Fala Galera, vou colocar um relato para motivar alguém a mais viagens. Os tópicos nos mochileiros tem me ajudado bastante e espero poder ajudar outros também.
Esta foi uma viagem de um pouco mais de 5 meses entre os EUA e Brasil por via terrestre. O interesse era fazer todo por terra mas fui obrigado a utilizar um avião entre Panama City e Cartagena na Colômbia por não haver estrada neste meio.
O custo médio foi 600 dolares e costumo responder que mesmo em um mochilão que gaste 1000 dolares por mês de média acaba sendo mais barato do que o custo de viver em SP com a diferença que você fica sem renda sai pelo mundo. Como viajei por 3 continentes estou colocando nesta seção de RTW.
Trabalhando nos EUA
Meu irmão vivia em New Jersey a 20 minutos de Manhattan e resolvi passar um tempo fora do Brasil.
Logo na primeira semana meu irmão me ajudou a arrumar um trabalho como lavador de carros em um carwash. Depois arrumei outro trabalho como delivery boy em um restaurante em Manhattan na 94th st de noite. Depois arrumei outro trabalho em outro restaurante na 62th st no período do almoço, somando 12 horas e 7 dias por semana nos 2 restaurantes. Alternava entre entregar comida de bicicleta (mais prático e rápido) e busboy (ajudante de garçom).
Já sabia que não ficaria mais do que 6 meses em NY, havia comprado no Brasil um passe aéreo da Canadian Airlines bem barato que dava direito a fazer 5 trajetos incluindo Hawaii e finalizando na Califórnia onde tinha um amigo morando em San Diego e pretendia arrumar emprego por lá.
Após juntar um dinheiro suficiente para viajar fazia planos em ir até o Brasil de ônibus depois de San Diego. A passagem de volta que adquiri com 40 mil milhas da TAM já estava vencida.
Minha trajetória inicial seria atravessar o Canadá de costa a costa, subir para o Alaska, ir ao Hawaii e então chegar a San Diego.
Iniciando o Mochilão pela América do Norte
Me lembro do dia que sai de New York somente com uma mochila nas costas com 25 kilos, nem tinha idéia do que me esperava nos próximos meses. Meu irmão foi junto comigo na estação de ônibus e meu próximo destino foi a cidade de Quebec no Canadá. No primeiro dia já entrei no ritmo de mochileiro, conhecendo gente do mundo inteiro nos albergues, dormindo noites em ônibus e comprando somente comida barata no supermercado.
Depois de passar em Montreal, Toronto e Winnipeg cheguei em Churchill no norte do Canadá. Churchill é conhecido como o melhor local pra se ver ursos polares pois fica na rota que eles fazem pra voltar ao pólo norte.
Em Churchill, eu não tinha reserva em nenhum hotel, tentei dormir no hospital da cidade mas acabei sendo expulso no meio da noite. A noite lá é linda, o horizonte fica colorido por um bom tempo. Fiquei vagando pela cidade de 1000 habitantes e acabei conhecendo algumas pessoas que nem falavam inglês, apenas a linguagem dos esquimós, inuit. Acabei achando um hotel com vaga, que acabou sendo o mais caro de toda minha viagem (32 dólares americanos). No dia seguinte fiz um passeio ao redor da cidade e vi alguns ursos polares, claro que estava protegido dentro do ônibus. Lá também foi a primeira vez que vi Aurora Boreal apesar de fraca.
Após Churchill fui conhecer as montanhas rochosas, uma região muito bonita. Em Banff realizei uma caminhada sozinho no meio das montanhas. Acabei passando muito frio na barraca em uma das noites. No fim da tarde no acampamento fui buscar água no rio e vejo 4 lobos do outro lado da margem, corriam muito rápido. Na volta da caminhada, estava completamente sozinho e vejo um urso marrom há uns 30 metros no meio da mata, tudo que queria era chegar o mais rápido na cidade e vejo um francês sentado em cima da mochila e digo que tinha acabado de ver um urso e ele responde que também, por isso que tinha parado pois queria ver novamente... como não tive este sangue frio continuei a volta em ritmo rápido. Após Banff fui a Lake Louise (foto a direita) e acabei descansando bem no albergue e apenas fazendo caminhadas de um dia pra visitar a região.
