Buenos Aires: Tudo o que você precisa saber em 2024!

Buenos Aires tem a segunda maior área metropolitana da América do Sul (ficando atrás somente da grande São Paulo). Com bairros fascinantes, cada um com sua própria personalidade e charme é sem dúvida um destino apaixonante para o qual se pode viajar em qualquer período do ano.
Este artigo traz informações, dicas e sugestões para ajudar você a conhecer a capital argentina.

Quais documentos preciso para viajar para Buenos Aires?

Brasileiros viajando a Turismo precisam somente do RG para viajar para a Argentina. O RG deve estar em boas condições de conservação e com foto atual, pela qual você possa ser facilmente identificado pelos agentes da imigração (Caso seu RG esteja em mau estado de conservação e/ou com foto desatualizada, leve seu passaporte que deve estar válido).
CNH ou certidão de nascimento não servem como documento de viagem, portanto não servem para viajar para Buenos Aires ou qualquer outra cidade argentina.

Como chegar em Buenos Aires

Você pode chegar à Buenos Aires partindo do Brasil de avião, ônibus ou veículo particular (carro, moto, bike, motorhome). A seguir falamos sobre cada uma das opções.

Como chegar em Buenos Aires de avião

Existem várias companhias aéreas partindo de diversas cidades brasileiras para Buenos Aires, dentre elas Gol, Aerolíneas Argentinas, Azul, Latam, Flybondi, Ethiopian, Turkish Airlines, Air Canada, Boliviana de Aviación entre outras. Você pode consultar os sites das companhias aéreas ou o Google Flights para saber preços e mais informações.

Aeroportos de Buenos Aires

A cidade de Buenos Aires tem 2 aeroportos: o Internacional Ministro Pistarini, mais conhecido Ezeiza e o Internacional Jorge Newbery, mais conhecido como Aeroparque.
O Ezeiza fica a cerca de 35Km ao sul da cidade e é o maior, mais estruturado e mais importante aeroporto do país, com voos internacionais chegando e partindo diariamente; já o Aeroparque fica no bairro de Palermo, a cerca de 2Km do centro de Buenos Aires, com voos que chegam de cidades brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e cidades do Chile, Uruguai, Paraguai e também voos domésticos; conta com estrutura mais modesta.
Ao pesquisar por uma passagem aérea para Buenos Aires você irá encontrar as siglas EZE, referindo-se ao Ezeiza e a AEP, referindo-se ao Aeroparque.

Qual melhor aeroporto para ir a Buenos Aires?

Para você ter uma ideia, o Aeroparque fica a cerca de 10Km da Casa Rosada, importantes destino turístico da cidade. Já o Ezeiza fica a cerca de 35Km dali. Ambos os aeroportos vão atender sua necessidade que é a de chegar em Buenos Aires e para escolher para qual comprar sua passagem a gente sugere que você avalie basicamente:
– o preço da passagem. Os Km a mais do Ezeiza e o custo do deslocamento será mais vantajoso que optar pela ida via Aeroparque?
– se você tem problema com trânsito. Você encara sem grandes frustrações se por acaso pegar trânsito num deslocamento do aeroporto até o local onde ficará hospedado por exemplo? Vale lembrar que dependendo do horário, você pode demorar quase o mesmo tempo para chegar no centro escolhendo o aeroporto mais perto do centro.
Em ambos os aeroportos você encontrará opções de transporte como táxi, transfers, Uber ou ônibus.

Como sair do Aeroparque de Buenos Aires

Táxi – Muitos viajantes relatam problemas ao pegar táxis do lado de fora do Aeroparque. São relatos de taximetro adulterado, taxista pegando caminho mais longo etc. Como acontece em algumas rodoviárias e aeroportos do Brasil, você pode se distanciar um pouco para pegar um táxi, na avenida da frente por exemplo, o que diminui um pouco a “bagunça” e chances de cair num golpe.

Remises (transfers) – opção de transporte com motorista com o valor antecipadamente fechado. Pode ser conseguido em algum guichê dentro do aeroporto. Algumas das mais conhecidas são a Tienda Leon, Movicar e Remises VLZ.

Traslado privado exclusivo ou compartilhado com pequenos grupos – existem essas opções de transporte que podem ser reservados online através de sites como o Civitatis ou GetOurGuide, bastante utilizados pelos viajantes.
Transporte privado exclusivo, vale lembrar, será mais caro que o compartilhado.

Transporte público/ônibus – é sem dúvida a opção mais econômica, mas também a mais demorada, e dependendo de quanto de bagagem você está carregando, pode ser algo bem desconfortável (para você e para os demais passageiros). Você pode pegar um “colectivo” que passa inclusive por bairros turísticos como o da Linha 37 (passa pela Recoleta e parte do Centro); o 160 (Palermo e Almagro) e o 33 (partes de San Telmo, Retiro e Centro). Para pagar o ônibus é necessário ter o cartão SUBE, sobre o qual falamos mais abaixo (aqui).

Uber – você pode se deslocar por Buenos Aires também de Uber. Abaixo uma estimativa de gasto do Aeroparque para a Casa Rosada.

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Simulação de uma viagem de Uber do Aeroparque até a Casa Rosada, às 14:49 (horário de Brasília) em 16/03/23. Trajeto levaria 36 minutos segundo a previsão dada pelo app. Os preços variam conforme dia e horários.

Dica: Baixe o aplicativo ‘BA Cómo llego’ (Android e iOS). Com ele é possível consultar como chegar de um lado a outro da cidade através do transporte público, carro ou a pé.
Lembrando que para utilizar estes e outros apps no seu smartphone você precisará de internet na cidade. Empresas como a America Chip oferecem diferentes planos (de chip ou E-SIM) para você já sair conectado do Brasil e não passar perrengue dependendo da sua operadora. Para saber mais sobre e comprar seu chip, clique aqui.

Como sair do Ezeiza de Buenos Aires

Táxi – Alguns viajantes relatam problemas ao pegar táxis do lado de fora do Ezeiza, além disso como este aeroporto é mais afastado, a corrida sairá mais cara. Quanto aos relatos, são como os do Aeroparque: taxímetro adulterado, taxista pegando caminho mais longo etc.
Se você quiser pegar um táxi por lá, uma opção é o Taxi Ezeiza, um guichê que fica próximo à área do desembarque. No site https://www.taxiezeizaoficial.com/ há mais informações sobre.

Remises (transfers) – opção de transporte com motorista com o valor antecipadamente fechado. Pode ser conseguido em algum guichê dentro do aeroporto. Algumas das mais conhecidas são a Tienda Leon, Movicar e Remises VLZ.

Transporte público/ônibus – é sem dúvida a opção mais econômica, mas também a mais demorada, e dependendo de quanto de bagagem você está carregando, pode ser algo bem desconfortável (para você e para os demais passageiros). Você pode pegar um “colectivo” da linha 8 que passa por vários bairros da cidade. O trajeto pode ser cansativo já que são 35Km de distância. Para pagar o ônibus é necessário ter o cartão SUBE.

Traslado privado exclusivo ou compartilhado com pequenos grupos – existem essas opções de transporte que podem ser reservados online através de sites como o Civitatis ou GetOurGuide, bastante utilizados pelos viajantes.
Transporte privado exclusivo, vale lembrar, será mais caro que o compartilhado.

Uber – você pode se deslocar por Buenos Aires também de Uber. Abaixo uma estimativa de gasto do Ezeiza para a Casa Rosada.

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Simulação de uma viagem de Uber do Ezeiza até a Casa Rosada, às 15h (horário de Brasília) em 16/03/23. Trajeto levaria 41 minutos segundo previsão dada pelo app. Os preços variam conforme dia e horários.

