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Lençois Maranhenses em 2 dias e meio - as aventuras de um louco!!!


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Olá pessoal, meu nome é Renato!

 

Gostaria de iniciar dizendo que sim, sou meio retardado. Na ansiedade de conhecer o Brasil afora - sendo desta vez os lençois maranhenses - fiz uma viagem corrida, mas no final, extremamente satisfatória.

 

Este relato será dividido por locais visitados. A primeira das partes será sobre a viagem em si e os meios de transportes utilizados, bem como suas tarifas:

 

1 - Viagem de ida - saí do Rio de Janeiro na quarta-feira, dia 17/10 às 20:33 num vôo da Gol (boeing 737-800, sim, aquele maior com os winglets) com escala em Brasília às 22:00h. Às 23:36h decolei de novo em direção à São Luiz, colocando os pezinhos no aeroporto (minúsculo e desprovido) de São Luiz. O total deste vôo, com taxas, foi de R$302,00.

 

Única coisa legal no aeroporto de São Luiz:

 

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Ao pedir um taxi (R$20,00, sem taxímetro - imoral este preço dada a distância) em direção à rodoviária de São Luiz (distante do aeroporto uns 2,5km, ou 6 minutos de carro) fui informado, quase chegando na rodoviária que a mesma estaria deserta neste horário e que só haveria movimento à partir dás 4h (obs: a rodoviária fica de frente a uma favelinha). Após devido esporro (ou melhor, idéia no taxista - já que o aviso poderia ter sido antes), peguei meus paninhos de b..nda e procurei um lugar pra ficar de "atividade na laje", já que carioca bom, não sai do Rio pra dar mole em outra "boca". Assim, fiquei em estado vegetativo de aproximadamente 2:40h até 6h, aguardando o ônibus da Cisne Branco Turismo ( http://www.cisnebrancoturismo.com.br/ - R$28,00 na ida + R$22,00 na volta) para Barreirinhas. Uma observação sobre a passagem do ônibus: mesmo que compre pela internet (só aceitam visa), você terá de ir no guichê da empresa na rodoviária pra pegar o "cartão" de embarque.

 

Começou então uma nova viagem que duraria 4:48h, pois o motorista parava mais que coletivo na Presidente Vargas. Dormi, acordei, dormi, acordei, vi gente feia, gente bonita, gente normal e gente esquisita. Só pude esticar as pernas em Rosário, onde fica uma modesta parada, com uma lanchonete/restaurante, que vende: café c/ leite (R$2,00), salgados (coxinha e similares), bolo de macaxera (acho que se escreve assim), bolo de chocolate (R$2,00), bolo de abacaxi( a averiguar), tapioca, salgadinhos tipo fandangos e etc.... E claro, Jesus, o refrigerante que parece pirulito derretido com gás e gelado (se for lá, você vai entender).

 

2 - Hospedagem e primeira alimentação de verdade - finalmente cheguei à Barreirinhas, às 10:48h, exatamente em frente à pousada que iria ficar (Pousada da Areia - http://www.pousadadareia.vfx.net.br/ - R$60,00 a diária no quarto single). Foi só atravessar a rua e fazer o checkin (antes do horário, que deveria ser às 12:30h, mas dei uma idéia no recepcionista, que com muita cortezia me indicou o quarto). Tomei um banho e caí matando pra rua pra encontrar comida de verdade, pois vivi de "porcarias" desde o dia anterior. Fui parar no restaurante Marina Tropical, que fica no píer da avenida Beira Rio. A comida é meia bomba ::bad:: (pouca variedade nas saladas e carnes) , no esquema self-service, no valor de R$34,50, o kg. O que o restaurante tem de ótimo é sua parte dos fundos, onde um deck de cara pro Rio Preguiças te dá o descanso necessário, pro corpo pra mente. E principalmente por estar sozinho, deu quase pra atingir o estado zen.