Resolvi seguir viagem para o Alaska passando por Edmonton e Whitehorse no Canadá. Em Edmonton quando estava dormindo na rodoviária esperando o ônibus que sairiaa as 6 da manhã, um funcionário me expulsa de lá dizendo que fecharia meia-noite. Estava muito frio e pra fugir do frio fui até um cassino, nesta brincadeira ganhei 60 dólares canadenses e fiz a melhor refeição da viagem.
Em Whitehorse tive uma grande surpresa quando descobri que não havia ônibus para o Alaska pois a temporada de turismo no Alaska encerra-se em 15 de Setembro, fim do verão. Na central telefônica da cidade, tentando solucionar meu problema tive a sorte de conhecer um cara que estava indo de carro e me daria uma carona. Ele deu a idéia de dormimos no "shelter" da cidade e então descobri que na maioria da cidade existiam abrigos para mendigos. Este abrigo era muito bom, tinha aquecimento, serviam comida e tinha até TV. Na manhã seguinte seguimos viagem para Fairbanks no carro dele, acabei descobrindo que ele andava armado mas depois me explicou que era militar no Tenesse e estava voltando pra casa no Alaska. Foi 15 horas de viagem até Fairbanks e a vista da região era muito bonita. Ele andava tranqüilamente a 140 Km/h e quando estava me falando sobre o perigo do "black ice", gelo no asfalto não muito visível, ele passa por cima de um e rodamos 3 vezes até sairmos fora da estrada, a sorte foi que não batemos em nenhum carro ou árvore.
Chegamos em Fairbanks 11 da noite e lá descubri que além de meio de transporte, os locais de hospedagem também fechavam depois de 15 de setembro. Após 3 tentativas o cara me deixou na delegacia de policia pois tinha que seguir viagem para a cidade dele. O policial me levou no "homeless shelter" da cidade e este era meio barra pesada. O cara que tomava conta já me mandou assoprar no bafômetro e disse que qualquer gota de álcool que tomasse eu seria expulso. No dia seguinte descubri que não poderia ficar durante o dia no abrigo, me deram endereços pra procurar emprego e poderia voltar somente de noite. Passei o dia todo vagando e tentando obter informações de como chegar no Denali National Park descobri que os únicos meios para chegar ao parque seria alugar um carro ou pedir carona, fiquei com a segunda. Enrolando num café que tinha internet da cidade, conheci uma menina, fomos dar uma volta e na praça da cidade dois mendigos deitados na praça em cima da neve me cumprimentaram, ela não entendeu nada, mas eles já eram meus conhecidos. No abrigo conheci várias pessoas, desde um veterano sem as duas pernas até ex-presidiários e todos eram revoltados com o sistema americano.
Fazendo 17 graus negativos, acabei pegando 3 caronas até chegar ao Denali National Park que estava fechado porque também fica aberto até 15 de setembro.
Montei minha barraca que era a única do parque para a noite na qual imaginava ser mais fria do que foi. No meio da noite vi O espetáculo mais bonito de toda minha vida, uma aurora boreal bem forte. Fiquei duas noites no parque, fiz uma caminhada de leve e acabou nevando nesta tarde. Quando voltei ao acampamento vi várias pegadas de animais, inclusive de urso,na neve fresca perto da minha barraca. Dia seguinte, após 3 horas de espera na estrada, consigo uma carona até Anchorage e felizmente lá o albergue estava aberto. No mesmo albergue conheci uma alaskiana que acabou sendo o meu primeiro romance desde que sai de Nova York e resolvi prolongar minha estadia um pouco por mais uma semana em Anchorage.
Seguindo viagem, resolvi ir de barco até o Canadá até Prince Rupert. A viagem é tranqüila e a vista maravilhosa. Consegui ver algumas baleias. Parávamos em diversas cidades do Alaska onde somente é possível chegar por avião ou barco.