Como chegar em Buenos Aires de ônibus

Para muitos pode ser uma viagem cansativa já que de São Paulo (SP) a Buenos Aires de ônibus por exemplo, o trajeto é feito em pelo menos 1 dia e meio. Dá pra botar a leitura em dia, atualizar a playlist musical ou simplesmente ver muita estrada da janela.
O preço não é tão menor do que o de uma passagem aérea comprada com antecedência. Se optar por viajar de ônibus até Buenos Aires vale estar atento aos horários e dias da semana em que partem os carros.

Quais empresas de ônibus vão do Brasil até Buenos Aires

Algumas empresas partem de algumas capitais brasileiras levando à capital argentina, dentre elas:
JBL – tem ônibus saindo de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) para Buenos Aires.
Flecha Bus – têm ônibus partindo de cidades da região sul do país (Florianópolis, Balneário Camboriú, Imbituba, Torres e Porto Alegre).

Terminais de ônibus Buenos Aires Argentina

Terminal de ônibus do Retiro Buenos AiresO principal terminal de ônibus de Buenos Aires é do bairro do Retiro. Por lá chegam ônibus de algumas cidades brasileiras e partem ônibus para várias cidades argentinas.
Fica na Av Antártida Argentina y Calle 10; a cerca de 3Km da Casa Rosada.

Parada Liniers – O terminal rodoviário ou ‘Parada Liniers’ fica na Av. Gral. Paz 10880, C1408, no bairro Liniers que fica a pouco mais de 20Km da Casa Rosada, por exemplo. Dele partem ônibus para várias cidades da Argentina.

Terminal Dellepiane – O Terminal Dellepiane fica na Av. Perito Moreno 3950 Flores, no sul da cidade de Buenos Aires, a cerca de 14Km da Casa Rosada. Foi construído com a promessa de “descentralizar” as chegadas e partidas do Terminal do Retiro, que é bastante movimentado. O Dellepiane ainda segue pouco utilizado e de lá partem ônibus para alguns destinos argentinos.

Fique atento: ao comprar uma passagem de ônibus online para Buenos Aires Argentina verifique em qual terminal é o destino da viagem. Existem terminais na província (estado) de Buenos Aires, que estão longe da capital, como por exemplo os terminais Campana (77Km da Casa Rosada), San Miguel (40Km), Escobar (55Km) ou Pacheco (35Km). Acima citamos os mais próximos da Casa Rosada (importante ponto turístico, central da capital argentina): Retiro (2,8Km); Dellepiane (14Km) e Liniers (pouco mais de 20Km).

Como chegar em Buenos Aires de carro

Para chegar a partir do Brasil de carro ou em outro veículo particular (moto, bike, motorhome) é preciso traçar um roteiro até alguma cidade de fronteira terrestre com o país vizinho, que esteja aberta.
A principal fronteira turística terrestre entre Brasil e Argentina é a das cidades de Foz do Iguaçu (no Paraná) e Puerto Iguazu (na província de Missiones, Argentina), uma opção já que por ali você também pode conhecer as magníficas Cataratas do Iguaçu, de ambos os lados.
Você pode consultar outras fronteiras neste site. Ao entrar nele escreva no campo de busca a palavra Brasil. Observe as que estão em verde (abierto). Clicando sobre o nome da fronteira uma nova janela com mais informações sobre irá aparecer. A partir daí você pode traçar seu roteiro por exemplo, no Google Maps.

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O viajante que escolher entrar via Puerto Iguazú, fronteira com a brasileira Foz do Iguaçu pode aproveitar e conhecer as Cataratas de ambos os lados | Foto: Reprodução/Google Mapas.

Viajar de carro pela Argentina

Documentos necessários
Além do seu documento pessoal (RG ou passaporte), para viajar de carro (ou outro veículo particular) pela Argentina você precisará:
CNH (Carteira Nacional de Habilitação) dentro da validade, emitida no Brasil.
– O original do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV). Se o veículo não estiver no nome de quem vai dirigir, o proprietário precisa assinar uma autorização e registrá-la em cartório.
Seguro Carta Verde. Seguro automotivo obrigatório para rodar na Argentina, Uruguai e Paraguai (e também no Brasil, para estrangeiros).

Sobre itens obrigatórios – Além dos documentos e itens de segurança e funcionamento do veículo, são obrigatórios: estepe (e chaves adequadas para a troca), cambão, 2 triângulos e extintor de incêndio; kit primeiros socorros não é obrigatório, mas recomendável.
Em alguns sites você poderá ler sobre a necessidade de levar também um colete refletivo e saco para cadáver em uma viagem de carro pela Argentina. Não há qualquer menção a estes dois itens em sites oficiais, mas se você quiser levar pode encontrá-los por menos R$ 30 no Mercado Livre, por exemplo.
Veículos utilitários, como caminhonetes, SUVs, trailers e motor homes devem colar adesivo indicativo de velocidade máxima. Estes adesivos também podem ser encontrados no Mercado Livre, à venda em kits (80, 90, 100 e 110Km) ou separadamente.

Sobre entrada na Argentina com carro alugado – de acordo com informações da Administración Federal de Ingresos Públicos (AFIP), além da documentação exigida de um carro particular e dos itens obrigatórios você terá que ter uma ‘Autorização para Circulação no MERCOSUL (ACM)’. A ACM é um documento emitido pela locadora onde você alugará o carro e nele devem constar os principais dados do contrato de aluguel do veículo, além daqueles referidos a sua identificação e seguro. “A vigência da ACM não poderá, sob hipótese nenhuma, ultrapassar os 90 dias contados a partir de sua data de emissão”, conforme informa o site do Mercosul (tópico/aba ‘Dirigindo’).
Igualmente importante: você deve verificar se a empresa responsável pelo aluguel do carro está inscrita nos registros “Rent a car” da Aduana Argentina e se está autorizada a saída do país pela fronteira escolhida. Antes de fechar o aluguel do carro, consulte em detalhes estes e todos os outros pontos sobre os quais possa ter dúvida.

De carro em Buenos Aires

Como na maioria das grandes cidades, Buenos Aires tem trânsito. Some-se a isso a dificuldade de estacionar.
Inclusive, se você for a Buenos Aires de carro saindo do Brasil já considere reservar uma hospedagem (aqui você contra algumas opções com o filtro ‘estacionamento’ já aplicado) que conte com estacionamento, pois são poucos os hotéis que oferecem essa conveniência.
Agora se você vai fazer um roteiro por cidades próximas ou uma grande viagem pelo país e vai alugar um carro por lá, pode planejar conhecer a cidade primeiro sem ele e depois pegar o veículo para seguir viagem.

Como se locomover em Buenos Aires

Buenos Aires tem ônibus 24 horas (com redução de frequência a partir das 23h). São mais de 180 linhas.
Já as 86 estações de metrô distribuídas em 6 linhas (mapa aqui) funcionam de segunda a sexta das 5h30 às 23h30, sábados das 6h às 00h e domingos e feriados das 8h às 22h30 conforme a linha ou o horário, que pode ser consultado aqui.

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Foto: Reprodução.

A cidade também tem trens que atendem a região metropolitana e um programa de empréstimo de bicicletas, o EcoBici.
Com todas essas opções podemos dizer que o transporte público da capital argentina é relativamente eficiente, mas como em toda cidade grande o ir e vir fica mais complicado em horários de pico – é bom se planejar.
Por lá os ônibus são chamados de colectivos (de coletivos) e o metrô de subte (de subterrâneo). Para viajar em um deles você terá que ter o cartão SUBE para pagar sua(s) passagem(ns).

O que é o cartão SUBE

O SUBE (Sistema Único de Boleto Electrónico) é um cartão magnético recarregável utilizado no transporte público da cidade de Buenos Aires, na Argentina.

O cartão SUBE é obrigatório em Buenos Aires?

Se você for utilizar o transporte público na cidade de Buenos Aires sim. As viagens tanto de ônibus (colectivos), de Metrô (Subte) ou dos trens metropolitanos são pagas através dele, que é previamente carregado.

