Mochilão: Um guia pra você se tornar expert na arte de mochilar


Conteúdo

O que é mochilão?

Em 2017 foram descobertos no Marrocos fósseis de Homo sapiens com mais de 300 mil anos. A partir do continente africano nossa espécie percorreu e populou todo o planeta, foram longas jornadas a pé, durante milhares de anos.  Éramos caçadores, coletores e nômades e esse nomadismo está impresso em nosso DNA. O gosto por viajar está no gene DRD4-7R, o wanderlust gene, é ele que fomenta nossa vontade de vaguear, que vai além do “fazer turismo”, algo muito mais profundo e que define parte do que somos. O mochilão talvez seja a forma de viajar que mais se conecta com essa vontade de acordar e dormir todos os dias em um lugar diferente.

No exterior essa forma de viajar é conhecida por “backpacking“, palavra derivada do inglês “backpack” = “mochila”.    Portanto quando alguém disser que vai “fazer um mochilão”  está dizendo que vai viajar com uma mochila nas costas, gastando só o essencial, com total liberdade de escolha,  sem amarras,  sem roteiros fixos. Um mochileiro tenta sair do papel de turista pra mergulhar no cotidiano dos lugares e das paisagens por onde passa.  Mochileiros de todas as idades e nacionalidades estão por aí viajando e sempre se encontram e se confraternizam em algum lugar do mundo.

E os mochileiros brasileiros, quem são eles? Podemos dizer que no Brasil se pratica basicamente 2 tipos de mochilão:

Mochilão de curta duração

É o tipo de mochilão mais praticado pelos brasileiros. É geralmente uma viagem de 15-60 dias feita em períodos de férias, após uma formatura ou durante uma troca de emprego.

Mochilão clássico

Um mochilão clássico é uma viagem longa, pode durar meses ou até anos.  Quando você falar para um amigo gringo que fez um “backpacking” é isso que ele irá entender. Em muitos países do mundo esse tipo de viagem é como um ritual de passagem, faz parte da cultura. No Brasil está crescendo e há 4 grupos de pessoas que viajam assim, ou de forma parecida, entre eles:

1 – Os que batalham para juntar dinheiro a longo prazo com objetivo de realizar esse sonho e reservam um período sabático para a viagem.
2 – Os viajantes endinheirados
3 – Viajantes que trabalham durante a viagem, seja em trabalhos temporários, trocando mão de obra por hospedagem e alimentação (work exchange)  ou os nômades digitais. (Esse é o grupo que mais tem crescido nos últimos anos.)
4 – Os “mochileiros roots” que viajam com muito pouco dinheiro, exercendo algum tipo de atividade autônoma para se manter na estrada (venda de artesanato, apresentações artísticas, etc).

Bora planejar seu primeiro mochilão? 

Vamos começar pela parte chata, a da burocracia que você vai ter que encarar para deixar em ordem a sua documentação. Infelizmente essa é a única etapa que você não pode pular.  Faça o quanto antes!

Documentação obrigatória para viajar ao exterior

Passaporte

Todo mochileiro adora um passaporte cheio de carimbos e ele é um documento obrigatório para qualquer um que pretenda viajar para fora do país (abrindo exceção + ou – para os países do Mercosul). O passaporte tem 10 anos de validade, mas para ser aceito em alguns países precisa estar com no mínimo 6 meses antes da data de expiração. O órgão responsável pela emissão deste documento é a Polícia Federal. Para saber como retirar o seu entre nesta página do site da PF.

Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia – CIVP

Você já tomou a vacina contra a Febre Amarela? É disso que se trata! O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia, o CIVP, é um documento emitido pela ANVISA , uma espécie de carteirinha de vacinação para turistas.    Mesmo que você já tenha tomado a vacina contra a febre amarela, será necessário emitir o certificado internacional para entrar em países que exigem este documento.  Se você ainda não tomou a vacina, ela está disponível nos postos de Saúde do SUS.   A vacina contra febre amarela deve ser tomada no mínimo 10 (dez) dias antes da viagem e se você tomar ela e viajar no mesmo dia pode ter problemas com autoridades locais, pois esse prazo é necessário para vacina fazer efeito, então não tome em cima da hora.

