No início deste ano, eu fiz uma viajem pra Europa junto com a minha namorada, Jéssica. Fizemos um roteiro de 15 dias (9/4 a 24/4) passando por França, Itália e Croácia. Como o fórum me ajudou muito com informações para a gente fazer nosso roteiro, estou postando aqui – com um grande atraso, admito – o relato dessa viajem incrível que fizemos.
Roteiro
Meu trabalho só cedeu 10 dias de férias e não 15 como eu planejava, então consegui colocar esses dias emendando no feriado de Tiradentes (21/4), que caiu numa quinta-feira e com isso consegui os 15 dias desejados. Por isso, quando possível, emende em feriados porque vale muito a pena . No meu caso, se não fosse isso, o roteiro teria mudado drasticamente. Dessa forma, fizemos:
1º Dia – 09/04 (sábado)– Avião Paris (escala em Roma)
2º Dia – 10/04 (domingo) – Paris
3º Dia – 11/04 (segunda) – Paris
4º dia – 12/04 (terça) – Paris
5º dia – 13/04 (quarta) – Roma
6º dia – 14/04 (quinta) – Roma
7º dia – 15/04 (sexta) – Roma
8º dia – 16/04 (sábado) – Roma
9º dia – 17/04 (domingo) – Split - Hvar
10º dia – 18/04 (segunda) – Hvar
11º dia – 19/04 (terça) – Dubrovnik
12º dia – 20/04 (quarta) – Dubrovnik
13º dia – 21/04 (quinta) – Dubrovnik
14º dia – 22/04 (sexta) – Split
15º dia – 23/04 (sábado) – Zagreb
16º dia – 24/04 (domingo) – Avião p/ Rio de Janeiro (escala em Paris)
Hospedagens
Pegamos no total um hotel e cinco hostels e utilizamos apenas dois sites para as reservas: Booking.com e Hostelworld. Inclusive pegamos hostel pelo Booking e conseguimos bons preços também.
Paris: Vila Romantic; Roma: Hostel Mosaic; Hvar Town: The White Rabbit Hostel; Dubrovnik: Villa Sigurata; Split: Goli e Bosi Design Hostel; Zagreb: My Way Hostel.
Avião
Saímos do Brasil apenas com mochilão, então não despachamos absolutamente nada durante os voos. Compramos passagem pelo Decolar.com da Alitália saíndo do Brasil no dia 9/4 em direção à Paris, com escala em Roma de 1h +/- e voltando para cá no dia 24/4, saindo de Zagreb (Croácia Airlines), com escala em Paris (Air France) de 3 ou 4 horas +/-.
Para os voos internos, fomos de Vueling e não tivemos nenhum tipo de problema. Gostamos muito dos preços, do serviço e do avião. O primeiro voo deles foi de Paris para Roma e o segundo foi de Roma para Split
Ingresso das atrações
Não compramos nenhum ingresso antecipado e saímos do Brasil apenas com as reservas dos hostels e as passagens de avião. Isso pode parecer loucura, mas gostamos de ter feito dessa forma e em nenhum momento pegamos fila de mais de 1h, seja na França, na Itália ou na Croácia. Mas acho que isso só aconteceu por ser baixa temporada na europa. Se você nos períodos de dezembro, janeiro, junho e julho, o ideal é ter ingressos na mão.
Turismo na Crocácia
Paris e Roma não tem muito o que dizer quanto a destino turístico, mas na Croácia, nós tínhamos dois principais objetivos: conhecer as grutas azul e verde, em Hvar e conhecer a cidade de Dubrovnik.
Tínhamos um certo receio quanto a língua, afinal, mesmo tentando o básico do Croata, a língua ainda é um tanto difícil de entender. Para nossa alegria, absolutamente todo mundo falava inglês, seja em Zagreb, Dubrovnik ou na ilha de Hvar, então não tivemos dificuldade nenhuma nesse quesito.
Outro ponto bastante turístico na Croácia são os lagos Plitvice. A gente não chegou a incluir no roteiro, mas para quem se interessar, é possível encontrar agências de turismo em Split que fazem esse passeio, entretanto acaba sendo uma day trip. Os lagos ficam no meio do nada, então, saindo de Split, você demora 3 horas pra ir e mais 3h pra voltar. Fica a informação.
1º Dia – 09/04 (sábado)– Avião, avião e mais avião
Pegamos nossas passagens e nos mandamos para o aeroporto do Galeão (RJ), para pegar o voo da Alitália às 14:35h. Voo tranquilo e confortável, apesar da minha telinha de poltrona não funcionar. A Jéssica, que já tinha ido uma vez para fora do país, achou que o voo teve mais turbulências do que o esperado, mas para mim foi de boa.
Como não escolhemos as poltronas, nos colocaram nas últimas cadeiras, o que foi um problema porque não eram reclináveis. Além disso, não tinha nenhum staff que falava português, o que não acontece nos voos da Air France, por exemplo. Pra mim esses pontos não foram um grande problema, mas fica o alerta.
2º Dia – 10/04 (domingo) – TORRE EIFFEL, ARCO DO TRIUNFO, CHAMPS-ELYSÉES E MCDONALDS!
Descemos em Roma às 7h da manhã com um vento congelante. Passamos pela imigração com muito mais tranquilidade do que estávamos imaginando, sem perguntas e nem apresentação de documentos. O cara apenas olhou para as nossas caras, olhou paro passaporte, carimbou e pronto, estávamos em solo europeu!