Como comprar o cartão SUBE

É possível comprar o cartão SUBE em um dos Centros de Atenção ao Turista nestes locais, incluindo no Aeroparque.
Os cartões geralmente estão a venda também próximos a estações de Metrô e lojinhas de conveniência espalhadas pela cidade.
Você também pode consultar este mapa para saber onde encontrar um Kiosco (quiosque) SUBE.

Como recarregar o cartão SUBE?

O cartão SUBE pode ser recarregado nas bilheterias do metrô, em algumas bancas de jornal, em alguns caixas eletrônicos ou aplicativos como MercadoPago (assim como é possível carregar o ‘Bilhete Único’ utilizado na cidade de São Paulo, ou similares em algumas cidades do Brasil).

De Bicicleta em Buenos Aires

Além dos ônibus, metrô, táxi, transporte por aplicativo e transfers particulares, Buenos Aires conta com um programa de bicicletas como transporte público, o EcoBici. Nele você pode utilizar as bicicletas fornecidas em algumas das ciclovias da cidade.
De segunda a sexta o tempo máximo de uso é de uma hora, renovável por mais uma hora desde que haja um intervalo de cinco minutos entre os dois horários. Aos sábados, domingos e feriados o tempo máximo é de duas horas corridas, renováveis por outras duas horas, desde que também haja cinco minutos entre uma renovação e outra. Vale ressaltar que em qualquer dia o sistema é bastante concorrido.
Você pode baixar o app do EcoBici no Android ou iOS.

Qual é a moeda em Buenos Aires Argentina?

A moeda argentina se chama Peso argentino. Ela é a moeda nacional, portanto vai encontrá-la em Buenos Aires e em todo o restante do país.
As moedas são de 1, 2, 5 e 10 pesos argentinos, além das de 25 e 50 centavos de peso. Já as cédulas em papel são de 5, 10, 20, 50, 100, 200, 500 e 1000 pesos. Recentemente o país lançou uma nota de 10.000 pesos. No dia 07/05/24 a nota de 10.000 pesos valia R$ 57, conforme levantou a revista Exame.

Que moeda levar para Buenos Aires?

Os estabelecimentos turísticos como grandes hotéis, agências de tours ou grandes lojas de rede costumam aceitar Pesos argentinos, Dólares americanos e Reais. Os lugares que aceitam essa variedade de moedas geralmente têm cotação melhor para o Dólar, com relação ao Real e do Real com relação ao Peso.
É interessante ter um pouco das 3 moedas, a maior parte em Dólar, sempre. Se você for seguir viagem para outras áreas do país, nem sempre o Real será aceito.

Câmbio oficial e Câmbio Blue e ‘Dólar tarjeta’

A Argentina tem dois câmbios: o oficial e o Blue (paralelo).
O câmbio Blue paga praticamente o dobro do câmbio oficial. Para você ter uma ideia, hoje (22/03/23) você conseguiria comprar um poquinho mais de 39 Pesos com R$ 1 através do câmbio oficial; já no Blue (paralelo) compraria pouco mais de 74. Você pode consultar a cotação do câmbio oficial e do câmbio Blue, aqui e aqui, respectivamente.
Desde dezembro de 2022 existe o câmbio ‘Dólar tarjeta’ (ou Dólar Turista) que pode ser utilizado por estrangeiros para operações com cartão de débito ou crédito. Essa modalidade tenta aproximar a cotação ao do Dólar blue, que ainda segue sendo a mais vantajosa.
Falando nas bandeiras mais utilizadas, a Visa e a Mastercard, a Visa (tem uma página falando sobre) está convertendo os gastos automaticamente para o ‘Dólar Tarjeta’; a Mastercard converte para o Câmbio Oficial e “devolve” a diferença (entre Oficial e Tarjeta) em alguns dias, na fatura.
Também vale ressaltar que é importante consultar as taxas do seu banco ou operadora de cartão para não ter surpresas e lembrar que as operações terão cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras – imposto brasileiro).
Também importante: Não se esqueça de avisar o seu banco e a operadora de cartão que utilizará o cartão (débito e ou crédito) no exterior (informe os países) no período X.

Onde comprar Pesos argentinos

No tópico acima você ficou sabendo sobre cotação (câmbios oficial e blue). Comprar Pesos em algum banco, casa de câmbio ou site especializado ainda no Brasil terá cotação muito desvantajosa, além de taxas administrativas, IOF etc.
Para trocar seu dinheiro em Buenos Aires você pode ir às casas de câmbio ou aos bancos. Para isso é preciso apresentar o RG ou passaporte quando trocar o dinheiro – lembrando que neste caso a cotação será a do Câmbio Oficial.
No centro da cidade, nas proximidades do calçadão da Calle Florida ou da Calle Lavalle você provavelmente encontrará pessoas (os “arbolitos”) oferecendo trocar dinheiro. Antigamente só os arbolitos tinham o caminho das pedras para chegar ao câmbio com uma cotação melhor que a do Oficial, eles indicam aos turistas irem às “cuevas” que antigamente ficavam meio escondidas e hoje têm até redes como a Baires. Para trocar o dinheiro em uma loja dessas também é preciso apresentar o RG ou Passaporte e o comprovante de entrada no país. Algumas destas lojas exibem a cotação do câmbio oficial na porta, mas na negociação (balcão) trabalham com o dólar blue.

Outra forma bastante utilizada pelos viajantes é enviar dinheiro para si mesmo através do site da Western Union, multinacional de serviços financeiros e sacar em uma das agências deles na cidade. Você pode conferir neste artigo mais sobre e as melhores agências da Western Union em Buenos Aires.
A cotação da Western Union é praticamente a do câmbio Blue e você pagará uma pequena taxa de envio que varia conforme valores enviados e forma de pagamento, por exemplo.
Guarde todos os recibos de todas as transações, independente do câmbio, loja ou serviço que tenha utilizado. Caso tenha sido online printe ou guarde os e-mails.

Sobraram pesos argentinos ao final da viagem o que fazer?

Troque pequenas quantidades da sua moeda por Peso argentino por vez, assim você controla melhor a fim de não ter grande sobra ao final da viagem e também não anda com bolos de nota pela cidade.
Se sobrou um pouquinho da moeda argentina você pode trazê-la consigo de lembrança ou comprar algum souvenier que ficou na vontade; agora se prefere trocar, o máximo permitido é o equivalente a 100 dólares americanos. Você pode tentar trocar na(s) loja(s) onde fez o câmbio ou informe-se na Western Union se você pode enviar esse montante para receber em uma agência deles no Brasil.

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Foto: Wikimedia Commons.

Tax free Argentina – devolução de impostos para turistas

Semelhante ao ICMS brasileiro, a Argentina possui o IVA (Imposto ao Valor Agregado). Turistas têm direito a devolução total do IVA ao comprar em comércios pertencentes ao sistema Tax Free da ‘Global Blue Argentina‘ (você pode encontrá-los no site e através de apps no Android e no iOS), em compras de bens de produção argentina iguais ou superiores a 70 pesos argentinos feitas no país.

Nas lojas, compre em locais que exibem o logotipo Tax Free e peça o formulário de devolução do IVA. Ao sair da Argentina, na aduana (aeroportos, portos ou postos de fronteira) mostre os recibos (se necessário, as compras) e peça para que sejam carimbados os formulários de reintegração recebidos. Depois de passar pela imigração vá até um balcão da Global Blue (existem nos aeroportos Ezeiza e Aeroparque e no terminal Buquebus) e escolha se prefere o reembolso em dinheiro, cheque bancário ou cartão de crédito. Se não conseguir passar em um balcão você tem até 21 dias para enviar os formulários carimbados pelos correios. Neste site da Administración Federal de Ingresos Públicos (AFIP) você encontra as informações sobre os trâmites.

Também é possível ter a devolução nos meios de hospedagem que sejam pagos com cartão de crédito ou débito internacional ou através de transferência bancária de um banco estrangeiro. Há mais informações no site da AFIP.

Quanto custa viajar para Buenos Aires?

