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NY, Washington e Boston em 20 dias


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  • Membros de Honra

Quem já leu algum relato meu sabe que escrevo demais, então lá vai mais um relato gigante pela frente ::hahaha::

 

A viagem foi entre 14/11 e 04/12 de 2009

 

PRÉ-VIAGEM

Para os EUA algo importante que aprendi é: tudo que puder reservar antes de sair de casa, reserve que vale a pena. Para isto, há vários sites que trazem muitos descontos nos mais diversos tipos, se cadastre em todos eles e veja nos emails o que acha que vale a pena. Quando voltar, só descadastrar e boa...

http://www.playbill.com e http://www.broadwaybox.com/ - Preços muito bons para peças de teatro, e desconto para os mais diversos lugares, como museus exposições, programas Off e Off-off Broadway. Usei para algumas peças que queria ver e para as quais não estava afim de me arriscar no TKTS, Cirque du Soleiu, Blue Man Group – também imprimi vários descontos, como o Circle Line Cruises, Rockefeller center, Madame Tussauds (ainda que para este encontrei desconto até melhor na revista Timeout), e imprimi mas não usei para coisas como o Woodbury Outlet, alguns tours e restaurantes. Vale demais a pena

 

http://www.travelzoo.com Semanalmente envia email com descontos para hotéis e passeios por todo os EUA, para passagens aéreas e também para cruzeiros no caribe e etc. Foi bom para indicar a passagem aérea entre Washington e Boston, que ficou no mesmo preço do ônibus

 

Para hotéis, estando em 3 pessoas foi um pouco mais complicado, mas no final creio que consegui o melhor. Primeiros dias em NY fiquei no “Hotel do pacote”, o Pennsilvania, que tem uma ótima localização, em frente a Madisson Square Garden, e comprei num pacote de passagem aérea+3 diárias de hotel por R$ 1,700 Mas é bom ficar de olho: uns 2 meses antes de comprar esta passagem encontrei uma pela American Airlines que incluía SP-Washington, Washington-Boston e NY-São Paulo por R$ 1.500 – só não comprei porque não tinha ainda visto e nem data certos, mas foi difícil segurar. Quando fui comprar pra valer o mesmo itinerário ficava o dobro 

 

Depois de iniciar por NY, fechei Boston pelo http://www.hotwire.com Neste site você não sabe que hotel vai ficar. Vê a localização e nº de estrelas e aceita ou não. Aceitando, eles debitam no cartão e só então falam que hotel ficou. Eu escolhi um 4 estrelas bem em Boston Common, e peguei um Hyatt king size, LCD de 40 polegadas, no meio da região história por U$ 90,00 o quarto. Valeu D+ a pena. Jali que é ótimo para a Europa, para quem procura intermediário entre albergue e hotel.

 

Para Washington pelo hotwire os mais baratos ficavam longe demais, e os mais centrais muito caros, então pesquisei no http://www.hostelworld.com e acabei pegando quarto quádruplo no Hostelling International, por pouco mais de U$ 30 por pessoa por dia. O hostel tem wi-fi e café-da-manhã decente (algo raro nos hostels) incluídos. Fora que lá há saídas diárias com estudantes da região para a parte história, monumentos, museus e diversas outras coisas. Pela noite, tem confraternizações como a noite do chili, noite de cookies, e outras.

 

E para os últimos 10 dias de NY, como era uma estadia bastante grande e para 3 pessoas, decidimos alugar um apartamento. Estava um pouco caro porque estaríamos no meio do Thanksgiving (Dia de ação de graças), mas ainda assim achei um extremamente bem localizado, razoavelmente perto do Rockefeller, mas não tão perto a ponto de ser muvucado, e com 2 linhas de metrô há 1 quadra de distância. Sites ótimos para esta busca são http://www.nyhabitat.com e http://www.vacationhomerentals.com/vacation-rentals/Manhattan-New-York-City-New-York.htm. A diária média ficou em U$ 58,00 por pessoa, com 1 quarto e sala com sofá-cama razoável, banheiro com banheira e pudemos nos sentir morando em NY por alguns dias. Sim, houve alguns problemas que comento quando falar mais do lugar, mas valeu a pena!!!

Por último: praqueles lados vale a pena levar notebook quem puder. Em todo lado tem wifi, basta entrar num Mcdonalds ou Starbucks, ou mesmo em algum restaurante e pedir um café para poder mandar emails e falar com o pessoal de casa – fora que por lá tanta gente tem note que nem medo de usá-lo em restaurante vc fica (ainda que eu usei o meu mais nas áreas comuns de onde me hospedei mesmo)

Ah sim: Para uma viagem com tanto ponto histórico (e minha esposa me zua que só um nerd como eu para ir para os EUA para ver tanta história), uma das melhores coisas que fizemos antes de sair foi ver a série John Adams, que retrata muita coisa que ao vermos depois dá outro sentido. Quem for passar em Washington, Boston ou Philadelphia, veja a série antes.

 

E agora, vamos ao dia-a-dia desta viagem que eu esperava fazer bem mais pra frente, depois de conhecer a Europa, e que acabei fazendo antes e posso dizer que valeu a pena!!! Tem também alguns custos e onde se aplicar (basicamente táxis e algum restaurante), a gorjeta está incluída no valor

 

 

1º dia – sábado– 14/11 - São Paulo – Nova York

Viajar durante o dia acabou ficando bem mais barato do que viajar a noite e não tão traumatizante quanto esperava. Fomos de TAM e o serviço de bordo se revelou ser muito bom. Sim, foram suas 10 horas de vôo, mas havia uma boa quantidade de filmes, as refeições foram até razoáveis e não houve qualquer turbulência, então foi tranqüilo.

No aeroporto, é aquela rispidez que todos falam – quase tiraram um cara a força porque não entendeu que não podia bater foto. O legal é que já por ali vemos que estamos mesmo no ‘centro do mundo’. Gente falando um monte de língua diferente, vestidos de maneiras diferentes. Quem mais chamou a atenção foi um senhor com 1 menino de jeans e camiseta, normal como qualquer um, mas a esposa e as filhas todas cobertas dos pés a cabeça com burcas e paramentadas. A viagem até o centro é bem demorada, e a fila enorme, mas a mulherada não pode ver loja e já foram pra Macy´s (na quadra do hotel) pelo menos pra dar uma olhada.. Pra mim o que chamou a atenção foi o Empire State. Ou melhor, não chamou: o tempo estava péssimo e apesar de estarmos há umas 2 quadras de distância, não dava pra ver nada. Comemos numa dellicatessen (onde começamos a perceber que se fala mais espanhol que inglês por ali) e dormir, que o dia havia sido bem comprido.

Táxi JFK – Pennsilvania Hotel – U$ 70,00

2º dia – Domingo, 15/11 - Nova York

A idéia era ficar somente 3 dias em NY, sair para as outras cidades e voltar para NY, então aproveitei estes dias para conhecer a região mais próxima, ao invés de ficar indo muito longe. Como estávamos no horário brasileiro, todo mundo cedo em pé para tomar café (onde aprendi que um bagel com Cream Cheese é muito engordativo, mas é uma delícia e se tornou uma espécie de café oficial).

Como o dia amanheceu bastante bonito, nada como bater perna. Muito cedo ainda e tudo vazio, então acabamos andando bastante, por todo o Fashion District, onde realmente tem muita coisa de pele na região, descendo até a região do Flatiron Building (um dos prédios mais tradicionais de NY) e um pedacinho do Chelsea. Pela hora do almoço estávamos de volta pois aproveitei que estávamos na frente e fomos ver o Cirque du Soleiul – mais barato em NY que em São Paulo.

Dali, direto para o Empire State que por incrível que pareça não tinha a fila geralmente assutadora para passar pela segurança, então entramos praticamente direto. A fila grande era para comprar ingresso, mas como tinha comprado o meu antecipadamente no site, não precisamos pegar. Ainda assim, até chegar ao topo vai um bom tempo. Por sorte calculei bem e chegamos ainda durante o dia – e é demais, surpreendente, vista linda. Sim, é um bando de prédios, sim é lotado, mas é bonito demais. Ficamos ali por 1 hora, enquanto o sol se punha, deixando a parte sul de Manhattan (Estátua da Liberdade incluída) lindíssimas. Depois de um tempo ainda passou um helicóptero da policia que parou ali perto só para ficar brincando e sendo fotografado pelos turistas. Também foi ali que descobri meu prédio favorito em NY: Chrysler building – lindíssimo seja lá de onde vc olha. A muito contra-gosto, já com NY quase completamente escura, descemos e fomos almo/jantar na mesma deli, que por sinal estava bem gostosa.

