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relato Mochilão Sul da China e Tailândia

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Outubro e novembro de 2008

 

Bom, começo meu relato com algumas breves explicações sobre a viagem. Em primeiro lugar fui à Pequim a trabalho, onde fiquei um mês e meio. Nesse tempo visitei Tianjin e Shanghai, mas somente a trabalho também. Ao final deste período uma amiga do Brasil, a Anna, foi me encontrar para fazermos nosso mochilão. Juntou-se a nós, outra amiga brasileira, a Marla, que mora em Shanghai há 2 anos. Como a Marla já havia visitado Yangshuo, ela não participi dessa primeira parte da viagem e nos encontrou no meio do caminho. Como fui a trabalho não tive gastos com passagem Brasil/China/Tailandia/Brasil, mas vou colocar aqui os gastos da Anna.

 

*** Taxa de câmbio: como viajamos ano passado na época que estourou a crise, o câmbio mudou muito desde o planejamento até a viagem em si. Tailândia: quando as passagens foram compradas era 1,88/1 (real/dólar) e 1/18 (real/bath). Quando chegamos lá estava 2,25/1 (real/dólar) e 1/16 (bath/real). China: passou de 1/4 (real/Rmb) para 1/3 (real/Rmb). Que vontade de chorar...rs***

 

Gastos antes da viagem:

 

Passagen Brasil/China/Tailandia/Brasil - US 1600 (Air France)

Passagem Shanghai - Yangshuo - US$ 120

Passagem Kunming/Bangkok/Shanghai - US$ 980

Passagem Bangkok - Koh Samui - US$ 95

Passagem Koh Samui - Phuket - US$ 75

Passagem Phuket - Bangkok - US$ 100

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1º. dia

 

Saímos de avião de Shanghai as 14:00 horas e chegamos em Guilin as 17:00 horas. [obs: Não tem dicas de Shanghai no roteiro apesar de termos iniciado o mochilão por lá porque foi terminei meu período de trabalho lá.]

 

Pegamos o transfer comum (que é uma van) e fomos para a estação de trem/rodoviária de Guilin. O trajeto demorou cerca de 30 minutos. O motorista não nos deixou exatamente na rodoviária. Nos largou perto, mas num ponto meio ruim, cheio de avenidonas e cruzamentos, onde tinham vários taxistas (de moto) se oferecendo para nos levar. Eles com certeza tem conchavo com esse pessoal. De qualquer forma, fomos andando mesmo e demorou só 5 minutos.

 

A primeira coisa que fizemos foi comprar a passagem de trem de Guilin para Kunming. Chegando lá não tinha mais passagem para cabine de 6 pessoas (que tem preço intermediário). Só tinha para cadeira (impossível para uma viagem de 20 horas) ou cabine de 4 pessoas (que era quase o dobro do preço da de 6). Enfim, entubamos a cabine de 4 pessoas, que custou 432 Rmb por pessoa.

 

Saímos e fomos pegar o ônibus para Yangshuo, que sai a cada 30 minutos. Chegamos e tinham vários micro ônibus de empresas diferentes. Perguntamos o preço e, obviamente, começaram a tentar nos enrolar cobrando 25 e 30 Rmb. Mas eu sabia que custava só 15 Rmb. Até que uma senhora me deu um preço de 40 Rmb pra um ônibus que já estava prestes a sair eles queriam encher. Disse que jeito nenhum, que sabia quanto custava, toda me achando. Até que ela percebeu minha confusão, pegou um caderno e escreveu 15 Rmb. Ai eu entendi que ela estava me dizendo 15 desde o início e não 40, mas como o sotaque no sul é um muito diferente eu entendi tudo errado. Pedi desculpas, óbvio, pagamos e entramos no ônibus. Viagem tranqüila, ônibus com ar, televisão, tudo ok não fosse o chinês atrás de mim jogando um gameboy com som no último volume!! Rs Eu mereço.

 

Chegamos em Yangshuo as 19:30. O pessoal do nosso hostel nos orientou a ligar para eles quando chegássemos na “rodoviária” de Yangshuo que eles iriam nos buscar. Não se paga por isso, porque a cidade é mini e não nos buscam de carro, mas sim a pé mesmo. Isso é importante porque assim que vc desce do ônibus, vários (vários mesmo) caras te abordam dizendo: foi para mim que vc acabou de ligar! E ai te levam para outro hotel. Enfim, Steve (o dono do nosso hostel) foi nos buscar e disse meu nome para eu saber que era ele mesmo.

 

Escolhemos o West Lily Hotel pelo site do hostelworld.com. Era barato, os donos (Lily e Steve) eram muito atenciosos, simpáticos e tinham uma filhinha pequena muito fofa com quem a gente ficava brincando. Mesmo tendo reservado quarto para duas pessoas, eles nos deram um de 3 porque o hostel estava vazio. O quarto é simples, mas ótimo. Atenção apenas que o banheiro não tinha separação entre chuveiro, vaso e pia, ou seja, molha tudo, mas não passa para o quarto. Mais tarde na viagem entendemos que essa ausência de cortina era proposital por conta de umidade. Imagino que colocar blindex deve ser bem caro e aí a diária também aumentaria.

 

Fizemos uma massagem indicada por eles (não gostamos muito) e fomo jantar no Food Market. Se vc é fresco não entre lá de jeito nenhum; o lugar é um galpão e os restaurantes são barracas. Tratamento da comida no melhor estilo chinês. Não se pode comer nada cru. O Lonely Planet indicava o lugar como tendo um peixe típico (com molho de cerveja) da região muito bom. Apesar da tosquisse do ambiente (que eu realmente não me importo) comemos lá mesmo. E não nos arrependemos; o peixe era simplesmente MARAVILHOSO. Voltamos para o hostel e dormimos.

 

Passagem de trem para Kunming: 432 Rmb

Passagem para Yangshuo: 15 rmb

Diária hostel por pessoa: 30 Rmb

Massagem: 70 Rmb

Jantar por pessoa: 30 Rmb

 

 

 

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2º. dia

 

Acordamos para fazer o passeio do Rio Li e estava caindo um pé d´agua. Voltamos a dormir e acordamos tarde. Reservamos o passeio para o dia seguinte no hostel mesmo. Como sabíamos o preço das coisas de antemão, vi que eles realmente não estavam superfaturando nada. Saímos para almoçar na cidade, dessa vez no centrinho turístico. Comemos em um restaurante que não lembro o nome rua principal mesmo. Esse centrinho é uma gracinha, muito lindo. Tem vários restaurantes, lojinhas de artesanato, bares, pubs, tudo que se possa imaginar. Passamos a tarde por lá mesmo.

 

Voltamos ao hostel para tomar banho e trocar de roupa porque começou a chover e ficamos todas molhadas. Como sobrou muita comida do almoço acabamos levando para o jantar também. Voltamos a noite para o centrinho (que fica a menos de 10 minutos andando do hostel e é super seguro) e ficamos bebendo em um dos pubs.

 

Passeio Rio Li: 70 Rmb

Almoço por pessoa: 45 Rmb

Chá e sobremesa: 20 Rmb

Pub: mais ou menos 40 Rmb por pessoa

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3º. dia

 

Acordamos cedo e fomos fazer o passeio. Lily nos levou até a “rodoviária” onde pegamos o ônibus para Xinping. A viagem demorou 1 hora e quando chegamos tinha alguém nos esperando lá. Essa pessoa nos levou até o rio e entramos no barco. Que lugar lindo e maravilhoso. Me sentia no cenário de um filme. O mais engraçado é que tem vários desses barquinhos no passeio, com chineses obvio. Se vimos 4 estrangeiros foi muito. E os chineses ao invés de tirarem foto da paisagem linda, ficavam tirando foto da gente!!! Hahahahahahha

Eles são muito engraçados. Todos, sem exceção, quando passavam pelo nosso barquinho no mínimo sorriam e davam tchauzinho. Credito todo esse sucesso à cabeleira ruiva da Anna.

 

Chegamos a Yangshuo as 16:30 e fomos almoçar. Resolvemos comer o mesmo peixe do primeiro dia, mas em um restaurante decente desta vez. Burrinhas, burrinhas. O do galpão nojento era a metade do preço e ainda era milhões de vezes mais gostoso. Prova de que realmente na China a comida da birosca é tao ou mais gostosa do que a do restaurante chique. Voltamos para o hostel, tomamos banho, descansamos e saímos de novo.

 

A noite demos uma volta no centrinho, tomamos cerveja com e jantamos comidinhas baratinhas e tosquinhas!!

