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Uma semana em Natal/RN - Abril/2012


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Essa viagem foi um “resto” de férias que eu tinha, havia tirado 20 dias em Janeiro, quando fui para fazer o mochilão Bolívia-Peru e como não quis vender os 10 restantes, pude tirá-las em Abril/2012. E o que viabilizou a viagem foi principalmente o fato de ter conseguido umas milhas que estavam para expirar e que a pessoa não iria utilizar e as perderia, então, para viajar com a minha até então noiva, conseguimos pegar uma das passagens de ida e as duas de volta com as milhas, só compramos uma passagem. Estávamos a 5 meses do casamento, correndo com muita coisa e principalmente apertados, mas a oportunidade era boa e a vontade de viajar maior, fomos conscientes de que a grana estava curtíssima e teríamos que economizar em muitas coisas para fazer outras.

Escolhi Natal, por alguns motivos, o primeiro deles é que eu tinha passado boa parte do verão na Bolívia e no Peru, onde mesmo no verão, peguei alguns dias com frio que não passo nem aqui no inverno e eu estava com vontade de curtir calor e praia, por ser Abril, as praias mais próximas não estariam com a temperatura muito diferente de São Paulo, o outro é que eu nunca tinha ido para o Nordeste, e o que fez escolher Natal e não qualquer outra capital foi o fato de ter me parecido não ser uma cidade tão agitada quanto Salvador, Recife ou Fortaleza seriam e nem ser tão parada quanto Maceió ou João Pessoa, deixando claro que eu não conhecia e ainda não conheço nenhuma dessas cidades, são só impressões que eu tenho.

Outro fato curioso é que mesmo estando juntos a tanto tempo e a 5 meses do casamento, eu e a Amanda nunca havíamos viajado juntos para tão longe e nem para passar tanto tempo. Havíamos viajado até por mais tempo, mas separados. E lá fomos nós. A idéia era gastar o mínimo possível, aproveitar o máximo e conhecer tudo o que fosse possível em uma semana em Natal.

 

Embarcamos no aeroporto de Guarulhos, no dia 11/04 a noite, e como dito acima, uma das passagens foi conseguida com milhas e a outra foi comprada a parte e a mais barata para a data não era a do mesmo vôo, então fomos em vôos separados, primeiro eu em um vôo que decolou por volta das 21h e a Amanda saiu por volta das 23h. Cheguei a Natal, conheci todo o aeroporto e fiquei acompanhando os jogos da Libertadores que aconteciam naquela noite, louco para assistir Corinthians X Nacional do Paraguai, em jogo válido pela penúltima rodada da fase de grupos, mas infelizmente a globo no nordeste passa os mesmos jogos que para o Rio, então assisti a vitória do Boca Juniors sobre o Fluminense por 2 a 0, em pleno Engenhão. Assistindo ao jogo e acompanhando as bolinhas que surgiam na tela quando saia gols em outros jogos e não é uma situação agradável, coisa que eu não tinha muita noção por estar acostumado a assistir os jogos do Corinthians que são quase todos televisionados. O importante é que o Coringão ganhou de 3 a 1 no Paraguai e garantiu vaga com uma rodada de antecedência.

 

 

12/04/2012

Resumo: Morro do Careca, Praia da Ponta Negra e Vila de Ponta Negra.

 

O jogo acabou, passaram mais algumas horas e o vôo da Amanda pousou, a idéia inicial era passar o resto da noite no aeroporto para economizar uma diária, mas resolvi não fazer dessa forma para não ficar morrendo no dia seguinte e não aproveitar devidamente o lugar. Liguei em alguns hotéis e pousadas que já tinha anotado comigo e então, conseguimos uma van que nos levou até Ponta Negra, perto do Morro do Careca, onde ficamos na pousada Mar a Vista, pagamos R$ 80,00 para o casal para dormir aquele resto de noite, pois já eram mais de 2h da madrugada com direito a café da manhã, mas o preço da diária por lá era esse mesmo. A pousada é bem bacana perto da praia e do Morro do Careca e tem bom preço, tomamos banho e fomos dormir. Acordamos cerca de 8h da manhã, mas parecia meio-dia, o Sol já estava estralando e o céu azul, muito quente de fato. Tomamos o café na pousada e fomos matar a vontade de praia. Descemos a rua, entramos na praia e fomos direto para a base do Morro do Careca, que é uma área muito interessante, pena estar fechado e não ser permitido subir a duna, mas por outro lado é bom pois sabemos que essa medida visa a sua conservação.

 

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Foto: a primeira impressão da Praia de Ponta Negra

 

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Foto: Morro do Careca

 

Relaxamos, curtimos a praia por ali, aos pés do Morro do Careca, tomamos água de coco e conversando resolvemos dar um gás, procurar um lugar ainda mais barato para ficar, embora o preço estivesse bom, afinal, o que seria de um mochilão sem um pouco de aventura e perrengue. Tínhamos até 12h para dar saída na pousada, e ficamos na praia até umas 11h. Saímos rápido, meio sem saber para onde ir e encontramos um quarto por R$ 50,00. Na verdade era mais caro, R$ 50,00 eram os quartos menores que ficavam no mesmo terreno, mas estavam ocupados e quando a moça viu que não pagaríamos mais que isso para ficar ali, resolveu alugar o quarto grande, que era quase um apartamento por esse preço, viajar na baixa temporada tem suas vantagens. Não tinha nada demais, era até meio precário mas era muito grande, com TV, ar condicionado e até uma cozinha com geladeira, o que para nós não faria muita diferença, mas pelo baixíssimo preço topamos ficar por lá. Voltamos a Pousada Mar a Vista, arrumamos nossas coisas rapidamente e fizemos o check-out, e fomos para a Pousada Cachara ( Google Street View: http://goo.gl/maps/4QBiI ), onde havíamos fechado, a pousada ficava numa rua bem íngreme, um pouco mais longe da praia mas mesmo assim ainda bem perto, acho que o baixo preço era por estar em uma área não muito turística, ali parecia bem residencial, tanto que algumas ruas acima havia farmácias, mercadinhos e pequenos comércios típicos de vila. Deixamos as coisas lá e voltamos para a praia, dessa vez, entre entradas e saídas do mar caminhamos por toda a praia de Ponta Negra e uma boa parte da praia onde começam os grandes hotéis que ficam entre a praia e a Via Costeira, tipo de rodovia que liga Ponta Negra ao centro de Natal. Foi um dia bastante agradável, ainda na praia, em uma tenda já quase na área dos grandes hotéis da Via Costeira, fechamos o passeio de buggy para o dia seguinte, como não sabíamos ainda o que faríamos em cada dia, resolvemos fazer de uma vez o passeio que todos dizem ser o imperdível, aquele que não se pode ir embora de Natal sem tê-lo feito que é o passeio de buggy pelas dunas. Lá também, pudemos conhecer e ter uma idéia de todos os outros passeios de Natal e constatamos que a maioria das atrações são “fora” da cidade, que os turistas geralmente ficam hospedados em Ponta Negra, um dia é mais que suficiente para conhecer o centro da cidade incluindo suas praias e que o legal é ir para o Norte, ou para o Sul nesses passeios. Passeio fechado, ficou combinado do bugueiro nos buscar no hotel de manhã, faríamos o passeio com outro casal, pois vão 4 pessoas no buggy. Você até pode contratar um buggy para menos pessoas mas o valor é o mesmo para 4 e como precisávamos ir sempre pelo mais barato, fechamos. Já era fim de tarde e estávamos voltando para perto do Morro do Careca, de onde havíamos nos distanciado caminhando para a praia, uma tarde muito agradável em Natal. Voltamos ao hotel, tomamos banho e saímos para jantar, comemos em um restaurante com cara de boteco,.mas foi bem legal, fomos muito bem atendidos. A comida era simples mas muito saborosa e era da seguinte forma, todos os pratos tinham salada, arroz, feijão, farofa e pimenta (opcional) e aí você deveria escolher a mistura, eu queria comer peixe, mas não tinha essa opção, havia meia dúzia de opções que eram variações de carne de boi/vaca, frango e carneiro/cabrito, sendo que duas delas logo de cara já nos foi dito que não tinha, dentre as quatro restantes a Amanda escolheu a única que ela comeria, era algo referente a galinha caipira, e eu escolhi cabrito, ou carneiro, agora não lembro qual dos dois. O garçom (garçom era modo de dizer), o rapaz que atendia foi fazer o pedido e voltou dizendo que não tinha mais a galinha caipira também. Ela ficou muito frustrada, pois disse que não comeria as outras opções, mas não era nada estranho, era só frescura de não querer pedir algo que não conhecesse mesmo e já estávamos quase saindo quando surgiu a idéia de perguntar se eles não serviriam com um ovo frito de mistura e óbvio que assim pode ser, e então comemos muito bem. Ainda foi engraçado, rimos bastante e até hoje nos lembramos quando o garçom foi fazer o pedido para a cozinha e disse: “Saí uma janta com ovos”. Ainda durante esse jantar eu resolvi experimentar o suco de mangaba. Muito bom, e a primeira sensação que tive era que o suco tinha 3 gostos diferentes, um quando você começa a beber, outro enquanto está bebendo e um terceiro quando pára de beber e o sabor se estabiliza na sua boca. Disse isso para a Amanda, ela achou muito estranho, riu e quando viu que eu estava falando sério resolveu experimentar, e acabou concordando comigo, muito curioso. E não era gosto parecido com nada que eu já tivesse experimentado, além dessa sensação dos 3 gostos era um sabor diferente ao meu paladar.