 

Parte da frente da Pousada da Areia:

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Parte dos fundos do Restaurante Marina Tropical:

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3 - Primeiro passeio (pela São Paulo Turismo) - às 14:00h precisamente, o pessoal da São Paulo Ecoturismo ( http://saopauloecoturismo.com.br/ ) bateu nas portas da minha pousada pra me chamar para passeio (previamente agendado via Skype) no circuito Lagoa Azul – Lagoa do Peixe (neste mês de Outubro, principalmente por causa da pouquíssima chuva que caiu na região este ano a 99,9% das lagoas deste circuito estão secas – sendo a do Peixe, única com água no nível acima dos joelhos).

 

Este passeio segue as seguintes etapas:

 

• Após pegar todos os passageiros em suas pousadas e lotar a Toyota, somos levados até um mercadinho para a compra (R$2,00) de água (alguns compram biscoitos também. Outros, como eu, que estavam sem chapéu, são orientados a comprá-lo). Isso é obrigatório, a meu ver, já que você está se dirigindo a um deserto. Faça um favor a você mesmo e compre mais de uma garrafa por pessoa, pois após uma caminhada sob sol vento e areia, ela será sua fiel companheira. Ah, e não esqueça: coloque as garrafas no cooler que fica na parte de trás da Toyota para mantê-las geladinhas.

 

• Feito isso, agora a Toyota dirige-se para a travessia de balsa de uma margem até a outra no Rio Preguiças. Neste ponto, a galera desce da Toyota e o motorista coloca a mesma na balsa. Depois todos sobem na balsa e de pé realizam a travessia.

 

• Agora sim começa a aventura pra valer. Já no trecho inicial em meio a uma comunidade ribeirinha você já é jogado de lá para cá dentro da Toyota, pois a mesma tem de seguir a trilha na areia deixada pela última que passou, senão torna-se impossível trafegar à uma velocidade aceitável na areia fofa e seca. Por isso, em diversos momentos você entrega pra Deus e f.da-se. Literalmente você vai pensar: se essa p.rra não virar olê olê olá, eu chego lá.

 

• Depois de muito balançar-se e quase virar, chega-se finalmente na “primeira” das dunas, onde com 5 minutinhos de caminhada você aporta na Lagoa Azul (lembre-se estava seca). O que senti foi um deslumbramento total, pois olhando dali ao horizonte, você vê “nada”; mas um “nada” maravilhoso! Aquelas dunas com areia alva. Aquele vento constante fazendo com que a areia flutue como se fosse fumaça de gelo seco ao chão. É um momento sublime , quase espiritual, principalmente pra quem sai de uma cidade completamente caótica e barulhenta como o Rio.

 

Primeira duna, onde abaixo (onde estou) deveria ficar a Lagoa Azul:

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• Segue-se o caminho e o guia mostra que aquele leito seco é a lagoa tal, aquele outro é a lagoa tal e assim vamos caminhando, até que uns 5kms depois, avistamos ela, a Lagoa dos Peixes. Tendo em vista o tempo de caminhada, o sol e o sobe e desce nas dunas (é bom seu coração, pulmão e pernas estarem em dia, pois em alguns momentos você se deparará com seu limite físico) ver uma lagoa no meio do “nada” é de fazer lembrar filmes em desertos e suas miragens. Neste momento corra, tire a roupa e mergulhe, pois será a melhor recompensa pela caminhada até ali. Ah, sim, esta parada é de 30 minutos. Aproveite-a ao máximo, pois, você chegou, mas tem que voltar né?

 

Lagoa dos Peixes, vista do alto de uma das dunas:

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Mais próxima (observe o nível baixo das águas):

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• Depois que a “sacanagem” está ficando boa e você já está num relax total dentro d’água, ouve-se o apito do guia chamando a “manada” de volta. Mas a esta altura, com o sol baixando, o ventinho ficando frio, a volta é muito gostosa, principalmente porque você terá a visão mais encantadora daquele dia: O PÔR-DO-SOL. Ahhhh, só de lembrar! Neste momento, quem está acompanhado se beija, quem está sozinho (como eu estava) pensa em quem poderia estar beijando e quem está brigado se reconcilia. É literalmente a hora mágica!

 

O maravilhoso pôr-do-sol e suas várias fases:

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• Bom, após esse beija, beija, seguimos todos até o monte de Toyotas perfiladas para a viagem de volta. Não preciso dizer que o balanço volta com tudo, mas como “virgens defloradas” ainda sentimos a “dor”, só que agora, com um pouco de prazer.