 

Passagem para Xinping (ida e volta): 10 Rmb

Passagem em Xinping (ida e volta): 4 Rmb

Almoço por pessoa: 50 Rmb

Jantar e bebidas: 40 Rmb

 

 

 

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4º. dia

 

Acordamos tarde, fomos até o mirante tirar umas fotos e almoçamos em seguida. Nesse resolvi uma pizza porque estava meio esgotada de comida chinesa...rs. Passamos no mercado para comprar comida para a viagem de trem. Voltamos ao hostel para pegar as mochilas, nos despedimos de Lily e Steven e fomos pegar o ônibus. Gostamos demais de Yangshuo, ficamos meio tristinhas de ir embora, mas não tinha como adiar a saída.

 

A viagem foi pontuada pelo buzinaço do motorista que não tinha o menor critério lógico para tocar a buzina. Depois dessa viagem muito agradável (porque as buzinas a cada 5 minutos eram seguidas de reclamações da Anna que estava bem puta com o motorista). Chegamos a estação e ficamos esperando o trem. O local era a perfeita síntese do interior chinês: cheio de gente, cheiro ruim (segundo a Anna, porque eu não tenho olfato) e aquela zona generalizada. Nós, uma das poucas gringas, chamando atenção como sempre.

 

Pegamos o trem, que saiu pontualmente as 16:53. De cara uma confusão. Entramos na nossa cabine e o casal chinês que ocupava as camas de baixo tinha se apossado da mesinha e do espaço embaixo das camas para guardar a bagagem. A mulher, que não falava uma palavra de inglês apontava para cima indicando que tínhamos que colocar as mochilas em cima das nossas camas. Como eles são meio folgados as vezes mesmo, ficamos muito putas da vida e enfiamos pelo menos nosso carrinho da farofa* embaixo da cama deles. Jogamos as mochilas para cima e fomo sentar no corredor. Quando finalmente resolvemos voltar e subir nas camas vimos que tinha lugar para nossas coisas em cima e era isso que a chinesa estava tentando explicar. Minha cara quase rachou ao meio de vergonha e, como sabia que não poderia explicar que tínhamos feito confusão porque isso eu não ia saber desenrolar em chinês, tentei me desculpar sendo simpática, me oferecendo para tirar fotos deles e coisas do tipo. Acho que eles sacaram também, porque depois disso nossa convivência foi bem amistosa...rs. Barreiras da língua, fazer o que?

 

Comemos nossos (giga) cup noodles com chá gelado no jantar. Enquanto isso, o casal se fartava num banquete com peixe frito, legumes, sopa e frango assado trazidos por eles mesmos. Sim, isso é a farofa chinesa, a qual nós rapidamente nos acostumamos e até começamos a fazer também. O ponto alto da noite foi quando sacamos uma fruta típica deles para comer de sobremesa (uma coisa que eles fazem muito), enquanto tomávamos chá, e o casal nos olhou com aquela cara de: nossa, essas aí estão mesmo adaptadas. Rimos muito. Depois dessa tomei meu dramim e parti feroz para dormir.

 

 

Ônibus para Guilin: 15 Rmb

Compras no supermercado: 15 Rmb

Chá gelado no trem: 5 rmb

Essa tabelinha eu achei no site travelchinaguide.com Lá se encontram horários de trem e preços.

 

No. do Trem De Horário Para Horario Preço Horas

K393 Guilin 16:53 Kunming 11:20 YUN 432 20

 

* Nosso carrinho foi comprado antes da chegada em Yangshuo porque a Anna tinha comprado muita coisa em Pequim e acabou precisando carregar uma bolsona além da mochila cargueira e de ataque. Compramos um carrinho de rodinha e ali ficava essa bolsa dela e uma sacola com as nossas comidas (olha a farofa chinesa) como frutas, biscoitos, chás e água.

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5º. dia

 

Desembarcamos em Kunming meio dia e a Marla já estava nos esperando lá. Fomos até o hostel dela deixar nossas mochilas e saímos para almoçar. Nossa, que diferença a comunicação com eles tendo alguém que fala chinês ao nosso lado. Redução de 70% no tempo perdido; os outros 30% vem da enrolação natural deles...rs. Queríamos ir num restaurante indicado no Lonely Planet, mas ele tinha fechado. Acabamos parando numa birosca e pedimos um peixe, arroz e legumes. Nossa, que maravilha. Até a cerveja estava gelada!!! Uma das melhores refeições da viagem sem dúvidas!!!

 

De barriga cheia, fomos visitar o Templo Budista. Muito bonito e estava tendo cerimônia na hora o que foi ainda mais legal. Na saída acabamos parando num lugar de massagem feita por cegos. Maravilhosa a massagem nos pés (reflexologia), até dormi. Totalmente zen, fomos ao Green Park e depois de passear um pouco fomos tomar chá. Não vale a pena visitar a Stone Forest. Não é natural, não tem graça alguma e é caro. Não fomos porque já tinham dito isso a gente.

 

Voltamos ao hostel, tomamos banho (escondidas, rs), pegamos as malas e fomos para a rodoviária pegar o ônibus para Lijiang. Pegamos o ônibus que, apesar de ter camas, era simplesmente terrível. O cheiro era horrível. Para vcs verem que não estou exagerando, como disse anteriormente eu não tenho olfato. Durante toda a viagem quando as meninas falavam “ai, que cheiro horrível” eu respondia: que cheiro? Dessa vez fui a primeira a entrar no ônibus e disse “nossa, ta horroroso esse cheiro”. Olhei pra trás e vi as duas se olhando e dizendo: ai meu deus, se ela ta sentindo o cheiro, imagina como deve estar isso ai!!! hahahahahahahahahaha Ainda bem que a viagem era noturna e o dramim salvou bonito.

 

Taxis por pessoa: 30 Rmb

Almoço por pessoa: 30 Rmb

Massagem: 60 Rmb

Entrada do Templo: 10 Rmb

Ônibus para Lijiang: 100 Rmb

 

 

De Horário Para Horario Preço R$ Horas

Kunmingg 19:00 Lijiang 06:00 YUN 100 R$ 30,00 10

 

 

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6º. dia

 

Chegamos em Lijiang as 06:00 da manhã, mas ficamos dormindo no ônibus até as 7. Saímos e pegamos um taxi até a entrada da Old Town (nosso hostel ficava dentro da old town). Não é permitido que carros entrem e ai fomos tentar achar o hostel de mochila, carrinho pelas vielas que mais pareciam um labirinto. Até que era simples de achar. Chegamos e, como era cedo, tivemos que esperar um pouco pra fazer check in. O hostel, também encontrado no hostelworld se chama International Youth Hostel Lijiang. Saímos para tomar café e quando voltamos entramos no nosso quarto. O quarto era privativo com banheiro para 3 pessoas, tinha aquecedor nos colchões (o que era maravilhoso, porque lá era muuito frio) e era muito bom. O único aspecto ruim era o banheiro, que ao contrário do nosso hostel em Yangshuo tinha uma banheira com cortina, e a umidade deixava um cheiro muito ruim. Mas ok, o hostel era barato e bem localizado.

 

Nós demos um mole do tamanho do universo, porque estávamos tão animadas com nossa ida a Tailândia que enchemos a mochila com biquíni, short e regatinha. As espertezas não se ligaram que antes do calor tailandês iríamos a uma cidade na fronteira com o Tibet (Lijiang) a 2.500 metros de altitude. Um sorvetao na testa das três. Pra piorar o tempo estava nublado, com aquela garoinha e fazia muito frio.Tivemos que comprar luvas, gorros, ceroulas, meias grossas e mais algumas coisas.

 

Conversamos com a dona do hostel (uma chinesinha simpática e gentil) e ela nos indicou os passeios a fazer. Mas vimos que eles estavam cobrando a mais então decidimos fazer por conta própria. Um pause rápido aqui. Não tivemos problemas em fazer isso única e exclusivamente porque a Marla é fluente em Mandarim. Se não fosse isso não teríamos conseguido fazer nada. Enfim, ela nos indicou um templo perto de uma outra Old Town chamada Xuhe. Pegamos um taxi fora da Old Town que nos levou. O lugar é fora da área urbana do município e custou um pouco caro. Chegamos no templo e era o clássico passeio pega-turista. Não tinha nada demais; dinheiro desperdiçado. Mais do taxi do que de entrada, que era barata.

 

Quando saímos percebemos que não tinha taxi em frente. Alias não tinha em frente porque aquilo ficava aonde Judas perdeu as botas. Saímos andando mesmo, com mapa na mão para ir até Xuhe. A cena era patética. As três andando numa estrada margeada por plantações de milho, num lugar no meio do nada. Uns vinte minutos depois debaixo de garoa e num frio do cão, passa uma van com dois matutos chineses que se ofereceram pra nos levar até Xuhe por uma módica quantia. Nem pensamos duas vezes, entramos felizes da vida e 10 minutos depois chegamos em Xuhe. PS: Não somos malucas. Esse é o tipo da coisa que só se pode fazer na China. E nós sabíamos disso. Como bem disse a Marla, se estivéssemos no Rio, nós teríamos sido levadas pra um matagal no Recreio e eu não estaria aqui para contar a estória pra vcs. Hahahahahaha

 

Xuhe é uma graça e bem mais rústica que Lijiang. Fomos direto almoçar porque estávamos famintas. Marla, cara de pau e enturmada com a chinesada do jeito que é, fez amizade com uma Tia, que tinha um restaurante que funcionava no quintal da casa dela. Tinham 3 mesas no local, o marido cozinhava e ela servia. Eles não falavam uma só palavra de inglês e falavam muito mal o mandarim, porque eram de uma das minorias étnicas do país. Até para Marla foi meio difícil conversar. Mas o que é a simpatia das pessoas não é? Mesmo com toda dificuldade, nos comunicamos como velhos amigos. Essa era uma das coisas que eu mais gostava, essa simpatia e essa alegria genuína deles. Impossível não se encantar.

