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Paraná 2021 - de montanha a praia no estado das 4 estações


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13- 22/12 - Conhecendo Curitiba e alguns arredores.

Bom, sei que 10 dias na capital parecem ser demais, entretanto, a previsão do tempo estava um tanto quanto imprevisível (ah, jura?) em alguns lugares, e certos roteiros que estavam na lista acabaram sendo cancelados. A idéia inicial, por exemplo, era acampar na fazenda Pico Paraná nos dias 14-16, e pegar uma brecha de tempo bom para fazer algum dos cumes da serra do Ibitiraquire. Antes a previsão era de céu aberto. Na véspera, a previsão era de chuvas. E outra janela de tempo bom estava difícil. Não arriscaria, nesse momento. Não sei quantos dias ficaria, por exemplo, em Foz do Iguaçu, e quanto eu gastaria, também. Em Prudentópolis, é necessário carro para visitar as cachoeiras, que são várias. O parque Vila velha, que também gostaria de ter conhecido, ficou no papel, pois não consegui ver uma forma de transporte adequada (o blablacar estava ruim nos dias em que queria ir).

Por outro lado, seria uma oportunidade para conhecer a rotina do curitibano de pertinho, e não ficar que nem um louco correndo atrás dos lugares. Ao longo dos dias, arrumaria outras coisas para fazer também.

Nessa parte do relato, não vou especificar uma sequência cronológica. Vamos chamar esta seção de "coisas a serem feitas para passar o tempo na sua estadia em Curitiba", com base no que eu fui fazendo ao longo desses dias. Certo? 😉

 

***---Coisas a serem feitas para passar o tempo na sua estadia em Curitiba---***

 

* Conhecer o centro histórico.

Como disse previamente, o centro histórico de Curitiba possui muito conteúdo para ser absorvido. Mesmo para quem não é um exímio conhecedor/apreciador das artes, como eu, visitar o centro é uma atividade prazerosa. Nas dependências do Largo da ordem, pude visitar o Memorial Paranaense, um prédio de grande relevância histórico-cultural. Lá você pode conhecer uma parte do passado da cidade, literalmente do zero, dos períodos pretéritos da terra, até os dias atuais. E tudo exposto de uma forma bem didática. O Icônico Bar do Alemão fica bem do lado, convidando o transeunte para uma carne de onça ou um joelhito de porco quando a fome bater.

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Sim, lá no fundo é uma ave do terror. Elas reinavam, bem antes das capivaras, nestas terras.

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O pinhão talvez seja a expressão máxima da identidade paranaense, uma pequena "fonte" feita deles, cortando parte do salão principal foi uma ideia bem legal

Também nas dependências, pude conhecer a Casa Romário Martins, uma construção cuja arquitetura aos moldes portugueses foi preservada, e batizada em homenagem a uns dos "pais" de Curitiba. Na ocasião havia uma exposição sobre Cândido Abreu, uma figura também importante para a construção da identidade curitibana. Notei que muitos lugares da cidade fazem referência a este nome, mesmo.

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Mais embaixo, a Praça Tiradentes também reúne pontos de interesse. O próprio Marco Zero de Curitiba, se encontra ali, em frente da Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, um prédio majestoso em estilo neogótico. Ainda na praça, existem porções preservadas do largo original dos tempo de vila, visíveis ao público, e algumas estátuas de figuras conhecidas da história brasileira. Atualmente a praça é reduto de moradores de rua, o que torna seu acesso um pouco ruim pela parte da noite. Mas pelo menos de dia, com a presença constante da guarda municipal, o local pode ser visitado normalmente. Nos dias em que estive na cidade, era meu point de café da manhã. Pontualmente às 7 já estava no cafezinho e pão de queijo da banca de café aqui localizada. 

