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Rio de Contas (BA) – Rafting é uma pedida

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:arrow: FONTE: Infonet

http://www.infonet.com.br/silviooliveira/ler.asp?id=87961&titulo=silviooliveira

 

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No povoado Taboquinhas (BA), bem perto de Itacaré, a decida das corredeiras do rio de Contas em botes infláveis é um convite aos esportes radicais e o contato com a natureza. São corredeiras que chegam ao grau moderado, porém, a aventura está garantida.

 

 

“Com aventura ou sem aventura?”, pergunta o condutor do bote antes de passar pela primeira corredeira. Assim começa a decida dos aventureiros no rio de Contas, no povoado Taboquinhas (BA), litoral Sul da Bahia. O Rio nasce na Chapada Diamantina, percorrendo todo o estado da Bahia e desaguando no município de Itacaré. Suas corredeiras são de classe III e IV e rápidas, devido ao grande volume de água. O percurso tem aproximadamente 3,5km de extensão, com duração de aproximadamente 2h e faz parte dos roteiros de aventura da região Sul da Bahia.

 

A aventura começa ainda na cidade de Itacaré, quando um jipe tipo Land Rover aguarda os aventureiros. O transporte não é tão confortável assim, até porque a estrada de 34km é de piçarra e esburacada, mesmo assim entrar no espírito aventureiro é uma forma de garantir muita diversão. A fauna apresenta restingas de Mata Atlântica e se tiver sorte, além de visualizar a flora e fauna da região, o motorista também fará parte da história contando causos da região.

 

Chegando a Taboquinhas, uma feira livre é o primeiro contato do visitante. De cachaças engarrafadas com cobra até rolo de fumo se vendem na feira local, mas o guia logo lhe conduz até um antigo armazém onde são guardados os equipamentos de segurança e o bote inflável. As primeiras informações são dadas e todos vão à beira do rio. É lá onde se recebem as instruções como não soltar o remo, prestar atenção nos sinais do guia e remar junto com a equipe.

 

Cada bote que sai é batizado com um grito de guerra escolhido pelos aventureiros, até para aguçar o espírito de equipe e de competição entre eles. A condução sai ainda em águas calmas, mas a primeira corredeira não demora a chegar. O guia encosta numa das margens do rio e permite que a primeira corredeira seja feita sem o bote, ou seja, é hora de se jogar de corpo e alma no rio e deixar a força das águas levar para se ter o primeiro contato com a natureza.

 

Passa-se a corredeira e sobe-se novamente no bote. Entre paredões de rochas, mata fechada, o bote suavemente vai percorrendo as águas do rio e de repente chega mais uma queda d’água, desta vez, a tripulação passa sem nenhum problema. Logo que percorre a cachoeira, soa o grito de vitória com todos levantando os remos.

 

Percorre-se mais uma queda d’água e chega-se a um pequeno lago entre paredões. É lá onde se faz a primeira parada para quem quer praticar saltos livres e técnicas de rapel. Alguns se arriscam, outros não. Sobe-se os paredões e os aventureiros se jogam em queda livre no rio, sempre com grito de guerra ao final de cada salto.

 

O percurso continua. Uma queda, mais uma, e a aventura vai ficando cada vez mais difícil. A tripulação percebe pela conversa do guia que a última corredeira seguida de queda d´água é a mais difícil e classificada como IV na escala de dificuldade. Não se pode mais voltar. Agora é desafiá-la. Todos à postos e depois de remar por minutos, ver-se uma pequena cachoeira e em segundos o bote não consegue passar e vira. Desta vez não ecoou o grito de vitória e a sensação de está debaixo d’água e sentida em segundos.

 

As dicas do guia são bem-vindas nessa hora e o colete é imprescindível. A correnteza leva os aventureiros até a margem do rio. O bote virou, mas o espírito de aventura continua, pois uma tirolesa de mais de 200m espera pela nova etapa do rally de aventura. O rafting já ficou na memória e agora é ultrapassar de uma margem a outra do rio preso por um cabo de mais de 400 metros de altura. Sobe-se a escada já com os equipamentos de segurança, em segundos, os aventureiros se jogam presos ao cabo e deslizam sobre ele até a outra ponta do rio. Cada um que passa provoca suspiros de quem está em terra firme.

 

Seis horas de aventura se passaram e um prato de camarão ou peixe fresco de água doce lhe espera em restaurantes caseiros no povoado Taboquinhas. Sombra e água fresca para o descanso na adrenalina. O turismo de aventura é garantia perfeita de diversão no Sul da Bahia.

 

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:idea:Como chegar

 

Se preferir ir de carro partindo de Aracaju, o turista terá uma longa estrada com um percurso de pouco mais de 879km, a seguir pela BR 101 até chegar a Ilhéus. Segue pela BA 001 e não tem errada. A estrada está em boas condições e o turista ainda pode contemplar boa parte da Mata Atlântica ainda preservada.

 

Para chegar à Itacaré partindo de Salvador, o visitante pode sair do aeroporto Luiz Eduardo Magalhães em pequenos jatinhos fretados ao preço de R$ 200 por pessoa, ou pegar um ônibus na rodoviária da cidade num valor bem mais em conta.

 

De Salvador, segue-se pela BR-324 até o entroncamento com a BR-101 sentido Ilhéus. Outra opção seria a BA-654 que são 54 km de terra ligando Itacaré à BR-101, mas que se encontra em péssimas condições. Há também saídas diárias de ônibus de Ilhéus para Itacaré

 

 

:idea:Dicas de viagem

 

Menores de 18 anos necessitam de autorização e assinatura dos responsáveis no termo de responsabilidade;

 

Para seu conforto é aconselhável trazer uma toalha e roupa seca e ir com roupas leves para fazer o rafting: tênis ou papete, camiseta e short adequado. Caso vá de tênis levar outro par de calçado para trocar após o rafting;

 

Não pode fazer o rafting com anéis, colares, óculos, relógio entre outros objetos pessoais;

 

Pechinche o valor do passeio. O preço gira em torno de R$ 70. Há inúmeras agências especializadas em esportes radicais em Itacaré e diversos outros passeios e roteiros. Escolha o que for adequado a sua condição física e espírito de aventura. Há agências que já incluem o almoço no valor do rafting;

 

Para praticar rafting não precisa ter experiência, basta ter espírito de equipe e gostar de emoção, pois as corredeiras neste trecho do rio são classificadas como II, III e IV. Na classe II existem corredeiras leves para iniciantes. A classe III necessita alguma habilidade com corredeiras mais fortes e a classe IV só deve ser feita com pessoas experientes;

 

As descidas são guiadas por experientes instrutores e são praticadas em botes que levam entre cinco e dez pessoas. Todo participante recebe remo, colete salva-vidas de alta flutuação e capacete, que são os equipamentos básicos de segurança;

 

Há diversas hospedagens em Itacaré ou Ilhés, a primeira fica mais próxima de Taboquinhas.

 

 

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