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  1. No último dia 05/07/2019, eu e meu marido decidimos fazer uma viagem bate e volta, dentro do Rio mesmo, pois não podíamos gastar muito, mas queríamos aproveitar um momento nosso, então, alguns dias antes, fechamos uma diária na Pousada Vale das Palmeiras, em Vassouras, que fica a menos de 1km do Centro;

    Chegamos na 6af, um pouco mais de 18hs, passamos pela pousada para descansar um pouco e depois fomos para o Centro procurar um lugar para jantar, fomos no Shopping Cesário, lá tem várias opções, escolhemos um lugar onde servia costela no bafo com fritas, servia perfeitamente umas 3 pessoas.

    Após, como estava chovendo, não andamos pelo Centro, voltamos para a pousada, pois estava bem frio também, então ficar lá dentro era o local mais quentinho, e a pousada estava bem convidativa para um descanso.

    No dia seguinte, acordamos cedo, tomamos um delicioso café da manhã, na pousada, muito bem servido, nos arrumamos e arrumamos as nossas coisas, pois íamos passear pela cidade e dali mesmo partir pra casa.

    Fomos novamente para o Centro paramos o carro em volta da praça e ali fizemos tudo a pé, pois os principais pontos turísticos da cidade ficam em volta da praça Morro da Vaca. E começamos o nosso passeio assim:

    - Praça Sebastião de Lacerda (atrás da igreja Matriz);

    - Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (não entramos);

    - Praça Barão do Campo Belo ou Morro da Vaca (aonde fica a Igreja Matriz);

    - Palacete Barão do Ribeirão (não entramos);

    - Câmara Municipal de Vassouras (não entramos);

    - e Antiga Estação Ferroviária de Vassouras;

    Primeiro nós subimos, e fomos descendo, na ordem exposta. Depois disso, queríamos ir no Museu Casa da Hera, mas no dia em que fomos, só abriria a partir das 13h e ainda era cedo. Então subimos a praça novamente e seguimos para:

    - Vagão da Leitura (vimos apenas por fora, estava fechado), fica a uns 10 minutos da praça do Morro da Vaca, atrás do cemitério da cidade;

    - Centro Cultural Cazuza (não entramos);

    - Após, quando voltamos a praça Morro da Vaca, pegamos o carro e fomos até o Mirante do Imperador, foram uns 5 minutos de carro, é uma subida que passa por uma estrada para chegar lá. A vista é maravilhosa. Estava bem frio no dia;

    - Quando descemos o Mirante, paramos para almoçar no restaurante Relíquia (também ali na praça) e depois disso seguimos a pé até Museu da Casa Hera, uma chácara muito legal. Este foi o nosso último passeio antes de voltar pra casa.

    Os Gastos saíram em torno de R$ 400,00 à R$ 500,00, pois não gastamos muito com o combustível, embora tenhamos enchido o tanque; gastamos nos dois dias, para duas pessoas quase R$ 150,00 com janta na 6af + almoço no sáb; R$ 180,00 de pousada (uma diária com café da manhã).

    Eu super recomendo esta viagem, um final de semana talvez seja um pouco chato (depende do objetivo de cada um), pois lá não há muitas atrações e coisas para fazer (pelo menos para mim), mas 24 hs, achei o ideal e suficiente, para uma viagem a dois ou com crianças, pois foi possível curtir, ter lazer e também descansar. O lugar é bem bonito, agradável e muito econômico. Cidade e pousada bem aconchegantes.

    Obs: Recomendo também a pousada Vale das Palmeiras, se ficássemos mais um dia na cidade, provavelmente, ficaríamos para aproveitar a pousada.

    •   
  2. Olá pessoal, começando a fazer viagens com mochila cargueira, porém a minha por ser antiga não tem como usar cadeado em todas as aberturas. Pelo tamanho 75 l, acredito que não poderei levar em cima no avião. Alguém tem alguma sugestão de bolsa que possa cadear e despachar embaixo no avião? Grato

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    1. Mostrar comentários anteriores  3 mais
    2. letilins

      letilins

      Em 09/07/2019 em 00:56, Nani84 disse:

      A minha tb é da Arienti e comprada na Território, não tenho do que reclamar.

      Fui pesquisar sobre a Território e não achei. Acabei encontrando em outra loja (ou a Territorio mudou de nome) e pra minha surpresa a loja utilizou a minha foto que postei aqui no Mochileiros, nesse post que a Karen postou...haha. Que coisa louca.

      https://www.extremeoutdoor.com.br/mochilas/capa-para-mochila-transport-cover-arienti

      Esse site é confiável??? Alguem aqui já comprou???  Gostei da capa e estou querendo comprar...

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    3. Karen M.

      Karen M.

      @Nani84 até entrei no site pra ver a foto e realmente lembrei de quando eu estava pesquisando a bolsa ter visto essa foto da sua mochila... ahahaha

      •  
        • kkkkkkk 1
    4. Nani84

      Nani84

      @letilins Nesse site eu ainda não comprei não.

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        • Obrigad@! 1
  3. Olá a todos... já li várias recomendações aqui pelo site que devemos chegar com pelo menos 3 horas de antecedência para viagens internacionais. Será arriscado chegar com 1 hora e meia em Guarulhos sem bagagem para despachar e check in online??? 

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    1. Mostrar comentários anteriores  7 mais
    2. João Rosenthal

      João Rosenthal

      Eu sou de SP e hoje em dia moro em Florianópolis, então já peguei muito voo em Guarulhos e sei bem como é.

      Quando digo duas horas antes, é óbvio que a pessoa tem que ter noção do horário, dia, etc. Se o voo é em uma sexta-feira às 19:00, obviamente ela deve sair de casa umas 3:30 e 4:00 antes do voo para estar lá duas horas antes. Se o voo é em um sábado às 10 da manhã, ela pode sair às 7:00 ou 7:15 de casa sem erro, só não chega se acontecer uma catástrofe.

      E obviamente se ela mora em Diadema é diferente de se ela mora na Zona Norte, estou falando em termos gerais.

      •  
    3. lobo_solitário

      lobo_solitário

      @Forestes caso voce ainda nao saiba de qual terminal sai seu voo..

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    4. Forestes

      Forestes

      Obrigado pessoal... mais uma vez consigo ter uma luz com vo6.

      Vai ser melhor não arriscar...

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  4. Oi galera, estou planejando uma viagem para a Chapada dos Veadeiros nos dias 12 a 17 de julho. Viagem de basto custo, porém com mínimo de conforto necessário.Estou procurando alguém p dividir as despesas do aluguel do carro. por enquanto estou sozinho. Vou ficar no Hostel Jardim nova era em Alto Paraíso; Vou alugar um carro em Brasília e partir para Alto Paraíso de Goiás com mais ou menos 3h de viagem. O aluguel do carro fica mais ou menos R$100,00 por dia +  gasolina.

    Alguém se interessa ?

    Abaixo o roteiro resumido:

    13/07/2018 – Vale da Lua

    14/07/2018 – Cachoeira de Santa Barbara e Capivara – Cavalcante

    15/07/2018 –  Manhã: Complexo de São Bento (Almécegas I, II e Cachoeira Sao Bento) Tarde: Mirante da Janela

    16/07/2018 – Cachoeira de Couros

    17/07/2018 – Loquinha e Cristais

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  5. Fala galera!

    Partindo pra travessia no dia 23-25/08. Reservas nos abrigos feitas! Saindo do Rio de Janeiro antes do sol nascer. Quem tiver afim... podemos combinar. 

    Abraço!

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  6. Boa tarde , guys

    Vou mochilar pela primeira vez no final desse ano pela América do sul gastando o mínimo possível , pretendo ir até foz do iguaçu e de lá seguir viagem pra outro país , no entanto estou em dúvida pra qual destino ir , tenho muito interesse em Machu Picchu e na Patagônia Argentina , alguma sugestão um mochileiro iniciante ?

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    2. Mateus Olimpio

      Mateus Olimpio

      Sugerem então que eu não vá tão longe na primeira viagem ? pra ir aprendendo e pegando experiência

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    3. RicardoRM

      RicardoRM

      Faça o vestibular, o roteiro mais clássico para Brasileiros na America do Sul.