 

Alimentadas, fomos passear na cidadezinha, que era tão linda que passamos a tarde toda lá. Na volta foi fácil achar taxi para Lijiang. Compramos umas roupas de frio, tomamos banho e usamos internet do hostel que era gratuita. Como tínhamos almoçado tarde resolvemos jantar num pub que pelo panfleto parecia ser legal. Saímos para procurar o pub e...??? Não achamos. Tentamos milhões de caminho, mas nada funcionou. Lijiang é realmente um labirinto. Reconhecemos nosso fracasso, fomos na vendinha perto do hostel compramos amendoin, lays e 2 garrafas de vinho e ficamos na sala comum do hostel mesmo.

 

Transportes por pessoa: 25 Rmb

Café da manhã por pessoa: 12 Rmb

Entrada do templo: 20 Rmb

Almoço por pessoa: 20 Rmb

Café/Chá: 10 Rmb

Jantar (vinho e petiscos) por pessoa: 20 Rmb

 

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8º. Dia

 

Acordamos cedo, tomamos café da manhã e fomos fazer o passeio da Jade Dragon Mountain. Ai veio toda a confusão, que eu tentarei explicar. Como disse anteriormente, não fechamos passeio porque achamos bem caro. Então pegamos um taxi, depois de muito pechinchar com a taxista porque o lugar era bem longe, e fomos até o pé da montanha com ela. Ela foi tentando explicar que poderíamos subir a cavalo, algo que eu gentilmente recusei pois estava chovendo e muito frio. Quando chegamos ao pé da montanha (que é a entrada do parque/reserva ecológica da cidade o mocinho da guarita nos entregou um panfleto com os diferentes passeios que podíamos fazer. Até aí ok. Entendemos que existiam 3 pontos da montanha para visitação; quanto mais alto, mais caro. A confusão começou porque o moçoilo chinês era da minoria étnica e não falava chongas de mandarim. A sorte é que a taxista (também da minoria conseguia arranhar um mandarim). Ele tentava explicar que era possível subir a montanha a pé, a cavalo ou pelo teleférico, mas que o tempo só estava favorecendo a subida pelo teleférico. Ele também tentava explicar que por conta do mal tempo o ponto mais alto estava fechado. Não preciso nem dizer que levou horas para entendermos isso tudo.

 

Subimos de taxi até o teleférico e entramos. Primeiro vc paga o ingresso e ai entra em um micro ônibus do parque. O ônibus vai subindo a montanha e passando por paisagens que nos faziam babar. Quando foi possível avistar o White river então, nossa, nosso queixo caiu. Mesmo com o céu negro a cor da água azul turquesa; incrível. Gostaria de parar aqui e parabenizar a infraestrutura do lugar. Apesar de ninguém falar inglês (que alias não é necessário porque, os poucos gringos ali contratam agências) tudo é muito organizado, limpo e novo: teleférico, ônibus, instalações no alto da montanha. É de fazer inveja.

 

Demos um pouco de azar porque ir pra lá chovendo realmente tira metade da graça do lugar. Enfim, ainda assim é muito lindo. A parada no rio, com os iakes bem pertinho de vc, é incrível.

 

Voltamos, almoçamos e ficamos passeando por Lijiang. A noite novamente tentamos achar o tal do Pub e novamente não conseguimos. Até hoje acho que ele fica num universo paralelo porque não é possível.

 

Café da manhã: 12 rmb

Passeio Jade Dragon Mountain por pessoa (táxi+ticket): 210 rmb

Almoço por pessoa: 20 rmb

Jantar: 15 rmb

 

 

 

 

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8º. Dia

 

Acordamos no dia e...ESTAVA SOL!!! Claro, a sina da viagem, o sol só apareceu no último dia. Ainda assim valeu a pena porque nós finalmente conseguimos ver o pico nevado da Jade Dragon e é lindíssimo. Nesse dia só tivemos tempo de dar uma volta, despedir da cidade e almoçar. Logo em seguida fomos a rodoviária pegar o ônibus para Dali. Uma observação somente: gostamos muito mesmo de Lijiang apesar do azar com o tempo. Se tivesse que refazer o roteiro deixaria mais tempo porque não fizemos um passeio clássico de lá que ir a Tiger Leaping Gorge. Esse lugar é tipo um canyon muito bonito. Não fomos porque era longe (levaria 2 dias o passeio) e não tínhamos tempo suficiente.

 

 

 

LIJIANG – Links úteis

http://www.travelchinaguide.com/cityguides/lijiang.htm

 

http://images.google.com.br/images?sourceid=navclient&hl=pt-BR&rlz=1T4GGLL_pt-BRBR326BR326&q=lijiang&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wi

http://images.google.com.br/images?sourceid=navclient&hl=pt-BR&rlz=1T4GGLL_pt-BRBR326BR326&q=tiger%20leaping%20gorge&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wi

 

 

Pegamos o ônibus e a viagem levou 4 horas.

 

 

De Horario Para Horario Preço Horas

Lijiang 14:30 Dali 17:30 YUN 60 4

 

Paisagem lindíssima e o ônibus era muito bom. Chegamos na rodoviária de Dali e pegamos um taxi que nos deixou no nosso hostel. Excelente o hostel. Apesar de não estar dentro da Old Town de Dali é bem em frente à entrada. Os donos (um inglês casado com uma chinesa) são muuito simpáticos e nos ajudaram em tudo. Quarto grande (3 pessoas com banheiro privativo) e limpíssimo.

 

Chegamos lá umas 18 horas e saímos para dar uma volta na Old Town. Quando voltamos os donos do hostel estavam fazendo um churrasquinho para o pessoal. A carne era bancada por eles e os hóspedes só pagavam o que bebiam. Muito legal porque entrosa o pessoal que está hospedado lá, bem divertido.

 

Almoço por pessoa: 20 rmb

Passagem para Dali: 60 Rmb

Táxi até o hostel por pessoa: 15 rmb

Bebidas no churrasco (cerveja): 20 rmb

 

 

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9º. Dia

 

Acordamos, tomamos café no hostel e fomos fazer o passeio da Cangshan Mountain. Dessa vez, como o dia estava lindo, decidimos ir a cavalo. O lugar de saída dos cavalos era ao lado do hostel e chegamos lá rapidinho. A negociação com os caras demorou séculos porque, para variar, queriam mandar aquele precinho salgado pro turista gringo. Nossa excelente capacidade de barganha nos fez ir pelo preço que eu tinha achado na internet mesmo. O chinês ficou bem irritado...rs. Cada uma em seu cavalinho e com nosso guia a postos, iniciamos a subida. No início tudo muito engraçado, as três de câmeras na mão até a chegada ao pé da montanha. Depois disso foi impossível registrar qualquer coisa. Além de ser muito íngreme o caminho dos cavalos, como havia chovido nos dias anteriores estava um lamaçal e parecia que cairíamos do cavalo a cada 5 minutos. A regra era: agarra a rédea, fecha o olho e reza. Mas os cavalos são treinados e obviamente nada aconteceu. Foi engraçadissimo, mesmo! Chegamos no templo no alto da montanha quase duas horas depois. O melhor de lá de cima é mesmo a vista espetacular da cidade e do enorme Erhai Lake. A volta conseguiu ser pior que a subida; rs.

 

Depois da nossa aventura, fomos almoçar na Old Town e ficamos passeando por la até tarde. Voltamos para o hostel, tomamos banho e colocamos nossas roupas imundas para lavar. Depois saímos para o pub gringo na Old Town e jantamos por la mesmo. O nome é XXX, os donos são um gringo e um chinês muito simpáticos. A maioria da galera que freqüenta é de mochileiros mesmo. Divertido.

