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  1. Olá! Meu nome é Felipe e, depois de duas visitas ao Rio de Janeiro, resolvi fazer meu segundo post no Mochileiros.com para compartilhar o que vi e conheci na cidade que faz jus ao seu adjetivo “maravilhosa”. Não tenho a pretensão de fazer um guia completo da cidade porque ela é enorme e tem diversos tipos de atrações para diversos gostos. Escrevi aqui sobre aquilo que mais despertou a minha curiosidade e, acredito muito que ainda existem vários lugares que me agradam na cidade e que eu não conheci. Por isso, vale a pena dar uma pesquisada também nos posts de outros mochileiros. Curti tudo o que fiz no Rio, então, se você tem um estilo parecido com o meu, vai curtir também. Vamo lá... Nas duas viagens que fiz, me hospedei em Copacabana, que é um excelente ponto de partida para conhecer a cidade, por ser um bairro seguro, com fácil acesso ao transporte público e cheio de atrações que podem ser visitadas a pé, incluindo uma das praias mais famosas do mundo. Os bairros de Ipanema e Botafogo têm características parecidas e também são ótimos lugares para se hospedar. Todos eles, principalmente Copacabana e Ipanema, estão repletos de bons hotéis. Alguns albergues também são boas opções por lá. Se esta for sua escolha, recomendo uma visita ao http://hostelworld.com. Reservar com antecedência é fundamental para encontrar uma boa acomodação com um preço razoável. Razoável porque hospedagem barata na zona sul, não existe Caminhar pelo calçadão de Copacabana foi o suficiente pra colocar um sorriso no meu rosto. De lá se vê todo o ânimo da cidade, nas pessoas fazendo exercícios, caminhando, pedalando, assim como a beleza do mar. Cenário que inspirou muitas das boas músicas brasileiras e onde nasceu a Bossa Nova. Recomendo muito uma visita ao Forte de Copacabana, que fica no fim do calçadão (ao sul), quase na divisa com Ipanema. A entrada custa R$ 6,00 (ou R$ 3,00 para estudantes). Além de conhecer o museu e as exposições do Forte, de lá se tem uma bela vista da praia de Copacabana e tudo isso pode ser apreciado de uma das mesinhas da tradicional Confeitaria Colombo, parada obrigatória do circuito gastronômico do Rio de Janeiro, seja no Forte ou no Centro. Seguindo a caminhada na direção sul, você estará em Ipanema. Em poucos metros, você verá, à esquerda, o Parque Garota de Ipanema, que dá acesso à praia (se você curte um açaí, vale dar uma parada no Mega Matte, que fica pouco antes do parque). Entre o forte de Copacabana e a Praia de Ipanema está o Arpoador, que dá nome à pedra e à pequena faixa de praia que separa as praias de Copacabana e de Ipanema. É um excelente lugar para observar o pôr do sol. Mais à frente, depois do canal do Jardim de Alah, está a praia do Leblon, não tão badalada. Todas as praias que ficam dentro da cidade são muito bonitas, mas na minha opinião, a praia de Ipanema tem algo a mais. Nada como estar lá e ver o sol se pôr por trás do Morro Dois Irmãos. Atrás de Ipanema está o bairro Lagoa, que envolve a Lagoa Rodrigo de Freitas e suas redondezas. A Lagoa é o lugar perfeito para uma caminhada ou pedalada. Lá existem alguns pontos de aluguel de bicicletas, além das diversas estações de bicicletas do projeto BikeRio, parceria entre o Banco Itaú e a prefeitura da cidade. Para mais informações: http://www.mobilicidade.com.br/bikerio.asp A Lagoa oferece boas opções de restaurantes, como o centro gastronômico Lagoon, que além de boa comida, oferece uma vista privilegiada da lagoa. O Lagoon fica entre a sede do Flamengo e o Jóquei Clube. http://www.lagoon.com.br/ Existe uma grande “discussão” sobre de onde se tem a melhor vista do Rio de Janeiro: Pão de Açúcar ou Cristo Redentor? Subi o corcovado pela manhã e o Pão de Açúcar, em outro dia, pela tarde. Talvez o horário tenha influenciado minha opinião, mas se tivesse que escolher apenas um deles, ficaria com o Pão de Açúcar. O passeio de bondinho leva você da Praia Vermelha até o alto do Morro da Urca, de onde se toma outro bondinho para chegar até o Pão de Açúcar. O