Valor deste Passeio pela São Paulo Ecoturismo: R$50,00 (baixa temorada)

 

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4 – Janta em Barreirinhas – como a minha experiência no Marina Tropical não foi boa, troquei de restaurante e resolvi parar no Bar Lavento, que também fica no píer da Av. Beira Rio. Ali, pedi uma Pescada Amarela ao leite de côco, acompanhada de arroz branco com um feijão mulatinho bem temperado. Como é praticamente impossível achar outras coisas light e diet para beber, pedi uma Coca Zero. Desceu tudo muito bem e constatei que desta vez acertei na escolha. Apenas observando que, apesar de tanto côco na localidade, o peixe é preparado com leite de côco de garrafinha, o que perde de longe para o método mais tradicional. Mas valeu e muito pelo ambiente, atendimento e preço, já que a conta foi de R$30,00 (R$26,50 da refeição e mais R$3,50 da coca).

 

Depois da janta, fiquei escutando “dor de cotovelo” do cantor e seu violão, que entre outras coisas, cantava Fagner e Cia. Cansei daquilo e fui na sorveteria tomar um sorvete de tapioca. Sugestão: quando for lá, peça outro sabor, pois do jeito que eles fazem, os caroços da tapioca têm como missão quebrar os seus dentes. Portanto, cuidado!

 

5 – Segundo passeio, na manhã do dia seguinte (sexta, 19/10) para o Canto do Atins – após o café da manhã da pousada, bem agradável por sinal (compõe-se de mamão, melão, suco de goiaba, suco de caju,ovo mexido, pão doce, pão de sal, bolo de fubá, bolo de macaxera, presunto, queijo mussarela). Sugestão: coma bem, pois, você só irá ver uma refeição de novo somente às 14h, no famoso Restaurante da Luzia.

 

Neste passeio para o Canto do Atins você sacode ainda mais. Mas só que você passará por lugares muito mais interessantes. Vê-se ao longo da estrada muitos pés de buriti (árvore que praticamente domina as produções na economia local. Dela, fazem-se doces e afins. Inclusive sua madeira é aproveitada para fazer até mesmo persianas, como as vistas mais tarde no Restaurante da Luzia dada a sua leveza. Da sua palha se fazem os telhados de várias casas e restaurantes da região). Além disso, é interessante a paisagem de savana, parecendo em muito com as savanas africanas, dando a impressão de que em algum momento você verá um leão, ou elefante. Nas primeiras dunas visitadas (parada de 10 minutos), você verá quão impressionante é ficar no meio delas com o vento forte. É areia pra tudo quanto pé lado!

Passando pelas comunidades do Atins, o guia Didi informa que devido à invasão da areia trazida pelo vento, muitas casas e cabanas estão sendo abandonadas ou vendidas a estrangeiros (otários de outra língua, pois, vê-se que mesmo nos cantos mais remotos do nosso país, vagabundo passa a perna sem dó). Por isso, ao chegar na Praia do Canto, não se vê ninguém, além do grupo. É um misto de beleza e desolação ao ver um povoado sumindo literalmente no vento e na areia. Pra se ter idéia há casas quase que totalmente cobertas pela areia.

 

Vento nas dunas no caminho para o Canto do Atins:

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Praia do Canto:

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Depois de mais uma sacudida na Toyota, paramos finalmente no Restaurante da Luzia para fazer o pedido das refeições. O forte da Luzia é o seu camarão, nacional e talvez “mundialmente” famoso. Dali fomos para um banho gostoso nos pequenos lagos formados pela maré cheia do dia anterior. Isso só aumentou a fome e quando retornamos para a Luzia a comida já estava no esquema. Observação: pra quem quiser tirar o sal tem um chuveiro na entrada para um banho moderado, visto a escassez de água. E foi de dar dó ver a Luzia toda feliz porque depois de 17 anos os órgãos de proteção a liberaram pra fazer um banheiro no restaurante, pois não havia. Incrível! Bye bye Luzia e agora na viagem de retorno com a b.nda cheia de seus quitutes (a minha refeição custou R$26,00 com o Guaraná Antártica Zero – A Luzia foi humilde até na hora de meter a mão). Aliás, o grupo que foi comigo neste passeio era 10! Voltamos contando piadas, histórias de outras aventuras, causos e mais causos. O grupo era formado por um brasilliense, seis cariocas e quatro paulistas. Como diria Capitão Nascimento: "só podia dar merda".