      Bolívia, Chile e Peru.

      Existem inúmeras dicas e relatos destes destinos aqui no site, feito de forma tranquila em uns 25 dias.

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    4. João Rosenthal

      João Rosenthal

      14 horas atrás, Mateus Olimpio disse:

      Sugerem então que eu não vá tão longe na primeira viagem ? pra ir aprendendo e pegando experiência

      Eu não diria nem em relação a ir longe, mas sim ter um planejamento mais ou menos definido. Isso de sair sem roteiro é furada no começo, deixa isso pra quando tiver mais experiência.

      Se quer muito ir a Machu Picchu, como disse o amigo acima o roteiro feijão com arroz Chile/Peru ou Chile/Bolívia/Peru é uma ótima opção. Argentina e Chile também é excelente, países com boa infraestrutura e fáceis de viajar.

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  7. Olá pessoal, estou indo passar 01 semana na na região de Morro de São Paulo e Ilha de Boipeba. Procuro companhia. A viagem será do dia 09 ao dia 16 de novembro e irá coincidir com o festival de primavera de Morro de Sp.

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      • Vou acompanhar! 1
    1. bruna.porto

      bruna.porto

      Estarei de férias em novembro e tbm vou para morro. Ainda não decidi as datas, qualquer coisa me chama no WhatsApp.  

      (62) 994369607

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  8. Veja primeira parte (Iliniza Norte – A subida ao refúgio Nuevos Horizontes).

     

    Era hora do ataque ao cume do Iliniza Norte. 4h da manhã e começamos os preparativos. Colocamos as roupas, camada por camada, capacetes, lanternas e tudo que era necessário e nos sentamos na mesa para tomar café da manhã. O café foi básico mas bem potente. Aveia com iogurte, pão e café bem forte. Saímos bem alimentados e prontos para as próximas 6 horas de subida até o cume, à 5126 metros de altitude!

    Saímos e ainda era noite. Fazia menos frio do que o dia anterior, mas ainda sim, o frio incomodava. Ligamos a lanternas pregadas aos capacetes e iniciamos a trilha. Começamos a subida por uma parte arenosa na lateral da montanha, repleta de rochas soltas. Passamos o grupo que saiu minutos antes da gente e continuamos em frente.

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    Em determinado momento, o sol começou a aparecer. Minha expectativa era que pudéssemos ver o nascer do sol la de cima, com vista privilegiada aos vulcões acima das nuvens, principalmente o Cotopaxi. Tinha visto vários vídeos incríveis e mentalizei aquele momento. Entretanto, a neblina tinha estragado meus planos. Não dava pra ver quase nada, somente um pequeno pedaço do caminho que devíamos percorrer. O vento e o frio foram aumentando e as pedras que antes estavam negras e um pouco úmidas, agora estavam cobertas por gelo e neve.

    Isso tornaria a subida mais cuidadosa e consequentemente mais perigosa. Pra completar, ventava forte, muito forte, cada vez mais forte. O nosso guia estava focado e tudo que mandava fazer, executávamos sem hesitar.

    Horas de subida e de pequenas escaladas, havíamos chegado ao famoso Paso de la Muerte, um paredão de rochas que para ser transposto, deveríamos descer um pouco e passar por um desfiladeiro e depois subir novamente. O cume ficava algumas centenas de metros dali. Hesitamos um pouco, mas o guia manteve o foco e nos encorajou. Fui o primeiro a descer. O guia se posicionou mais acima, segurando a corda, me ajudando a descer lentamente, pedra por pedra. Em alguns momentos eu não tinha nada além do meu corpo pra usar como apoio. Tinha que usar as mãos, descer o máximo possível e confiar que haveria outra pedra ali embaixo pra me acudir. Funcionou…

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    Dá pra ver a cruz do Iliniza Norte atrás do guia.

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    Passamos a parte mais complicada e depois de alguns minutos, em uma última escalada, chegamos ao cume. Diferente do Rucu Pichincha, a emoção não veio como esperado. Nenhuma lágrima, nenhum grito, nada. Um sorriso foi a única coisa que veio. De alívio eu acho. Tinha sido uma subida complicada. O vento batia forte e não perdoava. Minhas mãos já estavam quase sem movimento devido ao frio. Dava pra ver a cruz congelada atrás do guia, mas devido as condições climáticas, ele não deixou ir mais adiante para tocá-la. O terreno estava instável e o vento estava forte. Tiramos fotos com o celular, já que a maquina congelou de tanto frio. Essas são as únicas fotos que temos. Depois de alguns rápidos minutos, começamos a descida.

    A rota de descida seria outra. Não voltamos pelo refúgio, mas sim por uma rota alternativa, mais rápida pela lateral da montanha. Era um desfiladeiro de rochas e terra. Tínhamos somente que descer, descer e descer. A inclinação era tanta que mal dava pra estabilizar o corpo e a velocidade de descida. Caímos várias vezes pra resumir. Durante uma boa parte decidimos somente descer como um tobogã. Ajudou um pouco, mas não por muito tempo. Tínhamos que sair rápido dali, pois, o grupo que vinha logo atrás poderia jogar pedras sobre nós.

    Passado o sufoco, a trilha foi se nivelado novamente e alguns minutos depois já estávamos novamente na trilha principal, indo em direção ao estacionamento. Estava com a garganta bem ruim e ficando cada vez mais resfriado. Não pensava muito sobre isso. A cabeça só pensava em chegar logo e descansar. Teria que me cuidar e descansar bastante se quisesse ter chance de subir o Cotopaxi. Esse sim seria difícil, exigiria de nós mais esforço e preparo. Tiramos os próximos dias para descansar e torcer para que o corpo suportasse o último grande desafio.

     

    Quer ler mais sobre as nossas viagens? É só acessar o nosso site: www.feriascontadas.com

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  9. O dia começou bem cedo para nós. O motorista nos buscou as 8h da manhã e o nosso primeiro destino seria Machachi, uma cidadezinha a alguns quilômetros de Quito. Lá, nos encontraríamos com o nosso guia e acertaríamos os últimos detalhes para o Iliniza Norte. Não esperava nenhum grande esforço no primeiro dia. Seria um hiking de umas 4h até o refúgio Nuevos Horizontes (4700 metros de altura). Seria muito parecido ao do Rucu Pichincha que havíamos feito no dia anterior. De lá, no dia seguinte, faríamos o ataque ao cume do Iliniza Norte, com seus 5126 metros de altitude.

    Chegamos na entrada da reserva ecológica por volta das 10h30 e lá pelas 11h, começamos a subida até o refúgio. Estávamos um pouco cansados do dia anterior. Deu pra sentir o desgaste. Pra piorar, tivemos que levar muito mais peso do que o esperado, o que dificultou ainda mais a subida.

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    O começo lembrava muito a trilha do Rucu Pichincha. Era praticamente a mesma paisagem. Vegetação rasteira, cor verde musgo e muita poeira. Alguns quilômetros depois, a neblina veio com força e a inclinação da trilha aumentou consideravelmente. Tínhamos que fazer ziguezagues constantes. Não via a hora de chegar, mas parecia que era interminável.

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    A parte final seria uma grande montanha de areia cinza e pedras soltas. 1h de subida desgastante. Após vencer o último obstáculo, vimos uma casinha amarela bem distante. Era o refúgio Nuevos Horizontes, o primeiro refugio construído no Equador. Estava envolto em neblina. Também deu pra sentir que a temperatura havia caído drasticamente naquele ponto.

    Enfim estávamos no refúgio. Fomos os primeiros a chegar por incrível que pareça. O refugio era bem pequeno. Tinha uma pequena mesa e dois banquinhos de madeira bem na entrada. Vários beliches encostados uns nos outros, bem apertado e uma pequena cozinha, onde o administrador do lugar, "Gato", fazia a coisa funcionar. Não deu tempo nem de colocar as mochilas na cama e já tinha uma sopinha e um chá quentinhos nos esperando. O guia aproveitou o momento e disse que o refúgio aceitaria mais pessoas do que o normal e teríamos que dormir nós 3 juntos em uma cama para 2. "Sem problemas", pensei sem refletir muito.

