Assim como fiz com o tópico de IBIRACI e RIFAINA, estou abrindo como um relato de viagem esse tópico de PERGUNTAS E RESPOSTAS sobre Cássia dos Coqueiros.
A maioria das informações sobre essa cidadezinha quaaaaase com o pé em MG, é sobre a Cachoeira do Itambé, o Mirante das Areias e a Toca da Onça.
“Cortada por rios e rodeada de matas nativas, Cássia dos Coqueiros tem nas cachoeiras os seus maiores atrativos. Cerca de 20 (13 com boa queda d’água e poço para nadar) ficam em propriedades particulares, afastadas da zona urbana. Para chegar a elas, basta perguntar na praça central, todos conhecem os caminhos.”
Tive que fazer um trabalho em Ribeirão Preto na sexta-feira logo após o feriado de 15 de novembro. Aproveitei para esticar até Cássia dos Coqueiros no sábado e voltar embora no Domingo. Fiquei no camping Pocinho do Binga (http://campingpocinhodobinga.yolasite.com/) com diária a R$20. O atendimento é nota 10, o gramado é bem cuidado, os banheiros estavam limpos o tempo todo, tem vários bicos de energia (leve extensão grande!), Tem sombra nos bambuzais (é limitada, se chegar tarde e estiver cheio, vai ficar sem), tem um riozinho atrás da área de camping que dá para refrescar, mas R$20 achei bem caro.
Vista do camping
Passarela para o riozinho
Para trás de onde tirei essa foto, dá para nadar
Tem também o camping do Zezé Manso, que cobra R$15 a noite. Se chegar no sábado e sair no domingo, paga R$15.
Camping do Zezé Manso
Fora esses dois campings, não encontrei outro meio de hospedagem a não ser a Pousada Roccaporena (http://www.roccaporena.com.br) que não tem dó de meter a faca.
Arrumamos as coisas no camping e fomos a um pesqueiro chamado Santos Reis, que fica mais ou menos 3,5km a partir do Binga sentido Santo Antônio da Alegria. O dono é o Lucas e ele cobra R$2 por pessoa para entrar. Se consumir alguma coisa no pesqueiro, não paga a entrada. As cachoeiras da propriedade dele são 2, que na verdade descobrimos que são pequenas quedas d'água. Mas fomos andando rio acima e encontramos 5 delas, andando por dentro do riozinho mesmo. Paramos na quinta porque tinha uma cerca e ficamos receosos de passar.
Segunda cascata
Terceira cascata
Na volta, contamos que fomos andando e ele disse que se continuássemos, teria mais 3, e que a cerca que encontramos é para o gado não passar de uma propriedade para outra. Então, se você for, dá um passeio de mais ou menos 2 ou 3 horas entre ida e volta por dentro da água, em ritmo bem leve. Ele também disse que quando chove, essa areia some e a força da água forma poços e que fica muito melhor para nadar.
Andando por dentro do rio, quarta cascata
Fomos para o Cachoeirão e o Salto do Meio. Essa cachoeira fica dentro da cidade, então eles também chamam de cachoeira da cidade. Entrando em Cássia, logo após o trevo, você entra na primeira rua à direita. Saindo de Cássia, na última à esquerda, obviamente. Essa rua 'morre' em uma quadra de esportes, do lado da delegacia. Deixe o carro aí e entre pelo passador, que fica do lado direito do portão de entrada.
O mato estava alto, os brinquedos enferrujados, os latões de lixo lotados, bastante sujeita na área de lazer que construiram em volta da cachoeira. Local visivelmente abandonado pela prefeitura, mesmo assim tinha bastante gente. A água é turva por causa do leito do rio, e não recebe o esgoto da cidade, que segundo o Lucas do pesqueiro, é 100% tratado.
A primeira é o Cachoeirão, e para chegar ao Salto do Meio, é só seguir uma trilha rio-abaixo.
Cachoeirão
Salto do Meio (fotinha péssima)
Me disseram que tem mais uma queda continuando na trilha, mas não fomos porque era pequena.
DICA >>> o melhor horário para curtir essas cachoeiras é na parte da manhã porque bate sol o tempo todo. À tarde uma boa parte fica na sombra e a água é bem gelada.
