Troca de informações e relatos de trilhas e travessias na região sudeste do Brasil. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
#476159 por Wéll Bericat
07 Jun 2010, 21:09
A tropa Sem Limites estava programando a Serra Fina para os dias 03 à 06 de junho dês do mês passado, convidei o amigo Mario do RJ que topou a empreitada sem pestanejar, porem de ultima hora mesmo com um monte de comida comprada não pude acompanhar os amigos devido a problemas no trabalho, Mario também acabou desistindo devido ao mal tempo q estava previsto, a galera seguiu com os planos e na quarta a noite seguiram para Passa-Quatro. Mas como eu teria a quinta e a sexta livre não perdi tempo e bolei um plano B para salvar a luxuosa folga de dois dias. Então resolvi unir o útil ao agradável, como meus pais estavam querendo ir para a nossa chácara em Toledo MG, decidi ir para Monte Verde apesar de já ter ido para aquelas bandas, mais sem antes deixar os meus pais em nossa chácara. Convidei a senhorita Deise-Daysa (na verdade é Deise porem se escreve Daysa rs), que nunca tinha feito nenhum trekking, porem morria de vontade de conhecer o esporte, a mesma aceitou o convite e salientou que não tinha equipamento adequados para o passeio, falei que sem problemas que tinha a tralha toda para duas pessoas, e faria um ato de cavalheirismo para apresentá-la ao mundo do trekking (porem só dessa vez eim!!!, como você foi picada pelo mosquitinho da montanha pode providenciar os seus equipos, pois não irei de Sherpa da próxima vez...rs). Como sabia q a Cris iria ficar de bode no feriado, à convidei para o passeio, porem acabou não dando certo pois a mesma trabalharia na sexta e ficaria muito corrido em ir e voltar de “Bús” na quinta feira. As 0:00 horas rumamos para Toledo seguindo pela Fernão Dias, que milagrosamente apresentava-se livre, fui na manha do gato, pois o carro encontrava-se cheio. Às 2:00 chegamos na chácara onde comemos algumas besteiras e pulamos em baixo das cobertas pois já estávamos envoltos pelo gélido ar do Sul de Minas. Combinamos de sair as 9:00 na quinta feira, porem como estávamos cansados isso acabou não acontecendo, levantamos as 10:30 por conta do cheiro do café que meu pai acabara de passar, tomamos nosso café da manhã e fui arrumar as tralhas pois não tinha montado a mochila por conta de economizar espaço no porta malas do carro, enquanto isso Daysa conversava com a minha mãe e apreciava a paisagem que se descortina da varanda de nossa casa, e eu só rindo com os conselhos que minha mãe dava para Daysa, pois com seu jeitinho de “Paty” minha mãe deve ter pensado essa ai vai se lascar (rsrsrs). Havia separado alguns apetrechos que levaria para a Serra Fina, mesmo assim sobrou comida para mais umas 3 trip’s de dois dias. Mochilas prontas saímos da chácara por volta das 12:25. Teríamos pela frente 12 Km de estrada de terra e mais 16Km de asfalto para chegarmos a Fernão Dias, onde seguimos mais 2Km até Extrema e retornarmos sentido BH. Cortamos Camanducaia e chegamos a Monte Verde por volta das 13:50, a cidadezinha de estilo alpino encontrava-se lotada, nos obrigando a perder mais de 25 minutos para atravessar a avenida principal onde as madames passeavam usando botas longas com saltos de mais de 20 cm e acompanhadas com seus poodles com corte de pelo engraçado, de contra partida os homens se ostentavam com seus veículos importados e usavam um vestuário com um mix de MIB (Homens de Preto) e Motociclistas por conta de seus sobretudo, óculos escuro e suas jaquetas e botas de couro. A caminho do Star Café onde se tem acesso tanto quanto ao Platô/Pico do Selado e Pedra Partida/Redonda me deparo com um tiuzinho que passeava com sua potente L200 brilhando mais que carro de concessionária e andava a 20 Km por hora para não sujar o bendito carro assim segurando os demais carros que viam em sua traseira, a coisa tá ficando complicada por essas bandas “pensei”. Até ai tudo bem, quando paro o carro no ponto onde se inicia as trilhas as 14:20 já me veio o “INFELIZ” de um flanelinha querer ganhar dinheiro as nossas custas, perguntou onde iríamos e eu educadamente respondi: “Vamos para a Pedra Partida, Redonda e depois subiremos para o Pico do Selado e voltaremos amanhã”. O INFELIZ me responde: É proibido acampar aqui, e em todas as áreas acima de 1300 metros de altitude, que ali era muito perigoso, que as trilhas eram muito cansativas, que já tinha resgatado gente morta lá em cima e bla bla bla e bla bla bla, em fim quis tocar o terror. Quando abri o porta malas do carro para pegar os bastões de caminhada