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Pico Pedra da Mina 2797mts -paiolinho-Passa Quatro
Aê Bruno! Teria como você me passar o croqui da trilha também? jose.francisco.cw@hotmail.com Muito obrigado, Abaço!
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Ida e volta de Superagui à Ilha do Cardoso pela praia deserta em um dia.
Eu e meu amigo saímos de Paranaguá na quarta-feira de cinzas às duas e meia e chegamos em Superagui na no final da tarde sem tempo pra fazer muita coisa. Logo em frente ao pontão onde desembarcamos, conhecemos o seu Martelo, um pescador já com seus sessenta anos e muito solícito, que nos ofereceu sua ajuda. Com ele fomos até a casa do Ciro, que segundo o pessoal da Ilha (e pelo que vi aqui no mochileiros), era quem fazia o preço mais barato. Ficamos no quintal dele por sete reais o dia (depois de termos pechinchado), mas também ficamos sem água durante dois... Tanto pelo Ciro como pelo Martelo, ficamos sabendo da travessia da praia deserta, que decidimos fazer na quinta de manhã. Logo que acordamos, fomos até o Bar do Magal, o único lugar da Ilha onde se podia alugar bicicletas. Depois de negociamos com o dono do bar (cujo apelido e semelhança com o cantor não eram mera coincidência...), conseguimos duas por 20 reais o dia e a sensação de que poderíamos ter conseguido por menos (ambas as bicicletas eram horríveis, a minha não tinha freio nem marcha, o aro estava torto e o banco me calejou a bunda no final do dia. A do meu amigo também não era muito diferente). Foi nessas condições que partimos para a travessia dos 38km da praia. Foi uma travessia linda e relaxante, durando menos do que esperávamos: fizemos tudo em uma hora e meia. No final, vimos que ainda podíamos continuar até chegar numa outra comunidade de pescadores mais a frente. Mas para isso, precisávamos pegar um trecho pelo mar (com a água no peito), pela mata de restinga e atravessar dois rios, também não muito rasos. Como eu e o Fabrício somos cabeças duras, resolvemos encarar e o resultado foi perder nossa comida, nosso chinelo e molhar todas as nossas coisas, inclusive meu celular, que não voltou até hoje... Apesar de tudo conseguimos chegar, mas lá na vila percebemos que havia ainda outra trilha por dentro da mata. Resolvemos encará-la pra ver até onde dava, pois imaginávamos que por ela poderiamos chegar até a Ilha de Cardoso já no estado de São Paulo. Andamos mais alguns quilometros, às vezes com e às vezes sem bicicleta (dado que as condições da trilha não eram muito propícias para esse veículo) até que achamos uma casa em que uns pescadores nos recomendaram voltar pois não chegariamos a lugar nenhum. Como estávamos bem cansados, resolvemos acatar à sugestão e fizemos todo o caminho de volta até a Vila, onde encontramos um barqueiro que topou nos levar até o Cardoso para comermos e depois nos deixar de novo na praia deserta quando a maré estivesse baixa para podermos voltar sem atravessar o trecho pela mata e pelos rios. Em Cardoso nós almoçamos (lá pelas quatro e meia da tarde) e conseguimos chegar até o extremo sul da ilha, que também é o extremo sul do estado de São Paulo. Foi uma sensação boa pisar no ponto mais austral do meu Estado, mas também um pouco incomoda, por ver todo o lixo que ali se acumulava trazido pela maré. Logo depois o barqueiro nos levou de volta à Ilha de Superagui, de onde começamos nossa volta pela praia deserta, dessa vez bem mais devagar pois já estávamos cansados. No meio do caminho começou a anoitecer e para ajudar, a minha bicicleta começou a dar sinais de que não iria aguentar até o final. Dito e feito: Não dava mais para pedalar com ela. Ambos estávamos com medo de não conseguir chegar a tempo para devolver as bicicletas e termos que pagar duas diárias. Foi aí que eu disse para o meu amigo ir na frente com a bicicleta dele para acertar as coisas e avisar que eu chegaria mais tarde pois a minha havia quebrado. Ele foi e eu continuei a viagem a pé, sem noção de hora ou distância. Após algum tempo a noite realmente caiu e as nuvens que anunciavam chuva só ajudaram a aumentar o breu. Era a noite mais escura que já tinha visto, as únicas luzes eram as dos navios cargueiros que tremiam tênues bem longe no horizonte, um pouco maiores que luzes de estrelas. O escuro era tanto que mesmo com os meus sete graus de miopia, não fazia diferença usar ou não os óculos. Nesse ponto a audição e o tato eram mais importantes: para chegar à vila de pescadores, era preciso simplesmente que mantivesse o barulho do mar a minha esquerda e os pés na areia firme da zona entre marés para que não acabasse entrando na restinga. Guiar-me dessa forma era extremamente tranqüilo, a não ser pelo fato de termos passado por um rio no caminho de ida e saber que teria que atravessá-lo em algum momento durante a volta, correndo o risco de confundir o que era mar com o que era rio, e o que era praia com o que era