por AlfredoGuerraMachado » 10 Dez 2010, 22:48
Bem interessante a abertura deste espaço onde podemos tomar conhecimento sobre “O QUE FAZER NA PATAGÔNIA”, e também deixar uma contribuição com base em experiências de viagens.
Estou na terceira viagem à Patagônia, e sempre conhecendo novos lugares. Também fiz a opção de viajar pela Patagônia Chilena. Por apresentar uma menor interferência provocada pela ocupação da Região é mais selvagem. Por isso existe menos estrutura turística o que nos leva a um contato direto com a população, que nos recebe de braços abertos. Em muitos lugares ficamos em hospedarias familiares e nos alimentamos em inúmeros locais onde são servidas comidas caseiras. É algo semelhante ao acolhimento que encontramos no povo amazonense ribeirinho das diversa localidades quando descemos a calha do Rio Solimões / Amazonas, a partir de Iquitos/ Peru até a Foz em Macapá e Belém. E em cada parada, muitas surpresas, são coisas que não encontramos na mídia do turismo de massa. Viajar pela Patagônica é como se aventurar pela Amazônia e sair explorando, descobrindo e conhecendo o povo, seus costumes, e a imponência da natureza ainda preservada.
O Chile está dividido em 15 Zonas, e a Região Sul do Chile se inicia na Zona 9 – CONCEPCION; Zona 10 – TEMUCO a VALDIVIA; Zona 11 – OSORNO a PUERTO MONTT; Zona 12 – ARQUIPÉLAGO DE CHILOÉ; Zona 13 – CARRETERA AUSTRAL; Zona 14 – MAGALHÃES; e Zona 15 – TERRITÓRIO CHILENO ÁRTICO.
Viajando por estas Zonas na direção Sul vamos conhecendo, vivenciando as alterações regionais, partindo de locais com grande movimentação, centros urbanos, indústrias, auto-estradas, hotéis,... etc., chegando a lugares incríveis quando percorremos os 1.300 km da Carretera Austral desde o início em Puerto Montt até Villa O’Higgins, seu ponto final. Continuar viagem na direção sul a partir de Villa O’Higgins só é possível a pé (a trilha é inviável para bicicletas ou motos), numa travessia até El Chalten.
Como primeiro item em minha relação estão as inúmeras possibilidades de Trekking que existem na Patagônia. Assim como as belezas das praias brasileiras, todas estes caminhos são de rara beleza, que marcam cada visitante. O branco das dunas no Brasil e o branco das montanhas geladas na Patagônia chamam a nossa atenção. Os passeios de bugres com emoções pelas dunas e as trilhas andinas que emocionam ficam gravados em nosso memória, pelo frio na barriga e por nos matar de frio.
Como item 2 estão as Navegações pelos Canais Patagônicos e seus labirintos entre os fiordes, Laguna de São Rafael, delta do Rio Baker, campos de gelo norte e sul e as geleriras, o Estreito de Magalães, o canal de Beagle, e a Ilha de Navarino. Nada como caminhar sobre o gelo milenar e escutar os seus estrondos, caminhar sobre o gelo que se soltou e está boiando, ou a beleza e a tristeza que são os desmoronamentos das grandes paredes de gelo, decorrente da mudança climática.
Como item 3 estão os inúmeros lugarejos, cada um com suas especificidades, como as Palafitas e Igrejas de madeiras / Chiloé, ou as passarelas e escadarias de Tortel, constuída dentro de um Fiorde, ou Puerto Tranqüilo, o Lago General Carrera/Buenos Aires, as Capelas de Mármore, a nascente do Rio Baker, (Tortel fica na foz), Lago Bertrand.
O 4º item quero registrar a alimentação regional, como comer Salmão defumado no mercado do Peixe Angelmó / Puerto Montt, Truta em Villa O’Higgins, mariscos em Chiloé, um cordeiro e as frutas silvestres locais.
Para finalizar, como 5º e último item está a integração com a população local e assim realizar a maneira deles, os deslocamentos entre os mais diversas comunidades e visitas a locais de interesse turístico, o lazer, obtendo-se um maior conhecimento a um custo mais baixo.
O melhor da Patagônia está em atingir os seus objetivos particulares, interesses de cada viajante, e se sentir realizado e satisfeito com os conhecimentos adquiridos e as experiências vividas.