Depois da imigração, pegamos o transporte interno e descemos no terminal para pegar às 7:55h outro voo da Alitália em direção à Paris. Esse foi certamente o pior voo de toda a viajem. O tempo inteiro o avião ficou fazendo um barulho alto de turbina que não cessava. Apesar disso, descemos no Aeroporto Charles de Gaulle no horário correto, às 10:05h.
Quando descemos do avião, não conseguíamos acreditar que aquele carimbo na Itália fosse nosso visto na União Europeia, por isso, rodamos o aeroporto por uma duas horas procurando o setor de imigração e todo mundo respondia a mesma coisa pra gente: “Imigração? Você já está na Europa, não precisa de mais visto”. Olha... demorou muito pra cair a ficha e parar de sentir medo de sair de lá kkkkkk O grande problema dessa etapa é que você sai do avião e não tem ninguém para te auxiliar. Você tem que ir até o balcão de informações pra ver se está tudo certo de documentação e tal.
Então compramos um chip de celular da Orange, que dizia na propaganda uma internet de 30G por $40 euros (dividimos o mesmo chip pra economizar, então foi $20 pra cada rs) e cada um comprou um pacote de 10 bilhetes de trem, 1 bilhete de RER e mais 1 passagem para o passeio do Rio Sena no balcão de informações turísticas por $45 euros.
Já devia ser quase 1h da tarde quando perdemos o medo e pisamos pra fora do aeroporto rs Pegamos o metrô especial que tem no subsolo (RER) e descemos na estação Gare du Nord para pegar o metro que ia pra Place d’Italie, onde tínhamos reserva no Hotel Villa Romantic. Eu sou muito preocupado com logística, então tinha memorizado na cabeça exatamente todas as ruas que teríamos que pegar e sempre dava uma olhada no Google Maps pra confirmar.
Sobre o hotel, gostamos bastante do preço e o quarto era bom. A cama é confortável e tinha aquecedor. O Staff era bom também, e na saída a recepcionista nos deu boas informações. O único problema era o wi-fi ser pago, mas não precisamos por conta do chip de internet. Recomendo para quem procura um bom lugar pra dormir com bom preço. Mas o que mais curti no Hotel foi a localização: Em frente a uma estação de metrô, uma loja do Carrefour pertinho em uma rua super tranquilo e um bairro bem movimentado, com muitos asiáticos, principalmente. Depois a gente descobriu que o bairro que estávamos, 13º ARR, é conhecido como a Chinatown de Paris.
Bom, deu 14h, subimos para o quarto, deixamos as malas e fomos pra rua. Primeira parada Torre Eifel, claro. O dia estava muito frio (7º) mas o céu muito claro, sem nuvens. Pegamos o metro na estação Place d’Italie e lá mesmo fomos pra linha que passa na estação Bir-Hakeim.
Momentos de tensão: Sabíamos que o metrô de Paris é conhecido por ser local de golpistas, então estávamos sempre atentos e evitávamos falar qualquer coisa entre a gente pra não dá pinta de estrangeiro (nível carioca de se andar na rua), mas ainda assim a Jéssica quase leva um desses golpes. Ela sentou do lado de um cara e ele puxou do chão um lenço e perguntou se era dela. Ela respondeu que não e ignorou, mas ele ainda insistiu e colocou o lenço entre eles. Nisso surgiu um lugar ao meu lado e ela veio pra mim. Quando ela sentou, percebeu que o porta-dolar que estava na cintura e escondido pela calça e pelo casaco estava praticamente pra fora. A gente acha que esse cara foi puxando o porta-dolar pro lado escondendo a mão com o lenço. Então, toda atenção é importante no metro de Paris.
Passado o susto, descemos do metrô e tinha um guarda pedindo os bilhetes para conferir se todos mundo tinha pago a passagem. Tínhamos lido nos preparativos da viajem que não se deve jogar o ticket fora justamente por conta disso. Agradeço imensamente ao fórum por essas informações rs. Passamos pelo guarda sem problemas.
Andamos um pouquinho e chegamos na tão famosa Torre Eiffel. A torre é linda e o clima estava ótimo, com muita gente ao redor, crianças correndo e vendedores com a réplica da torre. Decidimos não subir e milhares de fotos depois, fomos andando até o Jardins du Trocadéro para batermos outras milhares de fotos kkkkk
Seguindo o roteiro que já havíamos montado, pegamos a Avenue Kléber e fomos andando até chegar no segundo monumento mais famoso de Paris, o Arco do Triunfo. Estrutura é muito maior do que nas fotos e como eu não conhecia nada da história dele, somente lá que descobri que ele foi construído para homenagear as vitórias de Napoleão.
Depois de outras inúmeras fotos, seguimos o roteiro clássico, andando pela Av. Champs-Elysées até o final dela. Apesar de não comprarmos absolutamente nada, curtimos bastante o local, e foi muito gostoso andar de uma ponta a outra sem pressa, só para curtir o clima mesmo. Paramos na Disney Store, onde enlouquecemos com algumas coisas, mas era só pensar na mochila lotada do hotel para passar a vontade de comprar kkkkkk A gente não tinha espaço para comprar nada muito grande rs
Chegamos na Place de la Concorde onde se tem aquele belo obelisco presenteado/roubado (depende apenas do ponto de vista) e passamos pelo Jardin des Tuileries. O lugar é bonito, mas por conta da época do ano que estava, não tinha muitas flores abertas ou coisas do tipo, e não nos chamou tanta atenção quanto esperavamos. Depois disso, voltamos para o metro na estação Palais Royal e descemos na Place d’Italie por volta de 8h da noite, mas com o céu completamente iluminado ainda. Adoramos isso
Morrendo de fome e sem falar uma palavra em francês que não fosse “sim, não, obrigado, por favor, e você sabe falar inglês” acabamos comendo no McDonalds kkkk Não era a melhor opção, mas foi o mais simples pra gente naquele momento. Vale ressaltar que o preço é muito bom também ($10 euros cada por BigMac, coca 500ml, batata e frango empanado). Antes de chegar no hotel, demos aquela passadinha sagaz no Carrefour pra comprar água, besteiras e levar para o quarto.