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A estátua do Cacique Tindiquera e um lobo-guará é uma curiosidade que por vezes passa batido. Segundo uma versão da "lore", o indígena teria indicado aos colonizadores portugueses o exato local onde a vila deveria ser fundada falando "Core Tiba!" que seria algo como "muito pinhão"! Há quem diga que isso nunca aconteceu, que esse senhor nunca existiu, e claro, ao analisarmos o contexto da colonização de terras brasileiras marcadas por muitos conflitos entre portugueses e indígenas, fica difícil de engolir tal versão. Também não entendi muito o lobo-guará. Esse animal não é violento, mas não é um bicho "domesticável", além de ser mais um símbolo do bioma cerrado do que da mata atlântica. Vai entender...

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Nas dependências, ainda pude conhecer o Sesc Paço da liberdade. Antigamente sede da prefeitura de Curitiba, tem uma história voltada para a luta contra opressões históricas, e hoje serve de espaço cultural. Na ocasião, estava com uma exposição de fotos de escravos e prisioneiros dos campos de concentração nazistas, além de uma exibição de depoimentos de sobreviventes do Holocausto. Possui um cafezinho na sua base, também. Na frente há uma estátua em homenagem ao Barão do Rio Branco (eu pessoalmente só lembro dele por causa do episódio em que o Acre pertencia à Bolívia e foi posteriormente anexado ao Brasil). Atrás existe uma estátua de uma senhora com um balde na cabeça, não sei se é referente aos escravos, não encontrei informações sobre ela. Só sei que tem uma réplica no museu do olho.

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Avançando no centro comercial em si, encontro a Rua XV de Novembro como referência de compras e passeio. O agito da cidade se encontra, em parte, nestas calçadas. A rua não só é movimentada como também bonita, dando a uma parte de sua rota o título de "rua das flores". Aqui que fica um espaço comumente conhecido como "boca maldita", de interesse cultural e histórico. 

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A agitada XV de novembro ainda tímida no início da manhã

Por fim, não muito distante dali, a rua 24 horas se faz presente. Ela já teve seus dias dourados, e atualmente ela está meio "largada". Nem todas as lojas funcionam, e claro, ela não funciona 24 horas (olha a fake news aí). Mas ela é o ponto de partida da linha turística da cidade, servindo de referencial.

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* conhecer os grandes parques da cidade (e cruzar com as icônicas capivaras)

Que a cidade tem muito a oferecer a matéria de parque, isso já é bem conhecido. A cidade conta com espaços enormes para atividades físicas, lazer em família/amigos, ou aquela voltinha individual de quem está de passagem. 

O Parque Barigui está localizado na zona oeste da região metropolitana. O maior parque da cidade possui o tamanho de um campus universitário! Então o simples ato de dar uma volta completa neste local com certeza leva um tempinho. Aqui, tive meu primeiro contato com as capivaras, símbolos da cidade, embora existam patos e gansos também no local. O Museu do Automóvel fica nesta área, mas na ocasião ele estava fechado. Fora isso, não achei muito o que fazer, a não ser bater perna, então a visita foi curta. 

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O Parque Tingui fica um pouquinho ao norte do Barigui, e também tem a mesma vibe deste. Aqui fui atacado por borrachudo, então já sabe, repelente na bolsa. Pessoalmente gostei mais daqui pelas trilhas serem mais arborizadas, havendo mais lugares sombreados para ficar.

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Ainda nesse parque fica localizado o Memorial Ucraniano, onde existe uma réplica da primeira igreja ucraniana do estado, uma exposição de alguns fatos da cultura deste povo, e também serve de memorial às vítimas do "Holodomor", genocídio reconhecido e ocorrido nos anos 30, durante duras intervenções do Estado Soviético na região, até então não emancipada. Fato rápido: o estado do Paraná abriga a maior comunidade de descendentes de ucranianos do país.

