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Olá pessoal,

Agosto de 2020, ano pandêmico, férias marcadas, estresse total. Com ou sem pandemia teria um mês inteiro de férias e começamos a analisar opções de viagens em que houvesse o mínimo de risco para nós, um casal com duas crianças (uma de 2 anos e meio e um bebê de 5 meses). Lemos e analisamos algumas opções e decidimos fazer uma viagem de carro, sem um percurso muito definido, mas tentando percorrer algumas praias do litoral baiano, sabidamente de densidade demografica baixa e com ótimo distanciamento social. Acabou sendo uma das melhores viagens da vida, sem dúvida alguma.

No fim das contas, o roteiro ficou:

Dia 1 – BH-Teófilo Otoni/MG

Dia 2 – Teofilo Otoni/MG – Santa Cruz Cabralia/Ba

Dia 3-5-Santa Cruz Cabralia/Ba-Porto Seguro/Ba

Dia 5 – Santa Cruz Cabralia/Ba – Ilheus/Ba

Dia 6-7--Ilheus/Ba

Dia 8 – Ilheus/Ba-Salvador/Ba

Dia 9--Salvador/Ba

Dia 10-Salvador/Ba-Praia do Forte/Ba

Dia 11-12-Praia do Forte/Ba

Dia 13-Praia do Forte/Ba-Aracaju/Se

Dia 14--Aracaju/Se-Maceio/Al

Dia 15-16 Maceio/Al

Dia 17-Maceio/Al-Itatim/Ba

Dia 18-Itatim/Ba-Itacaré/Ba

Dia 19-Itacare/Ba

Dia 20 – Itacaré/Ba-Prado/Ba

Dia 21- Prado-São Mateus/ES

Dia 22 – São Mateus/Es

Dia 23 – São Mateus/ES

Dia 24-São Mateus/ES-BH/MG

Viajar com crianças:  exige cuidados extras, ainda mais com um bebê pequeno, o que significa ritmo mais lento, respeitar o cansaço delas, fazer várias paradas de carro, entreter a criança maior durante os trajetos mais longos. Um coisa que nos ajudou muito era colocar música de ninar quando o bebê começava a chorar muito e não era possível fazer uma parada. Mas, seguindo um pouco mais lentamente e parando sempre que possível, as crianças aguentaram muito bem uma viagem de  5600km de carro.

Questões relacionadas à Covid-19: Bem, os cuidados básicos de sempre: evitar ao máximo aglomerações, uso de mascara sempre, procurávamos hotéis/pousadas com selo de turismo (vimos que na prática alguns lugares eram bem rígidos e outro nem um pouco). Evitamos comer em restaurantes também, principalmente a noite preferíamos pedir delivery e comer no hotel/pousada. Em relação ao impacto no roteiro foi pouco, porque apesar de alguns lugares que gostaríamos de visitar estarem fechados, fomos substituindo por outros. O destino que gostaria mesmo de visitar era Peninsula de Maraú e Morro de São Paulo/Boipeba, mas em agosto de 2020 estava fechado. Por outro lado, devido a isso esticamos a viagem até Maceio (minha ideia inicial seria terminar em Aracaju) o que foi ótimo porque Maceió se provou um destino maravilhoso e com o mar mais bonito que já vi! Algumas cidades estavam parcialmente abertas/funcionando e irei relatando ao longo do post.

Clima: Pegamos dias ótimos, ensolarados, e dias frios, com muita chuva! Ilheus particularmente choveu todos os dias que estivemos lá.

Meu carro: Renault Logan 1.6  automatico 2012,  já meu há cerca de 5 anos, na época da viagem com 131mil km rodados. Carro ótimo, alto, robusto, porta malas gigantesco. Somente beberrão por ser automático 4 marchas. Não faz mais do que 8km/l no álcool e 9 na gasolina na estrada. Anda muito bem em estrada de terra por ser um pouco mais alto. Havia revisado a pouco tempo. Já viajei muito com esse carro, e é uma ótima opção de carro popular para família. Em 2018 fomos até Prado/Ponta do Corumbau com ele. 

Hospedagem

Santa Cruz Cabrália: 197/dia (Porto Bali);

Ilhéus: 180/dia (Hotel Praia do Sol);

Salvador 140/dia (Pousada da Mangueira);

Praia do Forte: 140/dia (Recanto dos Pássaros);

Aracaju: 200/dia (Simas Praia Hotel);

Maceio: 205/dia (Ritz Suítes);

Itacaré: 250/dia (Terra Boa Hotel Boutique);

Prado: 150/dia.

Em Itatim/Ba o pernoite foi 120 reais. 

Combustível: aproximadamente 2750 reais para percorrer 5655km considerando um veículo fazendo 8km/l de etanol. Pagamos entre 2,69 a 3,79 no litro de álcool dependendo da cidade. 

Estradas: de modo geral estradas honestas, padrão brasileiro. Vou descrever algumas que rodamos mais km:

·         BR 381 Norte: Rodovia que liga Belo Horizonte a São Mateus/ES, o trecho de 200km entre BH e Ipatinga é conhecido como rodovia da morte, infelizmente por ser extremamente perigosa, muitas curvas, muito fluxo de caminhão. E está em eternas obras de duplicação (até o momento não tem nem 50km duplicado), então é preciso extrema atenção e principalmente paciência. Não recomendo rodar nela a noite. O trecho entre Ipatinga e São Mateus é totalmente em pista simples porém muito mais tranquilo, pois são menos curvas e o transito é muito menor.

·         BR 101 – a rodovia que rodamos a maior parte do tempo da viagem, percorremos todo o trecho baiano, sergipano e uma boa parte do alagoano. O trecho baiano é totalmente em pista simples mas com bom asfalto e fluxo menor de carros e caminhões. O trecho sergipano está em obras de duplicação, o asfalto é muito ruim e muitos trechos em esquema pare/siga. O trecho alagoano é totalmente duplicado e é um tapete. Melhor trecho de estrada de toda a viagem.

·         BR 116 – Percorrremos essa rodovia desde Feira de Santana até Jequié/Ba. É uma pista privatizada, mas cerca de 50km depois de Feira não é mais duplicada, tem muitos buracos e fluxo inacreditável de caminhões.  Ficamos tão assustados que decidimos sair dela e pegar uma transversal até voltarmos a BR 101 (ao longo do relato explico exatamente qual trajeto foi feito).

·         Ba001- Rodovia estadual que liga diversas cidades do litoral baiano. Infelizmente em péssimo estado, com muitos buracos e falta de infraestrutura. A percorremos no trecho Ilheus-Valença.

·         Ba099-Rodovia estadual que liga Salvador ao litoral norte e até a divisa com Sergipe. Privatizada, duplicada, ótimo estado de conservação.

·         Se-100 – Rodovia estadual que liga a divisa Ba/Se à Capital Aracaju via litoral. Pista simples, porém asfalto em boa conservação. Tem algumas pontes por cima de rios belissima para fotos.

Vamos ao relato dia a dia:

Dia 1 – BH a Teófilo Otoni/MG

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Nada de especial a relatar nesse dia, exceto que é preciso muita paciência para percorrer os 200km até Ipatinga/MG, que passa fácil de 5 horas. Muitas obras, pare/siga, trânsito. De Ipatinga em diante viagem muito tranquila, poderia até ter estendido mais e percorrido até Nanuque/MG mas ficamos com receito de cansar muito as crianças.

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Praca de Teófilo Otoni/MG

Dia 2 – Teófilo Otoni a Santa Cruz Cabralia/Ba

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Chegamos a Santa Cruz no final da tarde. Ficamos hospedados no hotel Porto Bali, que é muito bonito, tem uma ótima sauna com hidromassagem. O dono queria impor uma regra de só consumir agua mineral vendida no estabelecimento, coisa com a qual não concordamos e consideramos falta de sensibilidade, vendo que estávamos com criança  pequena e bebê. Parece que  ali na região vários hotéis tem essa prática ruim. Nesse dia só curtimos a piscina do hotel e saímos para comer numa lanchonete a noite (lanchonete da Tania, faz um pastel de caranguejo delicioso).

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Dia 3 – Praia Coroa Vermelha

Primeiro dia efetivamente de praia. Fomos para a praia de Coroa Vermelha, absolutamente vazia, linda e sossegada. Nenhum quiosque aberto mas levamos lanche para o dia. Após a praia ainda curtimos um pouco a pracinha onde relata ter sido rezada a primeira missa no Brasil, tem várias lojinhas de artesanato. No meio da tarde voltamos para o hotel e a noite voltamos na lanchonete da Tania.

