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Capítulo 2: 50 dias na Croácia + bate-volta na Itália

Ao chegar na rodoviária de Rijeka, entrei em uma cafeteria para esperar a moça da ong de intercâmbio me buscar. Fiquei surpresa ao ver pessoas fumando dentro dos estabelecimentos! Em bares no geral, você pode fumar, só não naqueles que servem comida. Ela me levou para um dormitório estudantil, onde ficaria pelos próximos 45 dias.

Rijeka é uma cidade portuária no litoral da Croácia. É uma cidade bonita, mas não há muito o que fazer pela manhã. Já à noite, o lugar está cheeeio de opções! Lá há vários lugares que são cafeterias pela manhã, e a partir das 19h/20h, viram pubs noturnos. Em nenhum lugar você paga para entrar (deve ter um ou outro pago, mas não vi nenhum) ou seja, você pode passar a noite "pingando" de pub em pub. Sempre havia um lugar que tocava música latina, outro que tocava música eletrônica... Contudo, o meu favorito com certeza era o River Pub! Um lugarzinho lindo e com um público amigável, você poderia ir ao fim da tarde tomar um café e já virar a noite lá haha! Sempre tinha covers de bandas nas sextas, mas as melhores noites eram as de quinta-feira, pois tinha karaokê! Sempre tinha alguns estrangeiros lá (vi muitos americanos), e os croatas quando começavam a se soltar depois de umas cervejas, interagiam (principalmente se você tinha subido no palco para cantar). É o lugar que lembro com mais carinho quando penso em Rijeka xD

Fiz amizade com uma brasileira filha de dinamarqueses que estava comigo no dormitório e conhecemos mais uma brasileira de Taubaté através do hangouts do Couchsurfing. Saímos praticamente o mês inteiro, e as vezes uma baiana se juntava à nós. Foi bom, porém aqui vai mais uma dica: não se limite apenas à pessoas de sua nacionalidade. Me limitei muito na Croácia porquê meu inglês ainda não era tão bom e como achava os croatas muito fechados, evitava interagir com eles. E olha que conheci uns croatas que eram gente boa sabe, só que eu ainda estava me preparando mentalmente para interagir com MUITA gente todos os dias (coisa que com certeza faria ao longo da viagem). 

Voltando, com essas brasileiras, fui à Platak (um resorte de ski ainda na região de Rijeka) e vi neve pela primeira vez (não esquiei, mas me senti uma criança feliz!), dei um bate-volta em Trieste, a cidade italiana mais próxima da Croácia (pequenininha, mas muito charmosa!) e também demos um bate-volta em Rovinj e em Opatija , duas cidadezinhas da Istria. Se você for à Croácia, recomendo ir também em Pula, também nessa região! Não viajei muito pela Croácia porquê ainda não tinha pego carona na estrada e ainda estava um pouco apreensiva. Mas na Croácia há muitos lugares bonitos e lá é super barato! Paguei toda a minha alimentação com cerca de 200 euros. Porém, economizava muito no restaurante estudantil. Sempre pedia emprestado o cartão de estudante de quem estava na minha frente, me fazendo pagar a metade do valor (geralmente eu pagava 6 Kunas, cerca de 0,80 centavos de Euro!!) 

Gastei pouquíssimo em Rijeka no geral, só que meu óculos quebrou no meio e tive que comprar um novo. O óculos custou 200 euros por conta do meu grau, juro que paguei quase chorando KK só me restavam 400 euros para o resto da viagem.

No meu último dia na Croácia, fui para o River como de costume, mas dessa vez, um amigo croata que havia conhecido na minha primeira semana foi junto. Eu estava falando para ele que ia pegar carona até Zagreb e que estava super animada com isso. (De Zagreb eu ia pegar um blablacar para Sarajevo, encontrar um colega brasileiro) Ele rebateu, dizendo que eu não iria haha! Me deu 10 euros, uma barra raw vegan e um cantil com rakia, a bebida mais típica da região dos Balkans. Fiquei muito agradecida.

- Mas você sabe que uma hora eu vou pegar carona na estrada né?

-Eu sei, mas pelo menos não vai ser amanhã. 


No dia seguinte de manhã cedo, fui até a rodoviária e peguei o ônibus rumo à Zagreb. Assim que cheguei lá, o senhorzinho que ia me dar carona já me esperava. Ele não falava nada de inglês, mas foi super gentil. Me ofereceu uma maçã e o percurso foi silencioso (quando senti que podia confiar, até cochilei por um tempo). Lembro-me de bastante neve e uma estrada cheia de curvas, sem segurança nas bordas. A adrenalina analisando o perigo daquilo me manteve acordada durante todo aquele trecho da estrada. 😅

Por fim, após mais ou menos cinco horas de viagem, cheguei em Saravejo: a capital da Bósnia e Hérzegovina, local onde a Primeira Guerra Mundial eclodiu.

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                                                                                              Platak

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Capítulo 3: 2 noites  Bósnia e uma semana na Sérvia (Irig + 2 primeiros dias em Belgrado).

Cheguei em Saravejo e o senhor que me deu carona me deixou exatamente no prédio onde iria dormir. Paguei, agradeci e entrei: era um daqueles prédios antigos que te fazem recordar de uma Europa mais sombria. Subi as escadas e o AirBnB ficava logo no primeiro andar: um colega brasileiro havia feito uma reserva para nós dois e no outro dia, iriamos ter que conseguir um lugar para dormir de forma 0800 - mas eu estava confiante. 

Deixei minhas coisas e fomos encontrar uma amiga dele da cidade. Fazia muito frio, e com as minhas roupas inadequadas para aquele clima, evitava falar quando estávamos ao ar livre, para poupar energia. Fomos para um bar e os dois beberam cerveja, também ganharam Rakia como cortesia da casa. Não bebi, pois sentia que era uma forma de me preservar: a sobriedade era uma das minhas maiores formas de proteção. 

Depois dali, seguimos para outro bar, o Caffe Tito: Uma cafeteria/pub/museu toda tematizada em homenagem à Tito, o marcante líder comunista da Iugoslávia. Não senti muito isso na Croácia, mas na Bosnia e na Sérvia, é notório o saudosismo à era de Tito. Para eles, foi aquele líder carismático que fazer a Iugoslávia ser como era. Depois de sua morte, o desmantelo do país foi inevitável. Ou já era inevitável...

Teve karaoke e foi muito divertido! Cantei Bohemian Rhapsody e o meu colega brasileiro, cantou No Woman No Cry. Voltamos para o AirBnB, capotamos e no outro dia quando estávamos de saída, uma chinesa super fofinha se juntou à nós. Primeiro fomos em uma cafeteria, e depois, em um Hookar Bar (um bar onde em cada mesa, há um narguilé). Passamos por uma feira de artesanato local, e o lugar exalava cultura - foi a primeira vez que vi uma mulher de burca! 

No bar, liguei o Hangouts do Couchsurfing e me encarreguei de arrumar um lugar para o brasileiro e eu passarmos a noite. Depois de um tempinho, consegui! Além de companhia para sair, o teto já estava garantido! A chinesa se despediu e fomos até o apartamento onde o cara morava. Era um lugar confortável, e o bósnio e seu colega de apartamento eram super simpáticos! Jogamos um pouco, ensinei o host a dançar frevo e daí os bósnios e o brasileiro dividiram um baseado (a essa altura do campeonato já deu pra notar que sou careta né? 😅

Os bósnios iam para uma festa de aniversário e nos chamaram para irmos juntos. Aceitei o convite, o meu colega brasileiro não. Quando estávamos de saída, o brasileiro falou em português para que os bósnios não entendessem:

- Ei Camila. Lembre que eu não sou responsável por você. 

Fiquei um pouco surpresa com o tom dele, que até agora somente tinha sido amigável.

- Eu sei disso ué, vim para a Europa sozinha.

Ficou um clima meio chato, mas resolvi deixar pra lá depois de ir para a rua. A festa de aniversário foi ótima! Todos que estavam lá eram super simpáticos, rolou uns salgadinhos, suco de maçã pra mim e álcool pra galera, e pra fechar com chave de ouro teve karaokê! Me senti contente por estar ali. 

Depois, o meu host e o flatmate dele ainda queriam festar, eu ainda estava bem animada e com a mesma vontade. Fomos para uma boate e foi bom, mas eu sou o tipo de pessoa que se cansa rápido de ambientes muito lotados e com música alta demais. Um tempinho depois, disse para o meu host que gostaria de ir embora e fomos, mas o flatmate dele ficou. Fomos rindo e conversando bastante até chegar em seu apartamento, e comi um pouco enquanto fazíamos palhaçadas na cozinha. Ele me chamou para ver um filme no quarto dele, e como estava sem sono, topei porquê estava gostando da companhia dele. Mas a partir daí, foi quando notei que dei a entender errado. Vimos talvez meia hora de filme e ele encostou a cabeça no meu ombro. Disse que ia dormir, e ele falou que eu poderia dormir lá se quisesse. Recusei. Ele desceu as escadas comigo e quando dissemos boa noite, ele soltou um "posso te beijar?" e me beijou. Não tive tempo nem de dizer não, nem de ir para trás, só congelei. Me senti desconfortável mas não consegui dizer nada para ele na hora. No outro dia de manhã, disse que não queria ter sido beijada e ele pediu mil desculpas sinceras, e disse para que eu não deixasse ninguém me beijar se eu não quisesse. 

Bem, nos despedimos e fomos, o brasileiro e eu, encontrar o Blablacar que nos levaria para Irig, um pequeno vilarejo na Sérvia. A senhora da nossa carona falava inglês bem, e o percusso foi muito tranquilo. Quando chegamos em Irig, havia um homem lá nos esperando. O brasileiro, havia conhecido um viajante sérvio no Chile, e este disse que caso um dia o brasileiro fosse para a Sérvia, ele faria uma ponte com uns amigos. Dito e feito! Fantástico como encontros "aleatórios" mostram como no fim das contas, tá todo mundo conectado né? 

Os amigos do sérvio eram um casal muito gente boa, a Iva e o Djukic. Eles tinham dois filhinhos de 4 e 6 anos, e me senti muito feliz e segura com aquela família. Eles foram muito gentis e aprendi muito da cultura da Sérvia com eles. 

A Iva me ensinou a fazer sarma, um rolinho de repolho bem típico da região dos Balkans e a ensinei a fazer bolo de cenoura. Lá também provei Ajvar, uma pastinha de pimentão vermelho deliciosa! Demos caminhadas, um amigo do casal nos levou à uma reserva florestal para que observássemos pássaros. Esse amigo deles nos ofereceu Rakia e aceitei. Esta tinha gosto de cereja e era tão forte quanto as outras variações de Rakia!

Ao longo da semana, estar naquele vilarejo renovou minha mente, embora eu tenha ficado doente. O brasileiro foi embora antes de mim, e na verdade fiquei aliviada por isso. Desde o que ele tinha me dito em Saravejo, o santo tinha parado de bater. Quando chegamos em Irig, conversamos sobre o que ele tinha me dito, e ele disse que tinha dito aquilo porquê se alguém me estuprasse, ia sobrar para ele, porquê ele seria o último brasileiro a ter tido contato comigo 🤷‍♀️ ele também não ia pegar carona comigo pelo mesmo motivo. Se alguém fizesse algo, ele não queria ter que dar testemunho nem nada e etc. Até consegui entender o grande senso de autopreservação dele, pois ele estava na estrada sozinho já havia um bom tempo, mas isso não evitou que eu o achasse um babaca né. Ele também disse que eu não confiasse em brasileiros, pois brasileiros não estão nem aí para outros de sua terra quando estão no exterior. A ironia disso, é que todos os brasileiros que encontrei depois dele, foram muito solícitos. 

Umas duas noites antes de ir para Belgrado, o Djukic tentou me convencer a não pegar carona. Ele disse que ficava com o coração na mão, porquê também conseguia imaginar a filha de 4 anos dele fazendo isso quando fosse ter a minha idade. Fiquei grata com a preocupação dele, assim como havia ficado grata à todos que tentaram me convencer a não pegar carona. Porém, eu queria ter aquela experiência. Depois de ler tantos relatos, queria ver com os meus próprios olhos que as pessoas em sua maioria, são boas. 

Me despedi das crianças e do Djukic, que me desejou sorte, e parti para Belgrado de ônibus com a Iva. Dormimos duas noites na casa de sua irmã, que morava em uma casinha de madeira que me fez imaginar muito à respeito da história daquele lugar. Elas me contaram um pouco de como foi a infância ali, e me senti sortuda por poder ouvir aquelas histórias. 

Saímos na primeira noite, e estava acontecendo um protesto contra a censura da mídia por parte do Governo sérvio. O plano era só olhar, mas acabamos indo junto! 

No outro dia, fomos no parque Kalemegdan, onde se encontra o Forte de Belgrado. Se você for na capital Sérvia, este lugar é parada obrigatória! Fica de frente ao rio Danúbio e você com certeza sairá de lá sabendo muito mais de história (e se tiver dinheiro, com uns souvenirs!). Dali, encontramos um amigo da Iva e ele nos chamou para dar um passeio de barco pelo Danúbio. Foi incrível, e ainda "pilotei" um pouquinho!

No dia seguinte, me despedi da Iva e de sua irmã e fui para casa da Lena, a couchsurfer que iria me hospedar pelos próximos dois dias.

Aniversário em Saravejo. xD 

 

 

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After Party.

 

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Belgrade Fortress (Forte de Belgrado).

 

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 Forte de Belgrado no parque Kalemegdan com a Iva.

 

Passeio no Danúbio.

                                                                                                                                                                                                                                           

 

 

 Protesto em Belgrado.

 

 

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Em 09/04/2021 em 15:58, D FABIANO disse:

@camilandarilhaMoça de coragem,voce!O que vale nessa vida é a recordação do que fizemos,sinto-me jovem de novo quando te leio,lembro dos meus momentos pela América do Sul,apenas com uma diferença:Tinha condições financeiras.Parabens!

Obrigada meu caro, concordo com você! A recordação de que fizemos o que queríamos é o que importa. E fico feliz, imagino que deva ter sido incrível (e que você tenha evitado muitos perrengues por ter dinheiro hahaha xD) um abraço! 

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Capítulo 4: Hospitalidade sérvia e primeira carona da minha vida!

Quando enviei meu pedido para passar duas noites na casa da Lena, só havia uma única frase em seu perfil: "Eu não estou aqui conversar, só me mande mensagem se estiver precisando de um lugar para dormir". Sem descrições sobre ela, nada. Como geralmente as pessoas explicam quem elas são e o que elas esperam do Couchsurfing, esperava uma pessoa prolixa e séria. Julguei totalmente errado. Nunca há como saber como será o seu host; isso pode ser negativo, mas com certeza pode te proporcionar agradáveis surpresas!

Desde o momento em que cheguei em sua casa, em uma área um pouco distante do centro de Belgrado, fui tratada como uma irmã mais nova. (ela inclusive ficou dizendo depois que eu era sua irmã mais nova e brasileira <3) Ela me recebeu alegremente, me mostrou o sofá onde dormiria (o melhor sofá que já dormi na minha vida) e me deu uma explicação sobre o seu apartamento. Me deu uma chave, disse que eu poderia comer qualquer coisa da geladeira, cozinhar qualquer coisa, usar seus produtos de beleza que estavam no banheiro, e até usar suas roupas! Eu com certeza não esperava por tudo isso, e nem pelo carinho dela pela cultura brasileira! Lembro de ela colocar "Mina do Condomínio" de Seu Jorge quando estávamos no carro, e ela ria e tentava cantar em português. Uma fofinha!!