Terminado o jantar, demos umas voltas pela vila, ainda meio receosos de entrar em algum lugar perigoso ou ser assaltado por perceberem que éramos turistas, mas tudo muito tranqüilo, em um lugar bem sossegado. Voltamos para a pousada, terminando o nosso primeiro dia na capital do Rio Grande do Norte.

 

Restaurante do Pedrão - o da “janta com ovos”, comida boa e barata: http://goo.gl/maps/4J5dD

 

 

13/04/2013

Resumo: Passeio de buggy Norte de Natal, Genipabu, Jacumã, dunas, lagoas, rios e praias até Muriu.

 

Acordamos cedo, mas já parecia ser bem mais tarde do que era, acho que por estar mais ao leste do continente e talvez pela proximidade com a Linha do Equador, 5h da manhã já está claro em Natal, isso porque estavámos no mês de Abril, quase inverno. Em São Paulo, nessa época do ano, em alguns dias, 7h da manhã ainda está escuro, e o horário é o mesmo nas duas cidades.

Demos uma passada no mercadinho, compramos alguns itens, tomamos o nosso café e não demorou para o buggy chegar. Éramos os primeiros, entramos na parte de trás do buggy vazio e no primeiro momento eu não entendi como entrariam mais duas pessoas ali. Saímos pelas ruas de Ponta Negra, que ainda não havíamos conhecido, só visto da praia no dia anterior. A medida que íamos nos afastando do Morro do Careca o bugueiro ia subindo mais "o morro", até chegar a avenida principal da Vila, é muito agradável ver o mar de lá de cima, com o vento batendo na cara. Chegamos ao final de Ponta Negra, início do Parque das Dunas e entramos na Via Costeira, que fica entre o parque e a faixa onde estão os grandes Resorts de Natal, que por sua vez ficam entre a Via Costeira e a praia, praias que acabam se tornando quase particulares para os hospedes dos hotéis.

O bugueiro parou em um dos grandes hotéis e veio um casal que deveriam ter cerca de 50 anos cada. Fiquei meio receoso do passeio nas dunas ser "xoxo", porque você pode escolher, com emoção ou sem emoção, sendo que o com emoção, o bugueiro corre mais e faz manobras que digamos que te proporcionam mais adrenalina, mas não tive do que reclamar, foi muito bom. O senhor entrou no buggy na frente, no banco do passageiro e a senhora atrás, com agente, mas aí não dá pra ir 3 pessoas sentadas no banco de trás, duas sentam nos bancos, nas pontas e a do meio, no caso eu, senta no enconsto, com os pés no banco e vai mais alto, tomando muito mais vento na cara. Seguimos pela Via Costeira e rapidamente chegamos ao começo das praias do centro de Natal. Fomos passando pela avenida beira mar e percebendo que a praia por ali não tem nada demais, pudemos notar também, o porque de tantas dicas para que as pessoas fiquem hospedadas em Ponta Negra e não nas praias do centro, é uma região digamos não muito conservada, com poucos hotéis e pousadas e que realmente não tem nada que surpreenda, inclusive as praias são bem simples se comparadas com o nível das outras praias de Natal. Recomendo ficar em Ponta Negra, além de ser uma região que passa mais segurança, tem tudo por lá, inclusive maior número de hotéis e pousadas e a praia também é bem melhor.

Atravessando as praias do centro, chegamos a Ponte Newton Navarro, um dos cartões postais da cidade, e que eu também pretendia conhecer, de lá pudemos ver rapidamente, do alto o Forte do Reis Magos, depois visitaríamos o forte e de lá teríamos uma bela visão da ponte. Do outro lado da ponte está o bairro da Redinha, onde o bugueiro abasteceu e após rodar pouco tempo em direção ao norte, saímos da cidade de Natal e entramos no município de Extremoz, que faz parte da região metropolitana de Natal, por lá o bugueiro hora está no asfalto, hora está nas dunas, de onde entra, roda e sai em estradas de asfalto, confesso que perdi a noção várias vezes, só conseguia ter idéia de para que lado estávamos indo em alguns pontos mais altos de onde era possível ver o mar. Ah, já ia esquecendo de dizer, mas um dos pontos de parada é o aquário de Natal, que fica na rodovia, mas como nós, o outro casal também não quis parar lá, então rumamos direto para as dunas de Genipabu e por lá fizemos o nosso famoso passeio pelas dunas de Natal. E é muito bom, vale muito a pena, ninguém pode ir a Natal e não fazer esse passeio. Subimos e descemos vários morros de areia, alguns mais rápido outras vezes mais devagar, algumas vezes passando muito próximos a vegetação. Para mim o ponto mais emocionante foi quando o bugueiro acerelou bastante, subindo um morro bastante íngreme que tinha vegetação no topo, ou seja, ele estava acelerando em direção ao mato e quando estávamos quase lá em cima, ele desligou (eu tive essa impressão) o motor do buggy e o deixou descer de costas, adrenalina pura, até porque ninguém esperava essa manobra, ninguém sabia o que ele iria fazer, só estávamos vendo os arbustos ficando próximos.