3º DIA – 11/04 (segunda) – LOUVRE, JARDIM DAS TULERIE, ÓPERA GARNIER, GALEIRA LAFAYETTE!
Esse dia estava separado para a gente passar o dia inteiro no Louvre, então acordamos cedo, tomamos um café da manhã no McCafé ($6 euros pra cada, os croissants e bolinhos são gostosos e o Capuccino deles vale a pena) e pegamos o metro da Place d’Italie para o Palais Royal.
O tempo estava bem fechado, então fomos de casaco e guarda-chuva. De toda forma, demos sorte, porque passamos praticamente o dia inteiro dentro do Louvre.
Depois de uns 15 minutos procurando a entrada do museu, fomos para a parte subterrânea e pegamos uma filazinha de 1h mais ou menos. Como não tínhamos o Museum Pass (pra gente não valeria a pena por conta do roteiro), encaramos a fila numa boa e não achamos nada abusivo.
Com os tickets na mão ($15 euros a entrada), finalmente realizamos um sonho de conhecer o museu mais famoso do mundo, o Louvre! Pegamos um mapa das salas e tudo mais, fomos primeiro em direção à Monalisa, sempre cheia de gente e depois fizemos um trajeto para ir conhecendo o museu sem pressa. Passamos por muitos quadros belíssimos, daqueles que ocupam uma parede inteira, até os mais pequenos. O museu é realmente incrível e queria destacar a parte do Egito Antigo, que me fascinou. Ver hieróglifos, estátuas de deuses egípcios, e tudo mais, é sensacional!
Lanchamos lá dentro mesmo ($11 euros pra cada) e continuamos andando e andando e andando... opa, que sessão é essa aqui? Entramos sem querer na sala da Oceânia e da América Latina e encontramos com um Moais de pedra imenso. Muito foda também ! Fiquei pensando depois que por um lado, é meio vacilo tirar um desses do local de origem, da Ilha de Páscoa, mas por outro lado, você deixa essa cultura muito mais perto para visitação.
Como o museu é imenso, chegou uma hora que estávamos cansados e deixamos de conhecer alguns setores do Louvre, como o gabinete de Napoleão III. Ainda assim, demoramos uns 20 minutos para achar a saída e ainda nos deparamos com duas salas que não tínhamos visitados kkkkkk
Quando finalmente achamos a saída, fomos novamente para o Jardim das Tuleries para sentar um pouco por lá e descansar. Foi quando tivemos nosso segundo “momentos de tensão” em Paris.
Momentos de tensão - Dentro do jardim tem uma espécie de labirinto de plantas, onde fomos para tirar algumas fotos. O clima estava meio estranho no lugar então a gente ficou pouquinho tempo e resolvemos sair. Eu digo isso, porque em meio ao labirinto tinha algumas pessoas paradas, distante entre si, mas todas sérias observado a gente. Essa sensação foi muito ruim, e assim que botamos o pé pra fora desse labirinto, apareceu uma dessas pessoas e ficou olhando fixamente pra gente, enquanto íamos pra onde tinha movimento. Pode ser apenas uma percepção errada minha, mas me pareceu que aquilo ali é algum ponto de venda de drogas ou coisa do tipo, porque foi tudo muito estranho.
Depois desse susto, andamos pela Av. de L’Opera para chegar em outro ponto do nosso roteiro: Ópera Garnier (Palais Garnier) e Galeria Lafayete (Galeries Lafayette). O palácio Garnier, infelizmente estava fechado para visita, então tiramos algumas fotos por fora, e na Galeria Lafayette, foi só pra marcar ponto também, porque não pretendíamos comprar nada kkkkk Mas valeu a pena porque internamente a arquitetura é bem bonita também.
Seguimos pela Rue de la Paix, passamos pela Place Vendôme, onde tinha mais um obelisco egípcio presenteado/roubado, chegamos na Rue de Rivoli e pegamos o metrô na estação de Palais Royal para voltar a nossa querida Place d’Italie. Chegando lá, jantamos no restaurante Café d’Italie (sem McDonalds dessa vez. Ponto pra gente), comida boa e cerveja gelada. Total de $46 euros por dois pratos, uma coca e uma cerveja.
Demos um pulo no Carrefour comprar água de novo e teve um momento engaçado porque queríamos comprar pilha, mas não sabíamos na hora como se fala em francês, então a gente apontou para a caixa poder pegar indicando “ali na direita”. Ela foi passando a mão produto pro produto e quando chegou nas pilhas, a gente fez que positivo e ela disse “pile” ou algo do tipo ou seja, a pronúncia era muito perto do português kkkk.
4º DIA – 12/04 (terça) – TUDO A PÉ: JARDIM DO LUXEMBRUGO, PANTHEON, NOTRE-DAME, SAINTE CHAPELLE, D'OSAY, RIO SENA.
