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Mike Weiss

Guia de viagem de volta ao mundo - Ida ao mundo - Mike Weiss

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Mike Weiss    0

[align=justify]Saudações mochileiras!

 

Resolvi abrir esse tópico para que outras pessoas que estejam planejando uma viagem de volta ao mundo, RTW, round the world trip, ou qualquer outro nome de uma viagem que cruze todas as longitudes do nosso planeta, possam ter algum apoio, quebrem menos a cabeça, para que sobre mais tempo para aproveitar a jornada!

A fase do planejamento é uma das mais gostosas, como em qualquer viagem! Mas no caso de uma viagem de uma magnitude tão grande, é necessário algum planejamento estratégico, quase militar!

A idéia é fazer uma espécie de "guia para mochileiros de volta ao mundo"... um guia-relato inicialmente bem resumido, com o jeito brasileiro de mochilar, dirigido a pessoas com passaporte e espírito brasileiro!

A intenção não é "enlatar" uma viagem... pelo contrário, quero apenas dividir o que aprendi enquanto planejei e realizei a minha RTW. Algumas dessas dicas valem muito dinheiro, outras poupam muito tempo... conselhos e dicas que eu desejaria ter recebido antes de partir!

 

Quero colocar aqui posts como capítulos de um livro com temas diferentes como: escolher a forma de viajar, vistos, o que levar e o que deixar em casa, como lidar com bancos, cartões e câmbio, como economizar durante a viagem... enfim, aos poucos passarei o que aprendi nesses tempos de estrada, e vou aprendendo e discutindo com vocês!

 

[t3]O INÍCIO DE TUDO[/t3]

 

Em primeiro lugar é necessário pegar um mapa mundi, seja na imaginação ou seja um real e sinalizar os lugares que queres conhecer. Simples assim!!!

 

[t3]O MAPA MUNDI[/t3]

 

OK. Escolheu lugares demais, não é? Que mochileiro não tem a ambição de querer conhecer TUDO?

Infelizmente essa pode ser uma armadilha muito capciosa! Visitar muitos lugares em pouco tempo pode ser legal, pode mesmo... isso depente do seu perfil, mas terás uma viagem muito mais superficial, cara e cansativa. Ou então você tem tempo, mas ooops... não tem dinheiro! Questões básicas e quase infantis que mudam todo o panorama da viagem... portanto, o primeiro passo é: decidir onde quer ir, se poderá ir e quanto tempo quer ficar por lá! Por isso, é necessário falar de tempo...

 

[t3]O CALENDÁRIO[/t3]

 

Baseado em expectativas financeiras ou qualquer outra, planeje o dia da partida. Tente realizar uma estimativa real! Vontade, tempo e dinheiro são fatores fundamentais numa MVM (mochilada de volta ao mundo - ok, eu inventei essa expressão agora). Saber a data da partida te dá disposição para perseguir os objetivos, para iniciar a compra de equipamentos, pesquisar preços, verificar vistos necessários e principalmente decidir os lugares que não dispensará visitar.

Uma viagem de volta ao mundo pode ser muito rápida como pode levar anos e anos (muitas pessoas estão na estrada viajando por mais de três, quatro anos... isso é surpreendente). Não quero escrever já sobre os custos, justo porque primeiro precisas decidir todo o resto para que então possa saber quais serão os custos aproximados!

 

[t3]VISTOS[/t3]

 

A parte burocrática da viagem.

É muito fácil apontar o Butão no mapa, difícil é levar em conta que precisas emitir um visto, pagar taxas turísticas e lidar com burocracias com custos que podem superar os 250 dólares (sim, só para um país como o Butão)! Nosso passaporte é muito bom, mas ainda são tantos os países que exigem vistos dos brasileiros que no início chega a dar um desânimo... México, Estados Unidos, Austrália, China, Japão e Índia são só alguns dos países que exigem que o visto seja emitido antes da chegada. Mas não se desespere, uns vistos são mais fáceis que os outros... cada um tem uma particularidade.

Alguns mochileiros contratam despachantes para que tomem conta desse processo, claro que poupa tempo e é muito mais fácil. Eu preferi cuidar eu mesmo de todos os processos... é uma papelada que requer muita atenção, um descuido num formulário, na falta de documentos ou na entrevista pode mandar o seu sonho para os ares!

Visite o site da embaixada antes de dar inicio ao pedido do visto. Se restar qualquer mínima dúvida, ligue ou escreva para a Embaixada. Melhor ainda se tiveres a oportunidade de visitar a Embaixada, porque poderá recolher muito material sobre o país que irá visitar! A parte engraçada é como cada Embaixada acaba refletindo muito a imagem do país que ela representa... umas muito organizadas, outras uma festa!

A parte mais difícil para alguns (acredito que a maioria de nós, mochileiros) é a comprovação de renda. Não meça esforços sobre a documentação que eles exigem... entre outros detalhes, você precisa convencer que não quer morar no país deles, e que tem o dinheiro para ser um "turista" por lá. Essa é uma tarefa difícil, e o pior: o resultado dela não depende só do seu esforço, depende até do humor da pessoa que está atrás daquele vidro a prova de balas.