Lena era jornalista, e me levou ao lugar onde ela trabalhava. Um lugar grande e colorido, que parecia combinar com a personalidade dela. Tomamos um café e depois demos uma volta pelo centro de Belgrado. A capital da Sérvia é uma mistura de confusão e beleza, prédios destruídos com vizinhos de arquitetura moderna. A cidade emana uma energia boa e caótica, com muita arte e história em qualquer paisagem. Belgrado com certeza, é aquele tipo de lugar que você ama, ou odeia. Eu amei aquele lugar, e as pessoas bondosas dali. 

Naquele mesmo dia, fomos jantar na casa da mãe dela. Um amigo da Lena foi junto, ela tentou encoraja-lo a falar inglês. Toda vez que ele falava algo em sérvio, eu soltava aquele "english, please!" para encorajar também haha e não ficar de fora da conversa. 

A família dela foi muito gentil e solícita, mesmo sem conseguirem se comunicar comigo. Comi muito bem naquela noite, e nos despedimos com abraços. Elas falando em sérvio e eu agradecendo em português, pois conseguimos transmitir o que estávamos sentindo, apesar da barreira linguística. Acho esse tipo de comunicação sensacional. Não é o inglês que é a língua universal, são as emoções!

No dia seguinte, dei um passeio sozinha pela cidade (pois Lena tinha ido trabalhar). Fui em um city tour gratuito no parque Kalemegdan e ganhei um copinho de shot para beber Rakia, pois fui a única pessoa do city tour a dizer três palavras em sérvio

Inclusive, achei insana a criatividade da galera dos Balkans na hora de xingar alguém! "Idi u tri pičke materine" é a frase mais ofensiva que você vai ouvir naquela região. O significado? Vá f*der três b**etas da sua mãe. Absurdamente pesado e criativo. Não sei vocês, mas sou daquelas pessoas que se diverte muito quando aprende a xingar em outros idiomas 😅.

Quando voltei para casa da Lena, dei um passeio com seus dois cachorros (à pedido dela) e esperei a noite cair. Algumas horas depois, estava na mesa com a Lena, e dois amigos dela. Um deles tirou cartas de tarô para mim. A conversa entre nós quatro naquela noite, acabou sendo mais profunda do que eu imaginava que seria. 

Na hora de dormir, estava planejando como seria o dia seguinte. Pensava em pegar carona para a Romênia, em direção à Bucareste. Analisando o mapa e quantas vezes precisaria trocar de rota, achei que seria melhor tomar um caminho mais fácil, já que seria a primeira vez que ia para a estrada com uma plaquinha. Resolvi então de última hora, ir para Budapeste! 

Pela manhã, me despedi da Lena e o rapaz que tirou as cartas de tarô pra mim, disse que ia me deixar em um ônibus para conseguir chegar na estrada. Ele foi comigo até certo ponto, depois nos despedimos. Fiquei grata por ele ter me colocado no caminho certo.

Ah, os ônibus na Sérvia são muito fáceis de burlar. Basicamente não tem cobrador, você só tem que passar um cartão ou comprar um bilhete na mesma maquininha. É você e sua consciência. Eu não paguei nenhuma vez. 

Quando estava no ônibus em direção à saída da cidade, estava muito feliz e animada! Finalmente iria pegar carona, finalmente iria ter aquela experiência! Queria muito compartilhar com alguém, e comecei a olhar em volta. Haviam três pessoas perto de mim, e decidi puxar conversar com um cara que estava com uma expressão séria. Perguntei se o ônibus estava indo na direção que eu queria, depois disse à ele que era brasileira e que estava indo pegar carona na estrada. Ele ficou interessado e falou que ouvia música brasileira! Disse que amava Kevinho e perguntou o que significa "cê acredita?" HAHAHA eu fiquei tão feliz! Então, ele perguntou se eu estava com pressa. Disse que não, e ele me chamou para tomar um café. Também disse que compraria uma boa caneta para eu fazer uma plaquinha, pois a minha estava horrível e com o nome "Budapest" pouco visível.

Na cafeteria, conversamos sobre sentido da vida, viagem e universidade. Fizemos a minha plaquinha, trocamos facebook e então, nos despedimos. Não havia chegado na estrada ainda e já estava indo bem!

Comecei a andar, a procura de um bom lugar para estender o meu polegar. Não foi nem preciso: um homem em uma caminhonete viu a plaquinha, e ofereceu a carona! Após meia hora, ele me deixou na estrada, em um lugar com um bom espaço e onde os carros não passariam em alta velocidade. Uns 10 minutos depois, um senhor parou para mim. E esse senhor, seria responsável por me fazer acreditar ainda mais na bondade das pessoas. 

 

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A parte mais louca da aventura estava para começar! Ativando o modo hitchhiker!

 

 

 

 

O homem da caminhonete.

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Em 14/04/2021 em 22:06, Letícia Carmassi disse:

Gosto muito de ler seus relatos. Real perspectiva de uma mulher brasileira  experienciando outros territórios, mais do que isso, com consciência de que tudo pode!❤️ 
 

Fico muito feliz que você esteja acompanhando!! ❤️ 

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      Victoria Street
       
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      Câmera Obscura e o Mundo das Ilusões
       
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      Depois de descer o Arthur’s Seat, já escurecendo, entramos num beco da Royal Mile, chamado Bakehouse Close. Para quem assiste a série Outlander, é o local que foi filmado a gráfica do personagem Jamie Fraser na terceira temporada, onde acontece o reencontro entre a Claire e o Jamie. Cansados, comemos num Pret A Manger da estação de trem e depois, finalmente, chegamos ao Hotel para um merecido descanso.
       

      Ovelha Dolly

      Trecho da subida do Arthur’s Seat
       
      Dia 4: Último dia em Edimburgo, mas a atração que reservamos para finalizar nossa estadia na cidade não fica na capital escocesa, fomos visitar a famosa capela de Rosslyn. Na Parada North Bridge Stop NE, pegamos o ônibus 37 e descemos na parada Original Rosslyn Hotel. A Capela de Rosslyn é famosa pelos mistérios envolvendo os templários e por ter aparecido no filme Código da Vinci nas cenas finais. Os mitos contam que ela foi construída pelos templários para abrigar o Santo Graal.
      Você não pode tirar foto dentro da Capela, mas realmente ela é intrigante. Os tetos, os pilares e as janelas são cheios de detalhes, como rostos, objetos e alguns símbolos esculpidos no local. Cada cantinho da capela revela uma surpresa. Um dos principais destaques, é o Pilar do Aprendiz, uma coluna linda, toda trabalhada, cheia de detalhes e com uma história interessante sobre a sua construção. Dizem, que o mestre escultor viajou em busca de inspiração, então seu aprendiz, aproveitou a ausência do mestre para esculpir o pilar. Quando o mestre voltou, ele viu a verdadeira obra de arte que ficou o pilar, porém, por inveja, assassinou o aprendiz. Existe um rosto esculpido, do lado oposto, que fica olhando na direção do pilar, que dizem ser do mestre como forma de punição pelo assassinato.
      Também dá para visitar a cripta mostrada no filme Código da Vinci, mas é um pouco diferente do que foi mostrado na adaptação cinematográfica do livro de Dan Brown. Apesar de ser pequena, ficamos umas 2 horas dentro da capela vendo todos os detalhes. O ingresso individual custou 9 Libras.
      Depois saímos e fomos no sentido das ruínas do Castelo Rosslyn, que também aparece no filme, porém preservado só tem o portal e uma parte que foi transformada em Hotel. Descendo as escadas ao lado das ruínas encontra-se o Rosslyn Glen Country Park. Nesse parque fica o local da Cave Wallace onde segundo os historiadores, William Wallace teria se escondido após a batalha de Rosslyn. Não encontramos a caverna, mas depois de muito andar encontramos um local onde foi filmado uma cena de Outlander da 1ª temporada, episódio 9.
      O parque é bacana para quem quer explorar e fazer uma pequena trilha, possui alguns pontos com muitas flores, pequenos rios, paredões de pedra, mata um pouco mais fechada, ruínas de casas e castelos. Para voltar ao centro de Edimburgo pegamos o mesmo ônibus, porém no lado oposto da parada da primeira descida.
      No final da tarde, ainda deu tempo de visitar o Calton Hill em Edimburgo, e mais uma vez com uma vista exuberante da cidade. Uma despedida perfeita de uma das cidades mais bonitas que já visitamos.
       
      Capela de Rosalyn
       
      Dia 5: Stirling. Aqui começa a aventura pela Escócia. Pegamos o mesmo ônibus da chegada, o Arlink 100, para voltar ao aeroporto e pegar o carro que alugamos. Decidimos alugar no aeroporto porque como no Reino Unido a direção é na mão contrária, não queríamos arriscar dirigir dentro da cidade de Edimburgo, mas sim, pegar logo de cara uma rodovia onde não teria muito trânsito, nem sinais e o caminho seria mais reto. Também deixamos para fazer isso pós Edimburgo porque eu queria aproveitar para ir observando trânsito e a forma como eles dirigem.
      Abrindo um parêntese sobre dirigir na mão contrária: o atendente da Localiza (um espanhol) foi bem solícito, me acompanhou até o pátio e deu umas voltas comigo para ir familiarizando com a direção oposta. No começo foi estranho, inclusive na primeira rotatória deu um branco e tive que parar, acabei levando uma buzinada, mas também foi só isso de problema que aconteceu na viagem toda. Depois de 20 minutos de direção, seu cérebro parece que se adapta e sua mente já se acostuma com a nova forma de dirigir. Na verdade, é só pensar tudo ao contrário, a via mais rápida é a da direita, a entrada na rotatória é pela esquerda, ultrapassagem pela direita e assim vai. Uma dica importante, e que ajudou muito, foi alugar carro automático, vale muito a pena pagar mais caro por isso. Acho que só posso dizer que foi fácil dirigir na mão contrária por causa do câmbio automático, não tive que me preocupar em trocar de marcha com a mão esquerda. Estudar as placas e os sinais do trânsito da Escócia, antes de viajar, também ajudou bastante.
      Voltando para a viagem, nosso destino final do dia era a cidade de Stirling, mas antes fizemos uma parada em Lallybroch, que na verdade se chama Castelo Midhope. Aqui é outra parada para os fãs de Outlander e uma das principais eu diria. Se você não assiste a série não compensa fazer esse pequeno desvio. A visita é rápida, tem um estacionamento pequeno no local e em 20 ou 30 minutos você faz uma visita na área externa. Não tem acesso ao interior do castelo. O ingresso custou 3,50 Libras por pessoa e compra na hora.
      Após essa parada, seguimos para Stirling e antes de parar no hotel fomos direto ao William Wallace Monument, que para mim seria uma das atrações mais aguardadas dessa viagem, pois desde o filme Coração Valente essa parte da história da luta pela independência da Escócia me atraiu bastante. Almoçamos no local e pegamos uma van, já inclusa no ingresso, para subir até o monumento, que foi construído no local onde Wallace montou sua base na batalha de Stirling.
      É uma torre construída, por volta de 1869, com a doação de dinheiro dos escoceses e de alguns estrangeiros para homenagear o herói escocês. São 3 pisos, além do terraço, onde você conhece um pouco da história de William, da batalha de Stirling e da Escócia. Na visita, o destaque vai para a espada gigante que pode ter pertencido ao Wallace, várias armas da época medieval e a vista espetacular do topo do monumento, a qual você consegue observar o castelo e o campo da batalha de Stirling, hoje um campo verde e tranquilo, ao redor do Rio Forth, uma vista espetacular. A visita durou mais ou menos 1h30 e o preço do ingresso individual foi 10,50 Libras. Na volta, descemos a pé o mesmo percurso realizado pela van na ida, para curtir um pouco da paisagem.
      Fomos para o Hotel, fizemos o checkin, deixamos as malas e partimos para o Castelo de Stirling. O hotel que ficamos foi o Premmier Inn Stirling - Stirling City Centre e o preço da diária foi 43 Libras. Quarto excelente, espaçoso, limpo e bem localizado. Fica perto do centro, mas numa área tranquila ao lado de um bosque onde vimos muitos coelhos e esquilos, uma ótima escolha.
      A visita ao Castelo de Stirling durou 3 horas, deu tempo de ver praticamente tudo. Muito bem preservado, lá você vai conhecer mais da história de Robert de Bruce, William Wallace, da família Stuart e de toda a confusão entre Escócia e Inglaterra. Só para se ter uma ideia o castelo, entre 1296 e 1342, mudou de domínio 8 vezes. Vimos uma exposição do Castelo que conta a história da dinastia Stuart, vimos uma grande cozinha conforme era na época medieval, visitamos o Grande Salão, o maior da Escócia, e vestimos até roupas de época.
      O Royal Palace dentro do castelo é um show a parte, bem restaurado o destaque vai para uma sala onde o teto é decorado com esculturas de alguma cabeças. Caminhar pelas muralhas e apreciar a vista do castelo também é impressionante. O valor da entrada individual foi de 15 Libras, compramos ainda no Brasil pelo site oficial para evitar as filas.
      Depois do castelo caminhamos pelo centro da cidade e no fim de tarde e fomos até a ponte de Stirling, local da famosa batalha de Stirling em 1297 em que William Wallace derrotou o exército inglês. Atravessamos a ponte até chegar ao campo de batalha, que hoje é um local tranquilo com uma bandeira da Escócia fincada no chão. Foi emocionante pisar onde essa história aconteceu, foi excelente para encerrar o dia.
       

