Europa
Como viajar barato pela Europa: 12 maneiras econômicas para o seu mochilão
Viajar barato pela Europa é possível, mas não existe uma única resposta para todo mundo. A forma mais econômica vai depender do seu roteiro, da época do ano, da antecedência da compra, da quantidade de bagagem, do seu tempo disponível e do tipo de experiência que você quer viver.
Para alguns viajantes, o ônibus será a melhor opção. Para outros, um voo low cost comprado com antecedência pode sair mais barato do que atravessar o continente de trem. Em certos roteiros, dividir uma carona, usar trens regionais, dormir em deslocamentos noturnos ou escolher países mais baratos pode fazer uma diferença enorme no orçamento.
Neste guia, você vai ver as principais maneiras de viajar barato pela Europa e entender quando cada uma vale a pena.
1. Viajar de ônibus pela Europa
O ônibus costuma ser uma das formas mais baratas de viajar pela Europa, principalmente em trajetos de curta e média distância. Em muitos casos, ele é mais lento que o trem ou o avião, mas pode compensar bastante no preço.

Flixbus em Berlim – Foto: Florian Fèvre /Wikimedia Commons
Empresas como FlixBus, RegioJet, Alsa, National Express, Megabus, Itabus e outras operam rotas nacionais e internacionais em diferentes partes do continente. A oferta varia de país para país, por isso o ideal é sempre comparar antes de comprar.
A grande vantagem é que muitas passagens são baratas quando compradas com antecedência. Além disso, algumas rotas noturnas permitem economizar uma diária de hospedagem.
A desvantagem é o tempo de viagem. Um trecho que levaria 2 horas de trem pode levar 4 ou 5 horas de ônibus. Por isso, o ônibus é ótimo para quem tem mais tempo do que dinheiro.
2. Usar trens regionais em vez de trens rápidos
Viajar de trem pela Europa pode ser uma experiência incrível, mas nem sempre é barato. Trens de alta velocidade, como TGV, Eurostar, Frecciarossa, ICE e AVE, podem custar caro, especialmente perto da data da viagem.

A alternativa econômica é procurar trens regionais, intercity ou rotas com conexão. Eles costumam ser mais lentos, mas podem sair bem mais baratos.
Em alguns países, também existem bilhetes regionais, passes de fim de semana ou tarifas promocionais para grupos. Vale pesquisar diretamente no site da companhia ferroviária local, porque nem sempre os agregadores mostram todas as opções mais baratas.
3. Comparar trem, ônibus e avião antes de fechar o roteiro
Um erro comum em mochilão pela Europa é montar o roteiro primeiro e só depois olhar o transporte. Isso pode deixar a viagem muito mais cara.
Antes de decidir a ordem das cidades, compare as opções de deslocamento. Às vezes, inverter o sentido da viagem reduz bastante o custo.
Exemplo: em vez de fazer Paris > Amsterdam > Berlim > Praga > Viena, pode ser mais barato começar por uma cidade com voo mais em conta, como Madrid, Lisboa, Roma ou Milão, e montar o roteiro a partir dali.
Use comparadores para ter uma noção inicial, mas confirme o preço final no site oficial da empresa. Taxas, bagagem, reserva de assento e horários podem mudar bastante o valor real da viagem.
4. Voar com companhias low cost
As companhias aéreas low cost podem ser uma ótima forma de viajar barato pela Europa, principalmente em trajetos longos ou quando o tempo é curto.
Empresas como Ryanair, easyJet, Wizz Air, Vueling, Transavia, Volotea e outras operam muitos voos baratos dentro da Europa. Em promoções, é possível encontrar passagens por valores bem baixos.
Mas existe uma pegadinha: o preço anunciado quase nunca inclui tudo.
Antes de comprar, confira:
- se a bagagem de mão está incluída;
- o tamanho permitido da mochila;
- o valor para despachar mala;
- o aeroporto de saída e chegada;
- o custo para ir do aeroporto até o centro;
- o horário do voo;
- a taxa para escolher assento;
- as regras de check-in online.
Muitas low costs usam aeroportos afastados. Uma passagem muito barata pode deixar de ser vantajosa se você gastar caro com ônibus, trem ou táxi para chegar ao centro da cidade.
A regra é simples: voo low cost é ótimo quando você viaja leve.
5. Viajar só com mochila pequena
Uma das melhores formas de economizar na Europa é viajar com pouca bagagem. Isso vale para ônibus, trem e principalmente avião low cost.
Quanto menor a bagagem, maior a flexibilidade. Você consegue pegar transporte público com mais facilidade, andar até o hostel, evitar taxas extras e mudar o roteiro sem sofrimento.