O site da Organização Mundial da Saúde traz uma lista completa de países que exigem vacinação e nesta página da Anvisa você encontra os endereços dos Centros de Orientação para saúde do viajante em cada Estado brasileiro – eles emitem o certificado.

Viajar países do Mercosul com a Cédula de Identidade (RG)

Desde junho de 2008 é possível viajar sem passaporte para 9 países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Segundo o acordo os cidadãos destes países podem apresentar apenas a cédula de identidade nas viagens realizadas pelo território que compõe o bloco.

É necessário que o RG esteja:

1) em bom estado de conservação
2) com foto atualizada que permita identificar claramente o titular
3) Que tenha menos de 10 anos da data de emissão

Em nosso fórum muito viajantes já relataram problemas com autoridades locais e com funcionários de migração e de companhias aéreas por conta da má conservação do documento e também por conta da data de emissão ter mais de 10 anos. Há também muitos relatos daqueles que não tiveram problemas em viajar os países do Mercosul apenas com o RG.

O acordo diz que o documento deve estar em “bom estado de conservação” mas se o RG não estiver novo ou aparentar ser novo, a interpretação do que é considerado “bom estado de conservação” ficará por conta do agente local.  É bom lembrar que vivemos um período de tensões políticas na região e tudo isso pode se transformar em agravante. Por este motivo recomendamos fortemente que você considere  viajar com passaporte mesmo nos países do Mercosul.

Seguro Viagem

Alguns países também exigem a cobertura de um Seguro Viagem, são eles:

  • Países europeus que fazem parte ou aderiram ao Acordo de Schengen (cobertura mínima de 30 mil euros para assistência médica)
  • Cuba (Cobertura mínima de US$ 10.000 para assistências médicas)
  • Venezuela (cobertura mínima de US$ 40.000 para assistência médica e repatriação médica e funerária)
  • Austrália ( Exige seguro viagem mas não estipula valor mínimo da cobertura)

O seguro de viagem é a única coisa que você compra e vai torcer para não usar. A maioria dos países não exigem (exceto os da lista acima) o seguro, mas muito também não oferecem nenhum tipo de auxílio no caso de uma necessidade médica ou até mesmo uma emergência. Nos países da América do Sul, por exemplo, apenas a Venezuela exige o seguro, mas só a Argentina e o Uruguai oferecem atendimento público aos turistas. Os demais países, como Chile, Peru, Bolívia, Equador e Colômbia não prestam atendimento médico público e gratuito nem em casos de emergência.

Se você é do tipo precavido, contrate um seguro (faça uma cotação aqui).  Se não é o seu perfil, no site do Ministério das Relações Exteriores, há uma lista (link) de hospitais públicos e instituições em todo o mundo que oferecem assistência gratuita ou de baixo custo para cidadãos brasileiros.

Visto

O visto é uma autorização de entrada em um país, geralmente feita com um carimbo em seu passaporte. Você vai precisar saber se  os países que pretende conhecer exigem visto de entrada. Isso é fácil.  No site do Ministério das Relações Exteriores (neste link) há uma lista com todos os países mostrando qual exige visto. Nós já podemos te adiantar que os países mais visitados por mochileiros brasileiros não exigem visto, entre eles estão os países da América do Sul, América Central e os países europeus (link) que fazem parte do Acordo de Schengen.  Em todos estes países você pode ficar sem necessidade de visto até 90 dias.

Formalidades

Alguns países não exigem visto, mas você vai ter que cumprir algumas formalidades para entrar, como por exemplo: provar que tem a quantidade de dinheiro suficiente para passar o tempo viajando pelo país, comprovante de reserva em hotéis, passagem de volta, etc . Para saber quais são as exigências de cada país, visite a seção “Seu Destino” do Portal Consular do Ministério das Relações Exteriores (neste link).

Como planejar um mochilão

A parte boa começa aqui. É como aprender andar de bicicleta, você só vai ter que aprender a andar da primeira vez, depois fará tudo naturalmente. Planejamento é uma palavra que assusta, mas planejar uma viagem não segredo, você só precisa começar a fazer isso com bastante antecedência, pelo menos 6 meses antes da viagem. Comece pelo básico, pra onde você quer ir?