trajeto de ida e volta custa R$ 53,00. A vista do Morro da Urca já é impressionante, mas ainda assim, vale a pena fazer o passeio completo. Para os mais dispostos, uma opção divertida e mais econômica é dispensar o primeiro bondinho e fazer a trilha a pé até o alto do Morro da Urca. É seguro e fácil de fazer. Fiz sozinho, sem ninguém por perto e não tive problemas. Chegando lá, comprei o bilhete para o Pão de Açúcar pela metade do preço. Para chegar à trilha, vá em direção à Praia Vermelha e, antes de chegar à areia, siga à esquerda e chegará à Pista Cláudio Coutinho. Com poucos metros de caminhada na pista, você verá uma placa marrom com o nome "Trilha da Urca" em verde. Vai tranquilo . Para mais informações sobre o bondinho, consulte o site: http://www.bondinho.com.br/ Já para subir o Morro do Corcovado, existe o trem, que é a forma mais convencional, e algumas trilhas mais aventureiras, incluindo paradas em alguns pontos de observação da Floresta da Tijuca. Eu resolvi pegar o trem. Ele corta a floresta e vai até bem próximo do Cristo. Mais algumas escadas e você estará de frente para a estátua do Cristo Redentor. Tanto a estátua em si como a vista que se tem de lá são espetaculares. Vale a pena a visita. A estátua do Cristo se vê de vários pontos da cidade e a minha visão da estátua passou a ser diferente depois de ter ido lá ver de pertinho. É um ícone do Brasil e me senti mais brasileiro depois deste passeio. Outra boa opção para curtir o pôr do sol é o Mirante do Pasmado, que não é tão alto, mas de onde se tem uma vista legal do Pão de Açúcar, do Corcovado e da Praia de Botafogo. O Mirante fica em Botafogo, com acesso pela Rua General Severiano. Para chegar ao topo, é preciso subir uma sequência de ladeiras pavimentadas e se recomenda ir de táxi. O local é tranquilo. Pra quem, como eu, gosta de ver o Pão de Açúcar, pode também ir ao último piso do Shopping Praia Botafogo e, da sacada, poderá apreciar a vista e tirar boas fotos. Pra quem quer fugir do agito da cidade e curtir uma paisagem diferente, vale a pena fazer uma caminhada pelo Jardim Botânico (por trás do Jóquei Clube). http://www.jbrj.gov.br/arboreto/index.htm O Centro da cidade concentra a maior quantidade de atrações culturais e históricas da cidade, como o Theatro Municipal e a Biblioteca Nacional, ambos à Av. Rio Branco. O Centro está repleto de centros culturais, como o Centro Cultural Banco do Brasil e a Caixa Cultural. Ao final da Avenida Presidente Vargas (por baixo do viaduto) se tem acesso ao Museu da Marinha, que além de exposições navais, oferece passeios de barco pela costa do Rio, passando ainda por algumas ilhas e pontos históricos da cidade. Nas duas visitas que fiz à cidade, fiz três tentativas para fazer o passeio. Na primeira, cheguei tarde. No dia seguinte, cheguei com antecedência, mas o barco estava em manutenção e não houve passeios naquele dia. Na terceira tentativa, na minha segunda visita ao Rio, liguei para a recepção para ter certeza de que não haveria imprevistos, mas ninguém atendeu. Fui mesmo assim e, ao chegar, fui informado que o Museu não abriria por ser dia de Eleições. Mais ou menos um minuto depois, o Luciano Huck chegou por lá e não teve problemas pra entrar. Não vou desistir do passeio na próxima vez e, pra você, que não é o Luciano Huck, sugiro entrar em contato com a administração do museu antes de ir até lá . http://www.mar.mil.br/dphdm/pitta/pitta_passeio.htm Explorei a cidade bem mais durante o dia, mas é notório ver que a vida noturna no Rio é bastante agitada. O bairro da Lapa é o símbolo da boemia carioca e está cheio de casas noturnas e barzinhos. Para quem gosta de música brasileira, recomendo o Rio Scenarium e o Carioca da Gema. Em Ipanema, o Bar do Vinícius (Rua Vinícius de Moraes, 39) costuma oferecer bons shows de Bossa Nova no andar superior (Show Bar). Há várias boas opções de restaurantes e barzinhos também no Leblon, como o Bar do Veloso (Rua Aristides Espínola, 44), apesar de conseguir uma mesa por lá não ser nada fácil. O Bar do Belmonte, que funciona como bar