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Salta e San Salvador de Jujuy

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@lsd Muito obrigado pelas informações.

Vou tentar obter informações direto nos hotéis de Tilcara, pois acabei por decidir em ficar lá nessa parte da viagem.

Só mais uma dúvida, como ficarei muito pouco tempo em Buenos aires antes de ir à Salta, provavelmente não conseguirei fazer câmbio lá. Nesse caso, qual a melhor moeda para levar: dólar ou peso argentino? Ouvi dizer que na região de Salta e Jujuy não aceitam reais. Há casas de câmbio com boa cotação em Salta?

 

mais uma vez, obrigado

 

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@sandromc Trem de las Nunes só saía em inverno porque chove muito no verão. Mas isso até 2014,quandofui ao país pela ultima vez.

Era caríssimo e cansativo, mais de 12h de viagem,preferi fazer de carro e conheci o caminho até Salinas Grandes do mesmo jeito.

Há uma agência perto do terminal de Jujuy que vende esse tour,fiz com eles,e várias em Salta.

Sobre o interior, Tilcara,Los Cobres,essas cidades,não gosto de ficar em cidade pequena,somente capitais.

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Em 18/04/2019 em 11:11, sandromc disse:

@lsd Muito obrigado pelas informações.

Vou tentar obter informações direto nos hotéis de Tilcara, pois acabei por decidir em ficar lá nessa parte da viagem.

Só mais uma dúvida, como ficarei muito pouco tempo em Buenos aires antes de ir à Salta, provavelmente não conseguirei fazer câmbio lá. Nesse caso, qual a melhor moeda para levar: dólar ou peso argentino? Ouvi dizer que na região de Salta e Jujuy não aceitam reais. Há casas de câmbio com boa cotação em Salta?

 

mais uma vez, obrigado

 

Em Salta vc até consegue trocar reais, veja no site da DAVSA a cotação... em cidades menores, como Cafayate, só trocam dólar americano e euro.

Se puder, troque dinheiro no banco La Nacion do terminal A de Ezeiza, a cotação deles é muito boa (esses dias estavam pagando 10,80 pelo real), o ruim é a fila enorme...

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    • Por Leandro Freire
      Prefácio.
      Segue meu relato desta viagem incrível que finalmente consegui realizar com minha Esposa Josi e nossos dois filhos, Ana Clara 9, Vitor Hugo 12, em Janeiro de 2019.
      Já vou avisando que sou um pouco detalhista demais, acabo me empolgando e escrevendo muito. Então se você não tem paciência, paciência, OK ? 
      Infelizmente eu fui anotando algumas informações, como gastos, nomes de alguns lugares onde comemos ou dormimos, tudo em um aplicativo de notas do celular, e por alguma cagada minha, acabei apagando o arquivo, portanto algumas dessas informações serão baseados nas minhas lembranças que, vou confessar, já não está mais aquelas coisas...
      Tudo começou a muitos anos atrás, quando eu passava de bicicleta por uma Rodovia que cruzava a cidade, e vi um cara parado no semáforo com roupas de Couro, uma moto grande com vários adesivos colados de bandeira dos países vizinhos, cheio de malas na garupa, bandeirinha do Brasil balançando ao vento atrás,  etc.
      A Moto estava toda suja, do tipo que rodou o mundo. Ele tirou o capacete por uns segundos talvez pelo calor que fazia no dia, e percebi que era um senhor já de idade, com barba fina e longa, cabelos compridos atrás mas careca em cima.
      Ele percebeu que eu o olhava com curiosidade e então acenou me comprimentando com a cabeça e com um Joinha. Eu retribuí o cumprimento, o semáforo abriu, ele seguiu seu rumo, eu o meu, e esqueci.
      Algumas semanas depois, assistindo TV tarde da noite, o cara tava lá dando entrevista no antigo programa Jô 11 e Meia. Eu quase caí do sofá. Caraca, conhecia ele, aquela barba fina e esticada,  até me cumprimentou, era meu amigo. E foi aí que conheci sua história.
      Ele se chamava Miragaia Renê Angelino. Um advogado que morava em São Paulo e que já tinha feito viagens incríveis de Moto. Procurem no youtube que tem várias entrevistas dele. Nessa entrevista ele havia recém lançado um Livro chamado ‘Minha Moto eu e a América’ onde ele contava sua viagem por 45.000 KM rodados em 90 dias pela América do Sul com uma moto. E eu ali, nem piscava. Minha cabeça anos 90 pensava que essas coisas mirabolantes só existiam na Europa.