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O Parque Tanguá é o queridinho dos curitibanos e turistas, sendo um point para observação do pôr do sol. O parque, fruto de uma antiga pedreira, e antes destinado a ser um aterro, se tornou um exemplo de sustentabilidade voltada para o entretenimento dos cidadãos. Ele é menor, podendo ser contornado rapidamente. Possui duas áreas, a praça com o icônico prédio, na parte superior, e o lago com o deck e áreas de exercícios, na parte inferior. Pelo que pude constatar, um dos espetáculos de luzes natalinas mais bonitos ocorre aqui.

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A Ópera de Arame, embora não seja um parque em si, é praticamente um local vizinho do parque Tanguá, e você indo visitar um, acaba tendo a oportunidade de passar pelo outro, também. O espaço é charmoso, contando com um restaurante no deck inferior, um elegante local para descanso, e as dependências do domo em si, onde pude acessar quase todos as áreas. 

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O Bosque Alemão é um espaço pequeno localizado no bairro Vista Alegre, onde você pode acessar também pelo menos mais 2 parques menores. O lugar serve de homenagem à imigração alemã (curioso o tanto de homenagem às várias comunidades). No espaço superior existe o Oratório Bach, fechado na ocasião, duas cascatas artificiais, e um deck de observação da cidade. Na parte inferior existe a trilha João e Maria, onde é contada em painéis a famosa história dos irmãos Grimm, e a casa encantada, biblioteca infantil, também fechada. No final da trilha existe o conhecido portal onde as pessoas geralmente tiram fotos.

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O Parque São Lourenço é um espaço para exercícios e social que não costuma ser citado nos relatos, apesar de ser parte da rota turística. Acabei passando lá no mesmo dia em que visitei Tanguá e Ópera de Arame, pela proximidade a pé. Também é um lugar de trilhas arborizadas, e o diferencial dele é o Memorial Paranista que se encontra em uma das extremidades. Inaugurado nesse ano, o local serve de espaço cultural, espaço para cursos e oficinas, possui um ateliê de arte, e um acervo artístico que visa a valorização da cultura Paranaense. Nessa ocasião contava com uma exposição dedicada ao escultor João Turin, importante nome do movimento Paranista. Algumas esculturas e bustos da cidade são de autoria do mesmo.

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* Visitar o museu egípcio (tumbalacatumba tumba tá)

Outro lugar que merece a visita para quem está de passagem, e não está na rota da linha turística, é o Museu Egípcio - Ordem Rosacruz. Localizado no bairro Bacacheri, este espaço faz parte da Ordem Rosacruz em si - aparentemente uma organização de cunho histórico, filosófico e místico que possui sua "filial" no Brasil, e parece levar bem a sério a cultura/história egípcia.

O lugar é MUITO organizado, com um acervo de réplicas de estruturas e artefatos egípcios e fatos de sobra sobre esta cultura (com informações em paralelo sobre a história e objetivos da ordem em si). Há - inclusive - duas múmias verdadeiras ali em exibição!

A maioria das pessoas vai, passa, tira selfies nos lugares e vai embora. Nada contra, mas a meu ver parece ser uma forma errada de curtir o passeio. Penso que vale a pena absorver cada informação ali disponível. Na réplica da alameda das esfinges de Luxor, existem muitos pensamentos de diversas correntes filosóficas e religiosas da história, que levam a reflexões diversas sobre o sentido da existência. Gostei muito de fazer esse passeio, e o valor é bem acessível (paguei 10 papiros para a exibição externa da alameda das esfinges e a entrada do museu em si, e também havia uma exibição sobre Tutancâmon a 24 papiros). Vá, mas com sede de conhecimento e respeito, não vá enfurecer os seres do além!

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* Conhecer o museu ferroviário (e fazer um passeio de trem sem sair do shopping)

Quem planejou o Shopping Estação, com certeza teve uma ideia de gênio da lâmpada ao colocar um espaço para compras e um museu no local da antiga estação ferroviária de Curitiba. O museu em si é pequeno, mas propõe um nível de imersão interessante ao visitante, por manter boa parte de sua infraestrutura original. Inclusive existe ali uma locomotiva real. Na ocasião em que fui, pude fazer um "passeio de trem 3D", onde é contada a história da ferrovia Curitiba-Paranaguá. Imperdível.

