Prezados Thais e Diego,
Acabei de chegar do Maranhão. Depois da visão total que tive dos Lençóis numa manhã ensolarada no vôo da Gol Salvador/Recife/Fortaleza/São Luis, fiz a travessia a pé carregando uma mochila pesando inicialmente 17 kg.
Iniciei a caminhada juntamente com 03 amigas e o guia numa segunda-feira (29/06) em Atins, e terminei no sábado (06/07) em Santo Amaro, passando pelo Canto da Luzia, Ponta do Mangue (Lagoa do Mario), Cachoeira do Guajirú, Baixa Grande, Queimada dos Britos, Queimada dos Paulos, Rio Negro e Travosa. Dormíamos em barracas nas margens das lagoas no meio das dunas. O único problema eram os vôos rasantes das gaivotas tentando nos afugentar.
Foi a experiência mais fascinante que tive, superando inclusive o trekking na Trilha Inka (04 dias) e na Chapada Diamantina(08 dias). O cara que nos guiou também é nativo lá de Atins e em setembro/2000 acompanhou o reporter Lu Gomes na primeira reportagem da revista Viagem e Turismo sobre os Lençóis. O nome dele é Tealbes (98-9143-8247) e hoje ele está radicado em Barreirinhas.
Faço minhas as palavras da Thais quanto aos encantos dos Lençóis e providências a serem tomadas. Só sugiro que o Diego também faça a travessia de leste para oeste como nós fizemos, pois no sentido contrário o vento bate forte, transportando muita areia e movimentando as dunas, o que dificulta a caminhada. Além do mais, no final da caminhada em Santo Amaro, você pode pegar um barco, subir até Humberto de Campos e de lá até Morros pra explorar os encantos dos rios Una e Munim em Una dos Moraes, Axixá e Icatu.
Ah, também não precisa levar água pois após o dilúvio que se abateu sobre o Maranhão em março/abril, as lagoas estão todas cheias, com água cristalina.
Um grande abraço, e boa caminhada.
Carlos Pinto