Hora de partir rumo a novo destino. Tomei o tal do ônibus turístico, que pára em alguns lugares no caminho entre Cusco e Puno por volta das 8h da manhã. Na boa: acho que o custo X benefício não vale. São 4 paradas: uma igrejinha que tem o teto com umas pinturas (exageradamente propagada pela brochura como a Capela Sistina das Américas), as ruínas do templo de Wiracocha, o limite entre os departamentos de Cusco e Puno, numa região montanhosa, e um pequeno museu arqueológico, além de um almoço incluído. Com exceção do limite entre os departamentos, em todos os outros é necessário pagar a entrada extra. E na boa: o mais legalzinho são as ruínas do templo (mas nada imperdível) e o limite departamental (não sei vocês, mas acho interessante bater foto em frente a essas plaquinhas tipo "Bem vindo a X"). Se fosse mais barato (custa cerca de 25 dólares, não incluso as entradas nos locais), talvez até valesse a pena, mas pelo preço que é, acho que não. Chega-se a Puno no finalzinho da tarde. Encontrei um hotel onde me alojar, reservei o passeio para as Islas Flotantes e Isla Taquile para o dia seguinte e o ônibus para Copacabana no dia posterior e fiquei sabendo que o candidato presidencial peruano OIlanta Humala, então em primeiro lugar nas pesquisas e apoiado por Hugo Chávez (Venezuela) e Evo Morales (recém eleito na Bolívia), estava dando um comício na Plaza de Armas da cidade. Como estudo Ciência Política e me interesso pelo tema América Latina, fui conferir. Cheguei já no finalzinho, mas valeu pelo registro do momento, com a praça lotada e muita gente empolgada. Ainda deu pra tirar uma foto do próprio candidato de pertinho, sendo carregado nos ombros da multidão. Vai que ele ganha em Abril? Essa foto poderá valer milhões! [:D]
29/01/2006 - Puno
Cedo pela manhã passaram no hotel para me buscar e levar até o cais da cidade, de onde partiria no barco para conhecer as Islas Flotantes de los Uros e a Isla Taquile. As primeiras consistem em ilhas artificiais construídas a partir da Totora, um tipo de arbusto muito comum pelo Peru e Bolívia e que cresce abundantemente no lago Titicaca. Além das ilhas, também as casas e barcos do povo de Uros são feitas com a mesma Totora, que também serve de comida (não tem gosto de nada, mas dizem que é bem nutritiva e previne artrites). Visitamos duas ilhas, onde os nativos vendem artesanatos diversos, incluindo alguns barquinhos em miniatura feitos com a tal planta, um souvenir bem interessante na minha opinião. Depois, seguimos para a Isla Taquile, essa sim uma ilha "de verdade", natural e firme no lago. O barco que faz o traslado é hiper lento. Explicou-me o guia que nem todo motor se adapta bem à região. Por causa do pouco oxigênio no ar, a maioria dos motores não têm bom rendimento e esse, apesar de lento, é um dos de melhor desempenho. Já chegando à ilha, temos que escutar as piadinhas infames do tipo "Pessoal, é ilha Taquile, não é Tequila" (o que me fez recordar Cusco e "o nome da ruína é Saqsaywaman, não é Sexy Woman"). Um pequena caminhada contornando a ilha até chegar na praça central do vilarejo, onde há mais artesanato à venda e um centro de confecções, além de uma exposição de fotos tiradas pelos próprios nativos. Após o almoço (não incluído), caminha-se mais um pouco até o outro lado da ilha, onde o barco está esperando para o regresso a Puno. A cidade de Puno, aliás, em si mesma é feia e não tem maiores atrativos, de modo que encerro aqui o relato do dia. [:D]