 

Pela noite, mesmo cansado, deixei as mulheres no hotel e fui caminhar. Me empolguei ao ponto de chegar em Time Square – sem dúvida algo de outro mundo, com tanta luz e tanta gente, no meio daquele monte de carro uma carruagem, uma mistura total. Ali percebi que seria muito feliz morando em Nova York]

 

Cirque du Soleiul – U$ 67

Empire State – U$ 22,00 (Compre antecipadamente e tente chegar uns 60 min. Antes do por-do-sol)

 

3º dia – Segunda, 16/11 - Nova York

Sim, ir para NY envolve também compras – eu mesmo já havia comprado uns 2 pares de jeans há U$ 20 cada ali na região – a mulherada foi se perder um tempo na Macys (aquilo é enorme, eu mesmo levei uns 15 minutos para achar a saída) e eu passar num starbucks, só para provar que café não é mesmo meu forte. Mas foi pouco tempo, pois fomos andando até o Píer 83 para o Cruise Line. Durante o verão há um noturno, mas nesta época é frio demais para fazer isto, então só havia diurno. Pra mim está ótimo. Fizemos o cruzeiro completo sobre a ilha, que começa já para o sul, passando pela Estátua, Brooklyn e Manhattan Bridge, e várias outras pontes, seguindo pelo outro lado passando na ONU, Yankee Stadiu, indo até lugares longe, fora do centro turístico, lá no harlem, até a ponta norte

O passeio dura 3 horas e na última hora é um pouco cansativo, mas gostei muito, e vale demais a pena numa primeira viagem – no mínimo, para dar uma dimensão melhor do que é Manhattan. Mas numa 2ª vez eu acabaria fazendo somente o que vai até o sul e volta.

Saindo dali, fomos andando as várias quadras até a região de Times Square, no caminho descobrindo o Chipotle, fast food de comida mexicana, onde comemos Burritos. Sim, são mega apimentados, mas bastante gostosos (e se vc não pedir os molhos vermelhos nem fica tão apimentado assim) – além do mais são baratos (uns U$ 10 por pessoa) e minha esposa ficou viciada nos tais burritos hehe.

Já pela noite, finalmente levei-as para conhecer Times Square, onde passeamos um pouco admirando mais uma vez a loucura dos luminosos. A Toys R Us é demais, e uma loja que tem uma roda gigante dentro sem dúvida é obrigatória (nem é tão grande a roda, mas a loja encanta.

Para terminar, Broadway: vimos o grande clássico do momento – O Fantasma da Ópera. Sim, poderia ter escolhido musicais mais atuais ou menos turísticos, mas este é clássico, pôxa!! Gostei pra caramba 

Circle Line U$ 34,00 Este dá para comprar adiantado, mas não tem desconto e você não tem lugar garantido (entra conforme for chegando mesmo), então cheguei uns 50 min. Antes, e compramos na hora. Como falei, o passeio vale muito a pena.

Phantom of the Opera – U$ 62 no 4ª andar, algo assim (mas dava pra ver bem). Na TKTS vc acha até mais barato, mas não queria ficar na fila. Há ingressos por bem menos nos últimos lugares, ainda mais alto que o nosso, onde dizem que dá para ver, mas já é quase parcial. Das peças, foi minha favorita.

 

4º dia – Terça, 16/11 - Nova York - Washington

Café na mesma deli de sempre, e seguindo para Port Authority pegar o ônibus. Em 3 pessoas, sem dúvida valeu usar o táxi. Ali é meio confuso até chegar ao terminal correto, mas chegamos cedo. A passagem para DC foi comprada uns 40 dias antes, o que deu um bom desconto (quase 50% pelo que vi no site), mas não tem lugar marcado. Até Washington foram 4:30 de uma viagem bem tranqüila e confortável. Lá chegando, o Hostel, como falei, foi uma grata surpresa (dos melhores hosteis que já fiquei, e já fiquei em muitos...)

Sou um rato de museu, então DC era uma cidade muito aguardada, por terem muitos, serem todos ótimos e ainda por cima gratuitos. Assim, para o 1º dia fui no Museu que fechava mais tarde, o de História Natural – que é muito bom. Nos 90 min. Ali o que mais gostei foi a parte dos mamíferos (e uma baleia gigante) e de metais preciosos, onde tem-se coisas históricas e lindas, que foram usadas por Napoleão e Maria Antonieta, por exemplo. Para uma visita rápida, vale a pena (mas não fique tanto tempo, mesmo pq em NY tem um bem maior).

A janta foi no hostel com uma Taco Night. Ao final, valeu por falar com um monte de gente (inclusive alguns brasileiros), mas o taco mesmo era pouco e fiquei com fome. Assim, no frio da noite fui em direção à Casa Branca. No caminho, meu 1º Mc em terras americanas, e ali a surpresa: meus companheiros de noite foram vários mendigos!! E tem sua lógica, o mc tem vários lanches (como mcChicken, fritas e refri) a U$ somente, então o pessoal consegue comer ali sem gastar quase nada. Se devem passar muito frio naquela temperatura, pelo menos tem lugar para comer. Fora que pelo que vi o pessoal ficaria ali se aquecendo na loja pelas próximas horas...

Bom, segui então para a Casa Branca, na parte norte (menos conhecida) e dei uma volta até a parte Sul – ali comecei a andar em uma rua em direção ao portão até que fui expulso por uns policias (só quando voltei durante o dia que vi uma passarela para pedestre lá pra frente). Pelo menos, consegui uma bela foto :)

Greyhound NY – Washington U$ 20

Táxi Washington-Hostel U$10

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  • Membros

Olá!

Irei para os EUA agora em abril com minha esposa e nosso afilhado de 10 anos, e estou ansioso para ler o resto de seu relato! :lol:

Meu roteiro vai ficar mais ou menos assim:

Sao paulo - NY pela TAM (ok)

NY 4 noites no hampton madison square (ok)

NY - Washington de trem pela Antrak (ainda não comprei)

Washington - 1 noite --- não sei ainda aonde ficar! Estou pensando em alugar um carro tb

Washington - Orlando de aviao ( ainda nao comprei esta passagem tb)

Orlando 14 noites no hampton south universal (ok)

Neste periodo em orlando farei passeios tb para tampa e para cabo canaveral.

 

To meio perdidão neste meio do roterio, mais especificamente em washignton...

 

Abraços.

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  • Membros de Honra

Eu sou meio lerdo com estes relatos, mas vou tentar acelerar ;)

 

Entre Washington e NY, acesse http://www.greyhound.com para ver preço de ônibus. Pode não ter o mesmo 'glamour', mas é uma viagem rápida e na época que pesquisei estava muito mais barata (20 contra U$ 40, 50 de Amtrak, algo assim...)

 

Sobre Washington - não vi tanto transito quanto falam, mas o pessoal não recomenta alugar carro, porque é dificil estacionar. Sobre transporte tem algumas coisas interessantes que pode avaliar o custo, como o http://www.trolleytours.com/washington-dc/ que é um 'hop on - hop off'. Você paga e vai descendo nos pontos turísticos. Eu gostei principalmente para ir a lugares mais distantes, como o Zoo e a Catedral Nacional, além de fazer uma volta pelos monumentos, que a pé poderia levar bem mais tempo, valendo por 2 dias. Mas.... não é tão barato assim. Por outro lado, são 3 diferentes - o mais conhecido sendo o http://www.tourmobile.com o qual, se for ficar somente na região central, eu recomendaria por ser mais barato e frequente.

Metro também é bom, e para se hospedar fique perto de 1. Ou use táxi para chegar ao centro, que para 3 pessoas pode valer a pena.

 

Estando lá por tão pouco tempo, vá aos monumentos e Casa Branca e/ou Capitólio. Se quiser muito ver algum museu, para seu filho deve ser mais legal o Air an Space, ou o Natural History (se não tiver ido em NY).

 

Eu fiquei praticamente 3 dias inteiros e achei muito pouco (podia ficar uns 10 sem medo), mas tem gente que faz bate-e-volta de NY e fica só 1 dia, achando suficiente.

