequeno e bem simples. Pegamos a mala e seguimos pra nossa jornada até El Nido. Na saída existem algumas empresas que oferecem o serviço de translado pra El Nido de van, mas vale a pena ver o ônibus que é bem mais confortável. O preço seria o mesmo, mas chegamos na loja ao lado do aeroporto pra fechar a van para El Nido com a empresa Ayen transport. O custo seria muito igual ao do ônibus, porém não precisaríamos pegar um taxi até a rodoviária. O agente informou que o preço seria de 500php por pessoa, o serviço seria door to door, inclusive perguntou qual era o nosso hotel e que a van estava saindo naquela hora. Porra nenhuma! TUDO mentira. Fechamos acreditando naquelas informações e entramos na van. Ela parou em um restaurante a 2 minutos dali e o motorista pediu para que saíssemos da van para pagar o translado. Enquanto pagávamos ele tirou todas as malas da van, o que foi muito estranho. Depois de pagarmos ele disse q poderíamos comer alguma coisa no restaurante e q iriamos sair em 15 ou 20min. Ok, essa passou, mas o problema foi q esperamos 1:30 hora ali. Primeiro ele disse q outros clientes que já tinham reservado estavam presos no aeroporto por causa de voo atrasado, depois ele não conseguiu colocar a prancha de um dos clientes na van. Ou seja, a van que estava saindo na hora, saiu quase 2 horas depois. Depois de já perder a paciência, o motorista saiu e pegamos um transito de louco. Acho que ficamos 30min para andar menos 1km. A cidade estava uma loucura. Era domingo e parecia q todo mundo estava na rua. Impossível aquilo ser rotineiro. Bom, por incrível que pareça o motorista parou a van no borracheiro e fez alguma coisa no pneu que não deu pra ver direito. Ficamos ali parados uns 10min. Saímos e logo em seguida paramos no posto de gasolina para ele abastecer e o povo tirar dinheiro, já que disseram que em El Nido não tem atm (não confirmei isso). Mais cerca de 15min parados e pegamos a estrada. Que coisa horrível! Muito sinuosa, cheia de relevos e armadilhas. Muito ruim pegar aquela estrada. A van foi sacudindo durante todo o translado. Ninguém dormiu nada e o motorista ainda dirigiu igual um louco. Foram 5:30 horas de viagem com uma parada no meio do caminho para banheiro e alguns snacks se quiser comprar. A estrada tem trechos de terra batida e cheia de buracos sem sinalização alguma. Esse é o caminho pra cidade mais procurada da região de Palawan? A maior surpresa ainda estava por vir. Chegando em El Nido, o motorista parou a van no centro da cidade e disse q ali era o ponto final. Na mesma hora indagamos sobre o fato de termos fechado o door to door. Pronto! Começou a confusão. O motorista queria, em conjunto com os "amigos" dele motoristas de tuktuk da cidade, que pagássemos mais 100php para nos levar para o hotel. Ficamos discutindo cerca de 20min até eu pedir para ele ligar pro chefe dele e resolver a situação. No final ele nos deixou no hotel. Nãooo fechem nada com a Ayen Transport. Acho q por isso vale a pena pegar o busão. Tem horário fixo e não tem surpresas. Chegamos no hotel big Creek Mansion e rimos na hora em que saímos da van. A entrada é péssima. Parece um prédio em ruinas. Na verdade estava em obra, mas por dentro ele é arrumadinho. Como todo hotel seu problema, logo no primeiro minuto entrei no banheiro para tomar banho e dei de cara com uma barata que parecia um alien. Serio! Aquilo era um monstro..hahaha..o café da manhã vc escolhe na noite anterior e a hora que quer q ele seja servido.
       


       
      Dia 21/12/2015
      Acordamos as 7 sem despertador nem nada, já q estávamos com o horário meio maluco. O café da manhã foi o tradicional american breakfast. Satisfatório, mas gordurosoooooo. Todas as atrações da ilha são distribuídas em tours. Existe o tour A, B, C, D e E. As atrações do tour E podem ser feitas separadamente, mas se tiver tempo, acho q vale muito. O tour C é o melhor, depois vem o A. NÃO façam o tour D e o B. Its a crap. Cavernas e praias normais só para enganar turista. O tour E, na verdade acho q vale pelo cliff e pelo zipline, que podem ser feitos individualmente contratando guia. O tour A eh FODA e o tour C é FODÁSTICO. Pqp, que praias e que lugares de mergulho. Eu adoro mergulhar, e em algumas praias a água estava cristalina com visibilidade excelente. Naquele dia, começamos pelo tour A. Fechamos o tour pelo próprio hotel mesmo. NÃO fechem nenhum tour pela internet. Eh engana turista pq o preço é sempre menor se reservar lá no local. Fechamos todos os tours por 200php a menos cada. Logo após o café, a recepcionista veio nos avisar que nosso guia estava nos esperando já na porta do hotel. Excelente. Bom já deixar tudo pronto pra esses casos. O q levar num passeio? Primeiramente, uma mochila a prova de agua. Vc vai molhar mt provavelmente. Sugiro comprar snorkel e máscara. O preço q vai pagar pra alugar em todos os passeios é quase o de comprar um no BR. Melhor pq vc tem o seu equipamento. Mais higiênico e vc pode comprar um equipamento de melhor qualidade. Sugestão de marca, Seasub. Outra coisa, COMPREM sapatilha de mergulho. Vcs vão saber pq mais pra frente. Toalha eu comprei uma na Decathlon que quando dobrada é mínima. Vale a pena e custa menos de 30 reais. Protetor solar a prova de agua, e óculos escuros. Bom, encontramos com o nosso guia e ele nos colocou num triciclo q nos levaria até a empresa de turismo. Depois de andar cerca de 10min até a empresa(El Nido é um ovo, dá pra fazer tudo andando), tinha q ter uma tentativa de rolo. O motorista nos cobrou essa viagem. Claro q não pagamos! O preço do passeio já inclui tudo. No primeiro passeio vc paga 200php de fee e não precisa pagar nos demais dias. Esperamos alguns poucos minutos e fomos guiados andando até o barco. Logo de cara vc já se molha, pq o barco não fica num píer ou na beira da praia. Vc tem q andar um bocado na água até chegar ao barco e a água chega na cintura ou até mais. A praia de onde saem os barcos é imuuuunda de manhã. A maré baixa mostra todo o lixo que está ali. Subimos no barco e tradicionalmente, já posso falar isso, tivemos que esperar. Eles estavam buscando mais clientes e foram buscar a comida também. A empresa era a Alexzus. Foi tudo tranquilo, então recomendo. O tour A tem as seguintes paradas.
       
      Small Lagoon
      Big Lagoon
      Secret Lagoon
      Simizu Island
      Entulala Island
       
      Almoço espetacular no barco na Simizu Island. Demais! As vezes vc não acredita que está num lugar daqueles. Como era o primeiro dia em tour e não achava que ia pegar muitos corais, acabei que não levei a sapatilha. Olha o que aconteceu! Na última parada, que foi a big lagoon, precisamos nadar até chegar a lagoa em si e logo quando saltei do barco, acabei chutando sem querer um coral no fundo do mar. Acreditem, perto dos machucados que vi do pessoal que fazia os passeios, o meu foi muito tranquilo. Por isso que insisto nesse ponto da sapatilha. Com certeza ela me salvou diversas vezes nos outros dias. Voltamos para o hotel, lavei o machucado q parecia ser feio e jantamos no Atmosphere. Uma boooosta. Atendente não sabe falar quase nada, a pizza é de outro lugar e o ambiente estava horrível. Uma música aos berros tocando bells de natal nos atormentou o jantar todo também. A essa altura o machucado já incomodava um pouco e assim ficou durante o resto da viagem, mas nada que me impediu de fazer qualquer coisa. Voltamos, agendamos o Tour C para o dia seguinte e dormimos de imediato, depois é claro de escolher nosso café da manhã do dia seguinte.
       











       
      Dia 22/12/2015
      Acordamos de madrugada com o ar condicionado desligado. Sim, ele desligou sozinho na madruga. Vai entender. Ainda bem que não fazia tanto calor e o ventilador deu conta do recado sem problema. Levantamos e tomamos nosso tradicional café da manhã, só que pedimos também um hot dog que tinha uma linguiça esquisita demais. Tinha uma gosma no meio da salsicha muito sinistra. Mal tínhamos tomado o café e a recepcionista nos avisou q nosso guia já estava esperando. Pegamos as coisas rapidamente e fomos pra entrada do hotel. Pegamos o triciclo e depois fomos andando até o barco junto com o nosso guia. Naquele dia fizemos o tour C, the best one. Sensacional Mother fucker!!!!
       
      Star Beach
      Secret Beach
      Matinloc Shrine
      Hidden Beach
      Helicopter Island
       
      Fiz o tempo todo de sapatilha. Muuuuita gente machucada por causa dos corais. Voltamos um pouco mais cedo esse dia. Cerca de 5 da tarde estávamos chegando em El Nido novamente completamente felizes com o passeio mais que perfeito. Quando chegamos no hotel e abrimos a porta, o ar condicionado estava ligado e o quarto congelado. Ele ligou sozinho durante o dia. Ngm arrumou o quarto nenhum dia em nenhum hotel nessa viagem. Mas o pior foi saber que deixei o carregador do celular e o carregador de baterias da minha gopro na tomada e nenhum deles funcionava mais. Provavelmente algum pico de luz queimou meus carregadores...Fuckkk! Ficar sem gopro não dá!! É como ficar sem carteira e dinheiro. Vc não faz nada..rsrsrs. Ainda bem q a Patrícia e o Daniel tinham cabos que funcionavam pra minha câmera ser carregada também. Tomamos banho e fomos no restaurante Lucky Alofa. Recomeeeeeendo demais. Pedi o maior sanduba q eles tinham. 400g de hambúrguer com queijo, bacon e a coisa toda, acompanhado de potatos fries. Q demais! Experimentei a cerveja red horse também. O wifi eh fraquíssimo, mas a comida é sensacional. O sanduba é meio caro, 500 php mas é gigante. Voltamos pro hotel e apagamos de novo. Esse dia foi épico.
       












