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BONITO E PANTANAL, onde o tempo parece não contar
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Eu e meu marido fomos em Bonito e no Pantanal no mês de junho de 2014. Foram 9 dias (sendo o último totalmente deslocamento). Resolvi escrever mais um relato para fazer companhia aos excelentes relatos disponíveis aqui e como forma de agradecer a todos que sempre contribuem conosco.
Como gosto de planejar viagens, curto detalhes e me proponho a garimpar bastante antes de ir, inevitavelmente o relato está muito detalhado. Fizemos o planejamento com 30 dias de antecedência e as reservas com 8 aproximadamente. Como era baixa temporada, o tempo foi suficiente.
As passagens foram compradas pela Tam em época promocional e custaram R$170,0 cada trecho/pessoa já com as taxas. A agência que escolhemos foi a Tereré que administra a pousada Segredo. Quem nos atendeu foi a Sandrielly. Excelente dinâmica de trabalho, super compreensiva e eficiente. Indico demais. Eles estavam com a promoção da Copa que consistiu em: a partir de 2 diárias eles davam uma, aí o valor da diária ficou por R$90,0/casal, ou seja, R$ 30,0 de desconto por dia de hospedagem. Eles ainda dividem em 3 vezes no cartão de crédito.! Como a localização da pousada é ótima, 3 minutos da praça das piraputangas e Banco do Brasil, fica em frente ao restaurante Casa do João, ao lado do Aquário de Bonito, se você utilizar o transporte compartilhado, provavelmente será o primeiro a entrar no carro (a vantagem se você faz questão de escolher seu lugar, e o melhor, no meu caso, não ficar esperando uma eternidade o carro chegar porque programam o mesmo horário para todos e se um atrasar você ficará um tempão aguardando...) e será o primeiro a descer do carro na volta.
Não coloquei os preços dos passeios. Lá em Bonito todos são tabelados, qualquer agência fará o mesmo preço e é uma mesma tabela para o ano todo, dividida apenas em temporadas. Ela fica disponível na internet. Todos os passeios são controlados por voucher eletrônico e você precisará apresentá-lo na entrada. Atenção para quem for ao Balneário Municipal, a partir do mês de maio é exigido o voucher. Antes não era necessário, você pagava na hora e entrava.
Arrumando as malas...
Como calças jeans são mais pesadas e tendem a ocupar mais espaço, a que eu usei eu fui e voltei com ela na viagem, liberando mais espaço na mala para outras peças e coisas;
As calças de cor escura que levei, de tecido confortável, tipo aquelas de usar na academia, foram muito úteis. Caso ande em trilhas, matas, áreas alagadas ou à cavalo, será muito importante utilizá-las. Sujam menos e secam rápido;
Levei, como sempre levo rsrsrs um ebulidor bem pequeno e uma caneca térmica com tampa rosqueável. Se você quiser beber um café (sachês de cafés instantâneos que já vem adoçados, capuccino, café com leite, etc) ou tomar uma sopa (as instantâneas naturais, tipo a Madá) você faz rapidinho no próprio quarto. Um passeio saía 4:30h e o café da manhã na pousada era 6:30h. Sairíamos sem café e o passeio de dia todo que era distante não incluía o mesmo. Resumindo: fizemos café com leite, comemos biscoitos com a geleia do café da manhã da pousada do dia anterior, queijo Polenguinho e óh, nota 9!!! Energia suficiente para começar o dia!!!;
Levei um secador de cabelo bivolt dobrável. Super pequeno, prático e acreditem meninas...eficiente, seca messsmo! E, na minha opinião não é frescura ter um desses na viagem não. Além de não correr o risco de dormir com o cabelão molhado (bobeira para quem não tem sinusite) utilizamos o secador várias vezes para secar os tênis que molharam demais, dar aquela última secadinha no biquíni que ia ficar 4 h no corpo até molhar outra vez, etc. Como tínhamos o secador, levamos apenas 1 par de tênis e foi suficiente;
Levamos algumas roupas de cima e debaixo que já não aguentariam mais uso, outras viagens nem doação para quem saiba trabalhar com retalhos. Assim que utilizávamos, íamos jogando as roupas fora. As roupas já estavam capengas, depois de um dia de trilha, caminhada, etc... nem se quiséssemos poderíamos continuar com elas rsrsrs. Vá juntando essas roupas ao longo do ano e quando for viajar leve-as. Como quase em todo lugar tem coleta seletiva, elas ainda terão um final muito útil. A mala vai ficando mais leve ao longo da viagem e você terá mais espaço e menos peso para suas comprinhas da viagem;
Na mala tínhamos 2 cangas de praia. Utilizamos para tudo: como tolha nos passeios, como “cobertinha” nos ônibus, como cachecol no dia que fez muito frio, para cobrir a grama no balneário enquanto descansávamos da caminhada...Como o tecido é muito absorvente, grande, seca rápido e pesa pouco, leve sempre!
