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Feriado no Uruguai (Punta del Este, Montevidéu)


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Feriado de São Jorge no Rio na terça-feira, segunda-feira enforcada oficialmente pela empresa conforme calendário do ano... vamos viajar! Lá no começo de janeiro, assim que recebi o calendário da empresa confirmando a forca, vasculhei lugares pra ir. Decidimos conhecer o Uruguai, que tinha preços convidativos: cerca de 400 pratas ida e volta (com as taxas isso vai pra 600) e boa logística (ida pela manhã, retorno pela noite). País tão perto, e tão visitado por brasileiros, e nós nunca tínhamos ido.

 

Fomos no sábado e retornamos na terça. Nosso plano foi passar uma noite em Punta e outras duas em Montevidéu. São Pedro nos presenteou com 4 belos dias de sol. Colonia ficou, infelizmente, para uma próxima vez. Achei que seria deslocamento demais para relativamente pouco tempo.

 

Usei basicamente informações do mochileiros.com e de uma edição em português (toscamente traduzida) do Lonely Planet Argentina (que tem um capítulo sobre o Uruguai).

 

O check-in pela internet da TAM deu pau pra mim, então tivemos de chegar cedo pacas no aeroporto, 5 da manhã. Felizmente o voo acabou saindo até mais cedo do que o programado.

 

Com isso, a chegada também foi mais cedo que o previsto, o que nos permitiu pegar o busum mais cedo para Punta, que passou poucos minutos depois de termos comprado as passagens (como é bom não despachar bagagem!). Foram +- 2hrs até lá (URU 195).

 

Punta Del Este

Em Punta ficamos no Hotel Florinda (47 USD), reservado pelo booking.com. Achei que foi ótimo custo-benefício. Bem na península, do lado da Gorlero. Distância facilmente caminhável da rovodiária.

 

Andamos pela península, seguindo basicamente um traçado do mapa que pegamos assim que chegamos na rodoviária. Já deu pra curtir bem o lugar, muito agradável. Paramos no Moby Dick pub para recarga e já pudemos sentir toda a voracidade dos preços inflacionados de Punta. Ou era coisa daquela região badalada, sei lá. Caríssimos.

 

A península é composta majoritariamente de casas baixas, (quase) todas com nome (!!). Os espigões ficam fora da península.

 

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Uma rua de Punta

 

Do bar, nosso próximo destino era curtir o clássico por do sol em Punta Ballena, na Casa pueblo.

 

Casapueblo? Vá de bicicleta!

Chegar na Casapueblo, em Punta Ballena, é que era a questão. Eu não estava de carro, e não queria alugar um. E não queria pegar tour só pra isso. Além disso, fiquei meio grilado com os relatos de alguns que foram no esquema busum e tiveram dificuldades de pegar o transporte de volta. Então decidi: vamos de bicicleta!

 

Confesso que não pesquisei preço, apenas negociei com a primeira que achei. O cara pediu 200 por 2 horas ou 400 pelo dia todo. Achei tudo muito caro, mas fechei por 300 para o resto do dia. Acho que ficamos pouco mais de 3 horas com as bicicletas.

 

O trajeto é tranquilo: você vai pela estrada mesmo. Só tem rampa pra subir quando chega perto da Casapueblo – ali você precisa deixar sua bicicleta mais leve e encarar uma ou duas subidas mais fortes. São 15 km desde a península até lá (ou seja, 30km no total), tranquilamente pedaláveis a quem pratica alguma atividade física. Acho que nós não andávamos de bicicleta desde o Atacama, em 2010 (!!), mas só a bunda ficou doendo depois, ehehehehe. Cada trecho leva cerca de uma hora pedalando tranquilamente. A volta, mesmo de noite, é bem tranquila: a estrada é toda bem iluminada. Apesar de, naquele dia, não termos visto mais ninguém de bicicleta por lá, me pareceu ser usual fazer esse trajeto.

 

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Já na chegada

 

Casapueblo é um lugar muito bonito mesmo. Lembra um pouco as construções que vimos todos os dias em Santorini, na Grécia. Tem também uma interessante exposição com o trabalho artista uruguaio Carlos Páez Vilaró. Custa 150 URU pra entrar -- mas, dica!, se seu objetivo for apenas o por do sol, você pode tranquilamente dispensar a entrada e curtir o espetáculo em algum canto aberto na ponta mesmo (lá também é uma península e muita gente vai lá curtir o por do sol -- espaço não falta por lá).

 

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Casapueblo

 

Encerrado o espetacular por do sol -- abrilhantado ainda mais por um céu extraordinariamente azul --, a galera da Casapueblo rapidamente sai pressionando todo mundo pra ir embora. Já tinha lido gente falando disso, e foi exatamente da mesma forma. E lá fomos nós pedalando de volta. Muito bom.

 

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O (fim do) espetáculo

 

De volta a Punta, devolvemos as bicicletas e, pra relaxar da pedalada, fomos saciar a fome no badalado El Palenque. Era momento de esbanjar um pouco, mas merecidamente depois de ter acordado de madrugada e de ter pedalado tanto. O problema é que o Palenque fica lá pra dentro de Punta, fora da Península, a uns 3 km de onde estávamos. Fomos a pé mesmo. Jantamos muito bem, com direito a vinho e rombo orçamentário e voltamos caminhando (e digerindo toda a janta) para o hotel. Chapei na cama um segundo depois de tomar banho.

 

No domingo passeamos novamente pela península cedo pela manhã. Um passeio de despedida. Eu tinha certa desconfiança de Punta, mas acabei gostando do lugar. Sem ilusões: turisticamente não vi muito o que fazer por lá (e praia não era meu foco), achei que um dia ficou de muito bom tamanho.