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    Terminamos a sopa e logo fomos tirar uma soneca. Isso era por volta das 14h da tarde. O silêncio estava maravilhoso. Dava pra ouvir o coração batendo tentando levar oxigênio pra todo o corpo a mais de 4700 metros de altitude. Isso tem seu preço. O corpo usa muito mais rápido o líquido que entra e por conta disso, a vontade de fazer xixi é quase instantânea. E não é qualquer xixi, é muitooo xixi.

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    Bom, uma hora depois, outros grupos foram chegando. O silêncio deu espaço ao barulho. Conversa pra lá e pra cá, e nós ali deitados, tentando descansar ao máximo para o dia seguinte. Foi então que a vontade de ir ao banheiro veio. O banheiro ficava no lado de fora. Eram duas cabines bem rústicas, sem luz e bem sujas. O que esperar além disso? Vamo que vamo. A aventura de usar o banheiro nessas condições poderia render um post separado, mas vou deixar a sua imaginação fazer o resto.

    Voltando ao refúgio, era hora do jantar. Nos sentamos na mesa com um grupo de mexicanos e começamos a comilança. Uma das meninas virou pra mim e disse "ça va?". Fiquei meio confuso. Sei falar francês mas esperava um "¿Como estás?". Olhei com cara de bunda pra ela e logo veio a pergunta "De onde vocês são?". Prontamente disse que era brasileiro e todos os mexicanos falaram "HA! eu disse, ou eram brasileiros ou franceses!". Foi a deixa para muita conversa e troca de experiências.

    Voltando ao jantar, uma sopa veio como entrada. Era uma sopa de legumes neutra. Tinha pedido um cardápio sem lactose. Gato virou para mim e perguntou, pode ter um pouquinho de leite? Ou aceitava ou não comeria nada naquela noite, então disse que não tinha problema. O prato principal foi frango cozido, arroz quentinho e abacate maduro. Uma delícia! Pra finalizar, pêssegos em calda. Tudo acompanhado com chazinho quentinho. O jantar elevou a nossa moral em todos os sentidos.

    Voltamos para a cama e tentamos descansar até as 4h do dia seguinte. Não deu nem 1h depois do jantar e já estava com vontade de ir no banheiro de novo. E lá vamos nós novamente. Sair do saco de dormir, vestir a bota e encarar o frio do lado de fora pela vontade de fazer xixi que era interminável. Era quase 1 minuto de xixi, coisa que nunca tinha visto na vida. O corpo parecia está em seu modo de sobrevivência, produzindo xixi em uma taxa acelerada para se manter em funcionamento.

    Essa teria sido a última ida ao banheiro antes do ataque ao cume. De volta a cama, coloquei novamente o saco de dormir e dessa vez o guia se juntou a nós. Lembra que dormiríamos 3 em um lugar de 2? Pois eu tive que ficar no meio, entre o guia e a Gabriela, por motivos óbvios. Só não contava que seria espremido durante horas noite a dentro. Resolvi dormir do lado contrário e foi assim que consegui recarregar minhas energias até as 4h da manhã, quando acordamos para atacar o cume do Iliniza Norte.

     

    Veja a segunda parte (Iliniza Norte – O ataque ao cume)

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  10. Olá... estou querendo ir para Ny em setembro, alguém interessado aí ir,, me chame 17 991258233

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  11. Depois de uma viagem cansativa de quase 4 horas, enfim estávamos na cidade de Otaválo. A cidade é famosa pelo seu mercado de artesanatos. Dizem até que é o maior mercado indígena de artesanato do mundo. Era tardezinha de sábado, dia de maior movimento e quando o mercado aumenta consideravelmente de tamanho.

    A nossa expectativa era de encontrar uma grande feira ao ar livre, muita gente e produtos variados. Não podíamos estar mais certos. A maioria das barracas eram de artesanatos típicos, casacos, camisas, ponchos e as famosas lembrancinhas coloridas característica dos países andinos.

    Pra nós particularmente, que gostamos de visitar mercados pra provar as frutas e culinária local, o mercado de Otaválo não era lá tão impressionante. Em algumas partes, era possível encontrar barraquinhas de frutas e algumas vendendo comidas típicas, mas nada além disso. As que mais chamaram a atenção foram a famosa barraquinha com um porco assado deitado em uma bandeja de metal (consumido com arroz e batatas) e um barraquinha que preparava um doce de figo que era comido dentro de um pão. Parecia gostoso, mas não provamos (não temos fotos pois tínhamos esquecido o cartão SD em casa).

    Pra não passar batido no quesito comida naquela tarde, paramos em uma venda de empanadas argentinas e nos deleitamos com empanadas de frango, espinafre e maçã com canela acompanhadas de um suco de graviola natural sensacional.

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    Voltamos pra o hostel já prontos para arrumar as coisas e se preparar para o dia seguinte quando decidimos sair novamente para comprar o cartão SD e de quebra visitar novamente a Plaza de Los Ponchos. Quando chegamos, já bem no início da noite, tudo havia mudado. O mercado de artesanatos tinha virado um mercado noturno com várias barracas de comidas típicas e vendedores de quinquilharia. Parecia até mais movimentado do que durante o dia.

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    A fome bateu e lá estávamos nós olhando barraca por barraca em busca do próximo prato a ser degustado. Paramos em uma barraquinha que vendia bolinhas de purê de batata com carne frita e ovos acompanhado de salada. Uma delícia!

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    As tais bolinhas de purê de batata.

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    Fala aí se não é uma verdadeira pamonha?

    Depois, vimos o que parecia uma pamonha mais fina. Com experiências passadas, sempre que provávamos algo que lembrava pamonha, o gosto não tinha nada a ver. Para a nossa surpresa, era uma verdadeira pamonha, que os equatorianos chamam de Humita. Foi uma experiência culinária de fato, daquelas que amamos viver quando viajamos.

    Voltamos pro hostel empanturrados e felizes. Otaválo guardou o melhor para o final e foi uma bela surpresa. Agora era descansar para o dia seguinte, quando faríamos a trilha em volta da Laguna Cuicocha, o primeiro passo rumo ao Cotopaxi.

     

    Como chegar ao Mercado Artesanal de Otaválo

    O objetivo é chegar ao Terminal Terrestre Carcelén ao norte da cidade de Quito. Do Centro Histórico, pegamos dois Trolebus (sistema de transporte que lembra o de Bogotá). Pegamos as linhas C1 (parando na estação El Ejido) e C5 (que tem como última estação o terminal de Carcelén). O preço da passagem do Trolebus era de USD 0.25 por pessoa (em 2018). No terminal, compramos as passagens para Otaválo (em torno de USD 2.5) por pessoa. A viagem de lá até Otaválo demorou umas 2.5 horas, mas foi relativamente confortável com direito até a filme. O ônibus para no terminal de Otaválo, que fica a algumas quadras do centro de da Plaza de los Ponchos.

     

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  12. Primeira atividade de aclimatação à altitude. Nesse dia, faríamos o hiking em volta da Laguna Cuicocha, localizada a alguns quilômetros de Otaválo. O Sandero de las Orquídeas, como é chamada a trilha que circunda a lagoa, possui 14 km de extensão e é feito normalmente em 4-5 horas. É uma bela experiência pra quem quer conhecer mais a região ao redor da cidade de Otaválo, além do seu famoso mercado artesanal.

    Chegamos ao terminal de Otaválo bem cedo. Mal tínhamos tomado café e já estávamos procurando o ônibus rumo à Cotacachi (USD 0.35). Esse ônibus faz uma parada em Quiroga, um pequeno povoado de onde saem os táxis rumo à Laguna Cuicocha. Não deu erro. Chegamos em Quiroga e na praça principal, várias caminhonetes brancas já acenavam a espera dos próximos turistas. A viagem de Quiroga até a lagoa durou 15 minutos e custou 5 dólares.

    ✅ Dica: combine a hora de voltar com o taxista. A Laguna Cuicocha fica bem afastada da cidade e não é tão simples conseguir um táxi quando estiver voltando para Quiroga. Combinamos o nosso para 13h30 (chegamos as 9h da manhã) e deu tudo certo. Na hora marcada, o motorista já estava nos esperando no local onde nos deixou.