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Nada de dar o troco do meu tíquete em bala de menta, danado

 

* Conhecer o museu de história natural de Capão da Imbuia

Outro espaço pequeno, por vezes ignorado, mas que vale a visita. Localizado não muito longe do Jardim Botânico, o local conta com um fragmento de floresta preservado atravessado por uma trilha levemente suspensa, as áreas de estudos científicos (zoologia, botânica...), e a exposição natural por si só, onde você pode conhecer as características de alguns ecossistemas, com exemplares de animais empalhados, seja da fauna regional, nacional ou exótica. 

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A melhor exposição kkkkkkk

 

* Fazer um pedal maneiro...na fucking estrada da graciosa, hell yea!! 🚴‍♀️🌫️

Esse dia foi loko, com certeza!!!!

Pedalar em Curitiba traz uma paz e uma oportunidade de conhecer muitos lugares. Mas nesse dia, o sangue amanheceu quente. Queria mais. Queria conhecer um dos caminhos históricos do estado. Por sorte um voluntário do hostel onde estava hospedado tinha uma magrela disponível para alugar, e o dia estava lindo. Então, pq não?

Eis que saio então do centro de Curitiba rumo à rodovia Régis Bittencourt. O objetivo, o Portal da Graciosa, um ponto turístico bem conhecido, e porta de entrada da estrada da graciosa em si, uma das rotas terrestres mais bonitas do país. 

40km contados, algumas pausas para o lanchinho, uma estrada consideravelmente boa com poucos caminhões nesse dia, e eis que chegamos a essa maravilha. Apesar do tempo bom, as nuvens estavam mais uma vez concentradas na região da serra, indicando que pegaria precipitação. Mas, quantas vezes na vida poderei estar ali? 

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Não há muito o que fazer aqui além de tirar umas fotos, então, segui com o pedal estrada adentro. A quantidade enorme de hortênsias torna o passeio ainda mais belo, fazendo-me lembrar de lugares como Gramado. Apesar da estrada ser bastante usada por ciclistas, estive sozinho nesse dia. 

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A ideia era chegar pelo menos ao primeiro mirante, na descida do lado litorâneo, mas, assim que começo a descer, a chuva começa a descarregar sobre minhas costas. Não teria visão alguma, e ainda me ensoparia. Voltando para o lado ensolarado, cruzo com um riacho de águas límpidas, o Rio do Corvo. Com a ausência de sítios ou similares na região, um ou outro carro passando, e um sol bonito, merecia uma recompensa. Descansei a bike, e fui tomar um belo banho ao estilo largados e pelados ::otemo::

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A água estava maravilhosa

Além da estrada da graciosa em si, existe também a estrada velha da graciosa, uma rota de aproximadamente 20km que termina em Quatro Barras, município vizinho de Curitiba, e uma cidade com algumas opções naturais nas dependências. Aproveitando que ainda estava razoavelmente cedo, resolvi encarar essa estrada. 

Rota muito charmosa. Estrada em boas condições que alterna entre asfalto e paralelepípedos, muito sobe e desce, e muitos pontos a serem visitados. Não podia parar especificamente em nenhum por muito tempo, então fui curtindo a vibe de estrada, fazendo os devidos registros.

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Simpáticas as capelinhas rurais

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Agradecer pelas coisas boas e pedir uma volta segura

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Já em Quatro Barras com o Portal da graciosa antigo à direita. Apesar do tempo aberto, note as nuvens retidas pela serra do mar

É um passeio que levou literalmente um dia inteiro, sendo bem aproveitado. Super recomendo para quem tem o gás para aguentar quase 100km de pedal, e muita vontade de explorar esse pedaço histórico e natural da região.