leito. O derradeiro momento chegou, percebi que mesmo com o barulho do mar a uma certa distância, sentia a água nos meus pés. Apesar de saber que não estava de fato no mar, tive que atravessar alguns trechos alagados (às vezes até a cintura) e outros secos, mas ainda com areia compacta. Até hoje não sei ao certo, mas pode ser que tenha atravessado os meandros do rio ou pequenas lagoas de água salgada deixadas pela retração da maré, já que ela estava muito mais baixa do que quando passamos por lá durante o dia. Porém, o que me intrigou nessas lagoas da praia foram os plânctons bioluminescentes que nelas se encontravam aos montes. No mar de Superagui é normal presenciar esses pequenos pontinhos luminosos enquanto remexemos a água durante a noite, contudo, nesses lagos, eles se encontravam numa quantidade extraordinária, tanto que a cada passo que dava, verdadeiras explosões luminosas se formavam e se propagavam. As ondulações que minhas pernas e a bicicleta faziam na água provocavam flashes de um verde intenso que seguiam na mesma direção, produzindo um efeito que jamais imaginara presenciar. Essa cintilância se tornou a fonte de luz principal daquele momento, capaz de me fazer enxergar a mim mesmo, a bicicleta e alguns centímetros ao redor. Depois de ter me entretido o suficiente, atravessei a lagoa e pus-me de novo a caminho da vila. Passado mais algum tempo de caminhada, comecei a enxergar as primeiras luzes das casas nas praias e dos barcos ancorados próximos ao pontão. Tenho que reconhecer que senti certo alívio com isso. Pouco depois, passando a alguns metros de mim em sua bicicleta, escuto o meu amigo gritando, “Zé, é você?!”. Respondi que sim e ele me contou que também havia se confundido no trecho das piscinas naturais e que havia voltado um tanto para me procurar, mas não me encontrou. Na certa que passamos muito próximos um do outro sem nos darmos conta, graças à escuridão. Ele seguiu o intervalo final em sua bike, para cumprir o objetivo inicial de entregá-la a tempo, eu a pé. Assim que cheguei, o bar ainda estava aberto e lá estava ele tomando um refrigerante a minha espera. Deixei também a minha bicicleta e parei um pouco para descansar antes de retornarmos ao nosso acampamento. Passamos mais dois dias na Ilha, mas nenhum tão intenso como esse, apenas fazendo algumas caminhadas durante o dia e curtindo a bioluminescência e uns goles de cataia durante a noite...
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Barracas GUEPARDO
Estamos aí pra isso!
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Barracas HUMMER
Aê Endrio! Valeu pela dica! Comprei uma Guepardo Vênus 3 mesmo e por enquanto estou gostando muito! Deixei uma avaliação dela em outro tópico: barracas-guepardo-t30413-30.html#p618301
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Barracas GUEPARDO
Então Galera! Tava pedindo umas dicas de comparação entre as barracas da Hummer e da Guepardo em outro tópico e acabei me decidindo por compra uma Guepardo mesmo! Fiquei de dar as minhas avaliações depois que eu a usasse, então fica aqui a minha opinião: Comprei uma Guepardo Vênus 3, o menor modelo que encontrei, já que viajo muito sozinho e não teria a intenção de dividí-la com mais niguém... De fato, acho que não tem modelos menores, mas até que foi bom, pois eventualmente acabei dividindo-a com uns amigos e por ter um bom espaço, quebrou um bom galho! Além disso, o peso dela não é exorbitante (3,2kg) e por isso pode ser levada perfeitamente por apenas uma pessoa em qualquer viajem! Acampei com ela nesse mês de Julho em Goiás, na Chapada dos Veadeiros e em Junho em Olímpia, no interior de São Paulo. Nesses dois casos ela passou pela prova de fogo do calor! Tanto Olímpia quanto a Chapada tem climas muito quentes, mesmo no inverno, e como a Vênus tem uma ótima ventilação [duas portas (com janelinhas e tela no-see-um ) e tela no teto], acabou me salvando de ser assado dentro dela! Quanto à prova da chuva e frio, ainda não tive a oportunidade de pegar nada extremo com ela... O que experimentei foram uns quatro dias em Santa Catarina durante o carnaval. O frio estava rasoável (Uns 20°C de dia e 10°C à noite), mas nada que qualquer barraca ou um saco de dormir não conseguisse suportar! Nesses dias quase não fez sol e garoou praticamente todo o tempo. Garoa essa que nem chegou perto de entrar na minha barraca. A única água que entrou lá foi a que eu mesmo derrubei por burrice enquanto enchia uma panela para cozinhar! Em todo caso, mesmo não tendo muita prática com ela aida, acho que suportaria sim uma chuvinha rasoável, já que ela tem uma resistência de 1.300mm e uma estrutura que faz jus a isso (Sobre-teto até o chão, lona do piso se erguendo a uma altura rasoável do solo e costuras seladas!) Assim sendo, a Guepardo Vênus está aprovada por mim e recomendo ela pra quem se interessar! assim que tiver novos 'test-drives' passo pra vocês o feed-back!
