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DETALHES:

Carro: jeep 4x4

Pessoas: 2 casais

Período: 27/12/2010 a 02/01/2011

Percurso: Caminho Velho (Ouro Preto/MG a Paraty/RJ).

Estrada de Terra seguindo os marcos da Estrada Real

 

 

Primeiro dia de viagem:Começamos nossa viagem por Ouro Preto, mais especificamente São Bartolomeu. Lá visitamos a rua principal da cidade, com direito a fotos e a uma conversa com um habitante da cidade muito gentil e que nos contou várias estórias. Compramos algumas goiabadas tão famosas e que são deliciosas realmente e pretendíamos experimentar o bolinho de bacalhau da venda em frente a igreja, mas como era dia 27/12/2010 o Natal acabou com tudo...rs.

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Nossa próxima parada foi em Glaura, um lugar muito bonitinho. Procuramos algum lugar para almoçarmos, mas infelizmente o local nao conta com esse tipo de atendimento a visitantes.

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Passamos então por Santo Antônio do Leite, Lobo Leite até chegar em Congonhas. Tudo por estrada de Terra e muito bem sinalizado. Encontramos um mexidão maravilhoso em Santo Antônio do Leite e então almoçamos. Em Congonhas visitamos os principais pontos turísticos e decidimos seguir viagem.

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Pequeri foi apenas passagem, mas em São Brás do Suaçuí decidimos visitar a Cachoeira da Pedreira, ponto Turístico da cidade. Foi uma decepção só... o lugar era longe e muito mal sinalizado. Ficamos um tempão no meio da mata procurando a cachoeira, que também não era bonita.

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Passamos por Entre Rios de MInas e Casa Grande, porém nao paramos, pois não havia muito o que se fazer por lá. No caminho pegamos um atoleiro no caminho, em frente uma fazenda. Tivemos dificuldades para sair...depois de empurrar bastante o carro, conseguimos sair. Mais a frente, encontramos um caminhão quebrado no caminho e nossa sorte foi que havia um espaço, mínimo, entre o caminhão e a cerca da fazenda, e com esforço e sorte conseguimos desviar e seguir caminho. Dia de muita adrenalina, susto, lama e sorte!!!!!

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Em fim chegamos em Lagoa Dourada. A terra do rocambole, e que rocambole!!! O de prestígo é delicioso! Decidimos dormir em Lagoa Dourada, até pq estávamos todos sujos de lama, após o atoleiro, rs.

 

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Segundo dia de Viagem: Acordamos cedinho e fomos visitar a Fazenda do Engenho, datada do século XVIII, com sua senzala. O local foi visitado pelo imperador D. Pedro algumas vezes. Pretendíamos visitá-la por dentro, mas logo apareceu um senhor que disse que a fazenda está em processo judicial e que não poderíamos entrar. Foi uma pena, pois parecia ser linda e segundo o senhor, todos os móveis da época ainda estavam lá.

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Seguimos em direção a Prados. No roteiro da Estrada Real, dizia apenas q era uma cidade de artesanatos, mas quando chegamos descobrimos uma cidade linda com uma igreja encantadora e casas antigas, inclusive a casa que a irmã de Tiradentes morou (ao lado da igreja matriz). Realmente a cidade é repleta de artesanatos, porém, o que nos encontou foi a beleza da antiguidade.

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Mais a frente chegamos em Bichinhos, um lugarejo simpático, repleto de artesanatos, mas sem outras atividades para se fazer. No caminho para Tiradentes, encontramos um museu do Automóvel, que parecia ser interessante, mas preferímos nao entrar. Chegando em Tiradentes, nos deparamos com uma cidade repleta de estórias, muitos turistas e charretes por todo os lados. Almoçamos uma típica comida mineira e decidimos seguir viagem.

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A próxima cidade é São João Del Rei. Simplesmente linda. Uma cidade histórica e desenvolvida onde encontramos muitos estudantes que fazem da cidade seu porto para os estudos. Nela, além das inúmeras igrejas encontramos a casa onde residiu o presidente Tancredo Neves.