Faça uma lista de destinos

Faça uma lista com países, cidades e atrações que você quer conhecer.  Coloque isso em um papel ou em uma planilha. Você não precisa conhecer todas as cidades e atrações, pra isso que serve o Google. Vamos começar por ele!  Você pode procurar por termos em português, mas 90% do melhor conteúdo sobre viagens independentes estará em língua inglesa e vale também procurar por termos em Espanhol para destinos de língua hispânica.

Confira quais os termos e palavras chave você deve procurar nas 3 línguas.

Pesquisando o que é imperdível em um destino 

Pesquise no Google por:

“Highlights” – Highlight em inglês significa “a melhor parte de” ou “o melhor de”  e é um termo bastante utilizado.  Escreva o nome do destino seguido da palavra “highlights” – Por exemplo: “Buenos Aires highlights” – Você vai encontrar diversos posts sobre o que é considerado imperdível no destino. Se você não domina inglês não tem problema, entre nos resultados da busca e use o sistema de tradução do navegador. O navegador Chrome para PC e Mobile tem esse recurso.

“Best things to do in / what to do in” – Escreva “best things to do in + nome do destino”  ou “what to do in” + nome do destino  – Por exemplo: “best things to do in buenos aires

Em português não há uma expressão com mesmo peso destas citadas acima, mas você pode usar os seguintes termos de busca:

“O que fazer em” – Escreva “o que fazer em” seguido do nome do destino. Exemplo: O que fazer em Buenos Aires

Dicas” Escreva o nome do destino seguido da palavra “dicas”.  Exemplo: Buenos Aires dicas

Em Espanhol:

“Que hacer en” – Escreva “que hacer en” + o nome do destino. Exemplo “que hacer en buenos aires

Pesquisando locais fora das rotas do turismo convencional

Pesquise no Google por:

“Off the Beaten Path” / “Off the Beaten track” –  Essa expressão é muito usada em sites para mochileiros, significa mais ou menos “Fora do convencional” ou “fora do que já está batido” –  Escreva o nome do destino + a frase “Off the Beaten Path” ou  nome do destino + a frase “Off the Beaten track” . Por exemplo:  “Argentina Off the Beaten Track” ou  “Buenos Aires Off the Beaten Path

“unusual things to do in” – Essa outra expressão que ajudará você a encontrar coisas diferentes.  Escreva “unusual things to do in” + o nome do destino. Por exemplo: “unusual things to do in buenos aires

Todas estas expressões podem ser usadas em pesquisas acrescentando os nomes dos países, cidades e até bairros. Repita cada pesquisa também no Google Imagens. Coloque também o nome do destino ou atração no Google Maps e navegue pelas imagens do Google Street View.  Use e abuse do Google.

Quando tiver uma lista com todos os destinos interessantes que você encontrou , é a hora de começar a definir um roteiro.

Defina o roteiro e estime um orçamento diário

A partir da lista com países e cidades será possível começar a traçar um roteiro básico para saber quanto tempo e dinheiro você vai precisar para a viagem. Para fazer isso você pode usar o Google Maps, mas também muitas outras plataformas (site+app) exclusivas para esse tipo de pesquisa, entre elas, a Rome2Rio,  o app Here WeGo, e a Wanderu. Para deslocamentos dentro da Europa outra boa opção é a plataforma GoEuro.

Sobre os custos, vale lembrar que sempre haverá aquela “margem de erro”; portanto coloque sempre um pouquinho mais pra cima (melhor sobrar do que faltar.).

Publique seu roteiro e peça ajuda a outros viajantes

Depois de criar seu roteiro você pode publicá-lo em nosso fórum ou em nosso grupo do Facebook para pedir a ajuda de outros viajantes – para obter sugestões, para saber se você não deixou passar algo imperdível ou se precisa de ajustes. De qualquer forma, seu roteiro será apenas um rascunho da sua viagem,  não significa que você terá obrigatoriedade de cumpri-lo a risca (esta é uma das inúmeras vantagens de se viajar de forma independente), você provavelmente irá ficar mais ou menos tempo em cada uma das cidades que incluiu no roteiro, por motivos variados (gosto pessoal, orçamento, clima etc).