e a mochila de ataque o INFELIZ viu a cargueira e o restante dos equipos e falou: “Más podemos conversar assim que vocês voltarem da Pedra Redonda, acho que não vai ter problemas em vocês acamparem lá em cima”. Apenas me limitei a responder o seu sermão com o intuito de ganhar dinheiro com um irônico “tá”, peguei minhas coisas coloquei a mochila de ataque e déi as costas ao INFELIZ e partimos as 14:30 para nosso primeiro objetivo, a Pedra Partida. O inicio da trilha se dá à frente de onde se deixa os carros, terá um placa indicando para a esquerda ← Pedra Partida / Pedra Redonda, a trilha não tem nenhuma dificuldade e em 20 minutos chegamos a Pedra Partida. No cume de Pedra Partida era possível observar a Pedra Redonda envolta pela neblina, tiramos algumas fotos e retomamos à trilha para a Pedra Redonda as 15:00, neste ponto da trilha encontramos um casal de gringos e umas madames usando seus belos Nike’s Shox de trocentas molas com cachecol e mais um monte de badulaques, muito engraçado a cena. Perguntei para a Daysa se podia apertar o passo para chegarmos mais rápido ao nosso destino a mesma falou que sem problemas, voltamos para a trilha principal e tomamos sentido a direita para quem está descendo da Pedra Partida. Passamos por alguns pequenos mirantes mais a visibilidade era nula devido a neblina, encontramos um casal e depois mais um grupo de emperiquitados descendo da Pedra Redonda, em 45 minutos de caminhada chegamos ao nosso destino o cume da Pedra Redonda porem a neblina impossibilitava qualquer visual, tiramos algumas fotos, fizemos um breve lanche e as 16:00 regressamos a trilha e descemos em ritmo forte paramos apenas em um portal de pedras que é um bom lugar para acampar, cabe umas 2 ou 3 barracas de 2 pessoas, ultrapassamos o grupo dos emperiquitados e as 16:30 chegamos ao carro embaixo de uma forte garoa (previsão do tempo era para céu com nuvens e sem chuva rs), comemos um lanche no carro, perguntei para Daysa se ela estava cansada e a mesma respondeu que não deu nem para soar, pois suas aulas de Muay Thai à ajudam em seu condicionamento, então alem de uma boa companheira de caminhada tenho também uma guarda costas (rs). As 16:50 decidimos sair do carro mesmo ainda com uma fina garoa para darmos continuidade com o roteiro, enquanto eu colocava a cargueira nas costas apareceu um simpático cachorro que veio em minha direção, brinquei com ele e perguntei: E ai vai acampar com a gente, mais como sempre os cachorros não me respondem quando converso com eles, com esse não foi diferente, e o mesmo permaneceu em silencio. Iniciamos a trilha as 17:00 agora sentido ao Pico do Selado, tocamos o amigável cãozinho inúmeras vezes mais o mesmo não deu ouvidos a nossa recusa de sua companhia, chegamos em um mirante onde tivemos um belo visual (o primeiro do dia) em meio a neblina e nuvens carregadas tivemos a possibilidade de ver um belo e inusitado por do sol, os raios alaranjados do Astro Rei saia de meio as nuvens carregadas e iluminava as montanhas no horizonte, regressamos à trilha e em alguns minutos passamos pelo Chapéu do Bispo não subimos no mesmo porem estava garoando e a pedra escorregava igual a sabão, as 17:35 chegamos ao Platô e por conta da densa neblina não dava nem se quer para ver a silueta do Selado, tiramos algumas fotos e rumamos para o inicio da trilha onde colocaram novamente uma placa indicando o Pico do Selado juntamente com sua altitude, até lá foi inevitável alguns escorregões na rocha molhada, tiramos fotos e adentramos a trilha juntamente com nosso amigo cãozinho. O inicio da trilha estava cheio de poças d’água e como Daysa estava sem calçado impermeável eu ia indicando onde deveria pisar para evitar encher o pé de água, assim dificultando uma rápida progressão. Ao chegarmos à segunda clareira logo após o inicio da trilha, foi inevitável o uso da Headlamp pois a neblina cinzenta tornava o fim de tarde escuro e sombrio, as 17:50 não se enxergava mais de 5 metros a frente e a noite já havia caído. Seguimos em frente, o cãozinho, Eu e Daysa respectivamente, o engraçado era que o cãozinho andava uns 5 metros, parava e olhava para trás, a luz da Headlamp refletia nos olhos dele parecendo duas luzes verde neon, quando chegávamos perto ele andava mais alguns metros até sumir na neblina, parava olhava para trás nos esperava até chegarmos nele, o cãozinho não saia da trilha e a cena foi se repetindo durante todo o trajeto, passamos por um pequeno mirante que não dava para ver nada abaixo da pedra por conta da densa neblina, o cenário parecia um mix de