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Opa pessoal, tranquilo?

-Estou com uma viagem pré planejada para Bélgica em março 2021 (se as fronteiras já estiverem abertas), mas me aparecerem algumas dúvidas, como estou sempre tentando me informar atualizadamente

-Bom, nunca mochilei na Europa antes, e, eu li em algum lugares algumas coisas obrigatórias, e gostaria de que alguém pudesse me esclarecer

-seguro viagem, eu li que isso é obrigatorio para as viagens para a Bélgica.

-passagem de ida x volta, bom eu estava em mente de comprar a penas a passagem de ida, e a de voltar comprar quando estivesse lá, pois além de sair mais em conta, eu poderia partir de qualquer cidade em que eu estivesse naquele momento, antes de esgotar meu tempo na área schegen.  Mas pelo que eu li, é necessário mostrar a passagem de volta também, há alguma forma de conseguir apenas a de ida?

-hotel, como seria mochilagem roots, hotel não estaria incluso, seria barraca e trabalhos em troca de acomodação.

-dinheiro, também li que, preciso provar que tenho dinheiro para pelo menos €95 por dia, bom, eu não teria isso, é realmente obrigatório? Como eu poderia escapar desta parte?

 

Desde já, muito obrigado, e caso alguém possa me esclarecer minhas dúvidas, responda a este post, ou envie-me uma mensagem via Whatsapp (22) 99256-4330

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  • Membros

O seguro viagem não é obrigatório, o que pedem é seguro saúde. Apesar de ser bem comum as pessoas misturarem ou confundirem os dois. O seguro viagem é para caso tenha cancelamento de passagem, perda de bagagem, e tudo relacionado a viagem do aeroporto A ao aeroporto B, não inclui a viagem per se. O seguro saúde é para caso precisar um hospital, ou tiver que retornar a casa por um problema de saúde, etc.

O seguro saúde é bom fazer nem que não fosse obrigatório, porque se por acaso tiver que usar um hospital, por qualquer necessidade, você poderá ter uma conta salgada para pagar, então faça independente de exigirem. A cobertura precisa ser acima de 30.000 euros.

Da passagem ida e volta, sim é obrigatório ter, não necessariamente de volta para o Brasil, mas para fora do espaço Schengen. Para ter essa flexibilidade teria que comprar uma passagem flex, porém sai bem mais caro. Não tem muita alternativa que não seja gastar mais dinheiro, como está indo com dinheiro contado, o melhor é já garantir ida e volta, por vários motivos: Só passagem de ida é tão caro quanto ida e volta; comprar passagem na Europa não é mais barato, é até mais caro; comprar passagem perto da data de voo é mais caro, exceção quando encontra promoção, mas nunca se sabe quando terá. Então o melhor é não arriscar.

Uma coisa bem comum que tem é hostel, você aluga uma cama em quarto compartilhado, custando assim entre 10 e 30 euros o dia (depende do país). Barraca até dá, mas não tem lugar apropriado dentro da cidade para acampar, só em campings que ficam fora da cidade, ou dormir em posto de gasolina (e pode ser expulso tbm..), então precisa pesquisar bem sobre isso.

Na teoria é ilegal qualquer tipo de trabalho na Europa, mesmo voluntário. Existem programas que ajudam a fazer isso, tipo workaway.

A exigência depende do país, os países que eu já li que são mais chatos com isso são Portugal e Espanha (isso de quando vier do Brasil). Alguns outros pedem apenas uma quantia razoável e compatível. Por ex, se tiver levando 500 euros para passar 3 meses, não é compatível, mas se tiver com uns 2.000 euros, já é mais compatível. Leve o que conseguir levar. Raramente pedem comprovante de dinheiro, mas se pedirem, não tem como contornar isso.

 

 

  • Gostei! 1
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  • Membros de Honra

Olá, o Davi já te explicou tudo, só vou comentar que março na Bélgica não combina com dormir em barraca, ok? Março ainda faz bastante frio, nos poucos campings abertos vc só vai ver gente em campervans, trailers ou motorhomes... pessoal começa a acampar com barraca aí por maio (e dependendo do seu equipamento ou do que vc está acostumado no Brasil, talvez maio seja frio para vc numa barraca?). Março é garantido que faz frio, então repense seus planos. Mude a data da viagem ou se prepare para pagar acomodação mais apropriada. Boa viagem pra vc!

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  • Membros

Complementando o Davi.

