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Só eu, ainda persisto no plano de uma longa viagem?(ano sabático)


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7 horas atrás, Rafael_Salvador disse:

Cara, a questão não é o setor "a" ou "b" fazer pressão. A questão é a consciência do que é conveniente ser feito no momento ou no futuro. Torres del Paine pode abrir hoje, seria apropriado uma viagem até lá no momento?

Porque se voce me responder que iria sob a alegação de que  "eu ja tive covid e não morri" ou "Ja estou vacinado" e maioria das pessoas se comportarem assim... estaremos cada vez mais longe de controlar isso.

O problema não é Torres del Paine ou a Jamaica dependerem do turismo.... O problema é o mundo inteiro depender de controlar uma pandemia. Vão-se os anéis e ficam os dedos...

Naturalmente, teu argumento é válido.

Entretanto, sinto que está havendo uma polarização ao que tange a questão da pandemia - e digo isso sem minimizar a questão.
Não é preciso ser técnico de qualquer área para perceber que não se pode apenas agir em uma única frente.
Meu ponto é que pouco adianta vencer a pandemia, se isso resultar em um revés tão forte em todas as demais áreas que também são prioritárias.

Me admira que o corpo técnico de um governo seja incapaz de elaborar um plano de contingência realmente eficiente, respeitando às necessidades de cada setor, em busca de uma solução para o problema.
Até aceitei nos primeiros meses, dada a situação ter nos surpreendido, que todos, inclusive o próprio governo, ter sido pego desprevenido, não soubesse exatamente como agir - mas aqui também faço um adendo, vergonha de um governo sem planos pré estabelecidos para situações anormais, e tão quanto, cadê a inteligência de um país que é incapaz de monitorar esse tipo de evento? Num mundo globalizado é o mínimo esperado.

Eu acho que deve-se haver um incentivo ao turismo, mesmo agora, todavia buscando meios de mitigar os impactos decorrentes da pandemia. O que eu não concordo é apenas bloquear as coisas e nem tentar encontrar alternativas que sejam viáveis para todos - sim, nem tentar, porque é o que está havendo.

E por fim, só para exemplificar parte do meu argumento: no ano passado, aqui no Brasil os esportes recreativos coletivos estavam proibidos, exceto o futebol. Eu jogo vôlei de forma amadora, desde os meus 14 anos, e é uma atividade fundamental para minha saúde. Tudo proibido, mas futebol não... na época eu fiz uma denúncia ao ministério público qual apenas 'disse que não era com eles'. Provoquei o governo municipal da forma que pude para que tentassem questionar esse absurdo, mas apenas alegavam que 'a lei vem de cima'.
Esse ano apenas mudaram as estúpidas e mal pensadas regras de combate a pandemia e, pasmem, podemos jogar nosso vôlei novamente (observe que enquanto isso o futebol rolava solto).

Mas enfim - esse é um resumo da minha opinião - qual certamente muitos vão discordar, mas que faz parte do diálogo.

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14 horas atrás, Alan Rafael Kinder disse:

Naturalmente, teu argumento é válido.

Entretanto, sinto que está havendo uma polarização ao que tange a questão da pandemia - e digo isso sem minimizar a questão.
Não é preciso ser técnico de qualquer área para perceber que não se pode apenas agir em uma única frente.
Meu ponto é que pouco adianta vencer a pandemia, se isso resultar em um revés tão forte em todas as demais áreas que também são prioritárias.

Me admira que o corpo técnico de um governo seja incapaz de elaborar um plano de contingência realmente eficiente, respeitando às necessidades de cada setor, em busca de uma solução para o problema.
Até aceitei nos primeiros meses, dada a situação ter nos surpreendido, que todos, inclusive o próprio governo, ter sido pego desprevenido, não soubesse exatamente como agir - mas aqui também faço um adendo, vergonha de um governo sem planos pré estabelecidos para situações anormais, e tão quanto, cadê a inteligência de um país que é incapaz de monitorar esse tipo de evento? Num mundo globalizado é o mínimo esperado.