 

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Foto: Nossa formação no bug, eu no meio, as vezes em pé, as vezes sentado.

 

Por entre as dunas e entre uma parada e outra foi quase todo o período da manhã, das paradas, podemos destacar as paradas nas lagoas. Há uma lagoa onde não entramos, mas é legal para tirar fotos, é aquela onde parece a cabeça de um golfinho, ficam por ali vários garotos com objetos para tirar foto-montagens, como com latas gigantes por exemplo. Paramos na Lagoa de Jacumã, onde descemos de Esquibunda, que é um prancha de madeira onde você desce do alto da duna até a lagoa na parte baixa, muito legal. Em outra lagoa bem maior, descemos no Aerobunda, que é como se fosse uma tirolesa que te você também termina na água e eu ainda desci em uma espécie de tobogã de lona, onde você tem que colocar um fraldão, que também termina no lago, esse é muito loko, porque atinge uma velocidade alta, fora a sensação de deslizar sobre a água, até você afundar. Nessa brincadeira, eu quase não consegui, mas subi a duna a pé, correndo, na areia quente e quase morrendo, tinha quebrado a cadeirinha que sobe o pessoal do lago e a fila foi ficando grande, daí eu resolvi não ficar esperando arrumarem e me aventurei a subir, até porque sabia que já estava perto da hora de seguir em frente pois já estávamos ali a um bom tempo. Também teve uma parada no meio de um ponto onde era só areia para todos os lados, mas esse foi porque o motor do buggy parou de funcionar mesmo, e também não demorou o tiozinho conseguiu consertar e fazer ligar denovo. Outras paradas marcantes, é uma em uma espécie de acampamento, no meio de uma mata onde passa um riozinho de água doce, muito bom para descansar e também muito agradável para ficar um tempo lá, e o local onde o buggy entra em uma balsa, para atravessar um rio. Talvez alguma dessas coisas, desde que atravessamos a Ponte Newton Navarro não tenham acontecido na ordem que eu escrevi, e eu não tenho muita certeza porque estou escrevendo o relato a mais de um ano da viagem.

 

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Foto: Essa foto podemos observar a lona, que é molhada e você, vestido de um fraldão desce a grande velocidade e quando chega na água ainda desliza sobre ela um bom trecho até parar e afundar, aquele ponto branco no centro do circulo de onda formado sou eu, no final da minha descida, depois que terminou a lona eu ainda deslizei aquele tanto sobre a água.

Podemos observar também os varais por onde são feitos os aerobundas, espécie de tiroleza que termina com você caindo na água e aqueles barcos são para pegar as pessoas que desceram no aerobunda no meio do lago e levá-los para a margem. Todas essas atrações são pagas por descida, mas pelo menos uma vez em cada vale a pena.

 

E além de tudo isso, percorremos um bom trecho de buggy pela própria praia, a beira mar, paramos em alguns pontos para tirar fotos, em outros para ficar um pouco na praia, até que chegamos a Muriú, lugar extremamente tranqüilo, a beira mar, onde tem alguns restaurantes um do lado do outro. Ficamos um bom tempo por lá, comemos, descansamos, até a hora de retornar, de volta ao buggy. O retorno foi bem mais rápido, pois não passamos pelas dunas, retornamos por um trecho bem maior pela praia, a beira mar e quando chegamos ao asfalto foi diretão. Redinha, Ponte Newton Navarro, praias do centro, Via Costeira. Nos despedimos do casal quando chegamos ao hotel onde estávamos e depois chegou ao fim o nosso passeio. Antes de ir para a pousada, tomar banho para sair para comer, fomos procurar alguém para fechar o passeio para o dia seguinte para a Praia de Pipa. Fechamos também, com a mesma agência o passeio para os Parranchos de Maracajaú e Punaú, com direito a mergulho para terça-feira, dia 17, pois era um dia que casava a nossa estadia em Natal (seria o penúltimo) com a tabua de marés favorável, o que algumas vezes inviabiliza esse passeio, que tem que ser feito na maré baixa, para possibilitar aos mergulhadores melhor visualização dos corais onde os mergulhos são realizados. Outra coisa, recomendo a agência Marazul a quem for a Natal, fizemos os passeios a Pipa e aos Parranchos de Maracajau com eles e não temos do que reclamar, além de praticarem bons preços, compatíveis com as outras agências. Passeios fechados, banho tomado, saímos para comer. Esse dia comemos no shopping que fica na Avenida Eng. Roberto Freire, foi o dia em que encontramos um casal de Ribeirão Pires por lá, um japonês, que estudou o colégio com agente no colégio, o Takashi que nunca mais havíamos visto na própria Ribeirão Pires e a garota eu não conhecia, mas a Amanda sim, de Ribeirão também. Depois voltamos caminhando para a pousada.

 

 

14/04/2012

Resumo: Praia de Pipa, Frasqueirão, Cacimbinhas, Madeiro, Golfinhos, Praia do Amor.

 

Estávamos fazendo primeiro os passeios que não poderíamos ir embora sem fazer, no dia anterior havia sido o buggy pelas dunas ao norte de Natal e nesse dia seria a praia de Pipa que fica 80km ao sul, eu gostaria de ir para passar ao menos uma noite por lá, mas não tínhamos muito tempo. Eu gostaria e até cheguei a pesquisar sobre como ir para Pipa de ônibus, transporte público, mas achei que não compensaria pelo tempo que perderíamos, pois seria necessário uns 2 ou 3 ônibus, com poucos horários, e menos ainda aos finais de semana. Decidimos e fechamos um passeio de Van, com uma agência, a MarAzul e fomos como autênticos turistas, se não me engano R$ 50,00 por pessoa, van com ar condicionado e sistema de som com microfone, um motorista e um guia caracterizado de cangaceiro, Zé de alguma coisa, já não lembro o nome, gente boa, torcedor do ABC de Natal. Fomos um dos primeiros a ser pegos no hotel e mais uma vez estávamos rodando as ruas de Ponta Negra, passando nos hotéis das pessoas que fariam o passeio conosco, é legal para conhecer o bairro e ver ruas e lugares onde ainda não havíamos passado.

Depois de pegar todo mundo, nos dirigimos para a saída de Natal e a van parou para abastecer em um posto de gasolina em frente ao Frasqueirão, estádio do ABC de Natal, onde eu também gostaria de ter conhecido melhor mas acabei não fazendo. Perdi uma boa oportunidade, pois era um sábado e no domingo, dia seguinte havia um clássico, final de turno do Campeonato Potiguar entre o ABC, que é o time de maior torcida da região, e seu maior rival o América RN. Até chegamos a ver movimentação de torcedores durante o domingo. O jogo foi 2 x 1 para o América em pleno Frasqueirão.