Esteja absolutamente certo de que os convencerá de que tens que voltar para o seu país de origem. Tire os vistos mais "fáceis" antes, como o da Índia, China, Emirados Árabes Unidos... deixe os "big guys" para depois, como Estados Unidos, Japão e Russia. Eu senti que a reação deles muda muito ao ver que já existem vistos para outros países ainda não usados e colados no passaporte. Com vistos não usados, o analista da Embaixada ficará mais confiante de que não és um imigrante, mas um viajante que passará por outros países além do país dele.

Sobre a papelada: não deixe de levar todos os papéis que a embaixada exige, mas não esqueça que nem sempre eles explicitam tudo o que querem. Além dos tradicionais documentos, extratos bancários, poupança e declaração de imposto de renda, é muito imoportante ter algum documento que deixe claro os seus compromissos no Brasil, ou seja: a declaracão da sua Universidade dizendo que a sua matrícula está trancada, a declaração do seu empregador dizendo que estás de férias mas que deve retornar, os documentos do carro no seu nome... enfim, qualquer documento que mostre que voltarás ao Brasil ou que mostre que deixará o país a ser visitado. Nisso o bilhete de volta ao mundo faz a diferença... e é sobre ele que passo a escrever.

 

[t3]COMPRAR UM BILHETE DE VOLTA AO MUNDO OU COMPRAR BILHETES INDIVIDUAIS[/t3]

 

Essa foi uma grande dúvida que tive... o que vale mais a pena, comprar o famoso round the world ticket ou comprar os bilhetes separadamente com cada companhia aérea. Todos tem prós e contras.

Comprar um bilhete de volta ao mundo é uma boa idéia, porque é na maioria das vezes muito mais barato do que comprar os bilhetes em separado. Existem diferentes formas de comprar o bilhete RTW:

-Podes escolher os agentes que compram bilhetes em grandes lotes com diversas cias aéreas, entre muitas, o bootsnall.com. Esses agentes dão muita flexibilidade de rotas, datas e destinos, justo porque trabalham com diversas alianças aéreas, mas os preços ficarão bem salgados se quiser customizar a sua viagem.

-Podes comprar direto com uma aliança aérea. Essa é na maioria das vezes a opção mais barata. Aqui não existe intermediário, compras diretamente com a aliança, através do site ou no escritório de uma das empresas aéreas da aliança. Cada aliança tem um programa diferente, e faz-se necessário analisar muito bem as particularidades oferecidas por cada aliança. Em alguns sites é possível até comprar o bilhete online, em outros apenas consegues a estimativa de preço. A http://www.oneworld.compor exemplo, é a única que permite fazer a travessia do Oceano Pacífico Sul, entre a América do Sul e a Oceania. Isso significa que se escolheres outra aliança, terá obrigatoriamente que voar para a América do Norte, e consequentemente não poderá fugir da emissão de um visto para os Estados Unidos, México ou Canadá. Além do já citado site da Oneworld, cheque também os sites: http://www.skyteam.com e http://www.staralliance.com, que também possuem tickets RTW a preços muitíssimo competitivos.

Saliento: é preciso muita atenção na análise das rotas e preços dos bilhetes de cada aliança. Algumas cobram por milhas, outras por continentes... umas limitam os vôos por continente... a maioria delas te dá uma grande vantagem: tens flexibilidade para marcar os seus vôos, sem pagamento de taxas adicionais ou multa na alteração de datas. Ou seja: podes voar quando bem entender, desde que existam lugares na aeronave! Essa é uma grande vantagem, pois se sentes que quer passar mais tempo naquele país que inicialmente pensou não ser tão interessante assim, poderá fazê-lo sem machucar o bolso! Enfim, são inúmeras regras e é preciso escolher a que melhor se adapta para as suas necessidades.

 

Comprar os bilhetes em separado pode ser um bom negócio também! Principalmente se pretendes fazer longos trechos por terra, se tens tempo para o deslocamento ou se passará muito mais tempo num continente só, sem a necessidade de voar. Mas existem alguns obstáculos: se comprares os bilhetes aéreos com antecedência, terá que pagar multas e diferenças tarifárias se precisar alterar as datas dos vôos (no bilhete RTW comprado com as alianças aéreas as datas são flexíveis). O lado ruim de comprar os bilhetes em separado é que em alguns países com controle de imigração mais "chato", precisarás apresentar um bilhete de saída do país... e isso te deixará engessado, pois vai precisar comprar um bilhete de saída antes de saber quanto tempo realmente quer ficar no país... e se tivesse um bilhete de volta ao mundo, estaria muito mais tranquilo e flexível quanto a esta questão. Em outros países podes escolher comprar um bilhete logo antes de voar... claro que pode! Só que comprar um bilhete transcontinental mesmo que vinte dias antes de voar pode sair uma facada! Um bilhete Sydney - Santiago comprado com um mês de antecedência do vôo pode custar quase a metade de um bilhete de volta ao mundo que contém 16 vôos!!! Entendeu agora porque eu dei tanta ênfase para o planejamento? Planejamento reflete em muitos zeros de diferença na sua conta bancária!