O custo de uma viagem pode variar bastante dependendo das suas escolhas: que tipo de acomodação prefere, alimentação, se vai usar transporte público, se vai fazer passeios guiados pagos, entre outras atividades; além da época do ano em que viajará.
Abaixo listamos os preços de serviços e produtos básicos para você ter uma ideia do investimento:

  • Passagem aérea de São Paulo para Buenos Aires Argentina: R$ 1.587 (ida e volta – Guarulhos/Aeroparque; Aeroparque/Guarulhos, pela Aerolineas Argentinas)
  • Passagem de ônibus de São Paulo para Buenos Aires Argentina: R$ 1.077,30 (em assento leito da viação JBL Internacional, somente ida via Terminal Rodoviário do Tietê)
  • Seguro viagem: a partir de R$ 6,90/dia (utilizando cupom de desconto)
  • Hospedagem em hostel econômico: a partir de R$ 58 (em quarto e banheiro compartilhados)
  • Hospedagem em hotel 3 estrelas: a partir de R$ 169; com estacionamento a partir de R$ 255.
  • Garrafa de água mineral de 330ml em restaurante simples: 166 ARS (R$ 2,24 no câmbio blue – ARS_PA; R$ 4,24 no câmbio oficial- ARS)
  • Garrafa de água mineral de 1,5L no mercado: 177 ARS (R$ 2,38 no ARS_PA; R$ 4,52 no ARS)
  • Coca-Cola/Pepsi de 330ml: 220 ARS (R$ 2,96 no ARS_PA; R$ 5,61 no ARS)
  • Cerveja Nacional 500ml no supermercado: 230 ARS (R$ 3,10 no ARS_PA; R$ 5,87 no ARS)
  • Refeição em um restaurante barato estilo ‘prato do dia’ para uma pessoa: 1300 ARS (R$ 17,51 no ARS_PA; R$ 33,17 no ARS)
  • Refeição em um restaurante simples a la carte para duas pessoas – dois pratos mais sobremesa: 5000 ARS (R$ 67,33 no ARS_PA; R$ 127,57 no ARS)
  • Café capuccino: 320 ARS (R$ 4,51 no ARS_PA; R$ 8,36 no ARS).

Nota: Os preços e conversões citados foram consultados em 22/03/2023. Passagem aérea, passagem de ônibus e hospedagem simulados para uma viagem a ser realizada de 14/04/23 até 21/04/23 e podem variar para mais ou para menos.
Foram utilizados na pesquisa os sites: Comparador de Passagens aéreas ‘Passagens Promo‘, o buscador de hospedagem ‘Booking.com‘, o comparador de Seguro Viagem ‘Seguros Promo‘, o conversor de moedas CUEX e o site Precios Mundi.

ARS_PA = valor cotação Câmbio Paralelo/Dólar Blue; ARS = valor cotação Câmbio Oficial.

ATENÇÃO: todos os preços mencionados neste artigo foram para que você pudesse ter uma ideia em relação aos mesmos produtos e ou serviços no Brasil, na ocasião. Lembre-se que a Argentina está em meio a inflação, e os preços – quando você estiver lendo este texto – são outros.

Melhor época para ir para Buenos Aires

Buenos Aires é daqueles destinos visitáveis o ano todo; portanto escolher a melhor época para conhecer a cidade vai depender do seu tempo, planejamento e gosto pessoal.
Os meses entre abril e agosto são considerados de baixa temporada para os hotéis por exemplo, então você pode encontrar tarifas mais baratas (exceto nos feriados).
Nos meses que abrangem o Outono (20/03 até 21/06) e a Primavera (23/09 a 22/12) a cidade está ainda mais linda: no outono com a troca das folhas e na primavera com seus belíssimos jacarandás floridos. Neste período pode haver chuvas leves, nada que impeça inclusive atividades ao ar livre.
Já o Verão (22/12 a 20/03) tem um calor úmido e pode ser bem quente e como no Brasil, também há chuva. Fevereiro é o mês mais quente. Em 2023 por exemplo, Buenos Aires passou por uma onda de calor recorde em março mesmo.
Se você pensa conhecer Buenos Aires no Inverno (21/06 a 23/09) também não vai se arrepender. Julho é o mês mais frio, mas não há geadas ou neve em Buenos Aires. Muitas árvores podem estar sem as folhas revelando a fachada dos fabulosos prédios da cidade.
Ah e neva em Buenos Aires? Bem, só houve na história duas nevascas na capital portenha: uma na noite de 22 para 23 de junho de 1918 e outra em 9 de julho de 2007.

Você pode conferir aqui o calendário de feriados do país.

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Jacarandás embelezam ainda mais a cidade durante a Primavera | Foto: Beatrice Murch/Flickr-(CC BY 2.0). Veja que beleza este álbum da Beatrice.

Onde se hospedar em Buenos Aires

A oferta de hospedagem na cidade é boa e embora sejam itens importantes, escolher um local onde ficar vai além da estrutura oferecida e preço cobrado pelo estabelecimento.
Nesse sentido, a gente fez um resuminho dos principais bairros para você analisar qual se encaixa melhor no que você gostaria para iniciar a sua busca por um lugar para se hospedar em Buenos Aires.

Centro – muita gente fica tentada a se hospedar no Centro, já que realmente é uma região que “centraliza” uma parte dos atrativos da cidade e de onde se pode partir para todos os lugares. A questão do Centro, como em quase toda grande cidade, é que ele é bastante movimentado e cheio durante o dia e muitas vezes vazio à noite.

O bairro de Monserrat, o mais antigo da cidade, o Centro Histórico é considerado centro. Por lá estão por exemplo, importantes igrejas como a Basílica de Nuestra Señora del Rosario, igreja e convento de San Francisco – Capela San Roque e a Igreja San Ignacio Loyola, a mais antiga da cidade, construída pelos Jesuítas; o Altos de Elorriaga, uma das primeiras construções de dois andares na capital portenha, a farmácia La Estrella que fica no mesmo lugar desde 1885; o complexo de túneis construídos na época colonial, Manzanza de las luces entre outras importantes, belas e históricas edificações.
O bairro Monserrat segue (quando é chamado Monserrat Avenida de Mayo) abrigando a Plaza de Mayo, Casa Rosada, a Catedral Metropolitana o famoso Café Tortoni, entre outros pontos turísticos.
Quando ouvir falar do Bairro San Nicolás, também pode considerá-lo Centro, por lá estão o emblemático Obelisco, o importante Teatro Colón e as Galerias Pacífico, entre outros atrativos.
Confira opções de hospedagem no Centro e microcentro de Buenos Aires clicando aqui.

Recoleta – bairro colado ao Centro é considerado um dos mais sofisticados de Buenos Aires. Sua maior parte é composta de residências. Destaque para a arquitetura (estilo europeu predominantemente francês), além de áreas verdes. Por lá estão a segunda livraria mais importante do mundo, El Ateneo Grand Splendid e o Cemitério da Recoleta, o mais visitado a cidade, com imponentes mausoléus, muitos pertencentes a importantes figuras argentinas como o da Eva Perón.
Confira opções de hospedagem na Recoleta em Buenos Aires aqui.

San Telmo – Podemos dizer que San Telmo é o bairro mais boêmio da capital argentina. Tem muitas cafeterias e opções gastronômicas, feira de antiguidades, livrarias, sebos e galerias sendo parte do circuito artístico da cidade.
Confira opções de hospedagem em San Telmo em Buenos Aires clicando aqui.

Palermo – é um dos bairros mais descolados do mundo e o maior de Buenos Aires sendo dividido basicamente em Palermo Soho, Palermo Hollywood, Palermo Viejo, Palermo Botânico e Palermo Chico. Fazem parte dele áreas verdes e parques como o Rosedal e os Jardim Botânico e Japonês além de casas de shows, bares, baladas, teatros, museus e variados restaurantes, sendo considerado o maior polo gastronômico argentino.
Confira opções de hospedagem em Palermo em Buenos Aires aqui.