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Dia 4 – Centro Historico Porto Seguro

Fomos conhecer um pouco do centro histórico de Porto Seguro, tem um lindo mirante, a passarela com diversos bares e restaurantes. O museu e catedral estavam fechados. Fomos até o local onde sai a bolsa para Arraial D´Ajuda (que não fomos porque já havíamos conhecido em outra viagem). Tentamos também ir fazer uma visita na reserva indígena mas estava fechada. Terminamos o dia na praia da Coroa Vermelha novamente.

Em agosto/2020 Porto Seguro estava com as praias fechadas para banho e restaurantes apenas delivery.

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Dia 5 – Praia de Santo Andre/Mogiquicaba

Dia de conhecer a praia de Santo André, que ficou muito famosa por ter sido sede da seleção alemã na copa de 2014. Pega-se uma balsa de santa cruz cabralia (se não me engano 18 reais) e o trajeto não dura nem 15 min). A praia é linda e absolutamente deserta, com mar de aguas claras e transparentes. A vila em si achei meio sem graça, na verdade é uma rua com alguns restaurantes e as diversas pousadas para pessoas bem abastadas, rs. De lá seguimos de carro até Mogiquicaba, alguns km a frente, que tem uma praia de encontro com rio maravilhosa, muito gostoso para ficar. Depois seguimos 50km a frente para Belmonte, mas não foi possível entrar na cidade devido a barreira sanitária do COVID-19 (nem me atentei a isso).

Retornamos a Cabralia a tempo de subir no seu centrinho histórico que tem uma vista panorâmica da cidade e da balsa que vai pra Santo André.  A noite novamente Lanchonete da Tania (acho que era o único lugar aberto lá, rs).

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Dia 6 – Santa Cruz Cabralia/Ba-Ilheus/Ba

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Partimos de Cabralia e subimos até Iheus. O GPS deu um caminho ruim, porque pega um trecho de estrada de terra com muitos buracos. O melhor caminho totalmente asfaltado é via Porto Seguro-Eunapolis-BR-101.

Chegamos em Ilheus debaixo de muita chuva e assim foi por 3 dias seguidos.

Ficamos hospedados no Hotel Praia do Sol, na praia dos Milionários, muito bonito, beira mar (apesar que o mar ali é meio sujo), atendimento ótimo.

Em agosto 2020 Ilheus estava com hotéis e restaurantes funcionando com capacidade reduzida. As fazendas produtoras de Cacau fechadas a visitação.

Nesse dia pedimos um lanche e dormimos no hotel.

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Dia 7 – Ilheus/Ba

De manhã até fez um solzinho, então fomos explorar um pouco as praias da região Sul e paramos na praia do Cururupe, muito agradável, estava bem vazia. Mas cerca de 1 hora depois começou a chover e tivemos que voltar pro hotel. Quando parou de chover fomos explorar um pouco o centro histórico. O Vesúvio estava aberto, mas não comemos lá e todos os demais locais importantes estavam fechados, estão ficaram somente as fotos externas.  Paramos numa sorveteria ao lado da Catedral e também compramos chocolate.

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Dia 8 – Ilheus/Ba

Chouveu o dia inteiro...hotel e Netflix, rs. Saímos apenas para almocar num local proximo ao hotel que serve caranguejo, minha filha achou uma delícia, rs.

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Dia 9 – Ilheus-Salvador/Ba

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Dia de estrada. Gastamos em torno de 9 horas para fazer esse trajeto pois choveu  praticamente o dia inteiro, a estrada estava muito ruim e esburacada. Fomos pela Ba001 até Valenca/Ba, alguns trechos simplesmente péssimos, é necessário rodar muito lentamente. De lá pegamos a Ba 542, que já tem o asfalto bem melhor e cerca de 30km a frente termina na Br 101. Está, por sua vez, logo a frente faz entrocamento com a BR 324,  que é privatizada e duplicada até Salvador. 

Chegamos em Salvador no inicio da noite e ficamos na Pousada da Mangueira, atrás do Pelourinho. Pousada ótima, vista bacana da cidade, quarto limpo e confortável, bom café da manhã e ótima piscina.

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Dia 10 – Salvador/Ba

Em agosto 2020 Salvador estava praticamente fechada. Praias não estavam abertas para banho, restaurantes fechados e pelourinho absolutamente fechado. Fiz até um vídeo porque achei tão surreal, duvido muito que em outra época da história pelourinho tenha ficado vazio assim. Já conhecíamos Salvador de outras viagens, então na verdade, nessa viagem, Salvador foi mais como um ponto de pernoite até o próximo destino que era praia do Forte. Mas gostamos tanto da pousada que ficamos um dia a mais.

Fizemos passeio pela orla do farol da barra (que estava bem cheio mas todos de máscara). E curtíamos a piscina da pousada.

No dia seguinte fomos até a comunidade Solar do Unhão comer a moqueca da Dona Suzana, do Rérestaurante. Para quem não conhece, a Dona Suzana é uma das personagens de uma série da Netflix chamada Street Food: Latin America. Ela faz uma moqueca de peixe, de camarão e de arraia deliciosa. É tudo feito na casa dela mesmo, ela simplesmente coloca uma mesa na frente e serve os clientes. Muita, mas muita gente mesmo come lá, a maioria pedindo marmitex. E o lugar tem uma vista maravilhosa da Baia de todos os Santos.

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Dia 11- Salvador – Praia do Forte/Ba

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Viagem curta, menos de 1 hora e meia entre Salvador e Praia do forte por pista duplicada e privatizada (não lembro valor do pedágio). No trajeto você acompanhada o metrô de salvador que é muito melhor ao nosso aqui de BH. Chegamos e fomos direto ao trecho de praia chamado de praia do Lord, que na maré baixa faz diversas piscinas naturais deliciosas. Lugar muito gostoso para passar o dia. Infelizmente minha esposa foi queimada por uma água viva, precisamos dar uma passada no Posto de Saúde da vila após a praia. A médica nos atendeu super bem e prescreveu uma pomada, problema resolvido.

Em praia do forte ficamos hospedados na pousada Recanto dos Pássaros, chalezinho bem simples. Tinha um cozinha, então aproveitamos para fazer algumas refeições a noite lá mesmo.

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Dia 12 – Praia do Forte

Na parte da manhã fomos conhecer as praias de Pojuca e Itamicirim, e a tarde o famoso projeto Tamar e Instituto da Baleia Jubarte. Também tentamos conhecer o Castelo Garcia D´Avila mas estava fechado a visitação.

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Dia 13 – Praia do Forte/Ba – Aracaju/SE

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Esse trecho é percorrido em cerca de 4 horas numa ótima pista no lado baiano e pista honesta no lado sergipano. O perrengue que passei nesse dia foi ter esquecido de abastecer antes de sairmos da praia do forte e ficamos um bom tempo rodando na reserva sem nenhum tipo de estrutura na estrada. Por fim, cerca de 2 horas depois da praia do forte chegamos em Indiaroba, já no Sergipe, e conseguimos abastecer no posto logo na entradinha da cidade.

Fizemos uma parada na praia do saco, já em Sergipe, mas estava absolutamente deserto. Ficou só a foto no letreiro.

(Curiosidade, no dia seguinte, já em Aracaju, vimos no jornal uma noticia de funcionarios retirando o letreiro da praia do Saco por decisão judicial no mesmo dia em que estávamos lá; achamos de uma coincidencia tao grande, provavelmente fomos os últimos a tirar foto lá, rs)

Em Aracaju ficamos hospedados no Simas Praia Hotel na orla do Atalaia. Nesse dia conseguimos curtir um pouco de praia.

Aliás, um adendo: essa orla é uma coisa espetacular. Tem ciclovia, parquinho para crianças, pista caminhada, ate´um laguinho. Nunca vi uma orla de praia tão bem estruturada.

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Dia 14 – Aracaju – Maceio /AL

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Antes de pegarmos estrada em direção a Maceió, fomos conhecer o mercado municipal de Aracaju, mas estava muito cheio de gente então foi uma visita rápida, fomos também até a Colina de Santo Antonio, onde tem-se a melhor vista da cidade. Passamos em frente ao Museu da Gente Sergipana, que estava fechado.