Após 2 dias de barco, visito Prince Rupert e Vancouver, onde peguei o avião para ir ao Hawaii e já sabia que meu irmão ia me encontrar lá. Ficamos hospedado em North Shore. Visitamos as principais praias e as festas eram em Honolulu. Foi uma semana muito boa, depois de um bom tempo no frio conseguia andar de bermuda, descalço e sem camisa. Parece que voltei a civilização e toda noite tomávamos uma no albergue. Um dia resolvi surfar, as ondas estavam baixas não passando de um metro mas não tinha nem idéia que apesar de não haver ondas o mar no pacífico é muito forte. Uma série mais forte fez vários tomarem caldo, eu também não escapei e acabei sendo resgatado por salva-vidas( até eles tinham dificuldade de voltar pra praia com o mar forte).
Após o susto visitei outra ilha, Big Island, e acampei no Vulcano National Park (foto a esquerda na cratera de Kilahuea). As pessoas no Hawaii e Alaska eram super gente boas e sempre alegres, nem se comparava com os americanos da parte continental. De volta a Honolulu e esperando meu avião para a Califórnia na manhã seguinte durmo a terceira noite no aeroporto de Honolulu (a primeira no dia que cheguei e a segunda quando viajei pela manhã para a Big Island). Acabei encontrando o Australiano e o Inglês que chegaram no mesmo dia que eu e diziam querer ficar lá por 3 meses mas estavam voltando porque disseram que o mar era muito forte.
Quando cheguei pra visitar meu amigo em San Diego, já sabia que seguiria viagem até o Brasil de ônibus e não iria ficar mais na cidade, queria viajar mais e mais. Em San Diego sai com ele em Tijuana que era a maior festa. Segui viagem e conheci Los Angeles, San Francisco e Las Vegas. Em Las Vegas perdi 40 dolares, mas devo ter bebido o dobro, quando senta-se na mesa de Black Jack as garçonetes oferecem bebida a vontade para os clientes. A última parada antes de ir para o México foi Flagstaff no Arizona, onde visitei o Grand Canyon.
Fala Galera, vou colocar um relato para motivar alguém a mais viagens. Os tópicos nos mochileiros tem me ajudado bastante e espero poder ajudar outros também.
Esta foi uma viagem de um pouco mais de 5 meses entre os EUA e Brasil por via terrestre. O interesse era fazer todo por terra mas fui obrigado a utilizar um avião entre Panama City e Cartagena na Colômbia por não haver estrada neste meio.
O custo médio foi 600 dolares e costumo responder que mesmo em um mochilão que gaste 1000 dolares por mês de média acaba sendo mais barato do que o custo de viver em SP com a diferença que você fica sem renda sai pelo mundo. Como viajei por 3 continentes estou colocando nesta seção de RTW.
Trabalhando nos EUA
Meu irmão vivia em New Jersey a 20 minutos de Manhattan e resolvi passar um tempo fora do Brasil.
Logo na primeira semana meu irmão me ajudou a arrumar um trabalho como lavador de carros em um carwash. Depois arrumei outro trabalho como delivery boy em um restaurante em Manhattan na 94th st de noite. Depois arrumei outro trabalho em outro restaurante na 62th st no período do almoço, somando 12 horas e 7 dias por semana nos 2 restaurantes. Alternava entre entregar comida de bicicleta (mais prático e rápido) e busboy (ajudante de garçom).
Já sabia que não ficaria mais do que 6 meses em NY, havia comprado no Brasil um passe aéreo da Canadian Airlines bem barato que dava direito a fazer 5 trajetos incluindo Hawaii e finalizando na Califórnia onde tinha um amigo morando em San Diego e pretendia arrumar emprego por lá.
Após juntar um dinheiro suficiente para viajar fazia planos em ir até o Brasil de ônibus depois de San Diego. A passagem de volta que adquiri com 40 mil milhas da TAM já estava vencida.
Minha trajetória inicial seria atravessar o Canadá de costa a costa, subir para o Alaska, ir ao Hawaii e então chegar a San Diego.