 

O resumo desse "capítulo inicial" é que precisas organizar os seus destinos. Tentar fazer uma lista priorizando os países que não abre mão de visitar... e de forma descrescente organizando os menos importantes, pois chegará um momento que terás que abrir mão de algum, seja por questões de visto, de tempo ou de transporte. (podemos usar o visto do Japão como exemplo. O visto japonês é válido por três mêses a partir da sua emissão no Brasil... ou seja: tens que visitar o Japão no máximo três meses depois de tirar o pé da nossa terrinha - resultado: fica muito complicado deixar o Japão para o final da viagem... e esses pequenos detalhes acabam refletindo em outras opções, como a direção da volta ao mundo - leste para oeste, ou oeste para leste e consequentemente na escolha dos bilhetes/alianças aéreas).[/align]

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Mike Weiss    0

[align=justify][t3]CUSTOS[/t3]

 

Muitos mochileiros rolaram direto para esse ponto, sem ler o resto. Claro que os custos são importantes... mas se você nem leu o que está aí em cima, aconselho ler!

Não existe resposta mágica para a pergunta "quanto custa dar a volta ao mundo"? Pode custar milhões, pode custar o preço de um carro novo, ou pode apenas custar o seu trabalho num canto do mundo.

Que juntar dinheiro no Brasil é dificil, isso ninguém duvida... mas é possível. Se dar a volta ao mundo é o seu sonho, comece a planejar e a juntar agora... uns tostões por mês um dia serão a chave para atravessar oceanos! Alguns mochileiros trabalham normalmente no Brasil, investem, esperam e viajam. Outros preferem já partir para o exterior, praticar uma língua estrangeira e trabalhar fora para juntar dinheiro em moeda forte... como você vai fazer para conseguir dinheiro é tarefa sua. Tarefa das mais árduas por acaso, mas que me motivou a levantar da cama muitas vezes. Sempre que estava com preguiça nas manhãs escuras e de inverno em SC eu pensava "to indo para o trabalho agora, e esse dia que vou trabalhar vai pagar parte do que vou desfrutar na minha viagem", isso dá força e ânimo!

 

Deixando o ganhar de lado, vamos voltar ao gastar!

No tópico anterior já vimos que temos que tomar decisões importantes... e a essa altura já deve estar na ponta do lápis os países que não abres mão de visitar e o modo como fará os seus deslocamentos (bilhete RTW, bilhetes avulsos etc...). Com esses dados, já podemos começar a construir uma planilha de estimativa de gastos. ESTIMATIVA! Os gastos nem sempre são como esperamos! Portanto, aqui vão alguns detalhes chave da minha planilha.

Antes de tirar o pé de casa, já tinha gasto:[/align]

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Mike Weiss    0

[align=justify]BILHETE RTW ONEWORLD 16 VÔOS 4 CONTINENTES - R$ 6997,00

FOTOS 3X4 E 5X7 - € 24,00

GASTO COM CÓPIAS E FAX - € 5,00

VISTOS, CORREIOS E DOCS - € 293,80

MOCHILA DEUTER TRAVELLER 60 - € 119,35

DISCO RÍGIDO PORTÁTIL 250GB - € 60,00

CARTÕES DE MEMÓRIA - € 15,00

CAPA DE CHUVA E APETRECHOS - €15,00

 

TOTAL ANTES DE TIRAR O PÉ DE CASA: aprox. R$ 8.000,00

 

*Considere que apenas o bilhete RTW foi comprado no Brasil, demais valores foram gastos em euro. Os vistos emitidos antes de viajar foram: Austrália, China, Índia e Japão. Todos eles foram solicitados nas respectivas embaixadas em Lisboa (o preço nas embaixadas do Brasil eram iguais ou muito similares).

Veja que nas despesas não estão incluídas as compras de: uma câmera fotográfica, check up médico e odontológico, seguro de viagem, roupas e calçados.

 

SE VOCÊ COMEÇAR DO ZERO, AS DESPESAS TOTAIS ANTES DE SAIR DE CASA PODEM FACILMENTE SUPERAR OS R$ 10.000,00[/align]

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Mike Weiss    0

[align=justify][t3]VACINAS, DOENÇAS, REMÉDIOS E SEGURO DE VIAGEM[/t3]

 

Consulte o seu médico, algumas vacinas são muito importantes. Em SP existe a Clínica do Viajante, faça o seu agendamento com antecedência... não esqueça que são necessárias no mínimo três semanas para que as vacinas façam efeito.