Quando você descer do avião lá na Europa, você tem que passar por uma entrevista com a policia de imigração, e a primeira coisa que eles costumam perguntar é a data em que você vai embora da Europa, e se você não tiver uma data definida e uma passagem comprada para provar isto, eles te colocam dentro do próximo avião de volta ao Brasil ainda no mesmo dia.

Na hora de comprar a passagem de ida e volta, você não precisa ir e voltar pela mesma cidade, compre passagens "Várias Cidades" chegando por uma cidade e voltando por outra, geralmente o preço é igual, e você economiza o tempo e dinheiro voltando a cidade de chegada.

Quanto ao dinheiro, para estadias curtas de uns 15 a 30 dias, geralmente eles não ficam conferindo quanto dinheiro você está levando, mas quando você tem estadias mais longas, acima de 30 dias, a imigração já começa a implicar mais, e querer conferir melhor as coisas, por que eles sabem que passar 2 ou 3 meses só viajando custa um monte de grana, e que um mochileiro geralmente não tem este monte de grana a disposição, e que existe grande chances de ele querer tentar algo irregular...

Mas mesmo assim, os policiais sempre podem querer conferir quanta grana você tem, mesmo que sejam só 10 dias de viagem, e ver se a quantidade de dinheiro é compatível com a duração da sua viagem,  se eles acharem que a quantia de dinheiro que você tem é incompatível com a duração da sua viagem, eles te colocam dentro do avião de volta para o Brasil no mesmo dia...

Então tente ajustar a duração da sua viagem a quantidade de grana que você tiver, por que depender de sorte para passar na imigração costuma dar errado para a maioria das pessoa, e conseguir trabalho em troca de acomodação e alimentação, nem sempre dá certo...

  

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  • Colaboradores

Normalmente quem sai do Brasil tem como hub Lisboa ou Barajas, isso é fato. Tinha um companhia Condor que descia direto para Franfourt e me parece que a KLM faz direto para AMS. Air France faz SP x CDG direto...

Considerando preço o mais barato acaba sendo Lisboa e Barajas. Barajas confere sim o "dinheiro" (não necessariamente em espécie) com certa frequência e manda de volta sim, mesmo porque a Espanha tem delimitação de valor mínimo e valor diário. Lisboa também pede.

Ja aconteceu de fazer imigração em Lisboa e pegar conexão para Porto. Chegando em Porto o cara fez mil perguntas, abriu as malas e pediu p ver o extrato do TVM.

É ver para crer!

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  • Membros
53 minutos atrás, Rezzende disse:

Em relação a comprovação de grana, se não tiver o necessário em espécie, tenho limite no cartão Nubank. Como seria essa comprovação? Pelo aplicativo mesmo? Ou imprimindo a fatura anterior?

Tudo que voce precisa comprovar precisa estar impresso em maos pra mostrar pro oficial. Ao chegar na fila que antecede a cabine da policia voce ja vai ver avisos que nao pode mexer em equipamentos eletronicos. Sem falar que voce nao poderia confiar numa bateria de celular que a qualquer momento pode acabar.

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  • Colaboradores

@RezzendeNunca me pediram nada,sempre entrei nem olhando para a cara do sujeito, pois não dá tempo,muita gente ao mesmo tempo. Então,é por amostragem, quando eles resolvem perturbar, o que também já vi,eles perturbam mesmo,mas deixam entrar vários supostos mal carateres que dominam as ruas do interior de Portugal. Torça para dar sorte e não encontrar com esses daí,sobretudo no Algarve. 

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  • Colaboradores
Em 17/10/2020 em 18:17, Rezzende disse:

tenho limite no cartão Nubank. Como seria essa comprovação? Pelo aplicativo mesmo? Ou imprimindo a fatura anterior?

O problema é que é tudo muito subjetivo... sendo bem realista:

O cara pede a comprovação dai o turista puxa um Visa platinum ... ele vai se dar por satisfeito pq são cartões com limite mais alto que  os Bancos oferecem para um público com renda maior (Os agentes não são bobos e o mundo é capitalista). E outro vai e puxa um mastercad daquele azulzinho... o agente olha com outros olhos.

O cara chega com 1500 euros para passar 20 dias, puxa la qualquer cartão de credito... o agente não vai dar muita atenção para o cartão. Por outro lado o cara chega com 200 euros para passar 30 dias e diz que o resto vai gastar no cartão... o cara vai olhar mais afundo.

