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Roaming no Mercosul: como usar o celular, chip local ou eSIM?
A notícia de que o Mercosul eliminaria a cobrança adicional de roaming animou quem costuma viajar para os países vizinhos. Em teoria, brasileiros poderiam utilizar o celular na Argentina, no Paraguai e no Uruguai pagando as mesmas tarifas do plano contratado no Brasil.
Mas atenção: isso não significa que qualquer chip brasileiro já possa ser usado nesses países sem custo adicional.
O acordo sobre o roaming no Mercosul foi aprovado e promulgado pelo Brasil. No entanto, o próprio texto determina que um comitê técnico estabeleça a data de aplicação efetiva entre os países que o ratificaram. Enquanto as regras não estiverem claramente implementadas e confirmadas pelas operadoras, o viajante não deve ativar o roaming acreditando que ele será automaticamente gratuito.
Há ainda outra confusão: “roaming grátis” não significa internet gratuita e ilimitada. Quando o acordo estiver plenamente aplicado, a proposta é eliminar a tarifa adicional cobrada apenas porque o usuário está fora do país. A franquia, os limites e as demais condições do plano brasileiro continuarão existindo.
Por isso, antes de viajar, compare quatro alternativas:
- roaming da operadora brasileira;
- chip internacional de viagem;
- eSIM de viagem;
- chip local comprado no destino.
Neste guia, explicamos as diferenças e os cuidados necessários para chegar conectado à Argentina, ao Paraguai, ao Uruguai e a outros destinos da América do Sul.

Resposta rápida: o roaming grátis no Mercosul já está funcionando?
Não é seguro afirmar que o chamado “roaming grátis no Mercosul” já esteja funcionando de maneira automática e uniforme para todos os viajantes, planos e operadoras.
O Brasil promulgou o acordo em dezembro de 2025, mas o próprio documento prevê que um Comitê de Coordenação Técnica determine a data de sua aplicação efetiva entre os países que o ratificaram.
Na prática, isso significa:
- o acordo existe e está incorporado ao ordenamento brasileiro;
- ele estabelece como o roaming deverá funcionar;
- ainda são necessários procedimentos técnicos, regulatórios e comerciais;
- cada viajante precisa confirmar diretamente com sua operadora quais condições estão realmente disponíveis em sua linha;
Sem essa confirmação, ativar os dados móveis no exterior pode gerar a contratação automática de uma diária, o consumo de um pacote internacional ou outras cobranças previstas no plano atual.
Em resumo: não conte com o roaming sem cobrança adicional apenas porque a lei foi aprovada. Confirme primeiro com sua operadora e, se as condições não forem claras, compare um chip ou eSIM de viagem.
O que significa roaming no Mercosul?
Roaming internacional é o serviço que permite usar uma linha de celular fora do país em que ela foi contratada.
Quando uma pessoa sai do Brasil e chega à Argentina, por exemplo, seu celular procura uma operadora argentina que tenha acordo com a empresa brasileira. O aparelho passa a utilizar essa rede local, mas mantém o número do Brasil.
Dependendo do plano contratado, o viajante pode:
- acessar a internet;
- utilizar WhatsApp e outros aplicativos;
- receber e enviar mensagens SMS;
- fazer e receber ligações;
- compartilhar a internet com outros aparelhos.
Sem um acordo ou pacote adequado, esse uso pode ser tarifado como roaming internacional. As cobranças podem ocorrer por diária, pacote, minuto, mensagem ou volume de dados.
O acordo do Mercosul pretende evitar justamente a cobrança extra motivada apenas pelo fato de o usuário estar em outro país participante.
O que a lei do roaming no Mercosul determina?
O Brasil promulgou, por meio do Decreto nº 12.782, de 18 de dezembro de 2025, o acordo para eliminar os encargos adicionais de roaming internacional entre:
- Argentina;
- Brasil;
- Paraguai;
- Uruguai.
O acordo estabelece que as operadoras devem aplicar aos usuários em roaming os mesmos preços cobrados pelos serviços móveis no país de origem, conforme a modalidade e o plano contratado.
A regra abrange:
- internet móvel;
- chamadas;
- mensagens SMS.
O texto também prevê que o viajante tenha meios para controlar o consumo e que a qualidade do serviço seja equivalente à oferecida aos usuários locais.
