6º. dia Chegamos em Lijiang as 06:00 da manhã, mas ficamos dormindo no ônibus até as 7. Saímos e pegamos um taxi até a entrada da Old Town (nosso hostel ficava dentro da old town). Não é permitido que carros entrem e ai fomos tentar achar o hostel de mochila, carrinho pelas vielas que mais pareciam um labirinto. Até que era simples de achar. Chegamos e, como era cedo, tivemos que esperar um pouco pra fazer check in. O hostel, também encontrado no hostelworld se chama International Youth Hostel Lijiang. Saímos para tomar café e quando voltamos entramos no nosso quarto. O quarto era privativo com banheiro para 3 pessoas, tinha aquecedor nos colchões (o que era maravilhoso, porque lá era muuito frio) e era muito bom. O único aspecto ruim era o banheiro, que ao contrário do nosso hostel em Yangshuo tinha uma banheira com cortina, e a umidade deixava um cheiro muito ruim. Mas ok, o hostel era barato e bem localizado.
Nós demos um mole do tamanho do universo, porque estávamos tão animadas com nossa ida a Tailândia que enchemos a mochila com biquíni, short e regatinha. As espertezas não se ligaram que antes do calor tailandês iríamos a uma cidade na fronteira com o Tibet (Lijiang) a 2.500 metros de altitude. Um sorvetao na testa das três. Pra piorar o tempo estava nublado, com aquela garoinha e fazia muito frio.Tivemos que comprar luvas, gorros, ceroulas, meias grossas e mais algumas coisas.
Conversamos com a dona do hostel (uma chinesinha simpática e gentil) e ela nos indicou os passeios a fazer. Mas vimos que eles estavam cobrando a mais então decidimos fazer por conta própria. Um pause rápido aqui. Não tivemos problemas em fazer isso única e exclusivamente porque a Marla é fluente em Mandarim. Se não fosse isso não teríamos conseguido fazer nada. Enfim, ela nos indicou um templo perto de uma outra Old Town chamada Xuhe. Pegamos um taxi fora da Old Town que nos levou. O lugar é fora da área urbana do município e custou um pouco caro. Chegamos no templo e era o clássico passeio pega-turista. Não tinha nada demais; dinheiro desperdiçado. Mais do taxi do que de entrada, que era barata.
Quando saímos percebemos que não tinha taxi em frente. Alias não tinha em frente porque aquilo ficava aonde Judas perdeu as botas. Saímos andando mesmo, com mapa na mão para ir até Xuhe. A cena era patética. As três andando numa estrada margeada por plantações de milho, num lugar no meio do nada. Uns vinte minutos depois debaixo de garoa e num frio do cão, passa uma van com dois matutos chineses que se ofereceram pra nos levar até Xuhe por uma módica quantia. Nem pensamos duas vezes, entramos felizes da vida e 10 minutos depois chegamos em Xuhe. PS: Não somos malucas. Esse é o tipo da coisa que só se pode fazer na China. E nós sabíamos disso. Como bem disse a Marla, se estivéssemos no Rio, nós teríamos sido levadas pra um matagal no Recreio e eu não estaria aqui para contar a estória pra vcs. Hahahahahaha
Xuhe é uma graça e bem mais rústica que Lijiang. Fomos direto almoçar porque estávamos famintas. Marla, cara de pau e enturmada com a chinesada do jeito que é, fez amizade com uma Tia, que tinha um restaurante que funcionava no quintal da casa dela. Tinham 3 mesas no local, o marido cozinhava e ela servia. Eles não falavam uma só palavra de inglês e falavam muito mal o mandarim, porque eram de uma das minorias étnicas do país. Até para Marla foi meio difícil conversar. Mas o que é a simpatia das pessoas não é? Mesmo com toda dificuldade, nos comunicamos como velhos amigos. Essa era uma das coisas que eu mais gostava, essa simpatia e essa alegria genuína deles. Impossível não se encantar.
Alimentadas, fomos passear na cidadezinha, que era tão linda que passamos a tarde toda lá. Na volta foi fácil achar taxi para Lijiang. Compramos umas roupas de frio, tomamos banho e usamos internet do hostel que era gratuita. Como tínhamos almoçado tarde resolvemos jantar num pub que pelo panfleto parecia ser legal. Saímos para procurar o pub e...??? Não achamos. Tentamos milhões de caminho, mas nada funcionou. Lijiang é realmente um labirinto. Reconhecemos nosso fracasso, fomos na vendinha perto do hostel compramos amendoin, lays e 2 garrafas de vinho e ficamos na sala comum do hostel mesmo.
Transportes por pessoa: 25 Rmb
Café da manhã por pessoa: 12 Rmb
Entrada do templo: 20 Rmb
Almoço por pessoa: 20 Rmb
Café/Chá: 10 Rmb
Jantar (vinho e petiscos) por pessoa: 20 Rmb