Pesquisas adicionais

Pesquise sobre a culinária e hábitos locais, sobre a história e sobre a situação política atual do país.  Se deseja visitar parques e ambientes naturais e outras áreas preservadas e/ou selvagens procure saber mais sobre a geografia, fauna e flora da região e os cuidados que se deve tomar antes de se aventurar em alguma trilha, por exemplo.

Pesquise também sobre qual a melhor época e quais  são as roupas e equipamentos mais adequados ao clima das regiões que irá visitar.

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Como economizar na passagem aérea

A política de preços das companhias aéreas se assemelha a um leilão, quanto mais pessoas procuram uma determinada data e destino, mais cara é a passagem e essa variação pode facilmente ultrapassar os 1000% ou seja, a mesma passagem pode variar de R$ 1.500 para R$ 15.000 dependendo da demanda e de vários outros fatores.   Portanto, a nossa primeira dica para você economizar na passagem aérea é tentar  encaixar sua viagem em uma data menos concorrida.

Outras dicas para garantir melhores preços:

  • Compre a passagem com pelo menos 2 meses de antecedência.
  • Evite a alta temporada –  Janeiro, julho e dezembro são meses de alta temporada, além dos feriados. Nos Estados Unidos e na Europa, agosto também é alta estação, por causa das férias de verão.
  • O dia da semana do embarque também pode fazer o preço ficar mais alto.  Terças, quartas e quintas-feiras são campeãs de preços mais baixos.
  • Evite comprar passagens só de ida (one way) pois elas custam quase o mesmo preço das “Round Trip” (ida e volta).
  • Sempre pesquise roteiros alternativos. Países ou estados vizinhos às vezes podem ter opções de passagens muito mais baratas que para o destino principal, muitas vezes compensa muito unir o aéreo + ônibus ou aéreo + aéreo. Na Europa por exemplo é muito mais barato viajar local pelas companhias de low cost / low fare).

Onde comprar a passagem a aérea

Decolar.com
No resultado da pesquisa de passagens aéreas do site da Decolar.com há uma aba de navegação com o nome de “Evolução dos Preços”. Clicando nessa aba você poderá ver a diferença de preço da passagem em várias datas diferentes.  É uma ótima ferramenta para quem pode viajar em datas flexíveis.

Skyscanner
O site Skyscanner é um comparador que pesquisa o preço das passagens nos sites das companhias aéreas e também em diversas agências e operadoras.

Momondo
O site Momondo também é um comparador de preços e quando efetuada a busca, um gráfico de preços estimados é mostrado acima do resultado da busca com as datas em que a passagem tem um preço menor.

Melhores Destinos
O Melhores Destinos é um site especializado em divulgar promoções de passagens aéreas. Assine sua newsletter e acompanhe os perfis do site nas redes sociais.

Como economizar no deslocamento entre destinos

Carona 

A boa e velha carona ainda é uma opção viável para economizar no transporte. Em alguns países ela é parte da cultura local e até mesmo no Brasil é possível viajar desta forma.  Nesse link há algumas dicas pra vc que tem disposição e tempo pra enfrentar a estrada no dedo e abaixo seguem alguns links dos melhores sites e apps disponíveis sobre o assunto:

Hitchwiki
O site Hitchwiki é uma enciclopédia wiki para caroneiros e você irá encontrar uma lista de sites e apps e muitas dicas para encontrar carona mundo afora.

Central de Caronas – Mochileiros.com
No sub-fórum Central de Caronas do Mochileiros.com vc pode abrir um tópico pedindo ou oferecendo uma carona.  Abra o tópico com antecedência com a data da viagem e boa sorte.

Compartilhamento de gastos de viagem de carro

Além de tentar a sorte na beira da estrada pra viajar de graça, hoje há também algumas opções de aplicativos pra quem quer dividir os custos da viagem com alguém que está indo na mesma data para o mesmo destino que você.

