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  1. Noronha - que lugar incrível! Que beleza deslumbrante! Um local único no mundo! Uma ilha de pedras vulcânicas com águas cristalinas e de uma cor turquesa incrível! A oportunidade de admirar uma natureza completamente preservada, repleta de vida marinha em total equilíbrio com os seres humanos. Um destino desejo, de luxo, mas ao mesmo tempo rústico e simples, 0% frescura, em que a natureza é a estrela principal! Tivemos a oportunidade de ficar por oito dias nesse paraíso, entre 19 e 26 de dezembro de 2020. Sim, eu sei, estamos em pandemia. Mas infelizmente, perderíamos nossa passagem se não fossemos agora, e a ilha possui um rigoroso controle, em que você precisa fazer teste PCR para entrar e sair. Claro, em Noronha havia algumas limitações, mas valeu muitooo a pena! Antes de ir, é importante dedicar um tempo para dar uma pesquisada sobre a ilha, as praias e os principais passeios, para conseguir aproveitar ao máximo. Há muitas opções, e possibilidade de ter experiências muito diferentes em Noronha. Nós curtimos muito experiências de contato com natureza, e foi isso que valorizamos em nosso roteiro. Os melhores meses são setembro e outubro, fora da época de chuva e com mar mais calmo, o que dá melhores condições de banho e também visibilidade para os mergulhos, além de preços melhores. Infelizmente, tínhamos agendado para setembro, mas o vôo foi sendo cancelado e remarcado até dezembro, e acabamos pegando o mar mais agitado. Ao reservar seu lugar no vôo, pegue uma poltrona do lado esquerdo, para ter uma visão privilegiada do Morro Dois Irmãos, cartão postal da ilha, já na aterrisagem. Aproveite também e pague as taxas antes de embarcar, para eliminar tempo de fila no aeroporto. A primeira é a taxa de preservação ambiental, cujo valor é proporcional ao número de dias em que ficará na ilha, e pode ser paga pelo site: http://www.noronha.pe.gov.br/turPreservacao.php. A segunda, é o ingresso de entrada no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, que dá acesso às praias mais bonitas da ilha, e pode ser paga pelo site: http://www.noronha.pe.gov.br/turPreservacao.php. Primeiro dia - 19/12 Pousamos na ilha por volta das 17 horas, em um vôo de uma hora partindo de Recife. Pois é, a ilha fica a cerca de 500 km da costa, o que faz com que tenha até mesmo um fuso horário diferente, de uma hora a mais do que o horário de Brasília. Por isso, ao chegar, já ajuste o horário de seu relógio e celular! Seguimos o conselho de vários blogs, e não aceitamos o transfer que é oferecido pelas empresas de turismo para a pousada. Pelos relatos, este transfer é bastante demorado, pois te levam primeiramente para uma apresentação, na tentativa de te vender passeios, e depois passam por várias pousadas para deixar todos. Escapamos e pegamos um táxi direto para a pousada, a tempo de deixar a mala e correr para curtir o primeiro pôr do sol, na praia do Cachorro. Se prepare para andar muito em Noronha! Só para descer para esta praia e voltar, encaramos uma bela descida e subida em uma ladeira íngreme. Deu canseira, mas valeu a pena, claro! Na volta, por indicação do taxista, fomos jantar no restaurante Delícias da Ná. Pedimos uma carne de sol, com queijo coalho grelhado, arroz, macaxeira frita e farofa de banana da terra. O restaurante é simples, a comida saborosa, mas o preço salgadinho. A conta saiu quase R$ 200,00, para dois. Bem-vindo a Noronha! Segundo dia (20/12) Vi que muitas pessoas contratam o passeio Ilha Tour, em que um guia te leva de buggy para conhecer todas as praias da ilha. Particularmente, acho que só vale a pena se você tiver pouco tempo, ou se fizer questão de um guia, pois é fácil conhecer todas as praias por conta. Como tínhamos uma semana, essa foi a nossa opção! Usamos muito o ônibus por lá! São dois ônibus cruzando a ilha de ponta a ponta, trafegando pela BR e entrando em ruas em alguns pontos. É possível ter acesso ao itinerário pelo aplicativo Moovit, que inclusive aponta a sua localização em tempo real, bem como todos os pontos de parada. Mas, depois do primeiro dia, você já estará bem habituado, e será fácil se localizar. Um ônibus vem em sentido Sueste - Porto, e o outro, sentido Porto - Sueste. Como o percurso é curto, você provavelmente não aguardará mais