 

* Por último e não menos importante, subir o Morro do Anhangava (ou o Pão de Loth)

Essa foi uma das minhas últimas aventuras no estado. o tempo estava favorável, e já sabia que o morro do Anhangava é uma trilha de nível fácil e pouco técnica (um passeio, comparado com o Marumbi, sem dúvidas, porém, não menos belo).

Este fica na região de Borda do Campo, distrito de Quatro Barras, e só ali, além do morro, você também pode iniciar o caminho do Itupava, ou subir o Morro do Pão de Loth. Há um pequeno parque com réplicas de dinossauros nas dependências, também. Para minha sorte, uma linha de ônibus metropolitana saía do centro de Curitiba para chegar nesse lugar. 

A trilha é aberta o suficiente para evitar confusão, existe sinalização nas árvores e pedras, e uma coisa curiosa deste lugar é o chamado "pedrágio", onde você pode colaborar com o parque levando pedras para pontos ao longo da trilha. O objetivo: tornar a trilha mais segura, menos lamacenta, e deixar o terreno mais estável, amenizando a ação erosiva. De fato, os escadões de pedras facilitam bastante o passo, portanto, colaborei na minha estadia. 

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Ah que maravilha, poder se refrescar depois da aventura

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Um dos "ninhos de pedras", onde vc pode pegar sua pedrinha e pagar penitência morro acima

Após a trilha no mato, chegamos à parte mais "pedregosa", e voltamos a nos deparar com os amigos grampos. Mas, sem trechos perigosos demais, aqui.

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Sai da frente que atrás vem gente....não, pera....

O visual só vai ficando mais bonito. E as nuvens ao pouco dispersando. Estava crendo que teria a sorte que não tive na minha visita ao Olimpo, nesse dia.

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um cafezinho da manhã em grande estilo

Um ponto interessante: aqui existe um falso cume e um cume verdadeiro. Quando você passar o paredão inclinado e chegar lá em cima, continue que mais à frente o cume verdadeiro te espera, com uma visão M A R A V I L H O S A dos elementos da serra do mar. Marumbi, Ibitiraquire, entre outros, e mesmo parte da baía de Paranaguá, podem ser vistas dali. No cume, encontrei uma família de trilheiros, rendendo uma ótima conversa e troca de experiências.

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BOM DIA CURITIBA!!!!

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Vocês não facilitam mesmo para mim, né? Ok, eu volto num inverno futuro...

E depois dessa aventura, aquele banho de água gelada na Cachoeira do Anhangava, claro!

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Bem, se você não quer morrer de tédio em Curitiba (aliás, isso é possível?), aí está uma lista de coisas que fiz durante minha estadia na capital. Como vcs podem ver, é muita coisa, e ainda faltaram tantas mais. Só para ter ideia, seguem as coisas que não fiz:

- Outros parques, como o Náutico, Passaúna, Vista Alegre, Bosque Zanelli, e por aí vai. Alguns são ok, outros meia boca, mas cada um com sua peculiaridade.

- Uma visita ao bairro Santa Felicidade. Me falaram que o bairro italiano é mais uma rota gastronômica do que atrativo turístico, e não sou exatamente um caçador de turismo gastronômico. Mas o maior restaurante da América Latina se encontra por lá.

- Um almoço em si no Bar do Alemão. Eu iria no último dia, mas acabei indo tarde e peguei uma fila lazarenta, desistindo no processo, e me contentando com um 9,90 no paço da liberdade.

- Conhecer todo o Museu Oscar Niemeyer. Eu fui no último dia, mas cometi o erro de ir depois do almoço, e já segue o conselho: não vai pra museu depois do almoço. A comida pesa, o raciocínio fica mais lento, e você acaba nem processando o que já é difícil de processar (as artes contemporâneas de lá). Não fiquei nem meia hora ali ::lol3::

- Museu paranaense. O curioso é que fiquei hospedado bem pertinho dele, e todo dia marcava para visitá-lo. A cada dia que passava acontecia algo, e eu "procastinava" a visita ::lol3:: esse não nego, foi mancada minha. Na frente dele há o Belvedere, e as ruínas de uma igreja não concluída, pontos importantes.