Eu acho que deve-se haver um incentivo ao turismo, mesmo agora, todavia buscando meios de mitigar os impactos decorrentes da pandemia. O que eu não concordo é apenas bloquear as coisas e nem tentar encontrar alternativas que sejam viáveis para todos - sim, nem tentar, porque é o que está havendo.

E por fim, só para exemplificar parte do meu argumento: no ano passado, aqui no Brasil os esportes recreativos coletivos estavam proibidos, exceto o futebol. Eu jogo vôlei de forma amadora, desde os meus 14 anos, e é uma atividade fundamental para minha saúde. Tudo proibido, mas futebol não... na época eu fiz uma denúncia ao ministério público qual apenas 'disse que não era com eles'. Provoquei o governo municipal da forma que pude para que tentassem questionar esse absurdo, mas apenas alegavam que 'a lei vem de cima'.
Esse ano apenas mudaram as estúpidas e mal pensadas regras de combate a pandemia e, pasmem, podemos jogar nosso vôlei novamente (observe que enquanto isso o futebol rolava solto).

Mas enfim - esse é um resumo da minha opinião - qual certamente muitos vão discordar, mas que faz parte do diálogo.

Cara, não discordo.

Porem não estou a falar aqui de açoes governamentais (que voce tem todo meu respeito e concordância pelas colocações que fez). Estou a falar da consciência de cada um de nos sobre como nossos atos podem contribuir para a melhoria ou a piora do cenário pandêmico mundial. E tratando-se de turismo, o deslocamento entre diferentes regiões, abre uma porta enorme para a recombinação genética do vírus e a transmissão de variedades de um lugar para outro.

É um realidade que esta longe do Brasil principalmente, respeitar regras. É algo meio complicado no Brasil. Então, ainda que existissem protocolos nacionais eficazes... "O povo" respeitar é o mais difícil. Isso se aplica em maior ou menor grau ao primeiro mundo também, sem essa de complexo tupiniquim de que tudo aqui é pior. Embora o comportamento do brasileiro tenha sido deplorável.

Seria o óbvio enxergar que não é "simplesmente fechar tudo". O que precisa saber é se existem alternativas ao fechamento para todos setores de atividade. Precisaria de um planejamento bem definido e políticas publicas para subsidiar custos dos diversos setores de atividade. A questão é que nem todos os países tem essa grana para segurar a onda enquanto determinados setores estiverem sem funcionar.

Além do que existem setores para os quais não existe alternativa: Bandas de musica - Vai trazer uma banda para tocar para 200 pessoas? Teria aceitação se assistir um show num drive in dentro de um carro? Infelizmente, para muitos setores, a melhor solução seria o controle mais rápido da pandemia. Ao invés deste setores ficarem no recorrente processo de abre e fecha, restringe horários, etc...

De repente abrem-se os bares e restaurantes. Vira farra! Como virou no Leblon, na Villa Madelena, No Rio vermelho, na Praia do Rosa. Os casos explodem e fecha-se ou restringe-se tudo novamente. Até quando voce acha que esse ciclo é suportável economicamente por uma empresa? Porque sem a vacinação em massa esse ciclo vai ser eterno... Em que pese, meu caro, o fato de que ocorrendo num desse ciclos de alta de contagio uma mutação favorável ao Vírus, todo esse esforço da vacinação pode passar a ser ineficaz.

Resumindo, "a batata" também esta em nossa mão.

Volto a fazer uma provocação aqui. O termo "mochileiro" esta associado a um série de valores intrínsecos a um determinado estilo de vida. Creio eu que a sustentabilidade do meio ambiente (O que inclui a sociedade humana) é pilar ideológico básico para alguém que diz mochileiro. Volto a perguntar, no atual momento é sustentável a atividade de turismo??

A minha resposta é não!

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Em 16/07/2021 em 23:59, Rafael_Salvador disse:

Cara, não discordo.

Porem não estou a falar aqui de açoes governamentais (que voce tem todo meu respeito e concordância pelas colocações que fez). Estou a falar da consciência de cada um de nos sobre como nossos atos podem contribuir para a melhoria ou a piora do cenário pandêmico mundial. E tratando-se de turismo, o deslocamento entre diferentes regiões, abre uma porta enorme para a recombinação genética do vírus e a transmissão de variedades de um lugar para outro.