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    Aviso informando que a entrada pelo sentido horário é proibida.

    O táxi nos deixou no centro de informações do parque. Quando chegamos estava praticamente vazio. Vimos somente alguns grupos que iriam fazer a mesma trilha com a gente, e nada mais. Por recomendação na entrada do parque Cotacachi-Cayapas (entrada gratuita), começamos a trilha pelo sentido anti-horário. Li em vários blogs que começar pelo sentido horário não é permitido e pude constatar com o aviso acima. Além disso, o sentido anti-horário é bem mais cômodo. A dificuldade maior está no começo. A subida até a altitude máxima da trilha acontece primeiro e depois fica muito tranquilo.

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    A sinalização da trilha é algo a se destacar. Placas e avisos estavam espalhados por todos os lados, sendo quase impossível de se perder. Inúmeros mirantes também estavam dispostos em pontos estratégicos com vista privilegiada para a lagoa. Em questão de organização, esse foi um dos hikings mais bem estruturados que fizemos, melhor até do que os que temos aqui no Canadá. 

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    Bom, voltando à trilha, o objetivo seria fazer todo o circuito em pelo menos 4 horas. Mantivemos um ritmo bem tranquilo, mesmo na subida, e paramos constantemente para descansar e tirar fotos. A vegetação era bem característica. Era de cor verde musgo, com inúmeras orquídeas de cores e formatos diferentes. Daí o nome da trilha.

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    Fala aí se não parece o cerrado ou alguma trilha no interior do Brasil?

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    Em alguns momentos me pegava pensando: "pera aí, esse lugar parece muito as trilhas pelo cerrado que fazíamos em Brasília". Parecia de mais! Eu só acreditava que estava em um lugar diferente quando olhava para o lado e via a imensa lagoa, com duas ilhas no meio. Era difícil de explicar. O encanto aumentava quando olhava para os arredores da lagoa e via os vulcões Cotacachi e Imbabura. Em alguns pontos da trilha, dava pra ver os maiores vulcões, como o Cayambe e o Cotopaxi, bem de longe. Era por pouco tempo, já que as nuvens passavam os cobrindo constantemente.

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    Depois de um pouco mais de 4 horas de trilha, 14 km percorridos e muitas paisagens extraordinárias, chegamos novamente ao Centro de Informações, onde comemos e esperamos o táxi de volta à Quiroga com vista privilegiada para toda a lagoa e para o vulcão Cotacachi (foto acima). Na hora exata, o taxista chegou e embarcamos em direção à Quito. A viagem de volta demorou praticamente a mesma coisa que a ida e umas 3h depois já estávamos no hostel em Quito, felizes por ter completado com sucesso o primeiro passo de aclimatação.

     

    Mais sobre a Laguna Cuicocha

    O nome Cuicocha tem várias explicações possíveis, dentre elas, "Arco Iris" ou "Porco da Índia". A lagoa está localizada a quase 3100 metros de altitude e foi formada após uma erupção massiva a mais de 3000 mil anos atrás. O vulcão está adormecido desde então. As ilhas em seu interior são enormes domos de lava e tem acesso proibido ao público. Entretanto, existem passeios de barco que percorrem a lagoa e as ilhas, com duração de 20 minutos.

     

    Cuicocha x Quilotoa

    Talvez você esteja se perguntando, qual lagoa devo fazer quando for no Equador? A resposta depende do que você quer e do tempo que você tem. Se você quer um experiência autentica, sossegada, barata e com vistas extraordinárias, sugiro fortemente conhecer a Laguna Cuicocha. Gastamos pouquíssimo para conhecer Otaválo e a Laguna Cuicocha e o acesso é relativamente tranquilo. Alguns equatorianos vão dizer que a laguna Quilotoa é mais impressionante. Talvez seja, mas o acesso é mais complicado e se você quiser fazer um bate volta, vai ter que contratar obrigatoriamente um tour que não sai por menos de USD 50 por pessoa. Pense bem e decida (eu iria para Cuicocha... hihihihi).

     

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  13. Acordamos bem cedinho, preparamos o café e pedimos o táxi até o teleférico de Quito na recepção do hostel. Tentaríamos subir ao cume do vulcão Rucu Pichincha. Deixamos tudo preparado no dia anterior para não perder tempo. Queríamos chegar no máximo às 9h da manhã, hora que o teleférico de Quito (chamado TelefériQo) abriria naquela terça feira, 1 de janeiro.

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    Saímos do teleférico rapidamente e logo começamos a trilha. Ela começa indo para a esquerda, subindo umas escadarias por trás de um prédio. Dali pra frente, não tem muito erro. Foram quilômetros e quilômetros de subidas intermináveis, mas como estávamos dosando os passos, não foi nada complicado.

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    Eu diria que a trilha ao cume do vulcão Rucu Pichincha é dividida em três partes. A primeira parte, a mais longa, é composta de um hiking moderado em uma trilha bem sinalizada. É a parte mais tranquila de toda a trilha. A vista que tínhamos de Quito e das montanhas ao redor era incrível. Dava pra ver todos os principais vulcões do Equador no horizonte, principalmente o Cotopaxi, imponente, majestoso, surgindo ao fundo da cidade. Além disso, a vegetação era muito característica. Era praticamente rasteira com algumas árvores e flores que nunca tínhamos visto. Parecia um cenário dos senhor dos anéis.

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    Dá pra ver bem no meio da foto onde começava a parte das rochas.

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    A segunda parte da trilha começou lá pelo 3.5 quilômetro. Estávamos mais perto do cume do vulcão Rucu Pichincha, e lá, as coisas começaram a ficar mais complicadas. A trilha foi deixando de ser fácil para ser tornar somente um filetinho de terra na encosta do vulcão, composto principalmente de pedras soltas, alguns pequenos rochedos (que tivemos que escalar) e areia escorregadia. Um paredão de pedras negras surgiu mais a frente e o vento aumentou consideravelmente, assim como a temperatura ficou um pouco mais baixa. Até esse ponto, nada que nos assustou o bastante para nos desmotivar de continuar e alcançar o cume.

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    E finalmente, a terceira parte e mais complicada de todas. Até ali, não sentimos em nenhum momento o efeito da altitude (estávamos a mais de 4000 metros de altura) e o corpo respondia a todos os comandos. Foi na terceira parte que tivemos a ideia de esforço. Depois de contornar o paredão de rochas negras, um enorme desfiladeiro de areia e pedras apareceu. Muito grande. Começava justamente bem perto ao cume e descia praticamente por todo o vulcão. A trilha ali já não tinha mais sinalizações que faziam sentido e cada um tentava subir da maneira que dava. Isso incluiu a gente.

    Começamos a subir e vimos que ninguém tinha ido atrás de nós. A pergunta ficou no ar: "Só a gente está certo?". Demos meia volta, descendo quase que esquiando sobre a areia para acompanhar o grupo de pessoas que subiam com a gente. Depois de alguns minutos de trilha incompreensível, chegamos de fato ao paredão de rochas negras. Não tínhamos escolha, era subir ou subir. A inclinação passava dos 50 graus na maioria dos trechos.

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    Começamos a subida, pedra por pedra, com o maior cuidado possível, pois qualquer deslize poderia ser fatal. Em um dado momento, não sabíamos mais como subir. Lá do alto, um equatoriano gritou, desceu alguns metros e nos ajudou a encontrar o melhor lugar para escalar. Foi muito gentil e nos ajudou bastante! Antes disso, estávamos quase pensando em desistir, com medo da inclinação e da dificuldade da subida. Além disso, algumas pedras que se desprenderam quase nos acertaram. Mas essa ajuda nos trouxe mais ânimo e alguns minutos depois, chegamos ao cume, a incríveis 4698 metros de altitude, nosso recorde até então.

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    A emoção era tanta, eu e Gabriela nos abraçamos e começamos a lacrimejar. O abraço foi demorado, quase de alívio por ter chegado vivo ali em cima. Não conseguíamos acreditar que tínhamos chegado ao cume do Rucu Pichincha. A sensação foi intensa, uma alegria imensa de mais um passo cumprido rumo ao objetivo final.