e restaurante é também uma ótima opção e existem vários deles espalhados pela cidade. Quanto ao transporte, optei pelo transporte público e não me arrependi. Taxis, metrôs e ônibus me atenderam bem. Alguns taxistas cariocas são famosos pela malandragem, mas basta ficar atento com o troco e não deixar nenhum objeto pessoal no banco do carro. Uma opção alternativa para quem chega ou vai ao aeroporto é pegar o ônibus da linha Real (conhecido entre os cariocas como “frescão”) que custa R$ 12,00 até a zona sul, ou de lá para o Galeão. O ônibus também passa pelo Aeroporto Santos Dumont. Sei que há muito mais para ver e fazer no Rio de Janeiro, mas essa foi a minha experiência por lá e espero ter contribuído para que você aproveite tanto quanto eu. Boa viagem! Felipe Outros Posts: Buenos Aires - http://www.mochileiros.com/buenos-aires-argentina-t61522.html#p644304
  2. Legal, Alessandra! Uma coisa de cada vez, né? Tá certa... 2013 vai lhe trazer boas experiências, mas se o momento é América do Sul, tire o melhor dela... acho que você começou muito bem escolhendo as cidades ideais. Depois quero ver suas impressões das duas. Valeu pela força. Renata, obrigado pelo incentivo e espero que tenha feito boa viagem...
  3. Olá, me chamo Felipe e depois de ter sido ajudado por essa comunidade de mochileiros, resolvi deixar minha primeira contribuição. Depois de fazer quatro visitas à cidade de Buenos Aires, meus amigos passaram a me pedir dicas sobre a cidade e comecei a escrevê-las por e-mail. A cada e-mail eu acrescentava algo e então decidi tornar isso público e será uma satisfação se as minhas experiências puderem contribuir, de alguma forma, também para a sua viagem. As informações estão organizadas por bairros e, no final, concluirei com algumas informações gerais. Puerto Madero Esse, juntamente com Palermo, é o meu bairro preferido de Buenos Aires. Era um lugar abandonado e que foi revitalizado pelo governo na década de 90, então ele é um bairro novo, muito moderno e muito bonito. Cheio de parques, restaurantes e prédios de arquitetura moderna, tudo às margens do rio La Plata. Algumas boas opções são: Puente de la Mujer Um dos cartões postais da cidade, esta ponte foi inspirada na imagem de uma mulher executando um passo de tango, com uma de suas pernas apontando para cima. A ponte fica na altura da avenida Corrientes (próxima à Casa Rosada). La Bistecca Restaurante excelente e barato na hora do almoço, principalmente de segunda a quinta. É comida livre de muito boa qualidade. O buffet oferece mesas com todos os tipos de frios, saladas, um balcão de massas onde você pode pedir um prato do jeito que você gosta e outro balcão para carnes. Se for lá, lembre-se de colocar na carne o molho deles, que se chama “chimichurri”, uma delícia. O preço para o jantar é mais caro, mas no almoço custava 27 pesos por pessoa (sempre fui em baixa estação, mas me parece que o preço muda na alta). Bebidas são cobradas à parte, mas o menu inclui sobremesa. Se você pedir um café no final, eles oferecem junto um licor de limão que é o melhor que já provei. Se chama “lemoncello”, não deixe de provar. O ambiente é excelente, na beira do rio, com comida de primeira e sai barato, é imperdível. Localização: Avenida Alicia Moreau de Justo 1888. Cabaña Las Lilas e Siga La Vaca São restaurantes super famosos, mas que não cheguei a conhecer. Acredito que sejam um pouco mais caros e mais cheios, mas pela reputação que têm, suponho que sejam outras boas opções de restaurantes no bairro. Freddo Pra mim, a melhor sorveteria do mundo! Tem várias delas espalhadas pela cidade, inclusive em Puerto Madero. Recomendo o sabor “dulce de leche”, que é bem diferente do nosso doce de leite. Parque de las Mujeres argentinas Fica do outro lado do rio (na altura da casa rosada), e é um parque muito bonito, com gramados bem cuidados e muitas flores. Vale a pena tanto de dia como à noite. No fim de semana também tem uma feira de artesanato por lá. Reserva ecológica À direita do parque está a reserva ecológica da cidade. Uma área verde enorme