 

Café da manhã por pessoa: 10 Rmb

Passeio da montanha por pessoa: 80 rmb

Almoço por pessoa: 25 rmb

Jantar + cerveja por pessoa: 40 rmb

 

 

 

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10º. Dia

 

Acordamos, tomamos café e fomos fazer o passeio ao mercado de Xaping e ao Lago. Contratamos um guia para nos levar pelo hostel mesmo. O cara era uma figuraça, era da etnia local e nem preciso dizer que adorou desfilar com 3 meninas pelo mercado! Rs Mas ele era muito gente boa. No caminho parou para comprar uma comida típica da região (era um pãozinho meio recheado), depois no mercado comprou fruta pra gente. Ele ia explicando as coisas no inglês engraçado dele e as coisas que não conseguia falava em mandarim e a Marla traduzia. O mercado é muito legal, é na verdade uma feira ao ar livre com tudo que se possa imaginar, desde comidas a objetos. Depois, fomos a uma fábrica de Tye-Dye muito legal e ficamos lá gastando nosso rico dinheirinho. Brincadeira, mas tem coisa legal pra dar de presente. Por fim, fomos até o lago, que é lindíssimo.

 

Chegamos no hostel as 16 horas e como tínhamos comido um monte de besteiras no passeio resolvemos não almoçar. Tomamos banho, enrolamos um pouco e saímos para a Old Town. Nosso “jantar” foi umas besteiras das barraquinhas na Old Town: espetinhos, milho, batata assada, etc. Tirando a bebida, nosso gasto com comida no dia inteiro foi uns 20 rmb, algo em torno de R$ 7. Não foi por economia, mas sempre bom dizer que é possível gastar bem pouco com comida na China! Depois ao Pub gringo de novo e ficamos por lá.

 

Café da manhã por pessoa: 7 rmb

Comidas no restante do dia: 14 rmb

Passeio por pessoa: 40 rmb

Bebidas a noite: 30 rmb

 

 

 

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11º. Dia

 

Acordamos tarde e ficamos de bobeira. Nosso ônibus saia só as 16 horas, então aproveitamos para passear um pouco mais na Old Town. Depois almoçamos, arrumamos nossas coisas e fomos embora. O táxi nos pegou no hostel e nos levou até a rodoviária do município.

 

O ônibus atrasou vinte minutos, mas antes tivesse sido só isso. Quando entramos, vimos no corredor umas caixas de papelão e não entendemos muito bem o porquê daquilo. Sentamos (Marla em uma poltrona sem ninguém ao lado, eu e Anna do outro lado corredor juntas) e alguns minutos depois descobrimos a finalidade das caixas: lixo. Oh céus. Bom, as gracinhas não jogavam os papéis e outros lixos nas caixas de uma distância ok, elas simplesmente lançavam as coisas ali. A mocinha atrás de mim cuspia (sim, cuspia) caroços de tangerina na caixa que estava um pouco a minha frente. Que delícia. Marla estava dormindo e não viu nada, enquanto eu e Anna rolávamos de rir. Até o momento glorioso em que o indivíduo sentado na minha frente toma um gole de água, faz um gargarejo e cospe o “jatinho” d´agua na caixa ao lado dele!!! Nessa hora não agüentei e mandei um: P****QUE P**** bem alto. Anna chorava de rir. Coisas da China.

 

Estávamos prestes a entrar na Highway que ligava Dali a Kunming, quando o vimos o pedágio fechado e todos os veículos voltando. Não entendemos nada, acordamos a Marla pra descobrir o que a galera tava falando. É, não precisava de tradução. A estrada principal estava fechada e teríamos que ir por outra secundária. Olha, conselho de amigo: sempre, se puderem, optem por andar de trem. As estradas principais são ótimas, melhores que as rodovias federais brasileiras, mas saiu delas vira um tiro no escuro. A estrada secundária era uma pista de mão dupla, sem acostamento e, de tão estreita, nas curvas ônibus, caminhões e carros grandes acabavam entrando na pista de sentido contrário. Junte a isso o fato de que era uma serra bem íngreme, de um lado paredão da montanha e de outro um precipício. Claro que estávamos do lado do precipício. Pra finalizar some a loucura dos chineses dirigindo, fazendo ultrapassagens nas curvas (sim, nas curvas) numa estrada lotada, com filas de carros imensas. Pois é, essa foi nossa viagem. Sério, nunca penso nessas coisas, ou fico com medo de morrer, mas esse dia eu pensei: chegou a hora! Tinha certeza absoluta que ia acontecer um acidente pela irresponsabilidade dos motoristas.

 

A nossa sorte foi que a estrada principal estava fechada em apenas um trecho e o desespero durou apenas 3 horas. Jantamos cup noodles numa parada do ônibus. Chegamos em Kunming as 23 horas e fomos direto para o hostel que a Marla tinha ficado. Como era só uma noite, ficamos em quarto compartilhado de 8 pessoas. O nome do lugar é The Hump. Limpo, bem localizado, prático e bem animado. Link dele no hostelworld: http://www.hostelworld.com/availability.php/The-Hump-Hostel/Kunming/11142

 

Almoço por pessoa: 25 rmb

Ônibus + táxi por pessoa: 90 rmb

Jantar por pessoa (numa paradinha do ônibus): 10 rmb

Táxi para o hostel por pessoa: 4 rmb

 

DALI – Links úteis

 

http://www.travelchinaguide.com/cityguides/dali.htm

 

http://images.google.com.br/images?sourceid=navclient&hl=pt-BR&rlz=1T4GGLL_pt-BRBR326BR326&q=dali%20china&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wi

 

Hospedagem: Jade Emu International Guest House (http://www.hostelworld.com/availability.php/The-Jade-Emu-International-Guest-House/Dali/27899)

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12º. Dia

 

Bye bye China, Hello Thailand!!!!

 

Acordamos e fomos numa loja de departamentos enorme que tinha em frente ao hostel comprar coisas que faltavam pra Tailândia. Depois fomos numa lan house, almoçamos e eu e Marla fomos ao aeroporto pegar o vôo. Anna ia em um vôo separado. A Thai airlines apesar de excelente serviço não tem o menor respeito por horários. Sem brincadeira, eles mudaram o DIA e o horário da passagem umas 3 vezes. Por conta da brincadeira quase perdemos o avião. Se tiver que usar alguma Cia aérea tailandesa use a Bangkok Airways. Simples, mas não tivemos nenhum problema.

 

Chegamos em Bangkok à noite (19:00 após as trocentas mudanças da Thai) e fomos direto pra imigração. O que teria sido feito em 5 minutos (porque não tinha fila) levou meia hora porque só na hora que chegamos no guichê do visto, o mané tailandês avisa que teríamos que carimbar a vacina de febre amarela. Obvio que tínhamos o comprovante, mas ninguém tinha avisado que era antes do visto, nem aonde era. Enfim, confusões a parte, saímos, trocamos dólares e fomo pegar o táxi. O aeroporto é longe e os táxis cobram um “extra” pra alguma taxa q não to lembrando o que era. Deu 450 baths até o hotel. O nosso hotel era bem simples e ficamos nele por indicação de uma amiga que tinha ido um ano antes. Ele é tranqüilo, seguro, MUITO bem localizado e tem recepção 24 horas.

 

Tomamos banho e saímos pra dar uma volta. Logo de cara um calor muito úmido, cheio de gente, um ambiente muito doido, adorei! O hotel fica perto de um lugar que apelidamos de “lapinha” por ser meio parecido com a Lapa do Rio. Gente diferente, do gringo ao tailandês, tudo muito louco. Lá tem vários bares, restaurantes, casas de massagem e “massagem”, barraquinhas de comida e comida e outras vendendo de tudo. Desde roupa e óculos falsificado até bolsas, coisas pro cabelo, carteira de moto falsificada (nada disfarçado não, numa placa bem grande pra todo mundo ver, rs), carteira de mergulho falsificada, tudo mesmo. Ah, eles te oferecem também um negócio que chamam de ping pong show, que nada mais é do que um show de pompoarismo com bolinhas de ping pong. Coisas da Tailândia. Enfim, andamos, compramos coisinhas e depois tomamos um baldinho de birita em uma das kombis. Não deixe de fazer isso!!!

 

 

 

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13º. Dia

 

Saímos do hostel as 4:00 da manhã, pegamos um táxi e fomos para o aeroporto. O táxi custou 400 baths. O vôo saiu as 7:00 pontualmente. A primeira impressão de Koh Samui é a melhor possível. O aeroporto mais parece uma pousada, de tão fofo e pequenininho. Chegamos, pegamos as malas e fomos de táxi pro hotel. Lá tem van também, mas como estávamos em 3 pessoas não fazia muita diferença de preço e era mais rápido.

 

Chegamos ao hotel, tomamos café da manhã, mudamos de roupa e fomos direto pra praia. O dia estava lindo e depois de 10 de frio na China aquela praia foi mais ainda a visão do paraíso. Apenas 2 horas depois de começarmos a torrar no sol, o tempo fechou e começou uma tempestade bizarra. Chuva de verão. Não estávamos nem aí e nos jogamos no mar, felizes da vida. A chuva demorou um pouco mais de 1 hora e logo em seguida o sol de rachar voltou firme e forte. Saímos no final da tarde, almoçamos (mais ou menos 200 baths pra cada) e depois fomos fazer massagem (varia muito pelo tipo da massagem, a minha custou 350 baths). Como tínhamos acordado muito cedo, estávamos mortas então fomos dormir cedo.