       
      Dia 23/12/2015
      Em nosso último dia em El Nido, fechamos o tour B. Que lixo. Éramos só 9 num barco pequeno.
       
      Cathedral Cave
      Snake Island
      Cadugnon Point and Cave
       
      O melhor foi o almoço na praia.. Voltamos bem cedo, cerca de 4 da tarde. Ainda bem q voltamos pq já estava dando raiva o passeio e precisávamos fechar a van de volta pra Puerto Princesa. Voltamos pro hotel, tomamos banho e saímos fechar a van e jantar. Fechamos a van de volta pra PP por 500php q iria nos buscar no hotel as 10 da noite. Ok, translado agendado e eram 6 da tarde ainda. Passei numa loja de souvenir e não aguentei. Comprei uns "quadros" por 295 e 195php na loja na rua principal. Rolou um repeteco na Lucky Alofa. Pedi um sanduba diferente desta vez e não deu outra. Fuckin perfect again. Mesma avaliação da Patrícia e Daniel. Pedi desta vez um iced tea q pelamor. PERFEITO! Estava tão bom q perguntei como eles faziam o iced tea. O cara q parecia ser o dono me mostrou. Era um saquinho de pó de Nestea já pronto! Hahahaha..o detalhe é q tinha maça também...ele me disse q comprara no mercadinho da frente. Óbvioooo q fui no mercado e comprei todos os saquinhos q tinham lá. Cada saquinho faz 1l de iced tea e custa 12 php. Deixei 100 php só em iced tea. Voltamos pro hotel pra fazermos a mala. Havíamos fechado a última van para não esperar tanto no aeroporto já q nosso voo era 10 da manhã só. Em todas as empresas, a primeira van era 5 da manhã e a última as 9 da noite, algumas fazendo a última viagem as 10 da noite. Agendamos para a de 10 da noite. Pura enganação! 9 em ponto a van passou no nosso hotel. A mulher da empresa disse q tinha van de 10 da noite mas foi só pra vender mesmo. Entramos na van e a princípio estava bem tranquilo. Havíamos pegado a última fileira só pra gente. Rummmmm, sabe de nada inocente. 5mim depois ele parou no termimal de van de el nido e apareceram uns minhocos da terra e não acreditei q aquilo tudo ia caber na van. Tinha muita gente e muuuita mala(caixa de papelão). A galera começou a entrar na van e logo o q estava tranquilo, ficou mega apertado. Não dava nem pra mexer o pernas. As malas já transbordavam no porta mala e chegavam na altura de nossas cabeças. Vcs não tem ideia! Tinha tanta gente dentro da van que o motorista veio no colo de um maluco! Eu nunca tinha visto isso. O motorista dirigiu 5 horas no colo de outro cara. Pra piorar, adivinha o que veio na minha cabeça. Uma galinha! Sim, uma galinha! Em cima de toda a mala, os caras estavam com uma caixa com galinha dentro. Pqp, logo na minha cabeça. Cheiro de chiqueiro insuportável, um calor infernal na van por causa da quantidade de pessoas. Foi um inferno aquela viagem. Acho q vale a tentativa de pegar o ônibus. Acho q a empresa de busão se chama Roro.
       








       
      Dia 24/12/2015
      Chegando no aeroporto as 2 da manhã, demos graças a deus pq poderíamos pelo menos deitar no chão do aeroporto. Rummmmm, sabe de nada inocente! O aeroporto estava fechado. Hahahaha..só merda! Claro q ficam uns motoristas na porta do aeroporto já esperando os turistas desprevenidos. Eles ofereceram um hotel, mas a essa altura não confiava em mais ninguém por lá. Resolvemos esperar na entrada de um restaurante ali na frente do aeroporto até as 6. O restaurante era aberto com um jardim grande na lateral, o q nos trouxe muuuuuuuuuuuitos mosquitos. Era o q faltava. Nos aconchegamos ali no chão mesmo e esperamos por 3 ou 4 horas. Por volta das 5 da manhã, bateu um frio brabo e o jeito foi usar a toalha como cobertor mesmo. Muito mendigo mesmo..hahaha..o cansaço era brabo e acabamos pegando no sono alguns minutos. As 6 da manhã o q mais queríamos era o conforto do chão do aeroporto. A q ponto chegamos!!! Levantamos e partimos pro aeroporto q ficava a 2 minutos andando dali. O aero é bem pequeno, tem a Airasia, Phillipine, e Cebu Pacific operando lá. Acho que vi uma tal de Juan também. Nosso voo era 10 da manhã e não havia ninguém no balcão da Cebu. Esperamos no banco até umas 8:30, quando começaram a fazer o checkin. Como tinha de ser, o voo atrasou 1 hora. Comemos um cupnoodles e um Gatorade para esperar. O voo era pra Coron com escala em Manila. Voo tranquilo e rápido até Manila. Dormi praticamente ele todo. Chegamos em Manila e a fome era sinistra. Almoçamos fortemente no Burguer King. A Patrícia adora junk food, e nem pensamos muito antes de entrar no restaurante. Rolou um hamburgao tradicional com iced tea( adoro iced tea e testei em todos os restaurantes q fui). Ninguém repara, mas as notas fiscais de diversos restaurantes tem algum bônus se vc responder um survey na internet. Foi a deixa pra conectar na internet, e atualizar a família sobre a jornada também. Comemos com bastante calma e quando vimos, já era hora do nosso voo para Coron. Depois de passar por uns 49 mil detectores de metal, chegamos ao setor de embarque. Quando chamaram nosso voo, acho q apareceram umas 20 cabeças só. Entramos no busão que nos levou até o avião de hélice da Cebu. Showw! Voo com um visual foda, já mostrando o q nos esperava em Coron. Esse voo foi pontual. Desde a partida até a chegada. O aero de Coron é no meio do nada. Sério mesmo. É no meio do mato! Quando chegamos, vimos q é um aero bem pequeno também. Nem esteira de bagagem tem(isso é inédito pra mim). É só um balcãozinho de madeira onde colocam as suas malas e vc procura a sua. A primeira porta depois do salão de desembarque é a porta de saída. Logo na saída, tem váááááias vans oferecendo serviço pra Coron town. Não vi triciclos nem taxi. Somente vans e todas com o preço fixo em 150php. A primeira pergunta que fizeram foi se tínhamos reserva em algum hotel. Logo respondemos que sim e por incrível q pareça nosso nome estava num quadrinho em frente a uma das vans. Esperamos por mais uns 15minutos e partimos para a cidade. São cerca de 40min de van passando por fazendas e nada mais. Chegamos em Coron town!! É uma grande favela! Nunca pensei q fosse tão seria a coisa. O RJ é Beverly Hills perto de Coron. São casebres e lojinhas com seus puxadinhos e motocicletas rodando pra lá e pra cá. Bem caído mesmo. Me sentia no complexo do alemão piorado. A van nos deixou em frente ao nosso hotel. Reservamos o Coron village Lodge por 5 noites num quarto pra 3. Fizemos check in e saímos imediatamente pra jantar. Não achamos nenhum restaurante legal a vista. Era tudo com uma aparência bem caída. Achamos a tratoria Altrove q era bem legal e q acabamos indo na maioria dos dias. Pedi um Carbonara com iced tea(deu pra ver quanto eu gosto de iced tea né?). Ambos exceleeeeentes. Paguei 200php no carbonara e 2 iced tea. Isso da menos de 18 reais! 18 reais hoje são cerca de 4 dólares..rsrsrsrs..O lugar era muito bom pro padrão de Coron e cabe a visita. Pagamos ao que pareceu ser o dono do lugar e fomos de volta ao hotel. No caminho fechamos o Ultimate Tour na Zurik Pension. O passeio nos custou 1500php, o q vimos depois q é um preço fixo para esse tour. Fomos pro hotel. Pronto, nos primeiros 5 minutos vc já capta os problemas da hospedagem. O chão tinha aquelas fezes de cupim espalhadas por vários cantos, o quarto fedia e estava beeem sujo além de não ter wifi. Uma vassoura resolveria o problema, mas acho q fazia tempo q o quarto não recebia uma faxina. O Daniel tomou o primeiro banho e já reclamou da quantidade de água que saía do chuveiro. Logo em seguida eu entrei e a merda aconteceu. A Água acabou no meio do meu banho. Po, ninguém merece isso. Fui na recepção acho que cheio de sabão ainda no corpo e reclamei. O recepcionista me pediu 5 minutos pra resolver. Ok! Quando voltei pro quarto esperei os 5 minutos e realmente a água voltou, mas voltou parecendo uma goteira. Pra piorar a água não esquentava. Tudo de ruim no hotel até então. Quando terminei meu banho, a Patrícia tentou, mas realmente naquele ritmo era impossível tomar banho. Reclamamos de novo e fomos transferidos para outro quarto. Nesse a água estava quase nada melhor, mas não adiantava mais reclamar. Estávamos mortos e era melhor dormirmos porque o dia seguinte ia ser de passeios.
       



       
      Dia 25/12/2015 NATAL Uhullll
      Acordamos as 06:40 e fomos para o restaurante do hotel para pedirmos o café da manhã. Passaram uns 15min e NINGUÉM apareceu. Ninguém a vista trabalhando no restaurante. Haviam 2 outras mesas q também não foram atendidas. O passeio requisitava chegar na lojinha as 8 da manhã, e naquele ritmo do restaurante não ia rolar. Levantamos da mesa e fomos tomar café na rua mesmo já que não estava incluído o café na hospedagem. Acabou que saiu mais barato e acredito q foi melhor mesmo. Pedi um pão torrado com ovo e bacon mais um shake de banana por 200php. Logo em frente ficava a empresa que fechamos o passeio. Fomos pontuais e chegamos as 8 da manhã. Claaaaaro que o passeio atrasou. Saímos para o barco somente as 9 da manhã. O tour contemplava os spots abaixo.
       