       
      Me empolguei tanto com a entrevista que comprei o livro do meu novo amigo que me cumprimentou no semáforo e que era escritor e aventureiro..
      Eu, que até então estava acostumado a ler apenas Agatha Christie ou Os Sertões (mentira, só Agatha Cristie), fiquei tão fascinado com o livro que quando terminei de ler, disse pra mim mesmo ‘One Day I will do something similar´.
      Na verdaade, na verdaaade, eu disse ‘One Day, farei algo parecido’, pois só One Day que sabia falar em Inglês. O resto falei em Português mesmo. Aliás não sei falar inglês até hoje, usei o Google Tradutor na frase acima. 🙈
      Só que essa vontade de ganhar o mundo, na época soava mais ou menos como aquela vontade do garoto que sai do cinema querendo ser o Batman, ou da menina querendo virar a Cinderela... Soavam como coisas inalcançáveis.
      Quem nasceu na mesma época que eu, (façam as contas, não vou falar a década, ok?) sabe que as facilidades de hoje, com essa infinidade de informações, tecnologias, GPS e nichos de pessoas que compartilham os mesmos gostos, hobbies e principalmente valiosas informações e experiências, praticamente não existiam.
      Então tudo parecia ser algo distante ou até impossível, e a minha realidade era a de um garoto sem dinheiro, sem o Canal Discovery, sem informações, e que não tinha nem um gato pra puxar pelo rabo. Eu só tinha uma Bicicleta velha que ganhei de um tio, que só funcionava o freio traseiro e ainda tinha uma solda horrorosa no meio do quadro.
      Então, entre os estudos e espinhas, o tempo foi passando e aquele livro se perdeu no fundo do guarda-roupa.
      As responsabilidades, boletos, namoro, boletos, noivado, contas, casamento, móveis, faturas, filhos, carnês... vão chegando e tomando conta da sua vida. Alguns deles em proporções cavalares inclusive.
      De repente, eu tava chegando nos 40renta.
      Vira e meche, eu reencontrava o livro, pensava na vida, guardava o livro, e vida que segue.
      As vezes me pegava pensando: “Meu Deus, to aqui preocupado com o vencimento dos boletos, mas quem tá vencendo é minha vida, e vida não dá pra prorrogar, parceiro”.   E quem entra na casa dos ´enta´ , não sai mais... Quarenta,  cinquenta ...
      Quero deixar um parêntese aqui, antes que alguém tenha a impressão que eu não estava feliz com minha vida atual, ou infeliz com meu casamento, filhos etc... Muito pelo contrário, Sou eternamente grato a Deus pela família maravilhosa que tenho. Mas faltava pra mim, aquela cerejinha do bolo. Aquela conquista de fazer algo diferente.
      Um dia procurando qualquer coisa no guarda-roupas, achei o tal livro de novo. Fiquei olhando pra ele, pensando, remoendo... e então veio o estalo, decidi. Finalmente firmei um Contrato comigo mesmo, vamos conhecer San Pedro do Atacama. Isso foi a mais de 3 anos atrás.
      Hoje tenho 42 anos, Moramos em Maringá, interior do Paraná e temos um Renault Logan 1.0 ano 2012, batizado carinhosamente pelas crianças de BARTOLOMEU. É nosso pau pra toda obra, escola, trabalho, mercado, passeio, etc. Comprei ele já bastante rodado no final de Dezembro de 2017, mas estava bem conservado. 15 dias depois, Janeiro de 2018, já saímos para uma viagem com ele, e fomos conhecer o Uruguai.
      A ideia na época já era ir para o Deserto do Atacama, pois eu já tinha assinado aquele contrato comigo mesmo, só que adiamos porque uns amigos iam para o Uruguai de carro, já tinham tudo certo, roteiro etc,  e eu não me achava ainda tão maduro o suficiente para encarar as cordilheiras, e então resolvemos ir juntos para o Uruguai. País lindo, maravilhoso e tudo mais. Nossa primeira viagem longa de Carro.
      Na verdade o meu contrato já almejava o Atacama ainda em Janeiro de 2017, um ano antes do Uruguai, mas uns amigos iam para o Rio de Janeiro de carro e mudamos os planos, resolvemos ir juntos também.
      Já viram que sou muito influenciável né?! Preciso trabalhar mais isso. 🙈
      Mas o Rio de Janeiro é outra História, o Uruguai também e já estou me desviando muito do assunto. Foco Leandro, foco...
      No fundo, a gente camuflava a insegurança de ir pro Atacama sozinhos trocando de planos aos 45 do segundo tempo. Não que as viagens com os amigos eram menos interessante. Foram igualmente ótimas. Mas não era aquela conquista que eu queria, sabe? Atacama soava como algo épico, sei lá.
      Eu tinha um certo receio de atravessar as Cordilheiras e chegar ao Atacama com o Bartolomeu. É um carro baixo, pesado e com motor de carro popular.
      Ainda mais pelos seus Cento e tantos mil KM que ele já tinha na bagagem. Ele já tava ficando banguela. E as subidas que encontraríamos nas cordilheiras talvez precisasse de um carro mais jovem, bombadão.