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Barracas HUMMER
Salve pessoal! Vou acampar nesse carnaval e estou com dúvida entre dois modelos de barracas, a Igloo 3 Super da HUMMER e a Vênus 3 da GUEPARDO. Andei vendo alguns outros medelos bem cotadados nos outros tópicos, como por exemplo o Cota 2 da TeR, mas infelizmente a minha grana esta curta e essas foram as duas melhores opções que echei por menos de 200 reais! Aí vai os dados de cada uma: Igloo 3 Super da HUMMER: Medidas: CxLxA +(Avancê): 2,10 x 1,40 x 1,40 m + (0,60) m Indicação: Montanhismo, camping e lazer Portas: 1 porta dianteira Peso: 2,800 kg Espeques: 23 espeques de aço Sobreteto: Nylon 190T com recobrimento de poliuretano Dormitório: 100% poliéster respirável Coluna d’agua: 1000 mm / 1000 mm Piso: Polietileno 10 x 10 com ripstop Vênus 3 da GUEPARDO: Barraca em poliéster 190T High Quality; - Sobreteto com ventilação lateral; - Duas entradas; - Fixação da estrutura da barraca em ganchos; - Tela Mosquiteiro NO SEE UM; - Coluna d'água de 1200mm; - Costura selada; - Piso em polietileno de alta resistência; - Peso: 4,200 kg - Medidas: 210 cm x 180 cm x 135 cm. A Vantagem da guepardo é que ela parece resistir mais à chuva (1200mm e costura celada), mas por outro a da Hummer tem avancê na entrada e é bem mais leve e mais conhecida... Considerando que aqui nas lojas da minha cidade a da guepardo está mais ou menos R$150 e a da Hummer, R$110, qual seria a melhor opção?!
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Pedra da Mina - 2010
josefrancisco respondeu ao tópico de Marcos R. S. em Trilhas e Travessias por 2 ou + Estados do Sudestemeu msn: jose.francisco.cw@hotmail.com Me adiciona lá e vamos conversando, quem sabe não programamos algo! Abraços!!
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Pedra da Mina - 2010
josefrancisco respondeu ao tópico de Marcos R. S. em Trilhas e Travessias por 2 ou + Estados do SudestePois é! Não podemos reclamar da chuva porque a seca esse ano foi brava!! Mas então! Tava com uma programação de ir pra Barra Bonita nesse feriado do dia 12/10, mas acabou não dando certo, agora preciso arranjar um programa rápido pra não ficar preso na selva de pedra no feriadão... hahaha! quanto aos de novembro também nada programado! Esse email que vc passou vc usa no msn também?! Te adicionei lá! Abraços!! José Francisco
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Pedra da Mina - 2010
josefrancisco respondeu ao tópico de Marcos R. S. em Trilhas e Travessias por 2 ou + Estados do SudesteFala Marcos!!! Desculpe a demora em responder.... Mas então... Como deu pra ver, o tempo ultimamente não tem ajudado, a chuva finalmente chegou =( Acho que agora, pra ir com uma programação com tempo, só ano que vem mesmo, ou então, como eu falei, ir meio de supetão quando a chuva der uma trégua! Quando tiver maior certeza, te comunico sim, com prazer! É muito bom ter alguém que já conheça a trip no grupo!! Vc é de São Paulo também?! Qualquer coisa, passa um contato seu aí, e-mail, tel., fb... Abraços!!! José Francisco
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Pedra da Mina - 2010
josefrancisco respondeu ao tópico de Marcos R. S. em Trilhas e Travessias por 2 ou + Estados do SudesteValeu Marcos!! Então cara, moro em São Paulo e tava planejando ir pra lá já no próximo final de semana (entre 24 e 26/09), mas por motivos de trabalho não poderei, e como no próximo tem eleição vou ter que adiar pelo menos mais duas semanas. Tô com um pouco de receio de que indo em outubro já corra o risco de pegar chuva, apesar de estar sempre de olho na previsão do tempo... Ah! Bom saber que dá pra acampar de boa na Fazenda Serra Fina mesmo!! Agora, lendo o seu post de novo, deu pra pegar bem a direção até lá! Tava pensando em sair de Sampa na sexta na hora do almoço, daí chegaria em Passa Quatro lá pelo final da tarde, acho que é um bom horário pra poder chegar até a fazenda e ajeitar as coisas lá com o seu José! Mais uma vez, brigadão pelas dicas!! Abraços, José Francisco
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Pedra da Mina - 2010
josefrancisco respondeu ao tópico de Marcos R. S. em Trilhas e Travessias por 2 ou + Estados do SudesteNossa! Demais esse relato. Já tinha um bom tempo que estava querendo subir a Pedra da Mina, e deu mais vontade de ir agora! Marcos, você ajudou bastante, mas ainda tenho algumas dúvidas... Tava pensando em subir a Pedra agora no mês de setembro, pra evitar as chuvas que daqui há pouco começam e o frio dos meses de Junho e Julho. Você acha que esse mês é bom pra isso?! Além disso, você conhece pousadas ou alguma coisa do tipo em Passa Quatro, como alternativa ao acampamento na fazenda?! Por fim, existe algum mapa confiável de como chegar até a fazenda do Sr. José e também da trilha até o topo? É isso! Obrigado e um grande abraço!