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    Vulcão Guagua Pichincha, um dos mais ativos do Equador.

    Nos sentamos, comemos e descansamos um pouco. Percorremos toda a extensão do cume e tiramos várias fotos. Lá no alto, encontramos um guia que levava um grupo de americanos ao cume. Era do Equador (se chamava Alejo) e parecia super doido. Conversando com a gente, ele disse que já percorreu todo o Rio Amazonas saindo do Equador de barco e em suas próprias palavras: "foi uma coisa de louco!". Só ouvindo pra acreditar. Ele também nos ajudou nos informando a melhor rota pra descer o vulcão.

    Ficamos por mais alguns minutos no cume e resolvemos descer. A descida foi mais tranquila do que a subida, mas devido ao cansaço um pouco mais perigosa. Em um determinado momento, quase despenquei de um rochedo por não ter ponto de apoio para os pés. Mas não passou de um susto, se não não estaria aqui para contar a história.

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    Vulcão Cotopaxi ao fundo com os seus 5897 metros.

    A trilha de volta dava uma visão limpa e direta do Cotopaxi. Foi praticamente nosso companheiro durante toda a descida. Algumas horas depois, estávamos novamente no teleférico, prontos para descer e descansar. Teríamos mais um grande desafio no outro dia: o Iliniza Norte.

     

    Mais sobre o Rucu Pichincha

    Rucu Pichincha, que significa "velho vulcão" em Quéchua, é um vulcão inativo localizado nos arredores de Quito. Seu cume está a 4698 metros de altitude em relação ao nível do mar. Sua última erupção foi em 1859 causando destruição à cidade de Quito na época. A trilha (ida e volta) ao cume é em torno de 10 km e pode demorar de 4-5 horas para ser percorrida. O Rucu Pichincha é também um dos melhores pontos de partida para aclimatação se você pretende fazer outras montanhas no Equador 👍.

     

    Mais sobre o TelefériQo

    O teleférico da cidade de Quito é um feito que traz orgulho para a população local. Ele é o meio de transporte mais acessível para quem quer subir ao cume do Rucu Pichincha. A entrada para estrangeiros (em 2018) custava USD 8.50. Para saber mais sobre horários de funcionamento ou como chegar a estação do teleférico da forma mais simples, você pode acessar o site teleferico.com.ec.

     

    Subir o Rucu Pichincha é seguro?

    Um tópico muito recorrente relacionado ao Rucu Pichincha é a questão da segurança. Anos atrás, turistas eram desaconselhados a fazer o hiking ao cume do vulcão devido a falta de segurança na trilha. Vários relatos de assaltos e violações graves foram reportados em fóruns, principalmente por volta do ano de 2010. Entretanto, o governo local tomou várias providências e agora a trilha é completamente segura e altamente frequentada por turistas e locais. Ainda se recomenda fazê-la em grupo (mais de uma pessoa).

    Já com relação à segurança ou dificuldade da trilha, eu diria que é de moderado a difícil. Não são exigidos nenhum equipamento técnico de escalada, mas a precaução é sempre bem-vinda, principalmente na parte final da subida ao cume. Como a trilha não é bem sinalizada nessa parte, a subida fica complicada. Além disso, existe o perigo constante de pedras caírem do alto e atingirem as pessoas que vem abaixo. Eu recomendaria a utilização de um capacete de escalada no mínimo ☝.

     

     

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  14. Olá, pessoal!

    Tudo bem?

    Eu vou para Porto Alegre agora no fim do mês de carro. Vou levar a mudança de uma amiga de São Paulo para POA.

    Quero saber qual o melhor caminho a seguir? BR 116 ou 101? Mas a minha pergunta está mais relacionada a qual estrada para se ver as melhores paisagens? Qual é mais bonita?

    Podem me dar dicas, por favor?

     

    Obrigado.

    Tiago 

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  15. Olá, pessoal!

    Tudo bem?

    Eu vou para Porto Alegre agora no fim do mês de carro. Vou levar a mudança de uma amiga de São Paulo para POA.

    Quero saber qual o melhor caminho a seguir? BR 116 ou 101? Mas a minha pergunta está mais relacionada a qual estrada para se ver as melhores paisagens? Qual é mais bonita?

    Podem me dar dicas, por favor?

    Obrigado.

    Tiago 

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  16. Olá, pessoal!

    Tudo bem?

    Eu vou para Porto Alegre agora no fim do mês de carro. Vou levar a mudança de uma amiga de São Paulo para POA.

    Quero saber qual o melhor caminho a seguir? BR 116 ou 101? Mas a minha pergunta está mais relacionada a qual estrada para se ver as melhores paisagens? Qual é mais bonita?

    Podem me dar dicas, por favor?

    Obrigado.

    Tiago 

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  17. Me deem dicas de bons hostels na capital argentina 

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    1. Mostrar comentários anteriores  4 mais
    2. Felipe Indrusiak

      Felipe Indrusiak

      1 hora atrás, Fernandonoliveira disse:

      pode me dizer q sites são esses? 

      Quando fiz essa pesquisa fiz no google mesmo...pesquisei como "Hostels em Buenos Aires" e aparecem alguns sites.
       

      Segue referências:

      https://www.brazilian.hostelworld.com/blog/melhores-hostels-buenos-aires/

      https://quantocustaviajar.com/blog/hostels-em-buenos-aires/

       

      Além de um bom filtro de pesquisas no Booking: Por valor / Albergues / café incluso e etc...

       

      •  
    3. Felipe Indrusiak
    4. Fernandonoliveira

      Fernandonoliveira

      @Felipe Indrusiak obrigado

      Boa viagem pra vc em breve 

      •  
  18. Olá, pessoal! 

    Passei dois meses em Ilhabela fazendo voluntariado e as piscinas naturais se tornaram meu cantinho preferido na ilha! Eu amo o contraste da água verde na piscina e azul no mar! Sem contar que a energia lá é incrível! 

    Passo 1: Para chegar lá, basta colocar Piscinas Naturais Ilhabela no google! A entrada fica ao lado desse caminho que aparece (marquei com a seta)! Há estacionamento ao lado por R$10,00 e o ônibus que sai do terminal com destino à Borrifos passa por esse caminho! 

    image.png.8b85b1ce400e2e9f0b70c588d02736e0.png

     

    Passo 2: Essa é a entrada da trilha, não tem sinalização! Mas é só abrir o portão e entrar. A trilha é bem fácil, dura uns 5 minutos e o caminho é reto. Você vai sair em um condomínio, continue descendo reto e verá o início de mais uma trilha ao final do caminho... Essa trilha também é bem curta e reta! 

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    Passo 3: A trilha te levará para essas pedras... Fique atento à esse ponto, pois terá que seguir o caminho por cima das pedras e é um pouco alto. De qualquer forma, o caminho é bem curto, menos de 10 min e você chegará! 

    20190220_165005259_iOS.thumb.jpg.b7f27be91dd50e26fc30e98203cf33ce.jpg

     

    Finalmente você vai chegar e aproveitar esse paraíso! Se você conseguir ir durante a semana é ótimo, pois é mais vazio! Às vezes, a maré está alta, assim, o nível da água está maior e não tem pé!OneDrive-2019-07-06.zip

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    Faço o passo a passo de todas as trilhas no insta: https://www.instagram.com/derikdemochila


     

     

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      • Gostei! 1
  19. Olá, pessoal! 

    Passei dois meses em Ilhabela fazendo voluntariado e as piscinas naturais se tornaram meu cantinho preferido na ilha! Eu amo o contraste da água verde na piscina e azul no mar! Sem contar que a energia lá é incrível! 

    Passo 1: Para chegar lá, basta colocar Piscinas Naturais Ilhabela no google! A entrada fica ao lado desse caminho que aparece (marquei com a seta)! Há estacionamento ao lado por R$10,00 e o ônibus que sai do terminal com destino à Borrifos passa por esse caminho! 

    image.png.8b85b1ce400e2e9f0b70c588d02736e0.png

     

    Passo 2: Essa é a entrada da trilha, não tem sinalização! Mas é só abrir o portão e entrar. A trilha é bem fácil, dura uns 5 minutos e o caminho é reto. Você vai sair em um condomínio, continue descendo reto e verá o início de mais uma trilha ao final do caminho... Essa trilha também é bem curta e reta! 