Pegamos a estrada e a paisagem era muito interessante, diferente do que eu conhecia, tanto em relevo quanto vegetação, não era seco pois estávamos próximos ao litoral, mas não tinha a mata atlântica alta que eu conheço outra diferença é que é no geral plano com poucas variações de altura. Fizemos uma parada de uns 15min em um ponto onde haviam banheiros, umas vendinhas e um tipo de plataforma, onde era possível subir e ver o mar. De volta a van percorremos mais alguns quilômetros e novamente a van parou, agora no alto de de um paredão, de terra e rocha, sem vegetação, onde do alto era possível avistar uma extensa praia, a Praia de Cacimbinhas, linda e quase deserta, o dia estava muito quente e bastava 5 minutos fora da van para estar suando, a vontade era fazer um rapel naquele paredão ou pular de pára-quedas, asa delta ou qualquer coisa que permitisse descer até a praia. A vista é espetacular e por ventar bastante a alta temperatura acaba sendo amenizada, lugar maravilhoso.

 

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Foto: o alto do costão da Praia de Cacimbinhas

 

Várias fotos tiradas, de volta a van, que rodou poucos quilômetros e parou mais uma vez, de novo em uma área que ficava no alto em relação ao nível do mar mas desta vez com bastante vegetação. A van para onde existem algumas vendinhas e uma área de descanso, inclusive pudemos ver vários macaquinhos nas árvores, pulando entre os galhos e esperando comida por parte dos turistas. Nesse ponto, tem uma pequena trilha que leva até a praia, a Praia do Madeiro, também grande, de areia fofa, muito agradável. Descemos até a praia, entramos no mar, caminhamos um pouco e dali já conseguimos avistar alguns golfinhos não muito longe da praia, bem legal, faltando 15 minutos para a hora marcada para partida da van resolvemos subir a trilha e retornar, devemos ter ficado por volta de uma hora por ali, ficamos observando os macacos até que todos retornassem. Pronto, agora a próxima parada seria em Pipa e não demorou quase nada a van chegou a vila, lugar muito agradável e que sobrevive do turismo, destaca-se pela boa estrutura, muitos hotéis e pousadas, restaurantes e artesanato, além dos passeios que oferecem. Chegamos na hora do almoço a pipa, a van nos deixou em um restaurante e mostrou o local e informou a hora que deveríamos estar lá para retornar a Natal. O guia nos mostrou o restaurante, inclusive os banheiros e chuveiros no fundo, onde segundo ele poderíamos utilizar. A maioria das pessoas já foi almoçar ali mesmo, nós não, demos uma olhada na praia de Pipa, que começa bem ali no restaurante e nos informar sobre o passeio de lancha que queríamos fazer, não foi difícil encontrar alguém vendendo, compramos para o próximo passeio, que já estava para sair, se não me engano R$ 25 cada um. Para pegar a lancha, teríamos que atravessar a praia de pipa, que é uma praia pequena, com faixa de areia pequena com uma encosta não muito alta coberta por vegetação. É uma praia legal, mas nada demais quando comparada as outras por perto. Rapidamente atravessamos a praia, chegamos até a lancha e fomos ver o litoral do mar e tentar ver os famosos golfinhos de Pipa um pouco mais de perto, pois já havíamos visto alguns na praia do Madeiro. O passeio é muito legal e realmente vale a pena, primeiro por andar de lancha, segundo que atinge uma velocidade considerável e é muito boa a sensação, terceiro que pudemos ver a praia de Pipa, do Madeiro, Cacimbinhas e outras que não havíamos visto do mar para dentro, e por último e mais importante é que realmente os golfinhos que vemos estão livres, não ficam presos e nem são forçados a se mostrar, tanto é que o rapaz da lancha vai até os pontos onde eles mais aparecem, desliga o motor e ficam todos olhando em volta, tentando vê-los, eles disseram que em alguns dias eles nem aparecem. Nós demos sorte, conseguimos ver bastante, nenhum de muito perto, mas a Amanda conseguiu até algumas fotos. Antes de retornar, ainda mergulhamos em volta da lancha, mas durante o mergulho não vimos nenhum. Nesse passeio ainda fizemos amizade com um casal de Belo Horizonte.

 

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Foto: um dos golfinhos clicados pela Amanda

 

O passeio todo durou em torno de uma hora, de volta a Pipa fomos conhecer a parte de vila e almoçar. Comemos em um restaurante perto da igreja, estilo rústico mas até que chique, demos mais umas voltas e fomos para a lateral da igreja, que era bem simples e pequena, igreja São Sebastião, onde a van havia marcado o nosso encontro para retornar. De volta a van, saímos de Pipa e fomos um pouco mais para o sul onde paramos mais uma vez no alto de uma grande encosta, de onde era possível ver a Praia do Amor, que é uma praia onde as ondas quebram em formato de coração. Ficamos em torno de meia hora, tirando fotos e curtindo a bela vista daquele paraíso. De volta a van, pé na estrada, chegamos em Natal novamente. Demos saída na pousada Cachara, pois a Amanda disse que ali não estava legal, havia muita umidade e as paredes mofadas. RS – Na minha opinião nada demais, mas tudo bem, ela já havia ficado duas noites comigo ali, então já estava bom. Mochila feita e nas costas, acertamos o que devíamos e fomos procurar onde passaríamos as próximas noites. Fomos parar na Pousada Beijos y Abraços, entramos, gostamos do lugar e do quarto, inclusive parecia até bom demais pelo preço, tinha piscina, café da manhã, pagamos R$ 70 por noite. A pousada parece pertencer a italianos, inclusive bastante coisa em Natal, ainda mais em Ponta Negra parece ser de italianos. Realmente muito boa e recomendável, só tinha um problema, que em alguns casos pode ser muito sério, mas que só viríamos a descobrir durante a noite. Saímos para comer e beber ali por perto da pousada mesmo, a Amanda tomou cerveja e eu caipirinha e comemos pizza, depois ela pediu um doce que eu não vou lembrar e eu um açaí, e como tinha leite condensado a vontade, num tubo de ketchup, eu me acabei. Voltamos para a pousada, decididos a ir para o Centro de Natal no dia seguinte, de busão circular, conhecer o centro da cidade, o Forte dos Reis Magos e as praias do Centro. Pouco tempo depois que havíamos chegado ao quarto, começamos a notar o principal problema da pousada, a acústica do quarto é muito ruim, os hospedes do quarto acima do nosso chegaram e ligaram a televisão, e muito alto, ouvíamos tudo, como se a TV estivesse no nosso quarto. Devido ao cansaço e ajuda da caipirinha dormimos, mas de madrugada acordei e dei umas batidas no teto, pois só era possível ouvir o som extremamente alto da TV e mais nada, percebi que haviam dormido com a maldita ligada daquela altura, já estava quase indo lá reclamar, pois não havia mais ninguém na recepção e resolvi bater mais forte e mais tempo, até que consegui acordar eles, que desligaram a televisão e eu pude dormir novamente.

 

Pousada Beijos y Abraços: http://goo.gl/maps/oDTQB

 

15/04/2013

Resumo: Busão Natal Shopping, Ponte Newton Navarro, Forte dos Reis Magos, Praia do Forte, Praia do Meio, Praia dos Artistas, Praia de Areia Preta, Farol da Mãe Luiza e caminhada até o penúltimo Hotel da Via Costeira, já em Ponta Negra - caminhada de mais de 12 km.