 

 

Onde ficar: http://www.tripadvisor.com http://www.hotwire.com Tente ficar no centro, , que achei Georgetown um tantinho fora de mão. Fiquei no Hostelling International e gostei mas até o metrô era uma boa pernada

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  • Membros de Honra

5º dia – Quarta, 17/11 - Washington

Depois de um café-da-manhã muito bom no hostel, seguimos até o Capitólio, fazendo algo que me arrependi, que é ver no mapa e achar que é perto – nada é perto em Washington. Foram uns 40 min de caminhada, muito mais que o esperado. A única coisa legal é que no caminho nos deparamos com a sede do FBI. Mas este caminho vale ser feito de taxi ou de metrô. Para visitar o Capitólio (Congresso), é necessário seguir pelo Vistor Center. Você pode chegar na hora e ver se tem vaga – eu como sou maluco por organização, preferi deixar reservado online com uma boa antecedência – é grátis mesmo (http://www.visitthecapitol.gov/).

Depois da correria, a visita começa com um vídeo rápido e bastante interessante sobre a história do congresso, tanto da construção, que foi bem complicada, quanto das pessoas e leis que passaram por ali. Em seguida, passamos pela velha suprema corte e a Rotunda, cujo desenho (A apoteose de Washington) é impressionante. Também ali temos a história de alguns dos mais importantes que passaram, passamos pelo salão das estátuas, quadros, e outros. É uma visita de uns 60 min que vale muito a pena (e onde começou a compensar muito ter visto a série John Adams). Acabando a visita, você pode pegar entradas para ver as sessões tanto na Câmara quanto no Senado. Pegamos para as 2 pensando que desta vez iria ver como funciona um congresso prá valer, bem diferente do nosso. Depois de passar por toda a segurança, deixando as câmeras de fora, chegamos lá e tinha um monte de secretários na mesa executiva, mas quase nenhum deputado mesmo para discutir. O tema: reforma de saúde. Vimos um pouco e seguimos para o senado, que é ao lado da câmara. Mas ao invés de aproveitar que já havíamos passado pela segurança, tivemos que descer tudo, pegar as coisas e deixar em outro lugar, passar novamente pela segurança e finalmente entrar no Senado – que também estava quase vazio e também discutindo a reforma de saúde. Ou seja: tanto lá quanto aqui no congresso mesmo não aparece quase ninguém – pelo menos por lá se discutem coisas sérias ;)

Saindo dali, fomos para a Biblioteca do Congresso (tem passagem no próprio capitólio), criada por Thomas Jefferson e é a maior biblioteca do mundo hoje. Agora: prá que ver uma biblioteca? Simples: ela é lindíssima. As escadarias, as estátuas, o salão de leitura.. tudo lindo. Além de diversas exposições e uma ala só com a biblioteca doada por Thomas Jefferson, que era bastante grande. Também há uma cópia da Biblia de Guthemberg (uma das 3 únicas no mundo).

Saindo, passamos na Suprema Corte, que é afinal onde se decidem muitas coisas que depois serão afetarão diversos países. Ali não havia sessão no momento, então só entramos e vimos a sala de julgamento (incrivelmente pequena). Seguimos para Union Station, que já foi prisão, hotel e mais um monte de coisa e hoje abriga um mini shopping com diversos fast food(onde comemos) e estações de trem.

 

Saindo de lá, mais uma caminhada em direção ao Capitólio, seguindo para o Air and Space Museum, onde fiquei umas 3 ou 4 horas, só para dar uma passada rápida nos 3 andares do museu. Os destaques são logo na entrada a cápsula do Apollo 11 e Apollo 13, réplica da primera sonda a chegar em Marte, o Sputnik (primeiro satélite criado), mísseis de longo alcance e muitas outrsa coisas. Também no térreo há uma parte sobre a história da aviação comercial e seus boeings, Airbus, etc.

Subindo, tem-se alas dedicadas aos aviões utilizados em cada uma das guerras já travadas, exploração no gelo, também muita coisa de história, como o avião original criado pelos Irmãos Wright (não, Santos Dumont não é sequer citado). Na parte de exploração espacial, temos roupas usadas por alguns dos astronautas, cápsulas que foram enviadas ao espaço, e até mesmo um pedaço de uma pedra da lua (que na verdade é bem decepcionante por ser ridiculamente pequeno). Ali dentro também há 1 cinema IMAX e 1 planetário (quem for nos 2 tem um bom desconto). Fomos ao planetário e posso dizer que não achei lá muita coisa, mas o IMAX 3D deve ser bem divertido.

Praticamente sendo expulsos do museu, saímos pouco depois das 17:00, mas já tudo escuro e muito frio, em direção do hostel.

 

6º dia – Quinta, 18/11 – Washington

Depois da lição aprendida, pegamos um táxi até The Castle, o centro de informações do Smithsonian, que abre mais cedo que os museus. Demos uma olhada por dentro, onde tem algumas coisas legais, mas é uma visita rápida e só serve prá matar hora mesmo. Seguimos para o Washington Monument, onde depois de ler em vários lugares que se não chegar muito cedo não conseguiria vaga, peguei entrada adiantado na web (U$ 1,50). Chegando lá, a fila era pequena e podia pegar na hora sem problemas. O problema na verdade é que estava muito fechado o tempo, mal dando para ver alguma coisa. Ainda assim, já que estava pago subimos, mas realmente lá de cima não deu prá ver nada!! Baita frustração (mas fomos de novo no dia seguinte...). Saindo dali, fomos para o Museu de história Americana, onde fiquei mais umas 4 horas andando (já falei que sou rato de museu?). Pule a parte dedicada a brinquedos, Julia Child, etc, que é a menos interessante. Legal mesmo é a “America on the move”, com trens, carros, e barcos (estes principalmente maquetes). Também gostei muito da parte de “Presidencia americana”. Aqui no Brasil isto é tão detonado, com tantos golpes que é até triste ver a diferença de tratamento e o respeito com que o cargo é tratado por lá. Há partes dedicadas aos principais deles (a maior ala sendo de Lincoln e sobre seu assassinato), também uma ala dedicada aos presidentes que morreram no exercício (e não foram poucos), outro só para primeiras damas, com até mesmo vestido usado pela esposa de George Washington (primeiro presidente, um dos maiores até hoje) até algo de Michele Obama.

Outra área é sobre as artes, com instrumentos de música e cinema, que é interessante e pequena. Por último, parte grande do museu é dedicado as guerras, desde a luta pela independência até as mais atuais. É uma parte interessante e muito importante da história americana, mas só vale para quem é realmente interessado nestas curiosidades. Almoçamos por ali mesmo, algo que não recomendo por que qualquer lanche é muito caro, mas para não perder mais tempo serviu.

 

Saindo dali, pegamos finalmente o Trolley (http://www.trolleytours.com/washington-dc) Em Washington, há vários transportes onde você tem uma lista de lugares por onde eles passam, pega em um deles, desce no próximo de interesse e quando acabar a visita, vai para o próximo, num caminho circular, e normalmente passando a cada 30 minutos em média. O principal é o tourmobile. Eu escolhi este trolley porque passava em lugares mais distantes que queria conhecer, e por valer por 2 dias. Comprei online porque trazia desconto. Li muitas reclamações de gente que vai em alta temporada ou feriados, mas nos 2 dias que usei foi bastante útil, então para mim ficou bom. De metro pode ficar mais barato e até mais rápido, já que foge do trânsito, mas a caminhada entre os monumentos (que não tem metro perto) pode ser até razoável, principalmente se já tiver andado bastante, como a gente. Eu gostei, mas vai de cada pessoa. O único real problema dos trolley é que as paradas deles não tem indicação, então se for pegar 1 em lugar que não tenha visto antes, é bom ter o endereço exato da parada, que se encontra no site deles.

