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Viagem de São Paulo/SP à Fortaleza/CE

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ROTEIRO: VIAGEM DE SÃO PAULO/SP À FORTALEZA/CE

De 26/12/2008 a 17/01/2009

 

Olá pessoal, irei relatar como foram minhas últimas semanas de férias e o início de uma viagem nada programada, com todas as recomendações para quem pretende viajar tantos quilômetros de forma segura.

Segue o roteiro detalhado de nossa viagem: saímos no dia 26 de dezembro de 2008 de São Paulo/ Capital, partimos para Dutra, sentido São José dos Campos, seguindo até Volta Redonda, já no Estado do Rio de Janeiro. Na Dutra, antes de entrar em Volta Redonda, terá um acesso a Salvador. Muitos já conhecem essa região em virtude do alto fluxo de veículos, os quais trafegam confortavelmente em contrapartida ao pagamento da tarifa de pedágio cobrada pela concessionária responsável pela via. Asfalto impecável, condições satisfatórias de manutenção da pista, fiscalização, opções de lazer, segurança, eis o eixo São Paulo – Rio de Janeiro.

Chegando a Volta Redonda, um pequeno transtorno, já que antes do acesso à BR-393 (conhecida como “rodovia do aço”) é necessário passar pelo perímetro urbano da cidade e pelo centro também, que é muito movimentado e desenvolvido devido ao grande número de indústrias ali concentradas.

A BR-393 é privatizada e encontra-se em ótimo estado de conservação.

Por esta via, desviamos parte considerável do Estado do RJ, aproximando-se da divisa com o norte do Estado de Minas Geras. Já na cidade de Além Paraíba, adentramos em MG, estado com o maior número de municípios do território nacional.

Não obstante a dimensão territorial do estado e sua riqueza geográfica, é patente a má distribuição de renda em diversos municípios, inclusive próximos da capital.

Ao chegar na BR-116 (ou Rio-Bahia), a falta de estrutura nas rodovias é notória. Neste trecho, passamos pela ponte do rio Muriaé, que ficou recentemente submersa pelas torrenciais chuvas que atingiram o local, além de ser cenário de graves acidentes.

Passando por Caratinga, após percorrer cerca de 920 km, chegamos, enfim, a nossa primeira parada, a cidade de Governador Valadares. Extremamente desenvolvida e bem estruturada, assemelha-se a qualquer capital, com opções de hospedagem, turismo, lazer, transporte (inclusive aeroporto). Chegamos por volta das 18:00, horário de verão e procuramos um local para pernoitar. Entramos na cidade e fomos até o centro, onde encontramos o Hotel Pedra Negra. Recomendo por seu ótimo atendimento e conforto, todavia, o valor da diária não é muito acessível, mas a estrutura compensa, conforme a possibilidade e necessidade de cada um. Ao amanhecer, tomamos um delicioso café da manhã com frutas, cereais, típico pão de queijo mineiro, bolos e biscoitos caseiros, realmente uma grande variedade (eu diria o mais completo da viagem!) e seguimos pela estrada, sentido Teófilo Otoni.

Ao se aproximar das mediações do Vale do Jequitinhonha, a pobreza da região é visível. Os habitantes dos municípios de Catuji, Padre Paraíso e Itaobim vivem, lamentavelmente, a margem da sociedade, dependentes de ínfimas quantias doadas pelos motoristas e turistas que ali transitam esporadicamente.

Após presenciar a dura realidade das crianças e adolescentes da região, seguimos até Divisa Alegre, última cidade de Minas antes da divisa com o estado da Bahia. Quilômetros adiante, chegamos na primeira grande cidade do Nordeste, qual seja, Vitória da Conquista.

Neste trecho, nos deparamos com os aspectos característicos do Sertão Nordestino, tais como: a estiagem, o péssimo estado da vegetação, o clima, o abandono dos animais. Além dos fatores naturais, também contribuem para a degradação da região a ausência de estrutura nas vias rodoviárias e nos acessos aos municípios afastados. As estradas são destituídas de qualquer sinalização, manutenção nos buracos, acostamentos, bem como grades protetoras para animais, o que torna a viagem um perigo constante.