 

Toyota na frente do Restaurante da Luzia:

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Área no entorno do Restaurante da Luzia. Parece um cenário de marte:

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Olha nosso grupo de Toyota com a famosa Luzia (toda tímida rs)

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Um pouco da fauna, também no entorno do restaurante:

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À noite, fui com parte deste grupo a um restaurante fantástico que fica exatamente sobre as águas do Rio Preguiças, bem na Rua Joaquim Diniz, 10 em frente à duna. O nome do restaurante é (não estranhem) Teatro Maré Mansa (sim, no restaurante também funciona um teatro). Devo dizer que ninguém que se considera normal pode ficar em barreirinhas sem ir neste restaurante à noite. Todo o clima lounge, toda brisa vinda do rio, todo o ambiente aconchegante, enfim, todo o clima espetacular que envolve o restaurante, o faz merecer ser visitado e especialmente com boa companhia Além disso, boa comida e bons vinhos (para os apreciadores) o aguardam. Lá, as refeições em média (sem contar os vinhos) R$36,00. Estou levando em conta os pratos com peixes que são os mais caros. Eu por exemplo comi uma Pescada Negra (pescada ao molho de soja com gergelim torrado e temperos frescos) que estava perfeita.

 

Sequência de imagens noturnas do restaurante (detalhe: o ambiente tem duas camas para apreciação do rio após a barriga cheinha):

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Imagem diurna do restaurante:

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6 – Manhã seguinte (sábado 20/10), terceiro e último passeio – quando achei que já tinha experimentado tudo o que há de melhor na região dos Lençois, eis que o dia de sábado veio me reservar mais um agradável dia com os amigos recém adquiridos à bordo das chamadas Avoadeiras (lanchas com em média 12 lugares). Nestas, pude fazer um lindo passeio pelo Rio preguiças, que me deu a sensação de estar à caminho do paraíso. Principalmente no momento em que o guia nos leva até uma parte estreita do rio e desacelera a lancha para nos mostrar a plantação de buriti e açaí. É um espetáculo de visão! Novamente, você se encontra num momento quase espiritual, já que está coberto pelo azul e branco (flocos de nuvens) do céu, pelas paisagens verdejantes à sua esquerda e à sua direta e pelo reflexo da luz do sol ao longo das águas. Por favor e amor a si mesmos, façam este passeio!

 

Sequência de imagens com as lanchas atracadas e do início do passeio:

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Só que não ficamos somente na água. E logo ali mais adiante fazemos nossa primeira parada. O local se chama Vassouras e é ali que você recebe de brinde um momento lúdico e de total encontro com a natureza, pois os macaquinhos estão à espera de bananas jogadas pelos visitantes. Não preciso dizer que a diversão é total. E se usar um pouco de macete, conseguirá fazê-los subir em seus ombros, o que rende excelentes fotos. Uma observação: aproveite para beber água de côco, água e o que mais puder, pois, principalmente os ocupantes da parte descoberta da lancha, a esta altura estarão torrados.

 

Visita aos amiguinhos macacos:

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Depois de meia hora de diversão com os “coleguinhas”, é hora de continuar viagem pelo rio e ver as paisagens ornamentadas pelas dunas que curiosamente possuem tons mais escuros do que as do Parque dos Lençois. É comum ver pequenas cabanas com telhados feitos da palha do buriti. E é na companhia deste visual que parece extraído de um filme é que chegamos à segunda parada: Mandacaru. Nesta cidade, temos mais uma linda e emocionante surpresa, pois quando a lancha encosta na margem vem até um grupo de crianças querendo nos falar poesias e cantar músicas da região. Ali, conhecemos Raíssa, uma menina encantadora, de 9 anos que nos brindou com trechos de uma poesia/música de Gonsalves Dias e depois uma música chamada Xote das Meninas, de Luiz Gonzaga. E após esta companhia graciosa, fomos ao Farol de Mandacaru, com sua subida de 160 degraus. É bom que você esteja em forma, pois, com a galera que vem atrás de você, o ideal é subir sem parar, senão todo mundo empaca. Mas todo os esforço vale pela vista maravilhosa que se tem de toda a região ao redor, inclusive a praia ao longe.