 

Pegamos o busum (204 URU, pela Copsa) das 11 horas (em cima da hora!) para Montevidéu. Levou cerca de 2 horas até o terminal Tres Cruces.

 

Montevidéu

Do terminal, pegamos um mapa e informações sobre quais ônibus pegar para a cidade velha. Ao que tudo indica o moço das informações turísticas já está acostumado a isso, ele sorriu e colocou no papel o número de uma meia dúzia de ônibus. E lá fomos nós.

 

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Praça Independência

 

Ficamos no Hotel Palácio (46 USD), também via booking.com. Gostei muito do lugar, achei que tem excelente custo-benefício. Prédio antigo, pé direito elevado, piso de madeira, elevador antigo. Bem legal. Localização é exatamente o que queríamos: bem na cidade velha, do lado da rua de pedestres e a uma quadra da praça principal. Ainda demos a sorte de nos terem dado o quarto do 6º andar de frente, que tem uma bela sacada.

 

A ideia de ter chegado mais cedo em Montevidéu era para conseguir conhecer a feira de Tristan Narvaja, que só rola aos domingos pela manhã/tarde. Fomos andando para lá, já curtindo a Praça Independência, Praça Fabini, Fonte dos Cadeados, 18 de Julio, etc. Percorremos toda a feira e, sinceramente, não me disse muita coisa. Pareceu ser muito mais um mercadão do que mercado de pulgas, ou coisa parecida.

 

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A bela Praça Fabini

 

Voltamos para a 18 de Julio e fomos para o Teatro Solis fazer o tour das 16hs. Acabei fazendo o de português mesmo (50 URU), tinha a maior galera do Brasil por lá (majoritariamente cariocas enforcando o feriado). O tour é interessante, dura quase uma hora.

 

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Teatro Solis, que um dia foi a construção mais alta da cidade!

 

Depois do Solis, fomos passear pela cidade velha pela rua de pedestres. Estava praticamente tudo fechado, era domingo. Fomos até o Mercado, que ainda tinha alguns restaurantes abertos. Curtimos um fim de tarde por lá.

 

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Praça Constituição

 

De noite fomos conhecer algumas cervejas artesanais uruguaias no pub The Shannon, que fica na rua do hotel. Kátia gostou muito de algumas, eu só curti uma escura de aveia. As outras ou não eram meu estilo, ou não me disseram muita coisa.

 

Segunda-feira era feriado por lá. Parece que foi feriado dia 19 e eles transferiram para segunda-feira. Caminhamos um pouco pela manhã pela cidade velha, conhecemos a igreja Matriz e o mausoléu do General Artigas e depois alugamos bicicletas para andar pela rambla.

 

Ciclismo na rambla

São 24 km de rambla (de ida!), mas percorremos cerca de metade disso: retornamos lá pelo km12, especificamente no Museu Oceanográfico. É tudo plano.

 

Paramos no Parque Rodó, onde passeamos um pouco. E fomos parando onde mais tivéssemos vontade. No caminho tem um memorial do Holocausto (achei interessante), você pode esticar e entrar em Punta Carretas (belo visual, mas achei a região meio largada – tem basicamente um restaurante e um farol onde se pode subir por 20 URU) e várias pequenas praças e parques pra conhecer. Bem agradável. Conforme o dia ia caindo, mais gente aparecia na rambla.

 

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Pela rambla

 

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Parque Rodó

 

Paramos num restaurante bacana e badalado (“El Viejo y El Mar”) em Pocitos para recarga e curtir o momento. Depois fomos curtir o momento no parque litorâneo logo à frente.

 

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Curtindo o momento

 

As praias de toda a região definitivamente não me atraíram. Não devem atrair muito os locais, ao menos naquele fim de abril: muito pouca gente na areia, mesmo em dia de sol. Retornamos, fomos até o começo da rambla, devolvemos as bicicletas e fomos curtir o por do sol na rambla (agora a pé!).

 

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Fim de tarde na rambla

 

Compramos um tannat uruguaio pra tomar na nossa sacada, como preparativo para o jantar e como descanso do dia, curtindo o anoitecer da cidade. Bons momentos.

 

Jantamos mais tarde que nosso habitual, no Los Leños, que fica perto da Praça Independência. Outra pequena esbanjada. Deliciosas costeletas de cordeiro!

 

Terça-feira era nosso último dia na cidade, passamos pelo Museu do Gaúcho e depois fomos caminhar até o Palácio Legislativo. De fato, uma das mais impressionantes construções da cidade. Passamos pela torre da antel, onde nos disseram para aguardarmos que haveria uma visita guiada às 11 hs (eram quase 11 hs). Esperamos uns 10 minutos, mas ninguém apareceu. Fomos embora, de volta para a 18 de Julio. Passamos ainda na antiga Estação Artigas de trem, de fachada muito bonita. Completamente abandonada, tal qual a malha ferroviária brasileira. Uma pena.

 

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Palácio Legislativo

 

Tiramos o resto do dia para curtir a cidade velha, o mercado, saborear a última carne (paleta de cordeiro!) da viagem e as cervejas locais. Voltamos ao hotel, onde pegamos um taxi (facada de 750 URU) para o aeroporto.

 

Fim de um feriado viajante.

 

Obs.:

Câmbio: não vi grande diferença entre as casas de câmbio de Punta e Montevidéu, todas estavam trocando reais na faixa entre 8,50-8,70. A do aeroporto, naturalmente, tinha uma cotação mais tosca, cerca de 7,50 – portanto troque apenas o mínimo quando chegar.

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