Sempre que possível, eu prefiro fazer tudo a pé, assim a gente conhece melhor os lugares por onde se anda. A Jéssica embarcou na ideia e saímos do hotel em direção ao Jardim de Luxemburgo a pé. Como disse, eu adorei a localização da Place d’Italie, então pegamos duas avenidas para chegar lá, a Avenue des Gobelins e a Bulevard de Port-Royal. A caminhada é um pouco longa, e cerca de 1h depois, chegamos na entrada do parque.
Não tínhamos ideia do quanto ele é grande, adoramos! Achamos tudo bonito, limpo e organizado, e o tempo, apesar de frio, não estava chovendo. Curtimos as estátuas que ficam no centro do parque, ficamos contemplando o lugar por 1 hora e meia +/-, até sair pela lateral do parque e ir em direção ao Pantheón pela Rue Soufflot.
Infelizmente o Panthéon estava fechado para visitação, mas ainda assim é legal olhar ele por fora. Acho muito maneiro aquela imensidão toda!
Do Panthéon, seguimos pela Rue Saint-Jaques, andamos pelos fundos da grandiosa Sorbonne, atravessamos o Rio Sena e chegamos na Ile de La Cité para ir na Catedral de Notre-Dame, outro lugar que estava muito ansioso para conhecer, ainda mais porque era de graça kkkk.
Como todos os pontos turísticos, o lugar estava lotado e pegamos uma pequena fila para entrar. Na porta dela, você já consegue ver vários detalhes da arquitetura, com pequenas esculturas em toda a sua frente. Realmente muito bem feito. Dentro, a catedral é bem bonita, com espaços contanto histórias da bíblia, belos vitrais e uma maquete em madeira de toda sua estrutura. Tudo muito legal, mas talvez por estar meio lotado, achei fora mais bonito do que dentro.
Ainda dentro da Ile de La Cité, fomos ao Palácio de Justiça (Palais de Justice de Paris) para entrar na Sainte Chapelle. Como lá funciona a parte judiciária também, entramos numa fila que tinha uma placa escrito “Sainte Chapelle”. Passamos por um forte esquema de segurança e detector de metais, achamos a entrada para a capela e pagamos $10 euros para entrar. De início, achamos o negócio meio sem graça. “Cadê os famosos vitrais?” Daí, percebemos uma escada bem escondidinha para subir kkkkkk Chegando lá em cima, ficamos encantados com os vitrais, cada um diferente do outro . O lugar é demais e vale muito a pena ser visitado!
Saindo de lá, fomos seguindo pela Quai de Conti e Quai Voltaire, margeando o Rio Sena para chegar no Museu D’Orsay. Passamos ainda pela Pont de Arts para algumas fotos.
No museu, pagamos $9 euros de entrada, pegamos uma fila de 15 minutos (wi-fi liberado pro pessoal da fila \o/) e entramos. O lugar nos surpreendeu muito. Ele é imenso e cheio de obras famosas, incluindo Manet, Van Gogh e até Portinari! Cara, se eu pegar meu livro de história da 5ª e 6ª do ensino fundamental, vou encontrar todos os quadros lá kkkkkk Sério, aconselho todo mundo a dar um pulo no D’Orsay. Saímos de lá cansados, com fome, mais muito felizes por ter ido.
Almoçamos no restaurante Le Voltaire (total de $47,50 euros). Saindo de lá, pegamos o metrô na estação Rue du Bac. Mudamos de linha na estação Montparnasse e fomos em direção à Torre Eifel novamente, para ir no passeio de barco do Rio Sena que compramos no aeroporto.
Achava esse passeio algo do tipo “engana turista” então fui meio desconfiado pra lá, mas no final mudei completamente de opinião kkkk O barco passa por todo o Rio Sena, saindo da altura da Torre Eiffel e indo até o Parc de Bercy, mais ou menos, pra fazer o percurso de volta. Valeu muito a pena!
Saímos do barco olhamos pra Torre Eifel e a Jéssica falou, “ouvi dizer que pagando barato a gente sobe de escada até uma parte dele, partiu?”. Pagamos $5 euros e lá fomos nós subir não sei quantos degraus e conhecer a primeira parte da torre. Foi uma ótima ideia! Bem legal lá em cima também, com várias fotos interativas contando a história da torre. A paisagem também é show!
Saímos da torre, pegamos o metrô na estação Bir-Hakeim, descemos na Place d’Italie, demos uma última passada no Carrefour e fomos para hotel dormir a última noite em Paris, porque dia seguinte embarcávamos para Roma.
Impressões de Paris[/b]: Achamos a cidade linda e curtimos demais todas as atrações que fomos. Super recomendamos uma vista no D’Orsay, que nos surpreendeu bastante. Tínhamos um pouco de receio quanto a língua, pois existe essa fama que “parisiense não gosta de inglês”, mas não tivemos problema nenhum de comunicação, só achamos que os franceses não são pessoas muito alegres rs Além disso, o metrô é a melhor opção de transporte. É só ficar atento para não dar bandeira de que é turista e está tudo certo. Alias, não só no metro mas em todos os pontos turísticos. É comum ciganos e estrangeiros te abordarem contando uma história qualquer apenas para pegar sua carteira e seu dinheiro. Do roteiro “tradicional”, faltou a Sacré-Coeur, Moulin Rouge e Palácio dos Inválidos.
Olá, viajantes.