 

Nossa amiguinha Raíssa e o Farol de Mandacaru:

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Ao sair de Mandacaru, “voamos” por mais um trecho do rio e fizemos a última das paradas. Embora esta não possua o encanto que envolve as duas primeiras, traz como bonificação o aguardado local para almoçar e depois do descanso (num redário, diga-se de passagem), um gostoso banho de rio. Neste momento, o guia sugere que o almoço seja no Restaurante do Paulo. Ali pedi Robalo à milanesa com salada, arroz, feijão mulatinho e farofa. Mas novamente uma observação: embora a maioria dos pratos no cardápio sejam R$60,00 e R$70,00, são para duas pessoas, portanto, não vacile! Além disso, leve seu cartão de crédito ou débito, mas leve uma grana que dê pra pagar o almoço em dinheiro, pois, por causa do péssimo sinal na região, nos deparamos com um momento cômico, no qual o atendente do restaurante ficou vinte minutos sob forte sol em cima uma pedra com o braço pra cima com a maquininha e ainda assim, não funcionou.

 

Depois do gostoso almoço, vêm aquele soninho no redário. Ahhh que coisa boa! Debaixo de uma cobertura de palha, com vento vindo do mar e do rio, é inevitável que os olhos se fechem brevemente e você tenha lindos “sonhos”. Ao acordar, sugiro um banho no rio, mas tenha o cuidado de ficar sempre antes de onde ficam as lanchas (olhando da esquerda para direita), pois o óleo que sai das mesmas formam pequenas manchas na água e ninguém tá afim de misturar com isso né? O rio é largo e grande o suficiente, você pode ficar longe delas. Além disso, a água é gostosa em sua temperatura.

 

Vai um soninho aí?

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Quando dá umas 15:45h, o guia recolhe a “manada” e volta-se a Barreirinhas para que os viajantes que irão embora na mesma noite no (últimoônibus de 18:30h ) em direção à São Luiz (o que foi o caso deste que voz fala). Sendo assim, cheguei de volta à pousada com aquele coração apertadinho de quem se apaixonou pelos lugares, vai embora e não sabe quando vai voltar (muito embora eu esteja com uma vontade enorme de voltar no ano que vem, sei lá, com as lagoas cheias, deve ser um espetáculo a mais! Até porque, finalizando este relado me vem uma emoção forte, uma saudade, uma lágrima, um até breve, um volto já, pode esperar).

 

 

Um abraço a todos e ó: levantem a b.nda poltrona e vai lá gente!!!!!!! ::otemo::

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  • Colaboradores

Renato, muito legal! Obrigada pelo roteiro de viagem, este é um lugar que tenho vontade de conhecer.

Espero ir em breve.

Uma coisa: Não reparei no texto, pode ser que eu tenha me passado... mas quanto tu pagaste pelos passeios?

E este último passeio, nas avoadeiras, é só chegar e pegar ou precisa ser antecipada a reserva também?

Gostei de tu colocaste os preços das refeições. Achei meio caro... mas é bom se prevenir (aqui no Sul se come tão bem e tão barato).

um abraço e boas viagens, Nana :)

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  • Membros
Renato, muito legal! Obrigada pelo roteiro de viagem, este é um lugar que tenho vontade de conhecer.

Espero ir em breve.

Uma coisa: Não reparei no texto, pode ser que eu tenha me passado... mas quanto tu pagaste pelos passeios?

E este último passeio, nas avoadeiras, é só chegar e pegar ou precisa ser antecipada a reserva também?