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Após paisagens maravilhosas pelo caminho (estrada de terra demacardas pelo marco da Estrada Real), avistamos de longe, Caquende.

Uma dica valiosa para quem faz o caminho da estrada Real é: Sempre que possível perguntar como se encontra a estrada. Muitas vezes, por causa das chuvas ou outro motivo, as estradas se tornam um lugar de muito difícil acesso. Como exemplo encontramos pelo caminho um rio que encheu muito e transbordou.Era impossível de atravessar e por isso tivemos que voltar e procurar outro acesso.

Voltando para Caquende, um lugarejo bem pequenino...avistamos a balsa do outro lado do rio e acenamos. Não demorou muito e a balsa chegou até nós. Atravesamos o rio e do outro lado estava Capela do Saco.

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Como os dois lugarejos não possuía muitas coisas a se fazer, decidimos seguir viagem até Carrancas. No caminho encontramos uma placa simples que dizia: "Só sobe 4x4". Como estávamos de jipe 4x4 nao demos muita importância para a placa, mas ficamos curiosos. De repente, começamos a subir uma montanha de pura pedra. O caminho era horrível e realmente outro tipo de carro não subiria aquela "parede de pedra". Passamos um sufoco e até pensamos em voltar, mas como já estávamos no meio do caminho e a chuva nao demoraria muito a cair, decidimos prosseguir. Depois de algum tempo, conseguimos atravessar e chegamos em Carrancas com uma chuva intensa.

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Terceiro dia de viagem: Carrancas!!! Repleta de encantos naturais. A cidade infelizmente precisa de mais cuidados por parte do prefeito, como por exemplo, a sinalização dos pontos turísticos. Para se chegar nas cachoeiras é necessário perguntar muiiiiiito os moradores, pq quase nao há placas com indicação. Aproveito para fazer um apelo ao prefeito: Por favor, sr. Prefeito, dê um pouco mais de atenção à cidade e cuide melhor da única cachoeira q está sob o poder da prefeitura e que por sinal está poluída (cachoeira da Fumaça), ela é o cartão postal da cidade e com certeza precisa de uma atenção maior.

Esquecendo os problemas, a riqueza que esta cidade possuí é inacreditável!!! As cachoeiras são maravilhosas e a minha preferida é a cachoeira da Esmeralda. Passamos apenas 7 horas em Carrancas, mas o lugar merece 2 dias para visitação, pois há muitas atrações como cavernas, canyon, dentre outras.

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Seguimos viagem sentido a Traituba e no caminho encontramos a Fazenda de Traituba, construída para receber D. Pedro I, porém a visita não aconteceu. Esta fazenda é de uma beleza incrível. Infelizmente muitas coisas aqui relatadas, não ganham a importância que deveriam ter, por ser muito difícil transcrever em palavras as belezas que vimos a olho nú.

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Novamente caímos em um atoleiro. As partes piores são em frente a fazendas onde o gado pisoteia e a lama se misturam com o extrume, mas é claro que viajamos em uma época de muitas chuvas. Pegamos velocidade e conseguimos atravessar sem maiores problemas, diferente daquele q encontramos no primeiro dia de viagem.Em Cruzília, terra do queijo, compramos queijos é claro e um bom vinho. Sentamos na praça e apreciando a pacata cidade nos deliciamos com queijo e vinho, rs e depois fomos descansar no hotel.

 

Quarto dia de viagem: Em Caxambu fomos conhecer o Parque das Aguas. O parque é repleto de fontes de aguas que sugerem a melhoria de alguma enfermidade. São aguas gaseificadas, carbonizadas, etc. O parque em sim é muito bonito mas rápido de se visitar. Aproveitamos e andamos no teleférico do parque.