No papel, portanto, um brasileiro na Argentina, no Paraguai ou no Uruguai deveria conseguir utilizar os serviços abrangidos nas condições do plano contratado no Brasil.
Se o acordo foi promulgado, por que o roaming ainda não funciona automaticamente?
Porque aprovar um acordo e colocá-lo em funcionamento são etapas diferentes.
Uma comparação simples ajuda a entender: a aprovação estabelece a regra do jogo, mas operadoras e órgãos reguladores ainda precisam organizar como ela será aplicada. Isso envolve acordos entre as empresas, redes parceiras, sistemas de cobrança, controle do consumo, atendimento ao usuário e fiscalização em diferentes países.
O próprio acordo deixa essa separação clara. Ele entrou em vigor para o Brasil no plano jurídico, mas atribui a um Comitê de Coordenação Técnica a tarefa de determinar a data de aplicação efetiva entre os países que o ratificaram.
Por isso, a frase “o roaming no Mercosul acabou” pode levar você ao erro. É mais correto dizer que o acordo para eliminar a cobrança adicional foi aprovado, mas a aplicação prática precisa ser confirmada antes da viagem.
Enquanto não houver uma implementação claramente comunicada e aplicada pelas operadoras, continuam valendo as condições do contrato de cada linha.
Afinal, o que seria “roaming grátis no Mercosul”?
A expressão é popular, mas não é completamente precisa.
“Roaming grátis” não significa ganhar um plano de internet gratuito. Também não significa ter dados ilimitados ou poder fazer qualquer ligação sem custo.
O que o acordo busca eliminar é a cobrança adicional por usar o serviço em outro país participante.
Veja um exemplo hipotético: uma pessoa tem um plano brasileiro com 20 GB de internet. Com o acordo plenamente aplicado àquela linha, ela poderia utilizar o serviço no país participante segundo as condições informadas pela operadora, sem pagar uma tarifa extra apenas por estar fora do Brasil.
Isso não significa necessariamente que todos os 20 GB estarão disponíveis no exterior. A quantidade utilizável, a validade, a redução de velocidade e outras condições precisam ser apresentadas pela prestadora conforme a regulamentação e o plano contratado.
Por isso, as expressões mais corretas são:
- roaming sem cobrança adicional;
- eliminação da tarifa adicional de roaming;
- uso conforme as condições do plano nacional.
Quais países estão incluídos?
| País | Situação em relação ao acordo citado | Recomendação ao viajante |
|---|---|---|
| Argentina | Signatária | Confirmar as condições com a operadora |
| Paraguai | Signatário | Confirmar as condições com a operadora |
| Uruguai | Signatário | Confirmar as condições com a operadora |
| Chile | Possui acordo bilateral separado com o Brasil | Verificar as condições específicas |
| Bolívia | Não consta como signatária do acordo promulgado | Consultar roaming, chip ou eSIM |
| Peru | Não faz parte desse acordo | Consultar roaming, chip ou eSIM |
O fato de um país ser membro ou associado ao Mercosul não significa que ele esteja automaticamente abrangido por esse acordo específico.
E o roaming no Chile?
O Chile não participa do acordo multilateral firmado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Existe, porém, um acordo bilateral entre Brasil e Chile, aplicado desde julho de 2023.
Segundo a Anatel, se a prestadora brasileira oferece roaming internacional no Chile, o usuário em permanência temporária pode utilizar os serviços conforme as condições do plano brasileiro, sem pagar um encargo adicional apenas por estar naquele país.
Há duas condições importantes:
- o plano precisa oferecer roaming internacional;
- a operadora brasileira precisa possuir acordo com uma prestadora chilena.
A regra não obriga um plano sem roaming a passar a funcionar no exterior. A Anatel recomenda que o usuário consulte previamente sua operadora para saber se o serviço precisa ser habilitado. Mais informações estão no documento oficial de perguntas e respostas sobre o roaming entre Brasil e Chile.
⚠️ Quem combina Argentina e Chile no mesmo roteiro deve verificar a cobertura dos dois países. Uma condição válida na Argentina não se estende automaticamente ao Chile, e vice-versa.
Meu chip brasileiro funciona na Argentina, no Paraguai ou no Uruguai?
Pode funcionar, mas a resposta depende do plano, e não somente do nome da operadora.
Duas pessoas que usam a mesma empresa podem ter condições diferentes porque uma possui plano pós-pago e a outra utiliza pré-pago, controle ou uma oferta antiga.