Para um mochilão econômico, tente viajar com:
- uma mochila de 30 a 45 litros;
- roupas em camadas;
- peças que combinem entre si;
- toalha compacta;
- cadeado;
- garrafa reutilizável;
- chinelo;
- adaptador de tomada;
- nécessaire pequena.
Evite levar “coisas para qualquer possibilidade”. Na Europa, peso vira custo, cansaço e perda de mobilidade.
6. Usar caronas e viagens compartilhadas
Em alguns países europeus, aplicativos de carona compartilhada são muito usados. A lógica é simples: alguém vai de uma cidade a outra de carro e oferece lugares para dividir os custos.
A BlaBlaCar é uma das plataformas mais conhecidas para esse tipo de viagem. Pode ser uma boa opção em trechos sem ônibus direto, em cidades menores ou quando o trem está caro.
A carona costuma funcionar melhor em países como:
- França;
- Espanha;
- Alemanha;
- Itália;
- Portugal;
- Bélgica;
- Polônia.
Antes de reservar, confira as avaliações do motorista, o ponto de encontro, o limite de bagagem e o horário real de chegada. Para quem viaja sozinho, pode ser uma alternativa barata e ainda render boas conversas pelo caminho.
7. Considerar passes de trem, mas fazer conta antes
Passes como Eurail podem ser interessantes para quem pretende fazer muitos deslocamentos de trem em poucos dias ou quer flexibilidade para mudar o roteiro.
Mas eles não são sempre a opção mais barata.
Em vários trens de alta velocidade e trens noturnos, pode ser necessário pagar uma reserva de assento separada. Em países como França, Espanha e Itália, isso pode aumentar bastante o custo final.
Antes de comprar um passe, faça uma simulação:
- Monte seu roteiro provável.
- Pesquise o preço de cada trecho separado.
- Veja se há reserva obrigatória.
- Compare com o valor total do passe.
- Considere se você precisa mesmo de flexibilidade.
O passe pode valer a pena para quem quer viajar bastante de trem, fazer rotas longas ou ter liberdade. Para roteiros simples, comprar passagens avulsas com antecedência pode sair mais barato.
8. Dormir em deslocamentos noturnos
Ônibus e trens noturnos podem ajudar a economizar hospedagem e tempo. Você sai de uma cidade à noite e acorda em outra pela manhã.
Essa estratégia funciona bem em trechos mais longos, como:
- Paris a Barcelona;
- Berlim a Budapeste;
- Viena a Veneza;
- Praga a Cracóvia;
- Lisboa a Madrid;
- Roma a Munique.
Mas nem sempre dormir no transporte é confortável. Leve casaco, água, lanche, máscara de olho, protetor auricular e mantenha seus documentos e dinheiro junto ao corpo.
Também vale lembrar: uma noite mal dormida pode comprometer o dia seguinte. Use essa tática com moderação.
9. Escolher países mais baratos na Europa
Viajar barato pela Europa também depende muito dos países escolhidos. França, Suíça, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Noruega e Islândia costumam pesar mais no orçamento.
Já países do Leste Europeu, dos Bálcãs e algumas regiões do Sul da Europa tendem a ser mais amigáveis para mochileiros econômicos.
Destinos que costumam render uma viagem mais barata:
- Polônia;
- Hungria;
- República Tcheca;
- Eslováquia;
- Romênia;
- Bulgária;
- Albânia;
- Bósnia e Herzegovina;
- Sérvia;
- Macedônia do Norte;
- Montenegro;
- Portugal, dependendo da cidade e da época;
- Grécia fora da alta temporada.
Não significa que todo lugar será barato, mas hospedagem, comida, transporte local e atrações podem custar bem menos do que nas capitais mais famosas da Europa Ocidental.
10. Usar hostels, cozinha compartilhada e mercados
Hospedagem e alimentação costumam ser dois dos maiores gastos de uma viagem pela Europa. Por isso, hostels com cozinha compartilhada podem salvar o orçamento.
Mesmo que você não cozinhe todos os dias, preparar café da manhã, lanches e uma refeição simples já reduz muito o gasto.
Boas formas de economizar com comida:
- comprar em supermercados;
- procurar mercados municipais;
- comer em padarias locais;
- evitar restaurantes colados em atrações turísticas;
- usar apps de comida excedente, quando disponíveis;
- carregar garrafa de água reutilizável;
- fazer piquenique em parques;
- escolher hospedagem com café da manhã incluso.
Na Europa, comer fora todos os dias pode encarecer muito o mochilão. A diferença entre fazer compras no mercado e almoçar sempre em restaurante é enorme no fim da viagem.
11. Usar transporte público e caminhar mais
Dentro das cidades, o transporte público é quase sempre a melhor opção para economizar. Metrô, ônibus, tram e trem urbano costumam funcionar bem nas principais cidades europeias.