Dizem que leva-se a fatura do cartão ou mesmo aplicativo. Mas eu fico meio que inseguro porque voce fica meio que refém da subjetividade do agente... O que garante que aquele limite está disponível? Acaba que no final das contas o agente vai meio que no "faro". O dinheiro em espécie ou no TVM não ha margem para contestação.

Esse nubank é cartão de crédito?

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  • Colaboradores
6 horas atrás, Rafael_Salvador disse:

Esse nubank é cartão de crédito?

Sim...e platinum kkkk

A minha dúvida mesmo é em relação a o que comprova que tenho limite pra gastar. No aplicativo aparece mas se tiver que ter impresso seria o que? A fatura anterior é que diz o limite. E o limite vem em reais, não em euros. O cara lá da alfandega não vai procurar saber quanto aquilo corresponde em euros né

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    • Por camilandarilha
      Em 2019, realizei a maior viagem da minha vida e agora, finalmente decidi compartilhar um pouco dela aqui  espero que gostem!
      Capítulo 1: Preparação e França
      Em setembro de 2018, decidi largar a faculdade e juntar dinheiro para me jogar em uma aventura na Europa. Estava trabalhando em uma ONG de intercâmbio voluntário e fechei um pacote para passar 45 dias na Croácia por R$400 reais. Muito barato! Pelo menos tinha a hospedagem garantida. (Só vim saber exatamente onde ia dormir quando cheguei na Croácia, mas essa parte fica para outro momento)
       Tinha pouquíssimo tempo e pouquíssimo dinheiro (somente R$1000 guardados) pois planejava passar o ano novo em Paris (já que as passagens no inverno são mais baratas). Vendi praticamente TUDO o que eu tinha, roupas, livros, e vendia comida na rua (principalmente bolo vegano)! Contava a história de que estava indo realizar meu sonho de mochilar, e muitas pessoas me davam dinheiro sem nem pegar a fatia, para que eu vendesse para outra pessoa. Lembro-me de um dia em que ofereci o bolo para dois senhores em um restaurante chique: Um me deu uma nota de R$50 e outro, de R$20. Quase engasguei de surpresa hahaha 😅 depois de vender muito bolo, pastel e etc, consegui juntar R$2500, que somando com o que eu tinha guardado, foi o preço da passagem de ida e volta! Poderia ter pago bem mais barato se tivesse comprado com mais antecedência, então essa é a primeira dica: Se você for fazer na loucura que nem eu, presta atenção nas promoções e procure as datas mais baratas (usei o Skyscanner para isso) mas se você tem mais tempo, compre com antecedência, pois isso pode te fazer economizar uma boa grana! 
      Outra dica: se você vai vender na rua para juntar grana e viajar, não seja seletivo. Eu era um pouco mais tímida, e só oferecia para pessoas que não estavam em grandes grupos e ainda era seletiva, escolhia na rua para quem ia oferecer. OFEREÇA PRA GERAL! HAHA Sério!
      Fiz vaquinha, continuei vendendo e tive também uma ajuda dos meus pais. Acabei indo com cerca de 800/900 euros (ou seja, eu iria me virar com uma média de 100 euros por mês). Na época, isso seria mais ou menos R$4000. 
      Cheguei em Paris e nem podia acreditar que estava ali. Eu nunca nem havia saído do nordeste! Estava fazendo 7 graus, e eu estava com um agasalho de inverno. Porém quando eu digo inverno, é inverno nordestino, ou seja, não servia para quase nada  me lasquei de frio, então outra dica: Não seja mão-de-vaca como eu fui na hora de investir em roupa de inverno. Porquê meu pensamento foi "São menos de três meses de frio, eu vou sobreviver". NÃO PENSEM ASSIM, PELO AMOR DA BICICLETINHA! 
      Fiquei uma semana em Paris e dei um bate e volta em Versailles com uma amiga peruana que fiz através do Couchsurfing. Fui no museu do Louvre de graça (o Louvre é gratuito nos sábados à noite, na baixa temporada! Outro motivo de querer ir pra Paris no ano novo). Fui na Sacred Coeur, Notre Dame (não entrei porquê era pago) e bati bastante perna! Os franceses a quem pedi informação foram gentis e prestativos. O segredo é começar com "Bonjour/Bonsoir! Excusez-moi parlez-vous anglais?" (Bom dia/boa noite! Com licença, você fala inglês?)
      A ideia era pagar pelo transporte (e ainda paguei algumas vezes) mas os próprios parisienses me ensinaram como burlar o metrô 🤷‍♀️ quase não paguei transporte público nesse mochilão. Não estou dizendo que é certo, mas era a forma que eu tinha de economizar. Se você puder pagar, pague, pois se você for pego, paga uma multa de em média 100 euros! 
      Duas vezes pedi informação sobre como comprar um ticket de metrô pois estava toda enrolada, nas duas vezes, as pessoas tentaram me explicar, mas resolveram pagar pra mim. Gentileza que você não espera!
      Fiquei na casa de duas pessoas do Couchsurfing. Me senti muito desconfortável na casa do meu primeiro host, era um francês que morava sozinho e era uma pessoa inconveniente, mas no da segunda, foi ótimo ❤️ uma paquistanesa super gente fina, que morava com o namorado francês e tinha um gatinho, o Pablito. Eles foram ótimos! A paquistanesa falava seis idiomas, incluindo português (se eu não soubesse que ela era do Paquistão, diria que era paulista pelo sotaque!)
      Maas, na noite de ano novo, acabei dormindo no hostel onde a minha amiga do Peru estava se hospedando. O metrô estava fechado (eram 3h da manhã) e eu teria que esperar até às 7h. Tinha uma cama vazia no quarto que ela estava: Ela parou um pouco, pensou e disse baixinho: "Fica aí até às 7h, antes de checarem os quartos para limpeza"! Dei um cochilo, às 7h acordei e meti o pé. Passei pela recepção sem olhar para trás, mas a pessoa que estava na recepção nem disse nada. Provavelmente é difícil saber quem é hóspede ou não em uma época tão festiva. 
      Voltei para a casa do meu host com o c* na mão, pois quando cheguei na estação da zona que ele mora, eram 8h da manhã e ainda estava escuro - e não tinha ninguém na rua. Porém em um determinado momento passei por uma menina que estava andando e mexendo no celular tranquilamente e fiquei um pouco mais tranquila. A pessoa só faria isso em um lugar minimamente seguro, não é?  Mas ainda fiquei em alerta até chegar na casa do meu host. 
       