 

Domingo, esse dia o céu estava meio encoberto e dava até impressão de chuva, não chegava a fazer frio, mas foi um dia bem diferente dos demais. A intenção era conhecer o centro de cidade, o Forte dos Reis Magos e as Praias do Centro, dentre elas, a mais famosa, a Praia dos Artistas, que não tem nada demais. Acordamos não muito cedo, café da manhã tranqüilo e fomos para perto da capela de Ponta Negra, onde ficam os ônibus, pegamos um ônibus que fosse para o centro pela Avenida Salgado Filho, que é parte da BR 101, pelo outro lado do Parque das Dunas, uma vez que já havíamos atravessado pela Via Costeira. Resolvemos descer do ônibus um pouco antes de chegar a UFRN, no ponto entre os shoppings Via Direta e Natal Shopping, atravessamos pela passarela e fomos ver o Natal Shopping, que era do outro lado da rodovia. É um shopping comum, e a maioria das lojas ainda estava fechada, devia ser por volta das 11h da manhã. Apenas uma volta lá dentro, retornamos ao ponto para ir até o centro, ainda cogitamos entrar no Via Direta, mas parecia ser apenas outro shopping, não entramos. De volta ao ônibus, sabíamos que o ponto final deste seria próximo a Praia do Forte, mas a idéia era descer no centro e caminhar um pouco pelas ruas, observar as construções e o movimento da cidade, mas também não fizemos isso porque os comércios estavam fechados e as ruas desertas, para isso, a escolha do domingo não foi um bom dia. Percorremos as ruas do centro, sem sair do ônibus, e portanto não vimos muita coisa, deu apenas para ter uma idéia do centro de Natal. Até que chegamos ao ponto final do ônibus, que era em uma praça, perto da praia, contudo era um local estranho, que não passava uma impressão muito boa e pra variar, tudo deserto. Destacava-se um pequeno prédio com uma parede lateral pintada em branco e em letras azuis o dizer “CARREFUZINHO”, imaginamos que fosse um pequeno mercado da “vila”, engraçado ali ser uma vila, não sei porque, mas imaginava que aquele lugar fosse o mais movimentado da cidade, e pelo contrário, tudo tão pacato (no domingo de manhã).

 

Praça/Terminal de Ônibus e o Carrefuzinho: http://goo.gl/maps/stfoD

 

Estávamos meio receosos devido a ausência de movimento e rapidamente atravessamos a avenida, onde a poucos metros iniciava-se a Ponte Newton Navarro e chegando a praia fomos caminhando para o lado esquerdo, tendo como destino o Forte dos Reis Magos. Na praia já começava haver algum movimento, pessoas indo a praia, alguns ambulantes, pessoas indo ao forte e já nos sentíamos mais a vontade. Compramos água e água de coco enquanto caminhávamos em direção a entrada do forte e observávamos a Ponte Newton Navarro, que agora pudemos observar bem melhor, embora no outro dia a tivéssemos atravessado. Sem dúvida nenhuma, além da sua importância para os deslocamentos da cidade é uma obra de arte, uma maravilha arquitetônica.

Seguimos por um caminho de pedra, que entra no mar e vai até o forte, bem legal andar ali, sensação de estar entrando no mar, se aproximando do forte, com a possibilidade de observar uma espécie de mangue que existe naquela região com vegetação baixa, além da visão da ponte, que vai se modificando conforme você se desloca.

Chegamos ao forte, demos a volta na parte que era possível, havia alguns garotos mergulhando (mergulhar = jogar-se na água de formas variadas) até que entramos no forte, por dentro é bem simples, não tem nada demais, mas é interessante ver os cômodos, algumas armas, roupas, mapas e outros objetos expostos, da época em que o objetivo da existência do forte era defender a área de possíveis invasores, além da possibilidade de ver melhor e de mais perto os detalhes da construção. Em seu centro há imagens dos reis magos. Também é possível subir em sua “cobertura”, de onde pode-se ter boa visão das praias, da ponte e da parte interna do próprio forte, além dos canhões, e ver que a construção do forte é o formato de uma estrela (visão esta que é melhor de fora do forte, de preferência de cima). Aproveitamos o tempo lá em cima para observar o mar e partimos, descemos, saímos do forte, mas não voltamos pelo caminho de pedra, como iríamos passar pelas praias e a maré estava baixa, dali mesmo caímos na areia e fomos caminhando pela Praia do Forte.

 

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Foto: Área interna superior do forte dos reis magos, ao fundo, a Ponte Newton Navarro.

 

A essa altura a idéia era caminhar pelas praias e quando cansássemos pegar um ônibus e voltar para Ponta Negra, afinal, estando na rua da praia, qualquer ônibus que fosse para Ponta Negra pela Via Costeira, obrigatoriamente passaria por ali. As praias do centro de um modo geral não são freqüentadas por turistas, são os moradores que vão lá e pela segunda vez, ser domingo fez do nosso passeio melhor pois já no período da tarde, estavam bastante movimentadas, acredito que durante a semana haja menos gente. A primeira vez que o domingo ajudou foi no forte, que também estava sendo visitado por um número razoável de pessoas, que provavelmente ali não estariam caso se não fosse final de semana.

Outra curiosidade das praias do centro, é que parece haver um paredão de rocha submerso a alguns metros da areia, o que faz com que as ondas percam toda a força e praia seja uma grande piscina próximo a areia.

E fomos caminhando, passamos pela Praia do Forte, Praia do Meio e Praia dos Artistas, e agora a pé, era possível constatar o porque de tantos conselhos para que eu não ficasse hospedado no centro, realmente não há quase nada na orla, pouquíssimas opções de hospedagem e alimentação, além de ser um lugar que não passa muita segurança, é muito diferente de todos os centros de grandes cidade que eu já havia conhecido, principalmente com praia. Também recomendo a quem for para Natal, hospede-se em Ponta Negra.

 

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Foto: as praias do Centro (praia dos artistas, areia preta, do meio e do forte) vistas do alto de uma galeria/shopping na Praia dos Artistas)

 

Finalizando a Praia dos Artistas e chegando a Praia de Areia Preta, que seria a última antes de chegarmos ao Farol da Mãe Luiza, saímos da praia e entramos em um tipo de shopping, para ir ao banheiro, beliscar alguma coisa e nos preparar para voltar. Dali a Amanda topou continuar andando até pelo menos o final da Praia de Areia Preta, onde começaria a Via Costeira e de lá pegaríamos o tal ônibus e bem tranqüilos nós fomos. Terminamos a praia e já passava das 4h da tarde, pudemos ver o Farol da Mãe Luiza, que parece ficar dentro do Parque das Dunas. Chegamos ao primeiro ponto de ônibus, já na Via Costeira e resolvemos ir um pouco mais para frente, porque não havia ninguém no ponto, já começava a ficar tudo deserto novamente e resolvemos parar no próximo, e assim fomos indo, até que nos demos conta de que não estavam passando ônibus em nenhum dos sentidos e que portanto foi melhor não termos ficado parados no ponto. Começamos a passar pelos resorts do nosso lado esquerdo, que ficavam nos paredões entre a Via Costeira e a Praia da Barreira D’água e do nosso lado direito estava o Parque das Dunas. Uma das coisas que eu estava disposto a fazer em Natal, quando vi o mapa, antes de ir, era caminhar por toda a extensão da Via Costeira, que eu sabia ter 8 km, só não pensei que o faria no mesmo dia que já tivesse caminhado pela orla de todas as praias do centro, desde o Forte dos Reis Magos. Enquanto a Amanda acompanhou fomos indo, e o mais interessante é que em nenhum momento deixamos de caminhar para descansar, andamos devagar, contudo ininterruptamente. O plano B ali seria entrar em um dos hotéis e chamar um táxi, ou pegar um dos que entram e saem o tempo todo, também não sou louco de colocar a coitada para andar tanto assim correndo o risco de ter que terminar a caminhada, eu gosto de andar, e sabia naquele dia inspirado, quando mais andasse melhor, mas não estava sozinho.