Visite a página: http://ciat.com.br/viajantes.htm

É importante ter a vacina de Febre Amarela, renovar a vacina de tétano, Hepatite A, Febre Tifóide, Meningite, Cólera, Raiva, Encefalite por carrapatos e japonesa... e emitir o certificado internacional de vacinação, aquele amarelo. Apenas autoridades da América do Sul solicitaram comprovante de alguma vacina (a vacina de Febre Amarela) em outros lugares passei ileso.

É sempre interessante fazer um check up médico e odontológico para deixar tudo zero bala e evitar trocar uma obturação no Camboja ou cair no médico no interior da Índia. Seguro de viagem é importante, mas são caros... é bom pesquisar, a http://www.worldnomads.comtem prêmios com valores razoáveis. Não esqueça que os países europeus do espaço Schengen exigem que tenhas um seguro de viagem (eu nunca fui questionado sobre seguro de viagem em nenhuma imigração, seja aqui na Europa ou em outro continente).

Doenças: são várias... temos que tomar cuidado com muita coisa, mas não vale ficar pirado com isso!

-Evitar trombose em vôos longos - fazer exercícios, movimentar os membros e caminhar pelos corredores para aumentar a circulação e averiguar a presença de pessoas interessantes no vôo é uma boa idéia!

-Jet lag (efeitos da mudança de fuso horário) - para evitar aquela preguiça que dá quando trocamos o fuso é importante beber muito líquido (não alcoolico) durante o vôo. Tente reajustar o seu horário de dormir e acordar uns dias antes do vôo e fique exposto à luz do dia no seu destino... isso ajuda demais a acostumar com os novos fusos, principalmente se fizer como eu. Sair do Brasil direto para a Nova Zelandia é um choque no nosso relógio interno!

É legal levar um kit ambulatorial com curativos e remédios básicos (sua mãe pode te aconselhar melhor que eu)!

Malária é um capítulo a parte. Vacina ainda não existe... e no mercado são comercializados diversos tipos de medicamentos, nenhum deles previne 100%... uns são caros, outros baratos. Uns geram efeitos colaterais fortes, outros não. Eu decidi usar muito repelente e simplesmente ficar atento, não tomei nenhum medicamento para evitar a malária, embora tenha ido para o interior de vários países do sudeste asiático. O imprescindível é ficar atento aos sintomas, qualquer febre é motivo para visitar o médico.[/align]

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Mike Weiss    0

[align=justify][t3]O QUE LEVAR PARA A VIAGEM[/t3]

 

Eu fico um pouco irritado com essas questões "o que levar"... já vi europeus viajando com o equipamento mais caro possível, já vi japoneses viajando com uma mochila escolar rasgada. Tudo depende do teu perfil, e acreditem: tem de tudo!

Eu procuro um meio-termo, nem relaxadão... nem o bam-bam-bam, porque não tenho $$$ para isso. Equipamento bom faz a diferença, sem dúvidas... mas fazer uma viagem de volta ao mundo não requer muita coisa que já não utilizes no teu dia-a-dia.

 

A questão inicial é o tamanho da mochila. Não tenha dúvidas de q vc vai ter vontade de comprar muuuitas coisas na viagem... carregar tudo durante a viagem toda é bem complicado. Depois de um tempo vale a pena despachar algumas coisas para casa por correio, não sai tão caro assim! E deixar de comprar coisas porque não cabe na mochila é besteira... (eu caí nessa, deixei de comprar muita coisa... hoje me arrependo)!

 

Um erro que muita gente comete é comprar uma mochila enorme, geralmente motivado por status! Conversei com alguns mochileiros que estavam viajando de volta ao mundo, e isso era um padrão... muita gente comprou mochilas grandes demais e se arrependeu MUITO. Porque quanto maior a mochila menor a sua mobilidade, maior o seu cansaço, mais você vai atrapalhar as pessoas (e se atrapalhar) nos onibus etc... e principalmente: deixará de economizar ao caminhar, pois preferirá pegar mais táxis etc. Nem sempre os hostels ficam perto das estações de trem, rodoviárias etc... é te garanto que é muito bom estar com uma mochila leve nessa fase em que acaba de chegar cansado, numa cidade nova, ainda meio perdido ::otemo::

 

Não esqueça: comprar uma mochila grande é sinônimo de andar com muito peso, porque na maioria das vezes não é possível resistir a tentação de comprar coisas, não despachar nada e passar a viagem toda com a mochila cheia e pesada.