Puerto Madero – depois de seu porto perder gradualmente a importância comercial passou por uma renovação tornando-se um bairro moderno, o mais exclusivo e caro de Buenos Aires.
Além da vista do Rio da Prata e do skyline de Buenos Aires, hotéis, lojas e restaurantes e bares sofisticados, Puerto Madero tem parques e galerias de arte, além de cassino e uma importante casa de Tango, a Madero Tango.
Opções de hospedagem em Puerto Madero aqui.

Confira nosso post especial: Onde Ficar em Buenos Aires: Melhores Bairros e Hotéis

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Área do America del Sur Hostel (que oferece dormitórios e quartos privativos), no bairro Palermo | Foto: Divulgação/Booking.com

O que fazer em Buenos Aires?

Das ricas gastronomia e cena cultural, de edifícios que são verdadeiras obras de arte aos bairros pitorescos, a capital argentina é daqueles lugares para se apaixonar.
Aqui você confere algumas sugestões do que há de melhor a se fazer em Buenos Aires Argentina.

1- Visitar El Ateneo Grand Splendid

Se prepare para entrar numa das mais importantes e bonitas livrarias do mundo e se surpreender com um esplendoroso prédio que mantém muito de suas características originais quando aberto em 1919 como teatro, o Gran Splendid.
Além de se encantar com a arquitetura, você poderá explorar os mais diversos gêneros literários, mostras e exposições e fazer belas imagens.
Fica na Av Santa Fé – Recoleta. Abre de segunda a quinta das 9h às 22h; sextas e sábados das 9h às 00h e domingos das 12h às 22h.

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El Ateneo Grand Splendid | Foto: Jeison Higuita/Unsplash.

2- Visitar o Teatro Colón

Inaugurado em 1908 (em substitução ao teatro original inaugurado em 1857) o Teatro Colón é um dos locais culturais mais emblemáticos e importantes de Buenos Aires.
A arquitetura imponente se destaca e seu interior impressiona ainda mais. O teatro oferece visitas guiadas que em português, são diárias (exceto em 1º de maio, 24, 25 e 31 de dezembro e 1º de janeiro) e começam às 13h. Mais informações aqui (https://teatrocolon.org.ar/es/visitanos/visitas-guiadas )
Fica no coração da cidade próximo a estação Parque Plaza do
Metrô. Rua Cerrito 628.

3- Conhecer o cartão-postal da cidade, a Praça do Obelisco

O Obelisco de Buenos Aires fica na Praça da República, no cruzamento das Avenidas Corrientes e 9 de julio. Foi construído para lembrar o quarto centenário da fundação da cidade.
Além do monumento, impressiona a largura da avenida 9 de julio, uma das mais amplas do mundo.
Na mesma avenida, instalados no prédio do Ministério de Obras Públicas há dois grandes murais de Eva Perón. Feitos em aço são obra do escultor Alejandro Marmo com desenho do artista plástico Daniel Santoro. É outro dos pontos turísticos mais fotografados de Buenos Aires.

4- Conhecer a Plaza de Mayo e arredores

A praça mais importante de Buenos Aires é parte da história da cidade desde sempre e segue sendo o principal palco de celebrações e protestos na capital.
Ali está um dos edifícios símbolo da Argentina, a Casa Rosada, sede do governo. (Para saber sobre o Museu da Casa Rosada, clique aqui)
A praça fica no bairro Monteserrat, onde estão também a Catedral Metropolitana, El Cabildo (prédio da administrativo da época da colônia), a prefeitura, os prédios das antiga e atual sedes do Congresso Nacional, o Palácio Barolo (gêmeo do Palacio Salvo, de Montevidéu no Uruguai o destaque fica por conta da vista e da arquitetura e referências à Divina Comédia, de Dante Alighieri) entre outros.
Avenida de Mayo, 1370.

5- Conhecer o Café Tortoni e a Farmacia de la Estrella

Também no bairro de Monteserrat, você pode seguir rumo ao Café Tortoni, o primeiro bar da cidade, inaugurado em 1858. A arquitetura e decoração de época são espetaculares, uma viagem aos anos 1900.
É um local bastante visitado, portanto pode haver fila. Fica na Avenida de Mayo, 825.

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Detalhe no balcão do Café Tortoni | Foto: Divulgação/Turismo Buenos Aires.

Ainda mais antiga que o Tortoni e preservando sua beleza arquitetônica está a Farmacia la Estrella fundada em 1834, sendo a primeira da cidade e ainda em funcionamento.
Nos arredores, belos prédios como o do Museo de la Ciudad e a Basílica de San Francisco. Fica na Calle Defensa, 201 esquina com Alsina.

6- Visitar o Cemitério da Recoleta

O Cemitério da Recoleta foi inaugurados em 1822 e está no bairro homônimo, um dos mais nobres da cidade. Ali encontram-se mausoléus imponentes decorados com estátuas e vitrais, verdadeiras obras de arte.
Por lá estão as sepulturas de importantes personagens da história argentina, como Eva Perón (Evita).
Fica na Junín 1760.
Ainda no bairro da Recoleta vale conhecer o monumento Floralis Generica no parque Plaza de Las Naciones Unidas. A “flor” gigante de metal é uma obra de arte que une tecnologia e natureza: suas petálas abrem e fecham de acordo com a luz solar. De dia, fica aberta; à noite fica iluminada por dentro. Um sistema eletrônico/sensor controla o abrir e fechar da flor.
Fica na Av. Pres. Figueroa Alcorta, 2301.

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O monumento Floralis Generica no parque Plaza de Las Naciones Unidas, no bairro Recoleta em Buenos Aires | Foto: Silnei L Andrade / Mochileiros.com

7- Visitar o Parque Tres de Febrero, o Rosedal e o Jardim Japonês

O Parque Tres de Febrero na verdade é um conjunto de parques, conhecido também como Bosques de Palermo, tem espaços para piqueniques e é onde está o Rosedal, um belo jardim com mais de 18.000 rosas e um lago ao redor.
Em julho começa a época de poda no Rosedal e moradores e turistas podem receber flores dos jardineiros que cuidam do local. Durante o inverno as roseiras florescem para alcançarseu desenvolvimento máximo em outubro.
Outro atrativo do parque é o Jardim Japonês, onde é possível encontrar plantas japonesas, lago com carpas, além das emblemáticas pontes De Dios, bastante curva e difícil de atravessar, representando o caminho para o paraíso e a Truncado que leva à “Ilha dos remédios milagrosos”.
A entrada no Jardim Japonês é paga.

8- Visitar o Parque de La Memoria

Este importante espaço público lembra as vítimas do terrorismo do Estado. Localizado em frente o Rio de la Prata, no norte da cidade, o parque foi inaugurado em 2007 e conta com um monumento às vítimas do último governo militar argentino (1976 e 1983), centro de informações sobre os desaparecidos, entre outros. Chama atenção também as esculturas no local que fica a 300 metros do Aeroporto Jorge Newbery, de onde partiram vários dos chamados ‘voos da morte’, que transportavam as muitas vítimas que eram jogadas no Prata.
Av. Costanera Rafael Obligado 6745, C1428 CABA, Argentina

9- Conhecer o bairro de San Telmo

San Telmo é um dos bairros mais antigos de Buenos Aires e lá está a Plaza Dorrego, onde todos os domingos acontece a famosa ‘Feira de San Telmo’. Cafés, antiquários e as Tanguerias (casas de Tango onde geralmente há shows, jantares incluídos e algumas, pistas de dança) e Milongas (espécies de salão de baile para bailar Tango – podem ser lugares fechados ou até mesmo na rua) são destaques no bairro. Grosso modo, a gente poderia comparar os shows de Tango aos shows de Samba organizados para gringos aqui no Brasil, as Milongas já se aproximariam ao que seriam nossas Rodas de Samba.
Se você é ligado em arquitetura achará interessante a ‘Casa Mínima’, a mais estreita casa de Buenos Aires, com menos de 3 metros de largura. É pequena mas dificilmente passará despercebida quando de sua passagem pela San Lorenzo, 380, em San Telmo. A casa teria sido cedida pelo ex-dono (que passou a ser patrão) a um escravizado alforriado.
Não deixe de dar uma conferida também na loja ‘Bicicletas Mila’. Com aquele jeitão de cenário de filme o negócio foi fundado há 55 anos pelo pai de Sandra e Silvia, duas simpáticas argentinas que atendem por ali. Fica na esquina de Caseros com Brasil.
Outro destaque no bairro é o Mercado de San Telmo. Inaugurado em 1897 é ponto de encontro de moradores e turistas. Em 2000 foi declarado Monumento Histórico Nacional pela Secretaria de Cultura do Governo da Cidade de Buenos Aires. Fica na Carlos Calvo y Defensa.

