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Olá viajante!

Bora viajar?

Europa 30 dias Holanda, Inglaterra, Bélgica, Alemanha e Áustria - Maio e Junho 2015

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Salve, nação mochileira!

 

Apesar de acompanhar há algum tempo o Mochileiros, é a primeira vez que resolvo fazer um relato.

 

No início de 2013 parti do Rio com destino a Porto seguro com uma amiga de ônibus e de lá partimos para Valença e por fim, Morro de São Paulo. Ainda pretendo fazer um pequeno relato, ainda que não acrescente tanto, já que alguns lugares deixei de conhecer por ter passado muito mal do estômago.

 

No início deste ano fiz a rota que tem mais relatos por aqui: Bolívia, Chile e Peru. Tinha tudo para fazer um belo relato, mas no fim da viagem caí no velho golpe do taxi e levaram minha Gopro e Canon T5 novas. Algo que me deixou triste por um bom tempo, pois ainda estou pagando, mas algumas fotos, ao menos, consegui tirar.

 

Enfim, sempre tive vontade de viajar pela Europa pela facilidade de locomoção e alimentação. Tudo é muito acessível, vale a pena ir só, pois o que você mais vai conhecer por esse mundo é gente.

 

Conheci em 2009 e 2011 a Itália e fiz um stop over em Paris, no Inverno e no verão. Nessa época o dolar estava pouco mais de 1,50, então posso dizer que nessas duas primeiras viagens consegui aproveitar bem, mesmo com um emprego que ganhava bem pouco.

 

Hoje a realidade é diferente. O dólar está 3,25 e o Euro 3,55, sem falar no valor do câmbio.

Saí do meu emprego (a libertação) depois de 3 anos e meio e resolvi torrar parte da grana da rescisão, fazendo o que mais gosto: viajando.

 

Mas como nem tudo são flores, só consegui fazer a homologação no dia 4 de maio, uma semana antes de embarcar. Apenas com o dinheiro na mão consegui comprar minhas passagens internas que, infelizmente, não poderia ser de low cost, por ter uma bagagem de mais de 20 kg e também não poderia ir de trem, pois cada trecho das passagens já estavam mais de 150 euros. Tive que apelar para o Low budget, Pegando Megabus e Eurolines, por sorte meu roteiro era folgado. Fiquei em casa de alguns amigos expatriados, outros amigos europeus que conheci na viagem pela América do Sul e testei o Couchsurfing pela primeira vez. Este último tive que pensar muito bem, pois há excelentes anfitriões, outros não muito confiáveis. Vou contando...

 

13/05 - Rio X Frankfurt X Amsterdam

 

Saí de casa 16:30 hs a fim de chegar ao aeroporto 19 horas, pois o voo era 22:10 e, como eu já perdi um voo internacional pra Colômbia pela Tam, não quis me arriscar e saí 2:30 antes da abertura do check-in, eu já havia feito o check-in pela internet, mas não queria mesmo me arriscar.

 

Peguei o metrô e o BRT para não correr risco de pegar acidentes, pois era hora do rush e o Rio tem obras pra tudo quanto é lado, não é que mesmo assim cheguei 19:15, na abertura do check-in?

 

O Jumbo 747-8 da Lufthansa, decolou pontualmente às 22:10, voo tão vazio que fiquei realmente assustada. A crise no setor aéreo bateu com tudo pela alta do dólar. Comissários super atenciosos. Serviram o jantar uma hora depois da decolagem, a galera estava azul de fome, inclusive eu. A comida foi realmente farta, mas eu não curti muito, não. Nessa parte, sou mais a Air France. Comida maravilhosa e com vários pratos, mas a Lufthansa me ganhou por servirem com talheres de aço (com um formato diferente do convencional), assim se come bem melhor.

Logo depois do jantar todos dormiram e quando acordamos o avião já estava a 1 hora e meia para o pouso. Achei esse horário excelente, pois nem percebi que estava fazendo um voo de 11 horas. Tomei o café da manhã e logo o avião aterrissou em Frankfurt.

 

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Cheguei em Amsterdam as 18 horas e lá estava meu amigo Paul, que conheci em La Paz, me esperando. Ele é holandês e seguimos de trem para Utrecht, onde ele morava.