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Em seguida fomos para São Lourenço. Lá tbm tem o Parque das Aguas, mas como já conhecemos o de Caxambu, optamos por fazer alguma atividade diferente, então fomos dar um passeio de Maria Fumaça. O ideal é vc agendar a viagem, pois como a cidade vive cheia de turistas, talvez vc nao encontre lugar. O trem saí 2 vezes por dia e possui 2 classes diferentes: uma executiva e a outra especial com direito a degustação de vinhos, licores, cachaças, queijos e doces (vale muito a pena). Com um jeitinho de mineiro, conseguimos ir na "cabine" da maria fumaça e tiramos fotos lindas. A paisagem durante a viagem não é muito atrativa, mas o passeio em sim é muito legal. Alguns cantores sertanejos acompanham o trem durante a viagem e fazem a alegria da viagem. O destino final é em Soledade de MInas (10km) onde na estação da pequena cidade possui uma feirinha de artesanato e depois de 40 minutos o trem parte novamente para São Lourenço. Na chegada, foi uma festa só, onde os violeiros cantaram e a turma mais animada do passeio dançaram na estação.

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Seguimos viagem e novamente belas paisagens nos surpreenderam. Bichos como gavião, siriema, águia cruzaram nossos caminhos, deixando a viagem ainda mais bela. Entramos no Circuito Terras Altas da Mantiqueira (Pouso Alto, Itamonte, Itanhandu e Passa Quatro). Infelizmente nesse trecho nos perdemos um pouco, pois durante a viagem pela estrada nao encontramos o marco da Estrada Real, mas tivemos sorte e chegamos em Passa Quatro onde nos hospedamos e a Dona da Pousada nos contou muitas estórias da cidade, uma verdadeira aula de volta no tempo. A cidade merece uma dedicação do tempo, pois há muitas atrações, dentre ela uma cachoeira proibida para visitação de turistas, mas que é linda é. Também há o passeio da Maria Fumaça. Infelizmente preparamos apenas o tempo para dormir e descanasar um pouco e não tivemos tempo para a visitação, que acontecerá em uma próxima oportunidade.

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Quinto dia de viagem: Perguntamos a várias pessoas onde ficava a Vila do Embaú, mas ninguém soube informar. Depois é q descobrimos q o nome certo é Cruzeiro. Apenas passamos por Cruzeiro e Guaratinguetá. Chegando em Cunha, agora faltava pouco para o destino final, fomos nos informar sobre o tão falado trecho entre Cunha a Paraty. Cada pessoa informava uma coisa, mas 90% das informações coletadas foi que: o trecho era muito perigoso e com as chuvas estava intransitável. Passeamos um pouco por Cunha, uma cidade pacata mas nessa época estava cheia de turistas. Também merecia uma dedicação maior do tempo, mas optamos seguir viagem para Paraty (nosso destino final), visto que já eram 13 horas do dia 31/12 e ainda tínhamos que procurar lugar para ficar em Paraty. Depois de ouvir tanto sobre o trecho Cunha/Paraty optamos por seguir pelo asfalto.

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Após Taubaté descemos a Serra do Mar. Simplesmente uma visão encantadora, perigosa, mas encantadora! Serra do Mar é o nome dado à cadeia de montanhas que acompanha cerca de 1.000 km do litoral sul e sudeste do Brasil entre Rio de Janeiro e o norte de Santa Catarina. Junto com a subparalela Serra da Mantiqueira ao oeste, eles representam a mais destacada feição geomorfológica da borda atlântica do continente sul - americano. Descemos então 20km, com direito a uma vista maravilhosa de Ubatuba e tbm de belas cachoeiras.

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Chegamos finalmente ao destino final da Estrada Real: Caminho Velho: PARATY! De longe avistamos ela... uma cidade linda, repleta de casas antigas, todas elas conservadas e pintadinhas. Procuramos uma pousada e depois fomos nos preparar para curtir a queima de fogos do reveillon em Paraty. Foi tudo muito lindo.

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Com certeza essa viagem será inesquecível. Quero fazê-la novamente e com mais tempo para visitar melhor as cidades e conhecer suas histórias.

Desculpe-me se esqueci de mais algum detalhe importante, mas é que estou em êxtase até o momento.....

Gostaria de agradecer meus companheiros de viagem pela companhia e a todos aqueles que cruzaram os nossos caminhos durante todo o percurso.

ESTRADA REAL É SENSACIONAL!!!!!!!!!

 

 

(informações: [email protected])

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