- Teatros Paiol e Guaíra. Eles estavam funcionando, nestes tempos de pandemia???

- Cine passeio, um cinema aos moldes clássicos nas dependências do largo da ordem. Está aí uma coisa que poderia ter feito também, mas por mancada, deixei de lado. 

- Torre Panorâmica, como o tempo estava meio feio em quase todos os dias em que estive em CWB, acabei não tendo interesse em fazê-lo. 

- Passeio da linha turística. Eis um ponto que mereceria um tópico a parte. A linha é interessante para quem não tem muito tempo na cidade. Não era meu caso. Como também gosto de uma coisa mais independente, simplesmente optei por andar nos ônibus da cidade, como um autêntico curitibano ::otemo:: O google maps e o site da URBS me ajudaram a mapear as linhas para a grande maioria dos lugares. Era só procurar um tubinho ou um terminal de baldeação de interesse. Mas aqui segue uma dica do tio: as linhas Interbairros (010, 020, 021, 022...) são as melhores linhas para acesso à boa parte dos pontos turísticos. Isso significa que a linha turística é descartável? Não disse isso, é um passeio confortável, informativo, e com direito a reembarque. Vale a pena, a meu ver. 

Viu só? Muita coisa para fazer na cidade. Por aí vejo roteiros de 3 ou 5 dias para "matar" Curitiba. Não caia nessa. Curitiba merece mais do que isso, sem dúvidas.

Editado por StanlleySantos
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@StanlleySantosLembra do bondinho da boca maldita aonde tem uma foto sentado ali?Você não soube por ter vindo em outra época, mas o prédio de trás é o Teatro Avenida, famoso por apresentações de corais natalinos de crianças. Entretanto desde o ano passado, pelo distanciamento social,ao contrário de ser uma criança cantando por janela, que só abrem nessa época, tudo é gravado nas casas e reunidos pela produtora. Pode ver o resultado no YouTube do teatro, o segredo das janelas. Era a maior atração do fim de ano curitibano há anos.

Rua 24h foi reformada por funcionar 24h,mas a noite virava dormitório de mendigos, como o shopping estação. Quantas noites passei por ali e vi UM mendigo por pilastra, até comentei aqui algumas vezes que aquela área era a mais perigosa da cidade.Uma foi reformada e fecha a noite e o outro foi cercado como deve ter visto. Que fizeram os mendigos?Mudaram,como você constatou, para os arredores da Praça Tiradentes que também já foi reformada recentemente. 

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E para finalizar, as informações, como de praxe:

Gastos: foram gastos nessa aventura aproximadamente 2.400 choros. Sobrou um pouquinho do valor em espécie levado, mas a hospedagem na ilha do mel e o passeio de trem foram no crédito, o que ultrapassou a quantia especulada. Um valor a meu ver ok para 3 semanas em tantos lugares diferentes, e fazendo o tanto de coisa que fiz. Poderia ter gasto menos? Talvez, cortando alguns mimos. Mas claro, também poderia ter gasto bem mais, se fosse, por exemplo, um louco da gastronomia.

Transporte: o sul brasileiro é uma região razoavelmente resolvida nessa questão, a meu ver. Tem blablacar, tem ônibus (dependendo do lugar, bem barato, diga-se de passagem), tem trem da capital para a região litorânea.... claro, a logística para alguns lugares mais interioranos complica, sendo necessário o carrinho alugado. Mas no geral fiquei satisfeito. Em Curitiba mesmo, apesar dos problemas, o coletivo da cidade atende bem (uma frota boa, geralmente pontual e em bom estado). Tanto que nem precisei recorrer à linha turística para ir aos lugares de interesse. 