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    Passo 3: A trilha te levará para essas pedras... Fique atento à esse ponto, pois terá que seguir o caminho por cima das pedras e é um pouco alto. De qualquer forma, o caminho é bem curto, menos de 10 min e você chegará! 

    20190220_165005259_iOS.thumb.jpg.b7f27be91dd50e26fc30e98203cf33ce.jpg

     

    Finalmente você vai chegar e aproveitar esse paraíso! Se você conseguir ir durante a semana é ótimo, pois é mais vazio! Às vezes, a maré está alta, assim, o nível da água está maior e não tem pé!OneDrive-2019-07-06.zip

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    Faço o passo a passo de todas as trilhas no insta: https://www.instagram.com/derikdemochila


     

     

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    Antes de começar este relato gostaria de agradecer IMENSAMENTE ao ilustre @rodrigovix, um dos grandes responsáveis por tudo isso ter acontecido. Para quem não conhece acho difícil estar procurando estes relatos e não o conhecer, ele é um dos responsáveis por escrever um dos relatos mais lidos (se não o mais) aqui do Mochileiros.

    - Man, muito obrigado por me inspirar e me estimular a seguir o mesmo caminho para realizar a experiência mais foda que eu já realizei na vida até o momento. Cerca de 90% desta viagem foi baseada em seu roteiro e seguida A RODO, cada mínimo detalhe.

    Mas ok, agora vamos ao que interessa! Ajeita essa coluna na cadeira, pegue aquela pipoquinha, coloca a coca no copo e se senta que lá vem MUITA história! 😆

    Tudo começou no início de 2016. Eu e meu amigo David (que por sinal será muito citado neste relato... grandes emoções nessa viagem ein, mano? HAHAH aguardem!) formulávamos o projeto da mochilar pela américa do sul. Após todo o processo de coleta de dados, ler 73 relatos e mudar de ideia 14x (vai pensando que planejar viagem é de boa, fiu) decidimos o que seria uma das melhores escolhas de nossas vidas: MOCHILAR pela BOLÍVIA, CHILE e o PERU por exatos: 21 dias. Loucura para alguns? Talvez. Mas era a loucura que a gente sonhou, planejou e imaginou por 1 ano. E ela finalmente iria acontecer.

    A priori iríamos eu e o David. Mas faltando apenas 1 mês para o início meu primo João Paulo resolveu de última hora (DO NADA!) comprar a passagem e embarcar nessa maluquice junto com a gente.

    Irei dividir este relato em várias partes. Procurarei descrever cada detalhe, mostrar as fotos de cada local e de cada situação e tentar passar um pouco para vocês de uma experiência totalmente ÚNICA. Entretanto, faz 2 anos que fiz essa viagem e não lembro exatamente dos valores de cada coisa (eu não anotei nada 😐), somente do valor total que gastei, então infelizmente isso não será um diferencial aqui neste relato, beleza? Mas vou me esforçar para lembrar os mais importantes ao longo da escrita.

    Não se incomode caso esse relato se assemelhe em váááários pontos com o do RodrigoVix. Vou pegar a estética do dele pois está muito foda, porém vou trazer a MINHA experiência o que foi totalmente diferente em vários pontos, fechou?

    Bom, seguindo o protocolo você deve estar se perguntando: Mas Luquinhas, primeiramente o que eu preciso para fazer um mochilão pela América do Sul? 🤔 A PRIMEIRA COISA QUE TODO MUNDO ME PERGUNTA E SEMPRE QUER SABER e foi a primeira coisa que eu quis saber antes de fazer o meu também rs você precisa: coragem para se desafiar e se conhecer, vontade de sair de uma bolha que as vezes nem imagina que vive e claro... a bendita grana! Tentamos fazer a melhor viagem, da forma mais econômica (dentro das nossas formas de curtir uma viagem) e foda possível. E o resultado: levamos 1200 dólares e ainda voltamos com 100 no bolso, GRUUVA. TUDO. Mais uma vez, eu disse TUDOOOOOO, desde um pão de queijo na rodoviária, a bota comprada na internet, tudo tudo tudo, saiu por aproximadamente 7.000 reais. Fruto de pessoas que sabem pechinchar e não ligavam pra comer bem e dormir em hotel HAHAHA Nossa grana era pra aproveitar a maior quantidade de passeios possível. 

    Bom, mas além disso, aqui vai uma relação do que eu levei, anote aí!

    Com antecedência:

    - PASSAGEM BRASIL (São Paulo) X SANTA CRUZ | SANTA CRUZ X BRASIL

    - PASSAGEM AMASZONAS DE SANTA CRUZ X SUCRE

    - SEGURO VIAGEM - (Escolhi a MONDIAL TRAVEL)

    - INGRESSO PARA MACHU PICHU: Muitas pessoas falam que precisa comprar com antecedência. Isso porque o limite máximo de pessoas (por dia) em MP é de 2500 e, em períodos de alta estação esse número pode se esgotar rapidamente. Mas sinceramente eu acho muito difícil... relaxe, você vai conseguir comprar de boa. Chegamos em Cusco e na mesma hora já compramos para o dia seguinte, foi  muito tranquilo.

    Antecedência Opcional:

    - RESERVA DO PASSEIO DO SALAR DE UYUNI COM A ESMERALDA TOURS: Aqui eu acho que vale a pena, apesar de ser muito tranquilo lá na hora, mas foi legal ver que tinha uma pessoa perguntando por meu nome na praça de Uyuni, me senti aqueles caras famosos chegando no aeroporto e um chofer esperando HAHAHAH. Mandamos um email uns 2 meses antes e fechamos por 850 bolivianos, preço média por lá mesmo.

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    O que tinha dentro do meu mochilão:

    7 camisetas
    3 bermudas
    8 cuecas
    1 toca
    1 par de luvas
    1 toalha microfibra (secagem rápida)
    1 Money Belt (doleira)
    1 relógio
    1 sabonete
    1 shampoo médio
    1 protetor solar grande
    1 protetor labial
    1 repelente
    1 cadeado
    1 escova de dentes
    1 creme dental
    1 barbeador elétrico
    1 desodorante aerossol
    1 perfume
    1 cortador de unhas
    1 bepantol creme
    1 par de óculos de sol
    1 celular
    1 carregador 
    1 par de fones de ouvido
    1 caneta
    1 bloco de anotações
    1 capa de chuva
    1 pasta plástica para documentos
    1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional

    1 mochilão + toalha de secagem rápida sdds minha toalha que perdi em um hostel em SPA 😢 (comprei no site da Decathlon por R$352,00 os dois)

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    1 bota de Treking (comprei uma bem basicona na Centauro em um promoção por R$92,00... não recomendo porque estragou muito rápido, melhor investir e comprar uma melhor que dure bem mais!)

    NA PASTA DE DOCUMENTOS:

    ·        Cartões de embarque

    ·        Cartão internacional de vacina para Febre Amarela (ANVISA): dizem ser obrigatório, mas nunca pede pra ninguém. PORÉM FAÇA, custa nada!

    ·        Certificado do Seguro Viagem

    ·        Todos, eu disse TODOS os papéis que você receber durante a viagem!!!

    NO MONEY BELT:

    1200 Dólares (na época comprei o dólar no Brasil por uns 3,76 salvo engano...)
    300 Reais
    Passaporte

    03/01 Adiós Brasil!

    Estava de férias no interior de minha avó. Eu e David seguimos de Ônibus para Vitória no ES. De lá pegaríamos um voo para Sampa, onde encontraríamos com meu primo João Paulo e seguiríamos para Santa Cruz de La Sierra na Bolívia.

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    Foi um longo trecho... zero saudades dormir nessa cadeira tããão confortável tsc.