No início deste ano, eu fiz uma viajem pra Europa junto com a minha namorada, Jéssica. Fizemos um roteiro de 15 dias (9/4 a 24/4) passando por França, Itália e Croácia. Como o fórum me ajudou muito com informações para a gente fazer nosso roteiro, estou postando aqui – com um grande atraso, admito – o relato dessa viajem incrível que fizemos.
Roteiro
Meu trabalho só cedeu 10 dias de férias e não 15 como eu planejava, então consegui colocar esses dias emendando no feriado de Tiradentes (21/4), que caiu numa quinta-feira e com isso consegui os 15 dias desejados. Por isso, quando possível, emende em feriados porque vale muito a pena
. No meu caso, se não fosse isso, o roteiro teria mudado drasticamente. Dessa forma, fizemos:
1º Dia – 09/04 (sábado)– Avião Paris (escala em Roma)
2º Dia – 10/04 (domingo) – Paris
3º Dia – 11/04 (segunda) – Paris
4º dia – 12/04 (terça) – Paris
5º dia – 13/04 (quarta) – Roma
6º dia – 14/04 (quinta) – Roma
7º dia – 15/04 (sexta) – Roma
8º dia – 16/04 (sábado) – Roma
9º dia – 17/04 (domingo) – Split - Hvar
10º dia – 18/04 (segunda) – Hvar
11º dia – 19/04 (terça) – Dubrovnik
12º dia – 20/04 (quarta) – Dubrovnik
13º dia – 21/04 (quinta) – Dubrovnik
14º dia – 22/04 (sexta) – Split
15º dia – 23/04 (sábado) – Zagreb
16º dia – 24/04 (domingo) – Avião p/ Rio de Janeiro (escala em Paris)
Hospedagens
Pegamos no total um hotel e cinco hostels e utilizamos apenas dois sites para as reservas: Booking.com e Hostelworld. Inclusive pegamos hostel pelo Booking e conseguimos bons preços também.
Paris: Vila Romantic; Roma: Hostel Mosaic; Hvar Town: The White Rabbit Hostel; Dubrovnik: Villa Sigurata; Split: Goli e Bosi Design Hostel; Zagreb: My Way Hostel.
Avião
Saímos do Brasil apenas com mochilão, então não despachamos absolutamente nada durante os voos. Compramos passagem pelo Decolar.com da Alitália saíndo do Brasil no dia 9/4 em direção à Paris, com escala em Roma de 1h +/- e voltando para cá no dia 24/4, saindo de Zagreb (Croácia Airlines), com escala em Paris (Air France) de 3 ou 4 horas +/-.
Para os voos internos, fomos de Vueling e não tivemos nenhum tipo de problema. Gostamos muito dos preços, do serviço e do avião. O primeiro voo deles foi de Paris para Roma e o segundo foi de Roma para Split
Ingresso das atrações
Não compramos nenhum ingresso antecipado e saímos do Brasil apenas com as reservas dos hostels e as passagens de avião. Isso pode parecer loucura, mas gostamos de ter feito dessa forma e em nenhum momento pegamos fila de mais de 1h, seja na França, na Itália ou na Croácia. Mas acho que isso só aconteceu por ser baixa temporada na europa. Se você nos períodos de dezembro, janeiro, junho e julho, o ideal é ter ingressos na mão.
Turismo na Crocácia
Paris e Roma não tem muito o que dizer quanto a destino turístico, mas na Croácia, nós tínhamos dois principais objetivos: conhecer as grutas azul e verde, em Hvar e conhecer a cidade de Dubrovnik.
Tínhamos um certo receio quanto a língua, afinal, mesmo tentando o básico do Croata, a língua ainda é um tanto difícil de entender. Para nossa alegria, absolutamente todo mundo falava inglês, seja em Zagreb, Dubrovnik ou na ilha de Hvar, então não tivemos dificuldade nenhuma nesse quesito.
Outro ponto bastante turístico na Croácia são os lagos Plitvice. A gente não chegou a incluir no roteiro, mas para quem se interessar, é possível encontrar agências de turismo em Split que fazem esse passeio, entretanto acaba sendo uma day trip. Os lagos ficam no meio do nada, então, saindo de Split, você demora 3 horas pra ir e mais 3h pra voltar. Fica a informação.
1º Dia – 09/04 (sábado)– Avião, avião e mais avião
Pegamos nossas passagens e nos mandamos para o aeroporto do Galeão (RJ), para pegar o voo da Alitália às 14:35h. Voo tranquilo e confortável, apesar da minha telinha de poltrona não funcionar. A Jéssica, que já tinha ido uma vez para fora do país, achou que o voo teve mais turbulências do que o esperado, mas para mim foi de boa.
Como não escolhemos as poltronas, nos colocaram nas últimas cadeiras, o que foi um problema porque não eram reclináveis. Além disso, não tinha nenhum staff que falava português, o que não acontece nos voos da Air France, por exemplo. Pra mim esses pontos não foram um grande problema, mas fica o alerta.
2º Dia – 10/04 (domingo) – TORRE EIFFEL, ARCO DO TRIUNFO, CHAMPS-ELYSÉES E MCDONALDS!
Descemos em Roma às 7h da manhã com um vento congelante. Passamos pela imigração com muito mais tranquilidade do que estávamos imaginando, sem perguntas e nem apresentação de documentos. O cara apenas olhou para as nossas caras, olhou paro passaporte, carimbou e pronto, estávamos em solo europeu!