      Kayangan Lake
      Twin Peaks Reef
      Hidden Lagoon
      Bulungan Beach
      Calachuchi Coral Eden e CYC Is
       
      A volta do tour foi com esse pôr do sol sobre a agua cristalina. Tudo ok no dia de natal. Voltamos pro hotel, tomamos um banho na goteira e já saímos pra jantar. Passamos em uma empresa de mergulho e fechamos o pacote de mergulho para o dia seguinte. Como valia o repeteco, fomos comer de novo no Altrove e pedimos 2 pizzas e iced tea. De novo, muuuito bom! Ficamos umas boas 2 horas ali conversando e lendo o "relato" de nossa viagem a Tailândia que a Patrícia havia escrito( será q ela publica algum dia esse relato?).. Hahahaha
      Voltamos para o hotel, mas antes de dormir, teve q rolar a parada na recepção pra dar notícias pra família, já q não tinha wifi no quarto.
       









       
      Dia 26/12/2015
      Acordamos e já fomos direto pro café da manhã já manjado no lugar chamado Centro. 2 homemade pancakes com instant coffee por 65php cada. Lot off moscas!! Grrr..elas não saem de você. O mergulho havíamos fechado com a Vivian na loja Coron Divers. Foram 3 mergulhos de cilindro em navios naufragados. Lembrando que para mergulhar com cilindro vc precisa de certificado se não quiser ficar preso a um guia te segurando o tempo todo. Havíamos marcado para 8 da manhã e fomos pontuais. Separamos a roupa e experimentamos todos os equipamentos. Fomos pro barco e é claaaaaaro q esperamos muito tempo. Foram quase 2 horas de atraso esse dia. Saímos e fomos para o primeiro naufrágio. East tangat. Um navio da segunda guerra mundial de artilharia. A visibilidade estava em cerca de 2 a 3 metros. Pra quem mergulha sabe o quão ruim é isso. Não dava pra ver absolutamente nada. Profundidade de cerca de 22 metros. Fizemos a penetração no barco, mas foi bem rápido, até pq o barco é pequeno. Tudo ok, mas não muito feliz por não ter sorte quanto a visibilidade. Dias de lua cheia não são os melhore para mergulho. Voltamos pro barco e fomos pro segundo destino. Esperamos o tempo adequado pro segundo mergulho e caímos na água James Bond style. O segundo navio foi o Olympia Maru. Esse sim era grande. Profundidade de 26 metros na parte mais funda. A visibilidade continuava muito ruim, mas seguimos do mesmo jeito. Penetramos novamente no barco, que desta vez era beeem grande. Os compartimentos eram enormes, com muitos peixes no interior que brilhavam quando jogávamos a luz da lanterna sobre eles. No meio do navio existe um boiler. Uma caldeira mega grande que assusta. Fiquei uns segundos ali na frente dela só admirando. Continuamos pelas entranhas do barco nas escuras passando pelos compartimentos e depois rodeamos o barco mais um tempo. Voltamos pra superfície e mesmo com a visibilidade ruim estávamos felizes. Mergulhar é sempre bom. Vou ficar feliz mesmo se mergulhar numa piscina..rsrsr..nosso terceiro destino seria o Lusong Boat, mas o capitão disse q estava crowdeado e aceitamos mergulhar num recife de coral. Esperamos novamente o intervalo de superfície ali deitados na proa do barco vendo os peixes e corais na parte mais rasa. Entramos novamente na água, mas esse último foi bem fraco. Profundidade de 13 metros, com visibilidade muito ruim. Não vimos nada de diferente do q vimos fazendo snorkel em todas as praias por lá. Clow fish, sargentinhos, peixes coloridos, bicudos, estrelas do mar e corais infinitos. Ok, acho q vale a tentativa de mergulho em outra época. Pagamos 2800php para os 3 mergulhos com almoço incluído. Voltamos pro hotel, tomamos banho e fomos jantar no Nonamebar para variar um pouco. Esse lugar é mais estilo bar do q restaurante.
      Haviam cerca de 10 pessoas no lugar. Pegamos uma mesa e pedimos hambúrguer e petiscos, já q não haviam pratos de comida mesmo. Eu pedi hambúrguer, bem gostoso por sinal. A Patrícia pediu nacho com beef q veio sem beef e q ninguém conseguiu comer direito pq veio pimenta pura. Falando em pimenta pura, esse foi o prato que o Daniel pediu. Hahahaha..pimenta recheada com queijo. Óbvio que ficou do jeito q veio. Demos uma mordida e apesar de não ser tão apimentado era muiiito ruim..blee ..voltamos pro hotel e apagamos.
       

       
      Dia 27/12/2015
      7 da manhã e todos de pé cantando "os novinhos tão de parabéns"(McDonalds version) q foi a música da viagem..hahahaha O café da manhã obviamente foi no Centro com cia das moscas obcecadas por pele ocidental. Esse dia fechamos um tour privado. Sério, não me perguntem pq, mas vale muito mais a pena o privado. O Ultimate tour nos custou 1500php e esse privado foi 1300. O tour privado vc escolhe os destinos e vc dita o ritmo. Foi excelente esse dia. Um barco inteiro só nosso, podendo ficar qnt tempo quiser nos destinos sem preocupação. Escolhemos as seguintes praias e lagoas:
       
      Kayangam lake
      Barracuda lake
      Twin lagoon
      Siete pecados
      Skeleton wreck
       
      O único ponto negativo é q o privado não serve almoço. Ok, compramos uns snacks e água e tudo ok. Estávamos tão felizes com os passeios q a fome nem atrapalhou. Voltamos pro hotel e fomos jantar. Resolvemos não arriscar e voltamos no Altrove. Pedi um penne com camarão e veio um macarrão com camarão mesmo, mas cheio de cabeça gigante de camarão. Me perguntei o q era p fazer com a cabeça do camarão. Isso me incomodou muito e resolvi perguntar pro dono ou sócio q sempre ia na mesa perguntar se a comida estava boa. Ele disse q na Ásia e em alguns países da Europa, é comum chupar o "juice" que fica na cabeça do camarão. Acho q a explicação dele piorou ainda mais. Pra mim, o q fica na cabeça do camarão é o coco! Bleee..enfim, ficou no cantinho do prato aquele monte de cabeça. Fora isso estava muito bom. Claro q o iced tea estava sempre acompanhando os pratos e lanches. Voltamos pro hotel com um o pitstop na recepção e apagamos. Me incomodou muito não ter encontrado nenhuma nightlife mais agitada durante a viagem. Não vi nenhum bar, nenhuma praça ou nada parecido com uma movimentação maior.
       












       
      Dia 28/12/2015
      Acordamos para o nosso último dia em Coron. Já havíamos feito tudo q programamos então acordamos com mais calma e saímos pra tomar café no lugar de sempre, mas já preparados com roupa de praia e tudo mais pra fazer algum passeio. Logo na frente do café, ficava a Zurich Pension, onde já havíamos fechado o primeiro tour. Entramos e fechamos o tour A. De cara já gostamos muito pq custava 650php e tinha almoço incluído. Como pode isso, pensamos! Fomos levados pro barco e ali obviamente esperamos por cerca de 1 hora. Qnd o capitão chegou, deu um breve briefing sobre como seria o dia e partimos.
       
      cyc beach e coral garden
      sunset beach
      green lagoon
      kayangan
       
      No final deu tudo certo. Almoço muito bom com peixes, arroz, porco, frango, salada, molho shoyu exceleeente. Voltamos cerca de 5 da tarde e passamos andando pelo "big nothing". Chamamos de big nothing pq parecia um deserto mesmo. Uma área gigantesca sem nada. Apenas terra no chão. Fomos ao hotel e já fechamos o transfer pro aeroporto para as 7 da manhã do dia seguinte. Praticamente todos as lojas em Coron fecham transfer pro aeroporto. Eh bem tranquilo e o preço é fixo em 150php. As vans são bem apertadas, mas o percurso dura cerca de 35min, então é mais relax. Acho que as cadeiras da primeira fileira da van são as melhores. As de trás são péssimas! Fomos pro quarto, tomamos banho e depois fomos na lojinha de mergulho carimbar meu logbook e registrar os mergulhos q havíamos feito de cilindro no dia anterior. Depois fomos jantar e acabamos indo no Sydneys, que fica bem perto do big nothing e do "píer". Nós éramos os únicos no restaurante. Ligaram o ar condicionado só pra gente. Pedi lasanha e iced tea. A lasanha foi 150 php e estava bem gostosa!! Dividi também um cheeseburguer com batata com o Daniel. A Paty muito saudável como sempre pediu só batata frita.hahahaha..voltamos pro hotel e arrumamos as malas..
       