Os animais subnutridos são entregues a sorte, sem qualquer proteção e, camuflados pela mata, atravessam a rodovia e ocasionam acidentes.

O calor incessante e a seca predominaram ao longo da viagem até nossa próxima parada, em Feira de Santana-BA. Sem horário de verão, o sol se esconde mais cedo, razão pela qual chegamos já ao anoitecer em busca de uma estadia. Próximos do perímetro urbano, fomos abordados por uma espécie de “ciclista aliciador” de uma singela rede de hotéis, que indicou o Hotel Imperador. Devido ao extremo cansaço após quase 960 km de viagem, paramos neste local, humilde em suas instalações, porém aconchegante para algumas horas de sono. Ansiosos para chegar ao destino no dia seguinte, acordamos cedinho, sem aguardar o serviço de café.

No estacionamento do hotel, fomos informados por turistas paulistas da existência de uma balsa na cidade de Serrinha-BA. Trata-se de uma parte do Rio São Francisco, cujo trecho já possui uma ponte, no entanto, talvez por interesses políticos, ainda não foi inaugurada. Em razão deste empecilho, a pequena travessia é realizada por balsa, sem muita estrutura e precariedade no atendimento. Demora cerca de 20 minutos, além do intervalo entre as balsas, o que acabou atrasando a viagem.

Antes de atravessar pela balsa, paramos numa lanchonete especializada em café da manhã e produtos típicos, o dono era judeu, super reservado e o local impecável, muito higiênico e organizado, o que chamou a atenção, já que era raro encontrar ambientes assim na beira de estrada, ainda mais no interior da Bahia.

Saindo da balsa, a BR-116 passa a ser denominada de “Rodovia Santos Dumont”, até Fortaleza/CE.

Este trecho do sertão baiano merece especial atenção pela grande extensão de sua área, praticamente deserta e sem qualquer cidade, acompanhada de um calor escaldante e a escassez da vegetação. Após percorrer uma certa distância, surgem algumas cidades e, em meio a povoados, não poderia deixar de destacar uma grande descoberta, a cidadezinha de “Quijingue”. É a cidade natal de um colega de faculdade, o Enaldo, grande profissional e aspirante à comédia como todo bom nordestino. Constatei que ela existe efetivamente, não só no mapa!

Quijinge a parte...rs...seguimos rumo a divisa com Pernambuco, surgindo mais uma curiosidade, o município de Ibó da Bahia e, após a divisa, o mesmo município, só que pertencente a outra localidade, o “Ibó de Pernambuco”. É uma pequena cidade que fica situada entre as divisas da BA e PE.

Optamos por prosseguir pela BR-116 e não desviar por Petrolina e Juazeiro em razão do alto índice de assaltos nesta região.

Já no estado de Pernambuco, passando por poucas cidades, dentre elas, a mais conhecida por grande taxa de criminalidade, Salgueiro.

Finalmente, adentramos na divisa do Ceará e passamos por boa parte de suas cidades do interior, como Milagres, Icó, Jaguaribe, Limoeiro do Norte, Russas e Itaitinga.

O último dia foi exaustivo, quase 14 horas contínuas na estrada, para chegar ao destino final, a capital do estado. Foram 3 dias e três noites de viagem até 28 de dezembro de 2008, que sucederam sem maiores imprevistos, chuvas, acidentes ou qualquer fatalidade. Sãs e salvos, prontos para passar a virada de ano no aterro da Praia de Iracema e acompanhar a emocionante queima de fogos.

Passamos 17 dias em Fortaleza e conhecemos diversas praias da região, como Praia do Futuro e Canoa Quebrada.

Partimos no dia 13 de janeiro de 2009, com mudança de planos e roteiro. Decidimos retornar pelo litoral nordestino para conhecer melhor o outro lado da região.

Não adentramos no estado do Rio Grande do Norte e seguimos pela BR-116 até a cidade de Icó, onde pegamos a BR-230, já na divisa com Paraíba.

