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LAGO INLE, Mianmar

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Destino: Lago Inle

Localização: Ásia -Mianmar

Classificação: Lago

Highlights: Mercados e jardins flutuantes, monastérios budistas, termas, vinícolas, modo de vida rústico e produção artesanal de artigos em prata, tecidos e charutos.

 

Impressões gerais: Amanhece. A canoa fina e comprida a motor tem assentos acolchoados e cobertores, um luxo! Nosso guia navega num pequeno canal, tendo o grande lago à nossa frente. Uma canoa vem chegando na direção contrária e, diferentemente da nossa, navega circundada por uma multidão de pássaros. Olhares curiosos desvendam as razões da algazarra: dois simpáticos monges lançam ao ar generosos punhados de milho. Eles nos distribuem sorrisos e dão as boas vindas ao novo dia: assim começa a minha primeira incursão ao Lago Inle. Mianmar é o país do desconhecido, do protegido, do enigmático. Após viver anos sob uma duríssima ditadura, o lugar vem se abrindo aos poucos ao turismo e está mudando rapidamente. Tentando absorver o interesse dos turistas, que vêm atrás de sua aura mística, ainda pode-se dizer que o país está repleto de lugares mágicos e parados no tempo, especialmente fora das grandes cidades. Entre os principais atrativos de Mianmar, o Lago Inle oferece um bom equilíbrio entre alguma estrutura turística e verdadeira autenticidade. Isto quer dizer que, ao mesmo tempo em que você encontra pequenos hotéis e pousadas, restaurantes e mercadinhos capazes de servir ao turista, você também se depara com pessoas fabricando tecidos a partir da fibra encontrada no caule da flor de lótus, mercados flutuantes onde são vendidos temperos, flores, peixes e remédios naturais, e inúmeros monastérios cultuando tradições milenares. A produção de alimentos em jardins flutuantes lembra um pouco o Lago Titicaca, mas o contraste cultural com o ocidente é marcante. Mianmar é a maior nação budista do globo e nas águas do lago a espiritualidade do birmanês é um dos reflexos mais bonitos de ver. O lago propicia a oportunidade de contato com práticas curiosas, passadas de geração em geração. Os pescadores, por exemplo, utilizam uma técnica em que o remo é controlado pelos pés, enquanto as mãos manobram um tipo de cone usado para a captura dos peixes. Os mercados flutuantes, que em certos lugares de países como a Tailândia nem sempre são autênticos, aqui ainda são o principal palco de trocas de mantimentos e ponto de encontro da população dos vilarejos, uma janela para entender o modo de viver e de pensar dessa gente. Assim como no restante do país, a Tanaka (um tipo de pó branco extraído de uma madeira) é aplicado no rosto das mulheres e as vestimentas são um show de originalidade à parte – as mulheres usam estampas xadrezas nos cabelos e, entre os homens, os sarongues são indispensáveis. A viagem por Mianmar inevitavelmente se inicia nas cidades de Yangon ou Mandalay, que recebem os voos internacionais (o país raramente é conectado por via terrestre), mas é em lugares como o Lago Inle (e também em Bagan) que o país revela a sua essência.

 

Como chegar, onde ficar, o que fazer, onde comer:

Como chegar: Para brasileiros, a melhor maneira de se chegar à Mianmar é indo até Bangcoc, na Tailândia, e depois seguindo até Yangon ou Mandalay (a low cost AirAsia tem voos conectando essas cidades). Da Europa também existem voos para o país. Estando em Mianmar, o Lago Inle pode ser acessado por ônibus (vindos de Mandalay, Bagan ou Yangon) ou por avião (Heho é o aeroporto mais próximo, a 35 km do Lago).

 

Onde ficar: A maior parte dos meios de hospedagem fica na pequena cidade de Nyaungswe, que é ligada ao lago por um canal. Existem pousadas localizadas em ilhas e palafitas dentro do próprio lago, mas as diárias costumam ser mais altas.

 

O que fazer: Passeios de barco pelo lago para visitar os jardins flutuantes, as oficinas de produção artesanais, os monastérios, os mercados, vinícolas e as vilas localizadas nas margens. Caminhadas de 2 a 5 dias de duração podem ser agendadas para alcançar as vilas localizadas nas montanhas que circundam o lago. Há ainda termas próximas à Nyaungswe onde se pode tomar banhos, sendo acessíveis a pé, de barco ou bicicleta.

 

Onde comer: Em Nyaungswe, há muitos restaurantes simples no entorno do mercado. No lago, existem restaurantes maiores montados em palafitas que, apesar de oferecerem uma bela vista, costumam ter preços bem acima dos praticados em Nyaungswe. Devido ao embargo comercial internacional existente em relação ao país, os mercadinhos têm um sortimento bastante limitado de mercadorias.

 

Melhor época para visita: Maio a setembro são chuvosos, mas em setembro, outubro e novembro ocorrem os principais festivais sendo, por isso, os meses mais recomendados. Janeiro e fevereiro são mais secos e pode fazer um pouco de frio.

 

Dica especial: Se você for fazer um passeio de barco, agende a sua saída para o início da manhã, que é o horário em que muitos pescadores estão no lago. A luz é perfeita e as fotos serão incríveis! Já em relação às termas, evite o horário do almoço, pois a água das piscinas é realmente quente. Uma boa opção seria combinar a ida às termas com a visita às vinícolas próximas, por exemplo, no final da tarde. Já quanto aos mercados flutuantes, fique atento. Eles acontecem em datas específicas e há um rodízio entre as vilas. Vale a pena agendar o passeio de barco em um dia de mercado, você vai ver de tudo sendo vendido lá e terá maior contato com a população dos vilarejos, que é muito simpática e doce.

 

Links úteis:

http://inlelake-myanmar.com/

http://viajeaqui.abril.com.br/blog/viajar-bem-barato/myanmar-fotolog-lago-inle/

https://365destinations.jux.com/

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