Sei que escureceu bem lentamente, e nós continuamos andando e quando estávamos no penúltimo hotel resort da Via Costeira, já na direção do Centro de Convenções de Natal resolvemos parar um pouco, e ali, já em Ponta Negra e com objetivo concluído, e tendo andado mais de 12 km pegamos um táxi que estava saindo do hotel, já estávamos em Ponta Negra, porém hospedados do outro lado do bairro, quase no Morro do Careca, a mais de 3 km. Claro que não fomos para o hotel, rumamos direto para um restaurante. O taxista nos deixou no shopping, onde comemos, bebemos e fomos para a pousada. Mais uma vez a noite foi barulhenta e dessa vez os barulhos não eram apenas da televisão.

 

O quanto nós caminhamos naquele domingo: http://goo.gl/maps/Tb1B5

 

16/04/2013

Resumo: Manhã Praia de Ponta Negra, pé do Morro do Careca, a tarde, quadriciclo em Pium, a noite jantar bacana, meu prato: Camarão a La vodka.

 

Para esse dia não havíamos programado nada, tínhamos o passeio com mergulho em Maracajau agendado para o próximo dia (devido a tabua das marés) e no dia seguinte iríamos embora, também, haviam restrições financeiras que nos limitavam, o dinheiro que tínhamos já estava comprometido. Então, “conformados” que aquele dia teria que ser tranqüilo, sem passeios comprados e fortes emoções, fomos para a praia, Ponta Negra, Morro do Careca, lugar maravilhoso, e andando por lá, curtindo a praia, resolvemos entrar em um agência de passeios e analisar, além dos que tínhamos feito, quais mais as agências ofereciam em Natal e foi aí que a Amanda demonstrou grande interesse por um passeio de quadriciclo, que passava por dunas, lagoas e mata realmente muito loko, e aí decidimos fazer, diminuindo drásticamente os valores disponíveis para os próximos dias que ainda teríamos que passar em Natal. Fechamos o passeio para a tarde, voltamos para a praia, ficamos mais um tempo e fomos nos preparar.

 

Agência onde fechamos o Quadriciclo: http://goo.gl/maps/AUSDc

 

Na hora combinada, umas 14h da tarde se não estou enganado, veio um rapaz em um Golf nos buscar, muito gente boa o cara, trocou mó idéia, deu várias dicas e tal. Conversando, dissemos que só teríamos mais um dia e que iríamos fazer o mergulho nos parranchos, ele perguntou se já havíamos visto o famoso cajueiro de Pirangi, maior cajueiro do mundo e uma das atrações turísticas, dissemos que não por causa do pouco tempo e que tínhamos outras prioridades, ele perguntou se gostaríamos de passar por lá, que poderia desviar um pouco o caminho e ver o cajueiro, topamos e passamos por Pirangi. Não chegamos a descer do carro, é um cajueiro enorme, que toma um quarteirão todo na cidade, ele contornou o cajueiro, o vimos e seguimos em frente, a essa altura estávamos satisfeitos pelo bônus de ter visto o tal cajueiro e felizes por não ter separado tempo para isso, não recomendo a ninguém que for a Natal, deixar um minuto de aproveitar tantas outras coisas (principalmente praias) para ir ao cajueiro. Chegamos a Pium, em uma fazenda onde faríamos o passeio de quadriciclo, conhecemos algumas pessoas, entre elas o rapaz que seria o nosso guia durante o passeio, figuraça, muito gente boa também.

O passeio era feito em dois quadriciclos, o guia ia em um, na frente, guiando o passeio e nós dois no outro, um pilotando e o outro de carona.

 

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Foto: preparando para sair, Amanda no piloto.

 

Parece ser um passeio que poucas pessoas fazem, afinal não havia mais ninguém, apenas encontramos um outro casal com outro guia em uma das paradas para mergulho. Passadas as instruções sobre os comandos do quadriciclo, que se assemelham muito a uma moto, hora de tentar. Eu comecei pilotando e pilotei na maior parte do tempo, mas nos revezamos um pouco e a Amanda teve a oportunidade de brincar também. Saímos da fazenda, por uma estrada rapidamente entramos na trilha, lugar sensacional, acredito que tudo aquilo seja uma grande reserva, são pequenas dunas, terrenos arenosos e de terra, vegetação baixa, lagos, áreas planas, alguns morros, ambiente único. Eu apanhei um pouco no começo, até me acostumar com os comandos do quadriciclo mas a medida que ia pegando o jeito, o passeio ia ficando cada vez melhor, é muito bom, uma sensação de liberdade fantástica. Paramos diversas vezes para mergulhar nas lagoas que existem na região, simplesmente paradisíacas, tranqüilas, locais totalmente sossegado, sem qualquer barulho ou interferência que remetesse a urbanização.

Esse passeio é fantástico e vale muito a pena, indico demais a todos que forem a Natal. Muito melhor que as fotos e vídeos que fizemos, é a sensação de estar lá e viver isso tudo.

 

Vídeo: Pilotando quadriciclo em Pium.

 

Era um passeio que não esperávamos fazer e que foi uma surpresa muito boa e que valeu o sacrifício, posso dizer que voltei a ser criança brincando ali. Coisa que com certeza transpareceu demais pois enquanto eu subia e descia um morro lá a Amanda e o guia concordaram com relação a isso e me zuaram depois.

 

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Foto: mergulhados em um dos lagos pelos quais passamos durante as trilhas.

 

Terminado o passeio, que deve ter durado quase 2 horas, voltamos para a fazenda entregamos o quadriciclo, nos despedimos e voltamos ao golf para ir embora, foi até um pouco desconfortável pois estávamos com a mesma roupa da trilha, e portanto sujos e molhados, eu estava meio sem graça de entrar no carro que estava limpinho, mas não tinha outro jeito, colocamos toalhas que havíamos levado para minimizar o prejuízo. Já era começo da noite quando o motorista nos deixou no hotel, tomamos um necessário banho, roupas limpas e saímos para jantar.

Para este dia, estava programado um jantar melhor, fomos a um bom restaurante e nem era tão caro, uma pena não ter ido a nenhum restaurante de camarões e frutos do mar, que é o que mais tem por lá, porque a Amanda não come nada do mar, e eu até tentei localizar o restaurante onde fomos naquela noite mas não consegui, me lembro que era um que fazia referência a Itália e tinha diversas massas, tanto o prato que eu comi, chama-se Camarão a La Vodka, que é um macarrão com bastante camarão, suculento. Não me lembro o nome do restaurante, mas do prato não me esqueci até hoje. Esse jantar também foi maravilhoso, comemos muito bem, sossegados e depois, borá dormir porque no outro dia madrugaríamos para o último passeio.