      Espada de William Wallace
       

      Vista do William Wallace Monument
       
      Dia 6: Loch Lomond/Luss/Highlands. Esse dia talvez tenha sido o mais interessante da viagem. Pegamos o carro, saímos de Stirling, umas 10:00, até a cidade de Fort William nas highlands escocesas, um percurso total de mais ou menos 180 Km, mas até chegar ao destino final, fizemos várias paradas em locais maravilhosos. Mesmo se não houvesse paradas já teria valido a pena, pois essa rota da estrada A82 é bastante cênica.
      O primeiro ponto de parada foi o Loch Lomond, mais precisamente numa cidadezinha pitoresca chamada Luss. Primeiro, compramos um sanduíche e nos sentamos numa área verde com bancos e mesas de madeiras bem perto do lago. O local tem um estacionamento amplo, é só não esquecer de colocar uma moeda na máquina (1 Libra), pegar o ticket e colocar no carro.  Depois passeamos pelo lago até o píer de madeira e entramos na cidade de Luss.
      A cidade de Luss parece um local daquelas histórias de contos de fadas, uma cidade pequena, com casas feitas de pedras, paisagismo interessante, e flores e jardins bem cuidados. Na cidade, ainda tem uma igrejinha bem pequena com uma espécie de cemitério na frente, onde a atração é uma sepultura Viking de aproximadamente 1000 anos. A cidade e seus arredores são tão interessantes que perdemos a hora. Ficamos umas 3 horas no local. Se você tiver mais dias, vale a pena se hospedar na região e tirar 1 dia inteiro para aproveitar Luss e o Loch Lomond, tem trilhas interessantes para fazer no local, não fizemos por falta de tempo.
      Depois dessa parada seguimos nossa expedição nas Highlands. Ainda no Brasil, pesquisamos e marcamos vários pontos de parada para descer e aproveitar o lugar, entre vales, montanhas, quedas d’água, lagos e paisagens cinematográficas. Os pontos que marcamos foram: Loch Tulla, Loch Ba, Etive Mor Waterfall, Glen Etive Park, Glencoe Valley, Three Waters, Three Sisters, Loch Achtriochtan.
      Loch Tulla e Loch Ba foram uns bons aperitivos para o ponto alto das nossas paradas que foi o Glen Etive, que para chegar até o local tem que sair da rodovia principal e fazer um desvio, mas não se preocupe, é só colocar no google maps ou algum GPS que você chega lá. Assim que você sai da rodovia A82 para ir ao Glen Etive, tem um recuo do lado esquerdo que é a parada para conhecer o Etive Mor Waterfall. Atravesse a rua, caminhe para o lado oposto e terá um cenário de uma belíssima e pequena queda d’água com uma montanha ao fundo.
      Seguindo nesse desvio por uns 40 minutos, e alguns veados no caminho, chegamos ao Glen Etive. Na estrada, tem que tomar algum cuidado, pois em alguns trechos só passa 1 carro, mas existe vários recuos para você encostar e dar a passagem para o carro que está na direção contrária. A regra é, quem estiver mais perto desses pontos de passagem é quem encosta o carro. A estrada vai margeando o rio etive, e sério, perdemos a conta de quantas vezes paramos no percurso para contemplar a beleza do cenário e paz do local.
      Ao chegar no local, foi só contemplar o Loch Etive, e que cenário. Ficamos 1 hora entre contemplação, tirar fotos e fazer um lanche (tem que levar, não tem onde comprar nada). Só tomar cuidado que tem uma parte do lago que a água sobe com o tempo, não percebemos e quando fomos voltar, vimos que o mesmo local em que pisamos já estava cheio de água. Tivemos que fazer uma pequena volta para conseguir sair da beira do lago e voltar ao estacionamento. Sobre o estacionamento, é na margem do lago, não é grande, não tem estrutura é um lugar bem rústico mesmo.
      Infelizmente, e ao mesmo tempo felizmente, tivemos que seguir viagem, por mim passaria a tarde naquele lugar. Detalhe: vimos várias barracas de acampamento no caminho. Voltando para a estrada, as 2 próximas paradas também têm uma das paisagens mais belíssimas que vimos da viagem, o Vale Glencoe. Como já estávamos perto do fim de tarde as paradas no Glencoe Valley e na Three Sisters foram bem rápidas. Se você quiser pode caminhar pelo Glencoe, vimos pessoas fazendo isso, mas não tínhamos mais tempo, já que não queríamos dirigir a noite na mão contrária. Nós tínhamos programado sair de Stirling 09:00, mas como saímos as 10:00 faltou essa hora, que poderíamos ter usado para caminhar no Vale, mas imprevistos de viagem acontecem.   
      Ainda fizemos a última parada rápida no Loch Achtriochtan, outro cenário lindo com uma casinha perdida no meio de um lago e montanhas, e chegamos em Fort William por volta das 20:30 já escurecendo. Chegando em Fort William, fomos jantar num Mcdonalds perto do Hotel e dar uma voltinha no centro, uma pequena rua bem deserta, mas interessante.
      Nos hospedamos no Premier Inn For William, 39 Libras a diária. A hospedagem foi excelente, no padrão Premier Inn e o melhor de tudo é que fica ao lado da estação de trem que sai o Jacobite Exprees, o passeio do dia seguinte.
       

      Luss
       

      Glen Etive
       

      Glencoe
       
      Dia 7: Jacobite Express/Eilean Donan Castle. Reservamos esse dia para fazer o passeio no Jacobite Exprees ou, se preferir, trem do Harry Potter. O trem sai as 10:15 de Fort William e chega 12:25 na cidade da Mallaig, com uma parada na cidade de Glenfinnan. O ideal é comprar com antecedência no site da atração, o valor da passagem de ida e volta custou 39,85 Libras individualmente. Você pode comprar somente 1 trecho também. Eles mandam os tickets por e-mail, já com os assentos marcados.
      A paisagem do percurso é bonita, mas o ponto alto é a passagem pelo famoso viaduto de Glenfinnan. Na ida, saindo de Fort William, o ideal é você ficar do lado esquerdo. Não se preocupe em relação ao assento, se na ida você ficar no lado contrário, na volta você vai ficar no assento do lado certo para ver o viaduto. Uma dica para pegar uma foto ou um vídeo excelente do viaduto é: assim que o trem sair da estação de Glenfinnan, levante da sua cadeira e se posicione na janela que fica perto da porta de saída do vagão, onde não tem assento, você não disputará as janelas do vagão com todos os passageiros que se levantam para tentar ver e fotografar o viaduto. Nesse local você terá a janela só para você. O engraçado é que um casal de escoceses que estava na poltrona do nosso lado viu a gente fazendo isso e na volta fizeram também.
      Em Mallaig você terá quase 2 horas para curtir o local, mas a cidade não tem muito a oferecer, apenas um pequeno Porto. O melhor da cidade foi comer umas focaccias e tomar um refrigerante de rosas gostoso num local chamado Bakehouse em frente ao cais.
      14:10 o trem saiu de Mallaig para fazer o caminho de volta e chegou em Fort William as 16:00. Voltamos para o Hotel, pegamos as nossas malas, o carro, e partimos em direção a Ilha de Skye. No caminho, paramos no famoso e talvez o Castelo mais fotografado da Europa, o Eilean Donan Castle.
      Chegamos por volta das 18:30 e foi o melhor horário que poderíamos ter chegado. O sol estava iniciando o movimento para se pôr, e a luz estava ótima. Não tinha quase ninguém, era o castelo e a famosa ponte de pedra praticamente só para nós. Não dava para visitar o interior do castelo, pois estava fechado, mas dava para andar em toda a área externa.
      Uma paisagem cênica, que rende ótimas fotos tanto perto quanto longe do castelo. Falando em paisagem, quem for de carro para essa região pode se preparar, porque em todo percurso entre Fort William até a Ilha de Skye você vai parar muito para apreciar e tirar fotos dos vários mirantes ao longo da estrada, cenários impressionantes, sem falar que as estradas são floridas e bem verdes. Vale dirigir com calma, sem pressa e curtir a viagem.
      Chegamos no início da noite ao nosso hotel, o Larchside Bed and Breakfest, que aliás foi a melhor hospedagem da viagem. Não fica no centro de Portree, mas fica apenas uns 3 a 5 minutos de carro. Quarto grande, muito limpo e aconchegante, e o anfitrião Craig é muito simpático e solícito, explicou tudo da região e deu dicas das atrações. Um comentário engraçado que ele fez, é que ultimamente estava recebendo muitos brasileiros de Minas Gerais. Café da manhã delicioso com frutas frescas (framboesa, amora etc.) e você escolhe no dia anterior o que vai querer comer no dia seguinte. O Hotel na verdade é uma casa grande, onde ele aluga os quartos. O valor foi de 180 Libras 2 diárias.

      Viaduto de Glenfinnan
       

      Paisagem durante o percurso
       

      Eilean Donan Castle
       
      Dia 8: Ilha de Skye. De início vou logo deixar um aviso, 1 dia é pouco para aproveitar a região. Tivemos que escolher entre quais atrações visitar. Para explorar as principais atrações da Ilha, o melhor seria ficar 2 dias cheios, ou seja, 3 pernoites.
      Começamos o dia em Portree, a cidade que é o centro da ilha. Tiramos aquela famosa foto das casinhas coloridas no melhor ponto que é na rua Bosville Terrace. Fomos até a Mackenzies Bakery e compramos alguns pães e lanches para passar o dia, já que as atrações ficam em locais sem estrutura para comida.
      Nossa primeira parada foi nas Fairy Pools. Lá tem estacionamento a Fairy Pools Car Park. Precisa de fôlego, já que tem subidas e descidas no percurso. Foram uns 20 minutos de caminhada até a primeira piscina. O local é maravilhoso, com várias quedas d’águas no percurso. Cuidado para não deixar passar o tempo. Demoramos cerca de 2 horas e meia no local e deu para curtir bastante. De lá, fomos para o Nest Point Lighthouse, um pouco mais de 1 hora entre uma atração e outra.
      No caminho, paramos num café chamado Lephin. Podem anotar é uma excelente parada para usar o banheiro e recarregar as baterias. A sopa de tomate é uma delícia, assim como Brownie.
      Um parêntese importante, em vários pontos da estrada é aquela via única, mas tem vários pontos de passagem para você parar e deixar o carro que está na mão contrária passar. O fato de você dirigir pela ilha já é uma atração a parte, parece que você está num belíssimo fim de mundo, com uma natureza exuberante a sua volta, com suas montanhas, lagos, flores e muitos animais no caminho como ovelhas e as famosas vacas Highlanders. Em muitos momentos é apenas você, seu companheiro(a) e a Escócia, uma paz imensa.
      Bem, chegamos ao Nest Point, uma paisagem espetacular. Um alerta: aqui venta muito forte, vimos lenços e chapéus voando. Aqui também precisa de fôlego e para quem tem mobilidade reduzida o local não é interessante, pois tem um escadão enorme para você descer e subir na volta. A subida na volta foi difícil.
      O local é mágico. Um farol antigo no alto, uma vasta área verde, várias famílias de ovelhas pelo local e a imensidão do Mar ali pertinho de você. Um local para contemplar. Você ainda pode deixar sua marca montando uma torre de pedras para a posteridade. Ficamos também umas 2 horas aproveitando a paisagem. Para estacionar, assim como nas Fairy Pools, foi tranquilo, tem muito espaço.
      Depois do Nest Point, pegamos o carro e fomos para a próxima atração, Fairy Glen. Mais 1 hora e 10 minutos de estrada. O local para deixar o carro é bem pequeno, tem que deixar na margem da estrada entrando um pouco na grama. Depois subimos um pequeno morro e do outro lado encontramos a Fairy Glen. Quando você caminha por aquelas montanhas, parece que você está pisando num tapete verde macio, uma sensação boa. Na parte de baixo das montanhas, no “chão”, tem um famoso símbolo em espiral, que dá uma áurea mística ao local. Pena que começou a chover e tivemos que ir embora. Ficamos quase 1 hora no local.
      Já pegando a estrada para voltar ao Hotel, demos uma paradinha em outra atração importante da ilha, o Quiraing. Não descemos do carro, mas valeu a pena admirar de perto essa cadeia de montanhas. Posteriormente, fizemos a última parada do dia na Kilt Rock. Parada rápida para ver a linda queda de água e ver o corte das rochas que lembram um Kilt. Tiramos umas fotos e pronto. A parada foi rápida pois estava muito frio. Tirei a luva para bater uma foto e meus dedos quase congelaram, já era fim de tarde/início de noite e o vento estava muito gelado. Chegamos na pousada já escurecendo. Foi um dia longo, cansativo, mas muito, muito proveitoso e inesquecível.
       

      Fairy Pools
       

      Ilha de Skye
       

      Nest Point
       

      Fairy Glen e a chuva chegando
       
      Dia 9: Lago Ness e Inverness. Penúltimo dia na Escócia e logo cedo tivemos que deixar esse paraíso chamado Ilha de Skye. Antes, fizemos uma última parada na Sligachan Old Bridge, uma ponte antiga de pedra inserida num cenário espetacular rodeada por montanhas belíssimas. Essa ponte fica no caminho de saída da Ilha. Outra atração que vimos no percurso foram as famosas vaquinhas highlanders, aquelas com os olhos cobertos pelo “cabelo”, tinha pelo menos umas 10 no local. Paramos o carro para muitas fotos e conseguimos até pegar nelas.
      A parada final desse dia foi a cidade de Inverness, mas até chegar a cidade fizemos várias paradas legais e interessantes pelo caminho. Novamente, paramos no Eilean Donan Castle e dessa vez foi para fazer a visita ao interior do Castelo. O castelo é pequeno e a visita é rápida, leva mais ou menos 1 hora. O castelo tem os ambientes medievais bem preservados e lá você aprende sobre a história do local, como por exemplo o motivo da sua construção no século XIII, que foi para se defender dos ataques Vikings.
      No Castelo, que já pertenceu ao clã Mackenzie e hoje pertence ao clã Macrae, foram realizadas várias filmagens, como o filme Highlander. A entrada individual custou 10 Libras com audioguia incluso.
      A Próxima parada foi no Castelo Urquhart e no famoso Lago Ness. 1 hora e meia de estrada entre os 2 castelos e mais uma vez um percurso com muitas flores amarelas na margem da estrada e com bastante mirantes com vistas espetaculares.
      O Urquhart é um castelo histórico as margens do Lago Ness, esteve sob os domínios de Robert de Bruce e foi importante na época da luta pela independência da Escócia. Hoje está em ruínas e sobrou pouca coisa de pé, mas é uma visita interessante. Antes de visitar a área do castelo, você entra numa espécie de sala de reunião onde assiste um vídeo com a história do local, e quando o vídeo acaba, de repente, as cortinas da sala se abrem e você dá de cara com as belas ruínas. Instigante.
      Algumas torres ainda estão de pé, o que dá uma bela vista do Lago Ness, assim como a cozinha e um espaço que era utilizado para prisão. Falando no lago, na visita você pode aproveitar, descer uma escada e dar de cara com o Lago Ness. Não, não vimos nenhum monstro, apenas algumas aves nadando tranquilamente, mas podemos garantir que a água estava bastante gelada.
      A visita custou 12 Libras o ingresso individual e ficamos umas 2 horas e meia no local, contando com o tempo para o almoço.
      Mais uns 40 minutos de estrada e chegamos em Inverness. O hotel que ficamos foi outro da rede Premier Inn, o Inverness Centre (Millburn Rd), onde tivemos o único problema de hospedagem da viagem. O aquecedor não funcionou e não trocaram a gente de quarto, só deram outro cobertor o que não resolveu o problema do frio. Chegando ao Brasil, reclamamos no site, pediram desculpas e mandaram um cheque com o valor da hospedagem, o que não adiantou muita coisa pois não conseguimos descontar. Se tivéssemos pago com cartão de crédito, teriam estornado o valor da hospedagem no cartão, mas como economizamos grana na viagem e resolvemos pagar esse hotel em dinheiro ficamos sem ter o estorno.
      Sobre Inverness, caminhamos pelo centro da cidade e visitamos alguns locais como a Old High Church, onde os Jacobitas que sobreviveram a batalha de Culloden foram levados pelos ingleses para serem executados. Também vimos a catedral e o castelo de Inverness, mas somente por fora. Mas a melhor coisa para se fazer em Inverness é caminhar pela margem do Rio Ness, uma caminhada agradável, relevando o frio que fazia na cidade, que estava 4 graus a noite no início de maio.
       