 

Outro erro é querer levar tudo de casa. Gente que está embarcando para a austrália no verão e já tem na mochila o casaco para o inverno ::Cold:: que vai passar na Europa. Besteeeeira! O Brasil provou-se para mim um dos lugares onde as roupas são mais caras e infelizmente (sem generalizar) tem a pior qualidade! Deixe para comprar aquele casaco de inverno quando o inverno chegar... seja na China, seja no Nepal... o que não vale a pena é ficar carregando por meeeses um negócio pesado q vc nao vai usar. (claro, se vc tiver fleeces e outros casacos já leves e bons, aí vale levar... rs)

 

Aí vai a minha lista: (saliento, essa é a lista do que eu achei necessário, cada um tem as suas necessidades... uns mais, uns menos... por isso, no stress)

NA MOCHILA CARGUEIRA:

 

uma mochila Deuter Traveller 60 (com daypack acoplada)

seis camisetas (fui comprando outras no caminho, e doando as velhas)

três bermudas

um par de havaianas (muuuito usadas, foram roubadas... susbtituídas, e depois substituídas devido ao uso extremo novamente)

seis cuecas

seis pares de meia (pode-se levar muito menos se vc lavar tudo com mais frequencia)

dois pares de meia de ski (para temperaturas extremas)

uma ceroula

duas blusas de manga longa

duas calças cargueiro

uma calça jeans (sei que é pesada, demora secar etc... mas gosto mesmo assim e foi legal, usava como roupa para sair a noite tbem)

duas camisas legais para a balada

Um casaco para frio, impermeável, com fleece destacável (comprado na China, primeiro local que precisei de roupas de inverno)

Um par de luvas (comprado na China)

um casaco compacto para frio que levei do Brasil (foi doado no Nepal)

um tênis estilo sapato (nos países frios não tem como usar o mêsmo tênis todos os dias, e é legal ter um mais social)

um tênis com cano longo (meio bota) de goretex da Adidas (esse foi o principal calçado fechado da trip, resistiu bravamente)

um par de tampões de ouvido e tapa-olhos (depois de viajar nos ônibus/trens do Nepal e Índia saberá a razão dessa indicação)

duas toalhas de banho normais (substituídas durante a viagem)

uma toalha estilo tec towel (daquelas que secam rápido)

um sarong para sentar no chão, utilizar como cortina e diversas outras utilidades incríveis

um rolo de fita isolante (fita isolante serve para tudo... confie)!

dois metros de fio de varal (as vezes é necessário para secar a roupa ou para amarrar a sua mochila no teto de um onibus etc)

uma lanterna pequena (útil no Nepal e países com energia oscilante ou inexistente)

carregador da câmera, celular e cabos

um saco zipbag para colocar a roupa limpa e outro para colocar a roupa suja (estragaram, no final colocava em sacolas plásticas sem problemas)

Um saco de dormir simples, para usar naqueles albergues com camas cheias de pingos de sangue e cabelos de todas as cores e formatos

uma calça impermeável e um casaco de chuva impermeável daqueles baratos mesmo (usei muito pouco, mas era leve... então sem problema)

50 dólares bem escondidos

Um cartão de débito bem escondido

 

Na mochila de ataque:

Uma Câmera fotográfica com um cartão de 4Gb e um backup de 1Gb

Alguns DVDs graváveis (assim que enchia o cartão 4Gb gravava tudo num DVD que mandava para casa e transferia para o HD externo, assim tenho dois backups)

Um HD externo (muito bom para fazer backup das fotos e copiar as mp3 e filmes dos amigos)

(decidi não levar um notebook... mas se fosse hoje, acho que levaria o meu NETbook baratinho... acho ruim ter q ficar carregando equipamento caro e consequentemente estar preocupado) É incrível como muuuuitos lugares já tem wifi (ou seja, é muito mais difícil encontrar um cybercafé do que um ponto de wifi).

Um caderno e caneta

20 dólares bem escondidos

Um cartão de crédito bem escondido

Um Telefone celular antigo que funciona como despertador e rádio

Um Mp3 player

Uma carteira bem pequena estilo porta-cartões para dinheiro do dia, cartão de estudante e cartão de crédito sem validade (explico melhor o pq em outro tópico)

Um cantil (perdi em algum canto da Indonésia) depois reenchia (ou em outros países me obrigava a comprar ) garrafas d'água descartáveis.

 

NO MONEYBELT

O passaporte

Cartões de crédito e débito

Dinheiro sacado para os próximos 15 dias[/align]

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Mike Weiss    0

[align=justify][t3]COMO LIDAR COM O DINHEIRO[/t3]

 

Hoje temos infinitas possibilidades... de trocar dinheiro no mercado negro até as modernas wire transfers.

Eu não sou adepto do Visa Travel Money (uma moda entre os viajantes, na minha opinião) em primeiro lugar porque o câmbio oferecido ao carregar o cartão é um verdadeiro ABUSO. Pronto, a razão é essa. A conversão regra geral é realmente MUITO ruim, ou seja: pior que a conversão cobrada pelas casas de câmbio mais caras, pior a taxa de conversão para transferir através da Western Union e pior que a taxa de conversão cobrada por cartões de crédito/débito.

Para que o Visa Travel Money é bom então? É bom para guardar dinheiro em moeda estrangeira quando o real está perdendo valor (o que ainda não ocorreu este ano, pelo contrário... o real valorizou 35% este ano) ou seja, quem carregou o Visa Travel Money em janeiro desse ano e vai viajar agora, além de ter perdido com as taxas de conversão péssimas, perdeu 35% do seu poder de compra atual!