onde você pode fazer uma caminhada ou um passeio de bicicleta. Cassino Ao sul do bairro, está o cassino mais famoso da cidade, que funciona dentro de um barco enorme. Não paga nada pra entrar, você pode ir lá, dar uma olhada e não gastar um peso, se quiser. Pena que não pode tirar foto lá dentro, porque o lugar é bonito. Existe uma van do cassino que faz o trajeto até lá, de graça, saindo de um estacionamento na esquina da Avenida Leandro Alem com Córdoba, para onde também é feito o trajeto de volta. Os traslados são feitos de hora em hora. Este é o bairro de Puerto Madero. Lá fica também o porto da cidade, de onde você pode pegar um barco para vários destinos, como o Uruguai. Caso queria conhecer, visita o http://www.buquebus.com.ar Você pode até passar um dia no Uruguai e voltar no mesmo dia, o trajeto leva 50 minutos para Colônia ou 3 horas para Montevidéu. La Boca Ao sul de Puerto Madero, ficam os bairros San Telmo e La Boca, bairros mais pobres (como todos ao sul da cidade), mas que representam bem a história da cidade, com suas ruas de pedra, restaurantes e bares boêmios. Em La Boca você pode visitar o estádio do Boca Juniors. Eles preservam lá o museu do clube mais famoso da Argentina e fazem visitas guiadas dentro do estádio, o que não sai muito caro. A duas quadras do estádio tem um lugar chamado “El camiñito”, que é um reduto boêmio, cheio de artistas de rua, pintores, músicos, dançarinos de tango... é um lugar exótico e interessante. Além de restaurantes e lojas de souvernirs, as casinhas bem coloridas dão o tom do lugar... é um dos cartões postais da cidade. Por segurança, recomendo ir pela manhã. San Telmo Esse é um bairro antigaço, com ruas de calçamento, cheio de barzinhos e artistas de rua. Ao redor da praça Dorrego, você encontra muito artesanato, pinturas e antiguidades, principalmente nos domingos à tarde, quando eles fazem uma enorme feira. Fica entre La Boca e Puerto Madero. Ao redor desta praça tem restaurantes que servem os pratos nas mesas que ficam no meio da praça. No mesmo lugar, existem também apresentações de tango para que você possa assistir enquanto faz sua refeição. É um lugar interessante. Também recomendo ir de dia. Palermo Voltando ao norte, a parte mais rica da cidade, Palermo é um bairro muito agradável e traz um certo ar europeu, com avenidas bem largas e muita área verde. Lá está a Plaza Itália (praça com o mesmo nome da estação de metrô onde você desce, caso queira evitar um taxi). Saindo da estação, você já encontra o zoológico da cidade e, depois do zoológico, uma das principais atrações de Buenos Aires, os Bosques de Palermo. É uma área verde enorme, com uma lagoa bem grande, vários jardins, um rosedal com vários tipos de flores, pistas de cooper e bicicleta, caiaque, pedalinho... os bosques são a praia que eles não têm. Principalmente no fim de semana, o lugar reúne um monte de gente sentada na grama, tomando chimarrão (que eles chamam de “mate”), batendo papo, fazendo piquenique... o lugar tem um clima legal. Por lá também está o planetário e o jardim japonês, que eu recomendo, é muito bonito. Uma coisa que eu gostei muito de fazer em Palermo,foi andar de bicicleta. As ciclovias das avenidas e dos bosques te permitem andar sossegado e curtir a beleza do lugar. Se tiver interesse, dá uma olhada no site dessa empresa que aluga bicicletas, ou se preferir, pode fazer um tour guiado com eles: http://www.labicicletanaranja.com.ar. Neste mesmo bairro tem o shopping Alto Palermo, onde tem uma das cafeterias mais famosas do mundo, a franquia americana Starbucks, mas que também pode ser encontrada em outros pontos da cidade, como na Rua Florida ou na Praça San Martin. Inclusive, esse foi o único lugar onde tomei um bom café por lá. As cafeterias de Buenos Aires não têm a qualidade do café brasileiro. Existem bons restaurantes em Palermo. Alguns deles na Plaza Serrano. Um lugar simples, com vários restaurantes lado a lado, em volta de uma praça. Lá provei um excelente prato de Sorrentinos (descrevi abaixo na seção “comida”). Por Palermo também