      Vez ou outra eu lia alguns relatos de uns malucos que fizeram viagens parecidas com carro baixo, mas quase sempre são carros menores, mais leves, mais novos ou com motores mais potentes. O Bartolo era o contrário de tudo isso.
      Outro detalhe que me fazia esquentar a cuca é que eu estaria com filhos e tudo fica mais complicado caso dê algum problema na estrada, ou talvez alguém passe mau com alguma comida diferente, ou com a Altitude.
      Já pensou dar algum problema no Carro num lugar deserto, num país pouco conhecido e ainda com crianças? Não rola.
      Mas também, se eu fosse esperar o Momento Ideal, ter dinheiro suficiente para poder ir de avião, com o preço que pagaria nas passagens ida e volta, depois contratar agências de Viagens para os passeios, tudo multiplicado por 4? Não to podendo.
      Outra opção seria então esperar conseguir dinheiro para comprar um Veículo maior, mais novo, mais potente, quem sabe até algum com tração 4x4 né?
      Só que essas opções acima me fariam entrar numa hibernação do tipo ‘A Espera de Um Milagre’. E vocês com certeza conhecem muitas pessoas que vivem assim, esperando o Momento Certo para dar o primeiro passo.
      Só pra ilustrar melhor, minha mãe que também mora em Maringá, tem 64 anos e um sonho de vida, conhecer Foz do Iguaçu. Só que ela ainda não foi porque as condições ideais que ela imagina que precisa, ainda não surgiram. E são só 400KM daqui até lá.
      Então Leandro, toma Jeito. 
      Depois que voltamos do Uruguai, eu já tava deitando em viagens internacionais. Experiente e tudo. Então um dia olhei pro Bartolo, olhei pra Josi, fechei os olhos, estufei o peito, e falei:
      - Atacama 2019?
      - Bora!
      - Fechô!
      E então os preparativos começaram.
      Dai em diante minha vida meio que virou de cabeça.
      Agora eu só pensava nisso. Bitolado o tempo todo.
      Pesquisas e mais pesquisas, muitos cálculos de quanto preciso de dinheiro, quantos dias, rotas, curiosidades sobre os lugares que iriamos passar, vídeos no youtube etc etc etc...
      Se eu ouvia um Bom dia, eu já tava respondendo Buenos Dias.
      A vantagem de fazer uma viagem como esta viagem de carro, é que além de ficar bem mais barato, eu não ficaria preso à somente San Pedro de Atacama, pois teria todo o trajeto até chegar lá, e vi que tem lugares incríveis pelo caminho que valem a pena conhecer. E dá-lhe Google..
      Seguro Carta verde, Cambão, Salinas Grandes, Mau de Altitude, Laguna Miscanti, Pesos Argentinos, Seguro Soapex, Cartão de Crédito Internacional, Costa de Lipan, Filhos, Kit de Primeiros Socorros, roupas, folha de Coca, Seguro viagem, Humahuaca, Protetor Solar, Paso Jama... Meu Deus, era uma infinidade de informações pra assimilar e organizar.
      Fui alimentando um Check-List de tudo que precisaria providenciar. Entre tantos itens para me preocupar teve um que eu não abriria mão, um Pneu estepe Extra. Pois seriam centenas de quilômetros sem estrutura nas cordilheiras, sem posto de gasolina, sem civilização. Seria só nós, o vovô Bartolo e Deus. E já dizia o ditado: Quem tem dois tem Um. Quem tem um não tem Nenhum...
      -Preciso de um estepe extra!
      Mas eu também iria fazer a troca dos pneus atuais. Eles estavam menos de meia vida, e para uso na cidade ou viagens curtas até daria. Mas para o Deserto com certeza seria arriscado.
      Fiz um orçamento e os 4 pneus passavam dos Mil Reais. Era o preço. Pneus bons não são baratos.
      Dai, fui pesquisar no OLX para comprar um estepe Extra, poderia ser usado sem problemas. Dai que encontrei um anúncio de um Cara que estavam vendendo 4 pneus novos com rodas e tudo. O valor era metade do preço que eu iria pagar só nos pneus em uma loja. E Vinha com as Rodas já. Que LUCK hein Leandro. Já resolvia 2 Problemas, ficava com 4 Pneus Novos e usava um dos que já tinha como Estepe Extra.
       Lá dizia que as medidas da furação das rodas que vinham era 4x100. Até então eu nem sabia o que significava isso, só sabia que alguns carros usam rodas com 4 parafusos, outros com 5 e assim por diante. Pesquisei então as medidas das rodas do meu carro e eram exatamente 4x100 também. Que sorte de novo, hein Leandro. Liguei pro cara, e em menos de 1 hora eu já tava com as rodas e pneus novos em casa.
      Coloquei um pneu no porta-malas para ver o espaço que ocupava. Minha esposa não gostou nem um pouco, pois um pneu extra ocupava um espaço enorme. Mas fazer o que ? A nossa segurança falava mais alto. Então, com o bico deste tamanho, ela desistiu de levar o guarda-roupa todo.
      Fui até um borracheiro, e pedi que ele passasse os pneus novos para as rodas que ja estavam no carro, e consequentemente os pneus velhos nas rodas que vieram pois elas eram de Ferro e mais feias.  