 

Pegamos então o trolley e seguimos direto até o zoológico, para ver os pandas gigantes, pois ali estão alguns dos únicos do mundo. O problema é que mais uma vez o mapa enganava, e a parada era razoavelmente longe do zoo, além de estar um tempo muito instável, chovendo um pouco... Depois de uma bela caminhada, no zoológico passamos diretamente a área da Ásia, onde passamos primeiro pelo Panda vermelho, que é pequeno e muito bonitinho, mas andando pela área dos pandas gigantes foi muito dificil chegarmos neles, até ao final os encontrar em uma parte coberta, já no final do percurso, quando estava quase desistindo. E ali estavam os 3 dormindo. Engraçado era uma excursão de meninas do primário que estava por lá e ficavam toda hora “So cute!”- até minha mãe começou a falar desse jeito  Mas que eram uma graça, isso é verdade hehehe

Além dos bichos propriamente ditos, há também algumas curiosidades com botões que imitam voz de filhotes, de panda bravo, de macho ‘cantando’ a fêmea e até um com esperma de panda (vai saber...) Depois de um bom tempo vendo se eles estavam vivos (afinal, se mexeram um pouco), nem vimos mais nada porque estava ficando tarde voltamos para o ponto do trolley – pelo menos, a volta era uma descida. Gostei bastante do zoo (mais ainda por ser gratuito), mas gostaria de ter tido mais tempo, já que é enorme

Próxima parada, a National Cathedral. Esta Catedral possui 7 andares e é uma das maiores igrejas do mundo, porém para mim o significado especial é por causa de um seriado. Ali foi gravado o melhor capítulo do melhor seriado que já vi, The West Wing, com o episódio The Two Cathedrals. É unanimemente um dos momentos mais fortes da TV americana, e não tinha como deixar passar. Chegamos lá já quase no escuro e sabendo que a visita tinha que ser rápida pois o próximo trolley era o último e chegava em 20 minutos. As fotos ficaram muito ruins, mas a catedral é impressionante e valeu a pena demais.

Mais uma vez no trolley, em direção a Georgetown, mas já estava escuro e o tempo feio então nem conseguimos ver nada. De qualquer jeito, o programa noturno era no Lincoln Center, para onde fomos de taxi após 2 pessoas dizerem que era perto, mas o tempo muito feio. Ao final, nem era tão perto assim

O Lincoln Center é um centro de cultura – ali tínhamos no mesmo momento umas 2 peças de teatro (a principal sendo “Um bonde chamado desejo”, com Cate Blanchet (Elizabeth para alguns, Galadriel para outros), a qual estava esgotada meses antes, mas que podia ter comprado mas não quis arriscar pq meu inglês não é tão bom assim, mas devia ter visto do mesmo jeito. Ao invés da peça, fomos ver a National Orchestra, que é uma das melhores dos EUA, e que no dia tinha participação especial de Joshua Bell (esse sim, o maior – ou ao menos mais conhecido – violinista do mundo). A apresentação foi ótima, mas Joshua Bell é algo impressionante!

Na volta, um ônibus gratuito até o metro e de lá para o hostel. Ainda saímos embaixo de chuva para procurar algo para comer, mas por incrível que pareça já estava tudo fechado (ainda eram pouco depois das 22), então comemos no McDonalds mesmo, sempre um salvador da pátria (e ali em Washington, parece que tem 1 em cada esquina..)

 

TrolleyTour – U$ 32,00

National Orchestra U$ 55,00

Taxi Georgetown – Centro – U$ 10,00

 

7º dia – Sexta, 19/11 – Washington

Mais um dia para começar cedo, já fazendo um checkout porque a noite iríamos para Boston. As mochilas podemos deixar em um guarda-mochila, que custava $4,00 cada. Deu um pouco de trabalho até a gente entender, mas conseguimos. Depois de um dia bem feio, este amanhece lindo. Assim, fomos a pé até a Casa Branca, que era pertinho, tanto na parte norte quanto na sul (lotada de turistas). Seguimos até o Washington Monument, que mais uma vez não tinha fila, e subimos de novo, desta vez sim conseguindo vistas lindas de toda a cidade, cada janela com sua região. Em seguida, começamos o périplo pelos outros monumentos, sempre pelo trolley

O 1º foi o Jefferson Memorial, muito bonito com aquela cúpula arredondada e a vista para o Washington. O próximo é o FDR monument. O menos conhecido dos 4, monumentos presidenciais, e bem diferente dos outros, já que são várias fontes de água com algumas das frases ditas pelo presidente que mais tempo governou o país (foi eleito 4 vezes – tirou o país da depressão de 30 e depois liderou-o durante a 2ª Guerra, só para morrer antes desta terminar). É muito bonito e vale a pena ser conhecido. Por último, o mais conhecido, que é o Lincoln Monument. Já ao subir as escadas você lembra que Martin Luther King fez seu discurso do sonho ali, que a esposa de FDR lutou pela igualdade das mulheres, e que foi ali que Forrest Gump reencontrou sua amada depois da Guerra do Vietnã :P A força da estátua de Lincoln talvez seja por aparecer incontáveis vezes em filmes e seriados, então junto com a Casa Branca e o capitólio deve formar os lugares mais conhecidos de Washington, e vale a pena ser visto.

Descendo a escadaria, à esquerda tem-se o Memorial do Vietnan, uma escultura aparentemente simples mas poderosa e emblemática, com o nome de todos os dezenas de milhares de soldados mortos nesta guerra totalmente inútil. E à direita, tem-se o Memorial aos veteranos da Guerra da Coréia, outro também muito bem feito.

Terminando isso, almoçamos e rumamos para o aeroporto, onde tem outra história: quando fui ver valores entre Washington, de ônibus custava U$ 40,00 para uma viagem de 10 horas. Já de avião também encontrei passagem a U$ 40,00 (mais 10 de taxa) porém para 1:40 de viagem. Precisa perguntar qual a escolhida? O problema: este preço era pela jetblue, que na verdade usa o aeroporto de Baltimore, que todo mundo dizia ser a 2 horas de distância. Assim, calculei para sairmos umas 3 horas antes e chegar tranqüilo. De táxi mesmo, pq o preço do táxi para 3 pessoas acabava ficando próximo ao trem, mas ia mais rápido. O que eu me esqueci é que a gente ia numa sexta-feira a tarde, com todo mundo querendo ir embora de Washington. Assim, a viagem durou uns bons 40 minutos a mais que o previsto, e chegamos lá o avião já estava fechado!!

O que salvou foi que o atendente da jetblue nos colocou já no próximo avião, e conseguiu com que nem fosse cobrada taxa extra. Acabamos perdendo mais 2 horas ali, mas pelo menos o aeroporto tinha conexão wi-fi gratuita e um lugar confortável par esperar. Assim o que foi um problema acabou minimizado graças a companhia, que eu adorei.

O vôo saiu na hora e foi bem tranqüilo, chegamos em Boston bem tarde, e de táxi fomos para o mega-hotel 4 estrelas que tinha reservado por um pouco mais que o hostel lá no hotwire. E sim, o quarto era tudo isso que a gente esperava, então para um dia complicado deste, nada como uma noite de descanso em cama king size 

 

Washington-Boston pela jetblue U$ 50,00

Taxi Centro Washington-Baltimore U$ 75,00

Taxi Aeroporto Boston-Hyatt U$ 35,00

 

 

RESUMO WASHINGTON

Adorei a cidade. Mesmo sendo a capital do país, é razoavelmente tranqüila, e bastante segura. Muita gente diz que 1 dia é suficiente, mas para mim 3 dias já achei pouco – podia ter ficado uns 10 sem medo. Para ver, faltaram principalmente a National Gallery of Art, a região do Cemitério de Arlington (que dizem ser um passeio bastante interessante) e Mount Vernon, a terra de Washington. Mas como falei, poderia ficar muito mais tempo por ali. Mas... quem não gosta muito de museu vai discordar completamente heheh

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  • 2 semanas depois...
  • Membros de Honra

8º dia – Sábado, 20/11 – Boston

Depois de tanta correria em DC, nada como um dia mais ‘leve’. Assim, acordamos mais tarde e tomamos café no Dunkin Donuts (que lá não vendo só rosquinhas, e tem um bagel bem decente), e depois fomos para o New England Aquarium. O Aquário é enorme e muito bonito... várias áreas de pingüins, e uma rampa por onde subimos pelos 3 andares rodeando um enorme aquário no meio. As diversas formas de cavalos-marinho, águas-vivas, e até tubarões garantem a diversão. Com um descontinho para as 2, ainda fomos ver um filme no IMAX (pode sair do aquário, ver o filme e voltar) que foi bem divertido (logicamente sobre o mar – mas nos fins de semana também passam filmes ‘normais’).

Perto do anoitecer ( o que quer dizer umas 16:00) fui conhecer Boston Common, afinal a 2 quadras do hotel – que estava lindo com o céu de outono encerrando o dia. Sim, o frio estava muito grande, mas andar por ali valeu a pena.

Para terminar, à noite fomos ver a Boston Simphony, lugar fácil de chegar de metro. Talvez pela escolha das músicas, talvez o cansaço de meio de viagem – só sei que não foi assim tão legal quanto imaginado. O melhor foi é comer uns docinhos no “Au bon pain”. Um pouco caro, mas uma delícia.

