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Gabriela Bell

Imersão no Pará!

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Olá a todos e todas! Gostaria de compartilhar com vocês algumas experiências que meu companheiro (mineiro) e eu (paulista) tivemos o prazer de vivenciar no Pará. Fomos a Belém (capital), a Algodoal e Fortalezinha (ilha de Maiandeua) e Ilha de Marajó entre os dias 18 e 31 de janeiro de 2017, totalizando 12 dias (inteiros) de viagem. Viajamos de avião, do aeroporto Viracopos (Campinas-SP) ao aeroporto de Belém-PA, pela cia Azul, e pagamos R$ 470 por pessoa, ida e volta. Apesar de encontrarmos passagens baratas, tanto a ida quanto a volta foram de madrugada, e isso nos impossibilitou de ver Belém por cima, rodeada pelos grandes rios e densas matas da Amazônia (vimos uma foto de uma moça que encontramos na viagem e é realmente lindo!), portanto, se puder escolher, pegue pelo menos uma das viagens de dia para não perder essa bela vista.

 

O mês de janeiro não é temporada de viagem à região, por chover muito, sendo considerado pelo pessoal da região como época de inverno. De fato, choveu bastante durante nossa viagem, mas não se iluda, mesmo sendo inverno é muito quente e abafado. Porém, tivemos a maior parte dos dias muito bonitos de pleno sol. Também pudemos aproveitar a maioria dos lugares com pouquíssimos turistas e não tivemos problemas com opções de hospedagens lotadas ou passagens esgotadas.

 

Belém

Belém é uma capital muito curiosa. Apesar da dinâmica urbana um tanto confusa e caótica, é cheia de lugares de natureza exuberante e de marcante presença de trabalhadores ribeirinhos. O Pará é conhecido por sua gastronomia singular e Belém é um local muito propício para conhecer melhor a culinária paraense. Existem muitos pratos típicos e produtos muito específicos que são encontrados apenas por lá como o pato no tucupi com folha de jambu, o tacacá, a maniçoba, as caldeiradas de peixe, o açaí com peixe e farinha, o tambaqui e os bombons, sorvetes e chopps (geladinho ou sacolé) de frutas da região como o bacuri, taperebá, cupuaçu, graviola, uxi, muruci, cacau, etc.

 

Apesar de possuir bonitos pontos turísticos, alguns feitos “para turista ver” e outros realmente autênticos, o que chama atenção são os lugares frequentados pelos próprios belenenses, por representarem a diversidade que compõe a região. O local que visitamos que melhor expressa esta ideia, é o Mercado Ver-o-Peso, onde você pode encontrar enorme diversidade de produtos, cores, odores e sabores. Lá são vendidos peixes, frutas, castanhas, cachaças (a famosa cachaça de jambu que adormece a boca), pimentas, tucupi, comidas, artesanatos, óleos, banhos de cheiro, sabonetes, ervas e produtos usados para tratamentos medicinais, e possui vários lugares para comer e beber, com preços acessíveis e com vista para a Baía do Guajará. Foi surpreendente ver tantos peixes, frutas e comidas que não conhecíamos e nem poderíamos imaginar, além de assistirmos um maravilhoso pôr do sol atrás da mata ao fundo da Baía.

 

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Os ônibus da cidade toda param por lá e custa R$ 3,10 cada passagem. Além disso, o Mercado fica bem próximo de vários outros lugares interessantes para conhecer, onde você pode percorrer a pé. Só não é muito indicado andar a noite por aquelas bandas, pois como em outros lugares da cidade, pode ser bem perigoso.

 

Ao lado do mercado está localizada a Estação das Docas, onde há restaurantes, sorveterias, cervejarias, venda de artesanatos e outros produtos da região. Embora seja um lugar bem bonito, os preços são bem salgados. Para ter uma ideia, a mesma cachaça de jambu custa R$ 30 no ver-o-peso e R$ 70 na estação das docas. Lá tem caixas eletrônicos 24 horas e banheiros gratuitos, e também possui atrações culturais e musicais. Ao lado da Estação das Docas se localiza o terminal hidroviário, que possui barcos para diferentes lugares da região como para a Ilha de Marajó, e ao lado do terminal hidroviário se localiza o Ver-o-Rio, outro local com diferentes opções de comidas e bebidas e com atrações culturais (quando fomos no Ver-o-Rio, o lugar parecia bastante abandonado, porém muitas pessoas frequantam o local e seguranças faziam vigilância por lá). Em todos esses locais é possível assistir o belo pôr-do-sol na Baía do Guajará.