Tinhamos também a intenção de conhecer os Canions do Xingo no Sergipe, mas estava fechado na época devido a pandemia.

O trajeto de Aracaju a Maceió dura umas 4 horas de carro em boa pista do lado sergipano e pista excelente no lado alagoano. A Br 101 em alagoas é totalmente duplicada e a Al 101 que vai até Maceió também.

No trajeto passamos por cima do Rio São Francisco, que tem um mirante muito  bacana, mas deixamos para tirar fotos na volta.

Chegamos em Maceió no final da tarde, apenas para dormir.

Ficamos hospedados no Ritz Suitz, na praia Cruz das Almas, que foi nossa melhor hospedagem da viagem inteira. Otima piscina, quartos amplos e espaçosos e ótimo café da manhã.

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Dia 15 – Maceió/Al

Dia de curtir as praias centrais de MAceió, ficamos num trecho próximo ao letreiro “Eu amo Maceió”.

O que é a cor da agua de lá? Um azul claro quase transparente, nunca tinha visto antes. Mar calmo, de aguas mornas, tranquilo demais de nadar e passar o dia.

Em agosto/2020 Maceió já estava em pleno funcionamento, barracas de praia, restaurantes e pousadas.

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Dia 16 – Maceió/Al.

Fomos conhecer Barra de São Miguel, 30 minutos ao sul de Maceió. Lugar lindo, o recife de corais forma uma gigantesca piscina natural. Pena que pouco tempo depois que chegamos começou a chover, então tivemos que voltar para MAceió. No caminho paramos num lugar chamado Bar do Pato, que como o nome diz, fazem patos de tudo quanto é jeito. Não podia comer no local então levamos marmitex para comer no hotel. Comemos um pato ensopado delicioso.

Ao final da tarde fomos à feirinha da Pajucara passear e comprar mais um chaveirinho pra minha coleção.

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Dia 17 – Maceió – Itatim/Ba

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Dia crucial para definição de roteiro da viagem. Maceió originalmente não estava no roteiro, mas pelo fato de alguns lugares na Bahia estarem fechados fomos subindo e foi uma grata surpresa. Estavamos decidindo se ficaríamos mais dias em Maceió, se subiríamos mais (Maragogi ou até mesmo Natal) ou comecariamos a descer pensando em adiantar o retorno pra casa. Como viajamos sem roteiro nenhum totalmente definido, nem sabíamos quantos dias iriamos ficar viajando, rsrs.

Tinhamos uma amiga que mora em Natal e estava nos oferecendo hospedagem. Maragogi acabamos descartando porque achamos passeio a piscinas naturais complicados com criança pequena. Recife e Joao Pessoa que estavam mais próximas nós já conhecíamos de outras viagens.

Um fator pesou na decisão: percebemos que as crianças já estavam ficando cansadas dessa rotina. Isso nos motivou na decisão de começarmos a voltar pra casa.

Planejamento inicial seria de 3 dias até chegarmos em BH, de modo que no primeiro dia descemos até uma cidade poucos km a frente de Feira de Santana, chamada Itatim, as margens da Br 116, onde achamos um hotel para pernoitar.

No meio do caminho paramos no mirante para admirar o Rio São Francisco, que nasce aqui em MG, na Serra da Canastra. Local belíssimo. rio de fundamental importância para integração nacional e fonte de sustento de muitas pessoas ao longo do seu percurso.

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Dia 18 – Itatim/Ba – Itacaré/Ba

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O planejamento do dia seria seguir de Itatim/Ba até Padre Paraíso/MG. No entanto, enquanto íamos descendo pela Br-116 fomos tomados por um aperto no perto, uma sensação de que estávamos indo embora pra casa cedo demais. Além disso, estávamos assustados com o fluxo de caminhão na Br, que apesar de privatizada, era pista simples e com muitos buracos.

Nesse meio tempo vimos que Itacaré tinha reaberto (quando estávamos subindo de Ilheus a Salvador ainda estava fechada). Então, na altura de Jequié saímos da Br 116 e pegamos a Br 330 em direção ao entroncamento com a Br 101 e de lá seguimos a Ilheus e Itacaré.

Chegamos no final da tarde, ficamos hospedados na Terra Boa Hotel Boutique, muito bonita, ótimo café da manhã, mas quarto pequeno. Deu tempo de conhecer a praia da Concha, que é bem próxima a pousada.

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Dia 19 – Itacaré/Ba

Adivinha? Choveu o dia inteiro. O dia inteirinho, não fizemos nada a não ser assistir filme e pedir comida, rs.

Dia 20 – Itacaré/Ba – Prado/Ba

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Antes de sairmos de Itacaré, fomos conhecer algumas praias já que o sol tinha saído. Todas muito belas, porque Itacaré tem paisagens diferentes do restante da Bahia, lembra mais a costa verde, com praias em serras junto a cachoeiras.  São umas 4 ou 5, que esqueci o nome agora.

Após o almoço pegamos estrada em direção a Prado/Ba, onde iriamos pernoitar. Essa viagem foi um pouco tensa primeiro porque o GPS nos mandou por um péssima estrada de terra na saída de Itacaré até o entroncamento com a BR 101, gastamos mais de 2 horas somente nesse trajeto, de cerca de 50 km.

Depois pegamos um bom trecho a noite da BR 101, e eu não gosto de pegar estrada a noite, acho perigoso. Mas chegamos por volta das 22:00 em Prado, onde pernoitamos em uma pousada local.

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Dia 21 – Prado/Ba – São Mateus

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Já conhecíamos Prado de outras  viagens, mas somos apaixonados com uma praia de lá, chamada Japara Grande. Fica no caminho para Cumuruxatiba e é absolutamente rustica e belíssima. Passamos o dia lá. Vimos até alguns patinhos nadando no rio que desemboca no mar.

Ao final do dia chegamos em São Mateus, que é onde reside minha cunhada, motivo pelo qual fomos até lá. Ficamos hospedados em sua casa.

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Dia 22 e 23 – São Mateus/ES

Já em clima de fim de viagem, num dia fomos passear na Vila de Itaunas, que também já havíamos visitado previamente. Estava bem vazia e o mar muito agitado. No ultimo dia choveu muito então ficamos em casa mesmo, saindo apenas para visitar a ultima atração de São Mateus/Es que é a casa invertida. Mas ficaram só as fotos externas porque estava fechada para visitação.

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Dia 24 – São Mateus/Es a Belo Horizonte/MG

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Dia de retorno a casa, num trajeto feito completamente na BR 381 em cerca de 11 horas.

 

Consideraçoes finais: hoje eu vejo as fotos dessa viagem e nem acredito, parece uma loucura viajar com criança pequena e bebê e ir tão longe nesse nosso Brasil, no meio de uma pandemia. Mas sem dúvida foi uma das melhores viagens da vida e com certeza memorias afetivas importantes foram criadas ao longo desses 24 dias. Em todos os lugares fomos sempre muito bem recebidos e acolhidos, nós brasileiros somos muito acolhedores.

É isso pessoal, estou aberto caso tenham alguma duvida. Até o próximo relato!

 

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Olá Felipe! Muito legal! Obrigado por mais um relato. Fiquei impressionado com sua coragem de viajar de carro com suas duas crianças por uma distância tão longa! Acho que não teria paciência hahaha. Me diz uma coisa: Como foi arrumar a mala para todo esse tempo com as duas crianças? Vocês chegaram a lavar suas coisas em alguma parada?

Abraços,

Gustavo Woltmann

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4 minutos atrás, gustavo.woltmann disse:

Olá Felipe! Muito legal! Obrigado por mais um relato. Fiquei impressionado com sua coragem de viajar de carro com suas duas crianças por uma distância tão longa! Acho que não teria paciência hahaha. Me diz uma coisa: Como foi arrumar a mala para todo esse tempo com as duas crianças? Vocês chegaram a lavar suas coisas em alguma parada?

Abraços,

Gustavo Woltmann

Fala Gustavo,

Na verdade a viagem foi transcorrendo de maneira mais tranquila do que imaginado. Tínhamos uma ideia inicial de ficar alguns dias em Cabrália e talvez Ilhéus, mas na realidade as crianças reagiram super bem, então foi mais tranquilo do que imaginamos.