De pronto, percebemos a diferença de clima entre o sertão e o litoral, a saudade da brisa das praias cearenses se juntava com a vontade de conhecer a costa litorânea da parte sul do território.

Indo pela BR- 230, sentido Campina Grande, conhecemos um pouco do estado da Paraíba, cidade acolhedora, apesar de passar somente pelo seu interior, os nativos com aquele sotaque peculiar são educados e atenciosos.

Após a passagem transitória por Paraíba, passando pelo acesso a Campina Grande, mudamos para a rodovia BR-104.

De Campina Grande, fomos até Caruaru-PE, conhecendo o extremo oposto do estado que passamos na viagem de ida. Já era tarde quando paramos para descansar no Hotel Central, local demasiadamente barulhento e movimentado por sua localização. Defronte ao hotel, situado bem no centro da cidade, havia um posto policial e um “cantinho da tapioca” com carro de som nas alturas. Não recomendo a comida oferecida pelo hotel, quanto à comodidade, para uma única noite, foi bem agradável, apesar do transtorno sonoro. O café da manhã compensou o lanche, muito organizado e variado, com pratos típicos nordestinos, como o conhecido “beiju”.

Saímos cedinho em direção a Maceió- AL, nosso destino de parada e não apenas de passagem. Após percorrer quase 200 km, chegamos na hora do almoço na capital de Alagoas. Entramos na cidade, passamos pelo centro, no sentido das praias, sem ter um destino concreto. Ocasionalmente, pegamos a avenida que beira a costa do mar e onde se concentra o cais do porto e muitos prédios comerciais. Como toda praia do centro, é imprópria para banho, motivo pelo qual fomos até uma praia mais afastada da área central.

Próximo a cidade de Marechal Deodoro, paramos na praia do Francês. Muito badalada e conhecida pela prática de ultraleve e outras atividades marítimas, como banana boot e caiaque, estava bem movimentada, com muitos turistas estrangeiros. È organizada com barracas, porém nada comparável a estrutura da praia do Futuro em Fortaleza. Possui uma linda paisagem natural, envolta a muitos coqueiros e morros.

Depois de algumas horas de sol quente e sem muita brisa, paramos num restaurante de comida mineira caseira de excelente qualidade.

Então, seguimos viagem rumo a Aracajú-SE. Pegamos um trecho de rodovia estadual ainda em Alagoas, cuja vantagem foi a ausência de caminhões, o que facilitou o fluxo. Depois, entramos na conhecida BR-101-Nordeste.

Assim como a BR-116, é extremamente deficiente em sua estrutura, com pista única, irregularidades no asfalto e alto tráfego de caminhões pesados e lentos que dificultam a visualização dos buracos nas pistas e causam trânsito em trechos de subida de serra, além de aumentar o risco de acidentes nas ultrapassagens. Ademais, possui inúmeros trechos de obras de duplicação, com pistas interditadas ao longo do dia.

Rapidamente, já estávamos no pequeno estado de Sergipe e, em seguida, em sua capital. Beirando a BR-101, o acesso à capital é rápido e facilitado, porém já estava escuro e nos perdemos dentro da cidade até encontrar uma estadia. Pasmem, após rodar alguns quilômetros, pegamos um longo congestionamento no centro de Aracajú, para não perder o costume do caos do trânsito em São Paulo. Pela primeira vez, dormimos numa cidade litorânea e tivemos dificuldade em encontrar vagas. Paramos em dois hotéis no centro e não obtivemos êxito, além do abuso no valor da diária, não proporcionavam qualquer estrutura. Tivemos que seguir no sentido das praias, onde havia grande concentração de hotéis luxuosos e pousadas próximas da avenida principal. Após algumas tentativas frustradas, encontramos a Pousada Yasmin. Valor nada acessível, mas com ambiente familiar e bem equipada. Não deixou a desejar a nenhum hotel do seu nível, além da ótima localização. Em razão da alta temporada e da grande procura, as tarifas estavam com valores consideráveis. Aproveitamos o ensejo para conhecer a orla, que dispõe de muita segurança, com ostensivo da polícia militar e delegacia especializada ao turismo, muitas opções de lazer, gastronomia, atividades físicas ao ar livre, casas de shows, parques infantis, entre outros atrativos.