 

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Do outro lado do mercado Ver-o-Peso você encontra o Mercado Municipal de Belém, o chamado comércio da cidade, e com um pouquinho a mais de caminhada, você chega na praça do relógio e no Complexo Feliz Lusitânia, composto pelo Forte do Presépio, pela Casa das 11 Janelas e pela igreja da Sé. São lugares muito bonitos que guardam um pouco da história de Belém e de sua colonização. Para entrar no Forte do Presépio e na Casa das 11 Janelas é preciso pagar uma taxa de aproximadamente R$ 5 por pessoa, o que permite visitar alguns museus e exposições montadas no interior destes lugares. A igreja da Sé é um dos locais que recebe a santa da Nossa Senhora de Nazaré durante o Círio de Nazaré, o maior evento de Belém que acontece em outubro e reúne milhares de devotos de todo o país.

 

AVISO IMPORTANTE: A MAIORIA DOS LUGARES TURÍSTICOS EM BELÉM NÃO ABREM NA SEGUNDA-FEIRA. MUITOS LOCAIS TURÍSTICOS TAMBÉM FECHAM AS 16H. PORTANTO, É BOM SE PLANEJAR. NÓS DEIXAMOS DE VER ALGUMAS COISAS POR CAUSA DISSO.

 

A Praça da República também se localiza próxima ao mercado ver-o-peso, possui muitos monumentos históricos e o Teatro da Paz. Os monumentos são muito bonitos mas estavam bem depredados e isolados com alguns tapumes da prefeitura. No dia que fomos lá, o SBT estava fazendo uma reportagem sobre as obras paradas e abandonadas pela prefeitura na praça. O Teatro da Paz foi fundado em 1878 e está bem preservado. Até hoje recebe renomados grupos e artistas e é possível fazer uma visita guiada de terça a sexta-feira.

 

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O Mangal das Garças se localiza as margens do Rio Guamá e compreende um parque ambiental criado pelo governo do Pará em 2005. Lá diversos animais ficam soltos como os lagartos, as garças, os guarás (aves que possuem um vermelho radiante), araras e pacas, além de possuir alguns viveiros de pássaros e um borboletário (apesar da entrada no mangal ser gratuita é preciso pagar para entrar nesses locais). Há diversas espécies de plantas e também um farol e um restaurante. A subida no farol é feita por elevador e é preciso pagar R$ 5 por pessoa. A vista de lá é muito bonita, pois é possível ver grande parte de Belém. IMPORTANTE: Com carteirinha de estudante paga meia entrada em todos os locais.

 

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O Museu Paraense Emílio Goeldi é um local de desenvolvimento de pesquisas e abriga diferentes espécies animais e de plantas, além de algumas antigas construções e monumentos. É preciso pagar R$ 5 por pessoa para entrar. Quando chegamos lá vimos que é uma espécie de zoológico, onde os animais ficam presos. Também vimos que algumas jaulas de animais, como as das onças, eram pequenas e estavam fora do tamanho permitido pela lei. Colocaram placas dizendo que estavam em obras e que logo regularizariam os tamanhos das jaulas, contudo, cabe acompanhar se de fato essas obras serão feitas e em quais condições manterão os animais até que sejam concluídas.

 

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A Basílica de Nossa Senhora de Nazaré é no centro da cidade e é onde o Círio de Nazaré termina. O Círio é considerado uma das maiores manifestações católicas do mundo, de modo que até os não católicos param para ajudar os devotos e distribuir água. Apesar de não ser a época do Círio, os portões da igreja estavam cheios de fitinhas coloridas amarradas, onde os devotos colocam seus 3 pedidos. Você também pode comprar fitinhas em frente a igreja e colocar seus pedidos!

 

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De Belém é possível visitar diferentes e bonitas ilhas. Nós visitamos a Ilha do Mosqueiro, que possui diversas praias de água doce e o acesso pode ser feito de ônibus (a passagem custa R$ 9 por pessoa e a viagem dura cerca de 2h) ou de carro, por uma ponte que liga a ilha a Belém. Visitamos a praia de São Francisco e a praia do Farol, além da charmosa “vila” que possui diversos lugares para comer e beber, entre eles, uma Tapiocaria muito boa. Indicamos a tapioca de queijo com cupuaçu!

Não temos referências de hospedagem em Belém e na Ilha do Mosqueiro, pois ficamos na casa de amigos.