Práticamente em todos os lugares que hospedamos a gente lavava roupa na pia do banheiro e estendia pelo quarto mesmo. Alguns tinham varal de chão que ajudava bastante. No chalé que ficamos na praia do forte tinha uma lavanderia de uso compartilhado, então aproveitamos para lavar bastante roupa também.

 

Em dias de deslocamento às vezes estendia mais algumas roupas nos bancos e painéis do carro para ajudar a secar. Ficava meio bagunçado mas dava certo, rs

A quantidade de roupa foi o suficiente para mais ou menos 10 dias, c muitas shorts, camisetas e blusas já que destino de litoral. Mas nada de muito especial não. 

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7 minutos atrás, SalgadoSJC disse:

O que me chamou atenção foi que em nenhuma foto sua filha esta com celular na mão, parabens !!!!!!!!!

Opa, muito obrigado!

Eu e minha esposa temos uma política de evitar ao máximo uso de celular pelas crianças, principalmente crianças pequenas assim, como minha filha que está com 2 anos. Para isso nós adultos precisamos dar o exemplo também, então evitamos ao máximo uso de celular quando estamos com eles. Durante a viagem o uso de celular é restrito pra tirar fotos e usar GPS.

 

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  • Felipao86 changed the title to De Belo Horizonte a Maceió - 5655km em 24 dias com criança pequena e bebê - Agosto 2020

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    • Por Felipao86
      Olá viajantes,
       
      Em junho de 2019 aproveitei um feriadão para conhecer uma belíssima região de MG, famosa pelos seus queijos artesanais fenomenais. Mas se engana quem pensa que só tem queijo pra ver aqui. O lugar também é muito famoso pelo parque nacional da serra da canastra, onde se encontra a nascente do fundamental Rio São Francisco, o rio da integração nacional.
      Hospedagem: ficamos na principal cidade da região, que é São Roque de Minas, neste airbnb:  https://www.airbnb.com.br/rooms/17631730, R$327 reais por 3 diárias; Casa simples, funcional, próximo a entrada da cidade, hospedagem sem frescura.
      Os principais atrativos do lugar são a visitação às fazendas produtoras de queijo e o passeio pelo parque nacional da serra da canastra. Além disso tem alguns lugares que tem cachoeiras e piscinass naturais deliciosas.
      Clima: seco e frio, frio demais! Em alguns momentos saia o sol mas só no máximo por 2 horas;
      Preço das atrações: vou ficar devendo, porque como já tem mais de 2 anos de viagem não lembro mesmo. DE qualquer modo estaria desatualizado.
      Carro: bem, li muito a respeito, pois o dilema era se a estrada do parque que  vai até  a parte alta da cachoeira casca d´anta  era possível fazer de carro normal ou somente veículo 4x4. Após estudar bastante, chegamos a conclusao que na época seca era possível fazer o trajeto de veículo normal. O meu carro (Renault logan), é um pouco mais alto, então é mais tranquilo, mas vimos muita gente fazendo o trajeto com carro mais baixo (vi gente com honda civic). Claro que não é um percurso tranquilo, tem que ir bem devagar e estar preparado para as sacolejadas, mas chegamos sãos e salvos. Com certeza em época de chuva só é possível para 4x4;
      Você gosta de queijo? Se sim, prepare o bolso para levar cada queijo mais delicioso que o outro pra casa. É incrível como cada fazenda, mesmo próximas umas das outras, tem o seu queijo próprio, com sabor e características próprias. Como vários produtores falam, cada “mão tem um tempero diferente”. Aconselho a todo assistirem um documentário chamado “O Mineiro e o Queijo”, do Helvécio Ratton. É lindo, poético e emocionante.
      Ah, e se você não gosta de queijo, está mentindo, né? rs
      Dia 1: Chegada em São Roque + Fazenda Roça da Cidade;
      Viagem muito tranquila de BH até São Roque, a partir de BH feita em torno de 5 horas. É praticamente o mesmo trajeto até Capitólio, em Piumhi vira-se a direita e pega a rodovia até o destino. Chegamos e fomos procurar um local para almoçar, achamos um restaurante honesto com self service 20 reais por pessoa, de lá seguimos para a fazenda roça da cidade, que é logo na saída da cidade em direção a entrada do Parque Nacional. Ficamos admirando a paisagem daquela natureza exuberante e provando os queijos deliciosos e já compramos um para casa, rs. A noite saímos para comer um lanche dar uma voltinha na  praça linda da cidade.

      Dia 2: Cachoeira Casca D´Anta (Parte Baixa) + Piscinas Naturais do Tio Zezico
      Nesse dia fizemos a trilha da parte baixa da cachoeira casca d´anta, que é partir da portaria 4 do parque, em vargem bonita. De São Roque até lá são cerca de 35km em estrada de terra em ótima condições, com um belo mirante para apreciar a serra maravilhosa. A trilha é bem tranquila e a cachoeira é algo surreal de tão imponente, com um paredão majestoso e a fina queda d´agua num enorme piscinão natural. Não havia ninguém nadando, até estranhei um pouco, porque mesmo em dias frios é comum a gente ver alguém na água. Quando ia tirando a  blusa para entrar na água um grupo de turistas próximo olhou pra mim com uma cara espantada e perguntando se eu iria mesmo entrar. Claro, uai, vim até aqui pra que? Rsrs.
      Gente do céu, sem dúvida alguma foi a água mais gelada que já entrei na vida. Saí com o lábio quase roxo. E olha que estou bem acostumado com águas geladas de cachoeiras. Mas valeu a pena, posso me orgulhar de ter me banhado nas águas do Rio São Francisco!

      Após a trilha almoçamos num restaurante próximo a portaria do parque e fomos ao Morro do Carvão, cerca de 5 km a frente da portaria 4, que tem um belíssimo mirante da Serra da Canastra. Tiramos algumas fotos mas não ficamos muito tempo porque estava ventando demais.  De lá descemos até uma propriedade privada ao lado da portaria,  do Tio Zezico, onde corre um riacho que forma belas piscinas naturais, de água translúcida. Também aproveitamos para comprar mais um queijo que estava a venda por ali 😊 Voltamos para São Roque e a noite fizemos um churrasquinho no chalé que estávamos hospedados.


      Dia 3- Cachoeira Casca D´Anta – Parte Alta
       
      Dia inteirinho dedicado a rodar dentro do Parque a partir da portaria 1. Hora de por nosso carro a prova rs. Primeira parada é na famosa nascente do Rio São Francisco, onde há um monumento ao mesmo e visualizamos as primeiras águas do rio. Fica a 13 km do centro de São Roque.
      Seguimos pela estrada belíssima com vegetação extremamente fotogênica por mais 5km até um lugar chamado curral de pedras, que era um ponto de parada de tropeiros no período colonial.
      17km a frente chegamos à parte alta da cachoeira casca d´anta, onde somos agraciados com aguas translucidas, grandes piscinas naturais, um precipício enorme e um belo mirante de toda a região.  Um detalhe que não me agradou muito, achei o local um pouco inseguro, porque ali é muito alto e com um precipício enorme, acho que falta um pouco mais de sinalização.
      Na volta passamos em mais uma fazendo de queijo, que é uma mocinha de 13 anos (hoje deve estar já com uns 15-16, rs) a produtora.
      A noite saímos em um restaurante da cidade, que serve um contra-filé com queijo canastra( obvio, né?rs) delicioso.

       
      Dia 4 – Complexo do Capão Forro + Queijo do Seu Ivair + Retorno para casa
      Nesse dia fomos conhecer um completo de cachoeiras, chamado Capão Forro, que fica próximo à portaria 1 do Parque. Chegamos antes das 09:00 e ficamos lá um tempão esperando o funcionário chegar para  abrir. O lugar é lindo, são varias cachoeiras no meio de uma vegetação verdinha maravilhosa. Se não me engano são 3 ou 4 cachoeiras e  2 poços, sendo um só acessado se você pular (rs) o que não encaramos.
      Ficamos neste local a manhã inteira e após o almoço fomos conhecer a fazenda do Seu Ivair, cujo queijo é famoso por se tratar de um queijo “mofado”, extremamente delicioso. Foi o melhor queijo que comi a viagem inteira e acabei comprando uns 2 ou 3 pra casa. Batemos um papo, ele foi muito solicito em nos explicar todo o funcionamento da produção, mostrou uma ala de queijos que já estão maturando há vários anos, inclusive já vendidos, os donos estão apenas esperando o queijo envelhecer mais alguns anos para buscar. Mostrou também com muita empolgação as obras de ampliação e melhoria que estavam em curso na fazenda para aumentar a produção.
      De lá rumamos pra casa felizes e satisfeitos por termos desbravado mais um cantinho do nosso estado e do nosso país.
      Até o próximo relato!