      Vaca Highlander
       

      Castelo de Urquhart e o Lago Ness ao fundo
       
      Dia 10: Museu Culloden e Falkland. Último dia na Escócia e para aproveitar acordamos cedinho, 09:30 já estávamos no Museu de Culloden. Fica apenas uns 15 minutos do hotel que estávamos hospedados. Esse local conta a história da batalha final dos Jacobitas onde os ingleses massacraram os escoceses em uma luta que durou apenas alguns minutos. Além do museu, que conta toda a história Jacobita, visitamos o campo onde ocorreu a batalha.
      Um campo verde enorme marcadas por bandeiras vermelhas, posicionadas onde estavam as tropas inglesas, e por bandeiras azuis, onde estavam posicionadas as tropas escocesas. Ainda no campo de batalha, existe um monumento emocionante com pedras com os nomes dos Clãs escoceses que lutaram na batalha. Claro que o mais procurado para fotos é a pedra do clã Fraser por causa do sucesso da série Outlander.
      A entrada individual custou 11 Libras, com audioguia incluso, e o tempo de visitação foi de 2 horas.
      Seguindo já o caminho de volta para entregar o carro no aeroporto de Edimburgo, após 2h40 de estrada fizemos uma última parada numa pequena cidade chamada Falkland. Aliás, a estrada é uma atração a parte, com muitas flores amarelas típicas escocesas no percurso o que deixou o passeio belíssimo.
      A cidade em si é bem charmosa, parece que parou no tempo com as casas de pedras e suas flores nos parapeitos, além das ruas estreitas de pedras. Aqui foram filmadas algumas cenas da série Outlander como se fosse a cidade de Inverness nos anos 40. No centrinho, por exemplo, tem uma fonte antiga de pedra chamada Bruce Fountain, onde foram filmadas algumas cenas do início da série.
      Mais 2 curiosidades sobre essa bela cidade: É lá que existe o campo de tênis mais antigo do mundo construído por volta 1540, e o lendário cantor Johnny Cash visitou o local algumas vezes devido ao registro de alguns dos seus ancestrais na cidade.
      Ficamos apenas 30 minutos, pois tínhamos horário para devolver o carro e depois para pegar o trem para Liverpool. Mas a cidade merece pelo menos 1 dia cheio para aproveitar bem todo o charme que ela oferece.
      Mais 1 hora de percurso e chegamos ao aeroporto por volta das 16:00. Aqui tivemos um pequeno contratempo, pois não consegui acertar a saída da avenida para a entrada do aeroporto na primeira vez. O GPS estava desatualizado nesse trecho, então seguimos reto na avenida até encontrar uma rotatória para poder voltar e pegar uma outra saída para o aeroporto. Um pequeno susto, mas deu tudo certo. Devolução do carro super-rápida, menos de 10 minutos e já partimos para a estação de trem com destino a Liverpool, mas isso é papo para outro dia.
      O que posso dizer da Escócia, é um país mágico, com uma história riquíssima e paisagens naturais de tirar o fôlego. Entrou para o top 5 das nossas viagens com certeza. Ficou um gostinho de quero mais e no futuro voltaremos para desfrutar e curtir mais esse belíssimo país.

      Campo de Batalha de Culloden
       

    • Por Lincoln Melo
      ESCÓCIA
       
      Desde que assisti ao filme Coração Valente pela primeira vez, me encantei com a história de William Wallace e da Escócia. Ao longo dos anos, fui me familiarizando com personagens como Robert de Bruce e Mary Stuart, e com histórias interessantes como toda a luta pela independência contra a Inglaterra. Mais recente outra obra audiovisual entrou com tudo na nossa casa: uma série chamada Outlander, obra de ficção histórica que se passa na época da revolta Jacobita. A série ajudou, finalmente, a tirar do papel o plano de conhecer a Escócia, e quando planejamos nossa viagem para o Reino Unido em 2019, decidimos incluir 10 dias na Escócia, 11 dias contando com o dia de embarque no Brasil, de 30 de abril até 10 de maio.
      Esta parte da viagem, vamos compartilhar com vocês para tentar ajudar e facilitar a quem está planejando conhecer esse belíssimo país. Viajamos em casal e entre os principais locais/regiões que visitamos na Escócia estão: Edimburgo, Rosslyn, Stirling, Highlands e Ilha de Skye. Nosso itinerário foi o seguinte:
      OBS: lembrando que a viagem começa no dia anterior, já que o voo sai do Brasil em um dia e chega ao país de destino no dia seguinte.
       
      Dia 1: Chegada. Pegamos o Voo da KLM de Fortaleza para Edimburgo com escala rápida em Amsterdã. Chegamos em Edimburgo por volta de 12:40. Imigração tranquila, a única pergunta que o agente fez, foi se era a nossa primeira vez na Escócia e pronto, passaporte carimbado. No Aeroporto, para ir ao centro, pegamos um ônibus bem confortável, na parada D, o Arlink 100, e descemos na última parada Warvely Bridge. Comprando ida e volta (open return) é mais barato, esse ticket custou 7,50 Libras em 2019 e pode ser comprado tanto no guichê quanto com o motorista, porém comprando no motorista o dinheiro tem que estar na conta certa, pois ele não dá troco.
      O Hotel que ficamos foi o Hub Premmier Inn Edinburgh Royal Mile, o preço foi de 240 Libras por 4 noites. Os Hotéis estilo Hub da rede Premmier Inn possui quarto pequeno, mas bem moderno, espaço dividido e funcional. Esse hotel específico fica uns 10 minutos da estação de trem e menos de 5 minutos da Royal Mile.
      Depois de descansar 1 horinha da viagem, o dia restante da chegada foi para fazer o reconhecimento da rua mais famosa de Edimburgo, a Royal Mile. Uma volta no tempo. O ideal é explorar a rua sem compromisso para ir admirando a arquitetura e explorar os vários becos da cidade, as famosas Closes. Indo no sentido ao Castelo, você passa pelo beco mais famoso, Mary King Close, pela Saint Giles Cathedral, e já no final, perto do Castelo de Edimburgo, tem uma loja chamada Tartan Weaving, com 5 andares. É lá que dá para comprar blusas, chales, gorros e outras coisas com as famosas estampas escocesas.
      Continuando a caminhada, indo para o lado esquerdo e descendo umas escadas saímos na Victoria Street, a famosa rua oval com as fachadas das lojas coloridas. Dizem que a J.K. Rowling se inspirou nessa rua para criar o Beco Diagonal da série Harry Potter. Descendo e virando a direita encontramos a Grassmarket, uma praça bonita com alguns restaurantes. No final da praça se tem uma visão belíssima do Castelo. Depois, voltando um pouco e subindo uma rua no sentido oposto da Victoria Street saímos no Cemitério de Edimburgo. Não, não é um passeio fúnebre é um dos cemitérios mais bem cuidado e bonito que já vimos. Em frente, atravessando uma pequena rua, tem uma estátua do cachorro Bobby, símbolo de fidelidade da Escócia.
      Nessa mesma rua da Estátua fica o famoso restaurante Elephant house, mas deixamos para entrar outro dia, pois fomos bater nosso ponto no Hard Rock Café da cidade.
       

      Victoria Street
       
      Dia 2: Voltamos a andar pela Royal Mile, mas dessa vez para visitar as atrações. A primeira foi a Câmera Obscura e o Mundo das Ilusões, uma atração bem divertida e interativa eu diria até que imperdível, assim como o Castelo de Edimburgo. Muitas salas com ilusão de ótica, truques utilizando a física e ao final da visita, no telhado, local que rende excelentes fotos da cidade, tem uma experiência surpresa bem bacana. A visita durou mais ou menos 1h30 – 2 horas. O valor do ingresso individual foi 16 Libras.
      Depois, bem pertinho da Câmera, fomos ao Castelo de Edimburgo, talvez a principal atração da cidade. Ficamos praticamente umas 4 horas dentro do Castelo e deu tempo para explorar tudo. As atrações que mais gostamos foram:
      - O tiro do canhão as 13 horas, One o’Clock Gun, que tem toda uma preparação e um ritual antes do disparo.
      - A sala da coroa, com as joias da coroa escocesa e a pedra do destino, utilizada na coroação dos reis por séculos, desde Eduardo I, aquele da briga com William Wallace, até os dias de hoje. Na próxima coroação da monarquia britânica, essa pedra será levada para a Abadia de Westminster para ser colocada embaixo do trono da coroação.
      - Royal Palace, antiga moradia da família real.
      - Grande Salão, decorada com itens medievais.
      - Sala de prisão de guerra, localizada no subterrâneo do castelo, era um local de prisão, execução e tortura. Existem muitos itens no local que remete a época medieval.
      No castelo ainda tem a sala de guerra e a St. Margaret’s Chapel, uma capela pequena e bem pitoresca. Não menos importante, a vista que se tem da cidade do terraço do castelo é espetacular. O ingresso individual custou 17,50 Libras.
      Continuando o passeio do dia, descemos até ao Princes Street Gardens. Vimos o Scott Monument, mas não subimos, são 287 Degraus, preferimos continuar caminhando por 1 hora no parque. Ao lado do parque tem a Princes Street, avenida que tem lojas como a Boots, Primark e H&M. Paralela a Princes Street tem uma rua chamada Rose Street, bem charmosa. Uma curiosidade: ali perto, na 128 St. Charlote Street, morou Graham Bell, o inventor do telefone.
       

      Câmera Obscura e o Mundo das Ilusões
       
      Dia 3: Foi o dia de visitar o National Museum of Scotland, o Museu Nacional da Escócia, e que museu, ficamos das 10:00 até 13:30, mas dava para ficar o dia inteiro. Uma das atrações mais interessante do Museu é a ovelha Dolly empalhada. Como o museu é grande, o ideal é estudar e anotar as principais atrações que você tenha interesse para visitar. As salas que achamos bastante interessantes foram as alas da História da Escócia, História Egípcia e Animal World. O museu é bastante interativo, tem algumas salas com alguns itens para você interagir, dá para pilotar um simulador dentro de um carro de fórmula 1 por exemplo. Destaque também é o salão principal com uma arquitetura muito bonita.
      Nesse dia, almoçamos no famoso café Elephant House, que fica perto do museu, e nos sentamos mais ao fundo do restaurante, perto da janela onde a J.K. Rowling tinha a visão do cemitério e escrevia alguns trechos da saga Harry Potter. Sobre a experiência do restaurante, esperamos uns 10 minutos para sentar, atendimento normal e a comida foi ok, não era ruim, mas também não era nada espetacular.
      Depois descemos a Royal Mile no sentido contrário ao que fizemos no 1º dia para fazer a visita ao Palace of Holyroodhouse. Quase tiramos essa atração do roteiro e ainda bem que não fizemos isso, o palácio é muito bonito, com muita história relacionada aos Stuarts. E as ruínas da Abadia do século XII, frequentada por Robert de Bruce, para quem gosta de história antiga é de tirar o folego. No palácio, tem uma sala onde ocorreu o assassinato de David Rizzio, secretário da rainha Mary Stuart, pelo então marido da rainha Lord Darnley. Tem uma mancha no piso da sala, que dizem ser do sangue de Rizzio. Demoramos 2 horas para visitar todo o complexo. O ingresso individual custou 15 Libras com audioguia incluso.
      Depois do palácio fomos subir o Arthur’s Seat, isso já era umas 18:00. Foi uma das melhores atrações que fizemos em Edimburgo. A subida é bem bonita, com bastante flores típicas amarelas escocesas, a vista vai ficando cada vez mais interessante, porém vá preparado com gorro, luvas e etc, porque faz muito frio e venta bastante no local. Demoramos uns 40 minutos para subir. A visão lá do topo é espetacular. É bom levar lanche e água para recuperar as energias para a descida.
      Depois de descer o Arthur’s Seat, já escurecendo, entramos num beco da Royal Mile, chamado Bakehouse Close. Para quem assiste a série Outlander, é o local que foi filmado a gráfica do personagem Jamie Fraser na terceira temporada, onde acontece o reencontro entre a Claire e o Jamie. Cansados, comemos num Pret A Manger da estação de trem e depois, finalmente, chegamos ao Hotel para um merecido descanso.
       

      Ovelha Dolly

      Trecho da subida do Arthur’s Seat
       
      Dia 4: Último dia em Edimburgo, mas a atração que reservamos para finalizar nossa estadia na cidade não fica na capital escocesa, fomos visitar a famosa capela de Rosslyn. Na Parada North Bridge Stop NE, pegamos o ônibus 37 e descemos na parada Original Rosslyn Hotel. A Capela de Rosslyn é famosa pelos mistérios envolvendo os templários e por ter aparecido no filme Código da Vinci nas cenas finais. Os mitos contam que ela foi construída pelos templários para abrigar o Santo Graal.
      Você não pode tirar foto dentro da Capela, mas realmente ela é intrigante. Os tetos, os pilares e as janelas são cheios de detalhes, como rostos, objetos e alguns símbolos esculpidos no local. Cada cantinho da capela revela uma surpresa. Um dos principais destaques, é o Pilar do Aprendiz, uma coluna linda, toda trabalhada, cheia de detalhes e com uma história interessante sobre a sua construção. Dizem, que o mestre escultor viajou em busca de inspiração, então seu aprendiz, aproveitou a ausência do mestre para esculpir o pilar. Quando o mestre voltou, ele viu a verdadeira obra de arte que ficou o pilar, porém, por inveja, assassinou o aprendiz. Existe um rosto esculpido, do lado oposto, que fica olhando na direção do pilar, que dizem ser do mestre como forma de punição pelo assassinato.
      Também dá para visitar a cripta mostrada no filme Código da Vinci, mas é um pouco diferente do que foi mostrado na adaptação cinematográfica do livro de Dan Brown. Apesar de ser pequena, ficamos umas 2 horas dentro da capela vendo todos os detalhes. O ingresso individual custou 9 Libras.
      Depois saímos e fomos no sentido das ruínas do Castelo Rosslyn, que também aparece no filme, porém preservado só tem o portal e uma parte que foi transformada em Hotel. Descendo as escadas ao lado das ruínas encontra-se o Rosslyn Glen Country Park. Nesse parque fica o local da Cave Wallace onde segundo os historiadores, William Wallace teria se escondido após a batalha de Rosslyn. Não encontramos a caverna, mas depois de muito andar encontramos um local onde foi filmado uma cena de Outlander da 1ª temporada, episódio 9.
      O parque é bacana para quem quer explorar e fazer uma pequena trilha, possui alguns pontos com muitas flores, pequenos rios, paredões de pedra, mata um pouco mais fechada, ruínas de casas e castelos. Para voltar ao centro de Edimburgo pegamos o mesmo ônibus, porém no lado oposto da parada da primeira descida.
      No final da tarde, ainda deu tempo de visitar o Calton Hill em Edimburgo, e mais uma vez com uma vista exuberante da cidade. Uma despedida perfeita de uma das cidades mais bonitas que já visitamos.
       
