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Conselheiro Mata – Um paraíso escondido em Minas Gerais


Depois de quilômetros abrindo porteiras e chacoalhando por estradas de terra cheguei a escondida Conselheiro Mata. Já de cara, ao ver aquela cidadezinha tranquila, com suas ruas de pedra e céu estrelado, devido a pouca iluminação, me simpatizei.

Observando cada detalhe que passava pelo meu caminho segui direto para o hostel onde fiquei inicialmente, mal me instalei e já corri direto para rua para conhecer a cidade. No hostel fui orientado que não havia nada para fazer, que tudo estaria fechado, uma pena, pois não é verdade, havia opções de lugares para comer e só descobri isso depois.

A cidade é bem pequena e pacata, mas mesmo assim você pode encontrar um restaurante a noite em uma das pousadas para comer algo. Aliás, isso é uma característica daqui: a maioria dos restaurantes são em pousadas.

Na minha primeira noite parei para uma porção na pousada Beira Rio, bebi minha cervejinha para relaxar e depois fui ter o sono dos justos. Às 23h00 já estava dormindo ao som dos grilos esperando o dia raiar.

Este roteiro é parte do post original do Quero Mochilar, onde há mais informações e outros roteiros completos em Minas Gerais.

CONSELHEIRO MATA

Em uma cidade com 22 cachoeiras coisas para fazer é o que não falta, e vou relatar aqui somente o roteiro que consegui fazer em dois dias completos, e que consta as principais atrações: Cachoeira das Fadas e Cachoeira do Telésforo.

Vamos lá…

O QUE FAZER EM CONSELHEIRO MATA?

Em um dia podemos fazer…

1-  Três em uma: Isso mesmo! Uma trilha com acesso a três cachoeiras.

Distância percorrida para fazer as 3 cachoeiras desta trilha: 5,59 km

Próximo a cidade, sendo possível ir até a pé, está uma das mais procuradas cachoeiras: Cachoeira das Fadas, e nesta mesma trilha, desviando apenas alguns metros você pode chegar a outras duas cachoeiras (Piscininha e Usina).

Vamos falar primeiro dela…

1.1 Cachoeira das Fadas.

Horário de funcionamento: Não há, pois não há controle de visitação.

Valor: Gratuita.

Trajeto só para ela: 2,44 km – Ida e volta.

Mapa de deslocamento: Considerando o hostel onde estava como referência.

O começo da trilha fica praticamente dentro da cidade, só abrir a porteira e seguir o caminho, que é todo em pleno sol, e por sorte é curto.

Foto: Esta é a porteira que digo que é só abrir e seguir em frente. Observem as placas ao lado esquerdo da foto.

Seguimos caminhando por uma estrada onde é possível passar até carro, mas não indico ir motorizado, pois não teria onde estacionar, ainda mais se forem muitos veículos. Quando estamos quase chegamos vemos outra placa sinalizando a outra cachoeira, Piscininha. A Cachoeira da Usina é nesta mesma bifurcação, mas não está sinalizada por placas.

Foto: Atenção nesta bifurcação. Reto é a cachoeira das fadas que a própria placa diz 500 metros, mais a frente a direita podemos ver a placa que sinaliza a piscininha. Já a estrada da esquerda é onde vamos para Cachoeira da Usina, que não há placas sinalizando.

Segui então no trevo rumo a Fadas. O caminho todo é plano e bem tranquilo, mas quando estamos chegando temos que descer um barranco bem íngreme, e que pôde ser um pouco difícil para quem não está acostumado com trekking.

Foto: Barranco com barro e pedras – Bem escorregadio.

Enfim chegamos na nossa primeira cachu do dia.

Foto: A beleza da Cachoeira das Fadas.

Esta é a mais alta das cachoeiras da cidade. São 40 metros de queda d´água em um lugar totalmente escondido no meio da mata. Justamente por ficar no meio da floresta, ela fica boa parte do tempo na sombra, o que não é uma boa combinação, pois água de cachoeira já é gelada e sair sem um solzinho no lombo não é legal, não é mesmo? Mas a beleza cênica desta cachu compensa qualquer coisa.

Foto: Cuidado, pois o poço da cachu é fundo.

Foto:  Entro ou não entro ?? rs…

Foto: Eu lá longe admirando a beleza.

Foto: Minha companheira de aventuras – Botas Ecosefaty – www.botasecosafety.com.br – Importante calçado apropriado para este tipo de aventura. Cupom: queromochilar – 20 a 25% de desconto, dependendo do modelo. Confiram!!