Para fechar o sábado, fomos ao Mirante das Areias ver o pôr do sol e também na Toca da Onça, que fica a uns 600m mais para frente. Para chegar, tem que pegar uma estradinha de asfalto sentido São Benedito das Areias e entrar à direita onde tem uma placa Fazenda Toca da Onça. Anda 2km por estradinha de terra e chega no mirante. A vista é de tirar o fôlego e dá para ver 7 cidades entre SP e MG. Se em vez de entrar no mirante você seguir mais 600m, vai ver uma placa Morada da Onça, onde também tem um mirante, menor que o anterior, mas não menos bonito.
Panorâmica
Entrada da morada da onça
DICA >>> Bom, descobrimos que não dá para ver o pôr do sol ali. Isso porque o sol se põe atrás do mirante kkkkk. Então o negócio é acordar cedo (bem cedo, tipo umas 4:30h) e ver o nascer do sol.
Voltamos para o camping, banho quentinho, fizemos comida, acendemos uma fogueira pois estava frio, ficamos de papo um pouco e capotamos com o compromisso de acordar cedo para voltar ao mirante.
Até tentamos, mas estava MUITO MUITO frio de madrugada e não fomos preparados para isso. Lá no mirante venta demais, então achamos prudente não ir. Mas depois que amanheceu, fiz um café, compramos umas coisinhas na padaria que tem bem em frente ao camping, e fomos tomar café da manhã lá hehehe. Passamos um tempo esquentando no sol e fomos para a Cachoeira do Itambé.
Pagamos R$10 para entrar. Sem choro nem vela. E não dá para entrar por outro lugar. A cachoeira fica na propriedade do Zezé Manso, que também tem o camping citado no início e fica no mesmo local.
Prepare as pernas pois a trilha é puxada para quem não tem preparo físico adequado. O caminho é todo apoiado por cordas, mesmo assim tem que fazer força, mas compensa.
A água é super hiper mega blaster top gelada. Chega doer a sola do pé, mas tem que entrar!
Cachoeira do Itambé, com 86m de queda
Cachoeira do Itambé, com 86m de queda
DICA >>> De manhã não tem sol na cachoeira, pois ele nasce atrás do paredão e só atinge altura suficiente depois das 11h, então, aconselho ir a tarde ou ficar até a tarde.
Aproveite bem, pois a subida é punk. Depois, lá em cima, pode descansar brincando com os macaquinhos que tem no camping do Zezé. Também tem uma lanchonete com porções e bebidas.
Assim como fiz com o tópico de IBIRACI e RIFAINA, estou abrindo como um relato de viagem esse tópico de PERGUNTAS E RESPOSTAS sobre Cássia dos Coqueiros.
A maioria das informações sobre essa cidadezinha quaaaaase com o pé em MG, é sobre a Cachoeira do Itambé, o Mirante das Areias e a Toca da Onça.
Mas na área de Turismo da página oficial da prefeitura tem algo que me interessou:
“Cortada por rios e rodeada de matas nativas, Cássia dos Coqueiros tem nas cachoeiras os seus maiores atrativos. Cerca de 20 (13 com boa queda d’água e poço para nadar) ficam em propriedades particulares, afastadas da zona urbana. Para chegar a elas, basta perguntar na praça central, todos conhecem os caminhos.”
Tive que fazer um trabalho em Ribeirão Preto na sexta-feira logo após o feriado de 15 de novembro. Aproveitei para esticar até Cássia dos Coqueiros no sábado e voltar embora no Domingo. Fiquei no camping Pocinho do Binga (http://campingpocinhodobinga.yolasite.com/) com diária a R$20. O atendimento é nota 10, o gramado é bem cuidado, os banheiros estavam limpos o tempo todo, tem vários bicos de energia (leve extensão grande!), Tem sombra nos bambuzais (é limitada, se chegar tarde e estiver cheio, vai ficar sem), tem um riozinho atrás da área de camping que dá para refrescar, mas R$20 achei bem caro.
Vista do camping
Passarela para o riozinho
Para trás de onde tirei essa foto, dá para nadar
Tem também o camping do Zezé Manso, que cobra R$15 a noite. Se chegar no sábado e sair no domingo, paga R$15.
Camping do Zezé Manso
Fora esses dois campings, não encontrei outro meio de hospedagem a não ser a Pousada Roccaporena (http://www.roccaporena.com.br) que não tem dó de meter a faca.
Arrumamos as coisas no camping e fomos a um pesqueiro chamado Santos Reis, que fica mais ou menos 3,5km a partir do Binga sentido Santo Antônio da Alegria. O dono é o Lucas e ele cobra R$2 por pessoa para entrar. Se consumir alguma coisa no pesqueiro, não paga a entrada. As cachoeiras da propriedade dele são 2, que na verdade descobrimos que são pequenas quedas d'água. Mas fomos andando rio acima e encontramos 5 delas, andando por dentro do riozinho mesmo. Paramos na quinta porque tinha uma cerca e ficamos receosos de passar.