      Uma outra coisa que eu queria muito, mas tava naquela indecisão, era de atravessar as Cordilheiras por um Caminho e Voltar por outro. A opção mais Curta, Sensata, econômica e Segura seria ir e voltar pelo Paso Jama, pois a pista é toda pavimentada desde a Argentina até o Chile e Relativamente mais movimentada. Outra opção e era a que eu queria, seria fazer a volta pelo Paso Sico, que dizem ter paisagens incríveis, mas a pista não tem pavimentação em um longo trecho na parte da Argentina, sendo toda de rípio, (tipo pedrinhas de construção) e bem mais deserta. Bem mais arriscado com certeza. Dizem que o rípio pode ser escorregadio em algumas situações, e que algumas das pedras são pontiagudas e podem cortar o pneu.
      Mas descidi sim ir por uma via e voltar por outra. Meio Loucura com as crianças eu sei. Mas eu tinha 1 Estepe extra, né?
      Desculpe, mas percebi que esse prefácio já tá grande demais, eu falo demais, e vocês já estão tendo paciência demais. Então sem mais delongas... vou pular pro dia da partida.
      >>FF>>
      Dia 06/01/2019 - 4hs – Madrugada de Domingo.
      .........
    • Por Thiago e Priscila Blumenau
      Olá amigos da comunidade Mochileiros.com.
      Aqui é o Thiago e a Priscila. Nós moramos na cidade de Blumenau-SC.
      Em dezembro de 2018 fizemos nossa viagem de carro até San Pedro de Atacama no Chile. 
      A comunidade mochileiros.com nos ajudou bastante, pois no site conseguimos várias dicas e conhecemos outras pessoas que também nos ajudaram com informações. Por esse motivo queremos compartilhar nossa experiência. E quem sabe poder ajudar ou até mesmo encorajar outras pessoas a saírem do sofá e encarar essa aventura.
      Para realizar esta viagem primeiro nós fizemos algumas pesquisas, como por exemplo: documentos necessários, seguros obrigatórios, melhor roteiro, condição das estradas, hotéis, pontos turísticos, custo com passeios, custo com alimentação, custo com gasolina, custo com pedágios, melhor câmbio, o que levar na bagagem, etc. 
      Juntamos todas essas informações numa planilha e então começamos a trabalhar nela. Então no mês de Setembro/2018 começamos a fazer as contas e preparar tudo o que precisava para viajar.
      Nessa primeira parte vamos tentar abordar o máximo de informações com relação ao roteiro, situação das estradas, GPS, câmbio, aduanas, seguros, itens obrigatórios, pedágios e combustível. 
      Na segunda parte vamos falar um pouco sobre San Pedro de Atacama e sobre os nossos passeios.
      Então vamos ao que interessa:
      Nessa viagem foram 04 pessoas: Eu (Thiago), minha esposa Priscila, meu Pai e a namorada do pai.
      Saída de Blumenau: 22/12/2018.
      Chegada em San Pedro de Atacama: 25/12/2018.
      Saída de San Pedro de Atacama: 31/12/2018.
      Chegada em Blumenau: 03/01/2019.
      Carro utilizado: Peugeot 207, ano 2012. Motor 1.4, c/ 04 portas.
      Roteiro/Condição das estradas/Pedágios:
      Dia 01 - Blumenau - SC x São Borja - RS. Total: 860 Km.
      Esse caminho é o mais curto, porém tem muitos trechos com pista ruim (buracos, desníveis, etc.), além disso tem muitos radares e lombadas eletrônicas. O motorista tem que ficar atento.
      Pedágios:  Nenhum.
      Dia 02 - São Borja-RS x Presidência Roque Sáenz Peña - Argentina. Total: 620 Km.
      As estradas são boas, pelo menos são melhores que do que as do Brasil.
      Pedágio 01: logo que passa a Aduana, já tem um guichê de pedágio. Valor pago em moeda brasileira: R$ 50 para veículos de passeio. (na volta ao Brasil, o valor é R$ 65)
      Pedágio 02: RN-12 aprox. no Km 1262. Valor: 50 Pesos Argentinos.
      Pedágio 03: RN-16 aprox. no Km 05. Valor: 40 Pesos Argentinos.
      Pedágio 04: RN-16 aprox. no Km 60. Valor: 65 Pesos Argentinos.
      Dia 03 - Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina) x Salta (Argentina). Total: 630 Km. 
      As estradas também são muito boas.
      Observação: na RN-16, entre os KM 410 e 481 a estrada é "horrível". Tem muitos buracos. Buracos gigantes. Você vai perder tempo desviando deles.
      Pedágios: RN-09 chegando na cidade de Salta. Valor: 25 Pesos Argentinos.
      Dia 04 - Salta (Argentina) x San Pedro de Atacama (Chile). Total: 580 Km.
      As estradas também são muito boas.
      Observação: Nós usamos o caminho Paso de Jama, que é melhor, pois é todo asfaltado até San Pedro de Atacama.
      Pedágios:  Nenhum.
      *Na volta pra casa fizemos o mesmo trajeto. 
      Hospedagem:
      Dia 01 - Dormimos na casa de parentes. Não tivemos gastos com hospedagem nesse dia.
      Dia 02 - Ficamos hospedados no hotel de campo El Rebenque, que fica na cidade de Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina).
      Dia 03 - Ficamos hospedados no hotel Pachá, que fica na cidade de Salta (Argentina).
      Dia 04 - Ficamos hospedados no hostal Casa Lascar, que fica em San Pedro de Atacama (Chile).
      Aqui dormimos dia 25, 26, 27, 28, 29 e 30 de dezembro/2018.
      *Na volta pra casa ficamos nos mesmos hotéis.