Sexta Feira 13 com Bruxa de Blair. Segundo meu humilde conhecimento daquela montanha estávamos a poucos minutos da parte onde se sobe pra uma laje rochosa que nos leva a parte superior da montanha, foi quando o cãozinho não fez seu ritual por completo, ele parou, ergueu as orelhas seguiu em disparada, a poucos metros a trilha fazia uma curva para a direita que sumia por de trás da mata, foi ate onde a neblina e a luz da Headlamp me possibilitaram enxergar, o cão disparou em silencio entrando na curva da trilha, foi quando começo ouvir um ronronado que vinha depois da curva da trilha, não parecia ser o do Garfield, muito menos o do gatinho da minha avó. Daysa seguia atenciosamente a meus passos, foi quando parei, tentei ver o bicho e o cãozinho, mais não consegui ver nada. Por um breve momento pensei que poderia ser um gato do mato ou até mesmo uma jaguatirica, más quando o cãozinho começou a latir alucinadamente o bicho começou a rosnar e a urrar, ai me dei conta que não era nenhum dos dois, pois o urro era muito alto e grosso, o mato começou a chacoalhar, galhos se quebravam, uma barulheira assustadora dos bichos, pelo visto o cãozinho tinha o intuito de espantar o felino e por sua vez o felino de atacar o cãozinho, pelos sons era nítido perceber que o cãozinho estava entre nós e o felino. O único pensamento que veio na minha cabeça foi “FODEU!!!”, respirei fundo, mantive a calma e falei para Daysa “Volta”, ela me perguntou: “O que é isso (num tom de medo)??” E eu respondi: “algum bicho!!”.Imediatamente ela acatou o meu pedido e fomos voltando andando bem rápido, a barulheira foi ficando para trás, depois de uns 2 minutos o cãozinho parou de latir e não se escutava mais nada na mata alem de nossos passos. De repente ouço um animal trotando em nossa em nossa direção, ai pensei: “ Agora sim FODEU, AZEDOU O PÉ DO FRANGO GERAL, o felino comeu o pobre coitado do cãozinho de prato de entrada agora seremos o prato principal”. Mais quem se apresenta surgindo da cinzenta e densa neblina foi o valente cãozinho com um semblante de assustado, porem era possível ainda escutar a vegetação se movimentando lá atrás, parecia que o bicho vinha se aproximando de ponta de pé (na verdade patas). O cãozinho novamente tomou nossa dianteira, mais a frente à trilha some (quem já andou por lá sabe em determinados pontos a trilha vira como se fosse um pequeno bosque de chão todo batido sem a trilha propriamente dita), era nítido que a trilha continuava a direita, porem o cãozinho foi para a esquerda, parou e ficou olhando para nós, deu um latido, ameaçou a correr e parou (tipo me sigam), na hora pensei: “Esse cãozinho não tá aqui por mero acaso e quer saber, vou segui-lo” falei para Daysa esquerda, siga cachorro!! Andamos uns 60 metros fora da trilha num vara mato considerável, o cãozinho novamente seguia seu ritual, andava 5 metros parava e olhava para trás, más agora bem rápido, mais a frente entramos na trilha novamente (na verdade a trilha seguia para a direita, depois serpenteava para a esquerda o que nós fizemos foi seguir um linha reta e regressamos na trilha mais a frente), passamos pelo mirante e seguimos em frente em passos apertados, com o cãozinho sempre em nossa frente chegamos a primeira clareira onde seria uma boa área de camping, porem muito encostado na mata, e não queríamos ter uma possível visita do felino a noite. Decidimos subir até o Platô, chegando lá por volta das 19:30, procurei um lugar o mais plano possível para montar a barraca. Montamos a barraca, porem como estávamos em cima da rocha não tinha como fixar os espeques, lembrei que a placa que indicava o Pico do Selado estava encostada em uma pilha de pedras, peguei emprestado todas as pedras (depois devolvi no local oK?!?!). O cãozinho ficou atrás da barraca em uma parte mais alta da encosta, com olhos fixos na saída da mata, preparei para o jantar uma suculenta feijoada onde tivemos que dividir em três, pois o cãozinho se apresentou educadamente e ficou nos observando enquanto jantávamos, separamos um pouco da feijoada e umas fatias de pão e demos para o bravo animalzinho. Enquanto isso o céu abriu, a neblina já não existia mais e fomos presenteados com um típico céu mineiro forrado de estrelas, era possível observar as cidades acesas no distante vale que se apresentava à nossa frente, porem a temperatura caia rapidamente chegando a 4°C, arrumamos toda a bagunça e nos recolhemos por volta das 20:40. Rapidamente Daysa entrou em um sono profundo, eu fiquei pensando no ocorrido e o bravo cãozinho ao lado da barraca fazendo nossa