 

 

17/04/2013

Resumo: Mergulho nos Parrachos de Maracajaú, e tarde tranquila em Punaú, pequenas dunas, rio, mar, praias, gramados e travessias.

 

Esse passeio já estava fechado desde o dia em que fechamos Pipa, o passeio incluía: van até Maracajaú (ao norte de Natal), café da manhã, lancha até os catamarãs onde os mergulhos são feitos a 7km da costa, acesso aos catamarãs, snorkel para mergulho, lancha para retornar a costa, van até Punaú com acesso a fazenda/praia onde havia a disposição restaurante e outras atrações pagas a parte como esquibunda, aerobunda, quadriciclo, etc e retorno de van até o hotel.

Madrugamos, e esse dia não poderia ser diferente, afinal teríamos que chegar cedo a Maracajaú para pegar a maré baixa e aproveitar mais o mergulho, podendo visualizar melhor os corais, rochas e peixes dessa região. No dia anterior deixamos algumas coisas separadas para ir comendo na van, pois teríamos café da manhã quando chegássemos a Maracajaú que fica a mais ou menos a uma hora de Ponta Negra, fora o pinga-pinga de hotel em hotel coletando as pessoas que farão o passeio. Chegamos a Maracajaú passava das 7h da manhã, cada um ganhou um kit café da manhã mas já estavam nos acelerando para não demorarmos pois a maré já estava subindo. Ninguém liga muito para isso, mas lá pudemos ter essa noção. E é bem melhor ir com a maré baixa.

Entramos em uma lancha e conforme íamos entrando no mar, podíamos observar podíamos observar o quão maravilhoso é aquele lugar, mar azul claro, que só se vê em fotos de praias paradísiacas e algumas manchas mais escuras que eram onde estavam os corais, até que chegamos aos catamarãs, que são plataformas com áreas cercadas a sua volta, para que as pessoas mergulhem, há a disposição bóias, snorkel e até cilindros de oxigênio (pagos a parte) para quem queira mergulhar e ficar no fundo, se não me engano até pés de pato.

Ao subir no catamarã a sensação é incrível, com todo aquele mar maravilhoso a sua volta. Não demoramos muito e caímos na água, ficamos por volta de 1h mergulhando e pudemos perceber a maré enchendo, como a medida que o tempo ia passando, estávamos cada vez mais longe do fundo, onde estavam os corais e os peixes maiores. O mergulho por si só é sensacional, e é muito divertido, ainda mais no meu caso, que foi a primeira vez, mas também é muito cansativo, e o legal é que você só sente o cansaço quando pára, igual criança brincando mesmo. Eu gostava de ir para áreas onde haviam poucas pessoas (sempre dentro da área delimitada em volta dos catamarãs). Cansados resolvemos subir de volta, a maré também já estava bem alta a essa altura e ficava cada vez mais difícil conseguir ir perto dos corais, até pelo cansaço. Outra coisa que foi ficando mais difícil quanto mais eu me cansava era respirar com o snorkel, no começo estava beleza, depois parece que desaprendi.

 

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Foto: Mergulhando nos parranchos, já sem o snorkel.

 

Ficamos mais um tempo admirando o lugar e descansando um pouco e quando tivemos uma oportunidade entramos em uma lancha para voltar a praia, chegando lá, ainda tivemos um tempo, que foi quando fotógrafos subaquáticos que estavam tirando fotos nos parrachos vinham com notebooks a procura das pessoas para mostrar as fotos e vendê-las gravadas em cd, é de certa forma caro, mas vale a pena levar algumas de recordação. Juntaram a galera e todos para a van, dessa vez nos levaram para Punaú.

Outro paraíso no Rio Grande do Norte, era um lugar muito parecido com uma fazenda, só que a beira-mar. Assim que a van chegou, parou e abriu as portas, estávamos em um terreiro grande com uma grande construção, passando por uma espécie de área, percebemos que era bem grande, que ali funcionava um restaurante e atrás deveria haver bastante cômodos. Do lado passava um rio, na verdade um riacho, bem raso e estreito, mas extremamente propício para diversão, do outro lado do rio havia um grande morro de areia e dunas, com várias palmeiras. Perto do restaurante, havia várias “cobertas” que funcionavam como guarda-sóis de alguma planta, uma enorme área gramada, alguns animais ao longe, contornando o restaurante e caminhando pelo gramado era possível avistar casinhas menores e bem simples, muitas palmeiras e mais ao longe vários cata-ventos do tipo que se usa para capturar energia eólica.

Chega a ser um absurdo usar energia elétrica de hidrelétricas em Natal, é um lugar que além de ventar muito, faz sol (forte) o ano inteiro. Valeria muito a pena investir nessas fontes de energia que são muito mais sustentáveis e limpas. Parênteses a parte, voltando ao relato, cheguei a ficar perdido, vendo tanta coisa bacana para explorar e me divertir, além de estar cansado do mergulho e portanto também querendo descansar. E do mesmo jeito que não estou sabendo descrever, não sabia o que fazer o que ver primeiro. Mas deu tempo de sobra, conseguimos ver tudo, passear por toda a área e ainda descansar.

Primeiro fomos até a praia, mas para isso tivemos que caminhar pelo gramado, atravessar o rio, subir e descer pequenas dunas até chegar ao mar, praticamente uma trilha, nada muito longe, mas bastante divertido, principalmente a parte de atravessar o rio. Depois voltamos e fomos conhecer o outro lado do rio próximo ao restaurante, subimos o morro de onde saía o esquibunda, embora não tenhamos visto ninguém fazendo isso por lá, haviam caiaques para aluguel, muito embora o rio chegasse a altura da cintura nos lugares mais fundos algumas pessoas estavam se divertindo. O que eu mais gostei de fazer era “subir” o rio e boiar, deixando o corpo ser levado pela correnteza tranqüila, sem pressa, e aquele dia lindo de sol brilhando naquele lugar sensacional.

 

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Foto: tentei colocar uma foto que resumisse essa fazenda onde passamos a tarde em Punau, mas com uma só é difícil. Rio, chalés, palmeiras, dunas, gramados, praias, restaurante, sossego, tudo acessível e sem restrições.

 

Fora isso, fizemos algumas caminhadas, sentávamos nos mais diversos pontos para observar as pessoas, comemos, descansamos, eu mesmo cheguei a quase cochilar quando deitei no gramadão no campinho. Nos divertimos tirando fotos. De fato é um lugar privilegiado. Gostamos tanto que quando voltamos indicamos esse passeio a um casal de amigos que foi passar a lua-de-mel em Natal e eles gostaram tanto que fizeram o passeio duas vezes. E o mais impressionante, como o tempo rendeu, parecia que aquele dia não acabaria, o que é difícil quando se está vivendo momentos agradáveis, mas isso, com certeza foi por termos acordado de madrugada e não termos parado em nenhum momento, o dia ficou bastante longo. Com o cair da tarde, era hora de voltar, na van fui curtindo todo o caminho de volta, até que chegamos a Natal, pela última vez nessa viagem atravessamos a Ponte Newton Navarro, avistamos o Forte dos Reis Magos e passamos pelas praias do centro, até que a van saiu da beira mar, fez uma parada em um centro de comércio, tipo um shopping na Praia dos Artistas, saiu da beira mar porque o estacionamento ficava no alto, e tinha acesso pelas ruas de trás.