 

Ficamos em Koh Samui, mas recomendo ficar em Koh Tao ou Ko Phangan. Se tivesse que fazer de novo, ficaria nessas ilhas com certeza. Do aeroporto é só pedir pra ir ao cais e de la comprar o ticket pra balsa que era uns 300 baths mais ou menos. Não sei os horários exatos de partida, de repente é necessário dormir uma noite em Koh Samui, mas não é nenhum problema porque as praias são lindas.

 

 

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14º. Dia

 

A idéia era acordar bem cedo e assistir o por do sol. O despertador tocou, eu levantei, olhei pela janela e...estava chovendo. Voltei a dormir e acordamos tipo 11 da manhã. Não parava de chover. Ficamos algum tempo pra decidir o que fazer. Até que decidimos ir almoçar (já tínhamos perdido o café da manhã) e depois fazer massagem. Na lerdeza das três isso demorou bastante....rs. Depois de almoçar acabamos indo caminhar na praia (já não estava mais chovendo, mas o tempo estava muito fechado) e depois fomos fazer massagem. Marcamos o passeio de barco para Koh Nangyuan*, que custou 750 baths pra cada. (quando se sai de Koh Tão ou Koh Phangan é mais barato). A noite saímos para um restaurante/bar na praia. Esses bares são muito legais, as mesinhas ficam na areia mesmo e do nada começamos a ouvir um funk brasileiro. Hahahahahahahaha Coisas da Tailândia.

 

* Tem milhares de opções de passeios. O mais clássico vc sai de Samui na balsa que vai para Koh Tao e Ko Phangan e de lá se chega a Koh Nangyuan. Saindo de Koh Tao e Ko Phangan deve ser uns 350/400 baths se vc fizer só snorkle. Se vc for fazer scuba diving é mais caro e precisa de carteira de mergulho (que vc pode tirar lá, sem problemas). Vc pode fazer o curso mesmo ou “tirar” uma meio fake. Mas vale a pena, não fiz porque sou meio medrosa com mergulho (rs), mas quem fez disse que é muito lindo.

 

 

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15º. Dia

 

Dia do Passeio. SÓ NUVEM NEGRA E CHUVA!!! Ah, que saco. O passeio é lindo demais, mesmo com chuva. Principalmente os lugares de mergulho. Mas vamos combinar que podia ter feito um solzinho neh? Chegamos do passeio as 5 da tarde e fomos arrumar a mala pois saímos no dia seguinte. A noite jantamos e depois voltamos pro mesmo bar da noite anterior.

 

 

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16º. Dia

 

Tomamos café e fomos pro aeroporto. Esse dia não chovia, simplesmente caía o mundo do céu. Temporal sem parar.

 

Sempre bom falar que tem muitas outras coisas pra fazer por lá (mesmo) além de torrar no sol, mas São Pedro resolveu se aliar à Murphy e choveu quase o tempo todo em Samui. Dos nossos 3 dias lá, 2 choveram. Oh vida, oh céus, oh azar. Mas estávamos na Tailândia, neh? Então a gente reclamava por 10 minutos, ai íamos fazer massagem, encher a pança de frutos mar, caminhar na praia, beber e tomar banho de mar na chuva!!!! rs

 

Phuket é muito feia (principalmente em comparação ao resto da Tailândia). Mas não tem como escapar de dormir lá pelo menos uma noite. Isso porque o barco pra Koh PhiPhi sai bem cedo e não tem nenhum vôo (pelo menos não tinha) cedo que dê pra evitar o pernoite la. Trem e ônibus eu já não sei dizer. Mas nossa estadia lá foi bem tranqüila. Chegamos as 16:00, pegamos um taxi e fomos diretos para o hostel. O taxi é meio carinho porque o aeroporto dica a uns 40 minutos do centro da cidade. Se não me engano foi uns 600 baths no total.

 

O hostel eu encontrei no hostelworld mesmo e recomendo muito. O nome é Phuket Backpacker O hostel é beeeem simples. Até demais, porque não tem ar condicionado e os quartos coletivos são divididos por biombos de plástico. Mas, ele ganhou premio de hostel mais limpo do ano na Tailândia. Ok, ok, e qual a importância disso? Aquela cidade (pelo menos aquela área) é infestada de ratos e baratas (irrrc). Eu não sei vcs, mas eu tenho pavooooor de barata e toda neurose do pessoal do hostel (não pode subir pros quartos de sapato, não pode comer no quarto, etc) é justificada e te livra desses bichos nojentos. Não é exagero, é muuuita barata. Pra ficar apenas uma, ou 2 noites ele vale a pena.

 

O ticket pra balsa pra Phuket a gente comprou no hostel mesmo porque chegamos domingo e todas as agencias estavam fechadas. Mas (dps da pechincha básica) pagamos o preço normal da balsa e um pouco mais pra nos levarem em uma van ate o cais. Super tranqüilo.

 

 

A foto é do aeroporto fofo de Koh Samui; mais parece uma pousada.

 

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17º. Dia

 

Saímos do hostel as 08:00 da manha e do cais as 09:00. Mais ou menos 1 hora de viagem. Chegamos lá, deixamos nossas coisas no hotel, colocamos biquíni e....CAIU UM TEMPORAL!!! Cacete, que azar. Ai fomos fazer massagem e almoçar neh? Fazer o que?? A noite lá é muito legal e muito animada.

 

 

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18º. Dia

 

FEZ SOL!!! UHUUULL...Nem acreditamos quando acordamos e vimos o céu azul!!

Tomamos café e fomos torrar no sol, afinal nossa viagem estava quase no fim e estávamos brancas feito velas. Se a gente chega assim no Brasil ninguém acreditaria que estivemos na Tailândia...rs. Não fizemos o passeio de barco esse dia porque ficamos com medo do tempo, ai fechamos o pacote para o dia seguinte. Custou 450 baths pra cada uma. Pechinche SEMPRE. Mesmo que o desconto não seja muito grande, vale a pena. A noite, fomos aos bares da praia. Tem sempre festa, não importa o dia da semana ou o mês.

 

 

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19º. Dia

 

Passeio de dia inteiro, saindo 9 da manha e voltando as 6 da tarde. Existem vários roteiros, tipos de barco e coisas inclusas. O nosso era um long tail boat (barquinho menor para umas 10 pessoas), incluía um almoço muito ruinzinho (vale levar comida) e frutas (isso foi bom) e terminava em Maya Bay (ilha do filme A Praia) para assistir o pôr do sol. Nem preciso dizer que foi maravilhoso. Aliás, nem dá muito para descrever o que é aquele lugar, quando vc chegar vai entender o que eu to dizendo. A rota dos passeios pode variar de acordo com a agência, mas o preço em geral não muda muito não. Alguns passeios começam por Maya Bay, por exemplo. Escolhemos que o terminava lá pra ver o por do sol. Voltamos, fizemos massagem, jantamos e saímos pros bares.

 

 

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    • Por GUILHERME TOSETTO
      Olá, meus amigos!!!!
      Segue agora mais um relato de viagem, desta vez à cidade de Ubatuba nos últimos dias 27 e 28 de Abril, em companhia dos amigos André Petroni, Eduardo (nickname Umpdy), Francisco Lopes, Débora e Osmar Franco.
      Estávamos combinando essa viagem havia algum tempo, mas nunca conseguíamos encaixar as datas convenientes a todos, mas eis que calhou de um fim de semana "vazio" pra galera e marcamos a viagem.
      Eu, Eduardo, Chicão e Débora saímos de São Paulo na sexta-feira à noite, por volta das 19:45 e chegamos em Ubatuba às 23 horas. O André e o Franco tiveram que trabalhar e só foram pra lá no sábado bem cedinho, de ônibus. Seguimos pela Dutra até São José dos Campos e de lá pegamos a rodovia dos Tamoios, que está em obras em diversos trechos. Quem for pegar essa estrada, deverá ficar bastante atento, não paenas às obras, mas principalmente às curvas, muito fechadas e perigosas.
      Lá chegando, fomos para o Tribo Hostel, onde já havíamos feito reservas para o final de semana. Como nesse final de semana estava acontecendo um campeonato mundial de surf em prancha curta (não lembro o nome exatamente), o hostel estava cheio e acabamos ficando num de seus anexos...