escolta, tentei alojá-lo no avance da barraca mais o mesmo nem me deu atenção. Por volta das 23:00 o tempo fechou novamente e juntamente com uma densa neblina veio uma forte garoa e para completar as interferis de nosso passeio uma forte ventania começou a açoitar nossa pequena barraca, hora a tela juntamente com o nylon da barraca encostava em nosso rosto, hora as varetas levantavam da rocha torcendo a barraca, hora sacudia todo o sobre-teto parecendo que o mesmo ia voar, e foi assim até as 6:00 da manhã sendo poucos os minutos que consegui cochilar. No meio da madrugada a mínima foi de 1.8°C com umidade do ar de 100% (estávamos praticamente dentro de um aquário rs). As 6:15 decidi sair da barraca para tirar a água do joelho,o cãozinho não se encontrava mais por lá, a visibilidade era nula, não se enxergava mais que poucos metros alem do avance da barraca, em alguns minutos surge uma janela na densa neblina, me possibilitando deslumbrar algumas montanhas e um belo mar de nuvens no horizonte, chamei Daysa que sem pestanejar o frio se colocou para fora da barraca para poder apreciar seu primeiro amanhecer nas montanhas, com certeza não era bem o que ela queria ver, más para quem ia ver nada alem de neblina se maravilhou com a paisagem que se descortinava com o sol aquecendo as nuvens dos vales mais profundos e as mesmas bailavam ao se dissipar, foi possível observar a silueta do Pico do Selado, tiramos algumas fotos e em menos de 10 minutos a janela se fecha por conta de uma ventania que começa a soprar da outra vertente da montanha e com sigo carregando uma densa neblina. Tomamos nosso desjejum e começamos desarmar acampamento, o vento era muito forte e tínhamos que tomar cuidado, pois tudo saia voando, por conta de um descuido tivemos que correr atrás da barraca que foi carregada pelo vento. Arrumamos toda a bagunça, recolhemos nosso lixo e as 7:30 regressamos para o carro ao meio de uma forte e úmida neblina que ia perdendo sua intensidade conforme perdíamos altitude, no caminho logo quando saímos do Platô era possível observar na lama pegadas de cães e outras pegadas “felinas” bem maiores indicando a existência dos bichos por ali. Logo depois que passamos pela caixa d’água quase no fim da trilha o cãozinho surge do meio da mata todo eufórico e contente pulando com suas patas no meu peito e enlameando todo meu anorak, Daysa também recebeu um caloroso bom dia e ficou enlameada. As 8:00 já estávamos no carro, rumamos para o cento de Monte Verde que graças a Deus ainda estava vazio, paramos em um Café para saborearmos um Capuccino e um Pão de Queijo, mais sem antes de Daysa dar uma emperiquitada no visual, eu nem me importando com o meu visual fui todo descabelado, com calça e bota enlameada para a infelicidade dos funcionários do requintado Café, pois por aonde eu ia passando ia caindo os tarugos de barro do solado da bota, tiramos umas fotos na frente do Café e rumamos para chácara em Toledo onde descansamos o restante da tarde saboreando um delicioso churrasco na companhia de meus pais. Infelizmente como o que é bom dura pouco, retornamos para a selva de pedra as 20:00. Agora temos mais uma companheira para futuras empreitadas pois Daysa foi picada pelo mosquitinho da montanha.

é isso ai galera, como ta corrido, para quem quiser ver as fotos estão disponiveis no meu blog.
http://espiritolivremontanhismo.blogspot.com
Bons ventos a todos!!!
Wéll (Sem Limites 08)

#477660 por Cris*Negrabela
13 Jun 2010, 23:48
k kk
Sem limite que é sem Limite unca faz trilha de boa, tem sempre um elemento a mais, né 08? kkkk
Well, genial o relato e reclame com meu chefe, porque eu acabei trabalhando o fim de semana do feriado inteiro...
Se bem que voce e a Daysa nao pegaram um tempo muit diferente do que eu peguei na pascoa - some-se a isso chuva interminavel rs - mas mesmo assim, qualquer pernadinha vale a pena, mesmo se for pelo treino rs
#645244 por Rafael (RaH)
24 Out 2011, 09:40
Caraca Wéll que susto hein....

Bom tenho pouco tempo aqui no mochileiros então estou lendo muitos relatos ainda....mas adoro comentar os que mais gosto....e agora vou dar uma olhada no seu blog e nos vídeos no youtube que o pessoal aqui comentou.

Poxa tem alguma possibilidade de eu começar a participar de algumas trilhas mais fáceis...já fui picado pelo bichinho da montanha....apesar de ser de ter feito uma caminhada fácil (Pedra Grande - SP) mas isso me fez querer mais, e adoraria ser convidado para alguma trilha um dia.

Parabéns e boa sorte nas próximas.

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