Aquarium + IMAX U$27,00

Metrô U$ 2,00 por corrida

 

9º dia – Domingo, 21/11 – Boston

Café da manhã no Starbucks, que em Boston tem em toda esquina, e seguimos para Boston Common começar a famosa Freedom Trail. Bom seria se toda cidade tivesse um caminho marcadinho como este – sim, às vezes dá para se perder um pouco, mas é só continuar a procurar que você acha rapidamente. Destaques são a State House com sua cúpula dourada, Granary Burying Ground, basicamente um cemitério, onde estão enterrados alguns dos heróis da independência americana e principalmente Old State House, que vale a visita no museu com suas muitas histórias daqueles tempos. Logo após o Quincy Market, vale dar uma passada pela Hannover Street para comer muito bem e não gastar muito em algum dos diversos restaurantes da rua. Nós almoçamos no Bella Vista, na 288, Hannover Street e gastamos menos de U$ 40,00 em 2 pessoas.

Depois do melhor almoço da viagem, bater mais perna para terminar a trilha,seguindo para Charlestown, até o Bunker Hill e o USS Constitution -só precisa ficar de olho no horário de abertura do navio – a gente demorou demais no restante da trilha e chegamos no exato momento de fechamento do navio  Dali, para voltar ao centro basta pegar uma balsa, que custa uma passagem de metro, e vale por um passeio – apesar do frio sem noção.

Este dia mais do que nunca valeu a pena ter visto a série John Adams antes. Lugares como o Boston Massacre Site são muito simples, então conhecendo um pouco de história vai curtir muito mais.

Old State House Museum – U7,00

10º dia – Segunda, 22/11 – Boston

Desta vez o passeio começou pelo outro parque publico, vizinho a Boston Common, o Public Garden. Seguimos pela Newbery Street até o Trinity Church, uma igreja muito bonita mesmo, mas que cobrava para entrar, então ficamos só do lado de fora. Ali pertinha fica o Prudential Center, onde primeiramente fizemos o Duck Tour. Ducks são como chamam uns carros anfíbios que foram usados na Segunda Guerra, e reformados e agora fazem um passeio pelo centro da cidade e também navega na Baia de Boston. Pode parecer meio bobo, mas eu achei muito legal e foram ótimos 90 minutos de passeio. Almoçamos por ali e fomos no mirante no topo de um dos prédios, a Prudential Tower, com uma vista 360 de Boston que é bastante bonita, mas com o céu aberto deve ser fantástica.

Podíamos ter ficado o resto da tarde por ali mesmo pois o shopping parecia interessante, mas ainda faltava Harvard, então pegamos o metrô e fomos diretamente para lá. Ali o esperado era aquele monte de estudantes em grupinhos, como vemos nos filmes, porém não tinha é ninguém, estava um deserto quase completo. Provavelmente isto porque o tempo estava nublado e de vez em quando garoando, então o povo não devia estar animado para sair. Sim, Harvard Square é bonitinha e afinal é o ponto principal da principal universidade do mundo, mas não se preocupe se não conseguir chegar lá. Fora que ali ficam só alguns cursos e alojamentos do primeiro ano – a maior parte dos cursos ficam espalhados pela cidade. Para terminar, sessão de Atividade Paranormal, filmaço!!

Duck tour U$ 32,00

Prudential Center Observatory U$ 12,00

 

RESUMO BOSTON

A cidade é uma delícia – sim, a mais fria que a gente passou, mas o clima da cidade (não temperatura) é muito agradável, sua história, sua vida cultural. Cidade não muito falada ou visitada, mas que valeu demais.

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11º dia – Terça, 23/11 – Boston-NY

Pelo mapa, o terminal de ônibus era bem pertinho do hotel, mas 3 pessoas saindo com malas por algumas quadras não era legal, assim fizemos o checkout (pela televisão do quarto, algo que nunca tinha visto), e pegamos um táxi até o terminal. 14:30, de volta à Big Apple. Ali, sofri um pouco para me entender com os telefones, mas consegui finalmente falar com o pessoal da agência que tinha alugado minha casa. Mais um táxi até lá, e quando chegamos o carinha já estava esperando na porta. A casa era uma graça, maior até do que eu esperava. O fato de a divisória quarto-sala não ser até o teto matava qualquer privacidade, mas ok, ao menos o sofá-cama realmente servia como cama, a Internet estava boa, e há 2 quadras conseguimos fazer o mercado da semana. Para completar, uma banheira todinha nossa pelas próximas noites...

Claro, como não agüento ficar parado, nem bem arrumamos tudo e já fui andar, seguindo até a 5ª Avenida (somente 3 ou 4 quadras, mas as quadras são longas então a caminhada foi grande). Ali, mais uma vez tive aquele sentimento de “Nesta cidade eu poderia morar feliz”. O caminho até o Central Park foi ótimo, tudo iluminado, super enfeitado para o natal. As famosíssimas lojas ricaças, aquele monte de gente passeando, tudo. Segui até a loja da Apple, passando pela F.A.O Schwartz já para ver o famoso piano (que nem é tão grande assim) e como não podia faltar, um pedido de casamento no rink de patinação do Rockefeller Center.

Quando voltei para casa já estava na hora de sair novamente, agora para as Rocketes no show do Radio Christmas City Hall – é um show que se repete todo ano há décadas, ficando em cartaz somente a partir de Novembro até o comecinho do ano. Tem de tudo ali, desde os musicais normais até o uso de 3D. Sim, é brega e kitsch, mas valeu cada centavo.

A noite chegou e descobrimos o grande problema desta parte da viagem – os canos de aquecimento da casa faziam um barulho infernal a cada umas 2 ou 3 horas, acordando todo mundo assustado – tentei falar com o pessoal que alugou, mas eles não nos respondiam nada (afinal, era semana de thanksgiving), e além do mais o que realmente poderiam fazer? Talvez nos dizer como desligar o aquecimento, se é que isto seria possível. Sei que este problema realmente tirou a gente do sério – ao final da estadia já estávamos até acostumados, mas toda noite ao menos 1 vez acordava assustado com o barulho.

A casa que alugamos foi: http://www.vacationhomerentals.com/vacation-rentals/Manhattan-New-York-vacation-rental-apartment-proID-10807.html Os pontos positivos foram a localização (realmente muito boa – razoável caminhada até a 5ª com Rockefeller Center, mas principalmente a 1 quadra de 2 linhas diferentes do metrô que nos deixavam em qualquer lugar em pouco tempo, o bairro é bastante seguro a noite, a Internet é boa, tem algumas opções para se comer (ok, não são muitas, mas tem alguns mercadinhos próximos que ajudam). Contras: O maldito som do cano, que parecia alguém martelando ferro toda noite. Além disto, só tínhamos 1 única chave da porta da rua para 3 pessoas, e como o interfone não funcionava isto poderia limitar um pouco os movimentos. A TV a cabo estava desconectada, mas a gente não ia usar mesmo então nem sentimos falta – mas como estava incluída, devia ter funcionado. O jardim de inverno da foto é bonitinho, mas muito zoneado e mal cuidado. De qualquer jeito, com o frio que fazia a gente nem saiu mesmo

Também o custo não foi alto – gastamos U$ 174,00/dia para 3 pessoas, o que dá 58/dia em alta temporada – pelo que vi, só em hostel conseguiríamos preço melhor. Se for em 2 pessoas, nestes sites há muitos studios que podem quase sair tão baratos quanto hostel, mas com mais tranqüilidade. Mesmo com os problemas que tivemos, achei uma ótima opção – fora que por 10 dias pudemos dizer que tínhamos uma casa em Nova York 

Táxi em Boston – 6

Táxi em NY – 10

Christmas Special – 62

 

12º dia – Quarta, 24/11

Cedinho para o metrô em direção ao sul. Chegando ao metrô, a primeira coisa que quem vai ficar algum tempo deve fazer é comprar um metrocard unlimited. Há várias opções de dia, então escolha a sua. Nós optamos pela de 7 dias, pois era este ou 14, e nós teríamos 10. Também muitíssimo importante é andar com um mapa do metrô nas mãos. Li que nas próprias estações você consegue, mas eu usei o do guia da Folha mesmo que foi ótimo. E o metrô de NY comparando com os de Sampa são bem mais sujos e muito demorados, porém te leva a qualquer lugar – só precisa ficar de olho nas conexões.