Blablacar
O Blablacar é um aplicativo de compartilhamento de viagens disponível em vários países, incluindo o Brasil.  O app é uma espécie de AirBnB das viagens de carro, onde o dono do veículo cadastra a viagem que irá fazer e coloca preço para compartilhar os custos. Na data de criação deste post fizemos uma pesquisa do trajeto Rio De Janeiro x São Paulo e o valor da carona sai no mínimo pela metade do preço que a mesma viagem feita em ônibus.

Ônibus, trem ou avião? 

GoEuro
Se o seu destino é a Europa, a plataforma (site +app) GoEuro possui um comparador de preços entre as passagens de ônibus, trem ou avião para destinos do velho continente e, surpreendentemente em alguns destes destinos as passagens aéreas se mostraram muito mais baratas que as outras opções.
Definitivamente viajar para a Europa com essa ferramenta é garantia certa de poupar seu suado dinheiro.

Foto: Kiwi Experience
Foto: Kiwi Experience

Como economizar no deslocamento em grandes cidades

Uma vez na cidade ou destino escolhido há várias formas de salvar seu orçamento e a melhor pedida é se deslocar utilizando os mesmos serviços de transporte que a população local utiliza. Obviamente estes serviços não estarão disponíveis em regiões remotas e destinos selvagens. 😀

Transporte público

Use e abuse das cidades que possuem uma boa rede de transporte público. Segue abaixo alguns sites e aplicativos que podem lhe ajudar nessa missão.

aMetro
Com o aplicativo aMetro você pode baixar os mapas de linhas de metrô de diversas cidades do mundo. Não é uma maravilha, mas quebra o galho.  Disponível apenas para Android.

Transit
O  Transit te mostra qual a melhor opção de transporte para se locomover em mais de 125 cidades do mundo. Disponível para Android e IOS.

Moovit
O Moovit também te mostra qual a melhor forma de chegar ao seu destino, porém com a vantagem de estar em mais 1.000 cidades mundo afora. Disponível em Android, IOS e Windows Phone.

Táxi, Uber e outros serviços

Para aquela noite depois de tomar alguns goles a mais,  daquela festa que terminou de madrugada, o táxi e serviços como o Uber podem te ajudar a chegar seguro no hostel.  O Uber opera em 77 países e em muitos o serviço UberX pode ser uma opção econômica para voltar da farra.  Neste link é possível ver as cidades onde o Uber está presente.
Ao contrário do Uber ainda não há um aplicativo de táxi operando globalmente, o único que encontramos com mais alcance é o Easy que diz operar em 420 cidades, quase todas na América Latina.  A melhor opção para pegar o táxi via app é descobrir no local qual o melhor aplicativo a ser usado.

Bicicleta

Em muitos destinos você irá economizar muito se alugar uma bicicleta para circular pelas atrações. Você pode fazê-lo através de uma empresa ou até de particulares, utilizando sites como o Spinlister, que além de bicicletas, aluga pranchas de surf e snowboard. A plataforma conta com app disponível para Android e iOS.
Em algumas cidades do mundo há inclusive, empréstimo de bicicletas, como no caso de Buenos Aires, Argentina.
E o de sempre: Google. Procure no Google por rent a bicycle + nome do destino.

Foto: Tetris Container Hostel - Foz do iguaçu
Foto: Tetris Container Hostel – Foz do iguaçu

Como economizar na hospedagem

Albergues / Hostels

Se for viajar sozinho a dica são os quartos coletivos, se viajar em dupla ou casal os albergues também possuem quartos privativos que em geral são mais baratos que os hotéis Econômicos.   Os principais sites e aplicativos pra reservar hostels são:

Booking.com
O Booking.com é um dos principais serviços de reservas do mundo e nele há milhares de hostels mundo afora, além de outros tipos de hospedagem como hotéis econômicos, apartamentos, campings entre outros.

DetectaHotel
Compara preços de hospedagem em diversos sites e sistemas de reserva do mundo. Uma mão na roda.

HostelWorld
O HostelWorld já foi o melhor e maior site do gênero, não é mais, mais ainda continua sendo uma boa opção para reservar seu hostel.