Antes da viagem, pergunte à operadora:
- Minha linha está habilitada para roaming internacional?
- Meu plano funciona no país que vou visitar?
- Existe diária ou pacote internacional?
- Qual será o preço?
- Quanto de internet posso utilizar?
- Chamadas e SMS estão incluídos?
- Receber chamadas gera cobrança?
- O serviço começa automaticamente ao conectar?
- O que acontece quando a franquia acaba? Qual operadora parceira devo selecionar no destino?
Peça uma resposta por escrito ou anote o protocolo. Não aceite apenas uma informação genérica como “seu plano funciona na América”. Confirme os países, os valores e os serviços incluídos.
Por que um chip ou eSIM de viagem pode ser mais vantajoso agora?
Enquanto a aplicação do roaming no Mercosul ainda não estiver clara para todas as linhas, um chip ou eSIM de viagem pode oferecer algo valioso: previsibilidade.
O viajante escolhe antecipadamente:
- os países cobertos;
- a quantidade de dados;
- o período de validade;
- o preço;
- a data ou condição de ativação.
Isso diminui o risco de descobrir, somente depois de chegar ao destino, que o plano brasileiro cobra uma diária internacional ou que o roaming não foi habilitado.
Essa previsibilidade é especialmente útil para quem precisa de internet logo ao desembarcar para chamar um transporte, acessar mapas ou falar com a hospedagem.
Ainda assim, chip e eSIM de viagem não são automaticamente melhores ou mais baratos. É preciso comparar a oferta com as condições do plano brasileiro. Alguns pacotes têm poucos dados, não permitem compartilhamento ou reduzem bastante a velocidade depois de determinado consumo.
Chip internacional e eSIM são a mesma coisa?
Eles podem oferecer serviços parecidos, mas não são fisicamente iguais.
Chip internacional de viagem
É um cartão físico, semelhante ao chip da operadora brasileira. Ele pode ser comprado antes da viagem e inserido no aparelho no lugar da linha habitual ou em um segundo compartimento, quando disponível.
Pode ser uma alternativa para quem:
- não possui celular compatível com eSIM;
- prefere instalar um chip físico;
- fará uma viagem por vários países;
- quer contratar um pacote antes do embarque.
Se o aparelho possui apenas um espaço para chip, será necessário retirar a linha brasileira. Isso pode dificultar o recebimento de SMS e códigos de verificação.
eSIM de viagem
O eSIM é um chip digital instalado no aparelho, geralmente por QR Code ou pelo aplicativo do fornecedor. Não é necessário abrir o celular nem retirar o chip brasileiro.
Pode ser vantajoso para quem:
- possui aparelho compatível;
- quer chegar ao destino com a conexão preparada;
- deseja manter o chip brasileiro no celular;
- passará por mais de um país;
- prefere saber o custo antes da viagem.
Muitos eSIMs de viagem oferecem somente internet. Nesses casos, chamadas são feitas pelo WhatsApp ou por outros aplicativos, e o plano não fornece um número local para ligações tradicionais ou SMS.
O que verificar antes de comprar um chip ou eSIM de viagem?
Não escolha apenas pelo número de gigabytes ou pela palavra “ilimitado”. Leia as condições.
Confira:
- lista exata dos países cobertos;
- redes utilizadas em cada destino;
- quantidade de dados em alta velocidade;
- política de uso justo;
- possibilidade de redução de velocidade;
- prazo de validade;
- momento em que o prazo começa;
- possibilidade de recarga;
- permissão para compartilhar por hotspot;
- disponibilidade de suporte;
- política de cancelamento;
- compatibilidade do aparelho;
- necessidade de ativar o roaming de dados no eSIM.
Um plano regional para a América do Sul pode ser conveniente para roteiros por Argentina, Chile e Uruguai, mas não se deve presumir que ele cubra todos os países do continente. A lista precisa ser conferida antes da compra.
O que significa “internet ilimitada” em um eSIM?
Nem sempre significa navegar na velocidade máxima durante toda a viagem.
Alguns planos chamados de ilimitados aplicam uma política de uso justo. Depois de determinado consumo diário, a velocidade pode ser reduzida até a renovação do limite.
A conexão mais lenta talvez ainda seja suficiente para mensagens, mas pode dificultar:
- chamadas de vídeo;
- envio de fotos;
- reprodução de vídeos;
- uso do celular como roteador;
- trabalho remoto.