      Depois da França, peguei um voo para a Croácia (que estava incluso naqueles R$3500). Cheguei em Zagreb e peguei uma van até Rijeka, a cidade onde ficaria por 45 dias (acabei ficando 50 dias). 
       
       
       








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    • Por Fora da Zona de Conforto
      Não há lugar melhor para cultura, história, beleza e uma atmosfera vibrante do que Amsterdã! Como a capital da Holanda, Amsterdã é a cidade mais popular do país e até mesmo uma das cidades mais populares da Europa. 
      Quase todos os itinerários de viagem europeus incluem uma visita a Amsterdã e saber o que esperar antes da chegada é fundamental.
      Amsterdã é uma cidade conhecida por muitas coisas diferentes. Ela ganhou a reputação de uma das cidades mais sombrias da Europa devido à legalização da maconha e da prostituição. No entanto, este aspecto de Amsterdã é apenas uma fração do que você experimentará ao visitá-la.
      É claro que há muitas pessoas que nos visitam com a intenção de festejar e participar de algumas dessas atividades, mas também há um clima muito moderno e descolado em Amsterdã que é incrível de se experimentar.
      Uma das coisas que a maioria das pessoas diz depois de visitar Amsterdã é: “Eu poderia realmente morar aqui”. A cidade tem um clima super bem-vindo e ocidental que a torna muito acolhedora e fácil de se sentir confortável.
      Há muito para saber sobre Amsterdã e esta lista das 15 coisas mais importantes que você deve saber ao visitar Amsterdã o colocará por dentro antes de sua viagem.
       
      Continue lendo: 15 Coisas para Saber Antes de Visitar Amsterdã
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Visitar a Escandinávia e os países que fazem parte dela não é barato. Os custos nesses países são altos tanto em alimentos e bebidas, quanto em acomodações e atrações, o que pode dificultar se você não tiver muito dinheiro para gastar durante a sua viagem.
      Felizmente, há muito para ver e fazer ao ar livre, já que este é um dos destinos mais impressionantes e interessantes do mundo. Além disso, vale a pena gastar para explorar algumas das melhores atrações que os países escandinavos têm a oferecer.
       