No período que fomos o tempo mudou muito. Sentimos muito calor e muito frito. Levar camisetas e blusa de frio nessa época é interessante. Faça sua programação dos passeios olhando a previsão do tempo antes. Para aqueles dias de provável chuva, inclua os passeios cuja chuva não interfere e para aqueles que podem ser cancelados caso chova, coloque no início da viagem para que você tenha flexibilidade para realocá-los;
Como a água de lá pode ressecar muito os cabelos, leve um creme de pentear para usar depois dos passeios, vai te ajudar a arramar ou desembaraçar depois. Além dele levamos sabonetes pequenos (aqueles que a gente ganha em hospedagens), amostras grátis de perfumes e de hidratante corporal. Íamos usando e eliminando as pequenas embalagens da mala;
Para os insetos, levamos além de repelente corporal em spray, um daqueles elétricos que troca o refil. Foi ótimo porque colocávamos quando saíamos para jantar e quando íamos dormir já estávamos sozinhos
.
Levamos também uma máquina Sony subaquática. Importantíssima nas flutuações.
Como não alugamos carro porque fizemos os cálculos todos e para nossas atividades não ficaria tão diferente o custo, além de poder ficar de bobeira enquanto o motorista dirigia (é claro, a paciência com os outros turistas que atrasam, por exemplo, precisa ser cultivada). Os transportes que utilizamos em Bonito foram compartilhados.
A distribuição das atividades /dia ficou assim:
21/06 Chegada no aeroporto de Campo Grande 11:30h, ida para Bonito às 14h.
22/06 Bonito, Rio do Peixe e Aquário de Bonito.
23/06 Bonito, Flutuação Rio da Prata .
24/06 Bonito, Aquário Natural e Balneário Municipal;
25/06 Pantanal.
26/06 Pantanal.
27/06 Pantanal.
28/06 Pantanal.
29/06 Retorno, vôo de Campo Grande 9:15h.
Inicialmente chegaríamos e já iríamos para o Pantanal depois Bonito e retorno via Campo Grande, porém, a logística da forma que fizemos ficou ótima, pois, de Bonito para o Pantanal era simples para chegar e se tivéssemos que ir de Bonito para Campo Grande precisaríamos sair um dia antes às 18h e dormir em Campo Grande. Sairia muito mais caro (táxi por causa do horário, pousada, táxi aeroporto). Enquanto que de onde ficamos no Pantanal conseguimos um ônibus para Campo Grande, executivo, excelente, leito, (R$9,00 de diferença na passagem comparando com a convencional) às 2:40h. Assim foi possível dormir tranquilamente na fazenda até a hora de viajar e, depois descobrimos que, esse ônibus ainda parava em frente ao aeroporto! Tudo de ótimo!! (eliminamos os custos da pousada e dos dois táxis que iríamos pagar optando por essa inversão no roteiro).
Ao relato então:
1º dia Bonito:
Chegamos em Campo Grande às 11:30h. A van da Terra Transportes que a agência Tereré tinha reservado (R$80,0/pessoa) sairia apenas às 14 horas (sabíamos disso quando fechamos) do aeroporto mesmo. Deixamos nossa bagagem no guarda volumes do aeroporto (funciona 24 horas e custa R$15,0, espaçoso, coube nossas 2 malas e ainda sobrou espaço) e fomos dar uma volta na cidade.
Como, pelas informações disponíveis aqui no site e lá também, o ônibus demora um pouco para passar e tínhamos nesse momento menos de 2h para irmos, almoçarmos e voltarmos, pegamos em táxi. O taxista que nos atendeu chama-se Edilson, uma peça rara, super engraçado. Ele canta e nos presenteou com um cd dele, estou deixando o contato: 67- 92173899. No nosso planejamento incluía ida no Aquário do Pantanal no parque das Nações Indígenas, Morada dos Baís e Mercado Municipal, tudo rapidinho. Fomos primeiro no Aquário, sabíamos que ainda não estava pronto, mas, queríamos ver a construção. Ao contrário do que lemos, não há mais um funcionário que explica sobre o projeto e como as atividades vão acontecer. Era sábado e o mestre de obras nos explicou isso e disse que só poderíamos ver do lado de fora. Ok, ficamos impressionados com o que vimos e emocionados com a placa: “Desculpe-nos o transtorno, estamos construindo o maior aquário de água doce do mundo”.
Foram R$23, de táxi até lá. Edilson quis nos esperar e nos deixou no Mercado municipal, mais R$15. Gostamos muito de lá, vários alimentos diferentes, frutas, verduras...comprei uma semente de tomate cereja samambaia, que dá em vasos ( Cheguei aqui em casa e plantei no dia do meu aniversário...). Almoçamos em frente ao Mercado, em um restaurante bem popular, grande, comida gostosa e no sistema livre, sem pesar, com churrasco ou sem. Com churrasco (comer carne e a comida à vontade) custa R$17,0 e sem churrasco mas com comida à vontade R$14,0. O nome eu não guardei, mas, é o restaurante que os funcionários do mercado almoçam, é ao lado do Camelódromo, em frente ao mercado. Lá aceita cartão de crédito, tem cachaça de cortesia e água de graça no salão de refeições... parada para abastecer as garrafinhas...