      Capela de Rosalyn
       
      Dia 5: Stirling. Aqui começa a aventura pela Escócia. Pegamos o mesmo ônibus da chegada, o Arlink 100, para voltar ao aeroporto e pegar o carro que alugamos. Decidimos alugar no aeroporto porque como no Reino Unido a direção é na mão contrária, não queríamos arriscar dirigir dentro da cidade de Edimburgo, mas sim, pegar logo de cara uma rodovia onde não teria muito trânsito, nem sinais e o caminho seria mais reto. Também deixamos para fazer isso pós Edimburgo porque eu queria aproveitar para ir observando trânsito e a forma como eles dirigem.
      Abrindo um parêntese sobre dirigir na mão contrária: o atendente da Localiza (um espanhol) foi bem solícito, me acompanhou até o pátio e deu umas voltas comigo para ir familiarizando com a direção oposta. No começo foi estranho, inclusive na primeira rotatória deu um branco e tive que parar, acabei levando uma buzinada, mas também foi só isso de problema que aconteceu na viagem toda. Depois de 20 minutos de direção, seu cérebro parece que se adapta e sua mente já se acostuma com a nova forma de dirigir. Na verdade, é só pensar tudo ao contrário, a via mais rápida é a da direita, a entrada na rotatória é pela esquerda, ultrapassagem pela direita e assim vai. Uma dica importante, e que ajudou muito, foi alugar carro automático, vale muito a pena pagar mais caro por isso. Acho que só posso dizer que foi fácil dirigir na mão contrária por causa do câmbio automático, não tive que me preocupar em trocar de marcha com a mão esquerda. Estudar as placas e os sinais do trânsito da Escócia, antes de viajar, também ajudou bastante.
      Voltando para a viagem, nosso destino final do dia era a cidade de Stirling, mas antes fizemos uma parada em Lallybroch, que na verdade se chama Castelo Midhope. Aqui é outra parada para os fãs de Outlander e uma das principais eu diria. Se você não assiste a série não compensa fazer esse pequeno desvio. A visita é rápida, tem um estacionamento pequeno no local e em 20 ou 30 minutos você faz uma visita na área externa. Não tem acesso ao interior do castelo. O ingresso custou 3,50 Libras por pessoa e compra na hora.
      Após essa parada, seguimos para Stirling e antes de parar no hotel fomos direto ao William Wallace Monument, que para mim seria uma das atrações mais aguardadas dessa viagem, pois desde o filme Coração Valente essa parte da história da luta pela independência da Escócia me atraiu bastante. Almoçamos no local e pegamos uma van, já inclusa no ingresso, para subir até o monumento, que foi construído no local onde Wallace montou sua base na batalha de Stirling.
      É uma torre construída, por volta de 1869, com a doação de dinheiro dos escoceses e de alguns estrangeiros para homenagear o herói escocês. São 3 pisos, além do terraço, onde você conhece um pouco da história de William, da batalha de Stirling e da Escócia. Na visita, o destaque vai para a espada gigante que pode ter pertencido ao Wallace, várias armas da época medieval e a vista espetacular do topo do monumento, a qual você consegue observar o castelo e o campo da batalha de Stirling, hoje um campo verde e tranquilo, ao redor do Rio Forth, uma vista espetacular. A visita durou mais ou menos 1h30 e o preço do ingresso individual foi 10,50 Libras. Na volta, descemos a pé o mesmo percurso realizado pela van na ida, para curtir um pouco da paisagem.
      Fomos para o Hotel, fizemos o checkin, deixamos as malas e partimos para o Castelo de Stirling. O hotel que ficamos foi o Premmier Inn Stirling - Stirling City Centre e o preço da diária foi 43 Libras. Quarto excelente, espaçoso, limpo e bem localizado. Fica perto do centro, mas numa área tranquila ao lado de um bosque onde vimos muitos coelhos e esquilos, uma ótima escolha.
      A visita ao Castelo de Stirling durou 3 horas, deu tempo de ver praticamente tudo. Muito bem preservado, lá você vai conhecer mais da história de Robert de Bruce, William Wallace, da família Stuart e de toda a confusão entre Escócia e Inglaterra. Só para se ter uma ideia o castelo, entre 1296 e 1342, mudou de domínio 8 vezes. Vimos uma exposição do Castelo que conta a história da dinastia Stuart, vimos uma grande cozinha conforme era na época medieval, visitamos o Grande Salão, o maior da Escócia, e vestimos até roupas de época.
      O Royal Palace dentro do castelo é um show a parte, bem restaurado o destaque vai para uma sala onde o teto é decorado com esculturas de alguma cabeças. Caminhar pelas muralhas e apreciar a vista do castelo também é impressionante. O valor da entrada individual foi de 15 Libras, compramos ainda no Brasil pelo site oficial para evitar as filas.
      Depois do castelo caminhamos pelo centro da cidade e no fim de tarde e fomos até a ponte de Stirling, local da famosa batalha de Stirling em 1297 em que William Wallace derrotou o exército inglês. Atravessamos a ponte até chegar ao campo de batalha, que hoje é um local tranquilo com uma bandeira da Escócia fincada no chão. Foi emocionante pisar onde essa história aconteceu, foi excelente para encerrar o dia.
       

      Espada de William Wallace
       

      Vista do William Wallace Monument
       
      Dia 6: Loch Lomond/Luss/Highlands. Esse dia talvez tenha sido o mais interessante da viagem. Pegamos o carro, saímos de Stirling, umas 10:00, até a cidade de Fort William nas highlands escocesas, um percurso total de mais ou menos 180 Km, mas até chegar ao destino final, fizemos várias paradas em locais maravilhosos. Mesmo se não houvesse paradas já teria valido a pena, pois essa rota da estrada A82 é bastante cênica.
      O primeiro ponto de parada foi o Loch Lomond, mais precisamente numa cidadezinha pitoresca chamada Luss. Primeiro, compramos um sanduíche e nos sentamos numa área verde com bancos e mesas de madeiras bem perto do lago. O local tem um estacionamento amplo, é só não esquecer de colocar uma moeda na máquina (1 Libra), pegar o ticket e colocar no carro.  Depois passeamos pelo lago até o píer de madeira e entramos na cidade de Luss.
      A cidade de Luss parece um local daquelas histórias de contos de fadas, uma cidade pequena, com casas feitas de pedras, paisagismo interessante, e flores e jardins bem cuidados. Na cidade, ainda tem uma igrejinha bem pequena com uma espécie de cemitério na frente, onde a atração é uma sepultura Viking de aproximadamente 1000 anos. A cidade e seus arredores são tão interessantes que perdemos a hora. Ficamos umas 3 horas no local. Se você tiver mais dias, vale a pena se hospedar na região e tirar 1 dia inteiro para aproveitar Luss e o Loch Lomond, tem trilhas interessantes para fazer no local, não fizemos por falta de tempo.
      Depois dessa parada seguimos nossa expedição nas Highlands. Ainda no Brasil, pesquisamos e marcamos vários pontos de parada para descer e aproveitar o lugar, entre vales, montanhas, quedas d’água, lagos e paisagens cinematográficas. Os pontos que marcamos foram: Loch Tulla, Loch Ba, Etive Mor Waterfall, Glen Etive Park, Glencoe Valley, Three Waters, Three Sisters, Loch Achtriochtan.
      Loch Tulla e Loch Ba foram uns bons aperitivos para o ponto alto das nossas paradas que foi o Glen Etive, que para chegar até o local tem que sair da rodovia principal e fazer um desvio, mas não se preocupe, é só colocar no google maps ou algum GPS que você chega lá. Assim que você sai da rodovia A82 para ir ao Glen Etive, tem um recuo do lado esquerdo que é a parada para conhecer o Etive Mor Waterfall. Atravesse a rua, caminhe para o lado oposto e terá um cenário de uma belíssima e pequena queda d’água com uma montanha ao fundo.
      Seguindo nesse desvio por uns 40 minutos, e alguns veados no caminho, chegamos ao Glen Etive. Na estrada, tem que tomar algum cuidado, pois em alguns trechos só passa 1 carro, mas existe vários recuos para você encostar e dar a passagem para o carro que está na direção contrária. A regra é, quem estiver mais perto desses pontos de passagem é quem encosta o carro. A estrada vai margeando o rio etive, e sério, perdemos a conta de quantas vezes paramos no percurso para contemplar a beleza do cenário e paz do local.
      Ao chegar no local, foi só contemplar o Loch Etive, e que cenário. Ficamos 1 hora entre contemplação, tirar fotos e fazer um lanche (tem que levar, não tem onde comprar nada). Só tomar cuidado que tem uma parte do lago que a água sobe com o tempo, não percebemos e quando fomos voltar, vimos que o mesmo local em que pisamos já estava cheio de água. Tivemos que fazer uma pequena volta para conseguir sair da beira do lago e voltar ao estacionamento. Sobre o estacionamento, é na margem do lago, não é grande, não tem estrutura é um lugar bem rústico mesmo.
      Infelizmente, e ao mesmo tempo felizmente, tivemos que seguir viagem, por mim passaria a tarde naquele lugar. Detalhe: vimos várias barracas de acampamento no caminho. Voltando para a estrada, as 2 próximas paradas também têm uma das paisagens mais belíssimas que vimos da viagem, o Vale Glencoe. Como já estávamos perto do fim de tarde as paradas no Glencoe Valley e na Three Sisters foram bem rápidas. Se você quiser pode caminhar pelo Glencoe, vimos pessoas fazendo isso, mas não tínhamos mais tempo, já que não queríamos dirigir a noite na mão contrária. Nós tínhamos programado sair de Stirling 09:00, mas como saímos as 10:00 faltou essa hora, que poderíamos ter usado para caminhar no Vale, mas imprevistos de viagem acontecem.   
      Ainda fizemos a última parada rápida no Loch Achtriochtan, outro cenário lindo com uma casinha perdida no meio de um lago e montanhas, e chegamos em Fort William por volta das 20:30 já escurecendo. Chegando em Fort William, fomos jantar num Mcdonalds perto do Hotel e dar uma voltinha no centro, uma pequena rua bem deserta, mas interessante.
      Nos hospedamos no Premier Inn For William, 39 Libras a diária. A hospedagem foi excelente, no padrão Premier Inn e o melhor de tudo é que fica ao lado da estação de trem que sai o Jacobite Exprees, o passeio do dia seguinte.
       

      Luss
       

      Glen Etive
       

      Glencoe
       
      Dia 7: Jacobite Express/Eilean Donan Castle. Reservamos esse dia para fazer o passeio no Jacobite Exprees ou, se preferir, trem do Harry Potter. O trem sai as 10:15 de Fort William e chega 12:25 na cidade da Mallaig, com uma parada na cidade de Glenfinnan. O ideal é comprar com antecedência no site da atração, o valor da passagem de ida e volta custou 39,85 Libras individualmente. Você pode comprar somente 1 trecho também. Eles mandam os tickets por e-mail, já com os assentos marcados.
      A paisagem do percurso é bonita, mas o ponto alto é a passagem pelo famoso viaduto de Glenfinnan. Na ida, saindo de Fort William, o ideal é você ficar do lado esquerdo. Não se preocupe em relação ao assento, se na ida você ficar no lado contrário, na volta você vai ficar no assento do lado certo para ver o viaduto. Uma dica para pegar uma foto ou um vídeo excelente do viaduto é: assim que o trem sair da estação de Glenfinnan, levante da sua cadeira e se posicione na janela que fica perto da porta de saída do vagão, onde não tem assento, você não disputará as janelas do vagão com todos os passageiros que se levantam para tentar ver e fotografar o viaduto. Nesse local você terá a janela só para você. O engraçado é que um casal de escoceses que estava na poltrona do nosso lado viu a gente fazendo isso e na volta fizeram também.
      Em Mallaig você terá quase 2 horas para curtir o local, mas a cidade não tem muito a oferecer, apenas um pequeno Porto. O melhor da cidade foi comer umas focaccias e tomar um refrigerante de rosas gostoso num local chamado Bakehouse em frente ao cais.
      14:10 o trem saiu de Mallaig para fazer o caminho de volta e chegou em Fort William as 16:00. Voltamos para o Hotel, pegamos as nossas malas, o carro, e partimos em direção a Ilha de Skye. No caminho, paramos no famoso e talvez o Castelo mais fotografado da Europa, o Eilean Donan Castle.
      Chegamos por volta das 18:30 e foi o melhor horário que poderíamos ter chegado. O sol estava iniciando o movimento para se pôr, e a luz estava ótima. Não tinha quase ninguém, era o castelo e a famosa ponte de pedra praticamente só para nós. Não dava para visitar o interior do castelo, pois estava fechado, mas dava para andar em toda a área externa.
      Uma paisagem cênica, que rende ótimas fotos tanto perto quanto longe do castelo. Falando em paisagem, quem for de carro para essa região pode se preparar, porque em todo percurso entre Fort William até a Ilha de Skye você vai parar muito para apreciar e tirar fotos dos vários mirantes ao longo da estrada, cenários impressionantes, sem falar que as estradas são floridas e bem verdes. Vale dirigir com calma, sem pressa e curtir a viagem.
      Chegamos no início da noite ao nosso hotel, o Larchside Bed and Breakfest, que aliás foi a melhor hospedagem da viagem. Não fica no centro de Portree, mas fica apenas uns 3 a 5 minutos de carro. Quarto grande, muito limpo e aconchegante, e o anfitrião Craig é muito simpático e solícito, explicou tudo da região e deu dicas das atrações. Um comentário engraçado que ele fez, é que ultimamente estava recebendo muitos brasileiros de Minas Gerais. Café da manhã delicioso com frutas frescas (framboesa, amora etc.) e você escolhe no dia anterior o que vai querer comer no dia seguinte. O Hotel na verdade é uma casa grande, onde ele aluga os quartos. O valor foi de 180 Libras 2 diárias.

      Viaduto de Glenfinnan
       

      Paisagem durante o percurso
       

      Eilean Donan Castle
       
      Dia 8: Ilha de Skye. De início vou logo deixar um aviso, 1 dia é pouco para aproveitar a região. Tivemos que escolher entre quais atrações visitar. Para explorar as principais atrações da Ilha, o melhor seria ficar 2 dias cheios, ou seja, 3 pernoites.
      Começamos o dia em Portree, a cidade que é o centro da ilha. Tiramos aquela famosa foto das casinhas coloridas no melhor ponto que é na rua Bosville Terrace. Fomos até a Mackenzies Bakery e compramos alguns pães e lanches para passar o dia, já que as atrações ficam em locais sem estrutura para comida.
      Nossa primeira parada foi nas Fairy Pools. Lá tem estacionamento a Fairy Pools Car Park. Precisa de fôlego, já que tem subidas e descidas no percurso. Foram uns 20 minutos de caminhada até a primeira piscina. O local é maravilhoso, com várias quedas d’águas no percurso. Cuidado para não deixar passar o tempo. Demoramos cerca de 2 horas e meia no local e deu para curtir bastante. De lá, fomos para o Nest Point Lighthouse, um pouco mais de 1 hora entre uma atração e outra.
      No caminho, paramos num café chamado Lephin. Podem anotar é uma excelente parada para usar o banheiro e recarregar as baterias. A sopa de tomate é uma delícia, assim como Brownie.
      Um parêntese importante, em vários pontos da estrada é aquela via única, mas tem vários pontos de passagem para você parar e deixar o carro que está na mão contrária passar. O fato de você dirigir pela ilha já é uma atração a parte, parece que você está num belíssimo fim de mundo, com uma natureza exuberante a sua volta, com suas montanhas, lagos, flores e muitos animais no caminho como ovelhas e as famosas vacas Highlanders. Em muitos momentos é apenas você, seu companheiro(a) e a Escócia, uma paz imensa.
      Bem, chegamos ao Nest Point, uma paisagem espetacular. Um alerta: aqui venta muito forte, vimos lenços e chapéus voando. Aqui também precisa de fôlego e para quem tem mobilidade reduzida o local não é interessante, pois tem um escadão enorme para você descer e subir na volta. A subida na volta foi difícil.
      O local é mágico. Um farol antigo no alto, uma vasta área verde, várias famílias de ovelhas pelo local e a imensidão do Mar ali pertinho de você. Um local para contemplar. Você ainda pode deixar sua marca montando uma torre de pedras para a posteridade. Ficamos também umas 2 horas aproveitando a paisagem. Para estacionar, assim como nas Fairy Pools, foi tranquilo, tem muito espaço.
      Depois do Nest Point, pegamos o carro e fomos para a próxima atração, Fairy Glen. Mais 1 hora e 10 minutos de estrada. O local para deixar o carro é bem pequeno, tem que deixar na margem da estrada entrando um pouco na grama. Depois subimos um pequeno morro e do outro lado encontramos a Fairy Glen. Quando você caminha por aquelas montanhas, parece que você está pisando num tapete verde macio, uma sensação boa. Na parte de baixo das montanhas, no “chão”, tem um famoso símbolo em espiral, que dá uma áurea mística ao local. Pena que começou a chover e tivemos que ir embora. Ficamos quase 1 hora no local.
      Já pegando a estrada para voltar ao Hotel, demos uma paradinha em outra atração importante da ilha, o Quiraing. Não descemos do carro, mas valeu a pena admirar de perto essa cadeia de montanhas. Posteriormente, fizemos a última parada do dia na Kilt Rock. Parada rápida para ver a linda queda de água e ver o corte das rochas que lembram um Kilt. Tiramos umas fotos e pronto. A parada foi rápida pois estava muito frio. Tirei a luva para bater uma foto e meus dedos quase congelaram, já era fim de tarde/início de noite e o vento estava muito gelado. Chegamos na pousada já escurecendo. Foi um dia longo, cansativo, mas muito, muito proveitoso e inesquecível.
       