       
      Dia 29/12/2015
      Despertador para as 6, 6:10, 6:15, 6:20 e levantamos 6:30..a van foi pontual e as 7 em ponto estava na porta do nosso hotel. Fizemos o caminho de ida pro aeroporto nos 30min bem tranquilos passando pelos pastos com vacas, bois e outros animais. Depois de parecer estar no meio do mato, e de fato, estarmos, entramos no aeroporto e fomos fazer o checkin. Depois do checkin ficamos esperando na sala de embarque com wifi!! Wifi é coisa de luxo nas Filipinas! Impressionante a dificuldade em conseguir um lugar com wifi por lá. De novo pegamos um voo com avião de hélice. Meu primeiro voo com a PAL e parecia estar numa cadeira de praia num domingo de janeiro de sol em Ipanema. Estava insuportavelmente quente. Todos se abanando e outros suando. Eca, q voo péssimo. 50min e no final o q mais queria era ar puro. Fora do avião em Manila estava mais fresco do q dentro do avião pra ter uma ideia. Pegamos nossa mala as 11 da manhã e nosso voo de volta para o BR pela Emirates era só meia noite. Mais de 12 horas ali. Fomos para o BK lanchar e usar o wifi de lá. O lanche foi 220php com sanduba, batata e iced tea. Ficamos ali por umas 2 horas, depois fomos para o segundo andar escolher um canto para descansar. Aconchegamos nossas malas no chão e foi ali que passamos as outras 10 horas esperando nosso próximo voo para o RJ com conexão em Dubai. Lanchamos, jantamos e enfim chegou a hora de embarcar. Embarcamos no charmoso e impecável 777 da Emirates e seguimos viagem para Dubai. Foram 8 horas que passamos praticamente dormindo. Acordávamos só para comer e trocar as músicas em nosso sistema de entretenimento individual. Queríamos chegar em Dubai e fazer algumas compras encomendadas e lembranças no freeshop. Foi tão tão tão corrido que quase não dá tempo nem de pegar o voo. A conexão era de pouco mais de uma hora, mas demoramos muito para sair do avião, pegar o shuttle até o terminal, passar pela segurança novamente e então sair no freeshop. Deu tempo apenas de ver um preço de um perfume, que aliás estava mais caro no freeshop de Dubai do q no freeshop do RJ. Ah, comprei um chocolate e fomos pro embarque. Fomos os últimos a embarcar! O voo veio bem vazio, o q nos deixou escolher qualquer poltrona praticamente no voo. Haviam fileiras de 4 poltronas vazias. Claro q todo mundo fez a festa. Levantavam os "braços" das cadeiras e deitavam literalmente nas poltronas virando camas praticamente. Patrícia fez o mesmo e eu e Daniel pegamos poltronas na saída de emergência perto da cozinha central do avião. Tem MUITO espaço nessas poltronas, o q fez do voo um passeio mais tranquilo q os demais. Foram 16 horas de muita música, filmes, seriados, comida, sonecas até q chegamos ao nosso local de origem. Na verdade isso aconteceu com 1 hora de atraso, depois do piloto ter arremetido devido a um forte ventania que atingia o RJ naquele dia. Até a ponte havia sido fechada por causa do vento. Enfim, mais uma viagem completa. Muitos contratempos, mas concluímos todo o planejado.
       


       
      Mais uma vez agradeço aos que contribuem com suas dicas e relatos aqui no site. São muito valiosas e ajudam de forma imensurável no planejamento de qualquer um. Se você chegou até aqui, obrigado também por ter me suportado e espero ter ajudado. Deixem seus comentários e dúvidas que responderei assim que possível. Obrigado e boa viagem!!!!!

    • Por Sandman
      Como não foram feitos muitos relatos da Índia, estou escrevendo um relato da viagem que eu fiz ano passado, entre os dias 14 de maio e 24 de junho. Essa época é a de pré-monção (muito quente na maior parte da Índia).
       
      Qualquer foto postada aqui foi tirada por mim. Todas as fotos de terceiros eu colocarei o link. Os nomes das atrações que eu colocar em negrito foram as atrações que eu mais achei interessante no local.
       
      É capaz de eu editar esse relato no futuro ainda, pois estou escrevendo o que eu lembro. Minhas anotações estão todas no meu guia que estão em Vitória.
       
      Antes de viajar:
       
      - Vacinas
      Antes de viajar é recomendável tomar algumas vacinas. No lonely planet tem uma lista de vacinas recomendadas (devem ser mais de 10, são tantas que até assusta). Eu fui na Anvisa e pedi uma lista de recomendações para a Índia e fui para um posto de saúde. Tomei as que o posto fornecia(se não me engano duas ou três). Parece que dependendo da época do ano e do local, algumas são importantíssimas.
       
      - Trem
      O sistema de trem indiano é, em minha opinião, excelente. Apesar de ser meio lento, é o melhor jeito de se viajar pela Índia pois é barato, relativamente confortável (recomendo viajar de pelo menos AC3 ou, no mínimo, sleeper) e te permite conhecer muitos indianos. Por isso, antes de viajar é importante conhecer o sistema de trens indianos, pois ele é meio confuso. Eu demorei a aprender a fazer a reserva pela internet e para entender o esquema de fila de espera. Acho importante aprender o básico antes de viajar e já fazer a reserva dos primeiros trens que você for utilizar, pois os trens sempre estão lotados (mesmo em off-season, já que os turistas não são os principais usuários).
       
      - Quando/Onde ir/Por quanto tempo
      Eu acho mais fácil pensar na Índia não como um país, mas sim como um continente que pode ser dividido em 5 regiões (extremo norte, noroeste, nordeste, sudoeste e sudeste). Assim como você não tenta conhecer um continente em 1 mês, não se deve ter a pretensão de conhecer a Índia em apenas um mês. Acredito que o recomendado é pelo menos 1 mês por região e não ficar dividindo seu tempo entre vários regiões, pois se perde muito tempo na Índia com o transporte, e porque tem tanta coisa em cada região que não faz muito sentido ficar indo de uma região para outra (você vai deixar de ver muita coisa para ver outra).
       
      A região que atrai mais turista inicialmente é o noroeste (já que tem Delhi, Agra, Varanasi, Rajasthan...), mas te garanto que todas as regiões tem muitos atrativos e que é bom pesquisar pq, dependendo do seu interesse, você pode se inclinar a ir para alguma região. Minha preferência foi pelo extremo norte.
       

       
      Outra coisa importante a ser comentado é que cada região possui um clima diferente (as vezes BEM diferente), e que, enquanto em alguns meses do ano é horrível viajar pro noroeste, pode ser a melhor época para ir para o extremo norte por exemplo. Por isso, você tem duas opções:
      * Se você tem liberdade da época do ano em que pode viajar, escolha sua região de destino e viaje na época do ano recomendada pra essa região.
      * Se você não tem liberdade quanto a época, viaje para a região em que for recomendado na época que você for.
       
      O mais importante é, não viaje para regiões na época que não for recomendado, isso pode desgraçar sua viagem , pois o clima da Índia tem muitos extremos.
       
      Um bom site para consultar quando é a melhor época para cada cidade e quais atrativos de cada cidade é: http://www.mustseeindia.com
       
      - Visto
      Antes de viajar é imprescindível que você tenha o visto antes de viajar. No meu avião tinha um gringo sem o visto que estava crente que conseguiria o visto na hora e que foi mandando de volta. O visto é bem tranquilo de ser feito, apesar de um pouco caro.
       
      Houve uma mudança nas regras do visto ano passado. Devido a gringos que praticamente viviam na Índia com visto de turismo (sempre indo para o Nepal renová-lo assim que o visto estava expirando), agora toda vez que você sair da Índia você deve permanecer pelo menos 2 meses fora antes de retornar. Eu consultei a embaixada na época (pois eu estava pensando em dar um pulo no Nepal e voltar para a Índia) e eles me informaram que essa regra só existia para impedir a renovação dos vistos e não para atrapalhar o turismo "honesto".
      No entanto, já ouvi muitos relatos negativos no sentido (nem todo mundo da fronteira está preparado e eles acabam levando a regra ao pé da letra). Por isso, tome cuidado e evite sair da Índia para depois retornar rápido.
       
      - Seguro saúde
      A questão de fazer ou não o seguro saúde na Índia é um tema polêmico. Se você vai se manter sempre em grandes centros urbanos ou próximo deles talvez valha a pena fazer, fora isso acredito que não. Na maioria das cidades o atendimento vai ser muito muito barato de qualquer forma, e se for um caso de um acidente grave o problema maior não vai ser pagar, vai ser encontrar alguém preparado para te atender. A situação da saúde nas vilas é muito precária, chega a dar pena. O mais importante é se prevenir antes de viajar (fazer check up, se vacinar etc).
       
      - Remédios
      Não espere muito das farmácias indianas (a maioria são comércios informais de rua, assim como 99% de todas as lojas da Índia), leve tudo que você for precisar de casa. É recomendável levar medicamentos para intoxicação alimentar (eu chutaria que 90% dos viajantes tem problemas com comida nas primeiras semanas).
       
      - Papel Higienico/Higiene/Outros
      Sempre leve na sua mochila um rolo de papel higiênico, itens básicos de higiene (álcool gel, pasta de dente,toalha, as meninas levar absorvente etc). É possível encontrar esses itens nas cidades para comprar, mas não espere encontrar nada dos hotéis, restaurantes e banheiros da Índia. Tenha sempre o seu contigo. Toda vez que for viajar para vilas, abasteça com tudo na cidade antes de ir, porque você não vai encontrar nada disso nas vilas. É hilário (e trágico) ver mochileiros desesperados atrás de preservativos, rolos de papel higiênicos etc...
       
      -Prepara-te para a comida
      Eu adorei a comida indiana, mas na Índia tudo que você for comer provavelmente vai vir apimentada. Muitas vezes vão te perguntar se você quer ou não apimentada e , mesmo que você peça sem pimenta, a comida vai vir apimentada do mesmo jeito (inclusive café da manhã indiano pode ser apimentado também). Além disso, muitos restaurantes não tem opção de carne alguma. Dependendo da cidade, é inteligente só comer comida vegetariana (já que algumas cidades tem cortes frequentes e diários de energia e a maioria dos restaurantes não possui gerador... então me pergunto como eles fazem para conservar a carne...). Por isso, se você tem o estômago sensível, é bom já ir apimentando aos poucos sua comida antes de ir e já vai se preparando para perder alguns kilos na Índia (eu perdi uns 5).
       
      - Experiência prévia
      Acho inocência daqueles que citam a Índia no mesmo patamar do Brasil. Perto da gente eles parecem estar ainda na idade das cavernas... por isso eu recomendo que todos que queiram viajar indepedente lá tenham alguma experiência em um país mais pobre (se for fazer um mochilão maior pela Ásia, deixe a Índia mais pro final por ex). Acredito eu que minha viagem na Índia teria sido muito pior se eu não tivesse viajado pela Bolívia antes.
       
      Além disso, o choque cultural na Índia é inevitável. Quase todo mundo com quem conversei odiou a Índia nos primeiros dias. Sempre acham muito loucura, muito suja, precária e irritante. Por isso, é importante ter calma e paciência, e planejar uma viagem longa. Depois de uns dias você já vai estar adorando toda a loucura que antes achava insuportável.
       