      Câmbio:
      Peso Argentino: nós trocamos todo o dinheiro brasileiro por Peso Argentino na aduana, que fica logo depois da Ponte internacional, saindo de São Borja-RS.
      Valeu muito a pena trocar o dinheiro na aduana, pois pagamos 0,10 por cada Peso Argentino. Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi 0,15.
      Comparação de preços Blumenau x Aduana Argentina:
      R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 6.666 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,15)
      R$ 1 Mil reais trocados na Aduana valem: 10.000 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,10)
      Peso Chileno: nós trocamos R$ 1 Mil (reais) em Pesos Chilenos aqui em Blumenau, para ter um pouco de dinheiro na chegada à San Pedro de Atacama.
      O restante do dinheiro brasileiro nós trocamos em San Pedro de Atacama. Trocar o dinheiro em San Pedro valeu muito a pena, pois recebemos 170 Pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real). Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi de 154 pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real).
      Comparação de preços Blumenau x San Pedro de Atacama:
      R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 154.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 154)
      R$ 1 Mil reais trocados em  San Pedro de Atacama valem: 170.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 170)
      *Compare antes de trocar seu dinheiro.
      Combustível / Postos de abastecimento:
      Na Argentina tem dois tipos de gasolina: a Super (comum) e a Infinia (aditivada).
      Infinia: variava de 45 a 48 pesos.
      Super: variava de 41 a 44 pesos.
      *Abastecemos com gasolina Infinia nos Postos YPF.
      *No Chile não abastecemos, por isso não informamos os tipos e preços que existem.
      Na Argentina tem muitos postos de abastecimento durante o trajeto. O último posto fica bem próximo da Aduana, no Paso Jama (divisa entre Argentina e Chile).
      Depois da Aduana não tem mais posto durante o caminho. Vai ter um posto somente em San Pedro Atacama (distância entre Aduana e San Pedro Atacama: 160 KM aprox.)
      GPS:
      Nós utilizamos dois aplicativos de geolocalização: o Google Maps e o Maps.me. Levamos dois Smartphones, em um deles usamos o Maps.me e no outro com Google Maps.
      Antes de sair nós fazíamos os trajetos pela rede WiFi e depois saíamos para a estrada. Os dois aplicativos funcionaram muito bem no modo off-line.
      Dica: o aplicativo Maps.me funciona totalmente no modo off-line. Para isso é necessário baixar os mapas off-line da região que você vai passar. Exemplo: nós baixamos todos os mapas da Argentina, do Chile e também dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 
      Seguros obrigatórios para seu carro:
      Na Argentina: seguro Carta Verde. Você pode fazer em qualquer corretora de seguros.
      Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes.
      Nós fizemos o seguro com a Porto Seguro, com a cobertura de até 15 dias. Custo: R$ 125. Débito em conta corrente.
      No Chile: seguro SOAPEX. Você pode fazer este seguro com a HDI do chile. Só digitar no Google "HDI Chile".
      Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes.
      Nós fizemos o seguro direto no site da HDI Chile, com a cobertura de até 10 dias. Custo: R$ 40. Pagamento somente no cartão de crédito. 
      *Veja se o seu cartão está liberado para realizar esta compra.
      Observação: em nenhum momento a polícia ou aduana nos cobrou esses documentos.
      Seguros para você:
      Nós optamos por não fazer nenhum seguro de vida ou de acidente. 
      Mas as empresas de seguro oferecem inúmeras modalidades.
      Avalie a que melhor se enquadra com seu bolso.
      Itens obrigatórios para o carro:
      Na Argentina:
      Vários blogs e pessoas nos disseram que teríamos que levar um monte de coisas no carro.
      Então nós entramos em contato com o departamento de trânsito da Argentina e também com o consulado Argentino no Brasil que fica em Florianópolis.
      Segundo eles, os itens obrigatórios são:
      - 01 Extintor de incêndio (exceto em motos);
      - 02 triângulos de segurança;
      - Além dos demais exigidos no Brasil (pneu estepe, chave de rodas e macaco).
      E tem também os itens recomendados: (notem que são recomendados, não obrigatórios)
      - Kit de primeiros socorros;
      Portanto, não é obrigatório levar o tal do "cambão", que muitos blogs informam ser obrigatórios.
      No Chile:
      Considerar todos os itens obrigatórios citados acima.
      E no Chile todos os motoristas são obrigados a ter no carro um "colete refletivo". Caso o motorista precise sair do carro para alguma manutenção ou emergência ele precisa estar vestindo o colete. Isso é LEI NACIONAL. Na dúvida leve um colete também.