Antes de contratar, procure respostas para duas perguntas:
- Quantos dados posso usar em velocidade máxima?
- Qual será a velocidade depois desse limite?
Se essas informações não estiverem claras, vale considerar outro fornecedor.
E o chip local comprado no destino?
O chip local é contratado diretamente com uma operadora da Argentina, do Paraguai, do Uruguai ou de outro país visitado.
Ele pode oferecer boa quantidade de dados por um preço competitivo, principalmente em estadias longas. Também pode fornecer um número local, útil para ligações e cadastros no destino.
Por outro lado, exige mais trabalho:
- localizar uma loja ou ponto autorizado; (e esperar o atendimento na loja física)
- entender os planos disponíveis;
- apresentar os documentos exigidos;
- ativar e registrar a linha;
- realizar recargas;
- trocar o chip ao mudar de país.
As exigências variam conforme o país e a operadora. Em um roteiro que atravessa várias fronteiras, comprar um chip diferente em cada lugar pode deixar de ser prático.
Comparação: roaming, chip de viagem, eSIM ou chip local?
| Opção | Principal vantagem | Principal cuidado | Mais indicada para |
|---|---|---|---|
| Roaming brasileiro | Mantém a linha habitual | Condições e cobranças precisam ser confirmadas | Quem já possui roaming adequado no plano |
| Chip internacional | Pode ser comprado antes e funciona em aparelhos sem eSIM | Pode exigir retirar o chip brasileiro | Quem não tem aparelho compatível com eSIM |
| eSIM de viagem | Instalação digital e custo previsível | Exige celular compatível | Viagens curtas ou roteiros por vários países |
| Chip local | Pode oferecer boa franquia e número local | Compra e ativação no destino | Estadias longas em um único país |
| Wi-Fi | Ajuda a economizar dados | Não está disponível em todos os deslocamentos | Uso complementar |
Qual opção escolher em cada tipo de viagem?
Viagem curta para um único país
Primeiro, consulte a operadora brasileira. Se o plano realmente funcionar sem cobrança adicional e tiver dados suficientes, o roaming pode ser o caminho mais simples.
Se a resposta for vaga, se houver uma diária cara ou se a linha não oferecer roaming, um eSIM ou chip de viagem permite chegar com o custo definido.
Mochilão por vários países
Um eSIM ou chip regional pode ser mais prático do que contratar um serviço novo em cada fronteira.
Antes de comprar, confira se todos os países do roteiro estão incluídos. Argentina, Chile, Bolívia e Peru, por exemplo, não devem ser tratados como um único mercado apenas por estarem na América do Sul.
Viagem longa em um país
Para uma permanência prolongada, o chip local pode oferecer melhor relação entre preço e franquia. A economia precisa ser comparada ao tempo e à burocracia de comprar, cadastrar e recarregar a linha.
Trabalho remoto
Além do preço, verifique:
- quantidade de dados em alta velocidade;
- estabilidade da rede;
- permissão para hotspot;
- possibilidade de recarga;
- suporte;
- existência de uma conexão reserva.
Para quem depende da internet para trabalhar, contar apenas com o Wi-Fi da hospedagem ou com um único chip pode ser arriscado.
É possível manter o chip brasileiro e usar um eSIM?
Em muitos aparelhos, sim.
Uma configuração comum é:
- deixar a linha brasileira ativa para SMS e códigos de verificação;
- usar o eSIM exclusivamente para internet.
Nas configurações do aparelho, selecione o eSIM como linha de dados móveis. Se não quiser utilizar o roaming da operadora brasileira, desative o roaming de dados dessa linha e, quando possível, a troca automática de dados entre os chips.
Manter a linha brasileira ativa não garante que todos os SMS chegarão, mas aumenta a possibilidade de receber códigos de bancos e aplicativos. As condições devem ser confirmadas com a operadora.
O eSIM muda o número do WhatsApp?
Não.
O WhatsApp continua associado ao número utilizado no cadastro, mesmo que a internet venha de outro chip ou de um eSIM. Não é necessário selecionar “Mudar número” apenas porque um plano de viagem foi instalado.
Evite, contudo, reinstalar o aplicativo durante a viagem sem necessidade. Uma nova verificação pode exigir o recebimento de um código no número brasileiro.