HI Hostel
A Hostelling International que é a mais antiga rede de hostels do mundo ainda continua na ativa com opções em todo mundo.

Se você é novo/a nesse “mundo mochileiro” talvez tenha algumas dúvidas sobre o que é, como é um albergue/hostel. Aqui tem um post pra você.

Apartamentos, quartos e outros tipos de hospedagem

Airbnb
No Airbnb você pode se hospedar na casa de locais, alugando um quarto inteiro, um sofá ou até mesmo uma casa ou apartamento em diversos destinos mundo afora. Clique nesse link, faça o cadastro e ganhe R$ 85,00 de crédito para sua próxima estadia.

Tripping.com
O Tripping.com é uma espécie de comparador de sites de reserva de diversos tipos de hospedagens. Nele você irá encontrar de tudo, desde hostels, apartamentos, quartos e muito mais. Faça uma busca por preço e descubra opções a partir de US$ 10 a noite em diversos destinos mundo afora.

Camping

Free Camping

Há Free Campings em diversos destinos do mundo, principalmente nos EUA, Canadá e Europa. Procure no Google por “free campsites”, “free camping sites” ou “free campgrounds” + o nome do destino e veja se nele há esta opção. Em destinos com frio extremo é necessário barraca, saco de dormir e roupas especiais.

Camping em áreas privadas

Se você topa acampar em um jardim, o site Camp in My Garden, traz algumas opções mundo afora. Já o site Gamping traz várias opções de áreas privadas que vão muito além de jardins e quintais. Há opções de sítios, fazendas e até mesmo reservas naturais privadas em diversas partes do mundo e o melhor, tarifas a partir de 5 doletas.

Vale lembrar que acampar em ambientes selvagens, hostis e/ou com temperaturas extremas, além de não ser recomendado para viajantes inexperientes, muitas vezes podem também ser locais onde a prática de camping é proibida, podendo ocasionar problemas sérios com as autoridades locais, portanto, pesquise muito bem antes de montar a barraca.

Couchsurfing

Você já deve ter ouvido falar em Couchsurfing, uma rede social de hospitalidade. Nela os participantes oferecem seus  “sofás”  aos  viajantes da rede. Aqui a viajante Bia_mojotrotters publicou 4 dicas para aumentar as suas chances de conseguir hospedagem no Couchsurfing. Vale conferir!

Longas viagens noturnas e locais públicos abertos 24h

Em uma viagem longa, dormir sem pagar nada em algumas oportunidades poderá fazer você economizar bastante. Escolher viajar a noite em ônibus e trens e em alguns locais públicos são algumas das opções. O site The Budget Traveller Guide to Sleeping in Airports, traz uma lista dos melhores aeroportos do mundo para dormir.

Foto: lifehack.org
Foto: lifehack.org

Como economizar na alimentação

Café da manhã incluso + supermercado: A dupla de sucesso! 

Se hospede em lugares que ofereçam café da manhã incluso e cozinha coletiva. Geralmente a maior parte dos hostels oferece as 2 opções, assim você já elimina este custo do café da manhã e pode se virar pra cozinha seu almoço ou jantar. Escolher apenas uma das duas opções pra conhecer a gastronomia local é outra forma de economizar (aí vale a dica abaixo).

Fuja dos “Restaurantes para Turistas”

Os restaurantes frequentados por moradores certamente terão os pratos da gastronomia local a preços bem menos salgados.  Se você não curtiu a comida local por algum motivo, mais uma vez o mercado entra em cena.

Diarreia do Viajante

A alimentação é mais um item que vai levar boa parte do seu orçamento e, caso você venha a dar um pequeno vacilo com qualquer coisa que comer ou beber durante a viagem, a chance de ficar de molho por alguns dias por conta de intoxicação alimentar é grande.
Os casos da chamada Diarreia do Viajante são muito comuns, alguns sites dizem que chegam a afetar até 50% dos viajantes. A causa provavelmente é a mudança temporária de hábitos, temperos, sabores, descuidos alimentares e da bactéria Escherichia Coli. Para evitar a contaminação, além dos cuidados básicos de higiene e de alimentação, hoje há também uma vacina tomada de forma oral chamada Dukoral que além da Escherichia Coli,  também protege contra a Cólera.