No dia seguinte, após um leve café da manhã na pousada, ocorreu um imprevisto: ao sair de Aracajú e procurar o acesso à BR-101, nos perdemos novamente e, ao solicitar uma informação ao funcionário de um quiosque da praia, ele disse que no caminho em que estávamos seria mais conveniente seguir até a cidade de Estância-SE. Porém, o acesso só era feito através de uma balsa. Ao contrário da primeira, esta parecia mais estruturada, com cobrança de pedágio e mais suporte técnico. Durante a travessia, tudo transcorria normalmente, quando o motor do rebocador parou de funcionar. Como a balsa não estava ancorada, ficou a deriva no mar e boiou por inércia, colidindo-se contra a coluna de uma ponte que estava sendo construída. O pânico foi total, já que ninguém informava a dimensão do dano e os riscos da colisão. O desespero tomou conta, surgindo muitas especulações, alguns diziam que a balsa afundaria e não tinha colete salva-vidas para todos tripulantes, outros que a pilastra de concreto desabaria na plataforma da balsa. Foi um tumulto generalizado a procura de coletes e, os mais sensatos, em busca de explicações dos encarregados. De repente, apareceu um repórter local colhendo depoimentos e um cinegrafista amador registrando as cenas de descontrole das pessoas. Parece até enredo de filme, mas até chegar uma informação concreta do responsável, esta foi a situação. Após muita angústia, o rebocador de apoio prestou auxílio, manobrando a balsa até o outro lado do mar. Um episódio lamentável e mais uma demonstração de descaso das autoridades públicas.

Depois do susto e abalo emocional, voltamos para a BR-101, rumo à divisa com a Bahia. Passamos pela cidade de Alagoinhas, já no estado baiano. Prosseguindo pela BR-101, entramos em Feira de Santana e mudamos de rodovia, entrando na BR-116.

Trafegando pela Rio- Bahia, fomos até Jequié, município onde pernoitamos. Uma típica cidade do interior, com pracinha, igreja, cemitério, tudo nas proximidades. Chegando ao local, nos hospedamos no Hotel Bizzon, no centro de Jequié. Espaço confortável, bem amplo, fora dos padrões da cidade, além de bem localizado e valor acessível. Situado em frente a “ponto de encontro” da região, numa praça arborizada com vários quiosques que servem variedades de lanches, pizzas, crepes, hot-dogs, churros, sorvetes, tapioca, entre outras guloseimas.

Descansando na pacata cidade de Jequié, seguimos pela BR-116, em direção a Vitória da Conquista. Ainda pela BR-116, mudamos os planos e seguimos rumo ao Sul de Minas. Ao passar pela divisa entre BA e MG, decidimos entrar no acesso a Salinas e Montes Claros pela BR-251.

Destaco este trecho pelas péssimas condições da rodovia e afirmo sem hesitar que foi o pior da viagem. È uma parte totalmente isolada e sem qualquer assistência, seja um posto rodoviário, telefones de emergência ou mesmo refúgio. Longo trecho em declive e aclive no meio da Serra do Espinhaço, é um sobe e desce” infinito, em meio a curvas sinuosas e perigosas e buracos nos dois sentidos das pistas. Digo mais, não buracos, são verdadeiras crateras no asfalto, sem nenhuma conservação, placas de sinalização cobertas por vegetação e deterioradas pelo tempo. O risco na ultrapassagem é constante, aliado a distância entre as cidades, cujos acessos que são afastados da rodovia.

Apesar dos riscos, a região é coberta de vales e montes, contemplando uma bela paisagem da natureza e terra fértil, com um clima serrano e sossegado.

Até chegar na principal cidade, Montes Claros, foram momentos de apreensão a cada buraco e ultrapassagem. Quando parecia que as condições estavam mais favoráveis, o rápido trecho de recapeamento desaparece, ressurgindo as crateras, que só se proliferavam em razão das recentes chuvas.