Antes de embarcar:
- ative a confirmação em duas etapas;
- faça uma cópia de segurança das conversas;
- mantenha a linha brasileira acessível, se possível;
- confira se o e-mail de recuperação está atualizado.
Como ativar o roaming ou eSIM no celular?
Os nomes dos menus variam conforme a marca e a versão do sistema.
No iPhone
Geralmente, o caminho é:
Ajustes > Celular > escolha a linha > Opções de Dados Celulares > Roaming de Dados
Se houver duas linhas, confira qual delas está selecionada em “Dados Celulares”.
No Android
O caminho costuma ser:
Configurações > Conexões ou Rede e Internet > Redes Móveis > Roaming de Dados
Em aparelhos com dois chips, verifique qual linha foi escolhida para a internet.
Alguns eSIMs internacionais precisam do roaming de dados ativado para utilizar a rede parceira no destino. Isso não significa que o roaming da linha brasileira também deva ser ligado. As duas linhas possuem configurações separadas em aparelhos compatíveis.
O que fazer se o celular ficar sem internet ao chegar?
Primeiro, encontre uma rede Wi-Fi segura, se possível. Depois:
- confirme se a linha correta está selecionada para os dados;
- verifique se dados móveis e roaming estão ativados nessa linha;
- desligue e ligue o modo avião;
- reinicie o aparelho;
- aguarde alguns minutos;
- tente selecionar uma rede manualmente;
- confira se o pacote já foi ativado;
- consulte o suporte da operadora ou do fornecedor.
Não altere o APN ou outras configurações avançadas sem seguir as instruções oficiais do serviço contratado.
A cobertura será igual em todo o país?
Não. Roaming, chip local e eSIM dependem das redes móveis disponíveis no destino.
A cobertura pode ser boa nas capitais e falhar em:
- estradas;
- áreas rurais;
- montanhas;
- parques;
- desertos;
- regiões pouco povoadas;
- trechos remotos da Patagônia.

Antes de sair para uma área com sinal instável:
- baixe mapas offline;
- salve reservas e passagens no aparelho;
- leve bateria externa;
- mantenha endereços anotados;
- informe alguém sobre o roteiro;
- não deixe documentos importantes apenas na nuvem.
Um eSIM não cria cobertura própria. Ele se conecta a uma ou mais operadoras locais indicadas pelo fornecedor.
Cuidado com o roaming involuntário nas fronteiras
Quem visita regiões próximas à Argentina, ao Paraguai ou ao Uruguai pode se conectar a uma rede estrangeira mesmo sem ter cruzado oficialmente a fronteira.
Se o sinal da operadora vizinha estiver mais forte, o aparelho pode escolher essa rede automaticamente. Dependendo do plano, isso pode iniciar uma diária ou gerar cobrança.
Para evitar:
- observe o nome da operadora na tela;
- desative o roaming quando não for necessário;
- selecione manualmente a rede brasileira;
- preste atenção a mensagens de boas-vindas de operadoras estrangeiras;
- verifique a fatura depois da viagem.
É seguro depender apenas de Wi-Fi público?
O Wi-Fi da hospedagem pode ajudar a economizar dados, mas não é a melhor solução para toda a viagem.
A conexão móvel faz falta quando é necessário:
- chamar um transporte;
- consultar mapas;
- falar com a hospedagem;
- apresentar uma reserva;
- verificar uma mudança de horário;
- resolver uma emergência.
Em redes públicas, evite acessar bancos ou inserir informações sensíveis. Confirme o nome correto da rede com o estabelecimento e não ignore alertas de segurança do navegador.
Checklist antes da viagem
( ) Confirmei se meu plano possui roaming internacional.
( ) Perguntei quanto custa usar a linha no destino.
( ) Verifiquei se há diária ou pacote automático.
( ) Anotei ou salvei o protocolo de atendimento.
( ) Comparei o roaming com chip e eSIM de viagem.
( ) Conferi todos os países cobertos pelo plano escolhido.
( ) Verifiquei a quantidade de dados em alta velocidade.
( ) Confirmei se o hotspot é permitido.
( ) Me certifiquei que meu celular aceita eSIM.
( ) Instalei o eSIM seguindo as instruções do fornecedor.
( ) Baixei mapas e documentos para uso offline.
( ) Atualizei os aplicativos bancários.
( ) Ativei métodos alternativos de autenticação.