 

Chegando em Utrecht Centraal

 

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A única coisa que consegui encontrar foram fleeces e capas de chuva, comprei dois fleeces por 20 euros o total e me salvei um pouco nessa primavera fria holandesa.

 

Mais tarde peguei o trem, estava preocupada, pois não me lembrava exatamente o caminho de casa e se o meu amigo havia chegado. Mas acontece que na Holanda há wifi free em todos os lugares. Qualquer transporte público, praça. Você não se perde! então passei um whats para o Paul e ele já estava em casa. As 18 horas, com o sol lá em cima ainda, ele Disse: "vem que tem jantar antes da festa". Eu acho que eles jantam muito cedo, talvez porque eles almoçam apenas sanduíche. Quando eu cheguei, já peguei o sinal do wifi da casa dele, avisei que havia chegado e ele desceu de avental e tudo pra abrir a porta. Quando subi, tudo pronto, um frango tailandês, com molho e castanhas, bem adocicado e apimentado e arroz integral à parte. Ele perguntou se eu gostava e eu disse: "claro" adoro comidas diferentes!" e estava pra lá de bom. E ele: "eu sei que é bom, sou um bom cozinheiro" Eu: tá, só seja menos convencido. Mas obrigada pelo jantar. Estava maravilhoso e é uma bela economia no dia!" :wink:

 

Deu 22 horas, aquele vento sinistro de frio, ele estava tirando o cadeado das bikes e eu perguntei o porquê, ele disse que pedalaríamos por 20 minutos até a casa do aniversariante. Daí pensei e "tá, mas vamos beber, certo? Vamos pedalar bêbados?" E ele disse: "claro, todo mundo vai de bike". Muita diferença cultural, mas estava achando aquilo o máximo, hahaha! Chegamos na casa dos amigos e mal falaram um boa noite para mim, fiquei de canto, só se falava holandês, óbvio, mas eu ficava ali boiando, mas ele sempre ia levar a cerveja, para não ficar além de boiando, de bico seco. Já estava alegre, e uma amiga deles veio falar comigo. Adorei a atitude dela se não fosse um interrogatório, hehe. Perguntou se eu e meu amigo éramos namorados, onde havíamos nos conhecido, onde eu conseguia tanto dinheiro pra viajar, etc... me senti levemente bombardeada, mas meio que pensei que poderia ser cultural, ser direta como ela. Depois foi a hora de darem os presentes ao aniversariante. Deram dinheiro, livro, creditos para Iphone, convites para festas de verão, etc. Esperei a hora do "Parabéns" e não houve. Perguntei ao Paul: "vocês não cantam?" Ele: "há mais de 50 anos que não cantamos..." Eu: "nossa, que sem graça" e ele: "ah, somos sem graça mesmo, já vocês têm graça demais", rindo.

 

Depois das 2 da manhã, todos bêbados e eles continuaram bebendo, foram para as vodkas e licores, ah esses jovens, tenho mais saúde pra isso não, heheh... Começaram a conversar comigo como se me conhecessem há séculos, bem diferente de algumas horas antes. Morri de rir deles, falaram que sonham em conhecer o Brasil e tal... De repente, chegou a polícia e acabou a festa. Meu amigo soltou: "Merda, mas ainda tem tanta cerveja..." Esse povo não vê limites mesmo, hehe... Quando pegamos a bicicleta eu estava levemente tonta e pensei: "vai dar merda", quando cheguei na porta da casa dele, para parar a bike era preciso pedalar para trás, o freio de lá é assim. Quando pedalei, deixei a bike cair. Gente, muito mico pra poucos dias, hehehe...

 

16/05 - Manhã em Utrecht e tarde em Amsterdam

 

Acordamos e meu amigo tinha o aniversário da mãe para ir, na Alemanha, ele disse me levaria para o mercado de rua e depois compraria o presente para a mãe dele, para depois partir para Amsterdam e caçar um hostel por 2 noites até o dia de ir para Londres.

 

Estava aquela chuvinha fina e chata, mesmo assim pegamos a bike e fomos para o centro da cidade. Ele me mostrou o famoso Haring, ou Arenque, o peixe mais popular do mar do Norte. Eles põem dentro do pão e comem com cebola e picles. Engraçado é que meu amigo também nunca havia comido, experimentou junto comigo. Bem, nada sensacional, mas valeu experimentar...