       
      Se você estiver viajando com orçamento limitado, há algumas coisas que você pode fazer para manter seus custos baixos, já que não é preciso fazer tudo no auge do luxo. Se você estiver procurando opções de baixo orçamento, saiba que existem algumas maneiras de economizar dinheiro.
      Nem tudo é caro, existem maneiras de encontrar voos baratos e economizar muito dinheiro para aproveitar durante a sua viagem. Para economizar com transporte, continue lendo até o fim, onde dou algumas dicas sobre o Scandinavia Pass.
      Uma das maiores dúvidas durante uma viagem, apesar do que a maioria acredita, não é com o que economizar, mas sim com o que vale a pena gastar. Por isso, aqui estão algumas atrações na Escandinávia com que vale a pena gastar dinheiro…
       
      Continue lendo: 7 Coisas que Vale a Pena Gastar Dinheiro na Escandinávia
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Você mora na Europa e precisa de um banco Europeu online de graça com muitas vantagens e poucas complicações? Conheça aqui tudo sobre o Banco N26 (meu banco favorito na Europa) e abra uma conta de graça em pouco minutos!
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      Felizmente, o avanço da tecnologia possibilitou que muitos bancos online surgissem e resolvessem esse tipo de problema. São os chamados Fintechs! Bancos totalmente digitais, sem agência, e que muitas vezes são totalmente gratuitos. Como o Banco Inter ou Nubank no Brasil.
       
      Leia mais em: Melhor Banco Digital Gratuito Para Quem Mora na Europa
    • Por claudio_aomundoealem
      Olá Mochileiros
      aqui segue o texto do planejamento da minha viagem preferida, ao longo de vários meses - e, claro, valeu muito a pena.
      Londres e Paris – Parte 1 – O Planejamento
       
      Com a descoberta de que viajar para o exterior não é caro como imaginara, tampouco impossível (e muito mais divertido do que qualquer sonho já realizado), fiz o óbvio: planejei a próxima viagem.
       
      Fica aquele impulso inicial de querer conhecer toda a Europa; mas, apesar desta caber numa tela do computador por meio de programas como o Google Maps, continua sendo um continente – Então, quais cidades que deveriam ser conhecidas?
       
      É feito um esboço de uma lista de cidades a serem desbravadas: Viena, Berlim, Roma, Londres, Bruxelas, Amsterdã, Paris, Praga... Mas a realidade aparece: não há tempo hábil de conhecê-las em uma única viagem. Logo, o esboço encolhe, diminui, encolhe...
       
      Enfim, a lista final está pronta: as escolhidas foram Londres e Paris. Nota-se que escolher os destinos de uma viagem é importante, mas não difícil. Porém representa o início da árdua e prazerosa tarefa de planejar a viagem.
       
      Com o foco da viagem definido, entra em ação o segundo passo: o transporte. Por limitações específicas, a janela temporal acessível para nós seria de realizar a viagem entre a terceira quinzena de dezembro e voltando na segunda semana de janeiro. Contrariando algumas recomendações de que o melhor é procurar voos próximos aos destinos, procurei de forma mais “ampla” – e considero que valeu a pena. Por quê?
       
      Para procurar passagem aérea mais barata, eu pesquiso pelo Google Flights. E, em vez de inserir somente o destino (Londres) ou mesmo o país (Inglaterra), procuro por Europa. Isso possibilita comparar diversos voos, incluindo no próprio país/cidade de destino.
       
      Nas primeiras pesquisas, tinha encontrado passagem barata por Barcelona, mas o dólar começou a subir (nem perto do desastre de 2020) e essa “pechincha” não aparecia mais. Claro que tinha consciência de que voos no final do ano são mais caros, já que é alta temporada (só que mais caro não implica automaticamente em ser absurdo).
       
      Em agosto, tive uma grata surpresa.
       
      Um voo de ida e volta por Milão, na Itália, com mala despachada inclusa por 2600 reais em alta temporada (CONSEGUI!). Não podia acreditar que tinha achado. Era um sonho! Mas não era para acreditar mesmo: quando ia finalizar a compra da passagem, falava que não estava mais disponível.
       
      Mas, ao longo dos dias seguintes, esse alerta de preço permanecia. Intrigado, resolvi entrar no site da companhia aérea e, ao invés de verificar o preço de ida e volta, analisei cada trecho: o trecho de ida estava em 1250 reais, condizente com apresentado pelo alerta de voos. Todavia, o trecho de volta estava muito mais caro, mais de 2500 reais.
       