    • Por Felipao86
      Olá pessoal,
       
      Dando continuidade a atualização de alguns relatos, vou contar um pouquinho de uma viagem que fizemos até Carrancas, no Sul de Minas, no feriado de Tiradentes.
      Nessa viagem minha filha mais velha estava com 1 ano e 2 meses e fomos também acompanhados dos meus pais.
      Hospedagem: Chalé da Tica, via Airbnb.  620 reais para 3 diárias. Muito charmosinho e arrumado, só a água do chuveiro que não esquentava legal.
      Obs1: as atrações são divididas em “complexos”, porque com uma entrada visita-se várias piscinas naturais e cachoeiras. Geralmente dá para visitar 2 complexos por dia.
      Obs2: todas as atrações visitadas encontram-se um pouco afastadas do centrinho da cidade, mas em estradas de terra muito tranquilas de percorrer, mesmo em carro comum.
      Obs3: Carrancas tem otimos preços, média de 5-10 reais a entrada nos complexos de cachoeiras. A exceção fica pela pelo Parque Serra do Moleque, que custa 25 reais a entrada (porém é o que possui melhor infraestrutura).
      Dia 1: Chegada + Cachoeira da fumaca
      Saimos de BH cedo, é uma viagem de cerca de 5 horas considerando uma parada de 20 minutos para esticar as pernas. A chegada em Carrancas já é uma atração a parte, a medida que vamos nos aproximando da serra sabemos que iríamos conhecer um lugar especial. Fomos direto nos instalarmos no chalezinho e procurar um lugar para almoçar. Achamos um barzinho que tinha comida self-service por 10 reais por pessoa, bem saborosa.
      Após o almoço fomos até a Cachoeira da fumaça, que apesar de muito linda é proibido o mergulho. Ficamos lá curtindo a natureza diante de nós. À noite pedimos pizza.


      Dia 2: Complexo da Ponte + Complexo da Toca
      Após o café da manhã partimos para o primeiro complexo de Carrancas, o complexo da ponte: ao longo da trilha já se apresenta diversas pequenas poços que são deliciosos para experimentar as aguas extremamente geladas, mas no final você atinge a estrela do lugar, que á Cachoeira do Salomão, que é deliciosa, é fácil de sentar em baixa de sua queda e curtir uma hidromassagem natural.

      Após o almoço partimos para o complexo da Toca, que também possui vários poços, quedas dagua e o escorregador da Toca que é legalzinho (mas o da Zilda é muito mais, rs), mas a cereja do bolo sem dúvida era o poco do coração e do coraçãozinho, extremamente disputados, rs. A trilha também é belíssima, com bela flores arroxeadas que minha esposa adorou.

       
      Dia 3: Complexo da Zilda + Parque Serra do Moleque
      O complexo da Zilda fica um pouco mais afastado do centrinho de Carrancas (cerca de 12km), mesmo assim em menos de 30 minutos já estávamos lá.
      É cheio de atrações, inclusive para os mais aventureiros tem o racha da Zilda, que pelo que eu li é difícil de ser acessado, pois em determinado momento  precisa atravessar  o rio contra a correnteza.
      Para os meros mortais as melhores atrações são Cachoeira do Indio, as pinturas rupestres e a cereja do bolo: o escorregador da Zilda. É um tobogã absolutamente natural, delicioso de escorrega e cair um poco de agua no final. Ficamos uma manhã inteira somente subindo e descendo por ele.
       
      Depois fomos ao Parque Serra do Moleque, que é na mesma região e onde encontra-se a cachoeira mais gostosa de carrancas, na minha opinião: a Cachoeira da Zilda. Você deixa o carro no estacionamento e desce de jardineira até a entrada da trilha, onde tem banheiro e restaurantes. A trilha até a cachoeira é leve e totalmente sinalizada e acessível, com escadas e pontes. Um poco enorme com uma prainha te espera ao final. Ficamos o restante da tarde ali só curtindo essa maravilha.

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      Dia 4: Complexo da Vargem Grande + Retorno para casa
      Nesse dias meus pais já estava um pouco cansados então fomos só eu, minha esposa e minha filha.
      Esse complexo na minha opinião é o mais lindo. É onde encontra-se a famosa Cachoeira da Esmeralda, ao final da trilha. Mas no caminho até lá já aparecem várias piscinas naturais belas e deliciosas para mergulho. Se chegar na cachoeira por volta de meio dia, a incidência da luz solar faz a agua ficar verde transparente, muito bonita.
      Almocamos num restaurante de comida caseira, que na verdade é na casa de uma senhora mesmo. Demos uma volta no centrinho da cidade, uma rapida passada na sua igreja principal que é bem bonita e voltamos para Belo Horizonte descansados e satisfeitos.

       
      Considerações finais: destino delicioso, de bom custo-beneficio e com ótimos atrativos naturais. Ao contrario de capitólio, que a cada dia que passa fica mais e mais elitizado, Carrancas preserva um ar mais rústico e bom para o bolso. A infraestrutura que ainda é um pouco limitada, fomos num feriado, a cidade estava lotada, poucas opções de bares, lanchonetes e restaurantes, todos lotados, com fila de espera. E também poucas opções de pousadas. Creio que melhorará com o tempo.
       
       
       
    • Por Felipao86
      Ola a todos,
      Que ano difícil foi esse 2020, heim pessoal?  Tomara que 2021 seja melhor a todos. Um feliz ano novo.
      Aproveitando esse período de quarentena para redigir alguns relatos de viagens entre 2018 e 2020 que havia feito e não tinha tempo para relatar.
      Em marco de 2019 ficamos uma semana agradável em Manaus, e foi uma viagem muito especial porque foi a primeira viagem de avião da nossa filha mais velha, à época com 1 ano de idade. Então tínhamos uma expectativa/preocupação durante o voo, mas foi absolutamente tranquilo.
      Passagens aéreas: compradas na Gol, em torno de 600 reais por pessoa (BH-Manaus)
      Hospedagem: EcoSuites Hotel Manaus: em torno de 100 reais a diária, hotel simples, bem no centro da cidade, ótimo café da manhã.
      Deslocamentos internos: dentro da cidade Uber (funciona bem e preços normais); Algumas atrações é preciso ir de barco.
      Contratempo: infelizmente, devido ao calor excessivo na cidade, todos os lugares tem ar condicionado. Mas por que isso é ruim? A oscilação de temperatura quente/frio fez com que minha filha acabasse contraindo uma sinusite no terceiro dia de viagem. Teve febre, tosse e isso acabou impactando um pouco nosso roteiro. Conseguimos medica-la com sintomáticos até retornamos a BH e leva-la ao pediatra.
      Obs: Como a vigem aconteceu já há quase 2 anos, eu não lembro mais o preço das atrações, rs. Por favor, me perdoem.
      Bem, vamos ao roteiro do dia.
       
      Dia 1 – Centro Histórico
       
      Chegamos em Manaus na noite anterior, já bem a noite, somente a tempo de dormimos no hotel. No dia seguinte após o café da manhã saímos para explorar um pouco o centro histórico. Comecamos pelo cartão portal da cidade, o Teatro Amazonas: tem uma visita guiada super interessante, que conta um pouco sobre a história da construção do lugar e dos simbolismos utilizados na decoração interna. É belíssimo por dentro e por fora. É o principal ponto turístico da cidade, ao redor da praça tem vários restaurantes bacanas. Acabamos voltando lá praticamente todos os dias a noite. O teatro tinha programação de shows a noite, mas acabamos não conseguindo visitar.
      Do teatro fomos ao Museu Casa Eduardo Ribeiro, bem ao lado do teatro. Fala um pouco sobre o prefeito que urbanizou Manaus no final do século XIX e esteve diretamente envolvido na construção do teatro. É uma visita guiada muito bacana que  complementa o passeio ao teatro.
      Seguimps (uber) ao Palácio do Rio Branco, que era sede da Assembléia Legislativa do estado e hoje é um museu muito bacana com belos jardins ao fundo.
      E terminamos no mercado Adolpho Lisboa, que é muito charmoso, porém pequeno. Lá se encontram artesanatos e souvenirs. Aproveitei para garantir o chaveiro da minha coleção. De lá tem-se uma bela vista do Rio Negro.
      A noite voltamos a praça do Teatro para comermos um delicioso tambaqui no “Tambaqui de banda”.