    O nosso voo era as 11:30 da manhã do dia 04/01. E aí já começou a bagaceira. Era 11:00 e João Paulo (que estava vindo de Salvador) ainda não tinha chegado no aeroporto de São Paulo. Pronto! JÁ COMEÇAMOS A VIAGEM BEM, JÁ IA DAR MERDA VEI. Por sorte, faltando poucos minutos ele chegou como se nada tivesse acontecido (calmo, para variar... vocês vão ver que esse ignóbio nunca liga para nada ao longo do relato) e embarcamos para LA PUTCHARIA!

    Momento CÓPIA RODRIGOVIX porque estou com preguiça de escrever rs: No voo para Santa Cruz, os comissários nos entregam 2 formulários. Um para a Aduana, onde você declara os bens e valores que está levando, e o outro para a imigração (cuidado com as folhas carbono atrás dos formulários, não tire uma via de cima da outra). Preencha com calma. Se errar, eles te fazem preencher tudo de novo.

    IMG_1793.thumb.JPG.5b89a6dfe7b604d6b90fb84cf59b67f2.JPG          IMG_1794.thumb.JPG.f2187b68d3914d77dee302838f58ae43.JPG 

    MAS ENFIM, DEPOIS DE UM TRECHO NÃO MTO LONGO: CHEGAMOS CARAI!

    04/01 OLÁ BOLÍVIA! Dedo no cu e gritaria!

    E, de lei, qual a primeira coisa a fazer? Cotação!

    Como em qualquer lugar do mundo, evitem ao máximo cambiar em aeroportos, shoppings ou zonas muito turísticas. Optem pelas regiões centrais, sempre que possível. Mais comércio, mais concorrência, melhores preços. Mas nesse caso iríamos fazer apenas uma escala para Sucre com a Amaszonas, então... se fudemos e tivemos que cambiar no aeroporto mesmo (estava caro p/ porra, mas é o jeito).

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    Voozinho de boas, rápido... chegamos em Sucre. Sucre (2.810 m de altitude) é a capital oficial da Bolívia, diferente de La Paz (capital administrativa).

    Estava um frio do caralho e tínhamos uma única missão em Sucre: cambiar 100 dólares e seguir rumo a Uyuni, de ônibus. Aqui vai uma dica: ATENÇÃO PARA NÃO VACILAR COM OS TAXISTAS FILHAS DA PUTA!! Logo quando você vai na porta uns 200 vão vindo em sua direção falando um espanhol chato pra disgraça que te deixa nervoso. Resumindo: chore aquele desconto maroto e entre no carro do que achar mais confortável.

    __________________________________________________________________________

    Saindo da rodoviária de Sucre: Lá nos compramos o ticket da taxa terminal (Bs.1,50), obrigatório para embarcar. Essas taxas são bem comuns nas rodoviárias desses 3 países, fiquem sempre atentos a elas. E MAAAAAAANO, que rodoviária doida da porra man.

    Estava a 1 dia e meio sem tomar banho. Neste momento entrei em um banheiro e lavei foi o cabelo na pia mesmo, pivete! Uma gritaria da porra... nós 3 estávamos sem entender nada, UMA BAGUNÇA generalizada. Foram poucos minutos em Sucre: suficientes para não vermos a hora de chegar em Uyuni e sair daquele lugar HAHAHAH.

    (Ouvi relatos que Sucre não é ruim... tenho um amigo que foi e que curtiu a cidade. Minha experiência foi breve e ruim. Só queríamos entrar no ônibus e ir pra Uyuni  logo rs.)

    Ao entrar no Ônibus conhecemos duas alemãs que estavam viajando também para o Salar do Uyuni. Pedimos água para se entupir de Dramin e aguentar a noite de sono (já estávamos enjoados com a altitude elevada e estava difícil dormir). Elas nos encarou pensando que estávamos consumindo drogas KKKKKKK Foi uma cena engraçada. Curioso que as encontramos no Chile depois, em uma longa história (que me dá raiva só em lembrar) que irei contar em breve.

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    05/01 - Chegando em Uyuni: o mistério do velhinho de capuz e guarda-chuva! O Cemitério de Trens e o maior Deserto de Sal do MUNDO!

    Eram umas 05:30 da manhã quando o Ônibus parou em uma rua deserta, chuvosa e sombria, com uma sensação térmica de 2ºC. Juro, parecia uma cena de terror. A nossa primeira experiência na Bolívia já não tinha sido das melhores. Pegamos nossos mochilões e seguimos pelas ruas a procura de um local para tomar café e se aquecer (estava um frio do CARAAAALHO mermão).

    Mendigos  bêbados nos abordavam pedindo dinheiro, a chuva começava a engrossar, um silêncio de terror, até que... no canto da rua um moço de capuz e um guarda-chuva nos abordou e disse que tinha um bom lugar para nos acolher. MANO: tá no inferno abraça o capeta. Seguimos o velho debaixo do guarda-chuva e depois de poucos minutos nossos olhos brilharam: O VELINHO ERA O DONO DO SNACK NONIS! 😍 Simplesmente a lanchonete que o RodrigoVix disse que era para tomar café em seu relato. A gente riu feito a porra de felicidade e já foi logo entrando para comer, tirar aquela tralha toda e descansar um pouco antes de fechar os passeios.  

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    O Snack Nonis foi uma excelente parada. Se você tiver a oportunidade de ir lá nos mande uma foto do nosso post it que deixamos na parede (se é q ainda tem lá 😆).

    Carregamos nossos celulares, compramos umas tocas na rua, cambiamos mais uns dólares e fomos ao Esmeralda Tours para acertar o passeio ao Salar.

    Acabamos fechando com a Esmeralda Tours mesmo. Primeiro porque o atendimento foi muito bom (quem nos atendeu foi a Eva). Segundo porque a agência tinha boas referências. E terceiro porque era o melhor preço médio que havíamos encontrado. Estava saindo por Bs.800 para quem fosse retornar para Uyuni e Bs.850 para que os fossem seguir para San Pedro de Atacama (cobra-se Bs.50 pelo transfer, isso em qualquer agência). Uma dica é: Também procure pela Andrea Tours e a Cordillera para avaliar os preços... Mas é quase tudo igual.

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    O passeio pelo Salar do Uyuni dura 3 dias. No primeiro você visista o Cemitério de Trens. Pela tarde tira as fotos pelo Salar do Uyuni e durante a noite dorme no Hotel de Sal. No 2º dia você visita mais um tanto de plano de fundo do Windows, o Árbol de Piedra, e vários vales/montanhas... Já no 3º e último dia ou você pode voltar para Uyuni ou seguir direto para San Pedro do Atacama (o que foi o nosso caso), no Chile. 

    Seguimos em um 4x4 somente de BRASILEIROS. Isso mesmo! Éramos 3 e a empresa nos colocou com mais 3 meninas brasileiras. Era uma mãe que viajava com suas duas filhas. São 3 dias juntos, dormindo junto e compartilhando histórias de vida. Ensinando e aprendendo. Impossível não sentir a primeira emoção de mochilar: compartilhar a vida de uma maneira que você nunca imaginou, em locais surreais, em diferentes situações. 

    PRIMEIRA PARADA: CEMITÉRIO DE TRENS!

    Sinceramente: nada de mais. Um local legal para tirar fotos... mas não passa de uma pasto com ferragens, resumidamente HAHAHA. Ficamos uns 20-30 minutos, tiramos uma fotos e seguimos para O LOCAL MAIS FODA.

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    No caminho para o Salar o carro ainda para em um poços lá, mas nada de mais também... acho que é um Geiser. Mermão, eu só sei que sai um fedorzão de ovo podre do caralho. mas numa viagem dessa, parceiro, até se a parada fosse pra ver uma galinha cagando eu não tava nem aí: TÔ NA BOLÍVIA MAAAAN! 🤩

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    Mais uns Km e TCHARAM! O maior deserto de sal do MUUUUUNDO, porra! 🤩

    Confesso, foi 200x mais incrível do que eu tinha em minha cabeça. O carro dá uma parada em um restaurante no meio DO NADA onde tem 47 empresas de turismo almoçando com seus clientes, tiramos foto no marco das bandeiras, e voltamos a andar pelo enorme Salar onde faríamos paradas para ver o pôr do sol (um dos momentos mais fodas), o salar espelhado (sorte em ter visto, só ocorre em poucos meses do ano), a Isla Del Pescado e, finalmente, voltar para o hostel onde passaríamos a noite. Segue algumas fotos de cada trecho:

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    O exato momento em que eu abri uma Coca e ela explodiu molhando a mesa toda. Só a PORRA DO RESTURANTE INTEIRO olhou pra mim e aquela bagunça toda, de boas. 😑

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    Marco das Bandeiras

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    Aqui jpá foi depois do almoço. Vamos para o meio do Salar tirar vária fotos e ficamos uns 30min pra admirar. 