 

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Peguei o ônibus para Munique às 18:30, atrasou e o povo subiu desesperadamente sem formar fila (cadê a finesse Europeia? Rs). O motorista disse que faria uma parada em Colonia para troca de ônibus, mal sabia do sufoco que passaria, nessa longa viagem rodoviária.

O ônibus chegou 20:00 em Colonia e desceu uma galera e subiu outra, o ônibus seguiu Lotado para Frankfurt.

23:30 o ônibus chegou em Frankfurt, desceu a maioria dos passageiros, pois lá fica o principal aeroporto do país, desci do ônibus para comprar lanches, lenço umedecido e água. Já havia uma grande diferença de temperatura, um pouco mais quente. Estava ficando bem cansada, já, rs...

04:00 o ônibus chegou em Stuttgart. Trocaram de motorista e era um homem mais velho, bastante estúpido. Estava com o pé no alto, de olhos fechados e ele pegou no meu pé e pediu para colocar no chão. Fiquei com uma raiva enorme dele.

 

6:40 da manhã o ônibus já estava em Munique, ao contrário que muitos pensam, é uma cidade relativamente grande, pois levou uns bons minutos até chegar no Centro. O motorista rabugento colocou para tocar “brick in the wall” bem alto para todo mundo acordar e eu o perdoei por isso, pois curti muito a chegada lá, rs.

 

07:00 - 01/06 – Chegada em Munique

 

Cheguei pontualmente as 7 da manhã e logo tentei comprar o café da manhã no LDL (mercado maravilhoso e barato), consegui troco para comprar a passagem de TRAM para o Camping, cheguei no Camping e vi muitas tendas espalhadas pelo jardim, havia tido o show do Metalica um dia antes e os fãs dormiram lá.

Além das barracas avulsas, há uma tenda enorme com umas 100 camas (nos dias de hoje diríamos que é do tipo tenda para refugiados), mas muitíssimo limpo e bem organizado. Os funcionários eram mesmo alemães e me trataram muito bem. O armário cabia facilmente a mochila de 75 litros, deram cobertores e fui descansar um pouco da viagem.

Acordei 1 da tarde e já tentei interagir com a galera. Não vi um brasileiro sequer na ocasião, a presença era massivamente de americanos e australianos, com o meu inglês genérico de viagem, daqueles que costumamos falar com outros gringos, cujo inglês não é sua língua materna, levou-me um tempo para acostumar com os sotaques.

Conheci 3 amigos americanos muito gente boa, tinham seus 20 anos, apesar de parecerem mais velhos, quando disse que tinha 30 se assustaram, disseram que eu não aparentava.

Almoçamos e comemos os salsichões, logo depois começamos com as cervejas, lá mesmo.

Anoiteceu e acenderam a fogueira, onde tinha voz, violão e fogueira. Tocavam surf music na maioria das vezes.

Um dos meninos estudou música e tocou Villa Lobos em minha homenagem, achei aquilo muito fofo. Prova de que há americanos que procuram, sim outras culturas. Mais tarde fomos dormir. Caiu uma chuva muito forte e a temperatura caiu 20 graus. Fiquei horrorizada, rs.

A tenda era aquecida, consegui dormir tranquilamente. Ter escolhido esse tipo de hospedagem foi uma decisão muito acertada, pois fiquei muito satisfeita.

 

02/06 – Munique – 2º dia

 

Tomei o café, que era pago: pão 30 cents, café 50 cents, chá 30 cents, os pães e biscoitos alemães 1 euro, queijos e frios variados, 50 cents, frutas 50 cents. Gastei uns 3 euros no total e achei que foi um valor tranquilo.

Fiquei praticamente a manhã inteira andando ao redor do Camping, com seus lindos jardins, muitos alemães andando de bicicleta, tomando banho de sol, correndo. Um lugar dos sonhos, rs.

Só consegui sair as 14 horas, fui vender as poucas libras que me restou e andei um pouco pelo centro de Munique, Tirei foto na Marienplatz e de algumas outras coisas. Conheci a HBhaus, L-O-T-A-D-O! Tomei 1 litro de cerveja e uma comida que era fígado com batatas. Quando a menina me ofereceu, ela falou em alemão mesmo, não havia entendido nada, mas aceitei a sugestão dela. Não me arrependi, estava muito bom!