Como economizar nas bugigangas

Pechinchar sempre!

Turistas sempre pagam mais caro por tudo. É como se carregassem na testa uma placa: Tenho dinheiro sobrando, cobre mais caro! Não é só no Brasil que isso acontece. Por isso pechinche sempre! Principalmente quando o produto ou serviço não tiver o preço exposto de forma clara. Se usar essa regra com certeza irá economizar muito. Se tiver vergonha de pechinchar, em alguns casos pagará até 3 vezes mais do que pagaria um cidadão local pelo mesmo produto ou serviço. Pechinche sem medo de ser feliz, essa é a regra número 1 de qualquer mochileiro que se preze!

Como economizar nas tours

Free walking tours

Free Walking Tours
Caminhar pelas cidades ainda é a melhor maneira de conhecê-las e hoje há ao redor do mundo, muitos ‘walking tours’ gratuitos. Listamos mais de 80 passeios guiados gratuitos em mais de 60 cidades neste link aqui.
Mesmo sendo free, esse tipo de serviço só não será interessante pra você que não gosta de ser guiado em grupo no melhor estilo: Olhem lá os turistas… –  não é minha praia, mas se for a sua, se jogue sem medo de ser feliz!

Qual a melhor forma de pagamento

Como fazer com a grana no exterior? Qual moeda comprar? Quanto levar em cash? Qual a opção de cartão com menor taxa?  O que é VTM?

Cash

As regras atuais para dinheiro em cash são as seguintes: 
Para Zona do Euro = Compre Euro
Para Inglaterra = Compre Libra
Para Argentina = Leve Reais e troque por pesos
Para os EUA e demais países = Compre dólar.

Nunca leve em espécie tudo que irá gastar. Espalhe seu orçamento em outras formas de pagamento.
O que levar em espécie divida em várias partes. Exemplo: coloque uma parte em um Money Belt, outra em um Leg Money Belt, uma terceira parte em alguma peça de roupa na mochila (que ficará sempre perto de você, não na despachada ou que ficará no hostel) e a quarta parte para fazer pequenos pagamentos, na carteira ou bolso ou faça da maneira que achar melhor mas “nunca deixe todos os ovos na mesma cesta“.

Cartões pré-pagos

Cartões pré-pagos são cartões que você “carrega” uma quantidade dinheiro e pode fazer saques em outras moedas mundo afora.  O VTM ou Visa Travel Money foi um dos primeiros lançados no Brasil e ainda é muito utilizado por viajantes brasileiros, porém hoje há diversos outros cartões do gênero. Basta procurar no Google por “Cartão pré-pago internacional” que você irá encontrar uma infinidade deles. Encontre um que ofereça as melhores vantagens e coloque parte do seu orçamento nele. A cada carga ou recarga são cobrados 6,38% de IOF.

Cartões de crédito e débito

Cartões de débito e crédito internacional também são opções. Os da Rede Cirrus são aceitos em 210 países. Neste link  você irá encontrar uma busca por ATM’s (Caixas eletrônicos) em todo o mundo.  A rede VISA atende 170 países e neste link abaixo você encontrará um sistema de busca por estes ATM’s. A cada saque são cobrados  6,38% de IOF.  Se o seu cartão não é internacional peça um ao gerente de seu banco.
É importante avisar antecipadamente ao seu gerente que haverá saques e ou compras no seu cartão (de crédito e ou débito) em outro(s) país(es), para evitar eventuais bloqueios bem naquela hora que você mais precisa.

Foto: gsioutdoors.com
Foto: gsioutdoors.com

Segurança

Mantenha seu passaporte em local seguro

Em muitos países existem quadrilhas especializadas em roubo de passaportes e o passaporte brasileiro é um dos mais valiosos do mundo, afinal, qualquer um pode se passar por brasileiro. Para protegê-lo, muitos viajantes utilizam “doleiras”, também conhecidas por “money belt“, que é uma espécie de cinto com um bolso que ficará grudado ao seu corpo por debaixo das roupas. Existem também as leg wallets, que são uma espécie caneleiras com bolsos.