Iniciamos o dia em Wall Street, primeiro uma rápida passada na Trinity Church, depois chegando até a Bolsa de NY, que é fechada para visitantes, então seguimos em direção a Estatua da Liberdade, no caminho passando pelo famoso touro onde cada 1 tira uma foto mais sem noção que a outra – tinha uma lá (brasileira, por sinal) que estava saindo pela parte de trás do touro heheh

A Estátua é um dos que mais vale reservar, até porque quando fui não havia mesmo lugar para ir naquele dia, só quem tinha comprado pela Internet. Se quiser subir até a coroa, é necessário reservar com vários meses de antecedência – já para fazer o passeio ‘normal’ não precisa tanto – e o preço de ambos é o mesmo. Muita gente disse que já é o suficiente pegar a balsa para Staten Island, pois eu peguei a balsa também e uma não substitui a outra – no máximo se completam.

O passeio em si não é lá muito organizado, mas você chegando mais ou menos na hora está ótimo. A única tristeza é que no dia que fomos estava bastante fechado, a ponto de não conseguir sequer ver os prédios da parte sul da ilha. Mas a estátua já fez valer o passeio – sim, ela é menor do que parece nos filmes, mas quem liga? Suba até o pequeno museu, vá nos primeiros andares (que são liberados), e depois aproveite e dê uma passada em Ellis island, já que a parada está incluída mesmo. Nesta Ilha entraram basicament todos os imigrantes no século XIX ao começo do XX, e o museu dali trás muitas histórias interessantes deste pessoal que fugia de guerra e fome para tentar a sorte nos EUA. Vale a pena a parada.

Depois disto, fomos em direção ao WTC site, que realmente nada mais é do que um campo fechado cheio de guindastes – mas aquele espação vazio faz pensar no tamanho do que seriam aqueles prédios e o estrago que os terroristas fizeram. Pena que a chuva estava começando a apertar então fomos logo. Ali perto, em uma delicatessen, a pior refeição da viagem toda, num lugar dirigido por um argentino (tinha que se).

A noite, para alegria da mulherada, fomos na loja de descontos Century 21 – nesta precisa ficar de olho. Realmente há muita coisa a preços ótimos, mas as roupas mais famosas ainda continuam caríssimas, a ponto de dar medo. De qualquer jeito, vale a pena para comprar camisetas, tênis, algumas blusas, perfumes e outras coisas mais – só precisa ter paciência para pesquisar.

 

Metrocard 7 dias – U$ 27,00

Liberty Island – U$ 12,00 http://www.statuecruises.com

 

13º dia – Quinta, 25/11

Dia de ação de Graças, ou thanksgiving – para os americanos, um feriado tão importante quanto o Natal. E neste dia começamo com a Macy Parade, uma instituição deles por lá e que sempre me lembra de Friends, onde umas 3 ou 4 das 10 temps mencionaram a parada. Chegamos pouco depois das 8:30 em um dos lugares onde ia passar a parada e já estava superlotada a avenida, com um monte de crianças sentadas em espécie de andaimes feitos pelos pais, e todo mundo amontoado. Provavelmente começaram na hora porque umas 9:30 chegavam os primeiros balões gigantes por ali. A molecada fazia farra, e a gente também. Às vezes repetiam frases famosas de personagens como o Buzz Lightyear, outras o pessoal simplesmente aplaudia alguns famosos (para eles, não pra gente). Foram umas 2 horas de desfile, culminando é claro no Papai Noel. Ali também comi meu primeiro hot dog a lá americana, que é só pão com salsicha e catchup – muito meia-boca, viu. Aliás, comida de rua nos Eua gostei do falafel (e mesmo assim como pedi picante não consegui comer tudo). Hot-dog fraco, pretzels é muito ruim (nada a ver com o que vemos por aqui).

Dali pegamos o metrô para o Brooklyn, onde fiz um pouco diferente do que costumam fazer, e acho que valeu mais a pena. Descemos do outro lado da famosa ponte, demos uma volta pela região e pretendia almoçar em uma pizzaria bastante famosa que tem ali, mas estava fechada – então paramos no único aberto que vimos, e demos muita sorte com um almoço muito bom, até que finalmente fomos para a ponte. Com o dia frio, mas ensolarado a travessia foi ótima. Não a toa é tão famosa e um dos ‘must see’ de NY. Muita gente vai até a metade e volta e eu não tenho como comparar, mas acho que do nosso jeito ficou até mais legal.

Como no dia seguinte a idéia era madrugar, fomos dormir cedo.

 

14º dia – Sexta, 26/11

Quando resolvemos ir para os EUA, calculamos para estarmos lá exatamente neste dia, conhecido como Black Friday – neste dia as lojas vão trocar os estoques para o natal, então os preços ficam muito baixos. O problema: estas lojas abrem de madrugada, então 5 da manhã já está o pessoal nas filas para fazer compra. Lógico que nós fomos 1 destes grupos hehe.

Acho que o que mais valia a pena, de longe, eram as TVs de LCD – pena que pra gente era impossível. Assim, acabamos comprando pouca coisa na famosa Best Buy (1 note para meu cunhado), mas a mulherada se esbaldou em roupas e perfumes no manhattan mall, principalmente na loja JC Penney, que realmente tinha ótimos preços. Foi tanta coisa que tive que comprar um conjunto de malas (4 por U$40,00) para colocar as coisas. Terminamos o dia na B&H comprando uma máquina fotográfica pra gente.

Com todo mundo cansado, fomos para casa, mas como sexta é dia de MOMA gratuito (o preço normal é de U$ 20), mesmo não sendo lá um grande fã de arte moderna, tive que ir. A fila é grande, mas lá dentro nem parece assim tão cheio, mas o tempo que passei ali me serviu para lembrar porque não gosto de arte moderna – por sorte, havia um bom tanto de arte mais antiga também, e desta eu já gosto bastante. A única nota triste é que a exposição do Tim Burton que ocorria nesta época estava já com lotação esgotada.

Para terminar, uma legítima pizza nova iorquina, só para ver mais uma vez que não há pizzas como em São Paulo.

 

15º dia – Sábado, 27/11

Depois de tanta compra na sexta, um sábado mais tranqüilo... assim fomos finalmente ao Central Park – lá no começo, perto da 5ª Av. Ali dentro dá para se perder facinho em suas muitas trilhas. A gente foi caminhando até a região de Strawberry Fields, para prestar nosso tributo a John Lennon, na Belvedere Fountain, que estava seca, mas ainda assim bem bonita – e ainda tinha gente tocando, gente dançando, e gente tirando foto de casamento – lembrando não sei quantos filmes. Na verdade, tudo no Central Park lembra algum filme que a gente já viu, principalmente os gramados com o pessoal fazendo piquenique (não muitos por causa do frio) e os prédios ao redor. Seguimos até o lago central, passando pela bow Bridge (a mais famosa ponte do parque) –tudo bonito demais e super romântico. Almoçamos em uma cantina italiana ali perto (onde o cara pegava até o macarrão semi-cozido com as mãos, mas ao menos a comida estava muito boa), e fomos até Central Station.

Sim, é uma estação de trem, mas é muito bonita, famosa demais e merecendo a fama que tem – é um passeio rápido, gratuito e que vale a pena. Ali pertinho há o Chrisler Building (meu favorito na cidade), onde se não dá para subir, ao menos dá para se admirar de perto. Também passsamos na Public Library, mas esta já foi meio decepcionante, já que ao contrário da Biblioteca do Congresso, ali não há nada de muito interessante. Para terminar, finalmente as meninas foram conhecer a 5ª Av., começando no rink de patinação do rockefeller (lotadíssimo, e desta vez sem pedido de casamento) – o rink em si não justifica a fama, já que é pequeno, mas a localização dele no meio de tantos prédios é bastante interessante. Neste dia ainda estavam preparando a também mega-famosa árvore de Natal – que seria inaugurada durante a semana.

Subimos então pelo lado direito da 5ª avenida, o mais enfeitado. O destaque pricipal ficou com a Saks, onde havia até fila organizada para ver os enfeites (chegamos a entrar na loja, mas cachecol a partir de 50 dólares não é com a gente). A loja Disney é um encanto e vale a passada, paramos também em St. Patricks Cathedral, que é impressionante por dentro, com tantos turistas quanto gente ouvindo o padre pregar. Outros destaques foram a Bergdorf & Goodman, com enfeites baseados no filme “O fantástico Sr. Fox”, e claro a loja da apple, que é bastante bonita mesmo, mas por dentro achei bem bagunçada. Para terminar, mais uma passada na FAO Schwartz, desta vez para minha mãe ficar doida com tanto bicho de pelúcia (que ela adora). Dali para casa, que foi um ótimo sábado.