do que meia hora do ponto de ônibus. Não pagamos nada pelo ônibus, mas creio que a gratuidade seja temporária, por conta da pandemia. Para algumas praias, como a do Porto e Sueste, a parada do ônibus é a um passo da praia. Já para outras, como Praia do Leão e Cacimba do Padre, é preciso alguma caminhada por estrada de terra. Pelo Google Maps é possível se orientar por estas estradinhas. Quando estiver cansado, sempre há a opção de pedir um táxi. Por muitas vezes fomos às praias de ônibus e a tarde, cansados, voltamos de táxi. Usamos a Nortax que é uma espécie de associação de taxistas, e gostamos muito do serviço. É rápido, e os preços são tabelados. Dependendo da distância, pagava-se R$ 26,00, R$ 34,00 ou R$ 40,00. Noronha também tem uma cultura forte de carona, e volta e meia nessas estradas alguém oferecia uma carona de buggy! Particularmente, a menos que esteja em quatro ou cinco pessoas, também não acho que vale a pena alugar buggy. A diária estava R$ 350,00, mais o combustível (R$ 7,00 o litro!), ou seja, é preciso pegar muitooo táxi para chegar neste valor! Neste dia, acordamos cedo e fomos conhecer as praias do mar de dentro. Começamos pela praia do cachorro, de onde uma pequena trilha leva a praia do meio. O acesso à praia do cachorro é por uma escadaria de pedra abaixo da Vila dos Remédios. Tem um ponto de ônibus na praça. Da praia do meio, você passa entre o famoso Bar do Meio para chegar à praia da Conceição, em cuja ponta esquerda se localiza o morro do Pico. Todas as três praias belíssimas e com o turquesômetro a mil! A cor da água é belíssima! As praias são todas bastante selvagens e preservadas, o que eu amo! Mas se você é do tipo que gosta de "estrutura", se prepare para encontrar praias que nem sempre possuem cadeiras e guarda-sóis e também restaurantes / barzinhos. Em época de mar calmo, dizem que a praia da Conceição é boa para a prática de snorkel. Aliás, esta é outra boa dica: compre e leve seu próprio equipamento. Na ilha há muitos lugares que alugam mas, por uma diária de R$ 20,00, e contando que diversas praias são boas para a prática, compensa adquirir o seu próprio. Compramos pelo mercado livre um bom conjunto de máscara e snorkel por cerca de R$ 100,00. Tentamos passar para a próxima praia, a do Boldró, pelas pedras, mas não conseguimos. Não sei se em época de maré baixa isso muda. De qualquer forma, optamos por voltar e almoçar na vila dos Remédios. A tarde, tomamos um táxi e fomos conhecer a praia do Boldró. Com vista para o Morro Dois Irmãos, dizem que também é um bom lugar para ver o pôr do sol. Mas, optamos por voltar e ir a um dos pontos mais famosos da ilha para este momento: o Fortinho do Boldró. No caminho, aproveitamos para ir ao Projeto Tamar e ICMBio para retirar nossa carteirinha do Parnanoronha e realizar o agendamento de trilhas. Faça esse agendamento o quanto antes, pois as vagas são limitadas e algumas trilhas são bem concorridas! O Fortinho do Boldró é um espaço em que as pessoas se reúnem para admirar o pôr do sol. Sentados nas pedras, ouvindo um som ao vivo e tomando uma cerveja, o espetáculo é certo! Chegue cedo para garantir um bom lugar! Neste dia, o sol deu um verdadeiro show! Voltando à Vila dos Remédios, jantamos no Empório São Miguel, uma opção de bom custo x benefício. Terceiro dia (21/12) Este foi o dia que dedicamos a conhecer as praias mais belas e famosas da Ilha. Começamos pela Praia do Sancho, que já foi eleita quatro vezes a mais bonita do mundo pelo Trip Advisors! Olha a responsa! E olha, por mais que você já tenha visto mil fotos e assistido dezenas de vídeos sobre esta praia, nada se compara a ter a oportunidade de admirá-la pessoalmente. A cor da água é simplesmente INCRÍVEL. Começa com tons de turquesa que se transformam em um verde água, ao mesmo tempo em que é tão cristalina, que do mirante é possível ver peixes, tubarões e arraias nadando bem na beiradinha. De tirar o fôlego! Descendo no ponto de ônibus mais próximo, é preciso uma caminhada de cerca de 15 minutos até o PIC Golfinho (Ponto de Informação e Controle), onde você precisa apresentar sua carteirinha do Parnanoronha. Neste ponto você encontra uma pequena lojinha, lanchonete e também banheiro e duchas. Depois, mais uma pequena caminhada sobre uma passarela te leva entre a mata até o Mirante. Quando