Voltei para o camping para mais um happy hour na fogueira, me despedi dos meninos de Nova Jersey e fui dormir em seguida.

 

03/06 – Munique 3º dia

 

Esse foi o dia que eu andei pela cidade pra valer mesmo, começando pelo palácio de Nymphenburg, Botanischer Garten e finalizando no Bayern Arena, que já estava fechado. Por fora é lindo, por dentro, no entanto, não é nada demais. Dizem que o do Borussia é muito mais bonito.

Ao retornar para o centro, fui na feira de comida que tem la, a Viktualienmarkt, tem de tudo, mas a especialidade são as salsichas e os doces mesmo. Comi o tal do Eisbein com mais um litro de cerveja e me deu uma azia absurda. Não sei como os alemães conseguem combinar isso, portanto, levem Eno e Sonrisal, rs...

 

Ao voltar para o Camping, não aguentei nem ficar na fogueira, pois estava passando mal de verdade. Tomei uma água gaseificada com laranja, o que me aliviou um pouco.

 

04/06 – Englisher Garten – a cereja do bolo

 

Acordei tranquilamente e fui para o outro lado da cidade a fim de conhecer o Englisher Garten, o jardim que tem um rio super limpo, ondas artificiais e muitos surfistas querendo pegar uma ondinha, como era feriado de Corpus Christi, estava super cheio, gente da Europa inteira estava ali curtindo o sol forte e se bronzeando, algumas de topless e ninguém dava bola. Impressionante. Muitos estavam ouvindo o som super alto e muitos bebendo e muito. Via um povo feliz com a chegada do verão, foi um dia muito gostoso.

 

05/06 – Uma escapada a Salzburg – Austria

 

Cheguei na estação as 09:00 para comprar o Bayern ticket, como era apenas para mim, paguei 23 euros, quem acompanhasse mais, era acrescido 2 euros de cada um, essa é uma viagem que vale a pena fazer em grupo.

 

Como o meu retorno era as 17 horas, precisei fazer um Hop On-Hop Off. Não gosto desse tipo de tour, mas como tinha apenas um dia, achei necessário saber um pouco mais sobre a terra de Mozart. Teria sido mais bonito no inverno, eu sei, mas que cidade fofa, pequena, aconchegante e com uma culinária riquíssima.

 

Saí de Salzburg às 17 horas e cheguei no Camping às 20 horas. Não consegui ficar para o BBQ, me arrumei e sair correndo para a rodoviária e partir para Berlin.

 

O ônibus saiu às 21 horas e fiquei triste por ter deixado uma cidade tão gostosa como aquela.

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O ônibus saiu às 21:00 estava lotado de torcedores do Barcelona no Megabus, vindos da Espanha com destino a Berlin. Aqueles eram corajosos mesmo, rs...

A primeira parada foi Em Nuremberg, logo após Leipzig e a última antes de Berlim foi Postdam.

 

06/06 – Chegada em Berlim

 

Cheguei as 7 da manhã no hostel em Tempelhof, na Zona Norte de Berlim. Cansada, me dei conta que havia sido roubada ou perdido minha bolsa com o Passaporte e os meus últimos 250 euros, fiquei desesperada, fui na Polícia fazer o Boletim de ocorrência. Fui super bem atendida pelo policial, apesar de ele não falar bem o inglês. Tive que pedir emprestado o mesmo valor a um amigo residente em Amsterdam. Ele transferiu para o hostel e o dono repassou a parte descontando a hospedagem de 60 Euros.

Fiquei o dia todo pensando se havia mesmo perdido ou se bateram carteira, pois eu estava muito cansada e indignada como aquilo pode ter me acontecido no final da viagem.

O Rapaz da Embaixada Brasileira foi me visitar e perguntou se estava tudo tranquilo, e eu respondi que sim, apesar do ocorrido. Fiquei imaginando como seria se isso tivesse acontecido longe de uma embaixada, agradeci apesar de tudo.