Iniciando o Mochilão pela América do Norte
Me lembro do dia que sai de New York somente com uma mochila nas costas com 25 kilos, nem tinha idéia do que me esperava nos próximos meses. Meu irmão foi junto comigo na estação de ônibus e meu próximo destino foi a cidade de Quebec no Canadá. No primeiro dia já entrei no ritmo de mochileiro, conhecendo gente do mundo inteiro nos albergues, dormindo noites em ônibus e comprando somente comida barata no supermercado.
Depois de passar em Montreal, Toronto e Winnipeg cheguei em Churchill no norte do Canadá. Churchill é conhecido como o melhor local pra se ver ursos polares pois fica na rota que eles fazem pra voltar ao pólo norte.
Em Churchill, eu não tinha reserva em nenhum hotel, tentei dormir no hospital da cidade mas acabei sendo expulso no meio da noite. A noite lá é linda, o horizonte fica colorido por um bom tempo. Fiquei vagando pela cidade de 1000 habitantes e acabei conhecendo algumas pessoas que nem falavam inglês, apenas a linguagem dos esquimós, inuit. Acabei achando um hotel com vaga, que acabou sendo o mais caro de toda minha viagem (32 dólares americanos). No dia seguinte fiz um passeio ao redor da cidade e vi alguns ursos polares, claro que estava protegido dentro do ônibus. Lá também foi a primeira vez que vi Aurora Boreal apesar de fraca.
Após Churchill fui conhecer as montanhas rochosas, uma região muito bonita. Em Banff realizei uma caminhada sozinho no meio das montanhas. Acabei passando muito frio na barraca em uma das noites. No fim da tarde no acampamento fui buscar água no rio e vejo 4 lobos do outro lado da margem, corriam muito rápido. Na volta da caminhada, estava completamente sozinho e vejo um urso marrom há uns 30 metros no meio da mata, tudo que queria era chegar o mais rápido na cidade e vejo um francês sentado em cima da mochila e digo que tinha acabado de ver um urso e ele responde que também, por isso que tinha parado pois queria ver novamente... como não tive este sangue frio continuei a volta em ritmo rápido. Após Banff fui a Lake Louise (foto a direita) e acabei descansando bem no albergue e apenas fazendo caminhadas de um dia pra visitar a região.
Resolvi seguir viagem para o Alaska passando por Edmonton e Whitehorse no Canadá. Em Edmonton quando estava dormindo na rodoviária esperando o ônibus que sairiaa as 6 da manhã, um funcionário me expulsa de lá dizendo que fecharia meia-noite. Estava muito frio e pra fugir do frio fui até um cassino, nesta brincadeira ganhei 60 dólares canadenses e fiz a melhor refeição da viagem.
Em Whitehorse tive uma grande surpresa quando descobri que não havia ônibus para o Alaska pois a temporada de turismo no Alaska encerra-se em 15 de Setembro, fim do verão. Na central telefônica da cidade, tentando solucionar meu problema tive a sorte de conhecer um cara que estava indo de carro e me daria uma carona. Ele deu a idéia de dormimos no "shelter" da cidade e então descobri que na maioria da cidade existiam abrigos para mendigos. Este abrigo era muito bom, tinha aquecimento, serviam comida e tinha até TV. Na manhã seguinte seguimos viagem para Fairbanks no carro dele, acabei descobrindo que ele andava armado mas depois me explicou que era militar no Tenesse e estava voltando pra casa no Alaska. Foi 15 horas de viagem até Fairbanks e a vista da região era muito bonita. Ele andava tranqüilamente a 140 Km/h e quando estava me falando sobre o perigo do "black ice", gelo no asfalto não muito visível, ele passa por cima de um e rodamos 3 vezes até sairmos fora da estrada, a sorte foi que não batemos em nenhum carro ou árvore.