       
      Feito o check in, fomos para os quartos, ficando eu e o eduardo em um e o Chicão e a Débora em outro.
      Algumas observações sobre o quarto onde ficamos eu, o Eduardo e o Franco: o teto é baixo e tem ventilador instalado junto à luminária. Como o Du ficou na cama superior, qualquer movimento da perna pra fora da cama já chutaria a porra do ventilador, além de bater a cabela no teto num levantar mais brusco!!!! rsrsrsrs...isso sem falar que o Du trancou a porta do quarto... e ainda havia mais um hóspede no nosso quarto, que chegou de madrugada e ficou esbravejando e xingando do lado de fora, enquanto a atendente do hostel vinha com a outra chave pra abrir...como eu tava morto de cansaço da viagem, não ouvi nada disso!!!!rsrsrsrrs.
      No dia seguinte, sabadão, ficamos esperando o André e o Franco chegarem pra podermos ir à Ilha de Anchieta. Chegaram por volta das 11 horas, também fizeram o check in e fomos arrumar as tralhas pra ir à ilha. Combinamos com o Renato, dono de um barco para nos levar até lá e ir nos buscar no final da tarde. Algumas fotos da ida, da Ilha e do retorno...









       
      Na Ilha de Anchieta há algumas trilhas, como a do Saco Grande e a Praia do Sul. Ambas constam do passaporte Trilhas de SP. Lá também há um antigo presídio, que foi desativado em 1955, três anos após a rebelião de 1952. No local, ainda trabalha um antigo vigia da época em que o presídio ainda era ativo!!! O local lembra um campo de concentração, várias ruínas...
      A ilha em si tem praias muito bonitas e praticamente desertas, talvez pela época do ano não ser a chamada "alta temporada", mas, mesmo assim, são excelentes... água muito limpa, peixes nadando ao nosso redor, quando ficamos numa das piscinas naturais formadas pelas rochas na parte norte da ilha.









       
      Ficamos na ilha até cerca de 16:15, fizemos a trilha da Praia do Sul, que é muito light e voltamos pra Ubatuba.
      À noite, fomos jantar numa pizzaria próxima ao hostel, a Pizza da Nonna...local bem aprazível, simples e comida de bom sabor...voltamos ao hostel, onde fizeram um churrasquinho pra galera...nessa hora, o sr. André cometeu a gafe-mancada da noite: sentou-se em cima de uma caixa de isopor, que servia de "geladeira" pra cerva do povo...o resultado não poderia ser outro, em poucos segundos a caixa estourou completamente de fora a fora... pior foi o que o André falou:
      - "Pô, eu pensei que fosse um puff!!!!"
      O que teve foi um "crash" and "pof" do André caindo!!!!
      Nem os gringos que estavam jogando uma sinuquinha aguentaram e racharam o bico também...
      Mas, gafes e foras à parte, o fim de semana foi excelente!!! No domingo, fomos para a praia da Lagoinha, onde começamos a fazer a trilha das 7 praias, chegando, ao final à praia da Fortaleza. São mais de 10 km de caminhada, passando pelas praias que dão o nome à trilha, com vários níveis de dificuldade, mas com paisagens muito compensadoras em sua beleza...seguem mais algumas fotos...








       
      Levamos cerca de 3 horas e meia pra finalizarmos a trilha, considerando-se que paramos algumas vezes pra descanso, pra um lanche e pra banho numa das praias.
      A fim de ganharmos algum tempo pra voltar onde deixamos o carro, na praia da Lagoinha, resolvemos subir os 7 quilômetros da estrada entre a Fortaleza e a BR101 a pé...chegando lá, pegamos um ônibus de volta à praia da Lagoinha e voltamos ao hostel pra arrumar nossas coisas, tomar um banho e retornar a Sampa...antes disso, ainda deixei o Franco na rodoviária, pois, como estávamos em seis pessoas, não havia espaço suficiente pra todos dentro do carro...saímos de Ubatuba por volta das 18:45 e chegamos à capital às 22:45, um pouco mais demorado do que na ida, mas ainda paramos pra comer um lanche e as curvas em subida requerem menor velocidade e mais atenção.
       
      Realmente foi um fim-de-semana ótimo, em companhia de amigos muito bacanas, sempre dispostos a tudo, sem reclamações, todos de muito bom-humor, enfim ,foi bastante divertido...deixo vocês agora com mais algumas paisagens, agradecendo a atenção de você, que está lendo, e aos amigos que lá estiveram, proporcionando mais uma excelente viagem!!!! Abração, galera!!!!
      Ah, pessoal ,se esqueci de alguma coisa, por favor, complementem o relato...











    • Por Schumacher
      Preparativos
       
      Em julho de 2014 decidi que, apesar de adorar o carnaval de Santa Catarina, faria uma coisa totalmente diferente nessa data no ano seguinte. Consegui 2 amigos para ir junto comigo e emiti as passagens nas Aerolíneas Argentinas (10k milhas Smiles POA-FTE, 270 reais FTE-USH, 10k milhas Smiles USH-POA).
       
      Como a viagem seria de apenas 9 dias, não cheguei a elaborar um roteiro, apenas um esboço do que fazer, além de reservar as hospedagens e o aluguel de carro. Este último saiu caro, mas dividindo em 3 compensou a comodidade e o melhor aproveitamento do tempo.
       
      Às vésperas da viagem consegui uns guias do meu colega de trabalho Fernando, e no 13 de fevereiro de 2015 finalmente peguei meu mochilão (dessa vez não esqueci da câmera) e segui para o aeroporto, com uma carona do meu vizinho Marco e outra carona no vagão refrigerado da Trensurb.
       
      Ao chegar a Buenos Aires tive que trocar de aeroporto, do Ezeiza para o Aeroparque. Quem tem conexão pela Aerolíneas pode usar o translado da empresa Manuel Tienda León de graça, mas tem que pegar um comprovante em uma sala da companhia no próprio aeroporto. Importante salientar que os horários que estão no site não são confiáveis.
       

       
      1° dia
       
      No meio de uma madrugada mal dormida no aeroporto, partiu meu voo para El Calafate. Do alto era possível ver o lindo azul contrastando com as estepes patagônicas. Cheguei no começo da manhã, dividi um táxi com uns brasileiros, já que saiu o mesmo preço do único outro transporte disponível, uma van que custava 100 pesos, e um tempo depois cheguei na locadora da Hertz, para retirar o veículo. Subi o morro para uma panorâmica da cidade.
       

       
      De lá fui para a Reserva Laguna Nimez, paraíso das aves na beira do Lago Argentino, que envolve a pequena cidade. Paguei a razoável taxa de entrada e depois do trajeto inicial meio sem graça e uma chuva fraca que insistiu em incomodar, comecei a ver espécie após espécie em uma diversidade de ambientes.
       

       
      Entre as mais de 20 fotografadas em algumas horas, constavam gaviões bastante dóceis, tanto que cheguei a ficar a menos de 3 metros de um deles.
       

       
      Também tive o primeiro contato com a fruta típica da região, o calafate, embora meio murcha e pouco saborosa por já estar no fim da época de frutificação.
       

       
      Era para eu ter encontrado ali a minha amiga Raquele, que já tinha viajado para lá antes, mas por uma falta de sincronismo nos encontramos apenas no meio da tarde no hostel em que ficaríamos, o I Keu Ken. O único ponto negativo desse lugar é para quem está a pé, pois ele fica no alto de um morro.
       
      Pegamos a estrada sentido norte até chegar ao hotel La Leona mais de uma hora depois. No caminho havia diversos cicloturistas e os primeiros bandos de guanacos e emas.
       

       
      Depois de um lanche e do atendente dizer que não poderíamos ir sozinhos no lugar em que queríamos, fomos para lá do mesmo jeito. Seguindo orientações vagas encontradas pela internet, chegamos ao vale em meio aos morros Los Hornos, onde segundo o site havia uma “depressão profunda”. Literalmente, entramos em depressão.
       

       
      Caminhando, passamos por diversas ossadas e encontramos o que eu queria, fósseis! A floresta petrificada conta com troncos fósseis de 150 milhões de anos. Só vimos poucos troncos e nenhum dinossauro, mas já foi o suficiente para ter valido a excursão.
       

       
      No caminho de volta o sol apenas começava a baixar, apesar de já ser quase 21 h.
       
      À noite, durante toda a semana, estava tendo uma festa com shows e inclusive a presença da presidenta, talvez por isso os preços estivessem tão inflacionados. Tanto que tivemos que jantar sanduíches comprados no supermercado, enquanto ouvíamos o show que nem era tão bom assim.
       
      2° dia
       
      Pela manhã chegou meu outro amigo, o Vinícius. Partimos para o Parque Nacional das Torres del Paine, no Chile. Primeiro, uma pausa para foto da paisagem insólita no mirante.
       

       
      Fizemos uma escala na metade do caminho em Esperanza, ainda na Argentina. Depois de mais uma refeição à base de sanduíche, tentamos abastecer o carro no único posto em um raio de 50 km, ou possivelmente o dobro, como nos informou o frentista que, assim como uma fila de carros, aguardava o combustível chegar sabe-se lá dentro de quantas horas. Como não tínhamos todo esse tempo, arriscamos seguir em direção ao parque.
       