Ficamos algum tempo por lá, pessoas conhecendo, como já havíamos estado ali antes, a maior parte do tempo ficamos na parte alta, tirando fotos e observando de cima a orla do centro da cidade de Natal.

Até que mais uma vez, galera reunida, de volta a van, retornamos ao hotel, desta vez para deixar as coisas no jeito para

 

 

18/04/2013

Resumo: Praia de Ponta Negra, check-out, caminhada, almoço, caminhada, assistimos jogo da Champions na pousada e fomos para o aeroporto.

 

Dia de partir. Logo cedo fomos para a praia, aproveitar os últimos momentos em Natal. O nosso vôo era só tarde da noite, mas dia de ir embora não tem jeito e ainda teríamos que fazer check-out no hotel até as 12h, conversamos e pudemos deixar as coisas lá, mas tínhamos que liberar o quarto até meio dia.

Na praia, pela última vez nessa viagem, curtimos a Praia de Ponta Negra, sendo que a maior parte do tempo ficamos no lugar que mais gostamos, aos pés do Morro do Careca a maior parte do nosso tempo, quando já não dava mais tempo, voltamos, terminamos de arrumar as coisas, tomamos banho, nos arrumamos e liberamos o quarto. Ainda teríamos metade do dia pela frente, contudo teríamos que viajar do jeito que estávamos, não teria mais como tomar banho ou ficar trocando de roupa porque mexer em mala pronta para voltar pra casa é pedir pra ter dor de cabeça, sem saber se conseguirá fazer tudo caber lá novamente, ainda que não estávamos com malas, mas com uma mochila cargueira e outras duas menores. Quarto liberado, guardamos as coisas e saímos para almoçar, comemos em um lugar simples, para mim normal mas me lembro que a Amanda não gostou muito de alguma coisa. Depois do almoço, fomos na feirinha, onde só havíamos passado mas não entrado, nada demais, uma feirinha normal, de praia, compramos algumas lembrancinhas e voltamos para a pousada. O pessoal foi bem bacana que nos deixou ficar na área comum, e também, durante o dia, a pousada fica bem vazia. Nessa área comum, 3 italianos, se preparavam para assistir ao 1º jogo da semi-final da Champions League entre Chelsea X Barcelona no Stamford Bridge, em Londres, e eu, obviamente, também estava louco para assistir ao jogo. Assistimos o jogo lá, o Chelsea venceu por 1 a 0, gol do Drogba no final do primeiro tempo, quebrou a invencibilidade do Barcelona na competição e levou a vantagem para o jogo de volta dali uma semana no Camp Nou. O jogo terminou e achamos melhor já ir para o aeroporto enquanto ainda era cedo. Como resolvemos ir de ônibus, tivemos que pegar um de Ponta Negra para o Centro, ali entre o Natal Shopping e o Via Direita e de lá pegamos outro que iria perto do aeroporto, avisamos o cobrador que iríamos para o aeroporto e ele nos orientou a descer em uma rodovia, já era noite e eu não estava vendo o aeroporto. Acontece que onde descemos já haviam alguns taxistas parados e com preço tabelado de R$ 10,00 até o aeroporto. De mochila, a noite, sem conhecer o lugar e nem ter certeza pra que lado fica o aeroporto acabei aceitando e aí não devemos ter rodado 3km, mas tudo bem, serve de lição. O total não chegou ao que eu teria gastado se tivesse fechado um translado para duas pessoas mas passamos por pequenos perrengues, afinal, era horário de pico de volta dos trabalhadores para casa. Por outro lado, tínhamos tempo de sobra e não tínhamos o que fazer, até pela restrição de ter que carregar as mochilas, então vai da opinião de cada um, eu faria do mesmo jeito que fiz outra vez. No aeroporto, assim que foi possível, despachamos as mochilas e ficamos aguardando a hora do vôo, que parecia não chegar. E como toda quarta-feira a noite no Brasil, era de futebol, dia da última rodada da 1ª fase da Libertadores, eu estava louco para assistir ao jogo do Corinthians contra o Tachira, mas sabia que não seria possível uma vez que tinha time carioca jogando no mesmo dia então sabia que as TVs estariam na Globo que transmite os jogos dos cariocas no Nordeste, e me restou assistir ao jogo do Vasco e acompanhar as bolinhas na tela que significavam que havia saído gol em algum dos outros jogos da noite, e como houveram bolinhas naquele noite. O Corinthians já estava classificado, o Vasco jogava a sua classificação, mas o melhor é que tinha um grupo de potiguares que tinham interesse no jogo do ABC de Natal, que jogava em Salvador contra o Vitória, o primeiro jogo, em Natal havia sido 1 x 1. Me lembro que a cada bolinha na tela, eles se agitavam e na maioria das vezes era gol do Corinthians, que já classificado venceu o Tachira por 6 a 0, mas em duas oportunidades foram de gols do ABC, que abriu 2 a 0 no Vitória, mas em nenhum momento sentiram-se aliviados, isso porque com 2 a 0, o ABC poderia até sofrer o empate que se classificaria pelo critério do gol fora de casa e enquanto eles estiveram por lá, ficou 2 a 0. Deu a hora do vôo deles, foram embarcar e aos 33min do 2º tempo o Vitória fez um gol. Jogo do Vasco rolando, o Corinthians já estava enfiando um monte e a essa altura, tamanha a apreensão que eu vi, por uma simples classificação de fase de começo de Copa do Brasil, percebi o quanto esse país vive futebol, seja onde for, independente do tamanho dos times, que em muitos casos são até de várzea, o povo ama esse esporte e consequentemente seus times. Até que com o jogo do Vasco terminando a última bolinha, foi o gol de empate do Vitória. E com o jogo já terminado, estavam repassando todos os resultados, analisando os grupos da Libertadores, que times haviam se classificado e em quais condições, avaliando possíveis confrontos, quando sem bolinha na tela, anunciaram que de pênalti, Neto Baiano havia marcado seu 3º gol na noite, que o Vitória virou o jogo e se classificou na Copa do Brasil, tirando o ABC da competição. Claro que com o final da primeira fase da Libertadores para a maioria dos times, não deram a menor importância, só anunciaram e pronto e eu fiquei meio chateado com aquilo porque eu não estava tão interessado, mas e quem mora no Nordeste ou em qualquer outra região. O time acabou de ser desclassificado, mas também poderia ter se classificado, depois de um jogo que parece ter sido emocionante com gol no final, virada, pênalti polêmico, em jogo de mata-mata e você (torcedor) não tem a oportunidade de assistir seu time, é obrigado a ver toda a outra realidade de Libertadores que não é a sua e esperar por aquele 1 minuto para ver os gols do jogo do seu time e pronto, muito chato. É por isso que muitas pessoas já não torcem mais ou não acompanham os jogos dos times de sua região. Mas enfim, depois de toda essa emoção de uma quarta-feira a noite de futebol, ainda faltava algum tempo para o nosso voo, a Amanda já estava cochilando a algum tempo, depois de ter andado por todo o aeroporto e visto todas as lojas mais de uma vez. Até que uma hora a hora chegou, embarcamos e no começo da manhã do dia 19/04/2012 chegamos em São Paulo.

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