10 – Visitar a Galerias Pacifico

Ainda que você não esteja a fim de comprar nada, vale a visita a um dos principais e mais bonitos centros comerciais de Buenos Aires, a Galerias Pacifico.
Entre 1896 e 1940 o prédio foi sede do Museu Nacional de Belas Artes. Passou por um período de abandono, foi renovado e nos anos 90 convertido ao belíssimo projeto original, com sua bela cúpula decorada de murais feitos por importantes pintores argentinos.
Fica na Av. Córdoba 550 (cruzamento da Rua Florida e Av Córdoba), no bairro de San Nicolás.

11 – Visitar o Caminito

Amado por muitos, odiado por alguns, o Caminito talvez seja os 150 metros mais coloridos de Buenos Aires. As casas de cores vibrantes que você verá por lá foram construídas por imigrantes italianos que se estabeleceram no bairro de La Boca no final do século XIX.
O Caminito foi inaugurado em 1959 como um projeto do artista plástico argentino Benito Quinquela Martín, que queria transformar um trecho abandonado de uma rua em um espaço de arte e cultura. Conseguiu: não raro você encontrará artistas tocando e dançando, e verá os trabalhos de artistas contemporâneos expostos na “Feria de Artistas Plásticos de Caminito”, que funciona diariamente.
Atenção: por lá, evite aceitar cortesias, pois na sequência elas poderão lhe ser cobradas.
Fica na rua VAlle Iberluce del. Dr. y Magallanes, no Bairro La Boca, onde há ainda museus e galerias de arte e o famoso estádio La Bombonera ou o estádio Boca Juniors, onde está instalado o ‘Museo de la Pasión Boquense’, com um pouco da história do clube (para apaixonados por futebol, vale a visita). Rua Brandsen, 805.

As casas de cores vibrantes do El Caminito em Buenos Aires - Foto: Silnei L Andrade / Mochileiros.com
As casas de cores vibrantes do El Caminito em Buenos Aires – Foto: Silnei L Andrade / Mochileiros.com

12 – Visitar a Feria de Mataderos

A cerca de meia hora do centro de Buenos Aires está o bairro Mataderos, local da cidade no qual você mais conseguirá sentir de perto as raízes argentinas.
Aos domingos, de março a dezembro, da 11h às 20h acontece por lá a tradicional Feria de Mataderos ou a “Feria de las artesanías y tradiciones populares argentinas”. Por lá você estará mais próximo do folclore argentino e encontrará riquezas gastronômicas além das mais conhecidas por nós brasileiros, como as empanadas e assados.
Avenida Lisandro de La Torre y De los corrales.

13- Ter uma experiência com o Tango

Além da dança, o tango é um estilo musical resultado da mistura de culturas africanas, dos gaúchos locais e dos povos originários, somado à influência dos imigrantes europeus, principalmente italianos e espanhóis e até do Oriente Médio.
Seguramente você vai esbarrar com bailarinos pelas ruas da capital argentina, mas também terá a opção de ir ao melhor show de Tango da sua vida e até de se arriscar a fazer uma aula. (aqui)
Além do tango rolando nas apresentações de rua existem também os espetáculos em casas de shows (“Tanguerias”) e bares; alguns destes shows incluem jantar e no cardápio não faltam entre outras opções, carne e vinho. Fora destes espetáculos mais turísticos há as “milongas”, eventos populares de Tango que acontecem em cnetros culturais, clubes ou em rodas de praças da cidade.
Se você se interessa pelo tema também poderá visitar o Museo Casa Carlos Gardel e conhecer a casa onde viveu o cantor (ícone de Argentina) Carlos Gardel e um pouco da vida dele.
O museu fica na Jean Jaures, 735 no bairro Abasto. Mais informações no site do museu.
No Cementerio de la Chacarita (Av Guzmán, 680) está o mausoléu de Gardel e de outros compositores e instrumentistas de Tango e personalidades da cultura argentina.

14- Conhecer algum(ns) Bar(es) Notável(is)

Estando em Buenos Aires não deixe de visitar algum dos seus bares e cafés, que diga-se, são muitos e um melhor que o outro. Por lá, além do famosíssimo Tortoni (já citado mais acima neste artigo) há inúmeros bares e cafés e alguns considerados “Bares Notáveis”. São lugares especiais que ganharam esse reconhecimento por sua antiguidade, arquitetura e relevância local.
Os notáveis são daqueles lugares que não têm clientes, mas fãs. Destaque para:

El Cuartito – Fundada em 1934. A El Cuartito atrai todo tipo de público, locais e turistas e não raro você encontrará fila por lá. O ambiente simples (e um pouco apertado) e com uma decoração pitoresca a quem diga que ali é vendida a melhor pizza de Buenos Aires.
Fica na Talcahuano, 937 (a cerca de 700m do Teatro Colón).

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Interior do El Cuartito | Foto: Divulgação/Turismo Buenos Aires.

E já que abrimos este tópico com um lugar que tem a pizza como destaque seguem algumas peculiaridades da pizza argentina.
Técnicas das pizzas portenhas:
– Al molde: esta é a mais encontrada nas pizzarias portenhas. É a pizza com massa bem alta e esponjosa.
– A la piedra: deixa a pizza com massa fina e crocante.
– A la parrilla: começou a aparecer nos anos 90. A massa é fina e crocante.
– Media masa: a massa não é tão alta como “al molde” nem tão fina como “a la piedra”.
A mais consumida pelos argentinos é a “al molde” e bem alta!
Ah e existe também a:
Fainá: massa fininha feita com farinha de grão de bico.
Fugazza: massa de pizza com muçarela e muita cebola.
Fugazzeta: pizza recheada de muçarela.

12 de Octubre, atual El Boliche de Roberto – Fundado em 1893 o especialista em bebidas mantém o estilo das antigas “pulperias” (tabernas) de Buenos Aires. O espaço é pequeno, com cardápio básico e eventualmente há apresentação de tango “a la gorra” (quando os artistas passam o chapéu para receberem algum dinheiro do público).
Fica na Bulnes, 331 no bairro Almagro, fora da “rota turística”(a cerca de 1,5Km do Parque Centenário, um dos mais bonitos da cidade).
O bar antes se chamava 12 de Octubre por causa da data de inauguração da Plaza Almagro, que fica a 100m do bar.

El Gato Negro – Este é daqueles lugares pra você que é apaixonado por café; se não é, vai encontrar também chás, chocolate e deliciosas sobremesas e medialunas (uma espécie de croissant menos folhado e mais docinho que deve ser experimentada numa visita à Buenos Aires); se não gosta de nenhum deles vale a visita ao local que mantém sua decoração original desde 1927. Próximo a teatros é frequentado por vários artistas.
Também há opções de presentes, venda de cafés e chás especiais e especiarias.
Fica na Av. Corrientes 1669 (a um poquinho mais de 1Km do Teatro Colón)

Bar El Federal – Fundado em 1864, o El Federal fica no coração do bairro de San Telmo (Ruas Perú e Carlos Calvo) a cerca de 350m da Plaza Dorrego, onde há a tradicional feira de antiguidades e artesanato do bairro.
A decoração e preservação do mobiliário, além de imagens dos anos 20 e 30 e de importantes figuras do Tango completam o cenário deste bar que oferece algumas da melhores ‘picadas’ (um prato para beliscar – pode ser com variados queijos, azeitonas, salames, tomates etc) de San Telmo.
Por ser e estar num bairro muito turístico pode haver fila de espera para atendimento.