fomos, o PIC estava abrindo às 09:00 hrs. Fique atento a isto! Chegando ao Mirante da Praia do Sancho, e seguindo pela direita, é possível chegar ao Mirante mais famoso da Ilha: o Mirante do Morro Dois Irmãos, que dá uma vista impressionante do Cartão Postal de Noronha. É preciso se atentar para os horários de subida e descida à praia do Sancho. Há alternância a cada hora entre subida e descida. A descida para a praia é feita por uma escada de ferro instalada em uma fenda entre as pedras. Creio que não seja muito recomendada para claustrofóbicos, obesos e idosos. Um pouco chatinha, mas vale muito a pena! A praia é tão bela lá de baixo quanto do mirante. Um paredão enorme de pedras rodeia toda a faixa de areia e, em época de chuvas, dizem que chega a se formar uma cachoeira. Deve ser incrível! Mesmo com mar agitado conseguimos ver muitos peixes com o snorkel. Lembre de levar o seu! Comemos um sanduíche natural no PIC Golfinho mesmo, e fomos para a Cacimba do Padre. Não é preciso voltar para a BR, há uma estradinha no meio do caminho que leva ao caminho para ela. A Praia da Cacimba do Padre fica atrás do Morro Dois Irmãos. É uma praia longa, linda e de ondas bem fortes. Estava cheia de sufistas quando fomos! No canto esquerdo da praia há uma trilha de degraus de pedra que dá acesso à Baía dos Porcos, a segunda praia mais bonita da ilha. A cor da água é incrível, o mesmo misto de turquesa e verde claro da Praia do Sancho. Também é possível fazer snorkel aqui e tirar belas fotos! Atenção para a dica: no topo da pedra que fica entre a Cacimba do Padre e a Baía dos Porcos está o melhor mirante da ilha! É a oportunidade de ficar pertinho do Morro Dois Irmãos e admirá-lo bem de perto. Incrível! Anota aí mais uma dica boa: caminhando pela direita da Cacimba do Padre, você passa pela Praia da Quixabinha e chega à Praia do Bode. No canto direito da Praia do Bode, há uma pedra, de onde se tem uma vista belíssima do pôr do sol. Se não estiver com pique para isso, assista o pôr do sol da areia da própria Cacimba do Padre. Ali o sol também dá espetáculo! Quarto dia (22/12) Este foi o dia que dedicamos a conhecer as praias do Mar de Fora. Começamos com a praia do Sueste que, em época de mar agitado, é a melhor para mergulho. O ônibus já te deixa na entrada no PIC Sueste onde, como no PIC Golfinho, há uma pequena lanchonete, guarda-volume, banheiros, ducha e também um ponto para aluguel de snorkel, colete salva-vidas e nadadeiras (R$ 20,00 cada um). Para mergulhar no canto direito da praia, onde se concentra a vida marinha, é preciso estar com o equipamento completo. Já no canto esquerdo, o mergulho não é permitido, por se tratar de uma área de estudo e preservação. É possível fazer o mergulho por conta, mas para quem não tem muita experiência, ou quer ter a certeza de ver animais como lagostas, tartarugas e arraias, o melhor é contratar um guia. Há sempre diversos guias credenciados no PIC oferecendo este serviço. Contratamos e não nos arrependemos! O valor foi de R$ 130,00 para duas pessoas, por cerca de uma hora de mergulho, mais R$ 70,00 para fotos e filmagem. O mergulhador vai nadando na frente, com uma bóia amarrada na cintura, onde nos seguramos para ser guiados por ele. Apesar de o mar estar um pouco mexido, vimos muitos peixes, arraias, polvo e uma tartaruga gigante! É indescritível a sensação de nadar ao lado de uma dessas! Novamente, comemos um sanduíche no próprio PIC, e pegamos a trilha que leva à Praia do Leão. No meio do caminho, há uma bifurcação para o Mirante da Praia do Leão, e Forte São Joaquim do Sueste. Ambos lindos, valem muito a pena! Depois, mais uma caminhada até a Praia do Leão. Ali, há outro PIC (Ponto de Informação e Controle), e uma passarela que leva até um mirante para a Praia. Achei a praia bonita, mas nada demais. A responsável pelo PIC nos aconselhou a voltar para vê-la no período da manhã, pois a experiência seria totalmente diferente. Decidimos fazer isso então no dia seguinte. Fomos ver o pôr do sol em outro ponto famosíssimo para isso: o Bar do Meio, que fica entre as praias do Meio e da Conceição. A estrutura é linda, tem uma deliciosa música ao vivo, e uma vista privilegiada para curtir o sol se pondo. Mas prepare o bolso: o couvert é de R$ 15,00 por pessoa, e um baldinho com cinco long necks