      - Passagem
      Por motivos que não sei explicar, eu comprando minha passagem separadamente (SP - Londres e Londres - Delhi) a passagem me custou 1700 dólares. Se eu procurasse direto SP - Delhi através de sites como decolar ou travelocity, saia pelo menos 2200 dólares. De quebra ainda fiz um stop de alguns dias em Londres na volta. Fica a dica para checarem isso quando forem comprar a passagem.
       
      Meu roteiro:
       
      Meu planejamento inicial deve estar por algum canto aqui do fórum. Eu estava planejando 20 dias pelo noroeste e 20 dias pelo extremo norte. Durante a viagem, devido ao calor absurdo que fazia no noroeste (que eu já esperava mas, em minha inocência, imaginava que por ser brasileiro não iria ser problema), eu acabei mudando totalmente minha viagem ficando 8 dias no noroeste e 32 no extremo norte. Olhando para trás, tenho a certeza absoluta que a alteração foi a escolha certa, já que o clima no extremo norte estava muito agradável e eu adorei a região. Segue abaixo um pequeno relato de cada lugar.
       
      Delhi
       
      Delhi é uma das maiores cidades da Índia e ela tem bastante atrativos. No entanto, é uma cidade difícil... MUITO difícil. Em minutos na cidade você vai se deparar com tudo o que há de pior na Índia, toda a loucura, pobreza, poluição, sujeira... todas as injustiças sociais e esquisitices e você vai ser muito asseiado por indianos querendo te vender algo ou te passar a perna com alguma coisa.
       
      Dica: Olhando para trás, se eu fosse refazer meu roteiro eu iria deixar para rodar por Delhi no final da viagem em vez de no começo, iria direto para Agra ou outra cidade menor. Fazendo dessa forma, você irá reduzir consideravelmente seu choque com a Índia. Além disso, é muito difícil aprender como funciona a Índia por aqui (você não vai ter noção de preços, de como se locomover nem nada... vai ser fácil de te enganarem aqui).
       
      Logo que cheguei no aeroporto de Delhi, eu peguei um táxi pré-pago para o Paharganj (main bazaar) onde eu iria procurar um hotel. O táxi foi meio caro (se não me engano entre 200 e 250 rúpias). A vantagem de usar o pré-pago e a certeza de que vão te deixar onde você pediu e que você irá pagar um preço tabelado. Só mais tarde que eu percebi que é tabelado, mas é caro.
       
      Dica:Novamente faria diferente aqui. Na segunda vez que cheguei em Delhi (já no fim da viagem), eu saí andando do aeroporto até a rua e peguei um tuc-tuc. Eles são proibidos de entrarem no aeroporto mas você encontra alguns fora e saem menos de 1/3 do preço do táxi. Não vai ser tão confortável quanto ao táxi, mas você vai ter que abandonar qualquer ilusão de conforto cedo ou tarde (na verdade cedo mesmo) enquanto mochilar por aqui. Mas antes de qualquer coisa, confira se existe ou não metrô no aeroporto, em Delhi o metrô é sempre a melhor opção.
       
      O táxi me deixou na entrada de Paharganj. Nessa hora eu já estava suando e passando mal de tanto calor (uns 45ºC), uma das desvantagens de viajar pelo noroeste nessa época do ano (em todos guias falavam para ir pro extremo norte nessa época). Nada que eu vi antes me preparou para o que estava por vir. O Paharganj é muito pior do que qualquer coisa que ja tinha visto, parece mais uma favela. Ainda por cima pareciam que tinham jogado uma bomba, pois estavam destruindo tudo devido aos jogos em Delhi (estavam reformando toda a Delhi devido ao XIX Commonwealth Games).

      Fiquei perambulando procurando hotel e toda hora era abordado por indianos querendo vender de tudo (vai ser assim enquanto você ficar com cara de perdido carregando sua mochila rs...). A maioria não me informava de nada ou davam informação errada querendo me levar para outro local. Perguntei para um gringo onde era o hotel que eu procurava (recomendação do Lonely Planet), e ele me apontou. Aquelas ruas são um labirinto e, como não existe endereço na Índia, eu perdi um tempinho para achar o hotel Namaskar. No hotel, não havia mais o quarto single (mais barato, 150 rúpias) e só havia o quarto de casal com Ar Condicionado. Naquela altura do campeonato eu já não queria saber mais de economizar e dava graças a deus por ter um quarto com AC. O problema é que o quarto era relativamente caro e não tinha banheiro dentro, o banheiro coletivo era uma coisa muito suja dividida com os funcionários (que por sinal não eram nem um pouco limpos nem higiênicos). Eu só fiquei por lá porque eu n tava com saco para continuar andando com minha mochila naquele calor.
       
      Fiquei meia hora deitado com o AC ligado e me xingando pela situação de merda em que eu havia me colocado. Confesso que mais tarde naquela noite eu gastei um tempo na Lan House procurando viagens para a Tailândia ou outro destino próximo e só desisti por que estava caro e também porque não era uma boa estação para esses países. Hoje eu rio de tudo isso... se tivesse desistido tão cedo não iria ter curtido a melhor viagem que já tive até hoje.
       
      Dica: Paharganj tem uma localização excelente e é onde se encontra as acomodações mais baratas, mas eu não recomendo a ninguém ficar por lá. Vale a pena dar um pulo lá mais tarde e conhecer, mas ficar por lá logo de cara foi "meio" desagradável. O problema do transporte já está resolvido com as novas linhas de metrô (vou comentar abaixo). Logo atualmente não se justifica ficar mais por lá, a não ser que você queira viajar de forma MUITO econômica.
       
      Depois de descansar, eu fui almoçar em um restaurante próximo, gostei de cara da comida indiana, e em seguida fui procurar um tuc-tuc para ir para uns lugares que tinha escolhido no guia. Eu negociei um pouco, mas acabei pagando um pouco caro pela corrida (comparado com o que eu paguei mais pra frente), mas no dia eu achei tão barato que tava achando que tinha barganhado bem. Fica o aviso, as coisas aqui são muito mais baratas do que a gente pensa inicialmente, mais barato que na Bolívia por exemplo. Só para efeito de comparação, em Delhi você consegue uma corrida de 15 km por 50 rúpias sem pechinchar muito. Se for pelo taxímetro sai mais barato ainda, só que é difícil achar um tuc-tuc que liga o taxímetro e você também corre o risco dele ficar dando volta para encarecer a viagem. Melhor ainda, você pode utilizar o metrô.
       
      Dica: Utilize sempre que possível o metrô de Delhi. Eles são muito mais rápidos, pois de tuc tuc você sempre vai devagar devido ao trânsito (e porque o bixo é lento mesmo). Além disso, os metrôs são baratos, limpos e tem AC (melhor que muito metrô de 1º mundo). Acredito que hoje em dia já tem metrô para as principais atrações, até as que eram mais distantes (como o lotus temple), pois eles estavam abrindo muitas linhas novas devido aos jogos. Eu só fui descobrir que o metrô prestava no 3º dia em Delhi, um achado tardio infelizmente. Falaram-me inclusive que iria ter metrô até o aeroporto, mas isso eu já não sei confirmar.
       
      Aviso: Por favor gente, em alguns lugares da Índia você encontra pessoas ganhando dinheiro com maus tratos com animais, não deem grana a eles. Alguns os maus tratos são evidentes, como os que que fazem ursos dançarem, mas outros nem tanto. Eu cometi esse erro pois paguei 20 rúpias para um encantador de cobras. Foi uma experiência muito legal (muita adrenalina), mas mais tarde eu descobri que eles arrancam a glândula de veneno da cobra e por isso as cobras têm uma morte lenta. Repito o pedido, não sustentem esse povinho.
       

       
      Locais que eu visitei em Delhi:
       
      -Humayun’s Tomb
      É uma construção bem linda, feita pelos Mughal que depois inspirou o design do Taj Mahal. Apesar de não ter muita coisa para ver aqui, vale muito a pena a visita.
       
      Aqui também aconteceu uma coisa engraçada. Uma menina indiana veio até mim e pediu para o pai tirar uma foto de nós dois. Depois tirou outra. Depois chamou a mãe e tirou uma foto nós três, depois com o irmão. Fui perguntar para o pai o que tava havendo (pois já achava que eu era parecido com alguém que eles conheciam). O pai veio me explicar que é porque a filha me achava bonito ! Pois é, já deu para perceber que o diferente ali era eu e que, por mais turistas que tenha na Índia, muito dificilmente você vai encontrar outro andando pelas ruas (a não ser em locais mais turísticos). De qualquer forma, a maioria das atrações turísticas está cheias de indianos, pois eles pagam MUITO menos que nós para entrar lá (coisa de 5 a 10 rúpias sempre).
       

       
       
      -Jama Masjid
       
      Uma das maiores mesquitas da Índia. É bem bonita e grande, se você nunca viu uma mesquita vai achar essa visita bem legal. De quebra fica em Old Delhi, uma região que você vai querer dar uma volta de qualquer forma.
       

       
      -Red Fort
      Esse na verdade eu nem entrei. Eu conversei com uns gringos e eles falaram que era menos interessante dos que eu veria em Agra e em Rajhastan (que eu acabei não indo rs). Eu fui na frente e estava uma fila absurda, acabei não indo. Fica para a próxima.

       
      -Birla Mandir
      Esse é um templo hindu. Ele não é muito grande, mas é bonitinho e... bem diferente dos templos ocidentais. A visita valeu a pena. Se for passear aqui, não perca o jardim nos fundos onde famílias indianas acampam. Infelizmente não pude tirar fotos dentro (era proibido), por isso só tenho fotos do lado de fora.
       

       
      -Gandhi Museum e Gandhi Memorial
      Fui visitar o museu dedicado a Gandhi e também o jardim onde está o memorial de Gandhi (onde ele foi cremado). O memorial fica num jardim simples, sem muitas coisas para se ver. A visita ali foi de caráter apenas sentimental.
      O museu vale a pena se você tiver algum interesse em Gandhi.
       