      Observação:
      Na Argentina fomos parados diversas vezes pela polícia. Em quase todas as cidades que passamos ao longo do caminho a polícia nos parava para solicitar algum documento.
      Algumas vezes eles pediam os documentos de identidade e do carro. Em outras eles faziam o teste de bafômetro. Mas em nenhum momento a polícia precisou revistar o nosso carro.
      No Chile não fomos abordados.
      Aduana Brasil x Argentina: Muito tranquilo.
      O atendente solicita os documentos do carro e identidades.
      Preenche um formulário no computador.
      Por último entrega um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Argentina x Chile.
      Não tem custo.
      Aduana Argentina x Chile: chato/demorado (pode ter fila e os atendentes são malas)
      A Aduana que nós passamos foi no Paso Jama.
      Tem 06 guichês.
      É necessário preencher um formulário em espanhol. Nesse formulário tem uma parte que fala se você está levando algum alimento que é "proibido".

      Após passar em todos os guichês eles entregam um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Chile x Argentina.
      Comidas não podem passar. Exemplo: frutas, verduras, carnes, lanches, etc. Tudo que é animal ou vegetal fica na Aduana. Alimentos processados passam. Alegação deles é que pode haver alimentos contaminados ou pragas. Se no formulário estiver a opção NÃO, mas na hora de revistarem o carro eles encontrarem alguma coisa, você leva uma multa.
      Após sair dos guichês vem um fiscal da vigilância sanitária e inspeciona o carro.
      Só depois de inspecionar o carro você está livre para seguir viagem.
      Não tem custo.
      *Na volta pra casa é necessário fazer tudo de novo, porém a vigilância sanitária não revistou o carro dessa vez.
      Espero que tenham gostado dessa primeira parte.
      Se tiverem algum comentário ou dúvidas por favor nos retorne.
      Um abraço.
    • Por RoxaneOliveira
      Olá, pessoal!
      Alguém que tenha ido para Jujuy partindo de Foz do Iguaçu de ônibus pode me informar a viabilidade do Seguinte roteiro?
      19/06 - 23h (Véspera de Corpus Christi)  
      ✈️Chegada a Foz do Iguaçu para dormir;
      20/06 - Cataratas Brasil;
      21/06 - Cataratas Argentina;
      22/06 - Parque das Aves e outro passeio não definido;
      23/06 - partindo de CDE para Encarnación (Ruínas San Ignacio);
      24/06 - Encarnación x Asunción (aproveitar o entardecer;
      25/06 - Asunción;
      26/06 - Rumo à fronteira da Argentina e depois Corrientes. 15h 🚍;
      27/06 - Corrientes x Jujuy 🚆;
      28/06 - Jujuy x Tilcara, curtir o vilarejo;
      29/06 - passeio para Salina Grande;
      30/06 - Passeio para Montanha de Siete Colores;
      01/07 - Passeio para Quebrada;
      02/07 - passeio para Salta;
      03/07 - Saída cedo para Puerto Iguazu 30h de Viagem 🚌
      04/07 - Retorno para Foz do Iguaçu e partida para o Rio ✈️
      Sei que não é o suficiente e que faltaria muitas coisas, mas gostaria de saber se o essencial já atende. Foto para chamar a atenção e interessados 😂😂😂