      Dia 2 - Passeio de barco pelo Rio Negro
      Contratamos um passeio pelo rio negro de um dia com a Iguana Turismo, que foram muito atenciosos na contratação mas o guia meio carrancudo, sei lá, mal humorado.
      O embarque é no porto bem atrás do Mercado Adoplho Lisboa.
      Nesse passeio primeiro vamos seguindo de barco até o famoso encontro das águas, que é bonito de se ver, mas precisa subir no topo do barco para melhor visualização. De lá seguimos até o Parque January, onde tem as famosas vitorias regias gigantes e também paramos para almoçar. Depois uma parada numa comunidade ribeirinha onde tem “pesca de pirarucu”, na verdade são alguns tanques onde eles deixam os turistas alimentarem os pirarucus gigantes com peixes. Após, mais 2 horas de barco, chegamos ao local onde há a famosa interação com os botos, que na minha opinião foi a melhor parte do passeio: você olha para todos os lados e só vê arvóres e agua, uma pequena casinha flutuante e os botos ao seu redor. Mais imersão amazônica que isso só mesmo num hotel de selva. Tive uma deliciosa sensação de paz por conhecer esse cantinho do nosso país.
      Esse é um passeio de um dia inteiro, chegamos de volta ao porto já a noite.  Nem saímos pra jantar, pedimos um delivery mesmo, um lanche chamado x-caboquinho, que é um sanduínhe típico de Manaus: pão francês recheado com lascas de tucumã, banana frita, queijo coalho e manteiga.


      Dia 3- Museu do Segingal Vila Paraíso
      Nesse dia visitamos o Museu do Seringal Vila Paraíso. O trajeto para chegar lá já é um passeio em si: uber até a Marina do Davi e de lá pega-se uma lancha de passageiros até o museu, mas que no caminho vai parando em varias comunidades e com belíssima paisagem.
      O museu é lindíssimo, na realidade era o cenário de uma minissérie da globo, se não me engano. A visita é guiada e retrata bem como funcionava um seringal no ciclo da borracha. O lugar é muito cenográfico e absolutamente paradisíaco, rodeado por floresta e agua de todos os cantos. A amazonia é um lugar grandioso demais.
      Na volta paramos na praia da ponta negra, que é exatamente uma praia, porém com agua doce. Quando iriamos sentar numa das barracas para passar o restante do dia, caiu uma chuva inacreditável, então tivemos que pegar um uber de volta ao hotel. Até imaginei que fosse uma daquelas chuvas vespertinas, mas na realidade praticamente o restante do dia.

      Dia 4 - Museu da Amazonia
      Dia inteiro reservado a conhecer o Musa, Museu da Amazonia, que é uma reserva florestal dentro da cidade. Dentro tem diversas trilhas, exposições relacionadas a amazonia, orquidário, borboletário, aquário e a principal atração: uma torre de observação  de 42 metros de altura que lhe permite observar a floresta acima da copa das árvores. É um passeio super interessante. Tem muita coisa para se ver. Tem restaurante lá dentro com preços bacanas.

       
      Dia 5 - Mercado novamente e Museu do Indio
      A ideia desse dia a princípio seria alugar um carro e conhecer as cachoeiras de Presidente Figueiredo. Mas já era um dia que minha filha estava com febre/tosse e também ficou um dia muito nublado, então acabamos ficando por Manaus mesmo.
      Voltamos ao Mercado Adolpho Lisboa para almoçar e comprar mais algumas lembrancinhas. De lá pegamos um uber e fomos conhecer o Museu do Índio, que náo é um museu muito falado em relatos de viagens que havia lido sobre Manaus. É um museu simples, porém bem bacana em falar um pouco sobre a vida dos indígenas, seus hábitos e artefatos utilizados. Achei bem completo.
      Finalizamos o dia no Tambaqui de Banda, que foi nosso restaurante preferido de Manaus.

       
       
      Dia 6 - Palacete Provincial e retorno para casa
      Dia de retornar, mas como o voo era somente a tarde, deu tempo de explorar ainda o Palacete Provincial, casarão no centro histórico, próximo ao hotel, que na realidade abriga vários museus em si: um museu de arte contemporânea, com exposições de artistas locais, um museu numismático, de medalhas e moedas e um museu de fotografia. Belo lugar e belas obras de artes.

      Pessoal, espero que perdoem esse relato pouco detalhado. Infelizmente não consegui faze-lo logo após retonar da viagem, então perdi muitas informações uteis. Mais basicamente tudo que pesquisei para montar o roteiro usei como base do guia de Manaus do Viajenaviagem.
       
      Um grande abraço a todos e até a próxima.

    • Por felipenedo
      Olá amigos.
      Estou pesquisando praias para conhecer entre Porto Seguro e Ilhéus e gostaria da ajuda de vocês com dicas de praias e lugares legais entre essas cidades.
      Já estarei vindo de uma viagem desde Caravelas, no extremo sul do estado, e esse trecho é o que menos tenho idea de onde parar para conhecer.
      Quem tiver boas dicas para passar, agradeço muito!
      Valeu!
      Abraço,
      Felipe
    • Por Rezzende
      Escrever um relato de viagem em 2020 é, sem dúvida, algo desafiador. É polêmico. Os debates entre a turma do fique em casa e a turma do siga a vida foram muito acalorados e ainda rendem demais até hoje. Cada um tem sua consciência, sabe muito bem o que deve fazer depois de tantos meses de pandemia, visões opostas sempre vão ocorrer nesse tema e o respeito em um bom debate deve sempre prevalecer. Não vou entrar nessa discussão, como o tema aqui são os relatos de viagem vou registrar a viagem que fiz na primeira quinzena de novembro de 2020 e ficam as informações a quem interessar em conhecer esses lugares, seja ainda em 2020 ou em 2050.
      Desde julho já pensava no que poderia fazer nessas minhas 2 semanas de férias em novembro. Pra começar, não tinha segurança em pesquisar uma viagem que envolvesse compra de passagem aérea. O cenário instável que prevalecia no meio do ano (e até hoje) faz com que a gente fique com um pé atrás na hora de comprar uma passagem com antecedência que pode vir a ser cancelada com qualquer mudança nesse cenário caótico do mundo.
      Por isso, resolvi que faria uma viagem diferente. Seria minha primeira "road trip". Nunca tinha viajado longe de carro, mas era a melhor opção no momento. Afinal o carro é meu, e eu posso planejar a viagem tranquilamente que quando chegasse o dia da viagem se a situação estivesse favorável eu ia viajar, se não estivesse, eu não iria, e o carro ia continuar sendo meu, sem nenhum prejuízo, sem ter que preocupar com cancelamentos. E no final das contas achei que super valeu a pena. Gastei em torno de 550 reais com combustível e rodei ao todo 2017 km. Uma passagem aérea não sairia apenas isso. Ainda tive a flexibilidade de visitar vários lugares. E sozinho. Se fosse com o carro cheio então, seria baratíssimo pra todos.
      A escolha do destino teve que ser de acordo com o meio de transporte. Como ia de carro, não podia ser muito longe pra não dirigir demais e ser cansativo. Não conhecia o Sul da Bahia e era um destino interessante pois dava pra fazer com 2 dias de viagem, viajando só de dia e parando pelo caminho onde achasse que tinha algo interessante, aproveitando a estrada, curtindo sem pressa o prazer de dirigir.
      Quando se pensa no sul da Bahia, se pensa em Porto Seguro. Mas o forte da cidade são as baladas e não tá tendo. Pesquisando lugares tranquilos e bonitos, me apareceu um nome grande e difícil de falar: descobri Cumuruxatiba, distrito de Prado. Falésias, coqueiros, praias desertas...tudo que eu precisava. Na volta, ir parando pelo Espírito Santo, em Itaúnas e na Pedra Azul.