se encontra muitas lojas, especialmente do ramo da moda, incluindo as grifes mais caras. Nos arredores das esquinas Scalabrini Ortiz x Córdoba e também Aguirre x Gurruchaga, você encontra vários outlets de grifes e lojas de roupa em geral. Particularmente, não achei barganhas por lá, mas talvez eu não tenha procurado bem. Uma boa opção para a noite em Palermo é o bar Jobs (Arenales x Agüero). Além de bebidas e comida, a casa dispõe de jogos de tabuleiro, dardos, sinuca e ping-pong. A partir das 2hs da manhã é aberta a pista de dança. Centro Aqui é o centrão, lugar das compras. Tem duas ruas muito conhecidas pelo comércio, “Florida” e “Lavalle”. É o lugar ideal pra comprar lembranças ou coisas pra você mesmo. Na Florida x Córdoba, está o shopping Galerias Pacífico. Muito famoso pela sua arquitetura e pinturas no teto. Só não posso ajudar muito com dicas de lojas porque compras nunca foi o meu foco de viagem. Perto de lá está a Plaza de Mayo, uma praça grande em frente à casa rosada, sede do governo federal (não ache estranho se vir alguma manifestação por lá). Perto do obelisco é onde tem a maior concentração de teatros da cidade, principalmente na altura da avenida Corrientes. Perto de lá, você encontra o super tradicional Café Tortoni, na avenida de Mayo, que foi inaugurado em 1858! Foi muito visitado por Carlos Gardel e dizem que até o Einstein já apareceu por lá. Eles têm também apresentações artísticas em certos horários, que você pode acompanhar enquanto toma um café. Perto de lá, indo até o fim da Avenida de Mayo, você chegará à Plaza Del Congreso, que fica em frente ao Congresso Nacional, na avenida Callao. Se ainda sobrar disposição, você pode caminhar à direita até chegar à esquina Callao x Santa Fe e visitar a livraria El Ateneo, que é considerada a segunda livraria mais importante do mundo. Ela funciona dentro de um teatro antigo e muito bonito. A entrada fica pela Avenida Santa Fe. Recoleta É o bairro residencial da elite de Buenos Aires, juntamente com Puerto Madero. Muito urbanizado, limpo, com prédios bonitos. Lá ficam as embaixadas e a praça das nações, onde fica a flor gigante de metal que abre e fecha conforme a incidência solar, um dos símbolos de Buenos Aires. Exceto por um restaurante, não conheci muitos lugares por lá, mas durante as passagens pelo bairro, vi que é muito bonito. Tem boas opções para a noite, como restaurantes, inclusive o Hard Rock Café, bares e pubs. Uma outra opção que dizem ser interessante, é o cemitério da Recoleta, onde está o túmulo de Eva Perón. Sinceramente, não tenho muito a dizer a respeito. Tigre Já fora da capital, está o delta do Tigre, um dos lugares mais bonitos que visitei na Argentina. É tipo uma vila urbana, com muitos parques e toda cortada pelo rio. Muita gente mora lá na beira do rio e tem seus barcos pra se locomover pela “cidade”. Existem vários barcos que fazem passeios para turistas, sai barato e é bem legal de ver. Vale a pena até se quiser só caminhar pelo chamado Circuito Turistico, sentar num parque e observar o lugar, mas tem outras opções como o parque de diversões (http://www.parquedelacosta.com.ar), a feira de artesanato, restaurantes e um outro cassino. Você chega ao Tigre pegando um trem na estação de metrô “Retiro” em Buenos Aires e chega lá em menos de uma hora. Temaikén Também fora da capital, está o maior zoológico da América Latina, o Temaikén. Eu não sou fã de zoológico, mas curti pra caramba esse aqui. Tem de tudo lá... tigre, canguru, onça, jacaré, suricato, e um monte de bicho que nem sei o nome! O que eu mais curti foi o aquário... você vê vários tipos de peixes e tubarões a centímetros de você, separados só pelo vidro, é bem legal. No site, http://www.temaiken.com.ar, encontrei uma promoção do tipo pague 1 e ganhe duas entradas. Talvez seja algo comum, vale a pena dar uma olhada, até mesmo para checar os dias e horários disponíveis, transporte, além de tarifas promocionais. Parece-me que as entradas são mais baratas nas terças-feiras. Tango Na minha opinião, o show de tango em Buenos Aires é