      Fairy Pools
       

      Ilha de Skye
       

      Nest Point
       

      Fairy Glen e a chuva chegando
       
      Dia 9: Lago Ness e Inverness. Penúltimo dia na Escócia e logo cedo tivemos que deixar esse paraíso chamado Ilha de Skye. Antes, fizemos uma última parada na Sligachan Old Bridge, uma ponte antiga de pedra inserida num cenário espetacular rodeada por montanhas belíssimas. Essa ponte fica no caminho de saída da Ilha. Outra atração que vimos no percurso foram as famosas vaquinhas highlanders, aquelas com os olhos cobertos pelo “cabelo”, tinha pelo menos umas 10 no local. Paramos o carro para muitas fotos e conseguimos até pegar nelas.
      A parada final desse dia foi a cidade de Inverness, mas até chegar a cidade fizemos várias paradas legais e interessantes pelo caminho. Novamente, paramos no Eilean Donan Castle e dessa vez foi para fazer a visita ao interior do Castelo. O castelo é pequeno e a visita é rápida, leva mais ou menos 1 hora. O castelo tem os ambientes medievais bem preservados e lá você aprende sobre a história do local, como por exemplo o motivo da sua construção no século XIII, que foi para se defender dos ataques Vikings.
      No Castelo, que já pertenceu ao clã Mackenzie e hoje pertence ao clã Macrae, foram realizadas várias filmagens, como o filme Highlander. A entrada individual custou 10 Libras com audioguia incluso.
      A Próxima parada foi no Castelo Urquhart e no famoso Lago Ness. 1 hora e meia de estrada entre os 2 castelos e mais uma vez um percurso com muitas flores amarelas na margem da estrada e com bastante mirantes com vistas espetaculares.
      O Urquhart é um castelo histórico as margens do Lago Ness, esteve sob os domínios de Robert de Bruce e foi importante na época da luta pela independência da Escócia. Hoje está em ruínas e sobrou pouca coisa de pé, mas é uma visita interessante. Antes de visitar a área do castelo, você entra numa espécie de sala de reunião onde assiste um vídeo com a história do local, e quando o vídeo acaba, de repente, as cortinas da sala se abrem e você dá de cara com as belas ruínas. Instigante.
      Algumas torres ainda estão de pé, o que dá uma bela vista do Lago Ness, assim como a cozinha e um espaço que era utilizado para prisão. Falando no lago, na visita você pode aproveitar, descer uma escada e dar de cara com o Lago Ness. Não, não vimos nenhum monstro, apenas algumas aves nadando tranquilamente, mas podemos garantir que a água estava bastante gelada.
      A visita custou 12 Libras o ingresso individual e ficamos umas 2 horas e meia no local, contando com o tempo para o almoço.
      Mais uns 40 minutos de estrada e chegamos em Inverness. O hotel que ficamos foi outro da rede Premier Inn, o Inverness Centre (Millburn Rd), onde tivemos o único problema de hospedagem da viagem. O aquecedor não funcionou e não trocaram a gente de quarto, só deram outro cobertor o que não resolveu o problema do frio. Chegando ao Brasil, reclamamos no site, pediram desculpas e mandaram um cheque com o valor da hospedagem, o que não adiantou muita coisa pois não conseguimos descontar. Se tivéssemos pago com cartão de crédito, teriam estornado o valor da hospedagem no cartão, mas como economizamos grana na viagem e resolvemos pagar esse hotel em dinheiro ficamos sem ter o estorno.
      Sobre Inverness, caminhamos pelo centro da cidade e visitamos alguns locais como a Old High Church, onde os Jacobitas que sobreviveram a batalha de Culloden foram levados pelos ingleses para serem executados. Também vimos a catedral e o castelo de Inverness, mas somente por fora. Mas a melhor coisa para se fazer em Inverness é caminhar pela margem do Rio Ness, uma caminhada agradável, relevando o frio que fazia na cidade, que estava 4 graus a noite no início de maio.
       

      Vaca Highlander
       

      Castelo de Urquhart e o Lago Ness ao fundo
       
      Dia 10: Museu Culloden e Falkland. Último dia na Escócia e para aproveitar acordamos cedinho, 09:30 já estávamos no Museu de Culloden. Fica apenas uns 15 minutos do hotel que estávamos hospedados. Esse local conta a história da batalha final dos Jacobitas onde os ingleses massacraram os escoceses em uma luta que durou apenas alguns minutos. Além do museu, que conta toda a história Jacobita, visitamos o campo onde ocorreu a batalha.
      Um campo verde enorme marcadas por bandeiras vermelhas, posicionadas onde estavam as tropas inglesas, e por bandeiras azuis, onde estavam posicionadas as tropas escocesas. Ainda no campo de batalha, existe um monumento emocionante com pedras com os nomes dos Clãs escoceses que lutaram na batalha. Claro que o mais procurado para fotos é a pedra do clã Fraser por causa do sucesso da série Outlander.
      A entrada individual custou 11 Libras, com audioguia incluso, e o tempo de visitação foi de 2 horas.
      Seguindo já o caminho de volta para entregar o carro no aeroporto de Edimburgo, após 2h40 de estrada fizemos uma última parada numa pequena cidade chamada Falkland. Aliás, a estrada é uma atração a parte, com muitas flores amarelas típicas escocesas no percurso o que deixou o passeio belíssimo.
      A cidade em si é bem charmosa, parece que parou no tempo com as casas de pedras e suas flores nos parapeitos, além das ruas estreitas de pedras. Aqui foram filmadas algumas cenas da série Outlander como se fosse a cidade de Inverness nos anos 40. No centrinho, por exemplo, tem uma fonte antiga de pedra chamada Bruce Fountain, onde foram filmadas algumas cenas do início da série.
      Mais 2 curiosidades sobre essa bela cidade: É lá que existe o campo de tênis mais antigo do mundo construído por volta 1540, e o lendário cantor Johnny Cash visitou o local algumas vezes devido ao registro de alguns dos seus ancestrais na cidade.
      Ficamos apenas 30 minutos, pois tínhamos horário para devolver o carro e depois para pegar o trem para Liverpool. Mas a cidade merece pelo menos 1 dia cheio para aproveitar bem todo o charme que ela oferece.
      Mais 1 hora de percurso e chegamos ao aeroporto por volta das 16:00. Aqui tivemos um pequeno contratempo, pois não consegui acertar a saída da avenida para a entrada do aeroporto na primeira vez. O GPS estava desatualizado nesse trecho, então seguimos reto na avenida até encontrar uma rotatória para poder voltar e pegar uma outra saída para o aeroporto. Um pequeno susto, mas deu tudo certo. Devolução do carro super-rápida, menos de 10 minutos e já partimos para a estação de trem com destino a Liverpool, mas isso é papo para outro dia.
      O que posso dizer da Escócia, é um país mágico, com uma história riquíssima e paisagens naturais de tirar o fôlego. Entrou para o top 5 das nossas viagens com certeza. Ficou um gostinho de quero mais e no futuro voltaremos para desfrutar e curtir mais esse belíssimo país.

      Campo de Batalha de Culloden
       

    • Por Lincoln Melo
      ESCÓCIA
       
      Desde que assisti ao filme Coração Valente pela primeira vez, me encantei com a história de William Wallace e da Escócia. Ao longo dos anos, fui me familiarizando com personagens como Robert de Bruce e Mary Stuart, e com histórias interessantes como toda a luta pela independência contra a Inglaterra. Mais recente outra obra audiovisual entrou com tudo na nossa casa: uma série chamada Outlander, obra de ficção histórica que se passa na época da revolta Jacobita. A série ajudou, finalmente, a tirar do papel o plano de conhecer a Escócia, e quando planejamos nossa viagem para o Reino Unido em 2019, decidimos incluir 10 dias na Escócia, 11 dias contando com o dia de embarque no Brasil, de 30 de abril até 10 de maio.
      Esta parte da viagem, vamos compartilhar com vocês para tentar ajudar e facilitar a quem está planejando conhecer esse belíssimo país. Viajamos em casal e entre os principais locais/regiões que visitamos na Escócia estão: Edimburgo, Rosslyn, Stirling, Highlands e Ilha de Skye. Nosso itinerário foi o seguinte:
      OBS: lembrando que a viagem começa no dia anterior, já que o voo sai do Brasil em um dia e chega ao país de destino no dia seguinte.
       
      Dia 1: Chegada. Pegamos o Voo da KLM de Fortaleza para Edimburgo com escala rápida em Amsterdã. Chegamos em Edimburgo por volta de 12:40. Imigração tranquila, a única pergunta que o agente fez, foi se era a nossa primeira vez na Escócia e pronto, passaporte carimbado. No Aeroporto, para ir ao centro, pegamos um ônibus bem confortável, na parada D, o Arlink 100, e descemos na última parada Warvely Bridge. Comprando ida e volta (open return) é mais barato, esse ticket custou 7,50 Libras em 2019 e pode ser comprado tanto no guichê quanto com o motorista, porém comprando no motorista o dinheiro tem que estar na conta certa, pois ele não dá troco.
      O Hotel que ficamos foi o Hub Premmier Inn Edinburgh Royal Mile, o preço foi de 240 Libras por 4 noites. Os Hotéis estilo Hub da rede Premmier Inn possui quarto pequeno, mas bem moderno, espaço dividido e funcional. Esse hotel específico fica uns 10 minutos da estação de trem e menos de 5 minutos da Royal Mile.
      Depois de descansar 1 horinha da viagem, o dia restante da chegada foi para fazer o reconhecimento da rua mais famosa de Edimburgo, a Royal Mile. Uma volta no tempo. O ideal é explorar a rua sem compromisso para ir admirando a arquitetura e explorar os vários becos da cidade, as famosas Closes. Indo no sentido ao Castelo, você passa pelo beco mais famoso, Mary King Close, pela Saint Giles Cathedral, e já no final, perto do Castelo de Edimburgo, tem uma loja chamada Tartan Weaving, com 5 andares. É lá que dá para comprar blusas, chales, gorros e outras coisas com as famosas estampas escocesas.
      Continuando a caminhada, indo para o lado esquerdo e descendo umas escadas saímos na Victoria Street, a famosa rua oval com as fachadas das lojas coloridas. Dizem que a J.K. Rowling se inspirou nessa rua para criar o Beco Diagonal da série Harry Potter. Descendo e virando a direita encontramos a Grassmarket, uma praça bonita com alguns restaurantes. No final da praça se tem uma visão belíssima do Castelo. Depois, voltando um pouco e subindo uma rua no sentido oposto da Victoria Street saímos no Cemitério de Edimburgo. Não, não é um passeio fúnebre é um dos cemitérios mais bem cuidado e bonito que já vimos. Em frente, atravessando uma pequena rua, tem uma estátua do cachorro Bobby, símbolo de fidelidade da Escócia.
      Nessa mesma rua da Estátua fica o famoso restaurante Elephant house, mas deixamos para entrar outro dia, pois fomos bater nosso ponto no Hard Rock Café da cidade.
       

      Victoria Street
       
      Dia 2: Voltamos a andar pela Royal Mile, mas dessa vez para visitar as atrações. A primeira foi a Câmera Obscura e o Mundo das Ilusões, uma atração bem divertida e interativa eu diria até que imperdível, assim como o Castelo de Edimburgo. Muitas salas com ilusão de ótica, truques utilizando a física e ao final da visita, no telhado, local que rende excelentes fotos da cidade, tem uma experiência surpresa bem bacana. A visita durou mais ou menos 1h30 – 2 horas. O valor do ingresso individual foi 16 Libras.
      Depois, bem pertinho da Câmera, fomos ao Castelo de Edimburgo, talvez a principal atração da cidade. Ficamos praticamente umas 4 horas dentro do Castelo e deu tempo para explorar tudo. As atrações que mais gostamos foram:
      - O tiro do canhão as 13 horas, One o’Clock Gun, que tem toda uma preparação e um ritual antes do disparo.
      - A sala da coroa, com as joias da coroa escocesa e a pedra do destino, utilizada na coroação dos reis por séculos, desde Eduardo I, aquele da briga com William Wallace, até os dias de hoje. Na próxima coroação da monarquia britânica, essa pedra será levada para a Abadia de Westminster para ser colocada embaixo do trono da coroação.
      - Royal Palace, antiga moradia da família real.
      - Grande Salão, decorada com itens medievais.
      - Sala de prisão de guerra, localizada no subterrâneo do castelo, era um local de prisão, execução e tortura. Existem muitos itens no local que remete a época medieval.
      No castelo ainda tem a sala de guerra e a St. Margaret’s Chapel, uma capela pequena e bem pitoresca. Não menos importante, a vista que se tem da cidade do terraço do castelo é espetacular. O ingresso individual custou 17,50 Libras.
      Continuando o passeio do dia, descemos até ao Princes Street Gardens. Vimos o Scott Monument, mas não subimos, são 287 Degraus, preferimos continuar caminhando por 1 hora no parque. Ao lado do parque tem a Princes Street, avenida que tem lojas como a Boots, Primark e H&M. Paralela a Princes Street tem uma rua chamada Rose Street, bem charmosa. Uma curiosidade: ali perto, na 128 St. Charlote Street, morou Graham Bell, o inventor do telefone.
       

      Câmera Obscura e o Mundo das Ilusões
       
      Dia 3: Foi o dia de visitar o National Museum of Scotland, o Museu Nacional da Escócia, e que museu, ficamos das 10:00 até 13:30, mas dava para ficar o dia inteiro. Uma das atrações mais interessante do Museu é a ovelha Dolly empalhada. Como o museu é grande, o ideal é estudar e anotar as principais atrações que você tenha interesse para visitar. As salas que achamos bastante interessantes foram as alas da História da Escócia, História Egípcia e Animal World. O museu é bastante interativo, tem algumas salas com alguns itens para você interagir, dá para pilotar um simulador dentro de um carro de fórmula 1 por exemplo. Destaque também é o salão principal com uma arquitetura muito bonita.
      Nesse dia, almoçamos no famoso café Elephant House, que fica perto do museu, e nos sentamos mais ao fundo do restaurante, perto da janela onde a J.K. Rowling tinha a visão do cemitério e escrevia alguns trechos da saga Harry Potter. Sobre a experiência do restaurante, esperamos uns 10 minutos para sentar, atendimento normal e a comida foi ok, não era ruim, mas também não era nada espetacular.
      Depois descemos a Royal Mile no sentido contrário ao que fizemos no 1º dia para fazer a visita ao Palace of Holyroodhouse. Quase tiramos essa atração do roteiro e ainda bem que não fizemos isso, o palácio é muito bonito, com muita história relacionada aos Stuarts. E as ruínas da Abadia do século XII, frequentada por Robert de Bruce, para quem gosta de história antiga é de tirar o folego. No palácio, tem uma sala onde ocorreu o assassinato de David Rizzio, secretário da rainha Mary Stuart, pelo então marido da rainha Lord Darnley. Tem uma mancha no piso da sala, que dizem ser do sangue de Rizzio. Demoramos 2 horas para visitar todo o complexo. O ingresso individual custou 15 Libras com audioguia incluso.
      Depois do palácio fomos subir o Arthur’s Seat, isso já era umas 18:00. Foi uma das melhores atrações que fizemos em Edimburgo. A subida é bem bonita, com bastante flores típicas amarelas escocesas, a vista vai ficando cada vez mais interessante, porém vá preparado com gorro, luvas e etc, porque faz muito frio e venta bastante no local. Demoramos uns 40 minutos para subir. A visão lá do topo é espetacular. É bom levar lanche e água para recuperar as energias para a descida.
      Depois de descer o Arthur’s Seat, já escurecendo, entramos num beco da Royal Mile, chamado Bakehouse Close. Para quem assiste a série Outlander, é o local que foi filmado a gráfica do personagem Jamie Fraser na terceira temporada, onde acontece o reencontro entre a Claire e o Jamie. Cansados, comemos num Pret A Manger da estação de trem e depois, finalmente, chegamos ao Hotel para um merecido descanso.
       