É um realidade que esta longe do Brasil principalmente, respeitar regras. É algo meio complicado no Brasil. Então, ainda que existissem protocolos nacionais eficazes... "O povo" respeitar é o mais difícil. Isso se aplica em maior ou menor grau ao primeiro mundo também, sem essa de complexo tupiniquim de que tudo aqui é pior. Embora o comportamento do brasileiro tenha sido deplorável.

Seria o óbvio enxergar que não é "simplesmente fechar tudo". O que precisa saber é se existem alternativas ao fechamento para todos setores de atividade. Precisaria de um planejamento bem definido e políticas publicas para subsidiar custos dos diversos setores de atividade. A questão é que nem todos os países tem essa grana para segurar a onda enquanto determinados setores estiverem sem funcionar.

Além do que existem setores para os quais não existe alternativa: Bandas de musica - Vai trazer uma banda para tocar para 200 pessoas? Teria aceitação se assistir um show num drive in dentro de um carro? Infelizmente, para muitos setores, a melhor solução seria o controle mais rápido da pandemia. Ao invés deste setores ficarem no recorrente processo de abre e fecha, restringe horários, etc...

De repente abrem-se os bares e restaurantes. Vira farra! Como virou no Leblon, na Villa Madelena, No Rio vermelho, na Praia do Rosa. Os casos explodem e fecha-se ou restringe-se tudo novamente. Até quando voce acha que esse ciclo é suportável economicamente por uma empresa? Porque sem a vacinação em massa esse ciclo vai ser eterno... Em que pese, meu caro, o fato de que ocorrendo num desse ciclos de alta de contagio uma mutação favorável ao Vírus, todo esse esforço da vacinação pode passar a ser ineficaz.

Resumindo, "a batata" também esta em nossa mão.

Volto a fazer uma provocação aqui. O termo "mochileiro" esta associado a um série de valores intrínsecos a um determinado estilo de vida. Creio eu que a sustentabilidade do meio ambiente (O que inclui a sociedade humana) é pilar ideológico básico para alguém que diz mochileiro. Volto a perguntar, no atual momento é sustentável a atividade de turismo??

A minha resposta é não!

Excelentes palavras @Rafael_Salvador, e de fato eu acabei me perdendo, tentei justificar minha linha de pensamento e nem respondi sua questão.

Pois vamos lá, eu acho que é possível manter o turismo funcionando (e para apresentar essa resposta, eu me uso de exemplo como turista - qual pode ou não ser igual aos demais perfis).
Acredito que de forma ordenada, com regulamentos razoáveis e não mercenários (ao que tange os valores praticados de exames, etc.) seria possível manter a maior parte das atividades turísticas sem que isso acabasse gerando uma possibilidade de intensificar a situação da pandemia.

Quando escrevo isso, eu tenho em mente a situação real qual vivemos nesse momento - isto é, por exemplo, acesso irrestrito a supermercados, escolas com as atividades presenciais retomadas, etc. A lista de cenários que não produzem um efeito restritivo no caso da pandemia é enorme, todavia são essenciais, e dessa forma permitidas.

Também existe o aspecto humano incluso - eu acredito que as pessoas não são capazes, em sua grande maioria, de suportar períodos de restrição prolongados, e mesmo os que se preocupam acabam 'aliviando', não tomando mais todas as precauções necessárias.

Eu não desejo me prolongar aqui, mas acho que deu pra acompanhar meu raciocínio - novamente, compete ao governo buscar meios reais de solucionar a questão considerando todos esses aspectos (inclusive humano).

E por fim, quanto a responsabilidade intrínseca do mochileiro, de buscar um meio de vida sustentável, eu qual me considero de certa forma um destes, reforço minha posição - de que é possível manter o turismo, contanto que existam regras que visem o controle da pandemia - pois quando falamos de 'sustentável', ao meu ver, significa que deve ser mantido buscando não causar impactos adversos (sejam eles quais forem) - mas ressalto, deve ser mantido.

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