indispensável, mesmo para os que não tem grande apreciação em relação a dança. Lá, vi dois shows. A casa mais famosa lá é o “Señor Tango”, que fica num bairro um pouco mais afastado, Barracas. Quanto ao espetáculo, esse foi o melhor dos que vi, é um show de altíssimo nível, um espetáculo digno de show da broadway. Fui também a uma outra casa, “Tango Porteño”, no centro, perto do obelisco. Menos tradicional, com menos foco no espetáculo e mais na dança. Também com uma excelente banda ao vivo no palco e um grande número de artistas. Em qualquer um deles, você tem a opção de ver somente o show - solo show, que diferente do que um amigo meu pensou, não é um show solo, de uma só dançarina - ou incluir o jantar, que é também de alto nível. Caso você queira economizar, você pode comprar o ingresso apenas do show e ainda terá a opção de escolher itens do menu, o que pode sair mais barato em relação ao jantar incluso. Seja qual for a opção, é um programa que vale muito a pena. Comida Alguns pratos são diferentes, mas nem todos são lá muito atraentes. A comida argentina é muito boa, mas pode ser uma decepção dependendo da escolha dos restaurantes. Algumas roubadas: café. Pra quem é brasileiro, o café da argentina é frustrante. Provei alguns muito fracos, ainda insisti em alguns lugares mais requintados, como o “Coffee Store”, mas ainda assim, nada perto do nosso café. Um lugar pra tomar bom café em Buenos Aires é o Starbucks, que é uma franquia americana, e que provavelmente importa o nosso café. Outra roubada é o suco de laranja, aliás, suco. Caro e cheio de conservantes. Geralmente as opções de suco por lá são laranja (naranja) e pomelo, que é uma fruta parecida com a laranja, mas meio sem graça. Mas talvez tenha sido o meu paladar. Sem café, nem suco, a solução seria partir para os refrigerantes (gaseosas) ou vinho, que é mais barato em relação ao preço no Brasil. Alguns restaurantes têm taça de vinho, no cardápio, mas pela qualidade, é mais confiável pedir uma garrafa (botella). Uma palavra que você deve ver com frequência por lá é “Parilla” (o ll na argentina tem som de x, então se pronuncia “parixa”), que significa churrasqueira, churrasco, ou carne assada. Mas, se você vir o nome “Parillada” em um cardápio, tome cuidado. Isso é um prato que inclui todo tipo de carne, inclusive os miúdos do boi. Coisas como “matambre” ou “chinchulin”. Eu não gostei nem um pouco e não conheço nenhum brasileiro que tenha gostado, mas se quiserem provar, boa sorte . Bife de chorizo e Contrafilé (T-bone) são excelentes opções. Uma surpresa boa que tive por lá, foi uma massa que eles chamam de Sorrentinos. É uma espécie de Ravioli, sendo maior e recheado com queijo e presunto. Muito bom! Outro forte deles são os doces. As padarias têm esses doces que eles chamam de facturas, são massas folheadas com diferentes tipos de doce. Além das padarias, bons lugares para esses doces são o Café Tortoni, na Avenida de Mayo, e o “Las Violetas”, que fica na avenida Rivadavia, mas já no bairro Almagro. É um excelente lugar para um lanche de fim de tarde. Eu sugiro provar tudo o que tiver doce de leite (dulce de leche), do qual eles dizem ser os criadores. Sugiro procurar referências de restaurantes em guias na internet, como o http://www.ohbuenosaires.com. Fique atento ao fato de que alguns restaurantes não aceitam cartão de crédito. Geralmente colocam adesivos das operadoras de cartão na entrada. Se o garçom ("mozo", pronuncia "moço") disser “pago solo en efectivo”, você precisa ter dinheiro em espécie. Câmbio Sugiro você consultar o site http://www.dolarhoy.com e lá, clicando em “ver cotizaciones”, você vai ver as cotações de todas as casas de câmbio da Argentina. Geralmente a melhor cotação está na “Paris Cambio” ou “Banco Nación”. Aí é só comparar com a cotação das casas da sua cidade e ver onde está melhor. Em Buenos Aires, muitos caixas eletrônicos têm um serviço chamado “Banelco” e “Link” que integra vários bancos, inclusive o Banco do Brasil. Caso tenha conta lá, basta achar um caixa eletrônico com uma plaquinha