custou impressionantes R$ 90,00. Aquela experiência de uma vez na vida! rsrsrs Jantamos novamente no Empório São Miguel, onde pedimos uma pizza de camarão deliciosa. Ótimo custo x benefício! Quinto dia (23/12) Seguindo a recomendação, voltamos à Praia do Leão. E como valeu a pena!! Se programe para conhecer esta praia pela manhã, porque realmente, a cor da água é impressionante! Dizem que é a terceira praia mais bonita da ilha, depois do Sancho e Baía dos Porcos, mas há quem a considere a mais linda! Fique atento ao horário de abertura do PIC. Quando fomos, abria às 09, como os demais. Depois da passarela, uma pequena trilha te leva até a praia. Há piscinas naturais nos cantos direito e esquerdo da praia, mas não é permitido nadar nelas, por se tratarem de áreas de preservação. Aliás, a Praia do Leão é o principal ponto de desova de tartarugas da ilha e, por isso, não é possível acessar algumas partes da areia. Na piscina do canto direito avistamos filhotes de tubarão. Incrível! A tarde, voltamos para a Vila dos Remédios e tomamos um açai no Açai Raízes de Noronha. Anota a dica: é delicioso! Optamos por fazer o passeio de barco menos tradicional, que sai no final da tarde para aproveitar o pôr do sol. O barco sai do porto e, logo no início, são disponibilizadas pranchas para a atividade de Aquasub. Essas pranchas, amarradas ao barco, permitem que você plane ou mergulhe na água. Especialmente na praia do Porto é possível avistar uma rica vida marinha e até um navio naufragado. A seguir, o barco segue até o Morro Dois Irmãos, e depois retorna para a praia do porto, onde é possível curtir um belíssimo pôr do sol, enquanto saboreia um churrasco de peixe preparado na hora. O passeio custou R$ 230,00 por pessoa. Pelo que entendi, a diferença do passeio de barco tradicional é que neste há uma parada na Praia do Sancho para mergulho de snorkel. Também deve ser lindo! Sexto dia (24/12) Acordamos bem cedo para fazer o que é, na minha opinião, o melhor passeio de Noronha: a Canoa Havaiana! Às 05:20 já estávamos na praia do porto, onde, depois de uma pequena aula, embarcamos na canoa para ver o sol nascer de dentro do mar. Uma experiência inesquecível! Depois, seguimos para a praia da Conceição, onde há uma pausa para mergulho. No caminho, cruzamos com uma grande quantidade de golfinhos! Dizem que em 98% dos dias é possível ver golfinhos! E como as canoas não possuem motores, eles chegam bem perto mesmo, e chegam inclusive a saltar rodopiando. Emocionante! Na volta, mais uma parada na praia do Porto para desfrutar um pouco mais da companhia dos golfinhos. O passeio todo tem a duração de duas horas. Fizemos com a Noronha Canoe Clube, cujo serviço é excelente e recomendo demais! Custou R$ 180,00 por pessoa. Depois de um pulinho da capelinha, tiramos um tempinho para fazer mergulho com snorkel na Praia do Porto. Novamente, vimos filhotes de tubarões! Para quem não tem equipamento, há local para aluguel no porto. Seguimos então para a Cacimba do Padre para provar o famoso peixe assado na folha de bananeira da Barraca Duas Irmãs. O valor é de R$ 120,00 para duas pessoas, e vem com diversos acompanhamentos: arroz, feijão, macaxeira frita, farofa e salada. Delicioso! Voltamos à Baía dos Porcos, nossa praia preferida. A água turquesa em meio ao paredão de pedras é impressionante! Um paraíso! Neste dia, jantamos no famoso Xica da Silva. Pedimos de entrada um ceviche, como prato principal o delicioso Sinfonia dos Mares (carangueijo, lula, peixe, lagosta e mexilhão ensopados, com arroz e uma farofa incrível) e de sobremesa mil folhas de tapioca com goibada e sorvete de coco. Preço salgado, mas delicioso! Sétimo dia (25/12) Este foi o dia dedicado às trilhas! Agendamos a Trilha do Atalaia longa para as 07:30. O início é na Vila dos Trinta, próximo ao supermercado Poty. Lá há um Portal, onde é preciso apresentar o comprovante de agendamento. Para a trilha curta não é necessário guia, diferente da longa - você precisa agendar com um guia por conta própria. Pagamos R$ 125,00 cada um. Neste portal também há aluguel de snorkel e colete salva-vidas, necessários para o mergulho nas piscinas naturais. O valor é de R$ 20,00 cada. A trilha até a primeira piscina natural leva cerca de 20 minutinhos, e passa em meio à mata. Chegando lá, há um responsável