Curtido a cachoeira e fotos tiradas, é hora de partir. Caminhamos novamente até aquela bifurcação que mostrei na foto acima, e de lá seguimos a placa ruma a segunda cachoeira.

Foto: Lá vamos nós com a cachorrada atrás… rs.

1.2- Piscininha

Horário de funcionamento: Não há, pois não há controle de visitação.

Valor: Gratuita.

Trajeto: 800 metros – ida e volta.

Também gratuita e aberta ao publico, está área é na verdade um pequeno riacho que forma alguns poços e tem algumas pequenas quedas, que nem podem ser chamadas de cachoeiras. Não é nada demais para falar a verdade e você pode pular este passeio se quiser, a não ser que queira sossego e um lugar bem isolado.

Só uma dica: Aqui tem muito marimbondo e fomos orientados a fazer pouco barulho para não despertar os bichos… rs.

Foto: Quando ficar na dúvida do caminho, observe o chão.

Foto: Aproveite o caminho para curtir a flora do cerrado. Lindas, não?

Foto: Uma sombrinha para descansar da caminhada. Claro, com a nossa peludinha e a nova amiga, que seguiu a gente o caminho todo.

Foto: Uma das quedas do local conhecido como piscininha.

Foto: O lugar é bem isolado! Ótimo para casais apaixonados…

Foto: Uma foto em longa exposição!! Quando conseguimos esse efeito sem tripé temos que compartilhar …

Foto: Um dos melhores poços que encontrei aqui na Piscininha.

Mais um lugar conhecido, voltamos para a mesma bifurcação inicial, mas agora seguimos o rumo sem placa, para chegar na nossa terceira parada.

1.3- Cachoeira da Usina.

Horário de funcionamento: Não há, pois não há controle  de visitação.

Valor: Gratuita.

Trajeto: 2,35 km – ida e volta.

Este trajeto já é um pouco mais cansativo, pois há muita subida na volta, mas para compensar a cachoeira tem um ótimo poço para banho e uma paisagem bem bonita.

Foto: Pelo caminho vamos identificando alguns pontos que antes serviram de estrada, quando a usina era ativa.

Após a caminhada, chegamos neste lugar lindo!

Foto: A queda não é tão grande, mas é simpática!!

Foto: Vista por outro ângulo.

Foto: Parte de cima da cachu!

Aqui deitei um pouco na sombra, descansei e recarreguei as energias para andar o trajeto de volta novamente.

Recomendo reservar um período da manhã todo só para este percurso das três cachoeiras.

No mesmo dia acabei conhecendo outra cachoeira próxima, que você pode incluir no seu roteiro.

2- Cachoeira da Borboleta

Horário de funcionamento: Não há, pois não há controle  de visitação.

Valor: Gratuita.

Trajeto: 500 m – Ida e volta (Referência: Pousada Eco Vila).

Também próximo a cidade, e no fundo da Pousada Eco Vila São Jorge, tem mais uma cachoeira. Está também não é uma grande queda d´água, e para chegar até ela não há uma trilha bem definida. Há partes que até é bem complicadinha de passar e você acaba molhando os pés neste trajeto.

Foto: Você vai seguir a estrada de terra quando sair da pousada em direção contrária a cidade até chegar neste riacho que cruza a estrada. Não atravesse, desça a sua esquerda pela margem e irá encontrar as pequenas quedas de água. 

Eu desci até a terceira queda e depois descobri que eu tinha que ter descido ainda mais, que pena!

Foto: Uma das quedas neste riacho que forma a cachoeira conhecida como borboleta.

Foto: Linda foto, não?

Meu primeiro dia de aventuras terminou aqui, agora vamos lá, para um outro roteiro.

Segundo dia…

Acordei, e senti frio, pensei: “Será que rola cachoeira hoje?”.

Abri a porta do guardo e este pensamento sumiu. O dia estava lindo, um céu azul e o sol a todo vapor no céu.

Café tomado corri então para aproveitar o dia em uma das cachoeiras mais famosas da cidade.

3- Cachoeira do Telésforo.

Horário de funcionamento: Não encontrei informações sobre horário de funcionamento.

Valor: R$ 10,00 / pessoa.

  • Quem quiser acampar: R$ 50,00 / carro – Para 3 dias de feriado.

Trajeto: Sem trilha.

Distância de Conselheiro: 19 km.

Como chegar?

Seguir sentido Diamantina por terra, quando está quase saindo da cidade há placas indicando. Seguir em direção as placas.

Atenção: Não entre na primeira placa que indica a Cachoeira do Telésforo. A estrada está pior neste trajeto, me disseram e pude conferir na volta, que peguei este caminho.