Depois da imigração, pegamos o transporte interno e descemos no terminal para pegar às 7:55h outro voo da Alitália em direção à Paris. Esse foi certamente o pior voo de toda a viajem. O tempo inteiro o avião ficou fazendo um barulho alto de turbina que não cessava. Apesar disso, descemos no Aeroporto Charles de Gaulle no horário correto, às 10:05h.
Quando descemos do avião, não conseguíamos acreditar que aquele carimbo na Itália fosse nosso visto na União Europeia, por isso, rodamos o aeroporto por uma duas horas procurando o setor de imigração e todo mundo respondia a mesma coisa pra gente: “Imigração? Você já está na Europa, não precisa de mais visto”. Olha... demorou muito pra cair a ficha e parar de sentir medo de sair de lá kkkkkk O grande problema dessa etapa é que você sai do avião e não tem ninguém para te auxiliar. Você tem que ir até o balcão de informações pra ver se está tudo certo de documentação e tal.
Então compramos um chip de celular da Orange, que dizia na propaganda uma internet de 30G por $40 euros (dividimos o mesmo chip pra economizar, então foi $20 pra cada rs) e cada um comprou um pacote de 10 bilhetes de trem, 1 bilhete de RER e mais 1 passagem para o passeio do Rio Sena no balcão de informações turísticas por $45 euros.
Já devia ser quase 1h da tarde quando perdemos o medo e pisamos pra fora do aeroporto rs Pegamos o metrô especial que tem no subsolo (RER) e descemos na estação Gare du Nord para pegar o metro que ia pra Place d’Italie, onde tínhamos reserva no Hotel Villa Romantic. Eu sou muito preocupado com logística, então tinha memorizado na cabeça exatamente todas as ruas que teríamos que pegar e sempre dava uma olhada no Google Maps pra confirmar.
Sobre o hotel, gostamos bastante do preço e o quarto era bom. A cama é confortável e tinha aquecedor. O Staff era bom também, e na saída a recepcionista nos deu boas informações. O único problema era o wi-fi ser pago, mas não precisamos por conta do chip de internet. Recomendo para quem procura um bom lugar pra dormir com bom preço. Mas o que mais curti no Hotel foi a localização: Em frente a uma estação de metrô, uma loja do Carrefour pertinho em uma rua super tranquilo e um bairro bem movimentado, com muitos asiáticos, principalmente. Depois a gente descobriu que o bairro que estávamos, 13º ARR, é conhecido como a Chinatown de Paris.
Bom, deu 14h, subimos para o quarto, deixamos as malas e fomos pra rua. Primeira parada Torre Eifel, claro. O dia estava muito frio (7º) mas o céu muito claro, sem nuvens. Pegamos o metro na estação Place d’Italie e lá mesmo fomos pra linha que passa na estação Bir-Hakeim.
Momentos de tensão: Sabíamos que o metrô de Paris é conhecido por ser local de golpistas, então estávamos sempre atentos e evitávamos falar qualquer coisa entre a gente pra não dá pinta de estrangeiro (nível carioca de se andar na rua), mas ainda assim a Jéssica quase leva um desses golpes. Ela sentou do lado de um cara e ele puxou do chão um lenço e perguntou se era dela. Ela respondeu que não e ignorou, mas ele ainda insistiu e colocou o lenço entre eles. Nisso surgiu um lugar ao meu lado e ela veio pra mim. Quando ela sentou, percebeu que o porta-dolar que estava na cintura e escondido pela calça e pelo casaco estava praticamente pra fora. A gente acha que esse cara foi puxando o porta-dolar pro lado escondendo a mão com o lenço. Então, toda atenção é importante no metro de Paris.
Passado o susto, descemos do metrô e tinha um guarda pedindo os bilhetes para conferir se todos mundo tinha pago a passagem. Tínhamos lido nos preparativos da viajem que não se deve jogar o ticket fora justamente por conta disso. Agradeço imensamente ao fórum por essas informações rs. Passamos pelo guarda sem problemas.
Andamos um pouquinho e chegamos na tão famosa Torre Eiffel. A torre é linda e o clima estava ótimo, com muita gente ao redor, crianças correndo e vendedores com a réplica da torre. Decidimos não subir e milhares de fotos depois, fomos andando até o Jardins du Trocadéro para batermos outras milhares de fotos kkkkk
Seguindo o roteiro que já havíamos montado, pegamos a Avenue Kléber e fomos andando até chegar no segundo monumento mais famoso de Paris, o Arco do Triunfo. Estrutura é muito maior do que nas fotos e como eu não conhecia nada da história dele, somente lá que descobri que ele foi construído para homenagear as vitórias de Napoleão.
Depois de outras inúmeras fotos, seguimos o roteiro clássico, andando pela Av. Champs-Elysées até o final dela. Apesar de não comprarmos absolutamente nada, curtimos bastante o local, e foi muito gostoso andar de uma ponta a outra sem pressa, só para curtir o clima mesmo. Paramos na Disney Store, onde enlouquecemos com algumas coisas, mas era só pensar na mochila lotada do hotel para passar a vontade de comprar kkkkkk A gente não tinha espaço para comprar nada muito grande rs
Chegamos na Place de la Concorde onde se tem aquele belo obelisco presenteado/roubado (depende apenas do ponto de vista) e passamos pelo Jardin des Tuileries. O lugar é bonito, mas por conta da época do ano que estava, não tinha muitas flores abertas ou coisas do tipo, e não nos chamou tanta atenção quanto esperavamos. Depois disso, voltamos para o metro na estação Palais Royal e descemos na Place d’Italie por volta de 8h da noite, mas com o céu completamente iluminado ainda. Adoramos isso
Morrendo de fome e sem falar uma palavra em francês que não fosse “sim, não, obrigado, por favor, e você sabe falar inglês” acabamos comendo no McDonalds kkkk Não era a melhor opção, mas foi o mais simples pra gente naquele momento. Vale ressaltar que o preço é muito bom também ($10 euros cada por BigMac, coca 500ml, batata e frango empanado). Antes de chegar no hotel, demos aquela passadinha sagaz no Carrefour pra comprar água, besteiras e levar para o quarto.