Durante a tarde conheci uma menina da Lituânia que estava no meu quarto. Ela estava com a camisa do Barcelona, perguntei a ela se ela ia ao estádio ver a final da Champions League e ela disse que não havia conseguido o ingresso, pois já passava dos mil euros. Mesmo assim Agne falou que ia ficar nos arredores para torcer. Prontamente me ofereci a ir com ela e ficamos perto do Estádio Olímpico. Aquele momento foi único. Era uma vibração sem igual, os italianos eram mais contidos que os catalães. Por falar nisso, estavam fazendo manifestação pela independência da Catalunha também, eles sempre aproveitam grandes aglomerações para fazer protestos.

Como não tínhamos ingressos, procuramos um barzinho e tomando alguns chopps berlinenses, um pouco sem graça para quem saiu de Munique, mas deu pro gasto.

 

07/06 – Dia de andanças pelo centro.

 

Estava sozinha, ainda um pouco chateada com o ocorrido, mas tentei me distrair visitando a topografia do Terror, andando pela Unter Den Linden, museu dos Judeus, Check Pint Charlie, etc. Parei para comer um Kebab básico por 4,50 Euros com coca.

Voltei pro hostel e vi no app que estava rolando um encontro do Couchsurfing. Havia muitos de origem árabe, mas que moravam na Alemanha, conheci um menino de Origem do Ghana, que ficou me perguntando sobre as danças do Brasil, pois ele adorava dançar. Ele próprio havia levado cervejas na bolsa térmica. Muito gentil, me ofereceu algumas, foi bom para distrair.

 

 

 

08/06 – Ida à Embaixada

 

Esse dia foi uma tortura, pois fiquei o dia todo lá. A Embaixada era perto da Alexander Platz. Tinha muita gente que havia sido roubada também, além de algumas esposas de alemães e crianças germano-brasileiras solicitando o passaporte.

Conversei com várias brasileiras, muitas delas morando há mais de 20 anos na Alemanha e de várias regiões do Brasil, me diziam que sentiam muita falta da comida, da alegria, dos parentes. Por outro lado, diziam que estavam satisfeitas por oferecerem educação gratuita aos filhos, segurança e se enchiam de orgulho sobre os filhos poliglotas.

Na vez que eu fui atendida, tive que fazer uma autorização de emergência. Antes disso, claro, me pediram para solicitar um novo passaporte por 160 euros. Como eu não tinha esse valor, fiz a autorização de emergência como o nome do aeroporto que eu ia sair (Amsterdam).

Uma dica: digitalizem todos os documentos, inclusive o título, sem a cópia dos seus documentos, fica impossível fazer essa autorização de emergência e tampouco o passaporte.

Pelo menos isso eu tinha no meu e-mail e mostrei para a assistente do cônsul.

Saindo da Embaixada, dei uma volta na Alexander Platz, comi os salgados e biscoitos da LDL, água e afins, mais tarde fui agendar a minha ida ao Reichstag. Não fui à torre de TV porque já tinha essa opção de ir ao Palácio do Parlamento e ainda era gratuito. Fiquei na fila 2 horas e agendei para as 19 horas do dia seguinte. Achei que seria um bom horário para subir por ser mais vazio.

Estava com muita fome, fui num restaurante italiano no estilo “all you can eat” por apenas 10 euros e com uma taça de vinho inclusa, perto da estação Friedrichstraße. Fiquei impressionada com os preços em Berlin. Muito barato, comparado às outras cidades em que estive. Foi o que me salvou depois do roubo.

No quarto havia uma sul coreana, pedi o carregador dela emprestado e começamos a conversar, ela disse que ficarias 3 meses em Leipzig e que estava muito animada. Cara de criança, mas tinha 30 anos também, muito gente fina.

 

09/06 – bate perna com a Coreana

 

Marcamos de ir ao palácio do Parlamento, ela ainda teria que agendar. Ela também estava no perfil econômico, então foi perfeito, compramos o café no Supermercado LDL e partimos pra rua, Minjae ficou na fila e eu fiquei pesquisando outros lugares. O portão de Brandemburgo estava zoado depois da Champions League, cheia de tapumes, grades, um horror, não consegui tirar uma boa foto ali. Fomos ao Memorial do Holocausto, Topografia do Terror, Tiegarten, Mauerpark, Museu da DDR. Ainda deu tempo para descansarmos perto do rio Spree, uma vibe ótima, curtimos muito, depois fomos para o Reichstag e ainda vimos o pôr do sol. Dia perfeito.