      Comecei a simular com a ida travada em Milão e retorno por diversas cidades europeias. Surpreendentemente, o voo mais barato encontrado foi por Genebra, na Suíça, com conexão em Frankfurt (até hoje não entendo como umas das cidades mais caras do mundo – Genebra – pode ter o voo mais barato).
       
      Enfim, consegui em agosto comprar passagem para Europa a preço razoável (R$ 3100) para o final de ano, em alta temporada, com mala despachada inclusa (não creio que seja bom comprar com mais antecedência – vide a implicação do covid-19).
       
      Outros voos que eram mais próximos do foco da viagem estavam na faixa superior a 4 mil reais. Mesmo com o custo do deslocamento das cidades dos voos (Milão e Genebra) para as duas capitais, o valor final ficou menor do que os preços dos voos mais “convenientes”. Então, valeu a pena embarcar em voos para cidades mais distantes, mesmo que isso implique em mais viagens por dentro da Europa (além do óbvio: a passeio, não existe “tempo ruim” no Velho Continente).
       
      Como o voo não seria direto para as capitais, era preciso analisar os meios de transporte para o deslocamento até elas. Entrementes, era preciso definir os dias em que ficaríamos em Londres e Paris, bem como em Genebra e Milão.
       
      Tanto Milão quanto Genebra, considerei ficar um dia em cada cidade: além de ser locais que até então não conhecia, tem sempre o risco de acontecer imprevisto – o que aconteceu: o voo para Milão saiu com atraso do Brasil. No caso de Genebra, tinha risco de, por exemplo, pegar tempestade de neve que fechasse o acesso para chegar na Suíça – difícil, mas não impossível.
       
      Decidimos por permanência de uma semana em cada capital, com o Natal em Londres e Ano Novo em Paris. No deslocamento de Milão para Londres, existiam diversas modalidades de transporte: o aéreo, por trens e por ônibus. O uso de carro seria extremamente inviável: além de ser caro devolver em local diverso ao que retirou, parte do trajeto teria custo altíssimo para o veículo (como atravessar o Mar do Norte pelo Canal da Mancha ou pagar o pedágio para cruzar os alpes italianos e franceses).
       
      A primeira modalidade que salta aos olhos, é claro, são os aviões, especialmente as famosas companhias low-cost europeias. Entretanto, tendo mala despachada (e até com mala de mão, a depender do peso e tamanho), as empresas low-cost não são tão "low" assim. Mesmo assim aparecia alguns preços competitivos.
       
      Nas pesquisas de voos, os que tinham preço mais competitivo (mesmo com mala) eram aqueles que chegariam em Londres às 22:00 do dia seguinte ou partiria de Milão de madrugada. Ora, chegar no aeroporto é totalmente diferente de chegar na cidade: do voo às 22:00, chegaria no centro de Londres depois das 23:00 (os aeroportos que atendem Londres são longe da cidade) – com isso afetaria a disposição para o turismo no dia seguinte. Com relação ao voo de madrugada, teria que pegar um transporte privado até o aeroporto (caríssimo, por sinal – um táxi chega a cobrar mais de € 90 até o aeroporto de Milano-Malpensa) ou pegar o transporte público no dia anterior e dormir no aeroporto. Evidentemente, existiam voos em horários (e aeroportos) “melhores”, mas eram mais caros – alguns, bem mais.
       
      De trem, o trecho seria segmentado. Teria de comprar dois trechos: o primeiro de Milão a Paris e o segundo, de Paris a Londres. Mas não seria uma boa ideia. O primeiro trecho até possui preços interessantes, de € 40. No entanto, os horários são bem limitados e o que tinha menor preço saía às 6 da manhã de Milão, chegando em Paris só a tarde. O segundo trecho é realizado pelo famoso Eurostar, que percorre o Eurotúnel embaixo do Canal da Mancha em um trajeto de pouco mais de 2 horas – e é caro, muito caro: começa em € 49 avançando para mais de € 100.
       
      Os ônibus, por sua vez, existem em vários horários. O trajeto demora quase 22 horas, com uma “conexão” nas Rodoviárias Gallieni ou Bercy, em Paris. No entanto, como estão disponíveis vários horários, é possível escolher o que inicia o percurso à noite. Nesse caso, o ônibus chega em Paris mais cedo do que o trem e ainda economiza uma diária de hospedagem, já que se dorme no ônibus. A conexão em Paris demora menos de 2 horas, tempo suficiente para contornar eventual atraso do ônibus do primeiro trajeto.
       