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  • 2 semanas depois...
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Para finalmente teminar:

 

16º dia – Domingo, 29/11

A mulherada achava que ainda não tinha comprado o suficiente, então lá vamos nós aproveitar o domingo. Além de novamente no Manhattan Mall (principalmente JC PEnney) não consegui resistir e fui na Best Buy comprar um note prá mim também. Detalhe foi na volta que minha mãe acabou entrando em vagão diferente do nosso – até ela perceber que a gente estava no do lado, foi triste ver o desespero. Imagina se perder por lá, sem saber falar inglês ou mesmo ter o endereço? Ainda bem que ela achou a gente depois de um pouco de tempo, e dali por diante fiz decorar o endereço de onde a gente tava.

De volta a casa no meio da tarde, é sair para NBA!! Desde pequeno sonhava em ver um jogo deste, e estando aqui é lógico que tinha que ir. A entrada é bem organizada, duro foi subir uns 4 andares até achar o nosso lugar hehehe (mas mesmo longe, dava prá ver bem o jogo) Passada antes em uma das várias lanchonetes do lugar para um balde de batata frita e refrigerante. Abertura do jogo com Steve Vai na guitarra, alguns famosos e o jogo entre New York Knicks X Orlando Magic.

O interessante foi a diferença do que estamos acostumados no estádio por aqui – o time da casa fazia ponto, todo mundo aplaudia. O time adversário fazia ponto, o povo também aplaudia! Fora que não havia tanto xingamento quanto esperado – é tão civilizado que é até estranho. Nos pedidos de tempo e intervalos, aparecimento de mascotes, sorteios, chamadas ao povo das arquibancadas, e lógico 1 pedido de casamento. Mas as cheerleaders são de longe o melhor  Fora o jogo, claro, que tem ótimos momentos, e aquelas cenas plásticas típicas de NBA. Umas 2 horas depois do inicio, Knicks 102 X 114 Orlando Magic

 

Entrada U$ 65,00

“Janta” no estádio U$ 15 para 2

 

17º dia – Segunda, 30/11

Depois de um bom tempo sem museu, direto para o Museum of Natural History, chegando mais ou menos na hora de abertura (10:00).Para entrar, ia dar U$ 1,00 por pessoa, então minha esposa chegou e deu o dólar dela, quando eu ia dar o meu, já me disseram que estava ok. Ou seja, entrei por 50 centavos cada! Ali, fiquei doido – li que alguns não gostam porque são muitos animais empalhados, mas eu achei magnífico – tudo extremamente bem montado, as paisagens e os animais (destaque para os grandes mamíferos de todos os continentes). Criança então deve ficar doida por ali hehe. Saindo, fomos até a região de Columbus Circle de metro – estava chovendo então não tinha como sair muito. Ali tem um Shopping, onde almoçamos num mercado – você pega o seu almoço, monta numa caixinha e leva pro caixa, o mesmo onde o povo compra as coisas ‘normais’, pesando no caixa. Bem estranho...

Mais uma vez metrô e para um lugar que muita gente acha bem besta, mas nós nos divertimos, o museu de cera do Madame Tussauds. Sim, há algumas estátuas bem mais ou menos, mas outras são até realistas. Ali sofri porque minha máquina acabou a bateria, e ficar sem máquina num lugar daquele me deixou desesperado – no final, por sorte vendiam daquelas maquininhas descartáveis e comprei uma, o que já foi o suficiente (mas ao final nem adiantou pq não soube usar direito a máquina e na hora de revelar mais da metade eu tinha queimado...). Foi um bom tempo ali dentro com aquele monte de personagens 

 

Madame Tussauds U$ 36,00 mas você acha descontos em vários lugares, inclusivo nos sites. Nós pegamos em uma revista timeout por 2 pelo preço de 1

A noite, fomos ver o Blue Man Group, que em NY se apresenta no Astor Place, um teatro bem pequeno perto de Grenwich Village – gostei bastante de ser pequeno porque você se sente bem perto dos atores. O show é diferente do que se espera e bastante engraçado – ainda que apelem demais para piadas com comida e nojeiras, para meu gosto. Mas... valeu a pena, e ainda ficou mais barato que no Brasil.

 

CUSTO

Blue Man Group U$ 71

 

18º dia – Terça, 01/12 - Filadélfia

Compramos a passagem ida-e-volta já cedo, e fomos para a terra do “Garanhão Italiano”, Rocky Balboa!! Mas aqui também é, junto com Boston, o berço dos EUA. O centro histórico de Filadélfia vale demais o passeio, começando se possível pelo Independence Hall, onde funcionavam o primeiro congresso e senado dos EUA, e principalmente onde fizeram a declaração da independência – mais do que nunca, ter assistido John Adams antes teve suas compensações, onde vimos os lugares reais onde gigantes como George Washington e Thomas Jefferson criaram o que se tornou a democracia moderna.

Do Independence Hall, pode-se seguir para Liberty Bell, que é um museu (pequeno, não se preocupem) dedicado a 1 sino! Parece absurdo, mas até filmes sobre o sino já foram feitos, e ali conta toda a história do porque da reverencia com 1 sino. Há muita coisa interesssante, como a Betsy Ross House (que confeccionou a primeira bandeira americana, ainda durante a guerra da independência), algumas dedicações a Benjamin Franklin (mais conhecido como inventor do para-raios, mas um cara dos mais importantes nas batalhas do país) e muitas outras coisas. E para almoçar, precisa comer um Phili Cheasetake, provável,ente o mais famoso sanduíche dos EUA, e que eu gostei prá caramba. Comemos no Sony, que é um restaurantezinho bem fuleiro, mas que os nativos dali consideram um dos melhores sanduiches da cidade. 1 destes+ refri é mais que o suficiente como refeição.

Demos mais umas voltas pela parte histórica, pegamos o ônibus e mais 2 horas estamos de volta em NY, depois de um dia cheio de história em uma cidade muito legal e que vale o bate-e-volta

Na volta, já que era do lado, fiquei em Times Square, comendo no jantei no Jack Ribs, bom lugar para uma refeição rápida, e fui para um cinema. Detalhe: comprei o ingresso e tive que subir 4 andares prá chegar na sala de exibição – devia ter umas 20 salas por ali.

Enquanto eu ia ao cinema, minha mãe e esposa se largaram em NY para seguir até o Century 21. Ensinei elas a irem e como chegar em casa de volta pelo metro, onde a gente marcou um horário mais ou menos, já que só tinha 1 única chave do portão da rua e o interfone não funcionava (por sorte, era no térreo e dava prá ver quem chegava). Vi meu filme, e fui pro metro, preocupado que podia ser tarde, ou que elas tinham se perdido. Peguei o metro, entrei no último vagão quando ouço me chamarem, olho e vejo as 2 sentadas!! Nem precisa falar quantos metros e quantos vagões tem cada um prá ver a chance de algo assim acontecer. Foi muito engraçado!

 

CUSTO

NY-Philadelphia-NY U$ 36,00 porque compramos lá – mais de 20 dias de antecedência pela internet teria saído 30 no máximo.

 

19º dia – Quarta, 02/12

Pegamos o metro novamente para o norte, parando perto da chamada “Museum Mile”, dando uma passada na frente do Guggenheim (mas sem entrar, que é meio caro), e fomos até o Metropolitan Museum of Art, MET. Ali também a entrada é você quem decide, então fiquei novamente no U$ 1 por pessoa (não tem cara feia, não se preocupem). Fomos direto para a parte egípcia que é fascinante, para dizer o mínimo. É ‘só’ a maior de cultura egícia fora do Cairo. Também há uma muito legal de arte bizantina e outra sobre guerras – no caso, gostei principalmente de muita coisa de samurai. Há também uma parte enorme sobre cultura européia, outra bastante interessante sobre cultura grega e romana. Isto tudo, fora os muitos quadros do piso superior. Não dá – ficamos novamente 4 horas dentro de um museu para ver apenas 1 parte pequena do acervo. Só quem mora ali deve conseguir ver tudo, podendo ir quando der vontade. Mas esta visita rápida já valeu demais a pena.