No final do dia, entramos na BR-135 e aproveitamos para percorrer mais alguns quilômetros no horário de verão e pernoitar em Curvelo.

Antes de chegar na cidade referida, passamos por um trecho perigoso e com chuva, sem qualquer visibilidade e condições mínimas de tráfego.

Em Curvelo, encontramos um excelente hotel, o Center Minas, provavelmente o mais conceituado da região. Diferente de algumas cidades turísticas, o valor da diária é bem alto, porém o serviço é de ótima qualidade. Sem qualquer observação ou crítica, o melhor de todos que passamos.

Alguns quilômetros perto da Capital, fomos até Belo Horizonte para acessar a BR-381, conhecida como Fernão Dias.

Pegamos alguns trechos com chuvas passageiras, mas nada que comprometesse o tráfego. Na Fernão Dias, a viagem foi mais tranqüila pelas perfeitas condições da via, pista duplicada nos dois sentidos e justo valor na tarifa do pedágio.

Seguindo até Extrema, última cidade de Minas Gerais antes da divisa com SP para, enfim, chegar ao nosso ponto de partida no dia 17 de janeiro de 2009.

Ao passar pela cidade de Atibaia, na Serra da Cantareira, pegamos uma chuva muito forte, com aquaplanagem e queda de raios a todo instante, o que prejudicou a visibilidade e nos fez redobrar a atenção.

De Atibaia, Mairiporã e Guarulhos, foram segundos comparados aos quase 7.000 km percorridos nos últimos vinte dias de trajetória.

Apesar da falta de planejamento de nosso roteiro, espero que as informações sejam úteis para todos que adoram ousar, se aventurar, sair um pouco do cotidiano, passar por experiências novas, fazer valer uma vida que é tão efêmera, aproveitando intensamente os momentos e sempre buscando algo positivo.

Só conhecendo de perto o patente contraste de diversas regiões, para encarar a desigualdade social de maneira tão explícita, desde geografia ou mesmo na vegetação, passando pelo drama da miséria no Vale do Jequitinhonha, a famigerada seca no Nordeste, o calor excessivo do sertão baiano, o descaso das autoridades nas rodovias federais do interior de nosso país, entre outros problemas que só serviram de indignação e incentivo para providenciar mudanças e acreditar num futuro melhor.

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Pois é moça.

 

isso que é viagem.

 

Odeio filmes americanos que mostram TURISTAS onde na verdade os caras andam todo o caminho com ônibus providos de ar condicionado e de todo conforto.

 

Na minha opinião, se vc não sente o calor do sol, o incômodo da poeira, o cheiro das populações pobres, não está viajando de verdade. Viajar não é somente diversão, é também aprender uma cultura nova, ver realidades distintas da sua e repensar suas opiniões.

 

Parabéns pelo relato, mas não sou louco de encarar essas estradas do sertão ainda. Prefiro ir de avião até o nordeste e de lá, viajar de ônibus entre as cidades.

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Desde já, peço desculpa a todos pela demora nas respostas, não foi descaso, apenas mtos compromissos.

Começando pelo post do Márcio, achei mais conveniente ir pela Dutra pq o objetivo inicial era uma rápida passagem na cidade de Aparecida do Norte, aproveitando o trajeto.

Não sei ao certo quantos kms economizaria optando pelo interior paulista, será que compensa mesmo? Vou verificar no guia e calcular a exata distância, seria uma rota alternativa.

Bom, quanto ao seu passeio a Fortaleza, provavelmente já foi e retornou, independente do momento oportuno, posso passar algumas dicas. Apesar do pouco tempo (5 dias), recomendo um passeio em uma das barracas estruturadas da praia do futuro, passeio de bugue na praia do cumbuco ou nas dunas de canoa quebrada, visita noturna no calçadão do aterro da praia de iracema e na feirinha de artesanato (não deixando de experientar o típico sorvete de tapioca nas diversas sorveterias na avenida beira mar), além das casas de show de humor que ocorrem diaramente na "terra do sol". Quando tiver mais tempo, aconselho uma visita a "Costa do Sol Poente" seguindo até Jericoacoara. Em particular, as praias pouca habitadas e badaladas, como Taíba e Lagoinha. As belezas naturais da região são indescritíveis. Bom, não faltam atrativos para relatar, espero que tenha feito uma ótima viagem e, se ainda não fez, que as informações sejam bem aproveitadas.

