Olá viajante!
Bora viajar?
Guia de viagem de volta ao mundo - Ida ao mundo - Mike Weiss
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Bora viajar?
[align=justify]Saudações mochileiras!
Resolvi abrir esse tópico para que outras pessoas que estejam planejando uma viagem de volta ao mundo, RTW, round the world trip, ou qualquer outro nome de uma viagem que cruze todas as longitudes do nosso planeta, possam ter algum apoio, quebrem menos a cabeça, para que sobre mais tempo para aproveitar a jornada!
A fase do planejamento é uma das mais gostosas, como em qualquer viagem! Mas no caso de uma viagem de uma magnitude tão grande, é necessário algum planejamento estratégico, quase militar!
A idéia é fazer uma espécie de "guia para mochileiros de volta ao mundo"... um guia-relato inicialmente bem resumido, com o jeito brasileiro de mochilar, dirigido a pessoas com passaporte e espírito brasileiro!
A intenção não é "enlatar" uma viagem... pelo contrário, quero apenas dividir o que aprendi enquanto planejei e realizei a minha RTW. Algumas dessas dicas valem muito dinheiro, outras poupam muito tempo... conselhos e dicas que eu desejaria ter recebido antes de partir!
Quero colocar aqui posts como capítulos de um livro com temas diferentes como: escolher a forma de viajar, vistos, o que levar e o que deixar em casa, como lidar com bancos, cartões e câmbio, como economizar durante a viagem... enfim, aos poucos passarei o que aprendi nesses tempos de estrada, e vou aprendendo e discutindo com vocês!
[t3]O INÍCIO DE TUDO[/t3]
Em primeiro lugar é necessário pegar um mapa mundi, seja na imaginação ou seja um real e sinalizar os lugares que queres conhecer. Simples assim!!!
[t3]O MAPA MUNDI[/t3]
OK. Escolheu lugares demais, não é? Que mochileiro não tem a ambição de querer conhecer TUDO?
Infelizmente essa pode ser uma armadilha muito capciosa! Visitar muitos lugares em pouco tempo pode ser legal, pode mesmo... isso depente do seu perfil, mas terás uma viagem muito mais superficial, cara e cansativa. Ou então você tem tempo, mas ooops... não tem dinheiro! Questões básicas e quase infantis que mudam todo o panorama da viagem... portanto, o primeiro passo é: decidir onde quer ir, se poderá ir e quanto tempo quer ficar por lá! Por isso, é necessário falar de tempo...
[t3]O CALENDÁRIO[/t3]
Baseado em expectativas financeiras ou qualquer outra, planeje o dia da partida. Tente realizar uma estimativa real! Vontade, tempo e dinheiro são fatores fundamentais numa MVM (mochilada de volta ao mundo - ok, eu inventei essa expressão agora). Saber a data da partida te dá disposição para perseguir os objetivos, para iniciar a compra de equipamentos, pesquisar preços, verificar vistos necessários e principalmente decidir os lugares que não dispensará visitar.
Uma viagem de volta ao mundo pode ser muito rápida como pode levar anos e anos (muitas pessoas estão na estrada viajando por mais de três, quatro anos... isso é surpreendente). Não quero escrever já sobre os custos, justo porque primeiro precisas decidir todo o resto para que então possa saber quais serão os custos aproximados!
[t3]VISTOS[/t3]
A parte burocrática da viagem.
É muito fácil apontar o Butão no mapa, difícil é levar em conta que precisas emitir um visto, pagar taxas turísticas e lidar com burocracias com custos que podem superar os 250 dólares (sim, só para um país como o Butão)! Nosso passaporte é muito bom, mas ainda são tantos os países que exigem vistos dos brasileiros que no início chega a dar um desânimo... México, Estados Unidos, Austrália, China, Japão e Índia são só alguns dos países que exigem que o visto seja emitido antes da chegada. Mas não se desespere, uns vistos são mais fáceis que os outros... cada um tem uma particularidade.
Alguns mochileiros contratam despachantes para que tomem conta desse processo, claro que poupa tempo e é muito mais fácil. Eu preferi cuidar eu mesmo de todos os processos... é uma papelada que requer muita atenção, um descuido num formulário, na falta de documentos ou na entrevista pode mandar o seu sonho para os ares!
Visite o site da embaixada antes de dar inicio ao pedido do visto. Se restar qualquer mínima dúvida, ligue ou escreva para a Embaixada. Melhor ainda se tiveres a oportunidade de visitar a Embaixada, porque poderá recolher muito material sobre o país que irá visitar! A parte engraçada é como cada Embaixada acaba refletindo muito a imagem do país que ela representa... umas muito organizadas, outras uma festa!
A parte mais difícil para alguns (acredito que a maioria de nós, mochileiros) é a comprovação de renda. Não meça esforços sobre a documentação que eles exigem... entre outros detalhes, você precisa convencer que não quer morar no país deles, e que tem o dinheiro para ser um "turista" por lá. Essa é uma tarefa difícil, e o pior: o resultado dela não depende só do seu esforço, depende até do humor da pessoa que está atrás daquele vidro a prova de balas.
Esteja absolutamente certo de que os convencerá de que tens que voltar para o seu país de origem. Tire os vistos mais "fáceis" antes, como o da Índia, China, Emirados Árabes Unidos... deixe os "big guys" para depois, como Estados Unidos, Japão e Russia. Eu senti que a reação deles muda muito ao ver que já existem vistos para outros países ainda não usados e colados no passaporte. Com vistos não usados, o analista da Embaixada ficará mais confiante de que não és um imigrante, mas um viajante que passará por outros países além do país dele.