Em seguida, fomos comer algo e as 2 voltaram para casa. Eu fiquei por ali mesmo, fui dar uma última volta no Central Park, indo ao Belvedere Castle, de onde tem-se uma linda vista da região. Também, claro, tinha que comer um hot dog no parque – dureza é só que por causa do tempo tinha pouquíssima gente por ali. No verão deve ser demais! Dali, peguei o metro e fui pegar o bondinho para a Roosevelt Island. O preço é o de uma passagem comum (e está incluído no Metrocard). É um meio de transporte normal do povo, mas só de passar de bonde lá do alto de uma ponte para sair de Manhattan já é uma bela experiência. Além do mais, ali é o cenário de uma cena crucial do Homem-Aranha, poxa (é aquele o bonde atirado pelo Duende Verde no final do filme). A vista do outro lado, bem pertinho do Chrysler anoitecendo, é linda.

Quando voltei já estava escuro e só deu tempo de sairmos para ver “O Rei Leão”, que queria ver desde que era moleque. Pode parecer bobo pelo tema Disney, mas é um espetáculo que vale muito a pena, mesmo no fundão. Além disto, a vista que se tem da Broadway a partir do Minkoff Theather(mesmo chovendo) é demais. Vale muito a pena.

 

CUSTO

Metrocard vencido, compramos outro de U$ 8,25 que dá uma passagem grátis

The Lion King U$ 71,00

 

20º dia – Quinta, 03/12

Último dia de NY, dia de tristeza!! A manhã inteira passamos arrumando as malas e fazendo as compras caberem nelas. Saímos procurando algum lugar para almoçar e paramos em um asiático ali perto. Primeiramente, bolinhos vietnamitas. O prato principal pedi um frango grelhado, mas me trouxeram errado e ao invés de trocar disse que ficava com aquele mesmo. Era um frango empanado com molho doce que foi simplesmente surpreendente, uma delícia que vou lembrar o resto da vida. De sobremesa, sorvete – tudo por U$ 20,00 Não lembro o nome do lugar, mas foi das melhores refeições da viagem toda.

Dali, fomos ao Top of the Rock, para ter uma última vista de Manhattan de cima – a disputa deste com o Empire State é grande, mas como dizem: só daqui você consegue ver o Empire State. Fora que não tem aquelas grades na frente, já que a proteção é de vidro. Foi um ótimo adeus a cidade, mesmo com um frio que fez a gente ficar menos tempo do que poderia.

Descemos e fomos ao outro ponto importante ainda não visitado: Píer 17. Sim, é bem legal o lugar, mas seria melhor se tivesse com mais tempo. Demos uma volta pelo shopping da região, e fomos a exibição local do “Bodies Exhibition”, aquele que um cara pega pessoas e plastifica-as para mostrar como é o corpo humano por dentro. É bem menos pesada do que esperava, e teve seu valor educativo – mas não iria de novo. Voltando já pela noite, fomos a pé até o porto para pegar o Ferry para Staten Island. Mais uma vez, é uma balsa que o povo que trabalha usa, e é gratuita (muita gente acha que substitui o passeio até a Estátua da Liberdade – eu acho que complementa). É bastante bonita a vista, e ver Manhattan do outro lado da baía de noite é algo maravilhoso (mas que não sai nas fotos). Eu fui tanto na ida quanto na volta do lado de fora, mesmo com um frio bastante forte que fazia. O pessoal achou que não valeu muito não, já eu gostei do passeio, e não foi mais que 1 hora.

Para terminar, fomos até o Rockefeller novamente, aproveitando pela ultima vez os enfeites e subindo a quinta avenida, desta vez pela esquerda, que não tinha metade dos enfeites da direita.

 

CUSTO

Top of the Rock U$ 19

 

21º dia – Sexta, 04/12 NY-São Paulo

Como nosso vôo saia pouco depois das 7:00, Desde terça que estava buscando como voltar. Nos tinham indicado um taxista, mas ele cobrava quase 100 doletas – sair na rua 4 da manhã procurar taxi não dava, então graças ao Google encontrei o site http://www.airportlimony.com/ Você coloca onde está, para onde vai, quantas pessoas e quantas malas possui que ele em pouco tempo te responde se há carro disponível – você só precisa confirmar e pagar pelo cartão de crédito. Eu escolhi o que eles chamam de “all inclusive”, que me passou o táxi para nós + pedágio(se tiver)+gorjeta, e ficou no total U$ 62,50 – mais barato que na vinda, poxa!! E o pessoal ainda liga para você alguns minutos antes para não perder a hora (no meu caso não funcionava o telefone então não servia). 10 minutos antes do horário marcado, fui para fora e lá estava o taxista! Pegamos o taxi, e o motorista falava até português (não tinha avisado que era brasileiro). Resumindo: companhia ótima e super recomendada!

A porta de vidro só abria de dentro para fora, mas de fora para dentro, só com chave – e durante a estadia houve um dia em que eu cheguei da rua, minha mãe foi lá abrir a porta e deixou a interna fechar, com a gente sem chave!! Ficamos ali uns 30 minutos tentando interfonar para qualuqer um até alguém sair do prédio e conseguir abrir prá gente a porta. Foi um baita susto. Voltando:deixamos a chave dentro do apartamento, com as portas somente encostadas, e fomos para o taxi, quando minha mãe começa a gritar presa entre as 2 portas!! O desespero começou a bater, até que ela deu um empurrão e conseguiu sair – não dava para abrir de fora prá dentro, mas de dentro prá fora dava sim – já estava me imaginando quebrando a porta para ela conseguir sair dali, mas ainda bem que foi só o susto. No aeroporto foi tudo ok, tomamos café e embarcamos para mais 10 horas de vôo e outras 2 horas entre sair do vôo e conseguir passar pela alfândega em Cumbica, que estava com filas kilométricas e bagunçadas – mas estávamos de volta, e voltar sempre é bom também!!

 

O custo total da viagem, com a passagem aérea, todas as entradas que falei, passagens internas, hospedagem,enfim tudo, foi de R$ 6.300 por pessoa.

 

RESUMO:

Ao contrário de muito brasileiro, nunca tive esta de imperialismo americano, e creio que o país como um todo mais acerta do que erra – o que eu nunca tinha pensado antes deste ano é em viajar para lá, pois sempre achei que não tinha nada de muito interessante, mas tive que mudar de idéia – tem bastante bagunça, sujeira, etc. mas ainda assim são cidades que me encantaram. O povo também, se nos primeiros dias pareceram um tanto mal educados, com o tempo fomos vendo que só alguns são assim – a maioria é bastante solícito e paciente com a miríade de turistas que vão para lá o tempo inteiro. Fora que era engraçado você perguntar em inglês, conversar em português entre a gente e eles já começarem a falar em espanhol com você – a maioria dos atendentes, garçons e vendedores que encontramos é latino. Algo que me deixou bravo é o custo – o pessoal ganha bem mais que a gente aqui no Brasil,mas praticamente tudo (exceto aluguel) é mais barato lá do que aqui.

Ao final o que voltei pensando é: Eu poderia morar sem problema em qualquer das 3 cidades que passamos, o que dá mostra do quanto gostei dos lugares por onde passamos (a menos até começarem as nevascas, que me fazem agradecer por não termos isso por aqui hehe).

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  • 5 meses depois...
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Oi Alex!

 

Valeu muito seu relato, pude tirar várias dúvidas com ele, mas resta uma coisa importantíssima: como você comprou a entrada pro jogo do Knicks? Vou pra lá em novembro (como você) e essa é uma das coisas que acho imperdíveis.

 

Valeu! Beijos!!!

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Oi, Luciane.

Acabei comprando no www.ticketmaster.com sem desconto - tem que comprar bem adiantado.

Também vale por www.nba.com que na parte de schedule você acha a agenda e encontra os jogos, quando dizer que quer comprar, ele reenvia para o ticketmaster diretamente na página do jogo que te interessou.

 

No broadwaybox ou playbill, creio que você consegue encontrar algo também, talvez com desconto - mas aí o que tinha visto era comprar diretamente de quem já havia comprado ingresso e sei lá, não confiei muito, não!

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  • 2 anos depois...
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Olá Alex.

 

Quanto vc pagou nesses ingressos do Knicks no ticketmaster? Estou tentando dar uma olhada no preço mas quando eu escolho o jogo (para Fev 2013) saem apenas preços absurdos tipo mais de 300 dólares por ingresso! Quando eu seleciono os preços mais baratos ele fala que não tem...

 

É isso mesmo?

 

Valew!

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