Chegamos em Fairbanks 11 da noite e lá descubri que além de meio de transporte, os locais de hospedagem também fechavam depois de 15 de setembro. Após 3 tentativas o cara me deixou na delegacia de policia pois tinha que seguir viagem para a cidade dele. O policial me levou no "homeless shelter" da cidade e este era meio barra pesada. O cara que tomava conta já me mandou assoprar no bafômetro e disse que qualquer gota de álcool que tomasse eu seria expulso. No dia seguinte descubri que não poderia ficar durante o dia no abrigo, me deram endereços pra procurar emprego e poderia voltar somente de noite. Passei o dia todo vagando e tentando obter informações de como chegar no Denali National Park descobri que os únicos meios para chegar ao parque seria alugar um carro ou pedir carona, fiquei com a segunda. Enrolando num café que tinha internet da cidade, conheci uma menina, fomos dar uma volta e na praça da cidade dois mendigos deitados na praça em cima da neve me cumprimentaram, ela não entendeu nada, mas eles já eram meus conhecidos. No abrigo conheci várias pessoas, desde um veterano sem as duas pernas até ex-presidiários e todos eram revoltados com o sistema americano.
Fazendo 17 graus negativos, acabei pegando 3 caronas até chegar ao Denali National Park que estava fechado porque também fica aberto até 15 de setembro.
Montei minha barraca que era a única do parque para a noite na qual imaginava ser mais fria do que foi. No meio da noite vi O espetáculo mais bonito de toda minha vida, uma aurora boreal bem forte. Fiquei duas noites no parque, fiz uma caminhada de leve e acabou nevando nesta tarde. Quando voltei ao acampamento vi várias pegadas de animais, inclusive de urso,na neve fresca perto da minha barraca. Dia seguinte, após 3 horas de espera na estrada, consigo uma carona até Anchorage e felizmente lá o albergue estava aberto. No mesmo albergue conheci uma alaskiana que acabou sendo o meu primeiro romance desde que sai de Nova York e resolvi prolongar minha estadia um pouco por mais uma semana em Anchorage.
Seguindo viagem, resolvi ir de barco até o Canadá até Prince Rupert. A viagem é tranqüila e a vista maravilhosa. Consegui ver algumas baleias. Parávamos em diversas cidades do Alaska onde somente é possível chegar por avião ou barco.
Após 2 dias de barco, visito Prince Rupert e Vancouver, onde peguei o avião para ir ao Hawaii e já sabia que meu irmão ia me encontrar lá. Ficamos hospedado em North Shore. Visitamos as principais praias e as festas eram em Honolulu. Foi uma semana muito boa, depois de um bom tempo no frio conseguia andar de bermuda, descalço e sem camisa. Parece que voltei a civilização e toda noite tomávamos uma no albergue. Um dia resolvi surfar, as ondas estavam baixas não passando de um metro mas não tinha nem idéia que apesar de não haver ondas o mar no pacífico é muito forte. Uma série mais forte fez vários tomarem caldo, eu também não escapei e acabei sendo resgatado por salva-vidas( até eles tinham dificuldade de voltar pra praia com o mar forte).
Após o susto visitei outra ilha, Big Island, e acampei no Vulcano National Park (foto a esquerda na cratera de Kilahuea). As pessoas no Hawaii e Alaska eram super gente boas e sempre alegres, nem se comparava com os americanos da parte continental. De volta a Honolulu e esperando meu avião para a Califórnia na manhã seguinte durmo a terceira noite no aeroporto de Honolulu (a primeira no dia que cheguei e a segunda quando viajei pela manhã para a Big Island). Acabei encontrando o Australiano e o Inglês que chegaram no mesmo dia que eu e diziam querer ficar lá por 3 meses mas estavam voltando porque disseram que o mar era muito forte.
Quando cheguei pra visitar meu amigo em San Diego, já sabia que seguiria viagem até o Brasil de ônibus e não iria ficar mais na cidade, queria viajar mais e mais. Em San Diego sai com ele em Tijuana que era a maior festa. Segui viagem e conheci Los Angeles, San Francisco e Las Vegas. Em Las Vegas perdi 40 dolares, mas devo ter bebido o dobro, quando senta-se na mesa de Black Jack as garçonetes oferecem bebida a vontade para os clientes. A última parada antes de ir para o México foi Flagstaff no Arizona, onde visitei o Grand Canyon.