( ) Salvei os contatos de suporte.
( ) Me certifiquei que meu e-mail de contato esteja funcionando.
Então, o que vale mais a pena?
No cenário atual, o viajante não deve partir do pressuposto de que o roaming no Mercosul já está automaticamente disponível sem cobrança adicional.
O melhor caminho é consultar primeiro a operadora brasileira. Se ela confirmar, de forma clara, que a linha funciona no destino sem tarifa adicional e com uma franquia adequada, o roaming pode ser a solução mais prática.
Se houver diária, pacote caro, pouca franquia ou informações contraditórias, um chip internacional ou eSIM de viagem tende a oferecer mais previsibilidade. O preço, os países cobertos e o volume de dados são conhecidos antes do embarque.
O eSIM é especialmente conveniente para quem possui aparelho compatível e deseja manter o chip brasileiro instalado. Já o chip físico de viagem atende aparelhos sem eSIM. Para permanências longas em um único país, o chip local também merece ser comparado.
A escolha não precisa ser definitiva para todas as viagens. Quando o acordo de roaming no Mercosul estiver plenamente aplicado e comunicado pelas operadoras, usar o plano brasileiro poderá se tornar a opção mais simples em muitos roteiros. Até lá, verificar as condições e ter um plano alternativo evita ficar sem internet ou voltar para casa com uma cobrança inesperada.
Perguntas frequentes sobre roaming no Mercosul
O roaming grátis no Mercosul já está valendo?
O acordo foi aprovado e promulgado pelo Brasil, mas o próprio texto prevê que um comitê determine sua aplicação efetiva. Não presuma que sua linha já funciona sem cobrança adicional. Confirme com a operadora.
A lei foi aprovada, mas as operadoras ainda podem cobrar?
Enquanto a aplicação prática não estiver confirmada para o país, a operadora e o plano, continuam relevantes as condições atuais do contrato. Por isso, o viajante deve consultar a empresa antes de ativar o roaming.
Roaming grátis significa internet ilimitada?
Não. A expressão significa, em tese, ausência de uma tarifa extra apenas por estar em outro país participante. Franquia, velocidade e demais limites do plano continuam existindo.
Quais países fazem parte do acordo?
O acordo promulgado pelo Brasil cita Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O Chile possui um acordo bilateral separado. Bolívia e Peru não devem ser considerados automaticamente abrangidos.
Posso usar meu chip brasileiro na Argentina?
Pode ser possível, mas depende do plano e da operadora. Confirme se há roaming, quanto custa, qual franquia será oferecida e se o serviço precisa ser habilitado.
É melhor usar roaming ou eSIM?
Se a operadora confirmar roaming sem tarifa adicional e com dados suficientes, o plano brasileiro pode ser mais simples. Se houver cobrança, limite baixo ou falta de clareza, o eSIM oferece maior previsibilidade.
Chip internacional e eSIM são iguais?
Ambos podem fornecer internet durante a viagem. O chip internacional é físico; o eSIM é instalado digitalmente e exige um aparelho compatível.
Posso manter meu WhatsApp usando um eSIM?
Sim. O WhatsApp continua vinculado ao número já cadastrado. Não é necessário mudar o número no aplicativo.
Um eSIM funciona em vários países?
Alguns planos são regionais e cobrem vários destinos; outros funcionam em apenas um país. Confira a lista exata antes de comprar.
Vale a pena comprar um chip local?
Pode valer em estadias longas ou quando é necessário um número local. Para viagens curtas ou por vários países, um eSIM ou chip regional costuma ser mais prático.
Posso receber SMS do banco usando um eSIM?
É possível manter a linha brasileira ativa para receber mensagens, desde que ela se conecte a uma rede no exterior. Confirme as condições com a operadora e prepare métodos alternativos de autenticação.
Preciso ativar o roaming de dados para usar um eSIM?
Alguns eSIMs de viagem exigem que o roaming esteja ativado na própria linha digital. Isso não significa que o roaming da linha brasileira também precise ser ligado. Siga as instruções do fornecedor.
Nota: Informações verificadas em setembro de 2026.
A aplicação do acordo e as ofertas das operadoras podem mudar, por isso, confirme as condições da sua linha antes da viagem.
Ferramentas de inteligência artificial foram utilizadas como apoio à pesquisa. As informações foram revisadas e checadas pela Redação do Mochileiros.com antes da publicação.