      Os passageiros babavam no carro enquanto eu dirigia pela monótona estrada, quando passamos pelo vilarejo de Tapi Aike. Milagrosamente havia uma bomba de combustível ali, onde já tinha visto num relato que estava desativada. Como a esperança é a última que morre, decidimos bater na casa para ver se alguma alma nos atendia, apesar de todos os outros carros passarem direto. E não é que deu certo? Embora consideravelmente mais cara, foi nossa salvação.
       

       
      No meio da tarde chegamos às aduanas de fronteira. Como havia poucos carros e nenhum ônibus naquela hora, até que foi rápida a travessia. Não levei alimento algum pensando que teria problema, mas a única coisa confiscada foi os sachês de mel do Vini. Outro detalhe importante é que precisa de uma autorização providenciada pela locadora para cruzar a fronteira, a um custo adicional.
       

       
      O primeiro vilarejo no Chile é Cerro Castillo. Possui uns 4 comércios de mantimentos apenas. O primeiro e mais turístico é caríssimo, só o utilize para fazer o câmbio. Indico esse amarelo da foto, ali o preço cai pela metade e aceita cartão de crédito. Não leve água, pois há disponível e puríssima durante todo o circuito, e cada kg a menos é muito precioso.
       

       
      Depois do estoque feito e mais uns quilômetros à frente, entramos na área do parque, cercada por lagoas de diversas cores, como a Laguna Amarga, com alta salinidade e lar dos belos flamingos.
       

       
      Na portaria de mesmo nome, tivemos a péssima notícia de que havíamos chegado tarde demais para escalar as Torres del Paine. Dessa forma tivemos que acampar no camping da hostería Las Torres e replanejar o roteiro para compensar as cerca de 5 h perdidas que faríamos naquele dia. Os campings do parque custam todos em torno de 8000 pesos chilenos, nada se comparado ao preço dos alimentos, então leve o seu junto, nem que seja daquela lojinha na fronteira.
       
      Havia uma quantidade impressionante de gringos espalhados entre o camping, o refúgio e o hotel. Assim como nos demais campings pagos, havia água quente e eletricidade, mas não tive tempo para carregar minha câmera. Inauguramos a barraca de luxo da Raquele, enquanto o Vini ficou com minha toca do Gugu emprestada. E ali começou a aventura de se dormir em um chão pedregoso sem um isolante, ao menos em meu caso.
       
      3° dia
       
      Iniciada a caminhada com a subida dos belos morros. Logo percebi que o vento forte traria algum estrago. Dito e feito, ele arrebentou a solda do painel solar que tinha levado para carregar a câmera e o celular. Ali começou o primeiro racionamento, o de energia elétrica (o de energia humana viria posteriormente).
       

       
      Conheci as duas frutinhas vermelhas que cresciam junto ao solo e que fariam parte da minha alimentação durante essa jornada, a chaura e a murtilla, levemente doces e ácidas.
       

       
      Logo percebi que o ritmo de um dos integrantes não seria o mesmo do meu, ainda mais com o peso extra na respectiva mochila. Começou a preocupação com o tempo, já que percorreríamos uma distância bem maior do que a praticada por outros visitantes em um dia.
       
      Continuamos subindo, passando pelo acampamento Chileno, onde trombamos com um casal carioca e com a placa oficial de entrada.
       

       
      Comi um cogumelo bege que achei no chão e após passar a entrada do acampamento Torres, segui com os cariocas até a parte mais exposta ao vento, onde fiquei descansando por uns minutos até meus amigos chegarem. Ao completar o trecho mais íngreme, avistamos a incrível paisagem do lago glacial e dos pilares graníticos com neve em suas bases. Não há como expressar em fotos a grandiosidade daquela cena.
       

       
      Ainda tivemos sorte de presenciar outro fenômeno, uma tromba d’água, que pegou todos desprevenidos.
       
      Almoçamos por ali enquanto contemplávamos a paisagem e depois descemos pelo mesmo caminho por algumas horas até a bifurcação para ir ao acampamento Los Cuernos. A trilha de todo o circuito é razoavelmente bem sinalizada, embora as placas estejam voltadas para quem faz o trajeto em sentido contrário (a grande maioria). Assim, quando havia uma bifurcação, só sabíamos o caminho certo ao chegar ao seu final. Ainda bem que tínhamos GPS no celular, e que a bateria dele durou todo o tempo necessário.
       

       
      Caminhamos por longas horas durante esse trecho quase plano de 11 km. Quando o dia ameaçava terminar, cruzamos o último morro e vimos o acampamento de um lado e outra tromba d’água no lado oposto. Com o atraso em nosso itinerário, tivemos que acampar novamente em um lugar pago. Assim que terminamos de armar as barracas, a noite chegou. Meus amigos jantaram seus miojos de copo enquanto eu fiquei com as sobras e um sanduíche de queijo e presunto.
       
      Depois de um banho quente e uma contemplada num dos céus mais bonitos que já vi na vida, parti para a cama, ou melhor, saco de dormir. Vini não teve tanta sorte, preocupado acompanhando um rato que apareceu atrás de sua barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 26 km.
       
      4° dia
       
      Amanheceu um dia chuvoso e mais frio que o anterior. Nesse momento meus lábios já haviam ressecado o suficiente para rachar, e a situação só foi piorando, já que não tinha nada para botar neles. Em virtude de nosso atraso, decidimos que somente eu percorreria a segunda perna do circuito W, os demais seguiriam ao acampamento Paine Grande a 13 km e nos encontraríamos lá no fim do dia.
       

       
      Com isso, enquanto eles descansavam, tomei um litro de leite e coloquei a roupa impermeável para a caminhada. Pouco depois surgiu o sol, que me obrigou a trocar as vestimentas novamente.
       
      Continuei ao longo do belo Lago Nordenskjöld, já mirando o Cerro Paine Grande.
       

       
      Passei o acampamento Italiano, onde começava a subida do Vale do Francês. A difícil ascensão margeava um rio, geleiras e o cume da montanha, de impressionantes 3050 metros, ligeiramente superior à mais alta montanha brasileira.
       

       
      Nessa hora tive que pôr novamente uma roupa mais propícia ao frio e vento que fazia. Parei para comer uma maçã no mirante intermediário, de onde a maioria dos caminhantes e seus bastões não passam, e continuei subindo. Já estava bastante cansado e até um pouco atrasado no horário, quando fui agraciado por uma precipitação diferente. Pela primeira vez na vida presenciei a neve caindo sobre mim!
       

       
      O êxtase me deu forças para o trecho final mais duro, até o Mirador Británico. Infelizmente o clima frio e nublado não ajudou nas fotos e esgotou a bateria da minha câmera novamente, restando o guerreiro celular. Paciência, mas fiquei bem de boa lá no topo enquanto almoçava e admirava a paisagem sem uma viva alma em volta.
       

       
      A possível continuação da trilha estava fechada, então tive que descer. Atravessei a extensa floresta carbonizada, resultado de um incêndio de grande proporção causado por um israelense em 2012, fato que motivou a proibição de fogueiras no parque.
       

       
      Novamente no final da tarde, cheguei ao acampamento. Depois do jantar provamos o excelente licor de calafate que tínhamos comprado na fronteira, recomendo!
       
      Como não havia árvores no camping, o vento soprava mais forte, tanto que praticamente destruiu nossa outra barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 23 km.
       
      5° dia
       
      Esgotado das noites mal dormidas e caminhadas sem fim, partimos para o terceiro e esperado último dia de trilhas.
       
      Um aviso de amigo, não experimentem brincar com a flor da foto abaixo. Isso me custou um bocado de tempo para conseguir remover os espinhos que grudam individualmente na roupa.
       

       
      Continuando, avistamos belos icebergs na borda do Lago Grey, sinal de que a geleira estava se aproximando.
       

       
      E foi bem isso. Um pouco depois chegamos ao mirador do Glaciar Grey, onde a longuíssima geleira avança sobre o lago de mesmo nome e sobre uma ilha que a contém.
       

       
      Naquele momento, decidimos que não iríamos até o refúgio Grey, pois o horário do barco não era compatível com o nosso. Assim, voltamos até o Paine Grande e descemos até o acampamento Las Carretas, um dos trechos menos frequentados do parque e já fora do circuito W.
       

       
      Apesar das belas paisagens iniciais, a maior parte dos 17 km seguintes seria bastante monótona, uma pradaria sem fim, com poucas aves passando. Ao menos o trajeto era plano.
       

       
      Ao chegar ao camping desprovido de qualquer infraestrutura, a decisão mais difícil: ter outra péssima noite ali ou arriscar seguir caminho e conseguir carona para voltar à outra portaria onde estava o carro, há quase 50 km dali? Escolhemos a segunda opção. Chegamos à sede do parque onde passava a estrada, mas os poucos veículos que passavam em sentido norte naquele fim de dia eram transportes dos hotéis. Com isso, tivemos que pedir clemência ao responsável pela sede, um senhor que nos deixou acampar ao lado do prédio que fica na margem do Lago Toro. O senhor foi tão gentil que até me passou a senha do wifi, e eu pude avisar para minha mãe que ainda estava vivo.
       
