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Bangladesh - Guia de Informações
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Bora viajar?
País no centro-sul da Ásia, Bangladesh está localizado no delta dos rios Ganges e Brahmaputra, na região chamada de Subcontinente Indiano. A baixa altitude de seu território - cerca de 90% está a menos de 10 metros acima do nível do mar - faz com que o solo seja fertilizado pelos rios nos períodos de cheias. No entanto, freqüentes inundações provocam enormes prejuízos e mortes. Com cerca de 900 habitantes por km2, o país está entre os mais densamente povoados do mundo. A maioria da população é muçulmana e há um grupo numeroso de hinduístas. As relações entre as duas comunidades, ao contrário do que acontece na vizinha Índia, não são marcadas por conflitos. Nas planícies alagadas de Bangladesh produz-se arroz e metade da juta consumida no mundo. Embora tenha conseguido aumentar a exportação de roupas de algodão, o país ainda é muito dependente da ajuda econômica externa (1,5 bilhão de dólares em 1999/2000). A taxa de analfabetismo é superior a 60% e as condições sanitárias estão entre as piores da Ásia. Campanhas de controle da natalidade nas duas últimas décadas conseguiram reduzir o crescimento populacional.
História de Bangladesh
No século XII, invasores muçulmanos trazem o islamismo para a região onde hoje está Bangladesh. O domínio maometano tem seu auge durante o Império Mongol, entre 1526 e 1857. O território passa ao jugo do britânico no século XVIII, integrado à Índia, com o nome de Bengala Oriental. Apesar do convívio com os hinduístas, a comunidade muçulmana mantém sua identidade sob o governo britânico. Em 1947, sob pressão de movimentos nacionalistas, o Reino Unido partilha o Subcontinente Indiano em dois países independentes: a Índia (majoritariamente hinduísta) e o Paquistão (muçulmano). O atual Bangladesh é originalmente incorporado ao Estado paquistanês como uma província chamada Paquistão Oriental, separada do resto do país por 1,6 mil km de território indiano.
Embora o atual Bangladesh seja mais populoso, o poder político fica na parte ocidental do país, em Islamabad, a capital paquistanesa. Os bengaleses se sentem discriminados pelo Paquistão Ocidental, que se apropria da maior parte dos recursos do país. O descontentamento explode em 1954, quando o urdu é declarado idioma oficial do Paquistão, em detrimento do bengali, falado na parte oriental. Só em 1955, depois de uma onda de protestos, o bengali é reconhecido igualmente como língua oficial e as duas partes do país passam a ter o mesmo número de representantes na Assembléia Nacional.
Independência de Bangladesh
Em 1970, a Liga Awami, defensora de maior autonomia para o Paquistão Oriental, fortalece-se com a conquista de 167 das 313 cadeiras na Assembléia Nacional, nas primeiras eleições legislativas abrangendo todo o país. Para impedir que seu líder, o xeque Mujibur (Mujib) Rahman, se torne primeiro-ministro, o presidente paquistanês, general Yahya Khan, fecha o Parlamento e envia o Exército nacional para esmagar o movimento separatista e prender Mujib como traidor. No dia 26 de março de 1971, o xeque Mujib proclama em uma cadeia de rádio a independência do Paquistão Oriental, com o novo nome de Bangladesh. Forças leais ao governo paquistanês reagem violentamente à proclamação de independência de sua província oriental, iniciando uma guerra civil que deixa milhares de mortos. Cerca de 10 milhões de bengaleses fogem para a Índia. Em apoio ao novo país, o governo indiano declara guerra ao Paquistão, que se rende em dezembro. No ano seguinte, Mujib torna-se primeiro-ministro e, em fevereiro de 1975, assume a Presidência de Bangladesh, mas é assassinado em um golpe de Estado, em agosto.
Democratização de Bangladesh
Após vários governos militares, o país passa por um processo de democratização a partir de 1991, com a eleição da civil Khaleda Zia, do Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP), como primeira-ministra. No mesmo ano, Bangladesh sofre uma das maiores catástrofes naturais do século XX, causada por um ciclone, que mata 250 mil pessoas e provoca enormes danos materiais. A partir de 1992, a alta dos preços e a tentativa de privatizar empresas estatais desencadeia uma onda de protestos.
Em 1994, oito partidos de oposição bloqueiam o trabalho do Legislativo, acusando o governo de fraudar eleições. No final do ano, 147 parlamentares renunciam, em protesto contra a insistência de Zia em permanecer na chefia de governo. As eleições gerais de fevereiro de 1996 são marcadas pela violência. Sob pressão dos militares, Zia renuncia em março. Novas eleições, realizadas em junho, são vencidas pela Liga Awami, que elege Hasina Wajed (filha de Mujib) para primeira-ministra com o apoio do Jatiya Dal, terceiro maior partido político do país.
Em setembro de 1998, Bangladesh é assolado por uma enchente que mata 1,5 mil pessoas e atinge 60% da superfície do país. Novas inundações, entre agosto e outubro de 2000, provocam centenas de mortes e mais de 1 milhão de desabrigados. Apesar da fragilidade da economia de Bangladesh, uma experiência nascida no país torna-se referência internacional. Trata-se do Grameen Bank, o "Banco do Povo", que desde 1976 concede mais de 3 bilhões de dólares em créditos à população mais pobre, registrando inadimplência de apenas 2%.
Fonte: Portal São Francisco.