Segunda cascata
Terceira cascata
Na volta, contamos que fomos andando e ele disse que se continuássemos, teria mais 3, e que a cerca que encontramos é para o gado não passar de uma propriedade para outra. Então, se você for, dá um passeio de mais ou menos 2 ou 3 horas entre ida e volta por dentro da água, em ritmo bem leve. Ele também disse que quando chove, essa areia some e a força da água forma poços e que fica muito melhor para nadar.
Andando por dentro do rio, quarta cascata
Fomos para o Cachoeirão e o Salto do Meio. Essa cachoeira fica dentro da cidade, então eles também chamam de cachoeira da cidade. Entrando em Cássia, logo após o trevo, você entra na primeira rua à direita. Saindo de Cássia, na última à esquerda, obviamente. Essa rua 'morre' em uma quadra de esportes, do lado da delegacia. Deixe o carro aí e entre pelo passador, que fica do lado direito do portão de entrada.
O mato estava alto, os brinquedos enferrujados, os latões de lixo lotados, bastante sujeita na área de lazer que construiram em volta da cachoeira. Local visivelmente abandonado pela prefeitura, mesmo assim tinha bastante gente. A água é turva por causa do leito do rio, e não recebe o esgoto da cidade, que segundo o Lucas do pesqueiro, é 100% tratado.
A primeira é o Cachoeirão, e para chegar ao Salto do Meio, é só seguir uma trilha rio-abaixo.
Cachoeirão
Salto do Meio (fotinha péssima)
Me disseram que tem mais uma queda continuando na trilha, mas não fomos porque era pequena.
DICA >>> o melhor horário para curtir essas cachoeiras é na parte da manhã porque bate sol o tempo todo. À tarde uma boa parte fica na sombra e a água é bem gelada.
Para fechar o sábado, fomos ao Mirante das Areias ver o pôr do sol e também na Toca da Onça, que fica a uns 600m mais para frente. Para chegar, tem que pegar uma estradinha de asfalto sentido São Benedito das Areias e entrar à direita onde tem uma placa Fazenda Toca da Onça. Anda 2km por estradinha de terra e chega no mirante. A vista é de tirar o fôlego e dá para ver 7 cidades entre SP e MG. Se em vez de entrar no mirante você seguir mais 600m, vai ver uma placa Morada da Onça, onde também tem um mirante, menor que o anterior, mas não menos bonito.
Panorâmica
Entrada da morada da onça
DICA >>> Bom, descobrimos que não dá para ver o pôr do sol ali. Isso porque o sol se põe atrás do mirante kkkkk. Então o negócio é acordar cedo (bem cedo, tipo umas 4:30h) e ver o nascer do sol.
Voltamos para o camping, banho quentinho, fizemos comida, acendemos uma fogueira pois estava frio, ficamos de papo um pouco e capotamos com o compromisso de acordar cedo para voltar ao mirante.
Até tentamos, mas estava MUITO MUITO frio de madrugada e não fomos preparados para isso. Lá no mirante venta demais, então achamos prudente não ir. Mas depois que amanheceu, fiz um café, compramos umas coisinhas na padaria que tem bem em frente ao camping, e fomos tomar café da manhã lá hehehe. Passamos um tempo esquentando no sol e fomos para a Cachoeira do Itambé.
Pagamos R$10 para entrar. Sem choro nem vela. E não dá para entrar por outro lugar. A cachoeira fica na propriedade do Zezé Manso, que também tem o camping citado no início e fica no mesmo local.
Prepare as pernas pois a trilha é puxada para quem não tem preparo físico adequado. O caminho é todo apoiado por cordas, mesmo assim tem que fazer força, mas compensa.
A água é super hiper mega blaster top gelada. Chega doer a sola do pé, mas tem que entrar!
Cachoeira do Itambé, com 86m de queda
Cachoeira do Itambé, com 86m de queda
DICA >>> De manhã não tem sol na cachoeira, pois ele nasce atrás do paredão e só atinge altura suficiente depois das 11h, então, aconselho ir a tarde ou ficar até a tarde.
Aproveite bem, pois a subida é punk. Depois, lá em cima, pode descansar brincando com os macaquinhos que tem no camping do Zezé. Também tem uma lanchonete com porções e bebidas.