      -Orfanato
      Em Paharganj, tem um orfanato. Uma das formas deles arrecadarem dinheiro foi um tour diário conduzidos por algum menino do orfanato. Ele te conduz pelo slum (favelas indianas) e conta um pouco de como era a vida. Infelizmente não pude fazer o tour pois só acontecia de manhã e eu visitei o orfanato a tarde no último dia em Delhi. A situação lá no orfanato também não era muito boa, mas só posso imaginar quão ruim era a vida das crianças. Acho interessante o tour para conhecer um pouco a realidade indiana e para contribuir um pouco para a causa.
       
      Acabei não indo em várias atrações famosas de Delhi (como o Lotus Temple, Red Fort e Qutub Minar). Mas meu único arrependimento foi não ter ido ao templo Akshardham. Pelas fotos e comentários, deve ser o templo hindu mais interessante de Delhi. O dia em que descobri ele, o mesmo estava fechado. Uma pena.
       
      Agra
       
      Peguei um trem de Delhi - Agra. O trem era classe AC3 (3 camas de cada lado). Só viajei em trens nessa classe e gostei bastante. Os trens são relativamente confortáveis e a maioria dos indianos que conheci nos trens dessa classe falam inglês e são pessoas interessantes. Nesse trem passou um funcionário perguntando o que eu queria jantar. Perguntei o que tinha e ele falou uns 20 nomes (em indiano, desnecessário dizer que não entendi nada). Preferi não comer, mas a cara da comida estava boa (chegou depois pros que pediram). Fiz amizade com um indiano que era do exército, depois fui com ele jantar na estação (20 rúpias numa veg thali, muito barato; para quem não sabe o que é thali: http://2.bp.blogspot.com/-PWdpGxD6n7o/TZYKpsq-LLI/AAAAAAAABDY/rfNbIQC1r7E/s1600/thali.jpg ; é composto de vários pratos típicos vegetarianos, geralmente é a opção mais barata do cardápio). Em seguida peguei um tuc-tuc para o hotel que eu fiquei.
       
      Golpe: Aqui tentaram me dar um golpe, quando saí tinha uma cabine la fora escrito "pre-paid rickshaw". A cabine era muito tosca (totalmente diferente da cabine do aeroporto de Delhi) feita de madeira e escrito em tinta do lado os preços. Os preços estavam absurdos (até o meu hotel era coisa de 200 rúpias). Ficaram tentando me convencer a pagar essa valor mas eu ignorei até que um tuc-tuc aceitou me levar por um preço justo.
       
      Eu fiquei no hotel Shanti Lodge, também recomendado pelo Lonely Planet. Não tinha quartos com AC , só com ventilador e Air Cooler, que não servia para muita coisa. Já estava extremamente desconfortável, e para piorar a luz acabou no meio da noite. Desnecessário dizer que eu acordei segundos depois que o ventilador parou. Olhei pela janela e vi luz fora, então pensei que o corte foi problemas no hotel. Fui descer as escadas para avisar o funcionário. Na descida um rato passou do meu lado ! Encontrei todos funcionários deitados no chão, cena que se repetiu em vários locais da Índia. Eu sinceramente não entendo porque eles dormem no chão quando tem sofás próximo. Acordei um deles que resolveu a situação. A única vantagem desse hotel é o restaurante. A comida é OK e tem uma visão magnífica para o Taj Mahal. Não recomendo o hotel mas o restaurante do hotel recomendo de olhos fechados.
       
      Passei apenas um dia inteiro em Agra. Foi uma pena pois Agra merece muito mais. Infelizmente só tinha trem para Khajuraho 2 x pro semana , e se eu n pegasse naquela noite iria ter que esperar bastante para ir para lá (ou pular Khajuraho).
       
      O que eu vi em Agra:
       
      -Taj Mahal
       
      Eu fui visitar o Taj Mahal logo em que abriu. O hotel era bem pertinho do Taj, deu para ir andando tranquilamente. O ingresso é absurdamente caro para os padrões indianos (850 rúpias). O Taj realmente é absurdamente bonito. Acho que em termos arquitetônicos foi o mais belo monumento que eu vi. Mas não é necessário muitas horas para vê-lo pois o Taj é praticamente só o que vemos na foto, dentro dele só há o túmulo. Um problema também é que as vezes você precisa esperar horas para tirar uma foto boa, pois Agra as vezes fica coberto em névoa (pelo que eu vi no dia e em foto de outras pessoas outros dias).
       

      Dica:Quem ta sem dinheiro ou só quer ver o Taj de um ângulo diferente, pode pegar um tuc-tuc e ir para o rio que fica atrás do Taj. Acho que é uma volta grande, mas de lá você consegue ter uma vista quase tão boa (aliás, alguns consideram até melhor) do que a vista de quem paga. Eu tava sem tempo então nem fui lá, mas fica a dica.
       
      -Agra Fort
      Depois do Taj eu fui caminhando até o Agra Fort. Eu recomendo ir caminhando mesmo (só não recomendo caminhar no calor de 45ºC como eu fiz). O forte é legal mas nesse caso eu recomendaria pagar um guia (tem vários guias na frente), acho que ficou faltando um pouco disso na minha visita ao forte. Lembrar que quem entrou no Taj Mahal tem um desconto bem grande no Agra Fort e no Fatephur, então guarde o ingresso que eles te dão no Taj.
       
      Voltei de Cycle-Rickshaw pro hotel (foi minha 1ª vez no cycle). Apesar de ser muito barato, eu fiquei com pena do cara pedalando e acabou que eu paguei mais a ele (contando a gorjeta que eu acabei dando) do que eu pagaria num tuctuc. Além disso é muito mais devagar. Então não usei muito cycle-rickshaw depois desse (a não ser em casos em que era necessário, já que o cycle passa por lugares que o tuc tuc não passa).
       
      -Fatehpur Sikri
      Depois do almoço eu fui para a estação de ônibus local e peguei um bus para o Fatephur Sikri. De estrangeiro só tinha eu e mais uma mulher no ônibus todo (que por sinal foi baratíssimo). Fui conversar com ela e para minha surpresa era brasileira (só conheci 2 brasileiros na viagem toda).
      Passamos andando pela feira em Fatehpur e depois visitamos a parte de graça do local. É bem bonito mesmo, mas dizem que a parte paga é bem melhor. A gente só descobriu a entrada para a parte paga mais tarde (estava muito mal sinalizada e tinham poucos estrangeiros no local). Recomendo muito a visita ao local com mais tempo, é bem bonito.
       

       

       
      Bem mais a noite eu fui pegar o trem para Khajuraho. Fiquei um tempão na estação de trem e quando o trem chegou, não encontrei o número do meu vagão na área de AC3. Fui perguntando para todo mundo e depois me informaram que os vagões ficavam lá atrás pois o trem iria se separar no percurso. Quando descobri onde era o trem já tava andando. Tive que correr atrás do trem com minhas mochilas e pular no vagão. Minha sorte é que tinham indianos na porta que me agarraram e puxaram para dentro.
       
      Khajuraho
      No trem eu conheci um guia indiano que acabou me contando toda a história dos templos. Cheguei em Khajuraho e queriam me cobrar uma fortuna para chegar na região próxima aos templos. Fui olhando como os indianos faziam e descobri que eles dividem o tuc tuc (na verdade em algumas regiões existem tuc-tuc maiores que levam uma porrada de gente). Peguei um desses e paguei 20 rúpias.
       
      Dica: Em alguns lugares existem tuc-tuc compartilhados que passam sempre pelas rotas mais populares. É algo parecido com os ônibus locais da gente (apesar de ser extremamente apertado e lerdo). Eu vi mais em Varanasi e posteriormente em Rishkesh (onde eu usava direto). Os preços variam de 5 a 10 rúpias, ou seja... quase de graça. Como meu hotel ficava distante do centro turístico em Rishkesh, esse "serviço" foi uma economia boa.
       
      Em Khajuraho eu iria passar um dia inteiro e iria pegar o trem no mesmo dia para Varanasi (na verdade iria ter que fazer baldeação para chegar lá). Novamente, tive que fazer isso pois se não fizesse desse jeito iria ter que passar muitos dias na cidade. Fui num hotel e paguei 50 rúpias para deixar minhas coisas num quarto e depois usar o chuveiro. Em Khajuraho eu visitei apenas os templos. Nesse dia deu pico de 47ºC, tava um inferno. Nesse momento eu já estava cogitando mudar o roteiro depois de Varanasi rs.
       
      -Templos de Khajuraho
      Eu visitei primeiramente os templos do conjunto de templos (é cercado e precisa pagar). Os templos, que tem mais de 1000 anos, são lindíssimos e escondido pelas paredes dele estão as famosas esculturas inspiradas no Kama Sutra. Eu fiz Day trip em Khajuraho só para ver esses templos e digo que sem dúvidas valeu a pena.
       



       
      Após ver os templos do complexo, eu almocei num restaurante bem a frente do complexo, foi muito bom (tinha AC!!! Para vocês verem como tava triste a situação, eu lembro de cabeça todos os pontos que tinham AC daquela semana haha). Em seguida fui caminhando até os outros templos (tem um bem do lado do complexo e outros mais pra dentro da cidade. É uma caminhadinha boa e os templos de lá são bem mais fraquinhos que o do complexo. Se tiver tempo é uma boa, mas não precisa ficar triste se não vê-los.
       
      Mais a noite eu fui pegar o trem para Varanasi. Conheci uma família koreana que tinham fechado a passagem com uma agência e estavam indo com um guia. Um deles me disse que, além dos hotéis terem sido horríveis, eles viajaram todas as vezes na classe sleeper (tem camas mas n tem AC). Deviam estar muito putos pois pagaram caro numa agência e estavam viajando com menos conforto do que eu (viajar de sleeper não deve ser tão ruim em outra situação, mas naquele calor devia estar o inferno).
       