El Ferroviário – fora da rota turística, inaugurado em 2006 o ‘El Ferroviário’ não (ou, ainda não) está na categoria ‘Bares Notáveis’ mas aparece por aqui como opção para quem está explorando mais lugares, com mais tempo e certamente com mais espaço no estômago – risos.
Não espere luxo. O local é simples e cheissímo nos finais de semana (quando dependendo da época do ano é preciso fazer reserva). Ali é possível ter uma experiência em uma “parrilla autenticamente portenha” e provar asados, bifes, empanadas, provoletas, saladas, fritas, sobremesas entre outros – pratos fartos, inclusive é um lugar bastante frequentado por grandes grupos (famílias, amigos).
Fica na Av. Reservistas Argentinos, 219 – no bairro Liniers. Fica a cerca de 500m do Estádio José Amalfitani, também conhecido como o “Fortín de Liniers” ou o estádio do “Vélez Sarsfield” que é a equipe de futebol proprietária do estádio.
O bairro Liniers é um importante eixo rodoviário que liga a Grande Buenos Aires com o Metrô e também tem a estação ferroviária Liniers; daí “El Ferroviário”.
O bairro Liniers também tem uma grande comunidade boliviana e de demais países andinos, tendo inclusive o “Mercado Andino” onde é possível encontrar comida e produtos típicos. O Mercado Andino ou “Feira boliviana” fica a cerca de 1Km do El Ferroviário. É um lugar popular costuma ser cheio.

15- Conhecer (também) um bar moderninho (por que não?)

Além dos ‘bares notáveis’ que fazem parte da história portenha (e de tantos outros lugares interessantes na cidade) Buenos Aires também oferece opções moderninhas como os bares e restaurantes do:

Mercado de Los Carruajes – instalado/adaptado, misturando o antigo e o moderno em um belíssimo edifício histórico da cidade. São várias lojas que vão de venda de queijos, passando por flores a chocolateria, churreria, bares e restaurantes.
O local foi garagem presidencial no século XIX e início de XX, onde eram guardadas carruagens utilizadas pelos presidentes. O espaço (4.200m²) é Patrimônio Histórico da cidade. Fica na Av. Leandro N. Alem, 850 – Retiro/Microcentro. Mais informações (incluindo horários) no mercadodeloscarruajes.com . Não é dos lugares mais baratos na cidade.

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Além das opções gastronômicas o prédio do Mercado de Los Carruajes é uma atração por si só | Foto: Divulgação/Mercadodeloscarruajes.com

Mercat Villa Crespo – ao lado do descolado bairro Palermo Soho, tem estabelecimentos com opções de doces, lanches, padaria, vinhos etc. Fica na Thames, 754 – Villa Crespo. Mais informações (incluindo horários de funcionamento) no Instagram.

Mercado Soho – a cerca de 2Km do Villa Crespo, também em Palermo Soho, além de espaços com vinhos, drinques e iguarias em alguns dias tem DJs e bandas ao vivo. Fica na Armenia 1744, – Palermo Soho. Mais informações (incluindo horários) no Instagram.

Outras atividades em Buenos Aires

Além das sugestões que apresentamos neste artigo há várias outras opções de atividades na cidade de Buenos Aires. Sugerimos que você dê uma olhada no site DisfrutemosBA e no GetOurGuide e Civitatis (neste último também há opções grátis).

O que fazer em Buenos Aires com crianças?

Embora seja possível conhecer a grande maioria dos atrativos mencionados logo acima também com crianças, existem atrações que os pequenos podem sentir que aquilo foi feito exclusivamente pra eles como o:

Museo de los niños (Museu das Crianças) – instalado no segundo andar do Shopping Abasto, o maior de Buenos Aires, o museu recria espaços de uma cidade numa escala infantil super colorida, nos quais as crianças podem interagir. Fica na Avenida Corrientes, 3247 e está aberto de terça a domingo e também nos feriados. Mais informações no http://www.museoabasto.org.ar/entradas.asp

Museu Prohibido no tocar (ou Museo Participativo de Ciencias) – localizado no Centro Cultural Recoleta é destinado a crianças a partir dos 4 anos. O conteúdo é todo em espanhol. Lúdico e interativo promete agradar os pequenos. Fica na Rua Junin, 1930, no bairro Recoleta. Mais informações no https://www.mpc.org.ar/datos_utiles/index.htm

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Área do Museo Participativo de Ciencias, conhecido como Museo Prohibido no tocar | Foto: Divulgação/@DisfrutemosBA.

Planetário Galileu Galilei – museu relacionado a Astronomia e espetáculos astronômicos fazem parte das atividades do planetário que oferece visitas guiadas. É preciso estar atento a agenda do local e reservar o ticket antecipadamente via internet no https://planetario.buenosaires.gob.ar/museo (A agenda de atividades pode ser acessada aqui).
Fica na Av. Sarmiento e Rua Belisario Roldán, no bairro Palermo. Abre de Terça a sexta das 9h30 às 17h. Sábados, domingos e feriados das 12 às 19h30.

Museu de Ciências Naturais Bernardino Rivadavia – dinossauros, grandes coleções de insetos… uma “viagem” à Antártica… o Museu de Ciências naturais de Buenos Aires é um dos maiores e mais importantes da América do Sul. Fica na Av Angel Gallardo, 470 no bairro Caballito. Abre diariamente das 14h às 19h, mas pode estar fechado em alguns feriados. Mais informações no https://www.macnconicet.gob.ar/

Outras informações práticas e importantes sobre Buenos Aires

– O idioma falado em Buenos Aires (na Argentina) é o espanhol. As pessoas nascidas em Buenos Aires são chamadas portenhas. Aquilo que se refere à cidade também, por exemplo: capital portenha, noite portenha, gastronomia portenha etc.
– A voltagem na Argentina é de 220V 50Hz e tem as tomadas de tipo B e D, como mostram as figuras abaixo. Portanto é interessante você levar para esta viagem (será útil também para outras) um adaptador universal. Você pode encontrar boas opções clicando aqui.
Vale lembrar que o adaptador não altera a voltagem, mas somente “adapta” o dispositivo para entrada na tomada (enchufe, em espanhol). Veja se o dispositivo que irá utilizar é bivolt. Somente um conversor modifica a voltagem.