    • Por Vicente Guimarães
      Norte da Argentina e Atacama
       
      Olá Amigos, estou iniciando este topico para trazer à vocês informações sobre a minha viagem com minha esposa à América do Sul durante o carnaval de 2013. Esta viagem passa por Argentina e Chile. O roteiro básico passa pelas cidades de Córdoba - Cafayate - Salta - Purmamarca - San Pedro de Atacama (Chile) - Salta - Córdoba. Cerca de 3.000Km.
       
      Fomos de carro alugado. Sei que muitos adeptos do mochilão torcem o nariz para esse tipo de viagem. Mas tem vários fatores que contam a favor: 1) Fiz e refiz as contas e o valor das passagens de onibus entre as cidades + taxis + custos dos passeios cobrado pelas operadoras estaria muito próximo do preço do aluguel do veículo + combustível. 2) com o carro poderíamos conhecer muito mais lugares, fizemos em 10 dias um roteiro que demoraríamos 20 dias sem carro; 3) conforto e liberdade de ir e vir a hora que quizer; 4) a possibilidade de ver paisagens belíssimas (que muitas vezes perdemos por estar viajando de ônibus à noite).
       
      Um exemplo claro, para um casal, em São Pedro do Atacama sai mais barato alugar um carro para conhecer as lagunas altiplanicas e o Salar de Tara do que pagar o preço do tour para estes lugares... Se vc estiver em um grupo de 4 ou 5 então... fica muito mais barato...
       
