Relatos de viagem no Peru
#1222067 por rogdias
03 Out 2016, 09:51
19 a 28 de setembro de 2016, aproveitando oferta da Copa em voo recentemente inaugurado para Chiclayo, via Panamá. A oferta foi irrecusável, saiu por R$ 600 com taxas! Quem tinha um motivo para ir ao norte do Peru correu para aproveitar. Um grupo de BH foi para surfar numa onda considerada perfeita numa praia por ali. Eu fui para visitar os tesouros arqueológicos das civilizações Moche, Sicán e outras.

A oferta exigia conexão na Cidade do Panamá com pernoite, na ida, e, opcionalmente, na volta. Optei por pernoitar também na volta, imaginando aproveitar para conhecer um pouco do Panamá. Já fiz uma opção destas com muito sucesso, pernoitando em Riga num voo entre Frankfurt e Instanbul.

Dessa vez não foi uma tão boa opção. Explicando: a imigração e aduana no aeroporto de Tocumen são horríveis, perde-se bem mais de uma hora em filas, tomam digitais das mãos inteiras de todos, e toda a bagagem é radiografada. Assim o tempo útil já é diminuído, e o cansaço aumenta. Ademais, o aeroporto é longe e o transporte é caro (US$ 30). Isso é minimizado pela escolha de hotéis que oferecem transfer gratuito. A Viagens Florencia oferece alguns, relativamente baratos.

Como meu voo na ida para o Peru seria pela manhã, optei por um hotel perto do aeroporto Express Inn, e não fiz nada além de dormir, ou seja, nada de Panamá.
Na volta, como o voo seria à tarde, optei por um hotel no centro, pensando em passear na cidade. Desembarquei às 18h mas só cheguei ao hotel às 20h. Daria para ir jantar e visitar um pouco o Casco Viejo, mas estava cansado e só dei uma volta de metrô e fui até a enorme rodoviária Albrook, e fui dormir. Meu voo no dia seguinte era às 15h mas o transfer saía às 11h, então fiquei com pouco tempo pela manhã. Saí antes da 7h do hotel e passeei 3h no Casco Viejo, razoavelmente interessante.
Mas, em geral não achei recomendável esse stopover curto.

Bem, passemos à viagem peruana.
Em Chiclayo hospedei-me num AirBnb, Casa Cima, de um casal inglês/peruana, mas ela estava viajando pela Europa. O inglês, John, é muito legal, foi me pegar no aeroporto, e fez com que eu me sentisse em casa, parecia que estava visitando um primo. Mora com a enteada de 10 anos, encantadora, e com uma jovem e simpática sobrinha. Além disso, como ele dá aulas de inglês, tem sempre um movimento na casa, bem descontraído. Ele fala mais inglês e as jovens castelhano e um pouco de inglês.

O local é próximo do centro, residencial, seguro, só tem que o ap é no quinto andar sem elevador. Eu andava quase sempre a pé, porque gosto de observar, mas tem táxi a menos de 4 soles para ir à Plaza de Armas. A pé se vai também ao Paseo Yortuque, lugar muito interessante com estátuas representando os deuses mochicas e outros da região.

Em Chiclayo fiz 2 tours para conhecer as atrações usuais (Sipán, museus de Lambayeque, Sicán, Túcume, Pómac) que podem ser feitas por conta própria (e o John indica como) mas acho que se perde muita informação que o guia repassa, e como não achei caros (40 ou 50 soles, só transporte e guia), achei proveitoso fazer os tours, sem contar que há uma agradável interação com os outros participantes.

Fiz também um terceiro tour, que foi difícil de conseguir, e mais caro, 130 soles, para uma reserva ecológica, Chaparrí, porque gosto muito de Natureza. Chiclayo tem praias por perto, mas não tive tempo de visitá-las.

Recomendo a empresa Colonial (procurar a Yaqui), que fica numa galeria na Plaza de Armas (há outras por lá). Há também a Moche Tours que considero recomendável. Sipán Tours é apenas agente, então faz preços maiores.
Para trocar dólares há uma casa de câmbio na av Balta, perto dos bancos, ao lado de uma garagem, e em meio a uma multidão de cambistas de rua. Sacar dinheiro nos caixas não é recomendável pois cobram uma taxa de cerca de 15 soles por retirada, e só o BCP não limita a quantidade a uns 500 soles.

Após 3 dias lá iria a Trujillo para ver outros sítios arqueológicos, mas resolvi mudar e ir para as montanhas em Chachapoyas. Há um ônibus que viaja noite adentro para lá. Duas empresas fazem isso, Movil Tours e Excluciva. Optei pela última porque tem poltrona leito 180° que me permite dormir (80 soles) e tem jantar, mas estava horrivel, na volta comi antes. É uma viagem tranquila e inclusive te economiza diárias na ida e na volta. Tem que ter roupas de frio em Chachapoyas, Eu não tinha mas John me emprestou um casaco, e eu comprei uma bota no Ripley, grande loja de departamentos em Chiclayo. Deixei bagagem com John e pude ficar na casa dele na volta até meu voo à tarde.

Em Chachapoyas fiquei no Chachapoyas Backpackers Hostel, que recomendo, muito bom atendimento, embora tenha ficado em quarto individual (US$ 11), e não em dormitório (US$ 6!). Chegando às 7hs me foi dado logo um quarto disponível. Fiz dois bons tours contratados ali mesmo. Um para Fortaleza de Kuélap, a Machu Picchu de lá. Valeu muito ter um guia. Outro para a Catarata de Gocta, onde não precia de guia, mas o transporte é meio complicado e caro se se vai sozinho. O outro passeio fiz por conta própria, para Huancas, onde se vai de van (dica do hostel, 3 soles) e tem um mirante para o Cañon del Sonche, 3 soles, uma pequena caminhada. Há quem fique meia hora lá, mas eu fiz uma trilha seguindo o cânion e fiquei 4 horas deslumbrantes.

Em Chachapoyas comi num café chinfroso que fica no lado oposto à catedral e também num 'italiano' mas que serve comida típica local e barata na rua que sobe continuando a catedral.

As fotos de minha viagem estão em https://www.facebook.com/rogdias em álbuns públicos, não precisa ser meu amigo para vê-los, só precisa ter Facebook.


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