Agora respondendo ao Beethoven, como o Estado da BA é muito extenso e repleto de atrações turísticas, inclusive muitas ilhas e, considerando também a distância entre as cidades, mesmo com um roteiro bem programado não daria para explorar toda a região, teria que priorizar as principais regiões, por exemplo, apenas Salvador e proximidades. Uma alternativa seria seguir pela "Linha Verde", rodovia BA-099, que beira parte da costa litorânea baiana.

Referente a rota na rodovia 316, teria que verificar no site do DNIT as condições de tráfego. Acredito que seja um desvio arriscado, como comentei no meu relato, na região de Salgueiro e proximidades tem um alto índice de assaltos, além de prolongar a distância, só evitaria a balsa de Serrinha-BA. Ademais, pegando a BR-101 e antes de chegar na BR-316, tem um trecho de rodovia estadual (SE-206), o qual também desconheço. Mesmo com seus buracos e perigos, recomendo seguir pela BR-1116 (se optar pelo interior) ou pela BR-101, seguindo o trajeto que fizemos. Quanto à Fernão Dias, recomendo em virtude da pista duplicada, sem irregularidades e ótima sinalização. Apenas um alerta, quando tiver na BR-116, prossiga até Governador Valadares e pegue a BR-262, sentido BH e depois verá as indicações para acessar a Fernão Dias. Evite a BR-251, sentido Montes Claros, pois, conforme relatei, trata-se de um trecho extremamente perigoso.

Agora o Gaúcho...conte-me como foram as novas aventuras de bus? E os concursos? Como foi? Boa sorte para ti nos que restam e nunca desista de seus ideais :-)

Por derradeiro, o post do Mozartiano. Agradeço sua sensibilidade por ter reconhecido meu estado de indignação. Fui muito criticada por ter relatado o sonho de muitos brasileiros de maneira um tanto "dramática", porém eu considero realista. De fato, este foi meu intuito, viajar não requer apenas e tão-somente comodidade e lazer, também tem este sentido, de encarar a realidade de nosso país, principalmente os problemas regionais que não aparecem nos "pontos turísticos" . Só deparando-se com eles de perto, para ter a real dimensão do que eles representam. Apesar dos imprevistos, não me arrependo, faria novamente por outras regiões também, ousar um pouco não é prejudicial, pelo contrário, toda experiência é válida.

Aguardo respostas e mais comentários. Agradeço todos os post e o interesse pelo meu singelo relato. Boa viagem a todos!

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Olá, minha advogada favorita!!!

 

Estou aqui em Tremembé neste momento aguardando o concurso q farei agora à tarde.....

 

Mas nesta quarta-feira, se Deus quiser, irei a Barreiras, oestão da BA, para fazer mais um concurso, no outro domingo....mas chegarei antes porq quero deixar alguns currículos lá.......

 

Será uma viagem de cerca de 24 hs, mas pode ser q tenha q ir a Goiânia e pegar outro ônibus, porque a empresa q faz de Campinas até lá é um lixo e sem definição dos horários.......

 

E vê se conversa comigo mais no MSN.... :mrgreen:

  • 2 semanas depois...
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Ola adorei seu relato e coragem e com todos os detalhes, vc ou alguem poderia me dar uma dica de viagem que farei em maio de 2009 de são paulo a maceio, qual melhor caminho?onde devo dormir?qual preço do alcool nas rodovias/pretendo ir direto e vir parando na volta, periodo de 01 a 26.05.09.

um abraço

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Bom dia Dedeiazinha....

 

Que viagem hem......parabens pela coragem de fazer essa viagem......Quero fazer uma dessa no meio do ano....porem nao sei se meu carro aguenta, Corsa Sedan 1.4, sera que ele aguenta? com qual veiculo vc fez esse percurso ?