      Varanasi
       
      Novamente cheguei na cidade e fui em busca de um hotel recomendado pelo LP. Chegando lá, o cidadão me fala que eu deveria esperar 8 horas para ver se ele arrumava um local para mim. Já tava puto com os hotéis recomendados pelo LP e resolvi perambular atrás de um hotel melhor. Encontrei um bem perto do Burning Ghat por 400 rúpias com AC. Não lembro o nome, mas é na ladeira subindo o Manikarnika Ghat, o maior Ghat onde eles queimam os corpos. O lugar não é dos mais glamorosos rs, mas fica bem localizado em relação aos outros ghats. E se vc n for muito a fundo no ghat não é obrigado a ver os corpos queimando.
       
      Aviso: Em Varanasi há quedas de energia programadas durante o dia. Elas existem para que a cidade possa transmitir energia para outras cidades vizinhas. Por isso, recomendo não comerem nada que possa estragar com facilidade na região e também ficarem
       
      Das atrações de Varanasi as mais memoráveis são os Ghats. Assim que eu cheguei, fiquei andando ao lado do Ganghes. Ao entardecer, notei um barco cheio de indianos saindo do Main Ghat e fui ver o que era. Iam dar uma volta no Ganghes e me cobraram apenas 10 rúpias (depois perguntei e os indianos só pagaram 5 rs)! Foi bem legal porque no momento que estávamos saindo tinham barcos com tambores e outros instrumentos tocando e no momento que voltamos estava bem no começo do ritual diário que acontece no main ghat.
       

       

       
      No outro dia cedo novamente fiz um passeio pelo Ganghes (dessa vez antes do nascer do sol e sozinho). Custou-me um pouco mais que 100 rúpias. Esse passeio vale muito a pena, recomendo ficar sempre o mais perto do Ganghes possível durante sua estadia em Varanasi, lá sempre tem algo acontecendo.
       

       

       

       
       
      Fui visitar uns templos hindus mas eram bem medíocres. Dizem que o golden temple de Varanasi é bem bonito, mas me impediram de entrar (não sei porque motivo). Tem um castelo mais pro fundo que eu acabei não indo também.
       
      No segundo dia a tarde eu fui num shopping indiano em Varanasi. Os shoppings lá não são muito diferentes dos daqui, é realmente uma coisa bizarra a desigualdade (um shopping lindo no meio daquela pobreza toda). Dentro do shopping tinha AC e tudo mais, lojas de grife famosas internacionalmente e lojas locais. Fui procurar uma saia indiana para comprar para minha mãe mas para minha surpresa, a maioria das roupas de lá eram ocidentais com estampas indianas. As classes ricas indianas estão se ocidentalizando pelo visto.
       
      Fui a um cinema nesse shopping (fui outra vez no fim da viagem em Delhi). Vale muito à pena ir! Esse primeiro filme era bem medíocre, um filme cópia de Hollywood que metade dos diálogos eram em inglês. Mas mesmo assim da para ver como são as produções atuais indianas. Por incrível que pareça, em termos de fotografia, os filmes indianos estão melhores que os Hollywoodianos!!! Os filmes estão muito lindos... mas o roteiro continuam uma porcaria (a maioria parece uma coletânea de videoclipes). Os filmes também são bem longos, a maioria em torno de 3 horas com um intervalo no meio. E é bem legal também para ver a reação do público. É bom lembrar que em cinemas indianos não se pode entrar com mochila, bolsa nem máquina fotográfica. Se forem no cinema, não levem nada disso pois vão ser barrados.
       
      Por fim fui no Mc Donalds indiano comer um Big Maharaja (o big Mac indiano que tem 2 hamburgues de frango e molho de pimenta em vez do molho do Big Mac). Mc Donalds na Índia é uma grande porcaria para falar verdade e são muito caros (se não me engano 150 rúpias um combo, bem mais barato que no Brasil, mas ainda muito caro em relação a comer em restaurante). Não me deixaram tirar foto do aviso de que não vendem comida com porco ou boi .
       
      Uma outra dica em Varanasi é jantar no Ganga Fuji. É um restaurante perto dos Ghats que a noite tem musica instrumental indiana ao vivo. Vale muito a pena, e a comida também é boa.
       
      Eu sinceramente já tava cansado de viajar com tanto calor e eu resolvi viajar para o norte a partir daqui. Fui procurar todos os trens e não haviam vagas para nenhum lugar do norte. Já estava cogitando fazer tudo de ônibus (ia demorar uns 2~3 dias). Decidi ir para a estação de trem, pois tinha ouvido falar que em alguns lugares tinham cotas. E foi exatamente o que aconteceu, tinha cotas para turista no trem Varanasi-Haridwar e eu consegui comprar com tranqüilidade.
       
      Dica:Se você quer viajar entre duas cidades turísticas e todos os trens estão lotados, confira no centro turístico da estação de trem se não há cotas.
       
      Essa viagem saiu cedo e durou 18 horas! Foi uma eternidade. A única coisa legal é que eu conheci bastante gente no trem e pude conhecer um pouco da cultura local.
       
      O mais memorável foi uma conversa com uma jovem indiana recém-casada. Ela me contou que já havia concluído o mestrado e que tinha casado recentemente. Disse-me que o casamento foi arranjando pelos pais dela e do esposo, e que somente conheceu o esposo no dia do casamento (e disse nunca ter namorado nenhum homem antes!). Disse que conheceu e já viajou com ele na Lua de Mel. Depois também me disse que ela não sabia dirigir porque a família era classe média e, portanto não possuía carro, e que quando voltasse do doutorado que irá fazer em Madrid provavelmente iria ter um salário bom, em torno de 20 mil rúpias (coisa de 1000 reais por mês)... é gente, infelizmente a situação lá não é das melhores para a maioria das pessoas.
       
      Golpe: Aqui tentaram me dar outro golpe, e dessa vez conseguiram. Como o trem não tinha restaurante, eu tive que pular em uma parada para comprar alguma coisa para comer. Comprei um salgado e dei uma nota de 100 rúpias. O cara todo enrolado atendia os outros e não me dava o troco, quando pedi o troco ele olhou e apontou para trás e me disse que meu trem estava indo... desnecessário dizer que corri igual um louco para pegar o trem e deixei o troco com ele. Não foi muito dinheiro, mas fica o aviso rs.
       
      Assim que possível eu continuo com os outros 33 dias da viagem no extremo norte da Índia.
    • Por andersonjardim
      Eu e minha namorada etivemos na Grécia, agora, final de junho. Ficamos apenas 1 dia em Atenas, 2 dias em Zakyntos e 4 na Kefalonia. O plano inicial era passar 1 dia em Lefkada e voltar para Kefalonia, mas infelizmente, por questões de logística (horário do ferry e voo pra Paris), não deu pra esticar a viagem até lá.
      A viagem foi pautada por Navagio, ou seja, não poderia ir a Grécia e não ir a Navagio e por isso abrimos mão de Creta e do que apelidamos de “Grécia das fotos”, que são Mikonos e Santorini. E NÃO NOS ARREPENDEMOS!
       
      Dia1:
      Começando por Atenas, chegamos por em uma sexta por volta de 23:30. Por conta dos horários dos voos (a saída de Atenas para Zakynthos foi as 05:30) optamos por ficar no hotel do aeroporto, o Sofitel, que é um pouco caro mas compensou pela praticidade e por não ter necessitado de um táxi (o centro de Atenas fica bem longe do aeroporto, mais de 40 minutos de metrô). No dia seguinte acordamos não muito cedo e fomos direto pra Acropolis. Pegamos o metrô no próprio aeroporto, descemos na estação Syntagma e fomos a pé. A passagem , salvo engano, custou 7 euros, e por lá ficamos o dia inteiro. Mas apenas 1 dia em Atenas foi pouco. Não tivemos tempo de jantar nos tradicionais restaurantes gregos de Plaka, onde se quebram os pratos após a refeição (aparentemente uma tradição bem divertida!), e a visita às diversas atrações da Acrópolis foi bem puxada. Ficamos realmente cansados de tanto andar.
       
      Dia 2:
      No domingo de manhã fomos pra Zakyntos, de avião pela Aegean, e a passagem custou 84 euros por pessoa, já com taxas. Era um avião daqueles pequenos, mas confortável e o voo tranquilo.
      Chegamos em Zakyntos por volta de 06:30, e não sei porque deixamos pra alugar o carro na hora, o que obviamente foi uma tremenda de uma burrada. É impossível se deslocar na ilha sem um veículo e sem GPS! Somente duas lojas estavam abertas: Avis e Hertz, ou seja, a facada foi beeeeem grande. Sem opções, locamos um Golf (o único que tinha no momento) e pagamos a “bagatela” de 222 euros por duas diárias.
      Bom, deixando a raiva de lado seguimos para o nosso hotel, Vigla, que fica em Volimai, o que de carro levou uns 40 minutos. Na verdade são pequenas casas chamadas vilas, umas 4 ou 5, simples mas bem amplas e equipadas, e com uma vista incrível de Agios Nikolaos. O ponto negativo do hotel é que fica totalmente isolado, no alto de um morro, e como não tínhamos coragem de dirigir a noite (as ruas não tem iluminação), acabou que ficávamos “presos” durante a noite, depois das 21h.
      Enfim, devidamente acomodados não demoramos muito e fomos logo para o que interessava: Navagio! Pra chegar lá foi super tranquilo, bastou jogar no google maps ‘Porto Vromi’ e o GPS nos guiou até o destino, sem sustos. Lá compramos o passeio que custou 15 euros, em um barco médio pra grande (mais um erro de quem é afobado demais). De Vromi até Navagio são uns 15 a 20 minutos, e ficamos na praia cerca de uma hora, que já estava bem cheia, mas nada que atrapalhasse. Na volta o barco passa, literalmente apenas passa, pelas Blue Caves, e por ser um barco grande, não deu pra curtir dentro das cavernas e tampouco houve paradas pra nadar, o que foi broxante. Por isso, ao chegar ao porto procure barcos menores, barcos pequenos mesmo, assim, você terá um passeio exclusivo e ainda poderá entrar nas caves e parar pra nadar.
      Do Porto Vromi seguimos para o mirante, o que também foi bem tranquilo, o google maps nesses dois trajetos foi certeiro. Pra conseguir a melhor vista, siga andando à direita do mirante, uns 5 minutos e você terá uma vista perfeita de Navagio. E que vista, o visual é indescritível!
      E pra finalizar o dia fomos pra Agios Nikolaos, a 5 minutos do nosso hotel, onde há um pequeno porto (para onde parte o ferry para Kefalonia) e uma belíssima praia, excelente pra ali terminar o dia. Na verdade, não há um agito noturno nessa região. Existem alguns restaurantes espalhados, alguns mercadinhos, mas o movimento não nos pareceu muito empolgante.
       
