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  1. Dia 29 de agosto saí de BH em direção a Botucatu para passar duas semanas na UNESP e dar andamento às minhas linhas de pesquisas (vulgo, balbúrdias). Fui de carro sozinha pela BR381 até São Paulo, onde deixei umas amostras dos meus materiais com um pesquisador do Instituto Butantã. Dormi em um hotel no centro de Osasco e no dia seguinte segui pela BR374 (Rodovia Presidente Castelo Branco) até Botucatu. Todas as vezes que vou para Botucatu (essa foi a minha 4ª vez), sempre tento fazer caminhos e paradas diferentes para conhecer lugares novos, como já contei em outros relatos. Porém, por causa da pandemia, dessa vez resolvi ir direto e não parar em nenhum lugar novo para explorar. Para quem sai de BH, certamente a opção mais segura e rápida até Botucatu (são cerca de 830 km) é o trecho que fiz nessa viagem (BR381, BR374). As estradas são muito boas, duplicadas, com boa sinalização, em sua maior parte com longas retas e com velocidade média de 100 a 110Km/h. Porém, o conforto, a segurança e a rapidez têm seu preço. Entre ida e volta, passei por 26 pedágios e gastei R$132,70, o que corresponde atualmente a cerca de meio tanque de gasolina do meu carro (Palio Attractive, rendimento médio na estrada de 16 a 17 km/L). Eu fico indignada como que os Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro podem ter tantos pedágios… fica bem caro, ainda mais pra quem viaja sozinha, como eu. Depois de 2 semanas de árduo trabalho no laboratório na UNESP, ao ir embora, resolvi dar um pulo em Brotas. Sempre tive vontade de conhecer as cachoeiras da região. Dei uma boa pesquisada nas possibilidades e nos locais que poderiam estar mais vazios. Em Brotas, pelo que eu vi, basicamente todas as cachoeiras estão dentro de propriedades privadas. Então prepare-se para gastar uma boa grana. Saí de Botucatu às 6:30h do dia 12 de setembro (sábado) em direção a Brotas. A estrada estava muito ruim (não tinha pedágio). Estrada simples, boa parte sem acostamente, com MUITOS buracos, principalmente na região da serra entre os municípios de Santa Maria da Serra e Torrinha. Antes de chegar em Brotas, peguei uma estrada local para a minha primeira parada: O Recanto das Cachoeiras (o asfalto vai até a entrada). Cheguei no local por volta das 8:30h e já havia começado a formar uma fila para a entrada às 9h. A entrada custou R$120,00 e dava direito a acessar as trilhas/cachoeiras e a piscina (https://www.recantodascachoeirasbrotas.com.br/). O local é muito bonito e muito bem estruturado. As trilhas para as duas cachoeiras são bem curtinhas (a primeira 5 min e a segunda cerca de 10 min) e autoguiadas. Como fui uma das primeiras a entrar, não havia quase ninguém no local. Porém, antes de ir embora, por volta das 10:30h, dei um pulo na piscina, que já estava beeeem cheia. Vale a pena visitar o local? Bom, eu não voltaria. Embora eu tenha gostado, de longe não vale os R$120,00. Um preço justo seria por volta de 70 ou 80 reais (durante a semana a entrada é R$90,00). Agora quem gosta de ficar a toa o dia todo, esticado em uma cadeira de sol o dia todo e pegando piscina, talvez valha. Mas definitivamente esse não é o tipo de programa que eu faço. Saindo de lá fui para outra propriedade, o Ecoparque Cassorova (cerca de 15 min de distância) (https://www.cachoeiracassorova.com.br/). Para chegar até ela peguei uma estrada de terra com alguns trechos bem arenosos (o carro as vezes escorregava). Essa sim valeu os R$100,00 de entrada. Que lugar lindo! Local super estruturado também, com trilhas autoguiadas e um pouquinho maiores (cerca de 20 min de caminhada e escadarias). No local também há uma piscina para uso, que está incluída no preço da entrada. E o local estava muito mais vazio do que o anterior. Saí do Cassorova por volta das 15h e fui para Brotas para a minha hospedagem. Chegando lá, a surpresa: não tinha vagas! Fiz a minha reserva pelo Booking na noite anterior, mas parece que era algum erro da plataforma. Pois mesmo a hospedagem não tendo vagas, ela aparecia disponível pelo app. O dono da pousada chegou a tentar falar comigo por e-mail ou whats, mas como eu estava sem sinal na estrada e nas cachoeiras, acabei não vendo. Daí começou a minha saga de tentar achar uma hospedagem em Brotas durante o final de semana. Por ser uma cidade turística, TUDO é caro. Ainda mais se tratando do estado de SP. Liguei para várias, mas nem as hospedagens caras estavam tendo vagas. A única