Antes de comprar bilhetes individuais, verifique se existe:
- passe diário;
- passe de 24, 48 ou 72 horas;
- cartão semanal;
- bilhete por zona;
- passe turístico com transporte incluído;
- desconto para estudantes ou jovens.
Em algumas cidades, caminhar é a melhor escolha. Além de economizar, você conhece bairros, praças, mercados e ruas que não aparecem nos roteiros tradicionais.
Só tome cuidado para não montar uma logística impossível. Economizar no transporte é bom, mas perder horas por dia em deslocamentos ruins também custa caro em energia e tempo.
12. Viajar fora da alta temporada
A época da viagem influencia muito o preço. Julho, agosto, Natal, Ano Novo, feriados prolongados e grandes eventos costumam encarecer hospedagem, transporte e atrações.
Para economizar, considere viajar em meses de transição, como:
- março;
- abril;
- maio;
- setembro;
- outubro;
- novembro.
Maio, junho, setembro e outubro costumam ser ótimos para quem quer equilibrar clima, preço e movimento. Já o inverno pode ser barato em algumas cidades, mas exige planejamento com roupas adequadas e dias mais curtos.
Viajar fora da alta temporada também melhora a experiência: menos filas, hostels mais baratos e transporte com mais opções.
Dicas rápidas para economizar em um mochilão pela Europa
Se você quer viajar barato pela Europa, siga estas regras básicas:
- compre transporte com antecedência;
- viaje leve;
- compare ônibus, trem e avião;
- evite trocar de cidade todos os dias;
- durma em hostels bem localizados;
- use cozinha compartilhada;
- prefira mercados e comida de rua;
- viaje fora da alta temporada;
- escolha países mais baratos;
- caminhe sempre que possível;
- use transporte público;
- evite atrações pagas todos os dias;
- leia as regras de bagagem antes de comprar voos low cost;
- calcule o custo total, não só o preço da passagem.
Afinal, qual é a forma mais barata de viajar pela Europa?
Na maioria dos casos, a forma mais barata de viajar pela Europa é combinar diferentes meios de transporte.
Use ônibus em trajetos curtos e médios, trem regional quando o preço compensar, voo low cost para distâncias longas, carona compartilhada em rotas específicas e transporte noturno quando fizer sentido.
O segredo não é escolher um único meio de transporte. É montar um roteiro inteligente.
Um mochilão barato pela Europa nasce antes da viagem: na escolha dos países, na ordem das cidades, na antecedência das passagens, no tamanho da mochila e na disposição para abrir mão de conforto em alguns momentos.
Perguntas frequentes sobre como viajar barato pela Europa
Qual é o jeito mais barato de viajar pela Europa?
Geralmente, o jeito mais barato é viajar de ônibus, usar trens regionais, comprar voos low cost com antecedência e montar um roteiro com cidades próximas. A melhor opção depende da distância, da época do ano e da quantidade de bagagem.
Ônibus é mais barato que trem na Europa?
Em muitos trajetos, sim. O ônibus costuma ser mais barato que o trem, principalmente em rotas curtas e médias. Porém, em alguns países, trens regionais ou passagens compradas com antecedência podem ter preços competitivos.
Vale a pena comprar passe de trem na Europa?
Depende do roteiro. O passe pode valer a pena para quem vai fazer muitos deslocamentos de trem ou quer flexibilidade. Mas em alguns trens é necessário pagar reserva de assento, então é importante comparar o valor do passe com as passagens avulsas.
Voos low cost na Europa são realmente baratos?
Podem ser, principalmente para quem viaja só com mochila pequena. Mas é preciso verificar taxas de bagagem, aeroporto de chegada, check-in, assento e transporte até o centro da cidade. O preço final pode ser maior do que parece.
Quais são os países mais baratos para viajar na Europa?
Países como Polônia, Hungria, Romênia, Bulgária, Albânia, Bósnia e Herzegovina, Sérvia, Macedônia do Norte e Montenegro costumam ser mais econômicos para mochileiros do que destinos como Suíça, Noruega, Dinamarca, Islândia, França e Reino Unido.
Quantos euros por dia preciso para viajar pela Europa?
O gasto varia muito conforme o país e o estilo de viagem. Em um mochilão econômico, ficando em hostel, usando transporte público e comendo em mercados, o custo diário pode ser bem menor em países do Leste Europeu e dos Bálcãs do que em grandes capitais da Europa Ocidental.
Brasileiros precisam de visto para viajar pela Europa?
Para turismo de curta duração no Espaço Schengen, brasileiros podem entrar sem visto por até 90 dias dentro de um período de 180 dias, desde que cumpram as exigências de entrada. O ETIAS está previsto para entrar em operação no último trimestre de 2026, mas a União Europeia informa que ainda não é necessária nenhuma ação imediata dos viajantes.
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