      Improvisamos um conserto para que a segunda barraca pudesse passar sua última noite conosco antes de ir dessa para melhor. Os únicos ruídos dessa noite foram dos ventos uivantes e dos roncos do Vini.
       
      Distância percorrida: 29 km. Total: Cerca de 78 km, com um baita peso nas costas e elevações constantes de 50 a 850 metros!
       
      6° dia
       
      Começamos bem o dia. O segundo carro que passou, com um simpático casal de italianos, deu carona para nós e para nossas mochilas até a portaria do parque.
       
      Uma hora depois lá estávamos de volta. Juntamos os últimos 8 dólares que tínhamos para pagar o translado até o hotel para eu retirar o carro.
       
      No caminho até a fronteira, flagramos um bando de condores andinos.
       

       
      Depois do almoço e e da aduana, voltamos por um atalho de estrada de chão, frequentado mais por animais do que humanos.
       

       
      De volta à cidade no meio da tarde, fomos direto para o Parque Nacional Los Glaciares. O parque, pago, consiste em uma estrada que costeia um rio até a principal atração de El Calafate, o Glaciar Perito Moreno.
       
      Plataformas te deixam bem próximo da geleira, a ponto de ver e ouvir com clareza os pedaços de gelo se partindo e desabando na água.
       

       
      As colunas de gelo de 60 m de altura que se estendem por até 5 km e que crescem e se despedaçam constantemente, são mais uma paisagem indescritível, especialmente durante o pôr-do-sol.
       

       
      Quando saímos do parque já anoitecia. A quantidade de lebres que passa pela estrada é surpreendente. Especialmente pela rota 60, que é de chão em meio a fazendas. Cruzamos por dezenas delas, felizmente nenhuma atropelada.
       

       
      Eu e Vini dormimos no mesmo hostel de antes, enquanto que Raquele, que ficaria mais um dia na cidade, foi para outro.
       
      7° dia
       
      Cedinho pegamos o voo para Ushuaia, ou “Uçuaia”, como dizem os argentinos. Peguei umas dicas valiosas no centro de informações do aeroporto e, claro, carimbei meu passaporte com o selo do fim do mundo.
       
      Como Ushuaia é uma zona franca, as coisas custam consideravelmente mais barato que em El Calafate. Sendo assim, consegui finalmente almoçar de verdade, no restaurante El Turco, que fica na principal avenida do centro, a San Martín. Ushuaia não tem o mesmo charme de El Calafate, mas ainda assim é agradável. Dentro das construções climatizadas, claro, pois os ventos e baixas temperaturas limitavam as caminhadas, sobretudo em dias nublados e à noite.
       

       
      Reservamos o passeio pelo Canal de Beagle, escolhendo o de 750 pesos, que passava pelas ilhas dos passeios padrão e mais a dos pinguins. Estava um pouco receoso pelo alto custo, mas posso dizer que valeu muito a pena. O passeio de quase 7 h começa passando por ilhotas cobertas de colônias de aves, principalmente o cormorão, que à distância parece um pinguim. Além destes, há gaivotas, trinta-réis, albatrozes, entre outras espécies menos frequentes.
       

       
      Pouco à frente fica a Ilha dos Lobos Marinhos, que abriga algumas dezenas desses animais tranquilos.
       

       
      Continuando, se passa pelo Farol Les Eclaireurs e mais outro bando de aves iguais continuando por um bom trecho sem ilhas, com raros povoados no lado argentino do canal e o vilarejo de Puerto Williams, que disputa com Ushuaia o título de cidade mais austral do mundo, e talvez não o seja pelo fato da população ter menos de 3000 habitantes, sendo a maioria militares e pescadores.
       

       
      Em seguida a embarcação passa por uma estrutura geológica formada na glaciação, e após contorná-la, chega ao destino final, a Ilha Martillo, mais conhecida como Pinguinera.
       

       
      Incontáveis pinguins-de-magalhães se reúnem nesse pedaço de terra como parte do seu ciclo de vida, e nos brindam com essa exibição incrível. Junto a eles aparecem algumas aves oportunistas, como escuas e urubus, além de 2 outras espécies de pinguim: o Papua, que é a ave mais veloz na água, e o Rei, que é mais raro e maior que os outros que passam por lá.
       

       
      Quem tem muita sorte, como a Raquele que foi no dia seguinte, consegue ver alguma baleia pelo meio do canal. Para os demais, resta o longo retorno assistindo documentários sobre a Terra do Fogo e os pinguins na cabine climatizada, ou então babando no sofá como meu amigo.
       
      À noite, eu e Vini jantamos em um lugar animado da Av. San Martín chamado Chester. Comi eu queria muito comer queijo Roquefort, uma iguaria barata na Argentina, pedi uma pizza de 4 queijos só para mim, já que ele não queria. Enquanto comíamos e tomávamos a ótima cerveja vermelha da marca local Beagle, passava um pot-pourri de clipes de rock das décadas passadas. É um bom lugar para um esquenta.
       

       
      Retornamos em seguida ao bom hostel Yakush para dormir em seus colchões moles.
       
      8° dia
       
      Às 10 h pegamos o transporte que sai de hora em hora da estação rodoviária para o Parque Nacional da Terra do Fogo. Duzentos pesos para ida e volta e mais 100 para entrada no parque.
       
      Começamos pela trilha que segue pela costa da Baía Lapataia, em meio às 3 espécies de árvore do gênero Nothofagus, as mesmas que havia em Torres del Paine. Não possuía grandes novidades, além de alguns passarinhos, chumaços de algas-pardas, mexilhões e grãos de areia acinzentados.
       

       
      Em meio à trilha estávamos morrendo de calor pela quase ausência de vento, mas quando fomos para as demais o tempo virou. Veio uma brisa do capeta e uma chuva bem chata.
       
      Uma das trilhas levava até um observatório de aves, embora nenhuma nova naquele dia. A outra até uma turfeira gigante, causada pela matéria orgânica lentamente sendo decomposta no frio e umidade do lugar.
       

       
      A última trilha nos mostrava o estrago causado pelos castores, resultado de mais uma introdução de espécie exótica desastrosa. A castoreira represa a água em um ponto e alaga uma baita área, onde morrem essas árvores de lento crescimento.
       

       
      Retornando, ainda tivemos sorte de observar uma raposa se alimentando.
       

       
      Nosso transporte de volta sairia às 19 h, como ainda tinha um bom tempo fomos até a cafeteria que ficava um pouco distante. Chegamos às 18:05 h, e para nossa surpresa, já estava fechada! Assim, tivemos que aguardar na sarjeta junto com um chinês maluco que ficava fotografando cavalos em atividade de cópula a nossa frente.
       
      No retorno ao hostel conhecemos uma dupla de brasilienses, Edgar e Conceição. Tentamos ir a um pub, mas o lugar não aceitava cartão de crédito, estava cheio e era quente demais. Com isso, eu e Vini jantamos no mesmo lugar da outra noite e depois degustamos um bom vinho que a dupla nos ofereceu no albergue, enquanto o staff reclamava o tempo todo da nossa conversa que beirava uns 50 decibéis. Apesar desse cara chato, a ruiva da manhã é bastante simpática.
       
      9° dia
       
      Vini partiu de manhã cedo de volta ao Rio.
       
      Depois de um café-da-manhã reforçado, lamentavelmente sem frutas como no albergue anterior, saí para uma caminhada. Infelizmente escolhi o dia errado para as compras, pois no domingo a maioria das lojas, inclusive as de equipamentos de aventura, estava fechada. Consegui apenas comprar souvenires e ir ao supermercado pegar um bocado de alfajores de 4 pesos cada.
       
      Na ida para o almoço, encontrei Raquele voltando de um passeio e ela encontrou outra brasileira que tinha conhecido na viagem. Fomos os 3 almoçar no Banana Bar. O lugar também sai bem em conta, mas precisa urgentemente de mais de uma garçonete para atender todo mundo. Provei a outra marca de cerva, a Cape Horn. Boa, mas ainda fico com a Beagle.
       

       
      No retorno, pausa para um chocolate quente. Depois disso fiquei matando o tempo no albergue, pois estava cansado para ainda visitar o Cerro Martial, a outra atração da cidade, e sem dinheiro vivo para os museus. Peguei o táxi e quando fui embarcar descobri que tinha uma maldita taxa de 28 pesos separada da passagem para pagar em dinheiro.
       
      USH-AEP, EZE-POA e finalmente de volta direto ao trabalho!
       

       
      Ps: Se você curtiu as dicas, quer economizar ainda mais, conhecer outros destinos e apoiar novas relatos, não deixe de conferir meu blog! http://www.rediscoveringtheworld.com

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