que consegui, a diária estava 700 pilas!!! Sem condições! Então, meu conselho é que você não arrisque deixar para buscar hospedagens lá, pois como todo fds a cidade fica cheia, é bem possível que você enfrente problemas como eu enfrentei. Pensei em dormir no carro, como tantas outras vezes. Mas acabei encontrando uma pernoite em um Motel (Motel Luha, pernoite R$145,00 com café da manhã) na rodovia na entrada da cidade e fui pra lá. Melhor decisão. Eu já estava bem cansada das últimas duas semanas de trabalho e do dia nas cachoeiras, tava um calor insuportável (39°C), estamos em tempos malucos no Brasil e de pandemia e foi apenas 20 reais mais caro que a hospedagem inicial que deu problema. E o Motel era bem arrumadinho. Foi bem engraçado porque as recepcionistas do local não estavam acostumadas a receber “turistas”. Então quando fui sair a noite e voltar, tinha que ficar explicando o porquê eu ia sair e voltar. No final as meninas já estavam dando risada comigo quando eu passava na recepção do Motel. A noite fui para a Fundação CEU (Centro de Estudos do Universo), que em outras palavras, era um planetário (https://www.fundacaoceu.org.br/). Que lugar lindo! Eu amo astronomia e adoro fazer esse tipo de passeio. Embora já tenha visto várias vezes alguns planetas e estrelas durante os planetários que já fui em minhas viagens, sempre é legal rever e eu sempre aprendo coisas novas. Depois das observações nos telescópios, eles transmitiram uma animação (Chamada de GeoShow) sobre a formação do relevo do Estado de São Paulo. No local há uma réplica em tamanho real do dinossauro Alossauro, uma réplica do sítio arqueológico de Stonehenge (Inglaterra), além de alguns lagos, paisagismo e iluminação noturna bem bonitos. Entrei às 20:30h, as observações iniciaram às 21h e a apresentação do GeoShow por volta das 22:30h. A entrada custou R$70,00 e tem a minha TOTAL recomendação. Fiquei com vontade de ir durante o dia também. Às 10h do dia seguinte (domingo, 13 de setembro) fui para agência “Águas Radicais” (https://aguasradicais.com.br/), horário que estava previsto a saída do ônibus para a prática de Rafting no Rio Jacaré-Pepira, que é uma das principais atividades de Brotas. Sobre os preços dos raftings, aconselho a pesquisar bem. Há uma variação bem grande dos preços e a maioria das empresas fazem o mesmo percurso. Então no final das contas o que realmente muda é o preço. Eu paguei R$109,00. Entre a saída, a atividade e o retorno para a agência foram cerca de 4h de duração. Eu adoro rafting e já tive a oportunidade de fazer duas vezes anteriormente. Foi legal, mas achei beeeeeeem lento. Com poucas quedas maiores. Talvez a adrenalina não tenha sido alta por causa da baixa vazão de água do rio, que estava no seu período de baixa. Ao retornar para a agência, dei um pulo no Parque dos Saltos, que é um parque dento da própria cidade, de acesso gratuito, com algumas cachoeiras e bem próximo à agência do rafting. O parque estava muito cheio e praticamente todos sem máscaras. Fui embora rapidinho, pois fiquei muito incomodada com o volume de pessoas e o risco durante a pandemia. Além disso, achei o local muito sujo e mal conservado. Não recomendo. Saí de Brotas às 15h e fui para Rio Claro (cerca de 1h) para dormir na casa de um amigo meu que está fazendo o doutorado lá. Aproveitei e fui conhecer o laboratório dele na UNESP (Nerd demais! 🤓 hahaha!). No dia seguinte, deixei meu amigo em Campinas e segui direto para BH (BR381). A viagem foi bem mais longa do que o previsto por causa do trânsito, mas no final deu tudo certo. Assim como qualquer um da atual geração, eu nunca tinha vivenciado uma viagem em plena pandemia. Se você fizer como eu, tentando evitar ao máximo pessoas e aglomerações, a viagem certamente será mais cara. Por exemplo, ao invés de ficar em hostels, eu fiquei em hotéis/motel. Consequentemente a facilidade de cozinhar também fica limitada. Então você precisa comer fora ou pedir comida com mais frequência, o que encarece bastante a viagem. Também deixei de aproveitar melhor ou ir em vários locais para evitar pessoas. E com isso, a solidão desde o início da pandemia, acaba dando uma pesada. Ainda mais para mim que sou uma pessoa extremamente sociável, comunicativa e que adora uma aglomeração. Mas só o fato de sair da minha rotina limitada desde fevereiro, já me deu um baita de um suspiro. A saudade de mochilar tá grande! 💔 Sai coronga!! 😷
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