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Foto: Reprodução/Mercosur.int


– Caso esteja dirigindo na Argentina, as velocidades permitidas são as seguintes de acordo com o site oficial do governo argentino: 40Km/h em ruas; 60Km/h em avenidas; 110Km/h em áreas rurais; até 130km/h em rodovias e até 120Km/h em semi-estradas. Respeite os semáforos e demais sinalização de trânsito. Caso queira ler, a Lei Nacional de Trânsito da Argentina está disponível aqui, em espanhol.
– Buenos Aires é uma cidade segura, mas é uma metrópole e por isso alguns cuidados se fazem necessários. Não ande à noite por ruas pouco iluminadas ou deixe bolsa, sacola e ou mochila penduradas em cadeiras em lugares públicos. Fique atento aos documentos pessoais, cartões e às notas de dinheiro. Se possível use uma doleira. Você encontra algumas opções clicando aqui.
O telefone de contato da Comisaría del Turista (Delegacia do Turista) em Buenos Aires é o +54 9 11 5050-3293 / 9260 e o e-mail serv.turista@gmail.com
Em caso de perda ou roubo de documento vá a uma delegacia mais próxima fazer a ‘denúncia’ (como o nosso Boletim de Ocorrência); com ele você deve ir até o Consulado do Brasil em Buenos Aires, que emitirá uma autorização de saída da Argentina; sem essa autorização você não poderá cruzar a fronteira.
O Consulado do Brasil em Buenos Aires fica na rua Carlos Pellegrini, 1363 – 5º andar. Funciona de segunda a sexta das 9h às 15h.
– Pela lei, supermercados e armazéns vendem bebida alcóolica somente até às 22h; restaurantes, bares e baladas podem vender até às 5h.
Também existe uma lei que proíbe fumar em espaços públicos fechados como bares, restaurantes, padarias, shoppings, teatros, cinemas, hospitais, escolas, transporte público, bancos etc. Há exceções para locais que possuem uma superfície maior que 100m², com espaços destinados para fumantes separados dos demais.
– Com relação à Saúde, a cidade conta com uma ampla rede de farmácias que como aqui, vendem remédios sem receita, com receita e com receita retida/cópia arquivada (caso de psicofármacos/tarja preta, por exemplo); para comprar medicamentos com receita é necessário consultar um médico, seja num hospital público ou numa clínica ou consultório privados.
As farmácias que atendem à noite por lá são chamadas “farmácias de turno”.
Hospitais públicos atendem emergências 24 horas e estão disponíveis também para turistas. Trata-se de uma área com alta demanda, num país cuja crise econômica atinge vários setores; portanto é altamente recomendável que você contrate um Seguro Viagem Argentina (clicando aqui você encontra os mais baratos) e em caso de necessidade possa ser atendido em uma clínica ou consultório particulares sem ter de enfrentar as filas do hospital público. Além disso, dependendo do seguro contratado você também pode contar com cobertura em casos de atendimento odontológico, extravio de bagagem, atraso de voo entre outros.
A água na cidade é potável, mas prefira água mineral engarrafada. Mantenha-se hidratado, use roupas e calçados confortáveis adequados às atividades que fará e proteja-se do sol.
Telefones úteis: 911 (emergências); 107 (emergências médicas); 101 (Polícia); +54 9 11 5050-3293 / 9260 (Delegacia do Turista); 100 (Bombeiros).

Esperamos que você faça uma ótima viagem à Buenos Aires Argentina. Se ainda tiver dúvidas, deixe nos comentários que tentaremos buscar resposta para ajudá-lo(a) 🙂


Nota: Esta é a versão 1.0 do nosso guia de Buenos Aires Argentina. Ele será frequentemente atualizado com informações importantes para aqueles que desejam conhecer a capital portenha. Este também é o primeiro post de uma série que trará informações sobre as cidades mais procuradas por brasileiros no mundo.

– Você mora ou conhece bem algum destino turístico e gostaria de ser autor(a) ou coautor(a) de um guia nestes moldes sobre ele? Escreva pra mim no redacao@mochilabrasil.com.br (Assunto: Projeto Guias do Mochileiros.com).


A imagem que abre este artigo é da Bandeira argentina e o Obelisco, na cidade de Buenos Aires | Foto: Hernán Piñera/Fickr (CC BY-SA 2.0)

Foto do autor

Claudia Severo de Almeida

Jornalista, há 20 anos escreve sobre Turismo Backpacker/Mochileiro e viagens independentes. Participou do corpo de júri especializado do Prêmio 'O Melhor de Viagem e Turismo' (categoria Hospedagem - Hostel). Cocriadora do site Mochileiros.com.

16 comentários em “Buenos Aires: Tudo o que você precisa saber em 2024!”

  1. Muito obrigada pelo conteúdo incrível!!

    Uma dúvida um pouco chata, mas como está a cidade em questão de segurança? Acha que vai ser tranquilo viajar logo depois das eleições em outubro ou existe uma chance de instabilidade? Sonho em conhecer a cidade mas não sei se seria o melhor momento. Qual a sua opinião?
    Muito obrigada!!

    Responder
    • Oi Maitê!
      É uma resposta difícil de dar. Por enquanto, para turistas está tranquilo, ótimo, câmbio favorável… Geralmente as áreas turísticas tem uma certa “blindagem” e se você vier a acompanhar algo que não esperava (manifestações populares e coisas do tipo), estará no meio de um momento da História… Não acredito que qualquer eventual instabilidade impediria um turista de voltar pra casa por exemplo, mas… é achismo né?
      Vá acompanhando o noticiário local. As eleições lá serão em 22/10/23 né? (Se tiver segundo turno, 19/11/23).
      Bem… eu iria rsrs masssssssss você é que tem que analisar direitinho.
      Abraço e boa viagem, seja quando for 🙂

      Responder
    • Oi Adil!
      Você pode tentar utilizar da sua operadora que usa no Brasil mesmo. É “só” habilitar nas configurações do seu aparelho o uso em roaming. Coloquei o ‘só’ entre aspas pois estivemos em Buenos Aires em junho/julho 23 e utilizamos o serviço da Vivo, que é a que usamos aqui no Brasil. Meu celular funcionou perfeitamente (chamadas e internet), já o do meu marido, também da Vivo, com as mesmas configurações e um plano até melhor que o meu não funcionou! (Até nossos aparelhos são do mesmo modelo). Bem, ele teve que comprar um chip em Buenos Aires. Se não me falhe a memória foi coisa perto de 20 reais e ainda vinha um pequeno crédito, foi da Movistar. A moça da loja foi quem habilitou. Compramos na Calle Florida.
      Abraço e boa viagem!

      Responder
        • Oi Patrick!
          O plano da minha operadora funcionou bem e não houve aumento no que eu já pago mensalmente, um plano bem básico.
          Já com o meu marido, plano até melhor, mesma operadora, não funcionou. Ele teve que comprar um chip de lá, coisa perto de R$ 20 se não me falha a memória. (Chip da Movistar, comprado na Calle Florida, vindo com um pequeno crédito).
          Lembrando que isso foi há um ano.
          Abraço e boa viagem!

          Responder
  2. Oie. Boa tarde.
    Amei as dicas, e o roteiro.
    Porém fiquei em dúvida com relação ao dinheiro.
    Em BAs è aceito as 3 moedas, em todos locais ou è algo específico?

    Responder
    • Oi Mercia!
      Não são todos os lugares que aceitam não. E em alguns, por aceitarem “para ajudar o turista que está sem a moeda local”, acabam oferecendo um câmbio bem desfavorável.
      Se você tiver dólar ou real por exemplo, deve trocá-los (“cambiarlos”) por pesos argentinos.
      Abraço e boa viagem!

      Responder
  3. Olá, Excelente artigo! Eu soube que agora está sendo cobrada a entrada para o Cementerio de la Recoleta. vocês podem me confirmar e como faz para comprar o ingresso? Obrigado!

    Responder
  4. Excelente publicação, cheia de informações, direta e fácil de entender. Obrigada Claudia! Estive em BAs em 2015 e estou pensando em voltar este ano e levar minha mãe, ela tem 75 e um pouco de dificuldade de locomoção por conta do joelho, seu post atulizado e bem organizado vai ajudar muito.

    Responder
    • Oi Camila!
      Fico feliz 🙂
      Nos próximos dias vamos fazer novas atualizações neste post.
      Abraço e uma ótima viagem pra vocês!

      Responder
  5. olá estamos indo para conhecermos o lugar tenho uma bebê q vai fazer 6 meses porém n tem carteira de identidade nem passaporte , só certidão de nascimento e tals , vou poder entrar com ela??

    Responder
    • Oi Maiara!
      São considerados ‘documentos de viagem’ somente RG ou Passaporte. Sua bebê teria que ter um ou outro para viajar para a Argentina ou para qualquer outro país (para os que fazem parte do Mercosul, RG ou Passaporte e para os demais, Passaporte).
      Espero que consiga tirar um desses documentos para ela e que façam muitas e lindas viagens!
      Abraço.

      Responder

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