do ICMBio controlando a entrada na piscina. É permitido que cada grupo permaneça na água por um período de 30 minutos. Para não prejudicar os corais, só é permitido flutuar sobre a piscina. Foi o melhor mergulho que fizemos em Noronha! A água é absurdamente cristalina, um aquário! Voltamos pela mesma trilha e, no meio do caminho, o grupo se divide: quem vai fazer a trilha longa, segue por outro caminho. Particularmente, acho que quem não opta pela trilha longa, acaba perdendo uma parte belíssima do trajeto. É uma caminhada por um desfiladeiro de pedras vulcânicas, com aquele mar azul incrível abaixo. Descendo, há a pausa para mergulho na segunda piscina natural. Continuamos a trilha caminhando sobre as pedras na beira do mar até a terceira piscina, com pausa para mais um mergulho. A trilha toda tem duração de cerca de quatro horas. Achei o caminho lindíssimo, uma experiência única. Mas confesso que não acredito que seja para todos. Como uma pessoa não muito afeita a esportes (rsrsrs), achei um pouco cansativa, especialmente esta caminhada final sobre as pedras. Voltamos a pousada para descansar e recarregar as baterias para a segunda trilha do dia: Trilha do Piquinho. O Piquinho é um morro menor, próximo ao Morro do Pico. Do alto dele é possível ter uma visão 360° da ilha e admirar um pôr do sol espetacular! A trilha tem início na mata, próximo à pousada teju Açu, e dura cerca de 30 a 40 minutos para subir, e o mesmo tempo para descer. Não é necessário contratar um guia, mas acho altamente recomendável, pelo risco e especialmente pensando que na volta já estará escurecendo. Pagamos R$ 100,00 por pessoa. Depois de um trecho íngreme na mata, tem início a parte mais tensa da trilha: é preciso escalar um paredão de pedras para chegar ao topo. É aquele tipo de coisa que faz a gente pensar: "Meu Deus! Onde eu fui me enfiar?" rsrsrs Essa trilha definitivamente não é pra todo mundo! Como boa pessoa com fobia de altura, confesso que tremi na base para subir. Dizem que as pedras são tão bem encaixadas que é impossível rolarem. Mas que bate um medo... Ah, bate! No fim, a recompensa! Depois dessa aventura, jantamos no Salviano Sushi, na Vila dos Trinta. Uma ótima pedida para quem curte comida japonesa! Uma dica: peça o temaki jumbo, com cavala ou atum, ambos fresquinhos, pescados na ilha mesmo. Uma delícia! Oitavo dia (26/12) Acordamos de madrugada para ver o sol nascer no Forte de Nossa Senhora dos Remédios. Dizem que o nascer do sol na capelinha é ainda mais lindo, mas como ainda não tínhamos visitado o Forte, optamos por ir lá mesmo! Apesar das nuvens, achei lindo! O Forte é um lugar bem bacana para visitar. Todo revitalizado, é lindo, e tem uma vista maravilhosa de Noronha. Depois, seguimos para a Praia da Conceição, para relaxar um pouco e curtir nossas últimas horas na ilha. Passadinha na Praia do Cachorro na volta E então almoçamos, e partimos para o aeroporto, com dor no coração de deixar este paraíso! Sei que meu relato ficou bastante longo, mas busquei colocar todas as informações que sei que teriam facilitado muito minha estadia em Noronha se tivesse tido acesso antes! Noronha é um paraíso indescritível, a oportunidade de vivenciar uma imersão na natureza como acredito que pouquíssimos lugares no mundo consigam proporcionar! Uma das coisas que mais amei na ilha foi justamente este foco na natureza e o quanto a ilha é democrática. Em Noronha, não há espaço para esta história de restaurante ou hotel com praia privativa. As pousadas estão todas no centro, e a praia é para todos! Inclusive, dizem que uma rede de hotéis propôs fechar a Praia da Conceição com a construção de um resort, e foi barrada pelos moradores locais. Verdade ou não, esta impressão de mundo paralelo, te faz se sentir completamente imerso em Noronha: seja mergulhando com os animais, fazendo amizade com os locais ou mesmo curtindo as praias, a experiência é única. Não se deixe levar por esta história de que viajar para Noronha não vale a pena, pois é tão caro que é melhor viajar para o exterior. Será que é possível encontrar por aí um lugar tão único e paradisíaco quanto Noronha e contar ainda com a receptividade calorosa e alegria dos brasileiros? Acho que não. E por isso, eu digo para todos: Noronhe-se!
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