      Ovelha Dolly

      Trecho da subida do Arthur’s Seat
       
      Dia 4: Último dia em Edimburgo, mas a atração que reservamos para finalizar nossa estadia na cidade não fica na capital escocesa, fomos visitar a famosa capela de Rosslyn. Na Parada North Bridge Stop NE, pegamos o ônibus 37 e descemos na parada Original Rosslyn Hotel. A Capela de Rosslyn é famosa pelos mistérios envolvendo os templários e por ter aparecido no filme Código da Vinci nas cenas finais. Os mitos contam que ela foi construída pelos templários para abrigar o Santo Graal.
      Você não pode tirar foto dentro da Capela, mas realmente ela é intrigante. Os tetos, os pilares e as janelas são cheios de detalhes, como rostos, objetos e alguns símbolos esculpidos no local. Cada cantinho da capela revela uma surpresa. Um dos principais destaques, é o Pilar do Aprendiz, uma coluna linda, toda trabalhada, cheia de detalhes e com uma história interessante sobre a sua construção. Dizem, que o mestre escultor viajou em busca de inspiração, então seu aprendiz, aproveitou a ausência do mestre para esculpir o pilar. Quando o mestre voltou, ele viu a verdadeira obra de arte que ficou o pilar, porém, por inveja, assassinou o aprendiz. Existe um rosto esculpido, do lado oposto, que fica olhando na direção do pilar, que dizem ser do mestre como forma de punição pelo assassinato.
      Também dá para visitar a cripta mostrada no filme Código da Vinci, mas é um pouco diferente do que foi mostrado na adaptação cinematográfica do livro de Dan Brown. Apesar de ser pequena, ficamos umas 2 horas dentro da capela vendo todos os detalhes. O ingresso individual custou 9 Libras.
      Depois saímos e fomos no sentido das ruínas do Castelo Rosslyn, que também aparece no filme, porém preservado só tem o portal e uma parte que foi transformada em Hotel. Descendo as escadas ao lado das ruínas encontra-se o Rosslyn Glen Country Park. Nesse parque fica o local da Cave Wallace onde segundo os historiadores, William Wallace teria se escondido após a batalha de Rosslyn. Não encontramos a caverna, mas depois de muito andar encontramos um local onde foi filmado uma cena de Outlander da 1ª temporada, episódio 9.
      O parque é bacana para quem quer explorar e fazer uma pequena trilha, possui alguns pontos com muitas flores, pequenos rios, paredões de pedra, mata um pouco mais fechada, ruínas de casas e castelos. Para voltar ao centro de Edimburgo pegamos o mesmo ônibus, porém no lado oposto da parada da primeira descida.
      No final da tarde, ainda deu tempo de visitar o Calton Hill em Edimburgo, e mais uma vez com uma vista exuberante da cidade. Uma despedida perfeita de uma das cidades mais bonitas que já visitamos.
       
      Capela de Rosalyn
       
      Dia 5: Stirling. Aqui começa a aventura pela Escócia. Pegamos o mesmo ônibus da chegada, o Arlink 100, para voltar ao aeroporto e pegar o carro que alugamos. Decidimos alugar no aeroporto porque como no Reino Unido a direção é na mão contrária, não queríamos arriscar dirigir dentro da cidade de Edimburgo, mas sim, pegar logo de cara uma rodovia onde não teria muito trânsito, nem sinais e o caminho seria mais reto. Também deixamos para fazer isso pós Edimburgo porque eu queria aproveitar para ir observando trânsito e a forma como eles dirigem.
      Abrindo um parêntese sobre dirigir na mão contrária: o atendente da Localiza (um espanhol) foi bem solícito, me acompanhou até o pátio e deu umas voltas comigo para ir familiarizando com a direção oposta. No começo foi estranho, inclusive na primeira rotatória deu um branco e tive que parar, acabei levando uma buzinada, mas também foi só isso de problema que aconteceu na viagem toda. Depois de 20 minutos de direção, seu cérebro parece que se adapta e sua mente já se acostuma com a nova forma de dirigir. Na verdade, é só pensar tudo ao contrário, a via mais rápida é a da direita, a entrada na rotatória é pela esquerda, ultrapassagem pela direita e assim vai. Uma dica importante, e que ajudou muito, foi alugar carro automático, vale muito a pena pagar mais caro por isso. Acho que só posso dizer que foi fácil dirigir na mão contrária por causa do câmbio automático, não tive que me preocupar em trocar de marcha com a mão esquerda. Estudar as placas e os sinais do trânsito da Escócia, antes de viajar, também ajudou bastante.
      Voltando para a viagem, nosso destino final do dia era a cidade de Stirling, mas antes fizemos uma parada em Lallybroch, que na verdade se chama Castelo Midhope. Aqui é outra parada para os fãs de Outlander e uma das principais eu diria. Se você não assiste a série não compensa fazer esse pequeno desvio. A visita é rápida, tem um estacionamento pequeno no local e em 20 ou 30 minutos você faz uma visita na área externa. Não tem acesso ao interior do castelo. O ingresso custou 3,50 Libras por pessoa e compra na hora.
      Após essa parada, seguimos para Stirling e antes de parar no hotel fomos direto ao William Wallace Monument, que para mim seria uma das atrações mais aguardadas dessa viagem, pois desde o filme Coração Valente essa parte da história da luta pela independência da Escócia me atraiu bastante. Almoçamos no local e pegamos uma van, já inclusa no ingresso, para subir até o monumento, que foi construído no local onde Wallace montou sua base na batalha de Stirling.
      É uma torre construída, por volta de 1869, com a doação de dinheiro dos escoceses e de alguns estrangeiros para homenagear o herói escocês. São 3 pisos, além do terraço, onde você conhece um pouco da história de William, da batalha de Stirling e da Escócia. Na visita, o destaque vai para a espada gigante que pode ter pertencido ao Wallace, várias armas da época medieval e a vista espetacular do topo do monumento, a qual você consegue observar o castelo e o campo da batalha de Stirling, hoje um campo verde e tranquilo, ao redor do Rio Forth, uma vista espetacular. A visita durou mais ou menos 1h30 e o preço do ingresso individual foi 10,50 Libras. Na volta, descemos a pé o mesmo percurso realizado pela van na ida, para curtir um pouco da paisagem.
      Fomos para o Hotel, fizemos o checkin, deixamos as malas e partimos para o Castelo de Stirling. O hotel que ficamos foi o Premmier Inn Stirling - Stirling City Centre e o preço da diária foi 43 Libras. Quarto excelente, espaçoso, limpo e bem localizado. Fica perto do centro, mas numa área tranquila ao lado de um bosque onde vimos muitos coelhos e esquilos, uma ótima escolha.
      A visita ao Castelo de Stirling durou 3 horas, deu tempo de ver praticamente tudo. Muito bem preservado, lá você vai conhecer mais da história de Robert de Bruce, William Wallace, da família Stuart e de toda a confusão entre Escócia e Inglaterra. Só para se ter uma ideia o castelo, entre 1296 e 1342, mudou de domínio 8 vezes. Vimos uma exposição do Castelo que conta a história da dinastia Stuart, vimos uma grande cozinha conforme era na época medieval, visitamos o Grande Salão, o maior da Escócia, e vestimos até roupas de época.
      O Royal Palace dentro do castelo é um show a parte, bem restaurado o destaque vai para uma sala onde o teto é decorado com esculturas de alguma cabeças. Caminhar pelas muralhas e apreciar a vista do castelo também é impressionante. O valor da entrada individual foi de 15 Libras, compramos ainda no Brasil pelo site oficial para evitar as filas.
      Depois do castelo caminhamos pelo centro da cidade e no fim de tarde e fomos até a ponte de Stirling, local da famosa batalha de Stirling em 1297 em que William Wallace derrotou o exército inglês. Atravessamos a ponte até chegar ao campo de batalha, que hoje é um local tranquilo com uma bandeira da Escócia fincada no chão. Foi emocionante pisar onde essa história aconteceu, foi excelente para encerrar o dia.
       

      Espada de William Wallace
       

      Vista do William Wallace Monument
       
      Dia 6: Loch Lomond/Luss/Highlands. Esse dia talvez tenha sido o mais interessante da viagem. Pegamos o carro, saímos de Stirling, umas 10:00, até a cidade de Fort William nas highlands escocesas, um percurso total de mais ou menos 180 Km, mas até chegar ao destino final, fizemos várias paradas em locais maravilhosos. Mesmo se não houvesse paradas já teria valido a pena, pois essa rota da estrada A82 é bastante cênica.
      O primeiro ponto de parada foi o Loch Lomond, mais precisamente numa cidadezinha pitoresca chamada Luss. Primeiro, compramos um sanduíche e nos sentamos numa área verde com bancos e mesas de madeiras bem perto do lago. O local tem um estacionamento amplo, é só não esquecer de colocar uma moeda na máquina (1 Libra), pegar o ticket e colocar no carro.  Depois passeamos pelo lago até o píer de madeira e entramos na cidade de Luss.
      A cidade de Luss parece um local daquelas histórias de contos de fadas, uma cidade pequena, com casas feitas de pedras, paisagismo interessante, e flores e jardins bem cuidados. Na cidade, ainda tem uma igrejinha bem pequena com uma espécie de cemitério na frente, onde a atração é uma sepultura Viking de aproximadamente 1000 anos. A cidade e seus arredores são tão interessantes que perdemos a hora. Ficamos umas 3 horas no local. Se você tiver mais dias, vale a pena se hospedar na região e tirar 1 dia inteiro para aproveitar Luss e o Loch Lomond, tem trilhas interessantes para fazer no local, não fizemos por falta de tempo.
      Depois dessa parada seguimos nossa expedição nas Highlands. Ainda no Brasil, pesquisamos e marcamos vários pontos de parada para descer e aproveitar o lugar, entre vales, montanhas, quedas d’água, lagos e paisagens cinematográficas. Os pontos que marcamos foram: Loch Tulla, Loch Ba, Etive Mor Waterfall, Glen Etive Park, Glencoe Valley, Three Waters, Three Sisters, Loch Achtriochtan.
      Loch Tulla e Loch Ba foram uns bons aperitivos para o ponto alto das nossas paradas que foi o Glen Etive, que para chegar até o local tem que sair da rodovia principal e fazer um desvio, mas não se preocupe, é só colocar no google maps ou algum GPS que você chega lá. Assim que você sai da rodovia A82 para ir ao Glen Etive, tem um recuo do lado esquerdo que é a parada para conhecer o Etive Mor Waterfall. Atravesse a rua, caminhe para o lado oposto e terá um cenário de uma belíssima e pequena queda d’água com uma montanha ao fundo.
      Seguindo nesse desvio por uns 40 minutos, e alguns veados no caminho, chegamos ao Glen Etive. Na estrada, tem que tomar algum cuidado, pois em alguns trechos só passa 1 carro, mas existe vários recuos para você encostar e dar a passagem para o carro que está na direção contrária. A regra é, quem estiver mais perto desses pontos de passagem é quem encosta o carro. A estrada vai margeando o rio etive, e sério, perdemos a conta de quantas vezes paramos no percurso para contemplar a beleza do cenário e paz do local.
      Ao chegar no local, foi só contemplar o Loch Etive, e que cenário. Ficamos 1 hora entre contemplação, tirar fotos e fazer um lanche (tem que levar, não tem onde comprar nada). Só tomar cuidado que tem uma parte do lago que a água sobe com o tempo, não percebemos e quando fomos voltar, vimos que o mesmo local em que pisamos já estava cheio de água. Tivemos que fazer uma pequena volta para conseguir sair da beira do lago e voltar ao estacionamento. Sobre o estacionamento, é na margem do lago, não é grande, não tem estrutura é um lugar bem rústico mesmo.
      Infelizmente, e ao mesmo tempo felizmente, tivemos que seguir viagem, por mim passaria a tarde naquele lugar. Detalhe: vimos várias barracas de acampamento no caminho. Voltando para a estrada, as 2 próximas paradas também têm uma das paisagens mais belíssimas que vimos da viagem, o Vale Glencoe. Como já estávamos perto do fim de tarde as paradas no Glencoe Valley e na Three Sisters foram bem rápidas. Se você quiser pode caminhar pelo Glencoe, vimos pessoas fazendo isso, mas não tínhamos mais tempo, já que não queríamos dirigir a noite na mão contrária. Nós tínhamos programado sair de Stirling 09:00, mas como saímos as 10:00 faltou essa hora, que poderíamos ter usado para caminhar no Vale, mas imprevistos de viagem acontecem.   
      Ainda fizemos a última parada rápida no Loch Achtriochtan, outro cenário lindo com uma casinha perdida no meio de um lago e montanhas, e chegamos em Fort William por volta das 20:30 já escurecendo. Chegando em Fort William, fomos jantar num Mcdonalds perto do Hotel e dar uma voltinha no centro, uma pequena rua bem deserta, mas interessante.
      Nos hospedamos no Premier Inn For William, 39 Libras a diária. A hospedagem foi excelente, no padrão Premier Inn e o melhor de tudo é que fica ao lado da estação de trem que sai o Jacobite Exprees, o passeio do dia seguinte.
       