 

Outra ilha que visitamos, e que foi o meu lugar preferido de Belém, foi a Ilha do Combu. Lá o acesso é por barco e custa R$ 5 por pessoa cada viagem. Para ir até lá, você tem que ir até o porto do Combu (Av. Bernardo Sayão com Av. Alcindo Cacela); dá para chegar lá de ônibus. Você adentra pelo Rio Guamá num tipo de vilarejo nas margens do rio, onde existem diferentes casas e restaurantes, todos na borda do rio. É possível ver os trabalhadores pescando, as crianças brincando, as roupas penduradas e as louças secando, além de um barco escolar! Também pode nadar no rio e comer peixes frescos e brigadeiros feitos com o cacau da própria ilha. Quando fomos apenas o restaurante Saldosa Maloca estava aberto (possivelmente por ser baixa temporada). É bem caro, por isso recomendamos outros restaurantes de lá, como o Chalé da Ilha.

 

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Algodoal e Fortalezinha

 

Algodoal fica na Ilha de Maiandeua que pertence ao município de Maracanã. Para chegarmos lá pegamos um ônibus no terminal rodoviário de Belém até Marudá (R$ 30 por pessoa) e fomos até o porto de Algodoal de táxi (R$ 10 – R$15 a corrida, depende do taxista). Lá pegamos o barco para Algodoal que custa R$ 8,50 por pessoa e leva cerca de 45 minutos para atravessar para a ilha. Chegando lá você pode ir a pé até sua hospedagem ou pegar uma charrete que leva você e suas bagagens por R$ 10. Nós não sabíamos onde ficar e perguntamos para um dos charreteiros um lugar que ele indicasse. Ele nos levou em 3 pousadas diferentes, todas com opções de quartos para duas pessoas com café da manhã incluso e ar condicionado entre R$ 70 e R$ 90. Decidimos ficar na Pousada ABC e pagamos duas diárias de R$ 80 cada uma para o casal, ou de R$ 40 por pessoa. Lá eles aceitam cartão e fica localizada logo no início da vila de Algodoal. Em Algodoal as pousadas têm as opções de camping e também de redário, onde você dorme na rede, utiliza o banheiro do camping e tem um armário para guardar suas coisas. Algumas oferecem a rede e outras só o lugar (daí é preciso levar a sua), e é uma opção mais em conta do que o camping. Chegamos e nos instalamos por volta de 15h. Saímos para conhecer a vila e almoçar em algum lugar. Conhecemos e gostamos muito do Restaurante da Olga (ao lado da farmácia), onde pagamos entre R$ 12 e R$ 15 o PF e R$ 3 o suco natural de acerola.

Quase em frente da farmácia vimos um local com uma placa de passeios de barco e fomos nos informar. Lá eles são em 2 irmãos (Anderson e Fábio) que fazem os passeios para o Furo Velho (um igarapé) e para Fortalezinha (outra praia e vila). Nós fechamos com o Fábio um passeio para o dia seguinte para Fortalezinha por R$ 80 o casal. Ele disse que se tivessem mais pessoas o preço por pessoa cairia, mas a ilha estava bem vazia e não encontramos outros turistas por lá.

 

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Nesse mesmo dia fomos conhecer a praia da Princesa e a praia da Lua Cheia (uma do lado da outra, mas é preciso pagar R$ 2 a um canoeiro para te atravessar por um canal para chegar na praia da Princesa). A praia da Princesa é a mais famosa de Algodoal e possui vários restaurantes e bares, todos com a temática do reggae. Como chegamos numa segunda feira, a ilha estava bem calma e sem atrações para turistas, afinal, parecia que só tinha a gente de fora por lá. Nos disseram que entre quinta-feira e domingo é que a ilha fica mais agitada, com shows de reggae e apresentações de carimbó (música e dança típica do Pará), porém nós fomos embora na quarta cedinho, então não pegamos muita coisa por lá.

 

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No dia seguinte saímos as 8:30 para Fortalezinha de rabetinha (nome que eles utilizam para um barquinho com motor) e fomos beirando a ilha em lugares que as águas do rio Maracanã se encontravam com as águas do oceano. No caminho vimos muitos trabalhadores pescando, montando os chamados currais de pesca, pegando moluscos nas pedras e catando cocos. Além disso, vimos muitos pássaros e muita vegetação de mangue. Apesar do dia estar nublado e com uma chuva fininha, foi muito bonito! Chegando lá percebemos que nós éramos os únicos turistas. Demos sorte do restaurante do Seu Jaca estar aberto. Caminhamos pela praia, pela vila e por um coqueiral, e almoçamos por lá. Fortalezinha é linda! Pagamos R$ 20 o PF e R$ 3 o coco gelado e voltamos pelo mesmo caminho por volta das 14h. O passeio de barco dura cerca de 1h.