Não dê informações de sua vida privada e não divulgue seu itinerário para estranhos

É comum (e saudável) fazer amizades ou conversar com pessoas sentadas ao seu lado no avião ou ônibus, especialmente se for uma viagem longa. Porém não transforme sua vida e sua viagem em um livro aberto. Você estará empolgado, com bom astral e portanto socialmente suscetível e isso o tornará uma vítima perfeita para golpistas e afins.  Se limite aos assuntos superficiais desde que ele não seja sobre o seu itinerário ou sua vida privada, ou qualquer outra informação que possam usar para armar algo contra você. Como dizem por aí, boca fechada não entra mosquito! 😀

Feche bem a mochila

É importante fechar muito bem a mochila com cadeados e capas de proteção para impedir que algo seja roubado ou que ela seja usada por terceiros para transportar produtos ilícitos, como drogas ou qualquer outro tipo de contrabando.

Não se perca no deslumbramento

Viajar é uma das melhores coisas da vida e durante a viagem em muitas situações você estará deslumbrado com algo. Isso o tornará uma presa fácil.  Desfrute muito, mas siga vigilante e atento.

Não ostente

O pior de todos os comportamentos de risco sem dúvida é a ostentação. É o querer parecer diferente, querer destaque. Durante sua viagem você irá ver mochileiros do mundo todo sempre com roupas simples,  sem penduricalhos ou outros objetos que chamem atenção, essa é a receita. O ideal sempre é não destoar muito da população local, ser apenas mais um na multidão. Seja discreto e sobretudo circunspecto, essa é a receita de sucesso!

Esteja sempre um passo a frente dos “espertos”

As pessoas costumam evitar locais com altos índices de criminalidade até mesmo nas cidades onde moram e durante uma viagem isso não deve ser diferente. É bom saber quais locais evitar ou que tipo de golpes são aplicados em turistas nos destinos que irá visitar. Há diversos mapas na internet com esses dados, procure no Google pelas palavras chave: “nome do destino + Crime Map”.  Em várias cidades do mundo há gangs especializadas em aplicar golpes contra turistas, por isso é bom saber antecipadamente como evitá-los. Para isso mais uma vez o Google pode ser uma ferramenta útil. Busque por “tourist scams in + nome do destino”, exemplo “tourist scams in Paris” e você irá encontrar diversas publicações sobre os principais golpes praticados contra turistas no destino que irá visitar.

Antes da mimica, use a tecnologia

Mesmo que você tenha um inglês fluente, em muitos locais ele não servirá pra nada, assim como ocorre no Brasil, em muitos destinos a maioria das pessoas só fala o idioma nativo, por isso é necessário ter uma noção básica de palavras e expressões da língua local. Isso pode facilitar sua vida em várias situações. Estude um pouco da língua local, aprenda algumas expressões e utilize aplicativos de tradução em seu smartphone para saber como perguntar coisas básicas. O Google Translate faz traduções em 103 idiomas e traduções de voz em tempo real para 17 línguas, além de também traduzir placas de sinalização utilizando a câmera do smartphone.  Para IOS, o iTranslate Voice também é uma ótima opção e faz a tradução em 42 idiomas.

Escolha os esquipamentos certos

O mundo dos equipamentos é um mundo a parte, cheio de entusiastas e experts e se você quiser comprar o melhor logo de cara pra não ter que comprar tudo de novo no futuro, recomendo pesquisar muito bem o fórum de Equipamentos de Camping e Aventura do Mochileiros.com. O fórum é um dos mais completos sobre o assunto no Brasil com mais 1.400 tópicos entre eles recomendo que leia os seguintes:


1 comentário sobre “Mochilão: Um guia pra você se tornar expert na arte de mochilar”

  1. A matéria é excelente. E aproveitando, você que já é ou vai se tornar um mochileiro, não esqueça de visitar a cidade de Parnaíba Piauí, a cidade mais linda e amada do Brasil. Você vai se encantar tanto que quem sabe irá ficar por ali, rondando pelo delta, pelos lençóis… E isso é só o começo.

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