Carregar dólares é uma opção um tanto inviável... esconder alguns em lugares estratégicos para emergencias é imprescindível (é incrível como 20 dolares podem fazer a diferença em várias situações). Mas é impossível carregar todo o dinheiro de uma viagem de volta ao mundo... até pq muitos países limitam, taxam ou impossibilitam a entrada de dólares!

O que eu costumava fazer? Sacava moeda local com um cartão de débito no máximo duas vezes por mês... é seguro, pois não é preciso andar com muito dinheiro por aí; não corre-se o risco de fazer câmbio no mercado negro e ser enganado; não perde-se o tempo procurando uma casa de câmbio e enfrentando filas em bancos etc... enfim, vejo o saque como uma das melhores possibilidades porque a taxa de conversão é razoável (muito parecida com a praticada pelas casas de câmbio) e a taxa por processo pode ser relativamente baixa, como 2 dólares e um percentual de 3% do valor do saque e IOF que é ínfima... ::cool:::'>

Usava o cartão de crédito apenas para compras maiores ou atividades como bungee jump na NZ, aquele vôo interno não incluído no ticket RTW, a passagem de Shinkansen do Japão etc.

Agora vale mesmo ter mais de um cartão de débito, para não estar enrascado se perder... tenha no mínimo dois, guardados em lugares diferentes, vale o mesmo para cartões de crédito (costumo dizer que hoje tudo q precisamos é de um cartão de crédito e passaporte, o resto pode ser "perdível").[/align]

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Mike Weiss    0

20091112172406.JPG

Cairo tem muito mais a oferecer além das Pirâmides -

Eu e amigos em qualquer ruela do Cairo Islâmico

 

"If you wish to travel far and fast, travel light. Take off all your envies, jealousies, unforgiveness, selfishness and fears."

- Glenn Clark

 

É preciso aprender a viajar

 

Muitos devem estar pensando algo como “quem é esse cara... que pretensioso querer ensinar a viajar”! Calma pessoal, não quero dar nenhuma lição aqui, afinal cada um viaja como melhor lhe convém! Mas confesso: não consigo ver gente subaproveitando as viagens (como eu já mal aproveitei algumas), é por isso que escrevo sobre esse tópico.

Como diria Allain de Botton, “as viagens expressam como poderia ser a vida fora das restrições do trabalho e da busca pela sobrevivência”.

Viajar é uma arte! Portanto há arte e estilos de viajar para todos os gostos. Generalizações nunca refletem 100% da realidade, mas é engraçado constatar que: japoneses viajam para ver os lugares através do monitor das câmeras; australianos viajam para beber com outros australianos em lugares estranhos; americanos viajam para experimentar resorts iguais em lugares diferentes... enfim, são incontáveis os estereótipos de turistas, mas nenhum rótulo me deixa mais indignado que a falta de contato com as pessoas. A indiferença.

O turismo dos dias de hoje é indiferente! E indiferença é sinônimo de falta de paixão. Uma decolagem aqui, um pouso lá, um teto diferente, ruas, prédios, lojas e placas diferentes, muita caminhada e uma foto do estilo “eu e a torre Eiffel” para provar que esteve em Paris (e colocar numa rede de relacionamento para deixar o amigo com inveja). Se esta é a sua arte de viajar, ok... eu respeito, mas não deixarei de mostrar que viajar pode ser muito mais do que isso.

Antes de viajar, esvazie a sua cabeça. Deixe em casa seus preconceitos, medos, invejas e egoísmos. Viajar com a cabeça cheia é tão difícil quanto procurar um hostel com a mochila excessivamente pesada. Não se esqueça: você pode ser quem você quiser!

Fale, pergunte, discuta... seja curioso! Puxe papo com o vendedor da feira, faça couch surfing, converse com a garçonete... conheça as pessoas, seus problemas e seus pontos de vista. Essas pessoas te apresentarão um mundo novo! Porque viajar é ter coragem para abandonar o que já não serve mais. Viajar é exercitar o desapego...

Não esqueça que além de absorver, é preciso ensinar. Exponha as suas ideias com diplomacia, afinal você é o representante do seu país. Tenha responsabilidade: 200 milhões de brasileiros são espelhados em você. Não explore as pessoas, respeite-as! Não tenha pena, ajude-as. Ajudar não é difícil: apenas um olhar ou um sorriso podem fazer toda a diferença. Aliás, o sorriso tem um poder inacreditável – utilize-o com sinceridade... é muito desagradável ver alguém mostrando os dentes para tirar uma foto e logo depois fechando a cara até chegar ao próximo monumento.

É nesse sentido que o tempo torna-se um fator primordial. Quando dizia nos primeiros posts que é complicado viajar com pouco tempo, estava a referir a essa falta de contato, a falta de profundidade das viagens rápidas. Os viajantes pobres de tempo querem ver suas expectativas preenchidas e viram escravos das mesmas. Essas pessoas conseguem ver muitos lugares interessantes, paisagens inesquecíveis, mas infelizmente ficam limitados a relações superficiais e raramente têm contato com a população local e poucas vezes aprendem algo além do banal. O ápice da viagem dessas pessoas é o sentimento de “uau, cheguei até aqui” ou “que lugar incrível”! É como se pudessem enxergar apenas uma dimensão!