vermelha com o nome “Banelco” ou uma placa verde com o nome “Link” e sacar em pesos direto da sua conta. É cobrada uma pequena taxa por saque e você deve se certificar de que o seu cartão do banco esteja habilitado para operações fora do Brasil. Outra opção é levar dólares, que também é aceito por lá em alguns estabelecimentos e que tem uma boa cotação nas casas de câmbio. Caso decida trocar dinheiro lá, fuja das lojinhas de câmbio que ficam dentro da área de embarque/desembarque do aeroporto. Ao chegar ao terminal, aí sim você encontra casas com preços mais justos, como o Banco Nación, à direita logo que você sai do terminal. Evitar também “agentes” de câmbio que ficam em pé nas ruas do centro. Passam o dia inteiro gritando: "cambio reales, cambio!". Existe uma máfia que troca notas falsas por lá. Considero a melhor opção o saque direto do caixa ou, as casas de câmbio do centro. Áudio Guia No site de turismo de Buenos Aires, você encontra áudios em mp3 com orientações e história sobre vários lugares da cidade, que eles chamam de áudio guia: http://www.bue.gob.ar/?mo=portal&ac=componentes&ncMenu=53 Basta mudar o idioma da página para português e os arquivos para baixar vão estar em português. São 12 arquivos, um para cada passeio. Taxi Taxis são muito baratos por lá e, principalmente quando se está em grupo, são as melhores opções de transporte. O trajeto do aeroporto ao centro da cidade é feito em preço fixo combinado com o taxista e o melhor preço que consegui foi por 130 pesos. Cuidado quando der uma nota de valor alto, pois alguns têm o mau hábito de enganar dizendo que recebeu outro valor. Uma dica é dizer o valor que você está entregando ou perguntar se ele tem troco: "acá está cién" ou “tenés cambio para cién?”. Ao ir ao aeroporto, lembre-se que existem dois e diga ao motorista o nome do aeroporto e não simplesmente "al aeropuerto". O aeroporto internacional, Ezeiza (pronuncia Eceissa), geralmente é o destino correto para os vôos internacionais, mas às vezes as companhias brasileiras também usam o Aeroparque. Telefonemas Se quiser ligar para o Brasil, basta ir a umas lojinhas chamadas de “Locutorios” (há vários espalhados pela cidade), que têm cabines com telefones fixos. Em cada cabine tem um contador que mostra quanto você está gastando na ligação e eles cobram muito barato. É só chegar, pedir pra usar a cabine, digitar 0055 + DDD + número. Aluguel de apartamento Opções de apartamentos bons e baratos para alugar você encontra nos sites http://www.alojargentina.com e http://www.bahomerental.com. Já usei e recomendo! Outras dicas Ao chegar ao aeroporto, você pode ir até o centro de informações e pegar mapas da cidade, de graça. São úteis pra quem gosta de explorar a cidade por si. Ao voltar ao aeroporto, chegue com pelo menos duas horas de antecedência. Perde-se muito tempo com check-in, controle de segurança e imigração. Pode faltar tempo para suas compras no free-shop. Se você fez alguma compra com direito a reembolso de taxa (tax refund), você tem que levar a nota fiscal do produto num guichê à esquerda da área de check-in e depois de carimbada a nota, levá-la a um outro guichê ao lado esquerdo do portão de embarque. A fila é geralmente grande, mas você pode usar a máquina. Basta seguir as instruções e colocar a nota fiscal lá dentro. Funcionou comigo . Quanto à segurança, a dica é simplesmente não dar bobeira. A parte nobre da cidade é relativamente segura, mas não se pode dar chance ao indesejado. Atenção redobrada nos metrôs! Buenos Aires não é uma cidade violenta, no sentido de violência armada, mas existem muitos furtos. É só não marcar bobeira e você pode andar tranquilamente e desfrutar dos passeios. Espero ter contribuído com a sua viagem. Buenos Aires é uma cidade excelente, no geral, os argentinos são boa gente e gostam muito dos brasileiros. Tá certo, muitos não têm lá muita simpatia, mas sempre fui bem tratado por lá. Espero que você extraia o melhor da capital portenha e faça uma boa viagem! Paz... Felipe

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