      O escolhido foi o ônibus: ao invés de tirar uma soneca no aeroporto, melhor dormir no ônibus. Sem se preocupar com o horário de partida do avião ou do trem de madrugada, bastava chegar na rodoviária e aguardar a chegada do ônibus às 22:00. Em vez de pagar uma diária de hospedagem, o dinheiro serviu para “subsidiar” a passagem de ônibus, além de que ele deixa no centro das cidades, só precisando do bilhete de metrô (curiosidade: o trecho de Milão a Londres custou € 78, mais barato do que o táxi do aeroporto de Malpensa até o centro de Milão).
       
      Evidentemente que o ônibus não é mais rápido do que o avião, nem é tão confortável quanto o trem. Mas a praticidade de não se preocupar com horários ruins e a economia gerada tanto pelo preço da passagem com o “subsídio” de hospedagem tornavam-no preferido.
       
      Como dito, o trem do Eurostar pode ser muito caro – ao passo que, com o ônibus, ocorre justamente o inverso: no nosso caso, pagamos € 28 para realizar a viagem durante a noite, sendo que tinha visto no mesmo mês para outros dias por € 15. E, caso escolhesse o trem, mais uma diária de hospedagem teria que ser desembolsada.
       
      O último trecho, de Paris para Genebra, também foi feito por ônibus. O preço da passagem de ônibus, nesse caso, não estava distante do preço da passagem de trem. Só que, com o ônibus, ainda economizamos com a hospedagem na Suíça...
       
      Resolvida a questão de deslocamento entre as cidades, é o momento de procurar hospedagem. Como íamos ficar uma semana em cada capital, escolhemos o aluguel de quartos, que oferecem descontos para tal período e tem a conveniência de poder preparar sua comida – assim, dá para ficar bem alimentado e se esquivar dos caríssimos restaurantes de áreas turísticas.
       
      Todavia, ressalto que a hospedagem tem de ser pensada junto com o transporte urbano – além da conveniência de ter transporte perto, mas de seu custo. Diferentemente do Brasil, a tarifação do transporte público é por zonas – em teoria, quanto maior e mais longe do centro o deslocamento, mais caro ele fica. Então, tem de ser analisado como duas “forças antagônicas”: a primeira, da hospedagem, quanto mais próxima do centro turístico/financeiro, mais caro fica; a segunda, de transporte, quanto mais longe do centro, mais caro fica. E como conciliar essas duas “forças”? Infelizmente não existe uma resposta padrão: cada pessoa tem sua preferência na ponderação dessas “forças”.
       
      Ainda, ratifico alguns pontos que até podem fugir ao senso comum: Londres, de longe, é a cidade que tem um dos transportes públicos mais caros (a ponto de um tênis custar o equivalente a 2,1 bilhetes de metrô avulsos). Entretanto, apesar dessa característica, o “combo” de hospedagem na zona 5 para quatro pessoas é mais barato do que o “combo” equivalente em Paris ou Milão para estadia de 1 semana. Outro ponto de destaque é a preferência de se hospedar no centro destas cidades. Ora, se no Brasil não moro no centro, por que vou me hospedar no centro destas cidades (que podem ser bem mais caras)? Melhor usar esse dinheiro para melhorar minha residência. Com base nessa percepção, encontramos na França uma casa perto do metrô e fora da cidade de Paris – ela ficava na cidade de Mountreuil (mas é preciso verificar antes se o local de hospedagem na periferia não é perigoso, por exemplo).
       
      No nosso caso específico de Londres, tinha um detalhe importante: nos dias 24, 25 e 26 de dezembro vários lugares estão fechados, incluindo o transporte público durante o Natal. À vista disso, não adiantava ficar muito longe da cidade, já que não haveria transporte até o centro, com exceção do uso das pernas. Por outro lado, as hospedagens na área central são proporcionalmente caras. Como solucionar? Em uma tela do computador, procurei no site Transport for London o mapa que mostrava a rede de trilhos por zona tarifária. Em outra tela, buscava hospedagens próximas ao metrô e no limite da zona tarifária 1 e 2. Como esse trabalho, consegui encontrar hospedagem mais barata em Candem Town e que permitiria conhecer Londres no Natal.
       