Hospedagem: fiquei em lugares para todos os gostos e bolsos. Desde o humilde camping, passando pelo hostel, suíte de apartamento e quartinho estilo chalé na mata. Eu fiquei surpreso pela quantidade de lugares bons e baratos em Curitiba. Existem cidades que possuem poucas opções, aí o negócio é procurar bem. 

Melhor época: o clima do estado é uma coisa de louco, começando pela capital em si. Alguns chamam Curitiba de "Chuvitiba". Penso que o outono é uma estação com tempo estável, não chega a ser frio (falo pela minha experiência em Florianópolis), e fora da temporada de praias, ainda por cima, proporcionando um banho litorâneo mais tranquilo. Para roteiros mais montanhosos como o passeio de trem, neste tópico o D FABIANO já deu o bizu de que é um roteiro de inverno. A temporada de montanhismo também é no inverno, devido ao tempo mais estável. 

Coisas para fazer? Muitas. Paraná tem atrações para todos os gostos. O que gostei mesmo foi o turismo de natureza, que cidades como Prudentópolis, Morretes, Tibagi ou Ponta Grossa têm a oferecer (mesmo não indo a alguns desses lugares). Isso pq nem estou citando a manjada Foz do Iguaçu. Queria ter dado um bate e volta em Lapa, cidade histórica, por exemplo, ou ter conhecido o Parque Vila Velha. Mas, coisas assim motivam a pessoa a voltar. Lugar para escalar e fazer trilha? Nossa senhora, a lista é boa.

 

 

Enjoy Paraná, pessoas!!!!!

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Em 25/12/2021 em 14:39, D FABIANO disse:

@StanlleySantosQue bom que gostou da Ilha do Mel.Eu só fui lá 1 vez para ver um amigo médico que trabalhava no posto de saúde e me arranjou uma receita. Por que ir tão longe pegar receita,você deve estar perguntando?É outra da velha Curitiba,o SUS daqui não atendia quem possuía documentos de outro estado,era urgente e não podia esperar médico particular, nem queria gastar par a ter uma receita apenas. Como eu conhecia esse cara,liguei para ele,é combinamos um domingo de inverno para ir buscar.Que bom seria, um domingo longe da gelada Curitiba e conhecer um lugar tão famoso. Só deu tempo de ir a uma trilha, a mais curta,de Brasília. Teve sim uma época, 2020,que a ilha permaneceu fechada e quando abriu tem essa de limitar o número de hospedagem e controlar o número de visita. No tempo em que fui,era acesso livre,mas caro,acho que sempre cobraram muito.

A Ilha é maravilhosa, sem dúvidas. E realmente é como vc me disse em um outro tópico, você não fica muito tempo nela. Tem as opções dos passeios de barco para ilhas vizinhas, mas aí é tirar uma graninha a mais. Que história essa da receita ein. 

Você que tem experiência política, me tira uma dúvida. O Rafael Greca é um "cacique" do estado? O que eu vi de coisa inaugurada com o nome desse senhor, de tempos passados e atuais não é brincadeira. Fiquei curioso nessa questão pois cada estado tem seus nomes conhecidos, ne...

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@StanlleySantosEle está no 3 mandato como prefeito, é da autoria dele a maior parte do que se vê na cidade. Ele era o prefeito, se não me falha a memória, quando a rede Globo gravou Sonho Meu aqui,época em que os parques ficaram conhecidos no país todo. Minha mãe, por exemplo, ficou louca por conhecer e assim vim com ela é também conheci a cidade.Depois ele foi ser Ministro do Turismo de tanto que ele fez por aqui e foi uma porcaria.O caminho certo seria o governo do estado,mas sei lá por que cargas d'água ele se meteu a ministro.E  sumiu por anos,enquanto a cidade era pessimamente governada por outros.Voltou em 2016 com o slogan Volta Curitiba, Volta Grecca,a cidade o consagrou com mais de 70% dos votos,mas por exemplo, o projeto do metrô que pediram 2 bi de dólares para realizar,Dilma liberou e...