Gostei de tu colocaste os preços das refeições. Achei meio caro... mas é bom se prevenir (aqui no Sul se come tão bem e tão barato).

um abraço e boas viagens, Nana :)

 

Ihhhh Nana, foi mal!!! Esqueci de pôr o total dos passeios ::mmm:

 

Ficou assim:

 

1 - PASSEIO CIRCUITO LAGOA AZUL-LAGOA DO PEIXE: R$50,00

 

2 - PASSEIO PARA O CANTO DO ATINS: R$100,00 (Atenção! Este passeio em baixa temporada depende de formação de grupo. Se não aparecer gente para a lotação da Toyota, não rola. Ou você mete a mão nas verdinhas e banca a parada sozinho :mrgreen: )

 

3 - PASSEIO NA AVOADEIRA PELO RIO PREGUIÇAS COM PARADAS EM VASSOURAS-MANDACARU-CABURÉ: R$60,00 (Tem que agendar antes também)

 

Todos estes passeios foram agendados previamente e executados através da São Paulo Ecoturismo ( http://saopauloecoturismo.com.br/ ). E uma informação que ajuda muito a economizar antes mesmo de estar viajando é falar com eles via Skype. Afinal, se você pode viajar duas ou três vezes por ano, pra que torrar tudo em uma só?

 

Sobre as refeições, também achei meio caro (comparando com outros lugares que já visitei), mas o problema é que se você optar por ficar em Barreirinhas, onde a estrutura é "maior" e "melhor" que as outras cidades do entorno, acaba tendo que "pagar o pato". Eles metem mão porque a cidade é extremamente turística. Há relatos de amigos aqui que mostram como comer e se hospedar mais barato, ficando em outras regiões.

 

Um abração!!!

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  • Colaboradores

Valeu, Renato!

Muito obrigada, mais uma vez, por mais detalhes e preços.

Pois é... esta tal de "exploração de turista" acho uma total falta de respeito!

Por isso que acabo viajando muito mais pela Europa do que pela América do Sul. Lá, tenho feito viagens sensacionais e muito econômicas, em TODOS os destinos se acha opções para todos os interesses: quem quer, gasta mais; quem não quer, não gasta.

Mas ainda irei visitar os Lençóis Maranhenses um dia.

Abraço ::otemo::

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  • 2 semanas depois...
  • Membros
Valeu, Renato!

Muito obrigada, mais uma vez, por mais detalhes e preços.

Pois é... esta tal de "exploração de turista" acho uma total falta de respeito!

Por isso que acabo viajando muito mais pela Europa do que pela América do Sul. Lá, tenho feito viagens sensacionais e muito econômicas, em TODOS os destinos se acha opções para todos os interesses: quem quer, gasta mais; quem não quer, não gasta.

Mas ainda irei visitar os Lençóis Maranhenses um dia.

Abraço ::otemo::

 

Pois é Nana, visite sim!

 

Agora sobre os destinos e seus preços, no meu caso, gostaria de conhecer primeiro o Brasil e seus atriutos maravilhosos e depois outros países. Eu tenho uma ligação com sol forte, praias, rios e belezas naturais diversas. É claro que o mundo afora tem diversas coisas impressionantes, você pode atestar isso muito bem. Mas tenho tido um carinho especial pelo Brasil nesta questão. O problema, como você falou, é o encarecimento absurdo de certas coisas, como uma simples alimentação. As porções de arroz, feijão, carnes, saladas e afins são reduzidíssimas (ainda mais no meu caso que faço dieta) para que no final você tire do bolso mais que R$30,00 para pagar a conta. Tudo bem que paga-se por todo um serviço que fica à sua disposição, mas ainda assim é um absurdo se você comparar com a mesma refeição no dia-a-dia.

 

Pra você ter idéia, eu trabalho atendo clientes na área de informática. Quando paro pra almoçar, consigo encontrar vários e vários restaurantes com self-service a preço fixo (com limite de duas carnes) na média de R$10,00 / R$12,00. Isso numa cidade caríssima como o Rio de Janeiro. É óbvio então que é perfeitamente possível o cara manter seu negócio com preço justo. Mas a ganância é muito maior e neste caso em Barreirinhas, onde fiquei, foi comum ver vários restaurantes às moscas, pois algumas de suas refeições eram caríssimas, embora o ambiente fosse muito bonito. Por isso, o lance é procurar se informar bem antes de ir pra esses lugares, pois quem quer viajar mais que uma vez ao ano, precisa decidir-se entre o luxo ou a oportunidade de multiplicar uma viagem por duas e ser feliz duas vezes.

 

Um abraço! ::otemo::

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