      Luss
       

      Glen Etive
       

      Glencoe
       
      Dia 7: Jacobite Express/Eilean Donan Castle. Reservamos esse dia para fazer o passeio no Jacobite Exprees ou, se preferir, trem do Harry Potter. O trem sai as 10:15 de Fort William e chega 12:25 na cidade da Mallaig, com uma parada na cidade de Glenfinnan. O ideal é comprar com antecedência no site da atração, o valor da passagem de ida e volta custou 39,85 Libras individualmente. Você pode comprar somente 1 trecho também. Eles mandam os tickets por e-mail, já com os assentos marcados.
      A paisagem do percurso é bonita, mas o ponto alto é a passagem pelo famoso viaduto de Glenfinnan. Na ida, saindo de Fort William, o ideal é você ficar do lado esquerdo. Não se preocupe em relação ao assento, se na ida você ficar no lado contrário, na volta você vai ficar no assento do lado certo para ver o viaduto. Uma dica para pegar uma foto ou um vídeo excelente do viaduto é: assim que o trem sair da estação de Glenfinnan, levante da sua cadeira e se posicione na janela que fica perto da porta de saída do vagão, onde não tem assento, você não disputará as janelas do vagão com todos os passageiros que se levantam para tentar ver e fotografar o viaduto. Nesse local você terá a janela só para você. O engraçado é que um casal de escoceses que estava na poltrona do nosso lado viu a gente fazendo isso e na volta fizeram também.
      Em Mallaig você terá quase 2 horas para curtir o local, mas a cidade não tem muito a oferecer, apenas um pequeno Porto. O melhor da cidade foi comer umas focaccias e tomar um refrigerante de rosas gostoso num local chamado Bakehouse em frente ao cais.
      14:10 o trem saiu de Mallaig para fazer o caminho de volta e chegou em Fort William as 16:00. Voltamos para o Hotel, pegamos as nossas malas, o carro, e partimos em direção a Ilha de Skye. No caminho, paramos no famoso e talvez o Castelo mais fotografado da Europa, o Eilean Donan Castle.
      Chegamos por volta das 18:30 e foi o melhor horário que poderíamos ter chegado. O sol estava iniciando o movimento para se pôr, e a luz estava ótima. Não tinha quase ninguém, era o castelo e a famosa ponte de pedra praticamente só para nós. Não dava para visitar o interior do castelo, pois estava fechado, mas dava para andar em toda a área externa.
      Uma paisagem cênica, que rende ótimas fotos tanto perto quanto longe do castelo. Falando em paisagem, quem for de carro para essa região pode se preparar, porque em todo percurso entre Fort William até a Ilha de Skye você vai parar muito para apreciar e tirar fotos dos vários mirantes ao longo da estrada, cenários impressionantes, sem falar que as estradas são floridas e bem verdes. Vale dirigir com calma, sem pressa e curtir a viagem.
      Chegamos no início da noite ao nosso hotel, o Larchside Bed and Breakfest, que aliás foi a melhor hospedagem da viagem. Não fica no centro de Portree, mas fica apenas uns 3 a 5 minutos de carro. Quarto grande, muito limpo e aconchegante, e o anfitrião Craig é muito simpático e solícito, explicou tudo da região e deu dicas das atrações. Um comentário engraçado que ele fez, é que ultimamente estava recebendo muitos brasileiros de Minas Gerais. Café da manhã delicioso com frutas frescas (framboesa, amora etc.) e você escolhe no dia anterior o que vai querer comer no dia seguinte. O Hotel na verdade é uma casa grande, onde ele aluga os quartos. O valor foi de 180 Libras 2 diárias.

      Viaduto de Glenfinnan
       

      Paisagem durante o percurso
       

      Eilean Donan Castle
       
      Dia 8: Ilha de Skye. De início vou logo deixar um aviso, 1 dia é pouco para aproveitar a região. Tivemos que escolher entre quais atrações visitar. Para explorar as principais atrações da Ilha, o melhor seria ficar 2 dias cheios, ou seja, 3 pernoites.
      Começamos o dia em Portree, a cidade que é o centro da ilha. Tiramos aquela famosa foto das casinhas coloridas no melhor ponto que é na rua Bosville Terrace. Fomos até a Mackenzies Bakery e compramos alguns pães e lanches para passar o dia, já que as atrações ficam em locais sem estrutura para comida.
      Nossa primeira parada foi nas Fairy Pools. Lá tem estacionamento a Fairy Pools Car Park. Precisa de fôlego, já que tem subidas e descidas no percurso. Foram uns 20 minutos de caminhada até a primeira piscina. O local é maravilhoso, com várias quedas d’águas no percurso. Cuidado para não deixar passar o tempo. Demoramos cerca de 2 horas e meia no local e deu para curtir bastante. De lá, fomos para o Nest Point Lighthouse, um pouco mais de 1 hora entre uma atração e outra.
      No caminho, paramos num café chamado Lephin. Podem anotar é uma excelente parada para usar o banheiro e recarregar as baterias. A sopa de tomate é uma delícia, assim como Brownie.
      Um parêntese importante, em vários pontos da estrada é aquela via única, mas tem vários pontos de passagem para você parar e deixar o carro que está na mão contrária passar. O fato de você dirigir pela ilha já é uma atração a parte, parece que você está num belíssimo fim de mundo, com uma natureza exuberante a sua volta, com suas montanhas, lagos, flores e muitos animais no caminho como ovelhas e as famosas vacas Highlanders. Em muitos momentos é apenas você, seu companheiro(a) e a Escócia, uma paz imensa.
      Bem, chegamos ao Nest Point, uma paisagem espetacular. Um alerta: aqui venta muito forte, vimos lenços e chapéus voando. Aqui também precisa de fôlego e para quem tem mobilidade reduzida o local não é interessante, pois tem um escadão enorme para você descer e subir na volta. A subida na volta foi difícil.
      O local é mágico. Um farol antigo no alto, uma vasta área verde, várias famílias de ovelhas pelo local e a imensidão do Mar ali pertinho de você. Um local para contemplar. Você ainda pode deixar sua marca montando uma torre de pedras para a posteridade. Ficamos também umas 2 horas aproveitando a paisagem. Para estacionar, assim como nas Fairy Pools, foi tranquilo, tem muito espaço.
      Depois do Nest Point, pegamos o carro e fomos para a próxima atração, Fairy Glen. Mais 1 hora e 10 minutos de estrada. O local para deixar o carro é bem pequeno, tem que deixar na margem da estrada entrando um pouco na grama. Depois subimos um pequeno morro e do outro lado encontramos a Fairy Glen. Quando você caminha por aquelas montanhas, parece que você está pisando num tapete verde macio, uma sensação boa. Na parte de baixo das montanhas, no “chão”, tem um famoso símbolo em espiral, que dá uma áurea mística ao local. Pena que começou a chover e tivemos que ir embora. Ficamos quase 1 hora no local.
      Já pegando a estrada para voltar ao Hotel, demos uma paradinha em outra atração importante da ilha, o Quiraing. Não descemos do carro, mas valeu a pena admirar de perto essa cadeia de montanhas. Posteriormente, fizemos a última parada do dia na Kilt Rock. Parada rápida para ver a linda queda de água e ver o corte das rochas que lembram um Kilt. Tiramos umas fotos e pronto. A parada foi rápida pois estava muito frio. Tirei a luva para bater uma foto e meus dedos quase congelaram, já era fim de tarde/início de noite e o vento estava muito gelado. Chegamos na pousada já escurecendo. Foi um dia longo, cansativo, mas muito, muito proveitoso e inesquecível.
       

      Fairy Pools
       

      Ilha de Skye
       

      Nest Point
       

      Fairy Glen e a chuva chegando
       
      Dia 9: Lago Ness e Inverness. Penúltimo dia na Escócia e logo cedo tivemos que deixar esse paraíso chamado Ilha de Skye. Antes, fizemos uma última parada na Sligachan Old Bridge, uma ponte antiga de pedra inserida num cenário espetacular rodeada por montanhas belíssimas. Essa ponte fica no caminho de saída da Ilha. Outra atração que vimos no percurso foram as famosas vaquinhas highlanders, aquelas com os olhos cobertos pelo “cabelo”, tinha pelo menos umas 10 no local. Paramos o carro para muitas fotos e conseguimos até pegar nelas.
      A parada final desse dia foi a cidade de Inverness, mas até chegar a cidade fizemos várias paradas legais e interessantes pelo caminho. Novamente, paramos no Eilean Donan Castle e dessa vez foi para fazer a visita ao interior do Castelo. O castelo é pequeno e a visita é rápida, leva mais ou menos 1 hora. O castelo tem os ambientes medievais bem preservados e lá você aprende sobre a história do local, como por exemplo o motivo da sua construção no século XIII, que foi para se defender dos ataques Vikings.
      No Castelo, que já pertenceu ao clã Mackenzie e hoje pertence ao clã Macrae, foram realizadas várias filmagens, como o filme Highlander. A entrada individual custou 10 Libras com audioguia incluso.
      A Próxima parada foi no Castelo Urquhart e no famoso Lago Ness. 1 hora e meia de estrada entre os 2 castelos e mais uma vez um percurso com muitas flores amarelas na margem da estrada e com bastante mirantes com vistas espetaculares.
      O Urquhart é um castelo histórico as margens do Lago Ness, esteve sob os domínios de Robert de Bruce e foi importante na época da luta pela independência da Escócia. Hoje está em ruínas e sobrou pouca coisa de pé, mas é uma visita interessante. Antes de visitar a área do castelo, você entra numa espécie de sala de reunião onde assiste um vídeo com a história do local, e quando o vídeo acaba, de repente, as cortinas da sala se abrem e você dá de cara com as belas ruínas. Instigante.
      Algumas torres ainda estão de pé, o que dá uma bela vista do Lago Ness, assim como a cozinha e um espaço que era utilizado para prisão. Falando no lago, na visita você pode aproveitar, descer uma escada e dar de cara com o Lago Ness. Não, não vimos nenhum monstro, apenas algumas aves nadando tranquilamente, mas podemos garantir que a água estava bastante gelada.
      A visita custou 12 Libras o ingresso individual e ficamos umas 2 horas e meia no local, contando com o tempo para o almoço.
      Mais uns 40 minutos de estrada e chegamos em Inverness. O hotel que ficamos foi outro da rede Premier Inn, o Inverness Centre (Millburn Rd), onde tivemos o único problema de hospedagem da viagem. O aquecedor não funcionou e não trocaram a gente de quarto, só deram outro cobertor o que não resolveu o problema do frio. Chegando ao Brasil, reclamamos no site, pediram desculpas e mandaram um cheque com o valor da hospedagem, o que não adiantou muita coisa pois não conseguimos descontar. Se tivéssemos pago com cartão de crédito, teriam estornado o valor da hospedagem no cartão, mas como economizamos grana na viagem e resolvemos pagar esse hotel em dinheiro ficamos sem ter o estorno.
      Sobre Inverness, caminhamos pelo centro da cidade e visitamos alguns locais como a Old High Church, onde os Jacobitas que sobreviveram a batalha de Culloden foram levados pelos ingleses para serem executados. Também vimos a catedral e o castelo de Inverness, mas somente por fora. Mas a melhor coisa para se fazer em Inverness é caminhar pela margem do Rio Ness, uma caminhada agradável, relevando o frio que fazia na cidade, que estava 4 graus a noite no início de maio.
       

      Vaca Highlander
       

      Castelo de Urquhart e o Lago Ness ao fundo
       
      Dia 10: Museu Culloden e Falkland. Último dia na Escócia e para aproveitar acordamos cedinho, 09:30 já estávamos no Museu de Culloden. Fica apenas uns 15 minutos do hotel que estávamos hospedados. Esse local conta a história da batalha final dos Jacobitas onde os ingleses massacraram os escoceses em uma luta que durou apenas alguns minutos. Além do museu, que conta toda a história Jacobita, visitamos o campo onde ocorreu a batalha.
      Um campo verde enorme marcadas por bandeiras vermelhas, posicionadas onde estavam as tropas inglesas, e por bandeiras azuis, onde estavam posicionadas as tropas escocesas. Ainda no campo de batalha, existe um monumento emocionante com pedras com os nomes dos Clãs escoceses que lutaram na batalha. Claro que o mais procurado para fotos é a pedra do clã Fraser por causa do sucesso da série Outlander.
      A entrada individual custou 11 Libras, com audioguia incluso, e o tempo de visitação foi de 2 horas.
      Seguindo já o caminho de volta para entregar o carro no aeroporto de Edimburgo, após 2h40 de estrada fizemos uma última parada numa pequena cidade chamada Falkland. Aliás, a estrada é uma atração a parte, com muitas flores amarelas típicas escocesas no percurso o que deixou o passeio belíssimo.
      A cidade em si é bem charmosa, parece que parou no tempo com as casas de pedras e suas flores nos parapeitos, além das ruas estreitas de pedras. Aqui foram filmadas algumas cenas da série Outlander como se fosse a cidade de Inverness nos anos 40. No centrinho, por exemplo, tem uma fonte antiga de pedra chamada Bruce Fountain, onde foram filmadas algumas cenas do início da série.
      Mais 2 curiosidades sobre essa bela cidade: É lá que existe o campo de tênis mais antigo do mundo construído por volta 1540, e o lendário cantor Johnny Cash visitou o local algumas vezes devido ao registro de alguns dos seus ancestrais na cidade.
      Ficamos apenas 30 minutos, pois tínhamos horário para devolver o carro e depois para pegar o trem para Liverpool. Mas a cidade merece pelo menos 1 dia cheio para aproveitar bem todo o charme que ela oferece.
      Mais 1 hora de percurso e chegamos ao aeroporto por volta das 16:00. Aqui tivemos um pequeno contratempo, pois não consegui acertar a saída da avenida para a entrada do aeroporto na primeira vez. O GPS estava desatualizado nesse trecho, então seguimos reto na avenida até encontrar uma rotatória para poder voltar e pegar uma outra saída para o aeroporto. Um pequeno susto, mas deu tudo certo. Devolução do carro super-rápida, menos de 10 minutos e já partimos para a estação de trem com destino a Liverpool, mas isso é papo para outro dia.
      O que posso dizer da Escócia, é um país mágico, com uma história riquíssima e paisagens naturais de tirar o fôlego. Entrou para o top 5 das nossas viagens com certeza. Ficou um gostinho de quero mais e no futuro voltaremos para desfrutar e curtir mais esse belíssimo país.

      Campo de Batalha de Culloden
       

      Falkland
    • Por Rodrigo Burle
      Este chalé fica em Solčava, Eslovênia (ver foto). Ele são muito populares nas áreas montanhosas, os menores são chamados de "hut" e os maiores "dom" e custam entre 17 e 30 euros, os preços variam de país para país.   Eles estão espalhados por todas as montanhas da Europa, e uma coisa que quase todos os refúgios têm em comum é uma vista espetacular (como este da foto). A estrutura é muito semelhante a um hostel, eles têm quarto privado e quarto compartilhado, estão sempre cheios de montanhistas. Na maioria dos parques nacionais é proibido acampar e isso em toda Europa. A multa é salgada e os rangers ficam o dia inteiro a procura de barracas, inclusive com helicópteros. Se você vai para as montanhas tenha em mente que você terá que dormir nestas refúgios algumas vezes, pelo menos nas montanhas mais altas ou em parques nacionais.   Dica para economizar   Se você vai para as montanhas da Europa, não importa em qual país. Você pode se associar a ao clube de montanhismo e ganhar diversos descontos, inclusive em acomodação. O mais legal é que se tiver o selo de reciprocidade, você pode usar em qualquer país (foto 4 e 5). A maioria dos refúgios que eu fiquei custavam na faixa de 30 euros, com o cartão da associação eu pagava 15.   Se você vai passar uma semana nas montanhas a 30 euros são 180, com o desconto você paga 105. São 75 euros, a anuidade varia de clube para clube (o da Eslovênia foi o mais barato que eu achei), paguei 30 euros. Você economizaria 45 euros. E quanto mais tempo maior a economia, vale a pena. Fora isso, você tem descontos em lojas de roupas e equipamentos entre outras coisas.   O site para se associar a um clube de montanhismo na Eslovênia é: www.pzs.si   Eu já ajudei centenas de pessoas com meu livro Liberdade Nômade, onde eu conto tudo que eu fiz e dou dicas para que você não passe nenhum tipo de aperto em suas viagens aprendendo com meus erros. Eu vou te mostrar que é possível viver viajando, independente do que você faz hoje ou sua idade.   Dê o primeiro passo para a liberdade, clique no link abaixo: https://bit.ly/liberdadenomade2021   Tem um monte de fotos das minhas aventuras no instagram: https://www.instagram.com/rodrigoburle/   E não esqueça, dê o primeiro passo!  Muito obrigado! 




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