Fomos a pé na Morada dos Baís, muito lindo. Voltamos para o aeroporto, retiramos as malas e a van estava, 10 minutos antes do horário marcado, já à nossa espera com mais 3 pessoas somente. Da van vimos um por do sol maravilhoso, inesquecível. O transporte faz uma parada em uma padaria ótima. Vende lanches, bebidas, presentes, etc.
Chegamos em Bonito às 18:30h, a van nos deixou na porta da pousada Segredo. Fizemos o check in, tomamos banho e fomos jantar. A pousada é simples.
Queríamos comer carne de Jacaré. Fomos na lanchonete Vício da Gula e lá não tinha o famoso sanduíche de jacaré porque estava em falta em toda a cidade. Eles nos informaram que apenas o restaurante Castellabate teria na cidade porque segundo eles é o único que tem criadouro próprio. Comemos um delicioso prato, carinho mas valeu a pena. A carne é suculenta, firme e muito saborosa. Não estavam aceitando cartão de crédito.
Como já sabíamos o risco de tomar a água que não fosse mineral, passamos em um mercado na praça das piraputangas e compramos água, 5L R$7,0. Isso mesmo! Num mercado e esse preço!
Notas:
No aeroporto de Campo Grande peça um mapa de lá e um de Bonito para você já ir se acostumando com o roteiro e distâncias... Mesmo tão pouco tempo na Cidade Morena, utilizamos bem o mapa. Para quem tiver mais tempo e for utilizar o ônibus não se esqueça de que eles tem um passe diferente e não aceitam dinheiro. Vários locais no centro vendem o passe, R$2,70. Até tentamos voltar de ônibus mas não vimos nos pontos que passamos a identificação de qual ônibus passa em qual ponto, mas, não tinha. Perguntamos várias pessoas nos pontos, no comércio e ninguém sabia nos dizer se os ônibus que precisávamos (no mapa tem o número do ônibus) passava naquele certo ponto, aí fomos de táxi por causa do horário avançado. Bonito tem um centrinho super charmoso com várias lojinhas, restaurantes, lanchonetes, etc em uma avenida principal, praticamente quase tudo fica nela.
2º dia, Bonito: Fazenda Rio do Peixe e Aquário de Bonito
Fomos na Fazenda Rio do Peixe. Fizemos esse passeio primeiro por não correr o risco de perdê-lo caso chovesse. Saímos às 8h com a Terra novamente. Tomamos café e às 7:50h eles estavam nos esperando. Na fazenda, o dono Moacir, fez um monte de piadinhas, apresentou a anta Gigi, super dócil e fofa, ofereceu arroz doce, canjica, chá e café antes do passeio. O guia acompanha tudo. O lugar é lindo, são 43 cachoeiras segundo o guia, em certo local você fica entre 7 delas, ou seja, são quase 360° entre cachoeiras e ainda nada com piraputangas. A cor da água é linda, lembra a da Pratinha na Chapada Diamantina. Depois da “via sacra” em torno das cachoeiras, acontece o almoço.
O almoço é o cartão de visitas dessa fazenda. São tantas opções que fica difícil caber todas na mesma foto. Consegui tirar apenas das saladas... As sobremesas são regionais, eles serviram um doce de laranja excelente e um doce de leite que tinha ficado 12 horas no fogo. O sabor de caramelo era delicioso! Tudo no fogão à lenha. Depois do almoço o senhor Moacir apressou para terminarmos o almoço e ele chama os macaquinhos e as araras. Uma delas é a azul. É super mansa! Depois desse momento mais trilhas e tirolesa. O passeio acaba por volta das 17h.
À noite fomos no Aquário de Bonito. Esse fica ao lado da pousada Segredo, em frente ao Restaurante Casa do João e o dono chama-se Thiago. A entrada custa R$25 e indico fortemente a visita. O interessante desse aquário é que você terá a oportunidade de ver a maioria dos peixes que verá nos passeios. Acho interessante conhecer o comportamento, nome e hábitos antes de ver na natureza, é bastante enriquecedor. Por volta de 22h o Thiago alimenta os peixes. É bem legal, vale a pena. “São mais de 60 espécies divididas em 32 tanques totalizando mais de 150.000 litros de água” (peguei essas informações do folheto deles), funciona todos os dias de 9 às 23h. Nesse dia nem jantamos, (será por que?) tomamos apenas o suco de Guavira no Vício da Gula, R$7,0. Gostoso, lembra a gabiroba.
Notas:
Sugiro levar um par de roupas na mochila para a fazenda Rio do Peixe. Antes do almoço você poderá, se quiser, entrar na água varias vezes e ficará mais confortável se tiver outra roupa para almoçar e fazer a segunda parte das trilhas, a água é muito gelada. Saímos da pousada 8h e o almoço é às 14h e, até o almoço a programação inclui caminhadas nas trilhas, tirolesa, saltos, etc... Leve um lanche na mochila e água. Vá de tênis. Não deixe de colocar na mochila os vouchers de cada passeio, você precisará entregá-los logo na entrada.
Fotos:
(Continua...)