 

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Chegando de volta a Algodoal estava chovendo muito, mas mesmo assim fomos a praia da Lua Cheia e nos banhamos um pouco. A noite fomos jantar no restaurante da Olga e comemos um molusco que tem muito por lá chamado Sarnambi. No dia seguinte pegamos o barco para Marudá as 6h e fizemos todo o trajeto de volta a Belém.

 

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Algodoal se localiza numa área de proteção ambiental. Na ilha não tem carro, nem asfalto e a energia elétrica chegou por volta de 2005. É um lugar muito preservado e encantador. Lá os moradores montaram uma associação e eles mesmos fazem a gestão do turismo, se auto organizando e se auto fiscalizando. Eles fazem um rodízio entre eles, de modo que cada dia é um barqueiro diferente que faz a travessia entre Marudá e Algodoal, um canoeiro diferente por dia para atravessar os turistas no canal da praia da Princesa e um grupo de charreteiros diferente por dia, para que todos possam ter renda do turismo de forma equilibrada.

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Marajó

 

Para chegar a ilha de Marajó é preciso pegar o barco ou a lancha no terminal hidroviário de Belém, ao lado da estação das docas. Só possuem 2 horários por dia. O barco sai as 6:30 e as 14:30, custa R$ 24 por pessoa e a viagem dura cerca de 3h. A lancha sai as 7h e as 14h, custa R$ 35 por pessoa e a viagem dura 1:30h. Tem poucos lugares na lancha, o que faz com que as passagens se esgotem rapidamente. Por isso é bom comprar com antecedência caso essa seja a sua opção. Tanto o barco quanto a lancha deixam os passageiros no porto de Camará. Lá é preciso pegar uma van ou um ônibus até Salvaterra (município mais próximo) ou Soure (capital de Marajó). Nós estávamos em 3 pessoas (um amigo nosso foi conosco), fomos de barco até Camará e fomos para Soure; pagamos R$ 10 por pessoa no ônibus. Durante a viagem de barco encontramos duas moças que estavam viajando sozinhas, uma do Espírito Santo e outra do México e passamos a viajar juntos. Durante o trajeto para Soure, o Edgar (dono da cia de ônibus) nos indicou um lugar para ficar e nos hospedamos nos quartos ao fundo do mercado do Gomes. Estávamos em 5 pessoas e pagamos R$ 20 a diária cada um. Tinha uma cama de casal, duas redes e uma das meninas tinha um colchão de ar. O quarto tinha banheiro e ar condicionado, mas não havia café da manhã incluso.

 

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Fomos jantar no bar Varanda. Tinha música ao vivo e os preços eram bem acessíveis. Comemos um PF de R$ 16 e também pedimos algumas porções de queijo e carne de búfalo. Na ilha de Marajó tem muitos búfalos que são utilizados como os bois e vacas por agricultores de outros locais. Contam que uma embarcação de búfalos que ia para a Índia naufragou próximo as margens de Marajó e os animais nadaram até a ilha. Com o tempo se adaptaram ao local e se reproduziram, de modo que ainda hoje há búfalos não domesticados em áreas isoladas da ilha.

 

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No dia seguinte levantamos cedo e fomos tomar café na “feira” ou no mercado de Soure. Lá o café com leite mais uma tapioca de queijo de búfala custa R$ 5. De lá andamos até uma loja de artesanatos do Zé Pretinho e depois decidimos ir até a praia do Pesqueiro. Descobrimos que a praia era a 10 km da cidade e que iríamos demorar muito para chegar. Tentamos alugar umas bicicletas num local próximo de onde estávamos, mas todas já haviam sido alugadas neste lugar, então decidimos chamar um táxi. Descobrimos que táxi em Marajó não é um bom negócio, pois são poucos e eles não tem taxímetro. Nossa corrida ficou em R$ 40 até a praia. Ficamos a manhã toda na praia, mesmo com um pouco de chuva. O lugar é muito bonito.