Saiba explorar todas as dimensões e aprenda a reconhecer a sua dimensão favorita. Cuidado ao limitar as dimensões... não planeje demais. Eu disse não-planeje-demais! Seja flexível e permita o inesperado acontecer. Foi o inesperado que mais me ensinou que não existe aprendizado excepcional sem riscos. Um bom viajante sabe medir e assumir riscos.

Enfim... aprenda que viajar é uma arte. Viajar é conhecer lugares, pessoas, ideias e principalmente a você mesmo! Viajar é aprender e ensinar.

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Mike Weiss    0

Comida, utensílios e Diarréias

 

 

[align=justify]O negócio é não querer inventar a roda do nada... seja gradual! rs Mesmo numa viagem no Brasil é preciso tomar cuidado... imaginem que lá fui eu, todo sabichão conversar com a baiana no pelourinho, papo vai e papo vem, eu convenço ela a me oferecer um acarajé. Ela, já afiada pergunta se eu quero como os sulistas e os gringos (pouca pimenta), eu digo que prefiro um igual ao dos baianos. Ahhhh, prá quê... mal consegui comer (de tão apimentado) e tive que sair de fininho. Resultado: meu organismo que não está acostumado reclamou, era o último dia de viagem, e o avião as comissárias da GOL já nem anunciavam que a aeronave tinha dois banheiros, porque um deles já era privativo para o Mike... rs

 

Até aqui tudo bem... deixo a dica número um sobre comida: experimentou comida exótica = não viaje no mesmo dia.

 

Parece exagero, mas depois do que eu passei, falo isso de coração. Na lista dos momentos mais desesperadores (e olha que não são poucos) da minha vida está uma viagem entre Ho Chi Minh e Nha Trang. No dia anterior reservei o bus no qual eu passaria umas 10 horas, típico ônibus vietnamita para mochileiros... busão com três filas de beliches onde você viaja totalmente deitado, uma maravilha (e ainda assim, muito barato). Pois bem, tinha comido alguns crustáceos no Delta do Mekong, depois experimentei carne de cobra (muito bom mesmo) e outras especiarias que nunca tinha visto na vida, para naquela noite pegar o bus e me despedir do sul do Vietnam. Graaaave erro! Entrei no ônibus já com aquela vontadezinha de ir no banheiro, mas pensei que estava tudo bem... afinal os ônibus lá páram em todo lugar e também numa emergência poderia usar o banheiro do bus. Vinte minutos depois da partida, nem tínhamos saído da cidade de Ho Chi Minh ainda e a minha barriga fazia barulhos estranhos, aumentava a pressão... quarenta minutos depois (todos já estavam dormindo) e eu ali, segurando tudo e com medo até de soltar aquele peidinho, porque sabia que qualquer força seria catastrófica, e não seria apenas ar. haahahahah

Não, o bus não tinha banheiro (não vi nenhum bus no Vietnam com banheiro) e eu estava num estado desesperador, não conseguia fazer nada... nem ler, nem me concentrar em qualquer outra coisa. Com o cuidado de quem caminha sobre ovos, fui até o motorista e perguntei quando seria a próxima parada porque estava me sentindo muito mal, ele respondeu 30 minutos. Juro que estes estão entre os piores 30 minutos que já vivi! rs Aflição ao extremo, pois já estava considerando fazer tudo nas calças mesmo, eu não aguentava mais. Nos últimos minutos eu já estava lá na frente com o motorista, esperando para ser o primeiro a sair correndo do ônibus... e foi o que eu fiz. Aquela lanchonete meia-boca de beira de estrada parecia uma miragem!

Cheguei ao banheiro, claro que era o famoso buraco no chão. A louça era muito encardida, toda molhada ao redor, fétido, as paredes estavam verdes de musgo, e a lâmpada piscava porque era alimentada por um gerador... mas este foi o melhor banheiro que já fui em toda minha vida! Acabei com dois rolos de papel higiênico que estavam na minha mochila. (nunca esqueça de carregar ph)!

 

Momento médico: não tome nenhum remédio para conter a diarréia. Falo de remédios que contém loperamida. Esses remédios funcionam como uma rolha para o intestino, e impedirão o organismo de expulsar os vírus/toxinas que causam infecção. Não beba leite. Coma alimentos de fácil digestão, arroz e outras papinhas, evite saladas, ovos, peixes etc. Tome muito Gatorade (ajuda mesmo), na falta de Gatorade, ferva a água e deixe de molho no arroz por meia hora, depois beba essa água esbranquiçada e ainda soro caseiro (ajudam muito também)

OK, você estado por mais de 4 dias e não tem como consultar um médico de confiança. Recomendo levar já do Brasil (eu precisei usar na Índia) Ciprofloxacin, conhecido por Cipro... é um remédio que trata infecções bactericidas, trata também sinusites agudas, infecções de juntas ósseas, febre tifóide e infecções urinárias (ou seja, muita coisa que afeta os mochileiros). Não tome este remédio se você tem deficiência renal! Mas o mais importante mesmo é procurar um médico, ele já conhece os viajantes e o que infecta os turistas daquela área...