      Então, vamos aos relatos:
       
      Informações detalhadas no meu BLOG
       
      http://viagensaamericadosul.blogspot.com.br/
       
      Córdoba, ponto de partida da viagem, acabou sendo uma escolha obrigatória, isso porque era o único destino da Argentina que consegui passagens com 10.000 milhas. Culpa foi da minha total falta de planejamento, já que o esperto aqui decidiu fazer esta viagem de "sai carnaval!" de última hora. Mas até que a escolha acabou sendo ótima, e a partir de Córdoba iniciei o plano da viagem.
       

       
      O roteiro foi montado para uma viagem de carro, mas provavelmente se enquadraria à uma viagem de ônibus entre as cidades escolhidas. Mas, voltemos ao roteiro. Córdoba está próxima de algumas regiões muito visitadas no norte e oeste da Argentina, como Mendoza, Catamarca, Salta e Jujuy. Região ainda desconhecida por muitos brasileiros. A nossa decisão foi seguir ao norte, para Salta e depois atravessar ao Chile para conhecer o Deserto do Atacama a partir de San Pedro de Atacama.
       
      Cafayate é uma pequena cidade, o segundo pólo produtor de vinho da Argentina. Nosso desejo de conhecer Cafayate surgiu das dezenas de relatos na internet e de reportagens sobre a hospitalidade e beleza da cidade, além da reconhecida qualidade de seus vinhos. Além dos vinhedos, bodegas e restaurantes, bem próximo à cidade, existem atrativos naturais espetaculares como a Quebrada de Las Flexas e Quebrada del Rio de Las Conchas.
       

       

       

       

       
      Salta é o ponto de partida para quem quer conhecer o norte da Argentina. Como o nosso destino final é o Atacama, tivemos que deixar pouco tempo para esta belíssima região. Um dia para Salta e outro para Purmamarca e Tilcara (estas duas últimas distantes 25Km uma da outra).
       

       

       
      Em Purmamarca está localizado o Cerro de Las Siete Colores, são montes com cores espetaculares. É um daqueles lugares que você tem que ir conferir de perto... Em Tilcara fizemos a caravanas de lhamas e as ruínas Pulcara de Tilcara (antigas ruínas de uma civilização pré-colombiana). também fomos à cidadezinha de Iruya, encrutada nas montanhas a quase 4.000 metros.
       
      TILCARA
       

       

       
      PURMAMARCA
       

       

       
      IRUYA
       

       
       
      A partir de Purmamarca o plano foi seguir viagem ao Chile passando pelo Andes através do Paso Jama (4.800m). Passando por paissagens espetaculares da Cuesta del Lipan e do Salar Salinas Grande. A dica mais comum para "aturar" esta altitude é hidratação (bastante água) e o chá de folha de coca. Mascar as folhas e tomar o seu chá é uma tradição desta região altiplanica.
       
      Ah, outra dica, pode-se atravesser a fronteira com carro alugado. A reserva tem que ser feita com pelo menos 10 dias de antecedência (para a papelada) e paga-se uma taxa de US$100 a US$ 200, dependendo da locadara. A nossa locadora foi a Hertz, a reserva foi pela internet e foi onde conseguimos as melhores condições de preço e veículo.
       
      CUESTA DEL LIPAN

       
      SALAR SALINAS GRANDES

       
      PASO JAMA - COM NEVE EM FEVEREIRO

       
      San Pedro de Atacama é o point para conhecer os encantos do Deserto do Atacama. A maioria dos passeios e serviços turísticos estão nesta cidade. Os preços das hospedagens é salgado e foi difícil achar vaga nesta época, já que carnaval também é feriado para los hermanos chilenos e argentinos. As atrações mais conhecidas são o Salar de Tara, Vale de La Luna, Vale de La Muerte, Gesers del Tatio e as Lagunas Altiplanicas. Tinhamos apenas dois dias e com nosso carro conhecemos as lagunas altiplanicas e o Salar de Atacama, contratamos um tour para o Salar de Tara que não seria possível ir com nosso carrinho alugado.
       
      ADUANA EM SPA

       
      LAGUNAS ALTIPLANICAS

       
      SALAR DO ATACAMA E SUAS LAGUNAS

       
       
      De San Pedro de Atacama a viagem de volta á Córdoba foi longa... O primeiro trecho será até Salta. No outro dia, de Salta a Córdoba, mais 800Km. E fim da viagem.
       
      É isso,
       
      Informações detalhadas no meu Blog
       
      http://viagensaamericadosul.blogspot.com.br/


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