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Em 25/12/2021 em 23:30, D FABIANO disse:

@StanlleySantosLembra do bondinho da boca maldita aonde tem uma foto sentado ali?Você não soube por ter vindo em outra época, mas o prédio de trás é o Teatro Avenida, famoso por apresentações de corais natalinos de crianças. Entretanto desde o ano passado, pelo distanciamento social,ao contrário de ser uma criança cantando por janela, que só abrem nessa época, tudo é gravado nas casas e reunidos pela produtora. Pode ver o resultado no YouTube do teatro, o segredo das janelas. Era a maior atração do fim de ano curitibano há anos.

Rua 24h foi reformada por funcionar 24h,mas a noite virava dormitório de mendigos, como o shopping estação. Quantas noites passei por ali e vi UM mendigo por pilastra, até comentei aqui algumas vezes que aquela área era a mais perigosa da cidade.Uma foi reformada e fecha a noite e o outro foi cercado como deve ter visto. Que fizeram os mendigos?Mudaram,como você constatou, para os arredores da Praça Tiradentes que também já foi reformada recentemente. 

Essa história do Teatro Avenida rendeu uma história engraçada, agora que vc falou disso. 

A programação do "segredo das janelas", como vc bem falou, está sendo gravada à distância. No cartaz do evento não especificava que era única e exclusivamente pelo YT, desse jeito. Quando vi, e me programei para assistir, pensei: "ah, acho que vão passar ao vivo pelo YT no dia". Pois bem, dia 18 chegou, estavam ocorrendo vários eventos natalinos pela cidade (inclusive foi nesse dia que assisti o auto de natal no passeio público). Me desloco para o bendito boca maldita, uma pequena multidão ali (acho que eram turistas, ou moradores desinformados) ::lol3::

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Nem as luzes acenderam. Chegou 8 horas, 8 e 15, 8 e meia...na verdade, com 10 minutos de "nada" acontecendo, concluí que realmente o negócio seria somente online, indo para a praça Osório comer alguma besteira na feirinha ali localizada. Eu vou saindo, uma salva de assovios e vaias tomando conta da rua ::lol3:: sério, pensei que iam invadir o prédio, ou quebrar alguma vidraça ::lol3:: talvez o segredo da janela era esse, o motivo de não conseguirmos ver o espetáculo 🤔

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11 horas atrás, D FABIANO disse:

@StanlleySantosEle está no 3 mandato como prefeito, é da autoria dele a maior parte do que se vê na cidade. Ele era o prefeito, se não me falha a memória, quando a rede Globo gravou Sonho Meu aqui,época em que os parques ficaram conhecidos no país todo. Minha mãe, por exemplo, ficou louca por conhecer e assim vim com ela é também conheci a cidade.Depois ele foi ser Ministro do Turismo de tanto que ele fez por aqui e foi uma porcaria.O caminho certo seria o governo do estado,mas sei lá por que cargas d'água ele se meteu a ministro.E  sumiu por anos,enquanto a cidade era pessimamente governada por outros.Voltou em 2016 com o slogan Volta Curitiba, Volta Grecca,a cidade o consagrou com mais de 70% dos votos,mas por exemplo, o projeto do metrô que pediram 2 bi de dólares para realizar,Dilma liberou e...

Entendi, grato pela informação =D

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  • StanlleySantos changed the title to Paraná 2021 - de montanha a praia no estado das 4 estações
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@StanlleySantosParece que a partir desse ano vai ficar definitivamente na internet, pelo sucesso que é.Dá para ver de qualquer parte, conheço gente que nunca havia ouvido falar e adorou,pois teve a oportunidade de ver.Tinham muitos avisos por toda Curitiba que o evento seria on li e a partir do dia 18.

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