      Dia 3:
      Neste dia saímos contornando a costa leste, sem rumo, parando de praia em praia, tais como: Makris Gialos, Xigia, Alikanas e Tsilivi.
      Tanto Alikanas e Tsilivi possuem uma boa estrutura de praia, restaurantes, hotéis, bares, mercados, locadoras de carro e etc. Portanto são uma ótima opção para se passar o dia.
      Pra quem prefere andar a noite a pé, ver gente, ficar em restaurantes até mais tarde ou coisa do tipo, deve se hospedar em Tsilivi ou Alikanas. Essas regiões são bem cara de cidade praiana. E as praias tem estrutura com barracas que oferecem duas cadeiras e guarda sol por cerca de 6 euros.
      As outras praias que visitamos em Zakynthos não são tão especiais como Navagio, e valem apenas uma parada para fotos.
       
      Dia 4:
      Cedo, fomos para o porto de Agios Nikolaos, para pegar o ferry pra Kefalonia, que parte às 09:30. Havíamos combinado com a locadora de devolver o carro no próprio porto, mesmo eles não tendo loja lá. Ponto pra AVIS! O ticket custou 8 euros e compramos na hora, super tranquilo, aliás o ferry era bem grande e estava vazio.
      Desembarcamos por volta de 11:30 no porto de Lourdata, e como não aprendemos a lição, chegamos sem já ter alugado o carro. Para nossa surpresa o lugar não tem estrutura alguma e pra melhorar só tinha um taxi que quando vimos, já estava ocupado. Conversamos com esse taxista, que ficou de mandar algum colega nos buscar. Subimos um morrinho até uma lanchonete que havia no local, que não pode nos ajudar pois não tinha nem telefone. Sugeriu que aguardássemos o ônibus local, sem nenhuma noção de quando passava...Felizmente, 10 minutos depois apareceu um taxi chamado pelo outro taxista, e que inclusive dividimos com um casal de poloneses. Eles ficaram numa região super afastada do centro (Argostoli) e apesar de alguma estrutura de restaurantes e hotéis, fica longe da praia. Sem carro, como planejavam os poloneses, não rola...
      Na Kefalonia ficamos hospedados em Argostoli, principal cidade da ilha, no hotel blue Paradise. Hotel simples, pequeno, mas bem localizado, com ótimos restaurantes ao redor e com um excelente custo beneficio (4 diárias por 114 euros ).
      Check-in feito fomos alugar um carro. Na rua do hotel tem uma locadora e lá alugamos um Smart por 200 euros (pegamos na terça a noite com opção de entregar no sábado de manhã no aeroporto). Como o carro só estaria disponível à noite, fomos de taxi (15 euros ida e volta) pra Platis Gialos. Essa região possui boa estrutura de hotéis e restaurantes e fica a 5 minutos do centro de Argostoli. Lá ficamos na mega barraca Costa Costa, que tem uma excelente infraestrutura, boa praia e bem animada . Voltamos pro hotel por volta das 19h, praia já vazia apesar de ainda claro. Saímos pra jantar rapidinho na pracinha ao lado do hotel e fomos dormir.
       
      Dia 5:
      Neste dia acordamos cedo e fomos pra praia mais famosa da Kefalonia, Myrtos.. Mais uma vez o GPS foi confiável. Passamos a manhã nessa praia maravilhosa, de um azul estonteante. Há apenas uma barraca de praia que serve bebidas e alguns snacks, nada elaborado. Há uma gruta ao lado da praia, onde dá pra mergulhar tranquilamente.
      À tarde, seguimos para outra praia, Petani. Bem distante de onde estávamos, mas que por fim, valeu a visita. Linda praia! Basicamente 2 restaurantes e alguns poucos hotéis. Vale a visita, mas não a hospedagem.
       
      Dia 6:
      No sexto dia fomos a Melissani Cave. Achamos o passeio bem sem graça, é bem bonito e tal mas na minha opinião não vale a pena o tempo e o dinheiro gasto. De melisani seguimos para Antisamos beach, uma bela praia que possui uma boa infraestrutura, que inclusive conta com dois restaurantes que não cobram pela cadeira e guarda sol.
       
      Dia 7:
      Para o último ficamos em dúvida entre ir para Fiskardo e Assos ou para Skala beach com paradas nas praias de Lourdas e Mounda. Optamos pela segunda opção. E bateu um arrependimento quando vimos que as praias não eram tão charmosas quanto as outras que havíamos visto nos dias anteriores. Pena não termos ido à Fiskardo e Assos, vilas que pareciam bem legais.
    • Por afonsosolak
      Rica em cultura, rainha da história e de vida vida vibrante, a cidade de deusa Atenas e capital Grega é a fundadora da civilização ocidental. Atenas é uma cidade orgulhosa, quem sabe com razão, por ter sido o berço da filosofia e da democracia, por ter promovido a ciência e voltado os olhos da humanidade para as estrelas.
       
      Os antigos deuses e dividades da clássica Atenas ainda estão presentes visualmente na cidade. Aparecem em adornos e detalhes que vão da arte à arquitetura, isso quando ambos os conceitos não se misturam se entrelaçam, confundindo até mesmo os mais críticos. Mascotes e lugares recebem seus nomes divinos. Livros, filmes e outras mídias cansam de citar o tema. Eu, humildemente, não poderia deixar de dar meu pitaco também!
       
       
      Um dia que passes em Atenas será o suficiente para descobrir uma cidade que mistura o antigo e o novo. Não estranhe os monumentos Greco-Romanos compartilhando o mesmo quarteirão com edifícios modernos, é algo típico por lá! Outros nos confundem: A Acadêmia de Atenas, o Parlamento Grego e o Zappeion são contruções do século XIX que foram projetadas para que parecessem edifícios antigos e refletir o patrimônio arquitetônico de Atenas.
       
      Se você não é do tipo que fica plantado em museus, um dia será suficiente para conhecer Atenas. Comece visitando a Acrópole e seus templos antigos: Parhenon, Erectheion e Athena Nike. Em seguida desça pela colina e passe pelo Areópago, esta imensa rocha entre a Acrópole e a Ágora Antiga. Suba até a colina da Pnyx, a área utilizada na Clássica Atenas para os encontros das assembleias democráticas. Retorne passando pela Ágora Antiga até chegar novamente na zona urbana de Plaka (TEXTO COM FOTOS EM http://www.theworldbyfon.com/2015/04/um-dia-em-atenas_19.html#more ).
       
      O almoço típico será aqui, no bairro de Plaka! Peça algo com iogurte ou queijo branco! Mas atenção, o tempero grego costuma ser mais forte que o normal! Se você é do tipo que gosta de fazer umas comprinhas, aqui é também é o lugar!
       
       
      Ao leste da Acrópole está o o Templo de Zeus, que assim como a maioria das outras atrações é grátis para estudantes. Se você não for estudante, visite a Acrópole antes e com o mesmo bilhete poderá entrar no Templo de Zeus. O inverso não vale! Este foi o maior tempo grego, com 105 colunas, das quais apenas 16 continuam em pé, mas que já te dão uma boa idéia do tamanho que era esta belezinha! No cantinho da quadra está o "Arco de Adriano e não de Teseu", o Imperador responsável pelo fim dos trabalhos do Templo de Zeus.
       
      Do Templo de Zeus passe pelo estádio Olímpico de Atenas, construído para as primeiras Olimpíadas Modernas! Dali você pode aproveitar e caminhar pelas sombras das árvores do Jardins Nacionais até chegar em frente ao Parlamento. De hora em hora os soldados fazem a troca da guarda.
       
       
      Atravessando a rua e descendo as escadas você estará na Praça Sintagma, que se você provavelmente
      conheceu quando veio do aeroporto pelo metrô. Este é o coração de Atenas! Vale à pena passar um tempo em algum bar ou cafeteria observando o movimento da praça e a grande quantidade de cães de rua (até o Lonely Planet fala disso).
       
      Depois, quase no fim do dia, uma rápida subida até o Monte de Philopappus, seja caminhando (40 min) ou pelo funicular, te trará outras vistas panorâmicas de Atenas e Piraeus, a região portuária. Quando você chegar lá igrejinha no topo, e tiver 360 graus de Atenas abaixo de você, pensará "Cara, era maior do que eu pensei!".
       
       
      Se você prestou atenção, em nenhum momento citei o trasporte público, pois realmente não é necessário! A partir daqui você já está pronto para voltar para o seu cruzeiro ou para aeroporto e continuar sua viagem ou preparar-se pra a festa da noite! Se você é daqueles que gosta de ver "tim-tim por tim-tim" dos museus, reserve um dia mais e durma na capital grega e não deixe de confirir o Museu Arqueológico Nacional, o Museu Benaki e o Museu Nunismático.
       
      Aproveito o post para comentar sobre o Quick Facts, a nova coluna do The World by Fon. São parágrafos breves com uma explicação sobre algum tema interessante no contexto das viagens do Fon! O primeiro foi postado ontem! Confere lá!
       
      E como sempre, se você gostou, peço que gentilmente curta ou compartilhe através das redes sociais ou dos botões aqui embaixo. Isso me ajuda muuuito!
       
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      Um abraço maior que o Atlântico!
       
      Fon
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