3º DIA – 11/04 (segunda) – LOUVRE, JARDIM DAS TULERIE, ÓPERA GARNIER, GALEIRA LAFAYETTE!
Esse dia estava separado para a gente passar o dia inteiro no Louvre, então acordamos cedo, tomamos um café da manhã no McCafé ($6 euros pra cada, os croissants e bolinhos são gostosos e o Capuccino deles vale a pena) e pegamos o metro da Place d’Italie para o Palais Royal.
O tempo estava bem fechado, então fomos de casaco e guarda-chuva. De toda forma, demos sorte, porque passamos praticamente o dia inteiro dentro do Louvre.
Depois de uns 15 minutos procurando a entrada do museu, fomos para a parte subterrânea e pegamos uma filazinha de 1h mais ou menos. Como não tínhamos o Museum Pass (pra gente não valeria a pena por conta do roteiro), encaramos a fila numa boa e não achamos nada abusivo.
Com os tickets na mão ($15 euros a entrada), finalmente realizamos um sonho de conhecer o museu mais famoso do mundo, o Louvre! Pegamos um mapa das salas e tudo mais, fomos primeiro em direção à Monalisa, sempre cheia de gente e depois fizemos um trajeto para ir conhecendo o museu sem pressa. Passamos por muitos quadros belíssimos, daqueles que ocupam uma parede inteira, até os mais pequenos. O museu é realmente incrível e queria destacar a parte do Egito Antigo, que me fascinou. Ver hieróglifos, estátuas de deuses egípcios, e tudo mais, é sensacional!
Lanchamos lá dentro mesmo ($11 euros pra cada) e continuamos andando e andando e andando... opa, que sessão é essa aqui? Entramos sem querer na sala da Oceânia e da América Latina e encontramos com um Moais de pedra imenso. Muito foda também
! Fiquei pensando depois que por um lado, é meio vacilo tirar um desses do local de origem, da Ilha de Páscoa, mas por outro lado, você deixa essa cultura muito mais perto para visitação.
Como o museu é imenso, chegou uma hora que estávamos cansados e deixamos de conhecer alguns setores do Louvre, como o gabinete de Napoleão III. Ainda assim, demoramos uns 20 minutos para achar a saída e ainda nos deparamos com duas salas que não tínhamos visitados kkkkkk
Quando finalmente achamos a saída, fomos novamente para o Jardim das Tuleries para sentar um pouco por lá e descansar. Foi quando tivemos nosso segundo “momentos de tensão” em Paris.
Momentos de tensão - Dentro do jardim tem uma espécie de labirinto de plantas, onde fomos para tirar algumas fotos. O clima estava meio estranho no lugar então a gente ficou pouquinho tempo e resolvemos sair. Eu digo isso, porque em meio ao labirinto tinha algumas pessoas paradas, distante entre si, mas todas sérias observado a gente. Essa sensação foi muito ruim, e assim que botamos o pé pra fora desse labirinto, apareceu uma dessas pessoas e ficou olhando fixamente pra gente, enquanto íamos pra onde tinha movimento. Pode ser apenas uma percepção errada minha, mas me pareceu que aquilo ali é algum ponto de venda de drogas ou coisa do tipo, porque foi tudo muito estranho.
Depois desse susto, andamos pela Av. de L’Opera para chegar em outro ponto do nosso roteiro: Ópera Garnier (Palais Garnier) e Galeria Lafayete (Galeries Lafayette). O palácio Garnier, infelizmente estava fechado para visita, então tiramos algumas fotos por fora, e na Galeria Lafayette, foi só pra marcar ponto também, porque não pretendíamos comprar nada kkkkk Mas valeu a pena porque internamente a arquitetura é bem bonita também.
Seguimos pela Rue de la Paix, passamos pela Place Vendôme, onde tinha mais um obelisco egípcio presenteado/roubado, chegamos na Rue de Rivoli e pegamos o metrô na estação de Palais Royal para voltar a nossa querida Place d’Italie. Chegando lá, jantamos no restaurante Café d’Italie (sem McDonalds dessa vez. Ponto pra gente), comida boa e cerveja gelada. Total de $46 euros por dois pratos, uma coca e uma cerveja.
Demos um pulo no Carrefour comprar água de novo e teve um momento engaçado porque queríamos comprar pilha, mas não sabíamos na hora como se fala em francês, então a gente apontou para a caixa poder pegar indicando “ali na direita”. Ela foi passando a mão produto pro produto e quando chegou nas pilhas, a gente fez que positivo e ela disse “pile” ou algo do tipo
ou seja, a pronúncia era muito perto do português kkkk.
4º DIA – 12/04 (terça) – TUDO A PÉ: JARDIM DO LUXEMBRUGO, PANTHEON, NOTRE-DAME, SAINTE CHAPELLE, D'OSAY, RIO SENA.