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    Isla Del Pescado: um vale no meio do NADA. MUITO foda e bonito pra caralho esse momento.

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    A chance de ver o Salar levemente espelhado. Pausa para um foto ridícula, mas vale a recordação HAHAHAH

    Finalizamos com um pôr do sol SINISTRO que não cabe em nenhuma foto, apenas na memória. PQP, só olhar para aquela imensidão e refletir coisa pra caralho. O processo de se conhecer em um mochilão está nos mínimos detalhes. 

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    Seguimos para o nosso hostel passar a noite mais fuuuuuudida que eu já passei na vida. E foi assim que fui pego pelo MAL DA ALTITUDE, é meus amigos... torça para não ter, por que parceeeeeeeeeiro: eu quis morrer vei. Taquicardia pra caramba, falta de ar e um mal estar dos infernos. Para variar, ainda tinha um grupo de holandeses bebendo vodka na sala fazendo um barulho da porra as 3 da manhã piorando ainda aquela noite que foi uma das piores da viagem. Os primeiros perregues estavam começando a chegar, em apenas 2 dias de viagem. VAMOS Q VAMO! 

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    Nota: Sim, o deserto é TODO de SAL. O chão, as paredes, as cadeiras KKKKKKKK É bizarro, experiência foda. 

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    06/01 - Salar do Uyuni 2º dia: Lagunas e mais lagunas!

    to be continue..

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    1. Aroundwego.travel

      Aroundwego.travel

      Olá! Nós somos mochileiros a viajar pelo mundo. Neste momento terminamos África e vamos a caminho da Ásia. Em 2020 devemos chegar às Américas. 

      Bom trabalho de partilha de informação e de experiências. Vamos certamente ler todas as vossas dicas, opiniões e aventuras.

      Aroundwego.travel

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    2. rodrigovix

      rodrigovix

      Mas que grande honra, @LuquinhasDeMochila. Muito feliz em ver que pude te ajudar ou inspirar de alguma forma, porém mais ainda por ler esse relato bacana que está se iniciando aqui. Essa roda de ajuda entre mochileiros não pode parar!!!

      Capricha na continuação aí! Estamos acompanhando. Abraços!!!

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  21. Alô, pessoas!

     

    Tô começando a planejar meu mochilão de 2020, e pensando seriamente em passar uns 6 ou 7 dias na Jordânia (seria mais ou menos de 10/05 a 16/05) com minha irmã. Acredito que contratar uma agência de viagens/guia seja a melhor opção, especialmente em questão de conhecer melhor a história do país, mas também podemos ver a possibilidade de contratar um guia diferente em cada cidade que visitaremos.

     

    A ideia, resumidamente, é que nós mesmos façamos as reservas nos hotéis, e que o guia fique só para a parte do transporte ida/volta aos pontos turísticos e, obviamente, a explanação das histórias.

     

    Alguém aí tem interesse em visitar o país nessa data e rachar os custos do guia?

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    1. Tiago Coutinho

      Tiago Coutinho

      Em 08/07/2019 em 10:32, CatarinaBR disse:

      Alô, pessoas!

       

      Tô começando a planejar meu mochilão de 2020, e pensando seriamente em passar uns 6 ou 7 dias na Jordânia (seria mais ou menos de 10/05 a 16/05) com minha irmã. Acredito que contratar uma agência de viagens/guia seja a melhor opção, especialmente em questão de conhecer melhor a história do país, mas também podemos ver a possibilidade de contratar um guia diferente em cada cidade que visitaremos.

       

      A ideia, resumidamente, é que nós mesmos façamos as reservas nos hotéis, e que o guia fique só para a parte do transporte ida/volta aos pontos turísticos e, obviamente, a explanação das histórias.

       

      Alguém aí tem interesse em visitar o país nessa data e rachar os custos do guia?

       

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  22. E aí galera,

    Indo pra Brotas no fds de 12 a 14 de Julho. 

    Bora juntar uma galera de mochileiros por lá 

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  23. Olá viajantes!

     

    Em agosto pego férias de 15 dias e como tenho o planejamento de conhecer todas as chapadas do Brasil, o lugar escolhido é Chapada dos Guimarães e gostaria de ver se alguém estará de ferias para embarcar nessa também.

    Minhas férias começa em 19 de agosto e termina em 2 de setembro. Uma pesquisa rápida aqui, os preços das passagem estavam por $ 320 ida e VOLTAAAA.... 🤪😍

    Vou sair de SP.

    Lá é verão (porquê só há duas estações) então será bem proveitoso. Quem tiver interesse me chama no whats (11) 96805-4046

     

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    1. kevinbh

      kevinbh

      Estou indo de 8 a 13... 

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    2. Juliana Ferreira (miaka)

      Juliana Ferreira (miaka)

      Poxa @kevinbh  será bem antes que eu ;(

      Se quiser me dar dicas quando voltar, eu agradeço.

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  24. Olá galera... alguém afim de ir para Ny em setembro... me chame 17 991258233

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  25. Boa noite pessoal. Vamos para Belém em outubro. Ainda não fechamos hospedagem e queremos saber sobre passeios, lugares para visitar e dicas!

     

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  26. Boa noite!

    Tenho muita vontade de fazer alguma viagem diferente ... trilhas,  lual , cultura...

    Porém estou sem cia , alguém está organizando alguma excursão bacana?

    Gostaria muito de participar !

    Desde já muito obrigada!

    Bjus Carol 

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  27. Estou indo em outubro pra Fernando de Noronha e gostaria de saber qual melhor hostel por lá? E dicas de onde melhor ficar por lá. Se alguém for sozinho no período de 01 a 10 de outubro e quiser trocar uma ideia deixe mensagem.

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    1. nadia.quost

      nadia.quost

      Bom Dia, 

      Nós vamos em Outubro também, e o melhor custo benefício que encontramos foi no Noronha Hostel.

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  28. Pessoal, estou querendo fazer a trilha da Ana Chata em São Bento do Sapucaí e queria dicas.

     

    Eu pretendo ir de ônibus da minha cidade (são José dos campos) até lá. 

     

    Queria saber se é possível chegar até lá sem ter carro, como faz pra contratar guia, etc

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  29. Boa noite mochileiros

    segue roteiro para Índia, Sri Lanka e Nepal, serão 20 dias a partir de 14/11/2019.

    estamos em 2 mochileiras (mulheres) aqui do mochileiros.com

    14/11  São Paulo-Delhi

    15/11 Delhi

    16/11 Jaipur

    17/11 Rajastao

    18/11 Rajastao

    19/11 Rajastao

    20/11 Agra

    21/11 Khajuraho

    22/11 Varanasi

    23/11 Varanasi

    24/11 Mumbai

    25/11 Colombo

    26/11 Gale

    27/11 Dambulla

    28/11 Kandy

    29/11 Colombo- Katmandu

    30/11 Katmandu (arredores)

    01/12 Katmandu (arredores)

    02/12 Katmandu (arredores)

    03/12 Katmandu (arredores)

    04/12 Katmandu -São Paulo

     

    -sistema econômico total, transporte interno de trem e carro, podemos otimizar o roteiro conforme disponibilidade e interesse dos mesmos.

    * Nao será aceito mochileiros sem experiência em viagens (mínimo de 10 países visitados)

    segue whats 14 99715-3050

    Bora Mochilar

     

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  30. Alguém indo ou querendo ir conhecer o Círio de Nazaré em outubro? Estou querendo ir, praticamente um bate/volta, Indo na sexta e voltando no domingo. Se alguém se animar.

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