      Definido o roteiro, tinha que pensar em outro ponto bastante afetado pela crise: a hospedagem. Sempre fico em hostel quando viajo e nessa região quase não tinha hostel. Os poucos que tinham estavam fechando os quartos coletivos só para grupos completos. Então, seguindo as pesquisas, descobri algo que tem bastante naquela região: campings. Porém...eu nunca tinha acampado na vida!!! Bem, pra tudo tem uma primeira vez. Seria minha primeira road trip e seria também a primeira vez que eu ia acampar. Comecei a pesquisar sobre barracas e comprei uma Vênus Guepardo. Ótima! Aguentou muita chuva em Cumuruxatiba, resistiu bravamente.
       
      Carro revisado e barraca comprada, saí de casa em Conselheiro Lafaiete/MG no domingo, 1° de novembro, bem no meio do feriadão. Ótimo viajar no meio do feriadão, estradas vazias e muito tranquilo. Nesse primeiro dia, dirigi 400km até Governador Valadares, onde cheguei por volta de 17h e procurei um hotelzinho pra passar a noite. No dia seguinte, feriado de Finados, fiz o trecho restante, mais uns 400 e poucos km até Prado/BA. Pelo caminho, essa maravilha na estrada pouco depois de Teófilo Otoni. Entre as vantagens de viajar de carro: parar e aproveitar a paisagem quando quiser.

      Parei pra almoçar num beira de estrada em Nanuque e pouco depois das 16h cheguei em Prado debaixo de muita chuva. Como sabia que até Cumuruxatiba eram mais de 30km de estrada de terra, resolvi ficar em Prado pois estava chegando no fim da tarde e com tanta chuva não me animei a seguir. Como nunca tinha acampado, fiquei com medo de procurar um camping debaixo daquele aguaceiro e isso transformar minha primeira experiência num camping em algo meio traumático, então decidi procurar alguma pousadinha em Prado. Como era final de feriadão, a cidade estava esvaziando e todas as pousadas tinham vagas. Os preços mais em conta que achei no centrinho foram entre 100 e 120 reais. Por causa da chuva e do fim do feriado, o tradicional Beco das Garrafas no Prado estava deserto. Apenas procurei algo pra comer e voltei pra pousada.

      Terça, 3 de novembro. O dia começou apenas nublado, tomei o café da manhã da pousada e já saí pra Cumuruxatiba. A estrada de terra (na verdade me pareceu mais arenosa do que de terra) estava bem molhada e em alguns pontos com poças enormes cobrindo toda a estrada. Realmente tinha chovido muito nas últimas horas. Mas deu pra passar sem nenhum perigo de atolar. Porém a estrada não é nada boa. Foram pouco mais de 30km que eu levei mais de uma hora pra fazer 

      Chegando em Cumuru, já por indicações aqui do site, escolhi ficar na Hospedaria Cumuruxatiba, mais conhecida como camping do Jef, o suíço que mora há 25 anos em Cumuru, em frente a represa de água do rio onde toma seus banhos.
      Fui recebido por sua esposa, Isabel, que me passou os preços: 25 reais pra acampar ou 60 no quarto privado. Como estava só nublado e eu já louco pra estrear no mundo do camping, resolvi montar a barraca e deixar o quarto só pro caso de eu encher o saco com a barraca.
      Terminando de montar a barraca, já começou a chover. Só estávamos eu, o Jef e a Isabel e 4 jovens que estavam fazendo voluntariado lá. Ficamos a tarde toda na mesa que tem na área coberta da pousada, conversando, depois jogando Uno.
      Por volta de 7 da noite que a chuva parou. Saí pra reconhecer o território. O camping fica bem no começo da vila, o centrinho mais movimentado fica uns 600m a 1km dali. Tava tudo bem deserto, tinham uns 3 ou 4 butecos, 2 padarias, 2 mercadinhos, movimento zero, interior mesmo, nada que lembrasse turismo, completamente isolado num pós feriadão chuvoso.
      Passei minha primeira noite dormindo numa barraca. Choveu demais de madrugada mas a barraca ficou sequinha. Adorei a experiência, não tinha nenhuma diferença assim tão gritante de dormir num quarto. Já tinha a sensação que eu ia gostar de acampar. Agora tenho certeza.
       
      Na quarta-feira, aproveitei a manhã nublada mas com um certo mormacinho pra ir caminhando pela praia. Fui até a Praia do Moreira, uns 3 km ao norte da vila. Não deu pra aproveitar, logo começou a chover. Voltei pra Cumuru, pedi um super e farto PF de 18 reais no restaurante Ema, onde segui almoçando nos próximos dias, e voltei pro camping porque o tempo tava uma merda E assim o tempo ficou na quinta também, chuva fina, temperatura de 20 graus, até o pessoal que mora lá tava estranhando tantos dias de chuva e vento frio em novembro.


      Na sexta ainda amanheceu chovendo, mas finalmente o tempo começou a firmar a partir da tarde. Fui caminhando pelas praias um pouco ao sul, acompanhando as falésias.


      Depois fui pra praia do centro onde um tumulto já acompanhava a cena mais bizarra do dia: um playboy doidão resolveu entrar com a sua Land Rover pela areia pra deixar o jetski mais perto da água. A maré subiu, ele não conseguiu sair e foram umas 2 horas de odisseia pra resgatar o carro do maluco  Foi o assunto da vila.

      Segui pra umas barraquinhas pra comer tapioca. A maioria delas estava fechada mas o tiozinho da tapioca disse que era porque o tempo tinha estado muito ruim e a turma tava desanimada. Ali em frente funcionava o mais gourmet dos restaurantes de Cumuru, o Samburá Duzé, onde a turma vai gastar um pouquinho mais de grana…
      E no sábado, enfim solzão da Bahia. Dia de enfim ir na Barra do Caí. Minha intenção era alugar uma bike. Cheguei na borracharia onde aluga, estava fechada, me disseram que o dono morava ao lado, chamei lá mas uma mulher me disse que ele tinha saído e só ia chegar lá pras 10 horas. Ainda era 8 e pouco e resolvi que ia andando. Dá uma boa caminhada, acho que uns 12 km, mas eu adoro caminhar então fui tranquilo pelas praias que eu já tinha passado na quarta, praia do Rio do Peixe, Peixe Grande e Peixe Pequeno até as falésias da Praia do Moreira que é o meio do caminho e onde precisa subir o barranco e seguir pela estradinha que vai até uma bela fazenda, uns cavalos pastando, aparentemente sem morador, mas com uma bela churrasqueira, cercada de coqueiros no alto da falésia e descer pra praia de Imbassuaba.

      Praia do Moreira

      Uma fazendinha dessas bicho...

      Praia de Imbassuaba

      Depois continuei pela areia seguindo até a Barra do Caí. Foram 2 horas e meia de caminhada. Fui andando rápido e sem parar muito. Se for devagar e parando mais pode botar bem mais tempo nessa conta. Dizem que foi na Barra do Caí que os portugueses chegaram no Brasil pois vindo pelo mar é onde dá pra ver o Monte Pascoal e descrição do local bate com a carta do Pero Vaz. Tem uma cruz e uma placa lá falando que foi ali que o Brasil começou.

      Só tem uma barraca de praia lá, o Restaurante Glória. Pelo isolamento do local, por ser a única opção, não é barato, uma garrafa de cerveja 600ml tava 16 reais mas com o sol do meio-dia chegando e depois de uma bela caminhada decidi que eu merecia esse presente e fiquei tomando umas brejas, curtindo o bom som MPB e pop rock nacional da barraca até umas 14:30.


      Voltei andando pelo mesmo caminho, dessa vez um pouco mais devagar e levei 3 horas até Cumuru. O resto do pessoal que tava lá tinha ido de carro. Encontrei algumas pessoas de bike pela areia mas não sei que caminho eles tomaram pra desviar do penhasco na Praia do Moreira, creio que devem ter seguido pela estrada dos carros.
      No domingo o sol continuou, 5 da manhã já está claro e eu já estava caminhando pela praia. Aproveitei a manhã de sol e por volta das 10h levantei acampamento e segui meu caminho antes que o Jef começasse a pensar que eu ia morar pra sempre no gramado dele 😆
      Só por informação, não tem posto de combustível em Cumuru. Eu estava com meio tanque e o ideal é que você vá abastecido, mas em caso de emergência, na loja de material de construção o cara vende gasolina na garrafa pet, vi várias motos abastecendo lá, então fica a dica num caso de emergência.