Sempre que possível, eu prefiro fazer tudo a pé, assim a gente conhece melhor os lugares por onde se anda. A Jéssica embarcou na ideia e saímos do hotel em direção ao Jardim de Luxemburgo a pé. Como disse, eu adorei a localização da Place d’Italie, então pegamos duas avenidas para chegar lá, a Avenue des Gobelins e a Bulevard de Port-Royal. A caminhada é um pouco longa, e cerca de 1h depois, chegamos na entrada do parque.
Não tínhamos ideia do quanto ele é grande, adoramos! Achamos tudo bonito, limpo e organizado, e o tempo, apesar de frio, não estava chovendo. Curtimos as estátuas que ficam no centro do parque, ficamos contemplando o lugar por 1 hora e meia +/-, até sair pela lateral do parque e ir em direção ao Pantheón pela Rue Soufflot.
Infelizmente o Panthéon estava fechado para visitação, mas ainda assim é legal olhar ele por fora. Acho muito maneiro aquela imensidão toda!
Do Panthéon, seguimos pela Rue Saint-Jaques, andamos pelos fundos da grandiosa Sorbonne, atravessamos o Rio Sena e chegamos na Ile de La Cité para ir na Catedral de Notre-Dame, outro lugar que estava muito ansioso para conhecer, ainda mais porque era de graça kkkk.
Como todos os pontos turísticos, o lugar estava lotado e pegamos uma pequena fila para entrar. Na porta dela, você já consegue ver vários detalhes da arquitetura, com pequenas esculturas em toda a sua frente. Realmente muito bem feito. Dentro, a catedral é bem bonita, com espaços contanto histórias da bíblia, belos vitrais e uma maquete em madeira de toda sua estrutura. Tudo muito legal, mas talvez por estar meio lotado, achei fora mais bonito do que dentro.
Ainda dentro da Ile de La Cité, fomos ao Palácio de Justiça (Palais de Justice de Paris) para entrar na Sainte Chapelle. Como lá funciona a parte judiciária também, entramos numa fila que tinha uma placa escrito “Sainte Chapelle”. Passamos por um forte esquema de segurança e detector de metais, achamos a entrada para a capela e pagamos $10 euros para entrar. De início, achamos o negócio meio sem graça. “Cadê os famosos vitrais?” Daí, percebemos uma escada bem escondidinha para subir kkkkkk Chegando lá em cima, ficamos encantados com os vitrais, cada um diferente do outro
. O lugar é demais e vale muito a pena ser visitado!
Saindo de lá, fomos seguindo pela Quai de Conti e Quai Voltaire, margeando o Rio Sena para chegar no Museu D’Orsay. Passamos ainda pela Pont de Arts para algumas fotos.
No museu, pagamos $9 euros de entrada, pegamos uma fila de 15 minutos (wi-fi liberado pro pessoal da fila \o/) e entramos. O lugar nos surpreendeu muito. Ele é imenso e cheio de obras famosas, incluindo Manet, Van Gogh e até Portinari! Cara, se eu pegar meu livro de história da 5ª e 6ª do ensino fundamental, vou encontrar todos os quadros lá kkkkkk Sério, aconselho todo mundo a dar um pulo no D’Orsay. Saímos de lá cansados, com fome, mais muito felizes por ter ido.
Almoçamos no restaurante Le Voltaire (total de $47,50 euros). Saindo de lá, pegamos o metrô na estação Rue du Bac. Mudamos de linha na estação Montparnasse e fomos em direção à Torre Eifel novamente, para ir no passeio de barco do Rio Sena que compramos no aeroporto.
Achava esse passeio algo do tipo “engana turista” então fui meio desconfiado pra lá, mas no final mudei completamente de opinião kkkk O barco passa por todo o Rio Sena, saindo da altura da Torre Eiffel e indo até o Parc de Bercy, mais ou menos, pra fazer o percurso de volta. Valeu muito a pena!
Saímos do barco olhamos pra Torre Eifel e a Jéssica falou, “ouvi dizer que pagando barato a gente sobe de escada até uma parte dele, partiu?”. Pagamos $5 euros e lá fomos nós subir não sei quantos degraus e conhecer a primeira parte da torre. Foi uma ótima ideia! Bem legal lá em cima também, com várias fotos interativas contando a história da torre. A paisagem também é show!
Saímos da torre, pegamos o metrô na estação Bir-Hakeim, descemos na Place d’Italie, demos uma última passada no Carrefour e fomos para hotel dormir a última noite em Paris, porque dia seguinte embarcávamos para Roma.
Impressões de Paris[/b]: Achamos a cidade linda e curtimos demais todas as atrações que fomos. Super recomendamos uma vista no D’Orsay, que nos surpreendeu bastante. Tínhamos um pouco de receio quanto a língua, pois existe essa fama que “parisiense não gosta de inglês”, mas não tivemos problema nenhum de comunicação, só achamos que os franceses não são pessoas muito alegres rs Além disso, o metrô é a melhor opção de transporte. É só ficar atento para não dar bandeira de que é turista e está tudo certo. Alias, não só no metro mas em todos os pontos turísticos. É comum ciganos e estrangeiros te abordarem contando uma história qualquer apenas para pegar sua carteira e seu dinheiro. Do roteiro “tradicional”, faltou a Sacré-Coeur, Moulin Rouge e Palácio dos Inválidos.