 

10/06 – Passeando pela região

 

Ainda cedo, fiquei pelo bairro Tempelhof, no hangar do antigo aeroporto. Era ali que o Hitler costumava fazer os seus discursos. Na prática tinha muita gente fazendo esportes como corrida, skate, soltando pipa, andando de patins, etc. Em seguida fui para o bairro Kreuzberg, uma área hipster, com gente descolada, arte urbana e restaurantes descolados, tirei a foto na cachoeirinha que tinha lá e depois fui no Gemuse Kebab, o melhor Kebab fora da Turquia, como dizem. Não estavam errados. O Kebab era maravilhoso. Valeu ter ficado 1 hora na fila de espera. Mais tarde fui para o Muro de Berlim para finalizar essa jornada, que, com todos os problemas, foi inesquecível.

Chegando no Hostel o rapaz da recepção me avisou que a polícia havia me ligado dizendo que estavam com o meu passaporte, identidade e cartões de crédito e débito (sem a bolsa, claro!). Fiquei feliz porque pelo menos se lembraram que eu precisaria dos meus documentos para voltar para o Brasil, ou me tornaria uma refugiada, rs.

O dono do Hostel me levou lá, e depois ele me levou ao terminal para eu pegar o Megabus para Colonia. Como sempre cheguei em cima da hora, às 22 hs.

 

10 e 11/06 – Partida para Amsterdam parada em Colonia.

 

Peguei mais um Megabus, que fez paradas em Dortmund e Dusseldorf. Cheguei em Colonia às 6 da manhã. O ônibus com destino a Amsterdam sairia às 9 horas e chegaria 1 da tarde.

 

Enquanto isso, fui no posto dos turcos, comprei algum lanche, tomei um capucino e pedi para o dono para apoiar a cabeça sobre a mesa e cochilar por 2 horas, pois estava muito cansada. Ele ficou com pena e deixou.

Achei que fiz um péssimo negócio em ter feito esse trajeto, antes tivesse comprado uma passagem de 50 euros, que passaria por Hannover e Hamburgo, apenas, mas fiz essa besteira.

Peguei o último Megabus da viagem e o ônibus estava seguindo para Bruxelas, quando em 3 horas estaria em Amsterdam tranquila. Havia muito trânsito em Bruxelas e o ônibus chegou lá atrasado, demorou para continuar a viagem e peguei trânsito em Rotterdam também.

No fim, cheguei em Amsterdam 1 hora atrasada. Meu amigo me esperou pacientemente. Quando cheguei fui correndo tomar banho, colocamos o papo em dia e depois ele me levou em um de muitos moinhos. Foi legal, o clima estava bem mais agradável. De lá partimos para Leidseplein, ficamos andando e fomos para o Bulldog para tomar umas cervejas e me despedir.

Voltamos para a cada do meu amigo e dormi. Acordamos cedo num lindo dia de sol e quente. Meu amigo disse que daria praia. Até tentei mudar meu ticket, mas eu já havia feito o check-in, não tinha mais jeito.

 

12/06 – Day Connection em Frankfurt e Volta para o Brasil

 

Cheguei em Frankfurt às 11 e tinha 11 horas de conexão naquela cidade. Fiquei 1 hora pesquisando sobre a cidade no aeroporto e saí para bater perna.

Desci na estação Frankfurt am Main e de cara vi a parte mais moderna da cidade.

Não tinha conexão no celular então fiquei andando por lá até aprender, eis que encontro o centro velho, as feiras, o centro comercial, uma grande mistura entre o novo e o velho.

Entediada, peguei o tram para a parte sul e ali não havia turista algum, só locais. Me senti confortável. Comprei morangos e fiquei na praça olhando o povo passar. Comprei uma água e paguei o valor da água e o valor da garrafa, lá eles cobram a taxa do lixo que você faz. Fiquei chateada, mas apoio a iniciativa, rs. Após comprar alguns presentes na perfumaria, peguei o tram de volta para o centro e fui gastar os últimos Euros. Tomei bastante cerveja. As de lá são boas também, comi alguma coisa com queijo, achei bem diferente, mas eu curti mais a culinária de Munique. Dei as moedas de gorjeta para a garçonete e segui para o aeroporto. Triste por voltar à realidade, mas feliz por tudo ter dado certo no final.

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