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Dridricalima

O que a Laguna Quilotoa nos ensinou sobre turismo nos Andes

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Viajamos para Equador e Peru em janeiro passado. De avião até Quito e de lá "descemos" de ônibus até Cusco no Peru. Um mês muito foda em todos os sentidos! Conhecemos a transição da majestosa Amazônia para a imponente Cordilheira dos Andes. Foi como estar numa roda gigante feita de natureza.

 

A caminho da caldeira do Quilotoa um pensamento tomou conta:

Assim são os Andes. Quando eu achava que não tinha mais pra onde subir, a estrada seguia por mais uma curva inclinada nuvem a dentro. Dava pra sentir a montanha respirando.

 

E foi assim, respirando com dificuldade, que entendemos na pele porque o Sol era considerado o deus mais importante para os quéchuas. Se ele não aparece, o frio se torna tão forte que as montanhas andinas se mostram inabitáveis. ::Cold:: Tudo fica tão cinza que falta o ar, não só pela altitude. Claro que um dia assim tem sua beleza e não é pouca, mas o turquesa da água se esconde e temos que nos contentar com a natureza nua e crua (no caso, cinza e gelada), afinal é ela quem manda ::quilpish::.

 

Pegamos um dia muito, muito frio e com chuva. A paisagem gélida só é acolhida pelos olhos {e coração} quando conseguimos enxergar a magnitude do lugar. A dimensão da beleza é tão grande que causa silêncio. Essa foi a nossa impressão. Acredito cada um vai ter a sua. Só indo lá pra saber!

 

O Quilotoa, dizem, há muito é um vulcão inativo. Porém, o guia que nos levou ao Cotopaxi no dia anterior, nos contou que na verdade ele está ativo sim, e possivelmente tem outra caldeira mais profunda abaixo da que vemos. Inclusive, é possível ver em alguns pontos da laguna, porções de água quente e liberação de gases típicos de vulcões.

 

Ativo ou não, a visão é sem dúvida espetacular, enche os olhos mesmo: a 3.900 m de altitude, uma imensa laguna que varia de azul turquesa a verde-esmeralda conforme bate a luz do sol, emoldurada por imponentes montanhas rochosas. Lindo.

No vilarejo, que é bem simples, tem um super mirante. Para os mais dispostos uma trilha de cerca de 40 min pra descer e o dobro do tempo pra subir devido a altitude. Há ainda opções de passeio de canoa e a cavalo. Embora seja possível fazer um bate-volta, lugar pra pernoitar não falta, assim como restaurantes, todos com lareiras rústicas ou calefação. Extremamente necessária pra aquecer os pés gelados depois de um dia como foi esse.

 

O caminho ao tesouro:

O acesso ao Quilotoa é fácil, não precisa escalar e nem de equipamentos especiais. A não ser calçados confortáveis se quiser descer até a beira da laguna.

 

Estando em Quito basta dirigir-se ao Terminal Terrestre de Cumandá, e de lá pegar qualquer ônibus que vá a Latacunga. Esses saem a cada 15 min e custam US$ 1,50. A partir daí são 2 horas de viagem por paisagens tão lindas quanto insólitas. Algo realmente inspirador.

 

Relato com fotos no link abaixo

 

http://www.daportaprafora.com/equador/o-que-a-laguna-quilotoa-nos-ensinou-sobre-turismo-nos-andes/

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