      Em Genebra, a questão era embolada. Cogitava ficar em Annemasse, cidade francesa lindeira à Genebra, pois os preços das hospedagens na cidade eram muito inferiores à versão dos suíços. Seria ficar na França, pegar o trem ou ônibus para Genebra e voltar. Mas consegui encontrar um apartamento bem mais barato do que os demais quartos no centro de Genebra e, assim, considerando que a cidade é pequena, não precisando de transporte, que ficaríamos somente por um dia e que provavelmente nada consumiríamos, como ir ao mercado, ficou mais vantagem ficar na Suíça.
       
      Tendo solucionado os transportes e as hospedagens, era a fase de realizar a pesquisa de passeios e atrações, um dos melhores momentos do planejamento de viagem.
       
      Por conveniência, prefiro um guia na forma “clássica”, em formato de livro de bolso, mas não deixo de procurar na internet. Apesar de, na prática, estar tudo registrado num livro, não é tão simples assim – especialmente para quem quer ter uma experiência melhorada e econômica. Como Londres foi a capital do maior império que já existiu, é de se esperar que não dê para conhecer todas as atrações em uma semana. Dessarte, é preciso fazer um roteiro que, pessoalmente, estabeleço da seguinte forma: atração; valor do ingresso; dia e horário de funcionamento. Como a semana que iríamos teria os 3 dias de funcionamento parcial, o desenvolvimento de tal roteiro é ainda mais essencial, sob o risco de ficar mofando na hospedagem e se privar de uma experiência enriquecedora de novas culturas. O mesmo trabalho foi realizado em Paris, contudo foi mais simples – na verdade, Paris é um marco nas artes, mas não tão grande quanto a gente imagina: compare o tamanho da Linha 4 do metrô de São Paulo com uma reta cortando a capital francesa de leste a oeste e tire suas conclusões... (Mas não é por isso que a cidade deixa de ser extremamente densa em cultura e beleza, muito pelo contrário).
       
      Durante a pesquisa sobre as atrações de Londres, li sobre uma promoção das ferrovias britânicas: o 2FOR1 que atende a várias grandes cidades no Reino Unido, incluindo Londres. Essa promoção, que é diferente do LondonPass, consiste em receber o segundo ingresso gratuitamente desde que ambos tenham o bilhete de trem adequado. Com essa “mágica”, pagávamos quase metade do valor original das atrações e usufruíamos de transporte público ilimitado (a economia dessa promoção é tão grande que esta merece um tópico exclusivo de análise). Com isso, Londres, mais bela do que nunca, não me pareceu cara como já ouvi...
       
      Para quem já percebeu no mapa, Londres está mais próximo do Polo Norte do que Vancouver, no Canadá. Não obstante, seu clima é muito mais “quente” do que seria razoável supor, decorrente da Corrente do Golfo que influencia a Europa Ocidental. Por conta disso, as temperaturas mínimas que já atingiram a cidade de São Paulo não diferem muito da média destas cidades. Um bom casaco, luva comum, cachecol e bota são suficientes para esta viagem (só ficou a expectativa de pegar alguma nevasca na Suíça...).
       
      RESUMO
       
      EUROPA é um continente: não adianta querer conhecer vários lugares de uma vez só.
       
      PESQUISAR por passagem aérea pode demorar semanas – mas vale a pena.
       
      VERIFIQUE por passagens aéreas separadas e/ou multidestinos – pode trazer uma grata surpresa.
       
      DEFINA o número de dias de estadia em cada cidade.
       
      RESERVE 1 (um) dia de estadia nas cidades de origem e destino do voo – pode ocorrer imprevistos.
       
      O DESLOCAMENTO entre países da Europa pode ser de carro, trem, avião, ônibus e barco – o ônibus é a opção mais barata.
       
      O preço de voo com MALA DESPACHADA pode ser muito mais caro.
       
      Ônibus e trem noturno: pode economizar uma diária de HOSPEDAGEM.
       
      Ao procurar hospedagem combine junto com os passes de TRANSPORTE.
       
      SUÍÇA é cara [ponto].
       
      PESQUISA de passeios e atrações deve ser feita previamente, para combinar melhor desempenho E economia.
       
      PROCURE por promoções de passeios, como o 2for1 do Reino Unido.
       
      A Europa Ocidental não é tão FRIA como a gente imagina.
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