Vc chegou fazer um calculo dos gastos com combustivel....seria interressante saber mais ou menos, para ter uma ideia.....

Mas minha ideia e parar em Salvador......

 

Abraço......

 

Valew pelas Informaçoes.

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saí há quase 2 semanas e de Sorocaba a Barreiras/BA para fazer concurso público, depois fui a Salvador, fiquei uns 4 dias, e depois vim parar aqui em Aracaju devido a uma entrevista de trabalho....tudo de busão

 

agora quero ver a volta para o interior de SP daqui do SE......kkkkkkkkkk

  • 2 semanas depois...
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Oie, eu li tudinho até aqui rss...vou fazer uma trip no final do ano pra Natal saindo de Santos/SP...mas na boa?!! ainda to pensando se vou pela BR116...pelo que li é bem perigoso, e não sei se estou com essa coragem toda hehehe, claro que gostaria de conhecer o sertão mas realmente tenho medo :roll:

Pretendo ir pela 116 até Salvador, de lá, sempre que der, vou pegando as estradas estaduais litorâneas que são ótimas, e sempre rola um visual , e caindo vez ou outra na 101...

Na volta pretendo conhecer Ilha de Boipeba/BA (ainda não chegou a CVC)...

Península de Maraú/BA (idem) e ainda estou vendo por onde mais, essa trip é no final do ano apenas, mas já estou planejando mesmo sabendo que na hora tudo rola de improviso e depende muito do astral

Alguém perguntou sobre o preço do combustível, chega a picos de até R$ 2,90 a gasolina! Em setembro fiz a costa toda da Bahia e era por aí, carinho né rsss

Vlw, foi mto útil teu relato!

 

Ahh se não estou enganada, maio é época de chuvas em Maceió, dá uma conferida :)

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opsss!!!

 

Em tempo,

claro que vou pegar a BR 116, agora que percebi que termina em Feira de Santana/BA, me desculpem. Quis dizer que não seguirei pelo sertão até RN

 

:)

  • 6 meses depois...
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Dedeiazinha,tudo bem?

Estou pensando em ir de Fortaleza pra São Paulo no começo de janeiro.Nunca viajei de carro e vou com a minha familia,marido e dois filhos pequenos(um de 2 anos e 8 meses e outro de 5anos e 6meses).eSTOU COM MEDO,MAS QUERO MUITO IR.Li,seu relato egostei muito,me encorajou!

Só gostaria de saber,qual foi o carro que vocês viajaram e quanto de combustível vocês gastaram?no total com dormidas,pedágios,quanto preciso levar em média.Temos uma casa pra ficarlá,pois meu marido é de lá!Estou querendo ir logo dia 03 ou 04 de janeiro.

Vc tem fotos da estrada.Menina,conversei com o mariudo de uma amiga minha e ele mefez um medo...disse que eu não tirava em três dias!Sim,qual horáriovocêspegavam a estrada pela manhã e anoite que horas vocês paravam?estou superansiosa.

Tenho um corsa sedan,mas,não é flex.Ele não é nada econômico,na cidade,vamos ver na estrada,né?mas mepassa quanto vocês gastaram om combustível.e pelo jeito nãotiveram problemas com pregode carro,nãoé?

olha se vc puder meadcionar noorkut:patricia coelho

abraços.aguardo seu retorno!e parabéns.....acho que devemosfazer isso mesmo,quando sentimos vontade de fazer uma coisa..éseguir em frente!

  • 9 meses depois...
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Olá Amiga! Vi seu relato....parabéns!!!

Agora tomei coragem e farei a viajem de São Paulo a Fortaleza, porém com meu cachorrinho!!! Já programei a parada em Governador Valadares e Feira de Santana.

Reparei que no seu relato você não parou muito e parou para dormir soment 2 vezes, isto realmente aconteceu ou vc parou mais vezes?

 

Quando eu finalizar minha viajem tb colocarei meu relato aqui.

Bjs

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