Na estrada para Diamantina entre a esquerda assim que passar uma floresta de eucalipto. Eu coloquei no GPS e ele fez este caminho na ida, mas na volta fez o outro, que sai na primeira placa que indica a cachoeira, e achei bem pior.

Mapa: Trajeto da cidade ao Telésforo.

Após quase uma hora de estrada finalmente eu estava chegando. Entre as árvores, já próximo, comecei a ver a cachoeira rodeada por uma enorme faixa de areia branca e então já soltei um: “Uau! Aqui parece realmente ser bonito”.

Ao descer do carro comprovei então a minha certeza. Aquele cenário que consistia naquela faixa de areia branquinha, rodeado por uma enorme serra e uma cachoeira ao fundo, não tem quem não se encanta.

Foto: Muita areia e a serra ao fundo.

Foto: A faixa de areia é bem grande e sem sombra alguma. O céu este dia, azulzinho, colaborou com as fotos.

Foto: Um lugar realmente para vir e aproveitar.

Foto: Água clarinha e ótima para banho – e fria!! rs.

A Cachoeira do Telésforo é pequena, são apenas 30 m de altura, mas é bem larga. Sua beleza está mesmo no contexto do lugar, como expliquei. Não tenho dúvida que é uma das cachus mais especiais de Minas e que já fui. Adoreeei.

Foto: O pessoal leva guarda sol, isopor, comida e tudo que precisa para passar o dia nesta “praia” linda.

 Foto: Águas claras, geladas e esta bela queda ao fundo.

Foto: Aquele requeijão branco sou eu… rs. No escorregador natural do Telésforo!!

Foto: Meus amores.

Foto: Turminha gente boa de BH que fiz amizade nestes dias.

Pirei quando me deparei com tudo isso, e não parava de fotografar.

Neste cenário todo não há como resistir a um banho, por mais gelada que seja água de cachoeira.

Lavei minha alma e recarreguei as energias aqui.

Algumas dicas essenciais para o Telésforo:

  • Próximo a queda d´água o poço é fundo.
  • Não há um restaurante e quem for é bom levar tudo que precisa para passar o dia.
  • Aqui é um lugar ótimo, principalmente para a família.
  • Se tiver um guarda sol, melhor ainda. Pode levar que lá nas margens não tem nenhuma sombrinha e ele vai te quebrar um galhão.
  • Vá bem preparado para farofa: isopor, comida, água e etc…

Na volta do Telésforo, havia visto uma placa escrito Vale do Jacaré e resolvi ir até lá.

5- Vale do Jacaré

Distância a partir do trevo que vamos para o Telésforo: 6,2 km, ou seja, vai andar 12,4 km se quiser ir até lá.

Este lugar é apenas um curso de água que corre por baixo de uma ponte no meio de pedras. A paisagem é bonita e o lugar é bem isolado, quase ninguém vai até lá, portanto se querer sossego, vai gostar. Dá para nadar, só cuidado com as correntezas. Do contrário penso que não vale a pena. Não é nada imperdível…

Foto: As corredeiras.

Foto: Um pouco mais da paisagem deste lugar.

6- Cachoeira da Raiz

Horário de funcionamento: Diariamente, das 8h00 ás 17h00.

Valor: R$ 10,00.

Esta, assim como o Telésforo, é outra cachoeira em uma propriedade particular. A Raiz está localizada na estrada que vai para Diamantina, ou seja, a mesma que vai para o Telésforo, só que a entrada desta fazenda é mais a frente e do lado contrário, direito.

Da cidade até a entrada que viramos a direita são 7,2 km.

Você irá ver placas pelo caminho e é só seguir. Então chegará a propriedade, onde pagará a taxa e receberá as orientações para chegar até a cachu.

É possível ir de carro até próximo a cachoeira, portanto nem há trilha.

Foto: Há uma queda maior e outras duas menores na sequência.

Foto: Há um ótimo poço para banho.

Próximo a esta cachoeira também fica a cachoeira do Tombador, que no dia, por estar tarde, acabei não indo conhecer, mesmo que a trilha fosse curta partindo do ponto em que eu estava, mas quem tiver animo e tempo, fica a dica.

Isso foi o que consegui fazer em dois dias e três noites na cidade, e foram momentos especiais. Conheci lugares novos, boas pessoas e passei momentos agradáveis em Conselheiro. Um lugar que penso em voltar.

Foto: Um pouquinho das ruas desta vilinha pacata especial.

Foto: A igreja de Conselheiro.

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