      Ao contrário da vinda, que eu passei pela estrada mais ao interior que é mais plana e estava com muita chuva, a volta foi com tempo seco, sol e fui parando nas praias. A maioria delas parei apenas pra uma foto. Comecei na Praia de Japara Mirim que estava deserta e tem uma estradinha bem estreita pra chegar. Depois fui na de Japara Grande que é mais famosa e tinha uns 4 carros lá. Essas duas precisa sair da estrada principal, já as próximas ficam na beira da estrada pra Prado mesmo, é só parar e aproveitar. Parei na Praia das Ostras, deserta. Depois na Praia do Tororão que é mais famosa e tem até uma cachoeirinha que cai na praia e tinha vários carros lá. Tinha um restaurante (ou barraca grande, sei lá) mas não parecia muito atraente.

      Depois parei na Praia da Paixão onde aí sim tem várias barracas de praia. Pedi uma cerveja lá que era 15 reais a garrafa de 600ml mas não gostei do atendimento e segui rumo. Parei na Praia do Farol que já é quase chegando em Prado. Lá tem a Barraca do Jorge que ali sim eu gostei, som bacana, carros estacionados debaixo dos coqueiros, galinhas passeando 😀, cerveja a 10 reais e PF por 20. Fiquei um bom tempo por lá.
      Antes de chegar em Prado ainda dei uma passadinha pra conferir a Praia da Lagoa Grande e segui pro camping que tinham me indicado, Camping Vista pro Mar. O nome já fala tudo, beira mar, gramado bem cuidado, tem área coberta (não precisava ter ficado em pousada naquele dia que cheguei debaixo de chuva 😏) o dono é um goiano chamado Marcelo super gente fina, tava lá tomando umas brejas com um casal que tava num motorhome e já me chamaram pra juntar com eles. Tinham outros 2 casais viajando em trailer lá também. Tem uma escadinha pra descer do camping direto pra praia, foi o melhor lugar que fiquei na viagem, só faltou mesmo uma cozinha pra quem gosta de cozinhar e um filtro de água. Depois que anoiteceu fui no centro do Prado pra ver o movimento. Tava bem sossegado num final de domingo mas melhor que naquele dia chuvoso que cheguei. Fiz um lanche no Lampião Burguer e voltei pro camping. Nessa hora todos os 3 casais estavam lá e foi o único momento na viagem que eu socializei mais com uma turma viajante, conversei sobre viagens e tal. Como era minha primeira viagem em camping notei essa diferença pra mim que tô acostumado a ficar em hostel. Embora sempre tenham exceções, camping dá mais família, casal, poucos viajantes solitários, pessoal dorme e acorda cedo. Hostel já é o oposto. Mas o espírito viajante e a interação da galera é a mesma.
      Segundou e acordei com o sol das 5 da matina invadindo a barraca. Fiquei lá estirado no gramado do hostel curtindo o sol da manhã. Depois desci pra praia. A praia de Prado é mais brava, muita onda, bem diferente das praias mansas e rasas de Cumuruxatiba. Fiquei até umas 10 da manhã, paguei os 35 reais da diária e aproveitei a hora mais quente do dia pra seguir viagem. Foram 5 horas de viagem, contando com 1 hora de parada pra almoçar, até Itaúnas/ES. Tem uns atalhos por estrada de terra pra quem vem da Bahia, mas não compensa. Uma coisa que eu não sabia é que a rodovia de Conceição da Barra até Itaúnas já está quase toda asfaltada, tem apenas alguns poucos trechos de terra em obras e no geral um asfalto novo de boa qualidade até chegar em Itaúnas.
      Fui pro Tribo de Gaia, que é hostel, pousada e camping. O quarto coletivo era 60 reais e estava vazio. Era segunda-feira e a dona me disse que nos fins de semana tem dado sorte de fechar os quartos coletivos apenas para grupos. Seu quarto tem capacidade pra 5 pessoas e se não fosse fechar pra grupo poderia hospedar apenas 2 pessoas o que seria inviável, por isso prefere não trabalhar com hostel no momento. Se eu quisesse poderia ficar porque estava vazio mas eu preferi montar a barraca na parte de baixo da pousada onde tem um espaço pra camping em que ela cobra 35 reais. A área comum de cozinha e banheiros pode ser usada por todos. Dei uma volta rápida pela vila ao cair da noite, dava pra ver que tinha um pouco mais de movimento turístico que Cumuruxatiba, mas tava bem sossegado, provavelmente por ser segunda-feira, já que a dona da pousada disse que o fds tava bem agitado, tendo até os tradicionais forrós de Itaúnas.
      Na terça, dia 10 de novembro, tirei o dia todo pra curtir as Dunas de Itaúnas. Fui pela trilha do Tamandaré, que passa pela única casa que sobrou da antiga vila de Itaúnas e chega bem no começo da praia. Fui andando pela praia até onde ficam as barracas. São 6 barracas de praia mas no meio da semana apenas 3 funcionam. Fiquei na Barraca Sal da Terra. Todas tem basicamente os mesmos preços e a cerveja é latão. Foi um dia só de praia mesmo, relaxar tomando uma cerveja e olhando as ondas…

      Sobre as Dunas de Itaúnas, passei por elas na hora de ir embora. Pra quem já conhece Genipabu/RN ou Huacachina/Peru, Itaúnas não empolga. As dunas são bonitas mas são bem modestas. Era uma vontade que eu tinha de conhecer mas não achei nada de excepcional. Como tava meio que no caminho da volta e pelo dia bonito de sol na praia, valeu a pena, mas as dunas não me empolgaram.


      No dia seguinte segui cedo pra Linhares, fiquei na casa de uma amiga que me levou pra conhecer uma praia a 50km de Linhares, Pontal do Ipiranga, praia larga, comprida e deserta (meio de semana né)

      Na quinta-feira segui caminho, subi a serra, parei na cidade de Santa Teresa apenas pra almoçar mas pude ver que é uma cidade bacana, arquitetura bonita, colonização italiana, vale a pena uma visita com mais tempo. Seguindo pela estrada, passei pela cidade de Santa Maria de Jetibá cuja placa dizia ser a cidade mais pomerana do Brasil. Fato que a serra capixaba tem muita tradição de imigrantes. Cheguei de tarde na Pedra Azul, com uma chuvinha ameaçando. Parei na lanchonete da Pousada Peterle que fica no trevo da BR-262 com a Rota do Lagarto onde tem o letreiro da Pedra Azul e uma vista bacana.


      Depois segui pela Rota do Lagarto até depois da entrada do parque onde fica, no km3, o Ecoparque Pedra Azul, onde tem o camping. Tem uma área coberta também, água de nascente, um pessegueiro carregado e uma vista magnífica da pedra.

      Na sexta-feira 13 fui logo de manhã pro Parque Estadual da Pedra Azul, a pé mesmo, fica a uns 2 km do camping. Por causa da pandemia, tinha mandado um e-mail 2 dias antes pra agendar minha visita já que estão entrando apenas 50 pessoas por turno com agendamento. Mas tava bem vazio, na hora que eu fui estava sozinho e deu pra ver na lista do guardinha que não tinham nem 15 pessoas agendadas pra aquela manhã nublada.
      A trilha no parque é normal na mata, bem suave, a mais difícil é a que vai pras Piscinas Naturais mas como tinha chovido bastante à noite, estava bem molhado e escorregadio, além de friozinho e nublado, me desaconselharam a fazer.

      O diferencial de fazer a trilha no parque é que dá pra você por a mão na pedra. Pra fotos não é interessante, o ideal pra fotos é lá embaixo na estrada onde tem a portaria do parque.

      Meu plano era ficar o dia todo por ali, mas as opções eram restaurantes aparentemente caros, passeios com cavalos escandinavos, coisas que não eram bem o meu estilo. A parte de trilha e a linda vista da pedra eu já tinha curtido, então resolvi levantar acampamento, aproveitar a flexibilidade que o carro proporciona e caçar caminho de casa, pois na segunda-feira já estaria de volta ao batente. Depois de 7 horas de estrada e algumas paradas pra lanche, cheguei em casa à noite.
      Esse foi o resumo do rolê, Cumuruxatiba é linda, tem praias maravilhosas e pra esse povo que pensa que ES é só praia, se passar na rodovia perto da Pedra Azul não perca a oportunidade de explorar aquela região espetacular.
      Até a próxima mochileiros!!
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