Sobre a papelada: não deixe de levar todos os papéis que a embaixada exige, mas não esqueça que nem sempre eles explicitam tudo o que querem. Além dos tradicionais documentos, extratos bancários, poupança e declaração de imposto de renda, é muito imoportante ter algum documento que deixe claro os seus compromissos no Brasil, ou seja: a declaracão da sua Universidade dizendo que a sua matrícula está trancada, a declaração do seu empregador dizendo que estás de férias mas que deve retornar, os documentos do carro no seu nome... enfim, qualquer documento que mostre que voltarás ao Brasil ou que mostre que deixará o país a ser visitado. Nisso o bilhete de volta ao mundo faz a diferença... e é sobre ele que passo a escrever.
[t3]COMPRAR UM BILHETE DE VOLTA AO MUNDO OU COMPRAR BILHETES INDIVIDUAIS[/t3]
Essa foi uma grande dúvida que tive... o que vale mais a pena, comprar o famoso round the world ticket ou comprar os bilhetes separadamente com cada companhia aérea. Todos tem prós e contras.
Comprar um bilhete de volta ao mundo é uma boa idéia, porque é na maioria das vezes muito mais barato do que comprar os bilhetes em separado. Existem diferentes formas de comprar o bilhete RTW:
-Podes escolher os agentes que compram bilhetes em grandes lotes com diversas cias aéreas, entre muitas, o bootsnall.com. Esses agentes dão muita flexibilidade de rotas, datas e destinos, justo porque trabalham com diversas alianças aéreas, mas os preços ficarão bem salgados se quiser customizar a sua viagem.
-Podes comprar direto com uma aliança aérea. Essa é na maioria das vezes a opção mais barata. Aqui não existe intermediário, compras diretamente com a aliança, através do site ou no escritório de uma das empresas aéreas da aliança. Cada aliança tem um programa diferente, e faz-se necessário analisar muito bem as particularidades oferecidas por cada aliança. Em alguns sites é possível até comprar o bilhete online, em outros apenas consegues a estimativa de preço. A http://www.oneworld.compor exemplo, é a única que permite fazer a travessia do Oceano Pacífico Sul, entre a América do Sul e a Oceania. Isso significa que se escolheres outra aliança, terá obrigatoriamente que voar para a América do Norte, e consequentemente não poderá fugir da emissão de um visto para os Estados Unidos, México ou Canadá. Além do já citado site da Oneworld, cheque também os sites: http://www.skyteam.com e http://www.staralliance.com, que também possuem tickets RTW a preços muitíssimo competitivos.
Saliento: é preciso muita atenção na análise das rotas e preços dos bilhetes de cada aliança. Algumas cobram por milhas, outras por continentes... umas limitam os vôos por continente... a maioria delas te dá uma grande vantagem: tens flexibilidade para marcar os seus vôos, sem pagamento de taxas adicionais ou multa na alteração de datas. Ou seja: podes voar quando bem entender, desde que existam lugares na aeronave! Essa é uma grande vantagem, pois se sentes que quer passar mais tempo naquele país que inicialmente pensou não ser tão interessante assim, poderá fazê-lo sem machucar o bolso! Enfim, são inúmeras regras e é preciso escolher a que melhor se adapta para as suas necessidades.
Comprar os bilhetes em separado pode ser um bom negócio também! Principalmente se pretendes fazer longos trechos por terra, se tens tempo para o deslocamento ou se passará muito mais tempo num continente só, sem a necessidade de voar. Mas existem alguns obstáculos: se comprares os bilhetes aéreos com antecedência, terá que pagar multas e diferenças tarifárias se precisar alterar as datas dos vôos (no bilhete RTW comprado com as alianças aéreas as datas são flexíveis). O lado ruim de comprar os bilhetes em separado é que em alguns países com controle de imigração mais "chato", precisarás apresentar um bilhete de saída do país... e isso te deixará engessado, pois vai precisar comprar um bilhete de saída antes de saber quanto tempo realmente quer ficar no país... e se tivesse um bilhete de volta ao mundo, estaria muito mais tranquilo e flexível quanto a esta questão. Em outros países podes escolher comprar um bilhete logo antes de voar... claro que pode! Só que comprar um bilhete transcontinental mesmo que vinte dias antes de voar pode sair uma facada! Um bilhete Sydney - Santiago comprado com um mês de antecedência do vôo pode custar quase a metade de um bilhete de volta ao mundo que contém 16 vôos!!! Entendeu agora porque eu dei tanta ênfase para o planejamento? Planejamento reflete em muitos zeros de diferença na sua conta bancária!
O resumo desse "capítulo inicial" é que precisas organizar os seus destinos. Tentar fazer uma lista priorizando os países que não abre mão de visitar... e de forma descrescente organizando os menos importantes, pois chegará um momento que terás que abrir mão de algum, seja por questões de visto, de tempo ou de transporte. (podemos usar o visto do Japão como exemplo. O visto japonês é válido por três mêses a partir da sua emissão no Brasil... ou seja: tens que visitar o Japão no máximo três meses depois de tirar o pé da nossa terrinha - resultado: fica muito complicado deixar o Japão para o final da viagem... e esses pequenos detalhes acabam refletindo em outras opções, como a direção da volta ao mundo - leste para oeste, ou oeste para leste e consequentemente na escolha dos bilhetes/alianças aéreas).[/align]