 

Pronto, passado o momento diarréia, vou falar dos utensílios.

Salvo para alguns tipos de comida (pizza, coxa de frango etc), nosso estilo ocidental não permite usar as mãos para comer... é engraçado e para alguns um choque aprender a usar as mãos, mas acostuma! Em alguns países Árabes (para algumas comidas), no Paquistão, Índia, Nepal, Bangladesh e outros países daquela região, a mão direita é muito utilizada. Não tem segredo nenhum, deixe as unhas sempre bem curtas, lave bem as mãos (você sempre vai ver gringos lavando as mãos, escovando os dentes com água mineral... acho um exagero, afinal a comida não é feita com água mineral rs) e imite os locais. É muito fácil e passa até a ser prático com o tempo!

O mesmo ocorre no sudeste asiático, China, Japão... comer com pauzinhos (hashi). Nos lugares turísticos você encontrará talheres (sinal de que você está pagando caro pela refeição), em outros lugares sequer terá a opção de pedir talheres (em cidades pequenas do interior, nem pensar)! Se você ainda não usa o hashi, já saia treinado de casa. Assim como comer com a mão, acostuma e até é prático para o tipo de comida deles.[/align]

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Mike Weiss    0

ah... e não ache estranho se as pessoas começarem a comer do seu prato.

Na Índia eu estava comendo, meu amigo terminou o prato dele e começou a comer do meu (sem pedir)... isso e normal e até acho legal. Não há hipocrisia, se ele ainda está com fome e é meu amigo, por que não repartir?

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Mike Weiss    0

[align=justify][t3]Comunicação[/t3]

 

É uma das coisas legais, que temperam a viagem!

Nas cidadezinhas (às vezes até em cidades grandes) dos países em que não falamos a língua local, tudo fica mais difícil e mais engraçado... o que seria uma tarefa fácil, pode tornar-se um dever hercúleo!

 

Imaginem um estrangeiro naquela cidade de interior do seu estado aparecendo com uma baita mochila... pode ser o acontecimento da semana! rs

Nas cidadezinhas do interior da China ouvia as pessoas gritando "estrangeiro branco, estrangeiro branco" em mandarim! (isso pq eu aprendi com os locais, pq fiquei curioso de tanto ouvir o povo gritar isso quando eu passava).

A comunicação é gestual. Aponta daqui, mira ali, dá outra risada lá... nos restaurantes eu ia para a cozinha escolher a comida ou apontava para o prato das pessoas, nas ruas tentava aprender alguma coisa com os locais (é imprescindível saber as palavras mágicas)... e às vezes dá um nó na cabeça e a gente acaba falando a língua de um país no outro! (principalmente pq acostuma-se a dizer obrigado numa língua, e de repente vc está em outro país... mas seu cérebro ainda não... foi nessa que eu soltei um Shukran (árabe) em Israel!) :-/

 

Foram inúmeros fatos... desde explicar uma diarréia persistente numa farmácia, até estar totalmente perdido numa madrugada fria em Kyoto!

Taxistas que não entendem onde queremos ir, bilheterias que não conseguem vender um ticket porque também não nos compreendem... sinais estranhos com as mãos (que não são universais) enfim... é uma confusão doida!

 

Mas existe alguns segredos que facilitam a vida: um deles é tentar aprender pelo menos o mais básico pelo youtube... muitas línguas tem cursos lá. Não deixe para usar os dicionários em papel... é difícil ler com a entonação correta, e uma palavra mal interpretada pode gerar horas ou $$$ de prejuízo!

Ainda quero falar sobre os guias tipo Lonely Planet... acho que um guia pode tanto ajudar como arruinar uma viagem (tudo depende de como vc vai usá-lo) mas para essa parte de comunicação ele pode ser muito útil, principalmente porque o Lonely Planet tem o nome das atrações, endereços etc escritos com o alfabeto nativo e em inglês também. Assim fica bem mais fácil... eu mostrava no guia o templo/lugar/hostel/rua que queria ir, e como estava escrito na língua local também, todos conseguiam me ajudar! :)

 

Infelizmente não é possível falar a língua de todos os locais... mas não deixe isso afetar a sua interação com o povo!

Um dos episódios que mais me marcou, foi numa praia no norte do Vietnam... eu e uns amigos estávamos sentados na calçada observando o por-do-sol, quando começamos a gesticular com uns pescadores... em resumo: conversamos sobre o tempo, os peixes, nossos países, guerra... tudo sem falar uma palavra em vietnamita! Virou um piquenique... ganhamos squids fritas e compramos cerveja para todos. Indescritível![/align]

 

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