 

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Depois do almoço decidimos ir a pé até as fazendas da Mironga e de São Jerônimo, que ficam na estrada para a praia do pesqueiro. Andamos muito e quando chegamos na fazenda da Mironga, o dono, Tonga, estava saindo de lá. Nós entramos, mas não conseguimos conhecer muita coisa pois era com o dono que deveríamos falar. Dica: não tem como entrar nesta fazenda sem tomar um banho de repelente! Decidimos ir até a fazenda São Jerônimo que fica logo em frente (onde foi gravada uma novela da Globo e também o programa No Limite), mas quando chegamos lá já não podia fazer nenhum passeio devido o horário. Lá o passeio que oferecem dura em torno de 2h, e você passa por trilhas na mata, no mangue, faz um passeio de canoa e outro de búfalo e custa R$ 100 por pessoa. Nesse momento já estávamos com bolhas no pé e assaduras devido a longa caminhada até as fazendas, então decidimos chamar um táxi novamente. Mesmo sendo da fazenda até a cidade foi cobrado R$ 40 de novo. Como estávamos cansados e meio machucados, e ainda era em torno de 15:30h, negociamos com o taxista um passeio para a praia da Barra Velha e o ateliê do Ronaldo Guedes (um ceramista e escultor de Marajó que reproduz as gravuras marajoaras em suas peças) por mais R$ 50.

 

A praia de Barra Velha é muito bonita, mas chegando lá nos disseram para tomar cuidado com as arraias. Um dos moços de um restaurante tentou nos tranquilizar dizendo que fazia tempo que nenhum acidente com arraia acontecia por lá, mas disse que era desde novembro! Rsrs mesmo assim aproveitamos a praia um pouco e depois seguimos para o ateliê, que nos surpreendeu com o trabalho do Ronaldo Guedes e de sua família. Todos por lá fazem a cerâmica e sua decoração com gravuras marajoaras. Essas gravuras foram encontradas em peças de cerâmica na ilha que foram feitas pelos índios há milhares de anos. Essas gravuras foram sendo catalogadas com o tempo e até hoje muitos nativos da ilha as utilizam em seus trabalhos. Eles utilizam a argila de um igarapé da própria ilha e utilizam pedras que esfarelam para fazer os corantes de suas pinturas. Além disso, procuram reutilizar materiais que seriam descartados para fazer as peças: quando chegamos lá, uma moça estava desenhando numa peça com um aro de bicicleta. O trabalho é realmente incrível!

 

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Nas noites de fim de semana tem reggae e rock gratuito no Tombo do Jutaí. Lá se paga só o que consumir.

No dia seguinte levantamos bem cedinho e fomos até outro local de aluguel de bicicletas (Oficina do Bidu, que é o rapaz que aluga as bikes). Dessa vez conseguimos e poderíamos pagar R$ 2 por hora ou R$ 15 o dia todo. Como íamos embora ao meio dia decidimos pagar por hora. Fomos pedalando até a praia do Garrote, a praia do Farol ou do Mata Fome e até o Tombo do Jutaí. Tudo isso em torno de 1h. Depois pegamos uma rabetinha até Salvaterra por R$ 2, levamos as bicicletas e fomos pedalando até a praia Grande.

 

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Na ida nós descemos num lugar muito longe da praia e pedalamos por cerca de 30min numa rodovia. Depois descobrimos que tinha um outro local para pegar o barco que deixava bem próximo a praia, então fomos neste local na volta. Voltamos para Soure num barquinho conhecido por Popopo (por causa do barulho do motor que faz) e pagamos R$ 3 a travessia. Devolvemos as bicicletas e fomos almoçar num restaurante em frente ao mercado de Soure, do lado do ponto de taxi, onde o PF era R$ 10 e o suco natural R$ 2. Pegamos o ônibus para o porto de Camará por volta das 13h e a lancha para Belém as 14:30h. Havíamos reservado a lancha com antecedência com o Edgar, recomendamos que faça isso também.

 

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Marajó é uma ilha muito grande e ficamos apenas em Soure e Salvaterra, que são os maiores municípios. Só em Soure tem 25 mil habitantes. No total possuem 16 municípios em toda a ilha e o tempo de deslocamento de um município para outro é muito grande. Acredito que para conhecer a fundo a ilha é preciso muito mais tempo de viagem e também adentrar nos municípios menores. Nos faltou tempo para conhecer Joanes, distrito de Salvaterra, que é localizada mais ao sul. Nos disseram que as praias de lá eram incríveis.

 

Por fim, tivemos ótimas experiências e adoramos essa “imersão” no Pará, mais especificamente na região de Belém. Em breve voltaremos para conhecer Alter do Chão e Manaus! Boa viagem! ;)

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